sexta-feira, julho 17, 2026

Agro

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Feicorte 2024 retorna após 10 anos com foco em inovação e negócios no setor pecuário



A Feicorte 2024, maior feira indoor da cadeia produtiva da carne na América Latina, volta ao calendário do agronegócio após uma década. De 19 a 23 de novembro, o evento acontece no Parque de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente, São Paulo, região que detém o maior rebanho bovino do estado, com 1,6 milhão de cabeças.

A cerimônia de abertura está marcada para esta terça-feira (19), às 15h, com participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Durante a solenidade, serão anunciados o lançamento do Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (Sirbov-SP) e a entrega de 502 títulos de regularização fundiária pela Fundação Itesp, beneficiando pequenos, médios e grandes produtores rurais.

Programação da Feicorte

Com mais de 45 palestrantes e 40 horas de conteúdo, a Feicorte 2024 traz uma programação ampla, que inclui leilões, julgamentos de mais de 500 animais de dez raças bovinas e exposições de empresas do setor.

Entre as atividades estão degustação e harmonização de produtos artesanais paulistas, demonstração de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), desfile de touros e o “Beef Hour”, espaço voltado para networking.

As raças confirmadas no evento são angus, brahman, brangus, caracu, guzerá, nelore, santa gertrudes, senepol, sindi e wagyu. Segundo Alex Arikawa Miyasaki, responsável pela captação de expositores e leilões, o evento é uma referência no melhoramento genético e um ambiente que fomenta oportunidades de negócios.

Carla Tuccilio, CEO da Verum e organizadora do evento, destacou que a Feicorte é uma plataforma para promover conhecimento, tecnologia e sustentabilidade no setor. “A feira consolida o Brasil como líder na produção e exportação de proteína animal, integrando os principais atores do setor em um único espaço”, afirmou.

Serviço

Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne

Data: 19 a 23 de novembro de 2024

Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP)

Mais informações: www.feicortesp.com



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Saiba como o mercado da soja se comportou em meio às boas condições de plantio



Na última semana, o mercado da soja registrou movimentos de volatilidade, com uma combinação de fatores internos e externos que impactam diretamente nas cotações e as perspectivas para a safra 2024/25. Segundo a plataforma Grão Direito, no Brasil, o plantio avançou para 78,2% da área prevista, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 71,1%.

Como está o plantio da soja pelo Brasil?

O ritmo de plantio é acelerado, especialmente em regiões como o Centro-Oeste, que receberam chuvas favoráveis. Contudo, algumas áreas, como o oeste de Mato Grosso do Sul, enfrentaram períodos de seca, com a previsão de retorno significativo das chuvas apenas para dezembro. Apesar dessa situação pontual, as condições gerais são boas para o desenvolvimento das lavouras, o que pode proporcionar uma safra robusta.

E na Argentina?

Na Argentina, o plantio também avançou de forma favorável. Segundo a Bolsa de Cereales, 20,1% da área prevista já foi semeada, representando um aumento de 12,2% em relação à semana anterior. As condições climáticas na Argentina têm sido favoráveis para o avanço da semeadura, o que gera otimismo para a safra do país, que complementa a oferta global de soja. No entanto, enquanto as condições no campo são favoráveis, o mercado global segue sendo impactado por fatores externos, como a volatilidade do dólar.

Dólar

Na última semana, o dólar se manteve volátil, fechando próximo a R$ 5,79. O Federal Reserve dos Estados Unidos, apesar de uma postura mais cautelosa, sinalizou uma possível redução mais lenta das taxas de juros, o que tem fortalecido o dólar globalmente. Esse fortalecimento do dólar prejudica a competitividade das commodities, como a soja, nos mercados de países emergentes, como o Brasil. Em Chicago, os contratos de soja para janeiro e março de 2025 registraram quedas de 2,35% e 2,51%, respectivamente, fechando a US$ 9,98 e US$ 10,09 por bushel.

O que vem por aí no cenário da soja

Com relação à demanda por soja, o cenário também traz desafios. Na China, por exemplo, a produção de carne suína aumentou no último trimestre, mas o consumo não acompanhou a oferta, o que reduziu a margem de lucro dos suinocultores. Com margens apertadas, a demanda por farelo de soja diminuiu, embora a expectativa seja de um aumento sazonal no consumo de farelo nos próximos meses, impulsionado pela demanda por carne suína. Esse fator pode levar a uma recuperação da demanda por farelo de soja da parte dos suinocultores chineses, mas o impacto total ainda depende da dinâmica de consumo no final do ano.

