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O Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (14/11) pela Emater/RS-Ascar, relatou o encerramento do plantio de mandioca na região administrativa de Santa Rosa. As novas mudas apresentam excelente desenvolvimento vegetativo, com boa brotação e estande de plantas. No momento, os agricultores realizam o controle de plantas invasoras por meio de capina manual.
Os valores pagos aos produtores por 25 kg de mandioca estão em torno de R$ 120,00, enquanto o quilo da mandioca lavada e não descascada é vendido ao consumidor a R$ 5,40. A mandioca descascada, direcionada ao mercado varejista, custa R$ 6,00/kg, e nas feiras e vendas diretas, os preços variam de R$ 7,00 a R$ 9,00/kg.
Na região de Soledade, o plantio da mandioca foi concluído nas áreas de baixa altitude, enquanto em áreas mais altas o processo ainda está em finalização. Nessa região, o cultivo é geralmente voltado ao consumo próprio, com parte do excedente destinada às feiras.
Em municípios como Venâncio Aires e Mato Leitão, algumas lavouras enfrentam problemas com bacterioses, que têm gerado falhas nas plantações, possivelmente ligadas à qualidade das manivas plantadas. Em Mato Leitão, a caixa de 22 kg é vendida a R$ 25,00.
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta quinta-feira (14) com o presidente argentino, Javier Milei, pela primeira vez desde as eleições americanas. O evento aconteceu em Mar-a-Lago, na Flórida, durante uma gala organizada pelo America First Policy Institute, uma organização que promove a agenda política de Trump.
O encontro foi um marco para ambos os líderes, que compartilham uma visão conservadora e se apoiam mutuamente em suas agendas políticas. Milei, que recentemente conquistou a presidência da Argentina, fez um discurso durante o evento, destacando o que chamou de “vento da liberdade” que agora está soprando tanto na Argentina quanto nos Estados Unidos, com a vitória de Trump. O presidente argentino também fez uma referência ao “milagre” de Trump, mencionando a sobrevivência do ex-presidente após um atentado, uma referência à tentativa de assassinato sofrida por Trump durante a sua presidência.
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O evento contou também com a presença de Elon Musk, o bilionário e empresário conhecido por seu papel em empresas como Tesla e SpaceX, que foi elogiado por Trump por seu trabalho para reformar o governo federal. Musk, que tem se aproximado de figuras conservadoras, também foi destaque da noite, com Milei agradecendo ao empresário por seu trabalho em defender a liberdade de expressão na plataforma de mídia social X.
Durante o evento, Trump fez questão de elogiar Milei, destacando que o presidente argentino “é uma pessoa MAGA” (sigla para “Make America Great Again“, movimento de Trump). Em sua fala, o ex-presidente dos Estados Unidos também demonstrou apoio à agenda de Milei, que tem se baseado em cortes fiscais e redução do tamanho do governo, em uma linha semelhante à adotada por Trump durante sua gestão.
Esse encontro marca um novo capítulo na relação entre os dois líderes, que já haviam trocado elogios e se demonstraram aliados desde as vitórias eleitorais de ambos. Milei, em entrevista recente, comentou sobre a importância de estreitar laços com os Estados Unidos, mencionando que a Argentina está buscando um acordo de livre comércio com o país norte-americano, uma proposta que recebeu apoio de Trump em conversas anteriores.
Este é o primeiro encontro de Trump com um chefe de estado estrangeiro após a sua vitória nas eleições de 2024. A presença de Milei no evento reflete o fortalecimento dos laços entre as duas nações, especialmente em um momento em que ambos enfrentam desafios internos e tentam moldar suas respectivas agendas políticas, com foco na redução de impostos, liberalização econômica e políticas conservadoras.
O encontro foi transmitido nas redes sociais, com imagens do momento sendo compartilhadas por vários participantes e pelo governo argentino, destacando o apoio entre os dois líderes.
A série Yellowstone, disponível no catálogo do Paramount+, tem conquistado uma grande base de fãs ao redor do mundo, oferecendo uma mistura de drama, ação e conflitos familiares. Criada por Taylor Sheridan e John Linson, a trama acompanha a família Dutton, proprietária do maior rancho contínuo dos Estados Unidos, e os desafios que enfrentam para proteger sua terra, seu rebanho e seu legado.
