sexta-feira, julho 17, 2026

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Taxação dos super-ricos é aprovada em declaração de líderes do G20



Reunidos no Rio de Janeiro, os chefes de Estado e de governo do G20, principal fórum de cooperação econômica internacional, aprovaram uma proposta de tributação progressiva, que inclui uma menção direta à taxação efetiva dos indivíduos considerados super-ricos. O texto aparece na carta final da cúpula, divulgada na tarde desta segunda-feira (18), primeiro dia do encontro anual.

“Com total respeito à soberania tributária, nós procuraremos nos envolver cooperativamente para garantir que indivíduos de patrimônio líquido ultra-alto sejam efetivamente tributados. A cooperação poderia envolver o intercâmbio de melhores práticas, o incentivo a debates em torno de princípios fiscais e a elaboração de mecanismos antievasão, incluindo a abordagem de práticas fiscais potencialmente prejudiciais. Nós estamos ansiosos para continuar a discutir essas questões no G20 e em outros fóruns relevantes, contando com as contribuições técnicas de organizações internacionais relevantes, universidades e especialistas”, diz o documento, cujo conteúdo final foi aprovado por consenso.

Havia a expectativa de que pontos que estavam acordados pudessem sofrer resistência da Argentina, presidida pelo ultraliberal Javier Milei, que se opõe a esse tipo de política. Essa indicação da taxação dos super-ricos, no entanto, já havia sido consensuada na Declaração Ministerial do G20 do Rio de Janeiro sobre Cooperação Tributária Internacional, realizada anteriormente, e mediada pelo governo brasileiro. Este acordo foi mantido na versão final divulgada, sem ressalvas.

Estimativas do Ministério da Fazenda apontam que uma taxação de 2% sobre o patrimônio de indivíduos super-ricos poderia gerar US$ 250 bilhões por ano para serem investidos no combate à desigualdade e ao financiamento da transição ecológica. Esse grupo de super-ricos soma cerca de 3 mil pessoas que, juntas, detêm patrimônio de cerca de US$ 15 trilhões, maior que o Produto Interno Bruto (PIB) da maioria dos países. O texto do G20, no entanto, não propõe uma alíquota específica.

O texto da carta final também defende uma tributação progressiva, ou seja, que as pessoas com mais recursos sejam mais taxadas, como sendo uma das “principais ferramentas para reduzir desigualdades internas, fortalecer a sustentabilidade fiscal, promover a consolidação orçamentária, promover crescimento forte, sustentável, equilibrado e inclusivo e facilitar a realização dos ODS [Objetivos do Desenvolvimento Sustentável]”.

Combate à fome

Na mesma seção que trata de tributação progressiva, a carta final do G20 destaca o número de pessoas que enfrentam a fome aumentou, atingindo aproximadamente 733 milhões de pessoas em 2023, “sendo as crianças e as mulheres as mais afetadas”. Para enfrentar esse desafio global, a carta pede um compromisso mais eficaz e menciona o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, proposta brasileira que recebeu a adesão de 82 países e dezenas de outras instituições multilaterais e privadas.

“O mundo produz alimentos mais do que suficientes para erradicar a fome. Coletivamente, não nos faltam conhecimentos nem recursos para combater a pobreza e derrotar a fome. O que precisamos é de vontade política para criar as condições para expandir o acesso a alimentos. À luz disso, lançamos a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e saudamos sua abordagem inovadora para mobilizar financiamento e compartilhamento de conhecimento, a fim de apoiar a implementação de programas de larga escala e baseados em evidências, liderados e de propriedade dos países, com o objetivo de reduzir a fome e a pobreza em todo o mundo”, diz a carta.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais (União Africana e a União Europeia).

A cúpula de líderes do Rio de Janeiro encerra a presidência temporária do governo brasileiro, que vai repassar o comando do grupo para a África do Sul, ao longo do próximo. Durante a presidência brasileira, os temas prioritários foram combate à fome e à pobreza, reforma das instituições multilaterais e enfrentamento às mudanças climáticas.



