sexta-feira, julho 17, 2026

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Terceiro caso de raiva em capivaras no mundo é registrado no Brasil


Três capivaras foram encontradas mortas na Ilha Anchieta, no município de Ubatuba, litoral de São Paulo, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2020. Duas delas apresentaram paralisia das patas traseiras antes de morrerem. Análises dos cérebros concluídas recentemente e realizadas no Instituto Pasteur determinaram a causa da morte: encefalite causada pelo vírus da raiva.

Este foi o terceiro relato de casos de raiva em capivaras no mundo, e o segundo no Brasil. O caso foi publicado na revista Veterinary Research Communications. O estudo, apoiado pela Fapesp, também detectou que a variante do vírus encontrada nos três animais é a mesma presente em morcegos-vampiros (Desmodus rotundus).

“Nos últimos anos, tem-se observado um aumento no número de casos relatados de raiva em animais silvestres. Isso possivelmente está relacionado a distúrbios ambientais que desequilibram o ecossistema onde vivem os morcegos”, diz Enio Mori, pesquisador do Instituto Pasteur, órgão da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e coordenador do estudo.

Morcegos sem abrigo

MorcegoMorcego
Foto: Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul

Os casos da Ilha Anchieta, um parque estadual no município de Ubatuba, ocorreram pouco depois de uma reforma nas ruínas existentes na ilha, em 2019, quando o telhado de uma construção foi reformado e os morcegos perderam temporariamente seus abrigos.

“Em momentos como esse, há grande estresse nas colônias e muitas brigas entre os morcegos. Com isso, podem passar raiva uns aos outros, aumentando as chances de transmiti-la para os animais silvestres dos quais eles se alimentam, como as capivaras”, conta Mori.

De modo geral, o desmatamento também contribui para o aumento dos casos de raiva. A diminuição do número de animais silvestres, que servem como fonte de alimento original para os morcegos-vampiros, faz com que estes busquem outros mamíferos, como animais domésticos ou até mesmo seres humanos, para se alimentarem. Isso aumenta o risco de transmissão da raiva para novos hospedeiros.

Variantes do vírus em capivaras

As capivaras mortas foram localizadas por funcionários da Fundação Florestal, responsável pela administração do Parque Estadual da Ilha Anchieta. Amostras de seus cérebros foram enviadas ao Instituto Pasteur, que integra uma rede de laboratórios que realizam diagnósticos para vigilância epidemiológica da raiva, utilizando material enviado pelos centros de controle de zoonoses dos municípios.

Primeiro, como prova de triagem, os pesquisadores e técnicos realizaram a detecção de antígenos para o vírus da raiva no tecido cerebral. Os três casos apresentaram resultado positivo para a raiva.

Em seguida, o isolamento do vírus foi realizado como teste confirmatório. Uma das amostras estava muito deteriorada, o que impediu a realização desse exame, mas o genoma da partícula viral pôde ser sequenciado. Todas as amostras confirmaram a presença da mesma variante encontrada em morcegos-vampiros, indicando uma provável transmissão pela mordedura.

O único outro caso de raiva em capivaras no Brasil foi publicado em 1985. No mundo, outro caso só foi relatado no norte da Argentina, em 2009. Apenas no estudo atual foi feita a tipificação da variante viral encontrada.

Transmissão aos humanos

Não existem relatos de casos de raiva humana transmitida por capivaras. No entanto, acidentes em que pessoas foram mordidas por esses animais geralmente causam grandes lesões. Ainda não se sabe se a saliva das capivaras contém o vírus, como ocorre com os morcegos, que são reservatórios do patógeno.

“Por isso, a vigilância epidemiológica precisa continuar para entender o papel das capivaras no ciclo do vírus, por exemplo. É bem possível que elas sejam hospedeiros finais, que morrem sem transmitir o vírus para outros animais. Mas, para confirmar isso, precisamos de novos estudos”, atesta o pesquisador.


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Doenças foliares e restrição hídrica geram alertas para produtores de feijão


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (14), o cultivo do feijão de primeira safra segue estável no Rio Grande do Sul, com perspectivas de intensificação a partir do final de novembro até meados de dezembro, especialmente na região dos Campos de Cima da Serra. Responsável por cerca de um terço da produção estadual, a área deverá alcançar 28.896 hectares, segundo a projeção da Emater/RS-Ascar para a safra 2024/2025. A produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

As lavouras estão em bom desenvolvimento e avançam rapidamente para os estádios reprodutivos. Entretanto, terrenos mais inclinados e com chuvas insuficientes nos últimos dias já apresentam sintomas de restrição hídrica. Apesar da sensibilidade do feijão à falta de água, especialmente em fases reprodutivas, ainda não há um grande impacto na produção.