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No entanto, além do enredo repleto de reviravoltas, Yellowstone também traz à tona temas profundamente enraizados na realidade da pecuária e da vida no campo, refletindo os dilemas enfrentados por muitos pecuaristas no mundo real.
A Pecuária em Yellowstone
No cerne de Yellowstone está a pecuária, com a família Dutton envolvida no manejo do maior rancho de gado dos Estados Unidos. O controle do gado e a preservação das terras são questões centrais para a trama. A série explora as tensões entre os Duttons e aqueles que ameaçam suas terras, como desenvolvedores imobiliários, reservas indígenas e até mesmo o governo dos Estados Unidos. Esses conflitos têm forte ligação com a realidade enfrentada por pecuaristas em regiões rurais, onde a terra e o gado são fundamentais para a economia local.
Os Duttons, liderados por John Dutton (interpretado por Kevin Costner), representam a luta constante para manter sua propriedade intacta diante das pressões externas. Essa luta pela preservação das terras é uma realidade vivida por muitos pecuaristas, que enfrentam desafios similares em suas tentativas de manter a tradição e a sustentabilidade de seus negócios. A pecuária, com suas complexas relações legais e comerciais, está no centro de muitas disputas territoriais e políticas, refletindo as dificuldades cotidianas de quem vive e trabalha no campo.
A Realidade da pecuária nos dias atuais
Enquanto Yellowstone dramatiza muitos aspectos da vida no campo, como os confrontos violentos e a constante ameaça de morte que permeiam a série, ela também toca em questões reais que os pecuaristas enfrentam todos os dias. No mundo real, a pecuária é uma atividade econômica fundamental, especialmente nos estados rurais dos Estados Unidos, como Montana, que serve de cenário para a série. Os ranchos e a criação de gado têm um impacto profundo na economia local, com muitos pecuaristas lutando para manter suas propriedades, enfrentar a concorrência e lidar com as regulamentações governamentais.
O controle do gado, por exemplo, é uma das tarefas mais complexas e vitais para os pecuaristas. Em Yellowstone, o gado não é apenas um ativo valioso, mas também um símbolo de poder, território e legado familiar. No mundo real, a pecuária exige uma gestão cuidadosa, com questões como roubo de gado, disputas sobre direitos de propriedade e a constante pressão para manter os rebanhos saudáveis e produtivos. Embora os Duttons possam usar métodos extremos para defender seus interesses, no mundo real, os pecuaristas frequentemente enfrentam desafios legais, financeiros e ambientais que exigem uma abordagem mais estratégica e prática.
Yellowstone e a popularização da vida rural
A série não apenas apresenta a vida no campo, mas também influencia a percepção pública sobre a vida rural e a pecuária. Desde que estreou, Yellowstone ajudou a aumentar o interesse pelo estilo de vida dos ranchos e pela cultura cowboy, com muitas pessoas se encantando pela ideia de viver nas vastas terras de Montana. No entanto, a série também apresenta uma visão idealizada da vida no campo, que pode não refletir totalmente os desafios enfrentados por quem trabalha na pecuária, como a luta constante contra a seca, o aumento de custos e a escassez de mão de obra qualificada.
Apesar disso, Yellowstone tem contribuído para aumentar a conscientização sobre a pecuária e os desafios que os pecuaristas enfrentam, estimulando discussões sobre o futuro da agricultura e a necessidade de políticas públicas que apoiem a sustentabilidade e a rentabilidade do setor. A série também destaca a luta dos Duttons para preservar sua terra e sua forma de vida, algo com o qual muitos pecuaristas podem se identificar, especialmente aqueles que enfrentam pressões externas para vender suas terras ou se adaptar às mudanças do mercado.
A Pecuária em Montana: realidade à parte
Embora a série se concentre nos conflitos familiares e nas tensões dramáticas, ela também reflete uma parte significativa da realidade de Montana e de outras áreas rurais nos Estados Unidos. A pecuária é, de fato, um setor que envolve muito mais do que a criação de gado: ela exige uma gestão detalhada dos recursos naturais, uma compreensão profunda das leis e regulamentações locais e, muitas vezes, a habilidade de negociar com grandes corporações e entidades governamentais.