Com o ritmo acelerado do plantio, a qualidade das lavouras tem sido considerada excelente, o que já está começando a refletir em prêmios futuros mais elevados. No entanto, esse aumento na oferta de soja, especialmente entre fevereiro e março de 2025, poderá gerar desafios logísticos para a cadeia produtiva. A previsão é de que o volume de grãos a ser escoado nesses meses cause transtornos no transporte e no armazenamento, exigindo maior preparo da infraestrutura logística.

Em relação ao dólar, o impacto da inflação nos Estados Unidos continua a ser uma preocupação para o mercado. A persistência da inflação e os dados recentes sobre o mercado de trabalho indicam que o Federal Reserve pode adotar uma postura mais cautelosa em relação aos cortes de juros. Isso tem contribuído para a valorização do dólar em relação a outras moedas, o que afeta a competitividade das exportações brasileiras de soja. Diante deste cenário, as cotações no Brasil podem continuar pressionadas, enquanto os prêmios internos tendem a se manter fortes para a soja disponível.

Com base nos fatores atuais, a expectativa é que o mercado de soja siga com volatilidade nas próximas semanas. O fortalecimento do dólar deve continuar a influenciar o mercado, enquanto o cenário logístico e a dinâmica de oferta e demanda também desempenham papéis importantes na definição do rumo das cotações. No Brasil, a pressão sobre a safra futura pode ser atenuada pelos bons prêmios para o grão disponível, mas os desafios logísticos e o ritmo acelerado do plantio exigem atenção para garantir o escoamento eficiente da produção.



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Três fatores devem elevar os preços do milho nesta semana; confira



A Região Sul do Brasil teve condições climáticas favoráveis para o milho da primeira safra nesta última semana, com boa umidade no solo, permitindo o avanço do plantio. Já na Argentina, a semeadura do cereal alcança 38,6% da área projetada.

No mercado, apesar da pressão dos preços em Chicago, os valores domésticos do cereal no Brasil apresentaram certa resistência. De acordo com a plataforma Grão Direto, isso ocorreu devido à desvalorização do real frente ao dólar, que oferece suporte aos preços internos, bem como ao ritmo lento da comercialização pelos produtores.

No Brasil, na B3, o milho seguiu o movimento de queda, com fechamento de -4,02%, encerrando a R$ 74,53 por saca no contrato de janeiro de 2025. No mercado físico, os movimentos foram mistos, com altas e baixas distribuídas pelo país, predominando as altas.

O que esperar do mercado do milho

    • Janela de plantio para o milho segunda safra: com o rápido avanço e bom desenvolvimento da safra brasileira de soja, o mercado começa a repensar uma possível diminuição na área de milho segunda safra. Contudo, o cereal terá em grande parte a janela ideal para plantio e, diferentemente de dois meses atrás, os preços dispararam no disponível e tiveram uma boa reação no mercado futuro. “Não há cenário para uma grande elevação nos custos de produção, então o cenário que começa a ser desenhado é de expectativas boas quanto ao volume de milho segunda safra”, diz a nota da Grão Direto.
  • Área plantada: para a safra 2024/25 é estimado o plantio de 3.756,2 mil hectares, número 5,2% inferior ao registrado na última safra. Essa redução de área é devido à baixa cotação do cereal no mercado, forçando os agricultores a procurarem melhores opções de cultivo de outras culturas. “Agora, com uma alta expressiva nas últimas semanas, espera-se que a área plantada, principalmente na região sul, seja maior que a inicialmente estimada”, sinaliza a plataforma.
  • Demanda: a demanda interna deve continuar sendo o maior motivador das altas e a sustentação para os preços no mercado físico. “A alta do boi gordo e a valorização no preço de outras proteínas, como a carne suína e de aves, são os principais motivos”.

Com esses fundamentos em jogo, a nota da Grão Direto considera que o mercado terá mais uma semana positiva para o milho no Brasil nos próximos dias, apesar da queda na última semana.



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Explosão em galpão de soja deixa dois mortos e um ferido no Tocantins



Na madrugada desta segunda-feira (18), uma explosão em um galpão de soja em Cariri, região sul do estado do Tocantins, resultou na morte de dois homens e deixou outro funcionário ferido. O acidente ocorreu por volta da 1h, em uma empresa localizada às margens da BR-153.