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Perspectivas de preço para o mercado de trigo



A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta



As condições climáticas também desempenham um papel significativo
As condições climáticas também desempenham um papel significativo – Foto: Canva

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de trigo no Brasil apresenta tendências distintas em relação à Bolsa de Chicago. Enquanto os preços em Chicago caíram 14,57% no acumulado anual, no Brasil registraram alta de 3,25% no Rio Grande do Sul e 14,14% no Paraná. A expectativa é de valorização contínua no mercado interno, especialmente a partir de janeiro de 2025, impulsionada por fatores como a quebra de safra e qualidade do produto disponível. Essa situação deverá elevar a demanda por importação para atender às necessidades do setor de panificação.  

A forte quebra de safra nos últimos anos é um dos principais fatores para a alta nos preços. Dados da Conab apontam produções de 10,55 milhões de toneladas em 2022, 8,09 milhões em 2023 e uma projeção de apenas 8,10 milhões para 2024. Além da redução no volume, a baixa qualidade do trigo disponível para panificação agrava a situação, restringindo a oferta de produtos essenciais como farinhas tipo 1. Essa conjuntura, combinada com a necessidade de mesclar trigo nacional com importado, reforça a tendência de preços elevados para o primeiro semestre de 2025.  

Para os vendedores, a recomendação é adiar as vendas até, pelo menos, janeiro, aproveitando uma provável valorização que pode superar os custos de armazenamento. Já os compradores devem buscar antecipar contratos futuros, especialmente para março e julho, meses que apresentam menores pressões sazonais de venda. No mercado externo, restrições de exportação na Ucrânia e Rússia podem limitar a oferta global, enquanto o fortalecimento do dólar nos EUA favorece a competitividade europeia.  

As condições climáticas também desempenham um papel significativo. Nos EUA, a redução de áreas sob seca tem impactado as projeções, com 91% da área de trigo de inverno já semeada e melhorias significativas em estados como Kansas. Apesar disso, as exportações americanas ainda estão abaixo da média necessária para atingir as metas do USDA, o que pode gerar impacto nos preços internacionais.

 





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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca as tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Oriente Médio, que impulsionaram o petróleo e pressionaram os mercados. No Brasil, a indefinição fiscal mantém o DI elevado, mas o real valorizou 0,7% com o dólar mais fraco.



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UE propõe adiamento na Lei Antidesmatamento



Lei influencia nas exportações brasileiras



A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros
A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros – Foto: Divulgação

A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (2) a intenção de adiar em um ano a entrada em vigor da sua Lei Antidesmatamento, inicialmente prevista para 30 de dezembro de 2024. A decisão vem em resposta a preocupações de países e setores industriais sobre os possíveis impactos da norma, que exige que empresas provem que suas cadeias produtivas não contribuem para o desmatamento, mesmo em áreas onde a prática é legalizada.  

A legislação, aprovada em 2022, abrange produtos como soja, carne bovina, café, óleo de palma, cacau, borracha, entre outros, e exige rastreamento digital detalhado das matérias-primas, desde o local de cultivo até o consumidor final. Embora considerada um marco no combate às mudanças climáticas, a norma enfrenta críticas por sua complexidade operacional e por potenciais prejuízos a pequenos produtores de países exportadores, incluindo o Brasil.  

No início de setembro, o ministro Carlos Fávaro enviou uma carta à cúpula da União Europeia pedindo cautela na aplicação da lei. O documento destaca que o Brasil, um dos principais fornecedores dos produtos abrangidos, pode sofrer impactos significativos nas exportações, além de prejudicar milhões de pequenos agricultores. A preocupação brasileira soma-se a alertas de diversos setores globais sobre o aumento de custos e interrupções em cadeias de suprimentos, tanto para exportadores quanto para os próprios agricultores europeus.  

A proposta de adiamento inclui a publicação de documentos orientativos pela Comissão Europeia, visando garantir uma implementação bem-sucedida da lei. Segundo a Comissão, o objetivo é abordar de forma eficaz o problema global do desmatamento sem comprometer o equilíbrio das cadeias produtivas. A medida ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e dos estados-membros do bloco.

 





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Brasil apresenta meta ambiciosa de redução de emissões



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país”



“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país"
“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país” – Foto: Divulgação

A Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil apresentada na COP29, em Baku, Azerbaijão, estabelece uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de até 67% até 2035, em comparação com os níveis de 2005. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), a meta é um passo importante, mas o Brasil tem potencial para ser ainda mais ambicioso na diminuição de suas emissões, dada sua experiência e capacidade de ação.