A popularidade de Yellowstone trouxe à tona as complexidades dessa indústria, ao mesmo tempo que, em muitos casos, distorceu algumas das dificuldades do dia a dia dos pecuaristas. Para quem vive essa realidade, a série pode ser tanto uma representação inspiradora quanto uma dramatização exagerada dos desafios diários.
Os investimentos em infraestrutura feitos para a área de fertilizantes da Cooperauriverde no sul do estado de Santa Catarina e a família Andreta no quadro “Gente de faz o Agronegócio” são os destaques do programa Cooperativismo em Notícia deste sábado (16).
O Sul em evidência: há algum tempo, a Cooperauriverde enxergou na região sul catarinense uma área propícia para a expansão de seus negócios. Os investimentos feitos estão ajudando a manter a qualidade dos produtos que chegam às propriedades dos cooperados, principalmente na área de fertilizantes. A equipe da TVCoop esteve em Morro da Fumaça, em uma das unidades da Auriverde, para mostrar esse processo, que começou com a melhoria na área de armazenamento de produtos agrícolas e se estendeu para o campo, onde o produtor está satisfeito com a qualidade dos insumos. O setor de fertilizantes, principalmente os especiais da Fecoagro, tem conseguido melhorar o desempenho das lavouras e a rentabilidade do associado. Com isso, o nível de confiança da cooperativa com o produtor aumentou consideravelmente.
Quadro Gente que Faz: produzir alimentos é a grande missão de quem mexe com a terra. Esta semana, o quadro “Gente que Faz o Agronegócio” apresenta uma família do município de Pinheiro Preto, no meio-oeste catarinense, associados da Coopervil, que suam a camisa há mais de 70 anos para melhorar a qualidade das frutas que produzem. Esses são os Andreta, uma gente simples, que experimentou toda a dureza da vida, mas que conseguiu, com muito trabalho, ser referência na área em que atuam. Por lá, a quarta geração está tomando conta das atividades. Trata-se de mais um belo “case” de sucesso que precisa ser espalhado mundo afora.
O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados, às 8h30, com reprises às terças feiras, às 13h30.
Um financiamento no valor de R$ 373,46 milhões em duas etapas foi aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Grupo CCGL para investir na recuperação e na retomada das atividades do Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa), no Porto de Rio Grande (RS), danificado pelas chuvas que devastaram o estado em maio deste ano . A estrutura, utilizada para recebimento, armazenagem e expedição de produtos e grãos destinados aos mercados interno e externo, foi gravemente atingida pela enxurrada e ficou impossibilitada de operar.
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Com a força da correnteza, um navio atracado no terminal chocou-se contra o cais, afetando a estrutura e interrompendo os serviços. Parte de um investimento total de cerca de R$ 400 milhões, o apoio de R$ 280 milhões do programa BNDES Emergencial, na Modalidade Investimento e Reconstrução, contempla a recomposição da condição operacional do píer, que exigirá a reconstrução da estrutura de atracação de navios, incluindo plataformas e mecanismos de amarração.
Na outra operação, de R$ 93,46 milhões, o crédito emergencial será utilizado para liquidez da empresa, por meio da oferta de capital de giro, para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e retomada das atividades econômicas. O Termasa adotará medidas para reduzir o risco de novos acidentes e tornar a operação mais segura e confiável.
“O apoio à recuperação da infraestrutura portuária favorece a logística e a competitividade do Rio Grande do Sul”, destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. “Desde o início da catástrofe climática, o BNDES já operou R$ 24 bilhões em crédito direcionado ao território gaúcho, com uma velocidade de aprovação dos projetos seis vezes mais rápida do que a média do Banco”, acrescentou.
O investimento no terminal inclui a execução de obras civis e a aquisição de máquinas e equipamentos nacionais. O terminal está situado à margem oeste do canal de acesso ao Porto de Rio Grande, o que possibilita a exportação de produtos de todo o sul do Brasil, com localização estratégica próxima ao Uruguai, Argentina e Paraguai.
Um dos cinco irmãos de Francisco Wanderley Luiz, homem que explodiu bombas perto do Supremo Tribunal Federal (STF) e morreu, disse que Francisco, conhecido como Tiü França, estava obcecado por política nos últimos anos, participou de acampamentos em rodovias contra a eleição de Lula e estava com comportamento irreconhecível. Ele concedeu entrevista à TV Brasil.