A explosão no galpão de soja em Cariri, TO, deixou dois mortos e um ferido. O Corpo de Bombeiros encontrou uma das vítimas, Wanderson Koolonan Ferreira do Carmo Karajá, de 26 anos, sem vida. Outros dois trabalhadores foram resgatados com ferimentos graves e encaminhados ao hospital. Um deles, Romilson Santos Milhomem, de 27 anos, não resistiu aos ferimentos e faleceu após dar entrada no Hospital Regional de Gurupi.

A operação de resgate no galpão de soja, que durou cerca de quatro horas, foi dificultada pelo colapso parcial da estrutura do galpão, provocado pela explosão. Parte do telhado e das paredes do galpão foram destruídos. Além disso, um princípio de incêndio atingiu maquinários que acumulavam resíduos de soja, mas foi rapidamente controlado pelos bombeiros.

O galpão afetado pertence à empresa Fazendão Agronegócio, responsável pela planta de processamento de grãos, que ainda investiga as causas do acidente. Em nota, a empresa informou que está prestando suporte integral às famílias das vítimas e ao colaborador que segue hospitalizado.

Segundo a empresa, as operações no galpão de Cariri foram temporariamente suspensas em respeito às vítimas, enquanto a planta de Porto Nacional e Luzimangues continua operando para garantir a continuidade dos compromissos comerciais. A empresa também reforçou seu compromisso com a investigação do ocorrido e com a melhoria dos protocolos de segurança para evitar novos incidentes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da aveia branca varia entre R$ 60,00 e R$ 78,00 no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14), a colheita da aveia branca já alcançou 85% da área total plantada no Rio Grande do Sul. Os 15% restantes permanecem a campo, em estágio de maturação fisiológica. A produtividade continua altamente variável, refletindo as condições climáticas e o nível de manejo aplicado pelos produtores, especialmente no controle de doenças. A área plantada com aveia branca nesta safra foi de 354.987 hectares, com produtividade média estimada em 2.474 kg/ha. No entanto, os rendimentos têm variado entre as regiões administrativas do Estado.

Na região de Frederico Westphalen, a colheita foi encerrada com produtividade média de 2.400 kg/ha, valor próximo das expectativas locais, considerando o nível tecnológico aplicado. Em Ijuí, 95% da colheita foi concluída, com as últimas lavouras, semeadas tardiamente, ainda a campo. A qualidade do grão segue abaixo dos padrões para industrialização, levando muitos produtores a armazenar a produção para comercialização futura, conforme os dados do informativo.

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Na região de Passo Fundo, a colheita avançou sobre 80% das áreas, mas a produtividade média caiu para 2.000 kg/ha, abaixo do esperado. Em contraste, na região de Santa Maria, a colheita atingiu 80%, com destaque para Tupanciretã, onde os rendimentos superaram as expectativas, alcançando 3.600 kg/ha, contra a previsão inicial de 2.455 kg/ha.

Segundo a Emater/RS, na região de Soledade, a colheita está em fase de finalização, com 93% das áreas colhidas. A produtividade média gira em torno de 3.000 kg/ha, com registros de até 3.900 kg/ha em lavouras com manejo tecnológico adequado. Já nas áreas com práticas inadequadas de adubação e controle fitossanitário, os índices de produtividade foram consideravelmente mais baixos.

Os preços médios da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 60,00; em Passo Fundo, a R$ 78,00; e em Frederico Westphalen, a R$ 72,00.





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Porto de Paranaguá mostra ações socioambientais para as comunidades do entorno na COP29



A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), a Portos do Paraná, mais conhecida como Porto de Paranaguá, é a única autoridade portuária na agenda oficial da COP29, em Baku, no Azerbaijão.

No evento, apresentam ações de sustentabilidade, governança ambiental e social. As experiências bem-sucedidas na relação porto-comunidade credenciaram o terminal a participar de painéis internacionais da Responding to Climate Change (RTCC), organização ligada à ONU para a conscientização das mudanças climáticas.

“Nossos projetos socioambientais mais uma vez estão sendo considerados de referência para o planeta. A RTCC fez o convite em nome da COP29 para a Portos do Paraná vir participar. Disseram que as soluções socioambientais que temos em andamento, os nossos projetos socioambientais são referências para o planeta, que eles podem ser replicados porque a forma como nós fazemos é considerada vanguardista”, disse o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana.

Segundo ele, o mercado e, principalmente, os consumidores, estão buscando soluções com responsabilidade socioambiental para toda a sua cadeia de produção logística. “Então nós, como um elo da cadeia logística mundial, temos por obrigação fazer parte dessa solução dentro do transporte de mercadorias”.