André Guimarães, diretor executivo do IPAM, destaca que a participação de toda a sociedade é fundamental para o cumprimento da NDC. Ele enfatiza que, para ser plenamente implementada, a meta precisa da colaboração do setor privado, ciência, academia e dos governos subnacionais. Somente com essa união será possível garantir o sucesso da meta, podendo até torná-la mais ambiciosa.

O Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de GEE (SEEG) aponta que o Brasil emitiu, entre 2005 e 2012, cerca de 16,6 bilhões de toneladas brutas de GEE. A redução das emissões líquidas proposta para 2035 representa um grande desafio, mas o país possui as condições necessárias para alcançá-lo.

“A NDC apresentada vai na direção certa da redução de emissões do nosso país. É importante ainda dizer que a NDC apresentada hoje na COP 29 é de toda a sociedade brasileira. E, por isto, para ser integralmente cumprida, necessita da união de todos. Setor privado, ciência, academia e os governos subnacionais. Só assim será possível garantir o cumprimento da nossa NDC e, se possível, torná-la ainda mais ambiciosa”, afirma André Guimarães, diretor executivo do IPAM.

 





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Sustentabilidade e inovação na pecuária brasileira



Frigorífico tem inovado na abordagem



Frigorífico tem inovado na abordagem
Frigorífico tem inovado na abordagem – Foto: Divulgação

A pecuária brasileira tem se destacado não apenas pela sua produção eficiente em sistemas tropicais, mas também pela contribuição à sustentabilidade, como destacou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, durante a COP29. Em painel realizado em Baku, Correia abordou a reciclagem de resíduos da agricultura, como o etanol de milho, e a importância do papel biológico do boi dentro dos sistemas alimentares. O animal tem a capacidade de absorver coprodutos da produção de etanol, como o DDG, o que fortalece a integração entre a agricultura e a pecuária.

O evento contou com a participação de diversas autoridades, como Bruno Brasil, diretor do Ministério da Agricultura, e Silvia Massruhá, presidente da Embrapa. Durante o painel, também foram debatidas ações perenes para o desenvolvimento do campo e para a melhoria da qualidade dos produtos, com foco na sustentabilidade. Liège Correia destacou que o setor privado tem avançado significativamente na recuperação de pastagens no Brasil, o que abre portas para maior produção de alimentos, incluindo grãos, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas.

A diretora da JBS ressaltou que, para aumentar a eficiência no campo, é essencial envolver o produtor rural nas discussões e decisões. Ela defendeu que é possível combinar qualidade e práticas sustentáveis, assegurando a satisfação do consumidor e o cumprimento das metas climáticas. Além disso, enfatizou a importância da produção tropical, lembrando que o Brasil possui a capacidade de realizar até três safras por ano, o que pode contribuir para a sustentabilidade e a segurança alimentar global.





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doença pode reduzir produção de soja em 90%



A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce




Foto: Divulgação

A ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, segue como uma das principais ameaças às lavouras de soja no Brasil. No Rio Grande do Sul, os primeiros focos da doença já foram detectados no Noroeste, conforme dados recentes do programa Monitora Ferrugem RS, que utiliza 74 coletores distribuídos pelo estado. A doença, que pode reduzir a produtividade em até 90% sob condições climáticas favoráveis, já causa preocupação.

A ferrugem asiática compromete a produtividade ao causar desfolha precoce, impedindo a formação completa dos grãos. O fungo se espalha rapidamente pelo vento, afetando praticamente todas as regiões produtoras do país. Os sintomas incluem pontuações escuras na face superior das folhas e urédias castanho-escuras na parte inferior, que produzem os esporos responsáveis pela disseminação da doença.

Desde sua detecção no Brasil, em 2001, a ferrugem tem desafiado os sistemas de manejo, sendo responsável por perdas de produtividade, dependendo do estágio da cultura e das condições ambientais.

Estratégias de controle

Embora o desenvolvimento de cultivares resistentes seja difícil devido à alta variabilidade genética do fungo, o controle químico permanece como a medida mais eficiente. Práticas adicionais incluem:

•    Plantio em épocas menos favoráveis à doença

•    Uso de cultivares precoces

•    Monitoramento constante e diagnóstico precoce

•    Controle de plantas daninhas, que também podem hospedar o fungo

A assistência técnica e o monitoramento contínuo são essenciais para definir estratégias de manejo específicas para cada área, ajustando ao estádio das plantas e às condições climáticas. 