“A pessoa com a cabeça fraca, se não está bem centrada, acaba se deixando levar pelo ódio”, disse em entrevista à equipe da TV Brasil, por telefone.
Emocionado, o irmão contou que não mantinha contato com Francisco Wanderley, de 59 anos, nos últimos meses. Francisco, que era chaveiro, era uma pessoa tranquila, disse. Porém, após as últimas eleições presidenciais em 2022, só falava de política, o que dificultava o convívio. Essa situação se agravou no ano passado.
O irmão disse ainda que não estava com comportamento irreconhecível.
Acampamentos e grupos extremistas
O irmão relatou que Francisco participou de acampamentos em estradas de Santa Catarina contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de 2022.
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Para ele, o chaveiro interagia com grupos extremistas na internet, o que o levaram ao “ódio”.
Alexandre de Moraes
O irmão não acredita que o homem tinha a intenção de matar o ministro do STF, Alexandre de Moraes. O autor do atentado a bomba à sede do Supremo, segundo investigações, tinha como alvo Moraes, relator dos inquéritos sobre os atentados de 8 de janeiro.
Perplexa
Ele afirmou que a família está perplexa com o ato e a morte de Francisco Wanderley.
Investigação
O familiar disse também que ele vivia da renda de casas alugadas em Rio do Sul, cidade catarinense do Alto Vale do Itajaí onde morava e chegou a disputar as eleições municipais de 2020, concorrendo ao cargo de vereador pelo PL.
A Polícia Federal vai investigar como o homem obtinha o dinheiro necessário para se manter na capital federal e se agiu sozinho ou recebeu algum tipo de apoio para cometer um ato terrorista com o propósito de abolir o Estado de Direito por meio da ação violenta.
O chaveiro passou os últimos quatro meses vivendo em uma casa alugada em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal, a cerca de 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes, na área central de Brasília.
Além da casa, onde preparou ao menos parte dos artefatos explosivos, ele alugou um trailer que estava estacionado próximo à Praça dos Três Poderes, junto a outros veículos adaptados para permitir a venda de alimentos.
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Segundo o indicado no Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta quinta-feira (14), com base nos dados do IBGE, no Brasil, o abate de bovinos apresentou um crescimento de 14,8% no terceiro trimestre de 2024 em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento ocorre mesmo com a alta no preço da arroba, que ganhou força a partir de setembro, devido, principalmente, à demanda do mercado externo.
O volume de carne bovina exportada para a China, principal destino das exportações brasileiras, registrou aumento de 29,1% em comparação a 2023. No terceiro trimestre do ano passado, foram exportadas 615.782 toneladas, a um preço médio de US$ 4,48/kg. Em 2024, apesar da maior quantidade exportada, o preço médio sofreu leve queda de aproximadamente 3%, acompanhando a tendência do mercado global. Atualmente, cerca de metade das carcaças exportadas pelo Brasil têm como destino o mercado chinês.
No mercado interno, o cenário de alta nos preços se mantém, embora possa enfrentar desaceleração devido à limitada capacidade de compra da população. O preço elevado da arroba também reflete nos custos de reposição de gado. O preço do bezerro atingiu, segundo o Deral, R$ 2.545,04, o maior valor desde o início de 2023, impulsionado pela valorização do boi gordo. Esse cenário, juntamente com o aumento no abate de fêmeas, sustenta uma expectativa de preços elevados para 2025, conforme o boletim.
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A colheita do pêssego avança nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Em Pelotas, a safra das variedades mais precoces, como Citrino e Sensação, está em andamento, enquanto a colheita das cultivares Granada e Jasp acaba de começar. Nas demais variedades, os frutos ainda estão em desenvolvimento, mas já há registros de colheita antecipada em cultivares médias e tardias, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (14).
Segundo o informativo, o monitoramento do Sistema de Alerta do Pêssego detectou uma alta presença da mosca-das-frutas, o que exige intensificação do controle com iscas tóxicas. Em reunião entre o Sindicato das Indústrias de Conservas (SINDOCOPEL) e a Associação dos Produtores de Pêssego, foi definido que o preço de referência para o fruto tipo I (diâmetro maior que 53 mm) será de R$ 2,50/kg e R$ 2,20/kg para o tipo II.
