sexta-feira, julho 17, 2026

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Brasil avança em produção e exportações


A produção de amendoim no Brasil para a safra 2024/2025 está estimada em 1,042 milhão de toneladas, representando um aumento de 42,1% em relação à safra anterior, conforme divulgado por Isan Rezende, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), e do Instituto do Agronegócio. Além disso, a área plantada deve crescer 6,2%, alcançando 271,2 mil hectares, comparados aos 255,4 mil hectares da safra 2023/2024. O aumento da produtividade também é significativo, com projeção de 3.846 kg/ha, um incremento de 33,9% sobre o ano passado.

Um fator importante para esse aumento de produtividade foi a adoção de sementes certificadas e registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), substituindo as tradicionais “sementes salvas”. Essa mudança contribuiu para um melhor desempenho das lavouras, garantindo uma produção mais eficiente e de maior qualidade. Os agricultores de São Paulo continuam sendo responsáveis por 90% da produção nacional de amendoim, com destaque para os municípios de Tupã, Marília, Jaboticabal e Presidente Prudente.

Apesar de São Paulo continuar sendo o maior produtor, a fronteira agrícola do amendoim tem se expandido para outros estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Triângulo Mineiro e Goiás. Esse crescimento é impulsionado pela demanda crescente do setor, especialmente pela indústria de chocolates, amendoins e balas, conforme apontado pela Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab). O Brasil ocupa atualmente a sexta posição mundial na produção de amendoim, atrás de países como China, Índia e Estados Unidos.

Em relação às exportações, o Brasil se destaca como líder mundial no envio de óleo de amendoim, especialmente para o setor farmacêutico. No entanto, o país ainda enfrenta desafios relacionados à evolução dos equipamentos de colheita. 





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Veja os números do plantio da safra 2024/25 de soja no Brasil



O plantio da safra 2024/25 de soja no Brasil atingiu 73,8% da área até 17 de novembro, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, o índice era de 66,1%, e no mesmo período de 2023, estava em 65,4%. As condições climáticas, nesse período inicial, favorecem as atividades de preparo do solo e o plantio.

Segundo a companhia, as projeções levam para um aumento na área plantada em torno de 2,6%, chegando a 47,36 milhões de hectares destinados à cultura, e recuperação nas produtividades médias das lavouras de 9,6%. Esse cenário aponta para uma produção estimada em 166,14 milhões de toneladas.

A área cultivada com soja deve atingir 47,36 milhões de hectares, representando um aumento de 2,6% em relação à safra passada. A produtividade também deve crescer, com uma estimativa de 3.508 quilos por hectare, refletindo boas condições climáticas e um bom desempenho das lavouras.

As exportações de soja seguem fortes, com 94,2 milhões de toneladas exportadas de janeiro a outubro de 2024, e uma projeção de aumento para 98 milhões de toneladas para a safra 2023/24, impulsionadas pela demanda externa e pela valorização do dólar.



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Lei Antidesmatamento e os desafios para os produtores de soja



Na quinta-feira (14), o Parlamento da União Europeia adiou a aplicação da Lei Antidesmatamento entre 12 e 18 meses. Diante disso, a Aprosoja MT reagiu e afirmou que, apesar da prorrogação até 2025/2026, as dificuldades da legislação persistem. O presidente da associação, Lucas Costa Beber, afirmou que a lei continua a ser um obstáculo para os produtores brasileiros da soja.

Beber ressaltou que, embora o adiamento dê mais tempo, o regulamento da UE coloca o Brasil em desvantagem, ao exigir altos custos de conformidade, o que pode afetar a competitividade da produção nacional.

Desafios para os produtores da soja

A Lei Antidesmatamento estabelece critérios ambientais e barreiras comerciais para países em desenvolvimento, como o Brasil, impondo exigências rigorosas de rastreabilidade para produtos agrícolas, especialmente a soja e o milho. Com um caráter protecionista, o regulamento busca eliminar o desmatamento das cadeias de suprimento, o que coloca o Brasil em uma posição desvantajosa, uma vez que o país ainda preserva grandes áreas de vegetação nativa.

“Isso abre uma vantagem para os países da União Europeia, que têm um baixo risco de desmatamento, porque não há mais áreas com vegetação nativa em locais cultiváveis. Para nós, produtores brasileiros, especialmente aqui no estado de Mato Grosso, isso é um desafio que ainda precisa ser resolvido”, afirma Beber.