Projetos de Paranaguá para a comunidade

O diretor conta sobre um dos projetos do Porto de Paranaguá que estão sendo demonstrados na COP29, o Liderando em Territórios, cujo objetivo é investir em boas práticas socioambientais voltadas às comunidades que vivem no entorno do terminal portuário.

“Nas comunidades que estão nas ilhas, nas áreas insulares, onde só se chega por água, estamos levando para eles aulas de educação ambiental, soluções para os problemas das comunidades, como sistemas de tratamento de esgoto alternativo, capacitação, cursos de inglês, de guia de pesca esportiva. Estamos ensinando-os a fazer os seus sistemas de tratamento de esgoto e a sua captação de água de forma protegida, para que tenham abastecimento de água de qualidade”, conta Santana.

O segundo projeto em destaque na Conferência do Clima é o Porto Construindo Florestas, que visa reduzir os impactos ambientais inerentes à atividade portuária.

“Estamos implantando florestas, sistemas agroflorestais em áreas degradadas no entorno da baía de Paranaguá, Antonina e Guaraqueçaba para calcular o quanto de sedimento a chuva deixa de trazer para dentro da baía, ou seja, é um projeto que busca segurar o assoreamento da baía e, por consequência, diminuir a atividade de dragagem, que é uma das atividades mais impactantes para o meio ambiente dentro da área portuária.



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Banco do Brasil atinge R$ 100 bilhões em desembolsos na safra 2024/25



O Banco do Brasil (BB) atingiu na última semana R$ 100 bilhões em desembolsos na safra 2024/2025. Esse volume abrange R$ 86,7 bilhões em operações de crédito rural e títulos, como Cédulas de Produto Rural (CPRs), e outros R$ 13,6 bilhões destinados à cadeia de valor do agro.

“A marca de R$ 100 bilhões reforça o compromisso do Banco do Brasil com o agronegócio e a agricultura familiar brasileiros. Seguiremos sempre ao lado de cada produtor e produtora, levando crédito, prestando consultoria e compartilhando conhecimento com as pessoas que trabalham no campo, para sermos cada vez mais relevantes e próximos no dia a dia de seus negócios”, afirma a presidente do BB, Tarciana Medeiros.

De acordo com o banco, o montante está praticamente em linha com o volume disponibilizado no mesmo período da safra anterior. Ao todo, foram contratadas mais de 286 mil operações de crédito, alcançando quase cinco mil municípios.

Os financiamentos destinados à agricultura familiar, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e ao médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), ganham destaque, representando 70% do total das operações realizadas.

O BB anunciou em julho seu maior Plano Safra da história, com R$ 260 bilhões para o financiamento da atual safra.

“Nosso compromisso é fazer o agro cada vez mais sustentável e vigoroso, reforçando nossa atuação em toda a cadeia produtiva, desde os pequenos agricultores, passando pelos médios e grandes produtores até as agroindústrias e cooperativas”, afirma Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de Agronegócios e agricultura familiar.

Na atual safra, estão sendo também implementadas ações no âmbito dos Circuitos de Treinamento e de Negócios Agro, que envolvem capacitação (treinamentos, assistência técnica, disseminação de boas práticas e tecnologias) durante as feiras agropecuárias, seminários e dias de campo, que alcançaram mais de 11 mil produtores e produtoras rurais de pequeno porte. Além disso, tais iniciativas levam bons negócios para o campo e movimentação da economia de cada município, contando com as Carretas Agro BB (agências móveis) que já percorreram, em 2024, 135mil quilômetros em centenas de cidades pelo país.



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Produtores devem ser beneficiados com a nova portaria do Imac |


O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Luiz Hassem, assinou no último dia 14, a Portaria nº 211/2024, que torna mais simples a emissão da declaração ambiental para pequenos produtores do estado. 

A iniciativa visa beneficiar 25 mil produtores do Acre, promovendo regularização e acesso a linhas de crédito, como o Plano Safra e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A declaração ambiental permite que pequenos produtores rurais comprovem regularidade ambiental, requisito essencial para obtenção de financiamento em instituições bancárias.