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Outro ponto de atenção é o aumento discreto na incidência de doenças foliares, como a antracnose, que afeta hastes, folhas e vagens. A doença tem sido controlada com aplicações pontuais de fungicidas, mantendo as lavouras em condições adequadas, conforme apontaram os dados da Emater/RS.

Situação Regional

De acordo com o informativo, na região administrativa de Ijuí, o plantio foi concluído. A maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo (69%), enquanto 20% estão em floração, 10% em enchimento de grãos e 1% em fase de maturação. Em Pelotas, a semeadura avançou para 46%, com 96% das plantas em estágio vegetativo e apenas 4% em fases reprodutivas.

Já em Santa Maria, a maior parte das áreas encontra-se em estádios reprodutivos, com 2% da área já colhida. Na região de Soledade, o avanço para os estádios de floração e enchimento de grãos é notável, embora a umidade do solo comece a cair em algumas lavouras, exigindo atenção no manejo.

No mercado, o preço médio da saca de 60 kg permaneceu estável em relação à semana anterior, cotado em R$ 303,75, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Brasil mantém ritmo elevado de importações de trigo


A colheita de trigo está praticamente concluída no Brasil, mas a quebra de volume e qualidade do grão foi confirmada em diversas regiões do país. Essa situação tem pressionado os preços locais, especialmente para o trigo de qualidade superior. No Rio Grande do Sul, o valor médio chegou a R$ 69,33/saco, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 77,00 e R$ 79,00/saco, segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).

Ao mesmo tempo, o Brasil mantém um ritmo elevado de importações de trigo. Em outubro, foram compradas 552.400 toneladas, o maior volume para o mês nos últimos cinco anos. Entre janeiro e outubro, as importações somaram 5,7 milhões de toneladas, com projeção de superar 6 milhões até o fim de 2024, o que representará o maior volume anual desde 2013.

No Paraná, a colheita alcançou 98% da área até 11 de novembro, enquanto no Rio Grande do Sul o índice estava em 64% até 7 de novembro, abaixo da média histórica de 79%. Com condições climáticas favoráveis, a colheita gaúcha avançou rapidamente nos últimos dias e está perto da conclusão.

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De acordo com a análise, Santa Catarina é um dos poucos estados a registrar aumento na produção, com um crescimento estimado de 40,8%, atingindo 433.000 toneladas, segundo a Epagri. No Paraná, a produção deverá ficar em torno de 2,6 milhões de toneladas, e no Rio Grande do Sul, cerca de 4 milhões de toneladas. No total, a produção nacional deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, embora parte desse volume apresente qualidade inferior.

A baixa qualidade de parte da safra brasileira tem impulsionado as exportações para mercados menos exigentes. Até setembro, o país exportou 2,5 milhões de toneladas, um aumento de 21,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Internamente, os preços seguem tendência de alta. Em Santa Catarina, os primeiros lotes colhidos foram negociados com moinhos entre R$ 85,00 e R$ 90,00/saco FOB, enquanto os valores pagos diretamente aos produtores variaram de R$ 70,00 a R$ 78,00/saco nas principais regiões produtoras, conforme a análise do Ceema.





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Goiás ajusta prazos de projeto para agroindústrias



O projeto tem o objetivo capacitar agroindústrias que produzem itens de origem animal




Foto: Divulgação

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), anunciou a retificação do edital de chamamento público para o Projeto de Promoção da Melhoria da Qualidade das Agroindústrias do Estado. A alteração, publicada no Diário Oficial do Estado (DOEGO) na quinta-feira (14), estende o período de cadastramento e ajusta o cronograma de execução das atividades previstas.

Com a nova redação, o prazo para os empreendedores interessados preencherem o formulário padrão de cadastro foi ampliado para 30 dias, contados a partir de 4 de novembro de 2024, data de publicação do edital no DOEGO. Assim, as inscrições seguem abertas até o próximo dia 4 de dezembro de 2024, confome informado pela Seapa.

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De acordo com a Secretaria de Agricultura, a cronograma atualizado define que a classificação das agroindústrias de pequeno porte e o período para apresentação de recursos serão realizados ainda em dezembro. Já a aprovação dos empreendedores e o início da consultoria técnica estão programados para janeiro de 2025.

O projeto, que conta com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), tem como objetivo capacitar agroindústrias que produzem itens de origem animal. A iniciativa busca estimular boas práticas de produção, oferecer treinamento técnico e promover o acesso a tecnologias adequadas, contribuindo para a melhoria da qualidade e competitividade dos produtos goianos no mercado.





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cana-de-Açúcar alcança aumento nos rendimentos



Cana ganha espaço na alimentação animal no RS




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), os produtores de cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa seguem com a colheita, especialmente para abastecer agroindústrias que produzem melado, açúcar mascavo e cachaça.