Com o adiamento da lei, o setor tem agora um período extra para se preparar para as exigências, mas as implicações comerciais continuam a se desenhar como uma ameaça, principalmente no que diz respeito à rastreabilidade e segregação dos produtos agrícolas. A Aprosoja-MT alerta que o custo elevado dessas medidas pode afetar diretamente a competitividade da produção brasileira no mercado internacional.

Sustentabilidade

Beber destaca que o adiamento da lei deve ser visto como uma chance de os produtores brasileiros reforçarem seu compromisso com práticas sustentáveis, como o plantio direto e programas de conformidade ambiental, como o Soja Legal.

No entanto, o grande desafio segue sendo o custo dos sistemas de rastreabilidade exigidos pela União Europeia. A Aprosoja-MT busca evitar que esses custos sejam repassados aos produtores, esperando que as tradings absorvam parte da carga.

Impacto econômico

A rastreabilidade e segregação de lotes podem criar barreiras comerciais para o Brasil. Beber defende que as tradings e compradores internacionais assumam a maioria dos custos adicionais, para que o Brasil não perca competitividade no mercado global. Ele enfatiza que, se for necessário criar uma logística paralela, os custos devem ser assumidos pela União Europeia e seus consumidores, sem sobrecarregar os produtores brasileiros.



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Nova frente fria leva chuva intensa ao Sul, Sudeste e até ao Nordeste; veja quando



A segunda quinzena de novembro reserva muita chuva para o Brasil. de acordo com a Climatempo, uma frente fria avança pela costa da região Sul e nesta quarta-feira (20) já estará em São Paulo. Entre quinta (21) e sexta-feira (22), avança pela costa do Sudeste chegando ao Espírito Santo.

A meteorologia prevê pancadas de chuva por quase todo o Brasil, mas a semana começa com a chuva fica concentrada na região Sul, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Nesta terça-feira (19), tem alerta para temporais para a maioria das áreas dos dois estados. Também tem risco de chuva forte para os estados do Centro-Oeste, Amazonas, Rondônia e Acre. Até a quarta-feira, a chuva será intensa em vários momentos, com raios e ventos fortes, em todas estas áreas.

Avanço da frente fria

Na quarta-feira, a frente fria avança para o litoral de São Paulo e no caminho faz a chuva aumentar no Paraná. De quarta para quinta-feira, a chuva vai aumentar lentamente no Sudeste, começando por São Paulo.

Entre quinta e sexta-feira, a frente fria avança pela costa do Sudeste e vai ajudar a trazer o fluxo de umidade da Amazônia para o Sudeste. Segundo a Climatempo, isso fará aumentar a chuva em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No próximo fim de semana, essa frente fria continua se deslocando em direção ao Espírito Santo chegando à Bahia. De acordo com os meteorologistas, o corredor de umidade vai ser ainda mais direcionado para o Centro-Oeste, Tocantins e parte do Nordeste, fazendo a chuva aumentar também nessas áreas. As condições para chuva devem se amplair na Bahia e até Sergipe e Piauí.

Sem onda de calor

Novembro está sendo um mês com muita nebulosidade e chuva frequente, e por isso não tem ocorrido extremos de calor. A falta de calor está sendo notada e muita gente pergunta se ainda teremos alguma onda de calor este mês.

A Climatempo informa que não há expectativa de onda de calor, mas alguns picos de alta temperatura, como o que ocorreu no fim de semana passado no Rio Grande do Sul.

“Na última semana de novembro, teremos alguns picos de calor por conta de uma situação pré-frontal. Nos últimos dias do mês vamos ter uns dias dias mais quentes no Sul e Sudeste. Vai esquentar em Porto Alegre, Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, mas não será uma onda de calor”, afirma Ana Clara Marques, da equipe de previsão climática da Climatempo.



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Fertilizantes organominerais podem garantir aroma e sabor diferenciados no café


O Brasil, líder mundial na produção e exportação de café, não se destaca apenas pela quantidade – cerca de 69,9 milhões de sacas estimadas para a safra 2024/25 – mas também pela qualidade dos grãos. Cada vez mais, a busca por uma produção sustentável tem incentivado cafeicultores a adotarem tecnologias inovadoras, como os fertilizantes organominerais, que prometem melhorar o manejo do solo e elevar a qualidade final do produto.