Na região de Soledade, estão em colheita as variedades intermediárias de pêssego. O manejo da podridão-parda, principal doença da cultura, continua para evitar perdas na produção e na qualidade dos frutos, assim como o controle de pragas, como a grafolita, ou broca-dos-ponteiros. Além disso, os produtores seguem com a poda verde para favorecer o desenvolvimento das árvores.
De acordo com dados da Emater/RS, em Caxias do Sul, a variedade BRS Kampai está no fim de sua colheita, com bons resultados na produtividade, e a colheita da BRS Fascínio já começou. As condições climáticas favorecem o crescimento e a sanidade dos frutos. Os preços pagos aos agricultores variam: frutos pequenos estão a R$ 1,00/kg, frutos médios a R$ 4,00/kg e frutos grandes a R$ 7,00/kg.
As pastagens apresentam bom desenvolvimento, tanto no campo nativo quanto nas áreas cultivadas no Rio Grande do Sul. No entanto, em algumas regiões, a baixa umidade do solo devido à escassez de chuvas está afetando a qualidade das pastagens, especialmente nas regiões com menores índices pluviométricos. Em contrapartida, as pastagens perenes de verão vêm demonstrando alta qualidade nutricional e maior volume de forragem, favorecendo o desempenho animal, conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.
De acordo com o informativo, na região de Bagé, os produtores de São Gabriel já estão colhendo aveia para garantir sementes para o próximo ciclo, com o excedente sendo destinado à venda. Em Quaraí, a planta tóxica maria-mole está em fase de floração, e espera-se uma grande infestação nos campos nativos. Em Caxias do Sul, as temperaturas amenas à noite e mais quentes durante o dia têm favorecido o crescimento das forrageiras perenes, enquanto as pastagens anuais de inverno encerraram seu ciclo.
Em Erechim, a chuva de 40 mm foi benéfica, especialmente para as pastagens de verão, que estão em fase inicial de crescimento, além de ajudar no rebrote das pastagens perenes. Na região de Frederico Westphalen, as pastagens anuais estão em bom estado e já são usadas para pastejo. Em Ijuí, o tempo de permanência dos animais nas pastagens foi ampliado, e os produtores reduziram o uso de silagem.
Na região de Passo Fundo, o crescimento das pastagens perenes de verão foi positivo, permitindo um pastoreio intensivo. As pastagens anuais estão em fase de plantio e desenvolvimento, com algumas áreas já sendo utilizadas para pastejo e adubações de cobertura, especialmente com nitrogênio. Em Pelotas, as temperaturas mais amenas e as chuvas leves em municípios como Pelotas e São Lourenço do Sul favoreceram a implantação das pastagens de verão.
Em Porto Alegre, o pastoreio se concentra nas áreas de campo nativo, que apresentam boas condições. Já em Santa Maria, a chuva irregular está dificultando o crescimento das pastagens, mas a oferta de forragem vem aumentando. Em Santa Rosa, o controle da cigarrinha está sendo realizado, pois a praga tem prejudicado o desenvolvimento das pastagens em algumas áreas, comprometendo a disponibilidade de alimento, conforme os dados da Emater/RS.
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O mercado de arroz no Brasil enfrenta um cenário típico de entressafra, com redução na disponibilidade interna e aumento nas importações. Segundo informações divulgadas pelo Cepea, os preços do grão recuaram na última semana, atingindo os mesmos níveis observados em julho de 2024. A queda reflete a pressão exercida por atacadistas e varejistas, que buscam ajustar os custos em meio ao crescimento das importações.
Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) indicam que o beneficiamento e a saída de arroz do Rio Grande do Sul, principal estado produtor, caíram 9,13% entre setembro e outubro, totalizando 601,7 mil toneladas em equivalente casca. Paralelamente, as importações do cereal aumentaram 18,1% no mesmo período, alcançando 120,8 mil toneladas.
Pesquisadores do Cepea destacam que o aumento das importações ocorre para suprir a menor oferta interna, o que tem gerado ajustes nos preços. Com a proximidade da nova safra, o mercado deve seguir atento à dinâmica entre oferta e demanda, além das variações cambiais que impactam o custo do arroz importado.