A área cultivada na região totaliza 2.234 hectares, com uma produtividade média inicial estimada em 55 toneladas por hectare (t/ha). No entanto, as variedades de ciclo médio em colheita estão registrando rendimentos superiores, entre 55 e 60 t/ha, refletindo a maturidade das plantas e o clima favorável.

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De acordo com o informativo,  rendimento na produção de melado e açúcar apresentou aumento, beneficiando diretamente as agroindústrias locais. Além disso, a cana tem sido vendida para alimentação animal, uso em mudas e para processamento industrial.

As áreas plantadas nesta safra continuam em bom desenvolvimento, impulsionando a expectativa de manter a qualidade da colheita nos próximos períodos. O preço médio recebido pelos produtores da região está em R$ 124,61 por tonelada, conforme os dados da Emater/RS.





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ajustes positivos no boi gordo e “boi China”



A pressão de alta nas praças pecuárias paulistas seguiu firme




Foto: Pixabay

A pressão de alta nas praças pecuárias paulistas seguiu firme nesta quarta-feira, com novos reajustes positivos para todas as categorias de bovinos. O valor da arroba do boi gordo subiu R$3,00, enquanto a vaca teve alta de R$5,00 e a novilha de R$10,00/@.

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A arroba do “boi China” também registrou elevação, com aumento de R$5,00/@. Apesar de negócios esporádicos apontarem valores de até R$350,00/@, essa cotação ainda não foi consolidada como nova referência de mercado.

Outras Regiões

  • Acre: Apesar de a oferta de bovinos ser limitada, os preços mantiveram-se estáveis na comparação diária.
  • Noroeste do Paraná: Após dois dias de alta na cotação do “boi China”, os preços se estabilizaram para machos e vacas, com a novilha registrando um aumento de R$3,00/@.
  • Alagoas: Em análise diária, os preços se mantiveram inalterados para todas as categorias. As escalas de abate ficaram na média para sete dias.






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Milho avança com baixa na produtividade dos EUA



No Brasil, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) registrou um movimento mais tímid



Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos
Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos – Foto: Sheila Flores

Segundo a StoneX, a semana foi de valorização para os futuros de milho, principalmente nos Estados Unidos. O mercado se beneficiou de fatores diversos, como o resultado das eleições americanas, decisões de política monetária do Federal Reserve e o Relatório de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). Essas influências contribuíram para a alta de 3,5% no vencimento de março de 2025 na Bolsa de Chicago, que encerrou a semana cotado a US$444,25 por bushel.

Nesse cenário, o relatório afirma que um dos pontos centrais para a sustentação dos preços foi a revisão para baixo nas estimativas de produtividade da safra de milho dos EUA, em meio a uma demanda que segue em bom ritmo. O fortalecimento do dólar, após a vitória de Donald Trump, adicionou certa pressão às commodities norte-americanas, mas a expectativa de menor produção ajudou a compensar esse efeito, mantendo o milho em alta.

No Brasil, a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) registrou um movimento mais tímido, já que o dólar forte também limitou os ganhos no mercado interno. Os contratos de milho para janeiro de 2025 encerraram a semana a R$76,82 por saca, registrando uma alta de apenas 0,1% no período, bem abaixo da valorização observada em Chicago.

Esses movimentos destacam a sensibilidade do mercado de grãos às variáveis internacionais, como a política monetária dos EUA e a relação entre oferta e demanda, que impactam diretamente a formação de preços e a competitividade das commodities agrícolas. As informações foram divulgadas no último relatório produzido pela StoneX.

 





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Óleos vegetais registram forte alta



A expectativa é de que a demanda pelo óleo de soja produzido nos Estados Unidos aumen



A expectativa é de que a demanda pelo óleo de soja produzido nos Estados Unidos aumente
A expectativa é de que a demanda pelo óleo de soja produzido nos Estados Unidos aumente – Foto: United Soybean Board

Segundo informações da StoneX, o mercado de óleos vegetais registrou uma valorização significativa na última semana, com o óleo de soja alcançando um aumento de 5,3%, encerrando o período a US¢ 48,8/lb. O movimento de alta teve início na quarta-feira (6), logo após a confirmação da reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

Com a vitória de Trump, surgem especulações sobre possíveis mudanças nas políticas de biocombustíveis, que no médio e longo prazo podem perder incentivos e ver o ritmo de crescimento afetado. Entretanto, no curto prazo, o maior receio é a adoção de uma postura protecionista, especialmente em relação à China.

A expectativa é de que a demanda pelo óleo de soja produzido nos Estados Unidos aumente no próximo ano, devido à perspectiva de medidas que favoreçam o consumo interno. A situação gerou reações no mercado, com traders avaliando o possível impacto dessas políticas sobre as exportações. Além disso, a atualização recente do USDA reforçou a tendência altista para o complexo de soja, influenciando tanto o mercado de óleos vegetais quanto o de soja em grão.