 





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Modelo inédito de restauração florestal remunerada com créditos de carbono é lançado pelo Pará



Durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, o governador do Pará, Helder Barbalho, anunciou o edital de concessão da Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX).

A área, com 10,3 mil hectares localizada em Altamira, no sudoeste do estado, será recuperada por meio de um modelo inédito no Brasil, que prevê restauração ecológica por até 40 anos.

A concessão permitirá a restauração da vegetação nativa na Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, com o concessionário remunerado pelo aproveitamento de créditos de carbono gerados durante o processo.

Estima-se que cerca de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente sejam sequestradas, o que equivale a 330 mil voltas ao redor da Terra de avião.

O modelo exige um investimento inicial de R$ 258 milhões para instalação e operação, com uma receita total projetada de quase R$ 869 milhões. Além de restaurar a floresta, o projeto visa atrair investimentos para o Pará (estado sede da COP30, em 2025) e fortalecer políticas de desenvolvimento sustentável.

Impacto social e contrapartidas

O projeto prevê a geração de mais de 2 mil empregos diretos e indiretos na região. Entre as exigências ao concessionário, estão:

  • Capacitação de mão de obra local;
  • Apoio a cadeias produtivas agroflorestais;
  • Parcerias para fornecimento de insumos, mudas e sementes.

Já as contrapartidas do estado incluem a implementação do Plano de Atuação Integrada (PAI), que abrange:

  • Regularização fundiária e ambiental;
  • Investimentos em segurança, infraestrutura, logística e comunicações;
  • Serviços públicos para as comunidades locais.

O governador enfatizou o papel pioneiro do Pará na criação de uma economia verde. “Estamos falando de 10 mil hectares que vão gerar 2 mil empregos e transformar áreas degradadas em florestas restauradas para o mercado de carbono e manejo florestal. É um modelo que alia combate ao desmatamento ilegal com geração de emprego e desenvolvimento sustentável.”

Barbalho destacou, ainda, que o Brasil só alcançará suas metas ambientais ao restaurar áreas degradadas e implementar projetos como o da URTX. “Lançamos o plano de restauro há um ano, e hoje publicamos o primeiro edital de concessão para restauração em área pública no Brasil”, celebrou Barbalho.

O edital de concessão da URTX estará aberto por 120 dias, e o vencedor será conhecido em março de 2025. Os documentos completos podem ser consultados nos sites da Semas e do Ideflor-Bio.


A cobertura do Canal Rural na COP29 tem o apoio de Sistema OCB, Portos do Paraná, Itaipu Binacional, ApexBrasil, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e Governo Federal



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Frente fria passageira trará chuva superior a 100 mm na semana; veja quando e onde


A semana será marcada por grandes volumes de chuva entre as regiões central, sudeste e norte, prevê o informativo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divulgado nesta segunda-feira (18).

Algumas localidades do Amazonas, sul de Mato Grosso, Goiás, norte de Mato Grosso do Sul e áreas de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo (tons vermelho e rosa no mapa abaixo) devem ser marcadas por precipitações que ultrapassam os 100 mm até o dia 25 de novembro.

Previsão de chuva para as 5 regiões

previsão de chuva no Brasil - 18 a 25 de novembroprevisão de chuva no Brasil - 18 a 25 de novembro
Foto: Inmet/ Reprodução

Sul

A semana começará com a atuação de uma frente fria que avançará rapidamente para o oceano. As áreas de instabilidade favorecerão chuvas em grande parte da região, com acumulados acima de 50 mm no norte do Rio Grande do Sul, leste de Santa Catarina e litoral do Paraná.

Contudo, a partir do dia 23 de novembro, o tempo ficará firme em grande parte do territporio gaúcho, enquanto no catarinense e paranaense, essa condição de estabilidade está prevista apenas para o dia 24 de novembro.

Centro-Oeste e Sudeste

As instabilidades devem persistir em boa parte do Centro-Oeste e Sudeste, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com acumulados previstos acima de 40 mm e em torno de 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho).

Em São Paulo, os acumulados poderão superar 20 mm em grande parte do estado, exceto em localidades da parte central do estado, onde são esperados volumes menores nos próximos dias.