A previsão é que, já neste mês de novembro, sejam liberados R$ 90 milhões em crédito para os agricultores, podendo chegar a R$ 1 bilhão em 2025.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.
Presidente do Imac, André Luiz Hassem Foto: José Caminha/Secom

Para solicitar a declaração, o produtor acreano deve comparecer à sede do Imac. Confira os documentos necessários, de acordo com o governo do Acre:

  • Requerimento de declaração ambiental, especificando a área consolidada do imóvel, em hectares (ha);
  • Documentos pessoais (RG e CPF);
  • Procuração pública, quando for o caso;
  • Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Relatório de análise técnica do CAR, se houver;
  • Declaração de ocupação do imóvel com assinaturas reconhecidas em cartório;
  • Comprovante de pagamento da taxa de serviço.

Segundo o presidente do Imac, a medida acelera investimentos e reforça o compromisso com a preservação ambiental, fortalecendo o desenvolvimento sustentável no estado.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.



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Noruega anuncia doação de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia


Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, neste domingo (17), durante a Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

“A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e que segue se fortalecendo”, disse Mercadante, em nota.

Quase 1 bilhão em aprovações de projetos

O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza,” afirmou.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos este ano.

Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na região amazônica.

“Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza naquele território”, pontuou Tereza Campello.

Redução do desmatamento

Amazônia LegalAmazônia Legal
Foto: Marizilda Cruppe/Embrapa

De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015. O patamar é o quinto menor índice desde o início das medições, em 1988.

“É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais importantes do planeta”, comentou o primeiro-ministro norueguês.

A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”, segundo o BNDES.

O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik, lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos mais importantes que o país realiza.

“Desde que Lula reassumiu a Presidência em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente, mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das florestas tropicais”, afirmou.

Doação dos Estados Unidos

Também neste domingo (17), o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia, que integram o programa norte-americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.

Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia. O total de contribuições dos país ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a notificação do Congresso estadunidense.



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Na França, agricultores fazem mobilizações contra acordo Mercosul-UE



Os agricultores franceses organizaram mobilizações nesta segunda-feira (18) contra o acordo comercial União Europeia-Mercosul. Apoiados pelo governo, os produtores argumentam que o acordo ameaça os seus meios de subsistência ao permitir um aumento das importações agrícolas sul-americanas produzidas sob padrões ambientais menos rigorosos.

Os protestos estavam previstos para ocorrer em todo o país. Até agora, os atos eram pequenos. Um grupo bloqueou uma rodovia a sudoeste de Paris na noite de domingo (17) com tratores. Testemunhas em Velizy-Villacoublay disseram que cerca de 20 tratores foram estacionados por agricultores com cartazes durante a noite em uma via adjacente à rodovia N118, em sentido para Paris, mas haviam deixado o local no fim da manhã de segunda-feira.

A União Europeia e o Mercosul chegaram a um acordo inicial em 2019, mas as negociações tropeçaram devido à oposição dos agricultores e de alguns governos europeus, como a França.

“É inaceitável tal como está”, disse o ministro de Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.

Mas as mãos da França podem estar atadas.

Há temores de que o acordo possa ser finalizado na cúpula do G20, que está sendo realizada no Rio de Janeiro, nesta semana. Um acordo parcial poderia ser acordado mesmo contrariando os interesses da França, que não detém poder de veto.

Outras nações como a Alemanha e a Espanha gostariam de ver um acordo amplo com os sul-americanos.

“Há uma certa mitologia em torno do Mercosul”, disse o ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas Puchades, que argumenta que há mais em jogo do que apenas a agricultura.

“A União Europeia está interessada, neste momento, em se fechar dentro de si mesma?”, perguntou o ministro antes de uma reunião ministerial agrícola da UE na segunda-feira. “Ou está interessada, neste contexto geopolítico particular que vivemos, e especialmente depois das eleições norte-americanas, em expandir a rede dos nossos acordos comerciais com terceiros países para manter também a nossa influência econômica e comercial? Acho que a resposta é muito clara.”

Os novos protestos na França são liderados por sindicatos, que se opõem a importações isentas de tributos de carne bovina, aves e açúcar, que, segundo eles, criam uma concorrência desleal.

Os proponentes do acordo argumentam que o pacto reforçaria significativamente os laços econômicos entre a Europa e a América do Sul, eliminando as tarifas sobre as exportações europeias, sobretudo para maquinaria, produtos químicos e automóveis, melhorando assim o acesso ao mercado e criando oportunidades lucrativas para as empresas europeias.

A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, opôs-se publicamente ao acordo comercial UE-Mercosul, citando riscos de desmatamento e preocupações de saúde associadas à carne tratada com hormônios. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou o acordo, a menos que os produtores sul-americanos cumpram os padrões da UE.



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