Essas incertezas e expectativas no mercado impulsionaram os preços, à medida que os investidores tentam antecipar as consequências das políticas do governo reeleito. As variações nas cotações indicam um cenário de volatilidade, com previsões de ajustes de oferta e demanda para o próximo ano, o que pode consolidar a posição dos óleos vegetais como ativos de interesse estratégico nos Estados Unidos.

Por fim, a conjuntura altista também reflete a busca por estratégias de valorização no setor de óleos vegetais, impulsionada por fatores políticos e econômicos que moldam o ambiente de negócios internacional.

 





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chuvas desiguais influenciam semeadura de soja


O Informativo Conjuntural, publicado nesta quinta-feira (14/11) pela Emater/RS-Ascar, revelou um avanço na semeadura da soja no Rio Grande do Sul, que subiu de 23% para 40% da área projetada. Em algumas regiões, especialmente no Noroeste e na Fronteira Oeste, a redução das chuvas no início de novembro reduziu a umidade do solo, dificultando o plantio seguro, especialmente após o dia 7 de novembro.

No Estado como um todo, o clima favoreceu o cultivo, com condições ideais para a semeadura mecânica, germinação e emergência das plantas. A preservação da cobertura de palha no solo tem sido um benefício adicional, promovendo uma deposição de sementes mais uniforme.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, a ausência de chuvas e o aumento das temperaturas forçaram produtores a interromper ou desacelerar o plantio, enquanto algumas propriedades de maior porte seguiram o processo. Na região da Campanha, a baixa precipitação facilitou a entrada de maquinário e o replantio em áreas afetadas por chuvas anteriores.

Em Dom Pedrito, o plantio alcançou 35% da área estimada. Na região de Caxias do Sul, a semeadura avançou rapidamente, com germinação uniforme. Já em Erechim, 80% da área projetada foi plantada, com boa emergência e desenvolvimento vegetativo. A região de Frederico Westphalen registrou avanço, atingindo 40% da área.

Em Ijuí, a semeadura seguiu o ritmo das chuvas, alcançando 45% da área. Contudo, em localidades com menos precipitação, surgiram desafios no plantio devido à formação de torrões. Em Passo Fundo, 40% da área foi semeada, mas a diminuição das chuvas reduziu o teor de umidade e o ritmo de plantio.

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Na região de Santa Maria, a área semeada também se aproximou de 40%. Em Pelotas, chuvas nos dias 6 e 7 de novembro interromperam o plantio, que foi retomado em áreas com baixos volumes de precipitação. Em Santa Rosa, o plantio avançou 4%, alcançando 27% da área projetada, mas segue lento em áreas menores que aguardam chuvas para retomar o processo. Na região de Soledade, 45% da área projetada foi semeada antes de a umidade se tornar um obstáculo, mas, até o momento, o clima permanece favorável para o desenvolvimento das plantas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca de 60 kg de soja registrou um leve aumento de 0,14% na última semana, passando de R$ 129,23 para R$ 129,41.





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Produção de trigo aponta queda de 36% no Paraná



Colheita de trigo está praticamente concluída




Foto: Seane Lennon

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) nesta quinta-feira (14), a colheita de trigo está praticamente concluída no Paraná, restando apenas 2% da área a ser colhida. Esse percentual corresponde a aproximadamente 25 mil hectares dos 1,15 milhão de hectares plantados no estado em 2024. Com base na estimativa de safra de outubro, a produção deve atingir cerca de 2,3 milhões de toneladas, uma queda de 36% em relação às 3,8 milhões de toneladas colhidas em 2023.

Nas últimas semanas, os rendimentos médios se aproximaram do esperado, mas o volume colhido foi modesto, com avanço de apenas 3 pontos percentuais, passando de 95% para 98% da área. Esses resultados, embora positivos, não serão suficientes para reverter o cenário de perdas que impactou a safra de 2024.

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Com a queda na produção estadual, as importações de trigo pelo Paraná devem se manter em alta em 2025. Durante os meses de agosto e setembro de 2024, período de colheita no estado, foram importadas 194 mil toneladas de trigo — volume dez vezes maior que o registrado no mesmo período de 2023, que foi de 19,6 mil toneladas. A maior parte do trigo importado vem do Paraguai, seguido pela Argentina, que, desde 2018, têm suprido a demanda paranaense.

Além disso, o déficit de trigo no Paraná pode ser parcialmente atendido por outros estados, especialmente o Rio Grande do Sul, que já colheu mais da metade de sua safra, com resultados superiores aos do Paraná em volume e qualidade.





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