“Ressalta-se que, no início da semana, a frente fria que vem do Sul do país, avançará rapidamente em direção ao oceano, alinhando um canal de umidade sobre as regiões Sul e Sudeste a partir do dia 22 de novembro, o que provocará chuvas mais expressivas na faixa central do país”, diz o informativo do Inmet.

Norte

Na Região Norte, áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de amarelo a laranja) no centro-oeste do Amazonas, Acre, Rondônia e sul do Tocantins, podendo superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa).

Já nas demais áreas da região, as chuvas serão isoladas, variando entre 30 mm e 50 mm. No entanto, no norte do Pará, Amapá e grande parte de Roraima, os acumulados poderão ficar abaixo de 20 mm.

Nordeste

A previsão indica tempo quente e seco em grande parte do centro-leste da Região Nordeste. Entretanto, há tendência de aumento da nebulosidade com pancadas de chuva a partir do dia 24, especialmente no centro-sul da Bahia, onde os acumulados podem superar 50 mm.

Em algumas áreas do sul do Piauí e do Maranhão, há condições para chuvas isoladas ao longo da semana.

Temperaturas mínimas e máximas

De acordo com o informativo do Inmet, os principais destaques em termos de temperaturas máximas e mínimas são os seguintes:

  • Norte e Nordeste: temperaturas máximas previstas entre 30°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana.
  • Centro-Oeste: termômetros devem variar entre 24°C e 32°C.
  • Sudeste: máximas previstas entre 16°C e 30°C.
  • Sul: início da semana com máximas entre 14°C e 28°C, aumentando ao longo dos dias e podendo atingir 30°C.



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Movimentação de 30 milhões de metros cúbicos de gás argentino ao Brasil é firmada no G20



O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou nesta segunda-feira (18) Memorando de Entendimento com a Argentina para viabilizar a exportação de gás natural argentino ao Brasil.

O acordo foi feito durante o G20, cúpula de líderes mundiais das 19 maiores economias mais União Europeia e União Africana.

O ato cria um grupo de trabalho bilateral para identificar as medidas necessárias para viabilizar a oferta do produto argentino, com destaque para o Gás de Vaca Muerta, no norte da Patagônia.

Escala de movimentação

Dentre as medidas, se destacam o estudo da viabilidade econômica das rotas logísticas, considerando a possível expansão da infraestrutura existente dos dois países, por meio da qual estima-se uma viabilidade de movimentação de dois milhões de metros cúbicos por dia no curto prazo, aumentando nos próximos três anos para dez milhões, até atingir 30 milhões em 2030.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a importância da concretização do ato.

“Essa é uma importante entrega do programa Gás Para Empregar, que criamos com o objetivo de aumentar a oferta de gás natural e promover a reindustrialização do país. Ao concretizar a importação do gás de Vaca Muerta, estamos fortalecendo o desenvolvimento das indústrias de fertilizantes, vidro, cerâmica, petroquímicos e tantas outras que trazem desenvolvimento econômico ao Brasil. Teremos mais gás, e junto com ele mais emprego, renda e riqueza para brasileiras e brasileiros”, afirmou.

Infraestrutura para o gás

O documento indica que o grupo deve buscar o uso da infraestrutura já existente nos dois países, permitindo a exportação do gás argentino no menor tempo e com o menor custo possível.

Para isso, o grupo formado deverá identificar meios para viabilizar o projeto e a construção de infraestruturas necessárias para interconectar os gasodutos existentes de cada país.

Na agenda de trabalho dos estudos, estão elencadas prioridades como infraestrutura, transporte e interconexão entre os países e tipos de operações. O memorando tem validade de 18 meses, prorrogáveis. Ao final desse período, será apresentado relatório das atividades.

“Hoje estabelecemos um protocolo com o ministro da Economia argentino, o que demonstra que estamos empenhados em construir política de Estado e não de governo para poder dar mais um passo fundamental no programa Gás Para Empregar que visa ampliar a competitividade nacional. Sabemos da importância do gás para reindustrializar o Brasil. A indústria química do Brasil tem hoje 30% de ociosidade porque não tem competitividade na aquisição do gás. O gás no Brasil só vamos diminuir o preço quando aumentarmos a oferta”, disse o ministro em coletiva de imprensa.



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