Maycon Cardoso, produtor de Brejetuba, na região serrana do Espírito Santo, é um exemplo de como esses insumos estão revolucionando a cafeicultura. Brejetuba, reconhecida como a maior produtora de café arábica do estado, também lidera em inovações. “Os fertilizantes químicos funcionam bem, mas são menos sustentáveis. Por isso, optei pelos organominerais, que trazem benefícios não só para a planta, mas também para a preservação do solo”, afirma Maycon.

Maycon começou a utilizar fertilizantes à base de matéria orgânica, como a proveniente de camas de aves, para preparar o solo antes do plantio. Trinta dias depois, aplicou bioorganominerais no manejo de cobertura. “São nutrientes essenciais para o café, e acredito que esse manejo sustentável pode até mesmo resultar em grãos com aroma e sabor diferenciados, o que o mercado valoriza muito”, projeta.

A tecnologia por trás dos fertilizantes organominerais combina nutrientes orgânicos e minerais, melhorando as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo. Além disso, essa prática está alinhada à economia circular, já que reutiliza resíduos como as camas de aves, que poderiam ser descartados.

Nilton Rezende Junior, consultor de cafeicultura, explica que a utilização de fertilizantes organominerais reduz a necessidade de insumos químicos, o que beneficia tanto o meio ambiente quanto a competitividade do café brasileiro no mercado internacional. “O consumidor busca cada vez mais produtos com baixa pegada ambiental, e certificações que garantem isso são valorizadas”, destaca.

Segundo especialistas, fertilizantes organominerais contribuem para o desenvolvimento de plantas mais resilientes e produtivas. “As plantas precisam de pelo menos 16 nutrientes para um ciclo completo, e esses insumos oferecem até 13 deles. Isso reflete diretamente na produção de alimentos mais nutritivos e saudáveis”, explica Alex Becker, doutor em Solos.





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Exporta Mais Amazônia conecta empresas do Norte a compradores internacionais em Belém



De 19 a 22 de novembro, Belém, no Pará, sediará a segunda edição do Exporta Mais Amazônia, programa criado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para impulsionar as exportações de produtos sustentáveis e de alto valor agregado da Amazônia.

Participarão do evento 33 empresas da região Norte e 15 importadores de 12 países, incluindo Índia, China, Suíça, Rússia e Emirados Árabes Unidos.

O foco desta edição será nos setores de castanhas, temperos, geleias, molhos e açaí. O programa, que em 2023 movimentou mais de R$ 50 milhões em negócios durante sua primeira edição em Rio Branco (AC), tem como objetivo fortalecer a presença de produtos amazônicos no mercado global.

Visitas técnicas e rodadas de negócios

Os compradores internacionais realizarão visitas técnicas a polos produtivos da região no dia 19 de novembro, conhecendo o processo produtivo de empresas como a fábrica de açaí 100% Amazônia, a Horta da Terra, especializada em temperos, e a Mutran Exportadora, que trabalha com castanha-do-Brasil. Também está prevista uma visita à Ilha do Combu, no dia 20, onde os participantes terão a oportunidade de imersão na biodiversidade amazônica.

Segundo André Laudemir Muller, gerente de agronegócio da ApexBrasil, essas visitas são estratégicas para aumentar a confiança dos compradores. “Ao ver de perto o processo produtivo – a floresta, o extrativismo e o beneficiamento – os compradores se engajam mais com a questão socioambiental da Amazônia”, afirmou.

As rodadas de negócios ocorrerão no dia 21, na sede do Senai, onde as empresas locais terão suporte técnico para negociar diretamente com os importadores.

Amazônia em foco global

Jorge Viana, representante da ApexBrasil, destacou a importância do evento para a internacionalização da produção amazônica. “Esse programa aproxima o empresariado amazônico dos mercados internacionais e organiza o setor produtivo para mostrar ao mundo o potencial da região”, disse.



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Projeto veda desapropriação de propriedade produtiva via reforma agrária



O projeto de lei 2502/24 torna impossível desapropriar propriedade produtiva para fins de reforma agrária, e reduz percentuais exigidos de utilização e de eficiência da terra para que seja considerada produtiva. A proposta, do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS), está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto estabelece que absolutamente não são passíveis de desapropriação:

  • a pequena e a média propriedade rural, desde que o proprietário não possua outras que, somadas, ultrapassem o tamanho de 15 módulos fiscais;
  • a propriedade produtiva, independentemente de seu tamanho.

Atualmente, a Lei da Reforma Agrária considera insuscetíveis de desapropriação a pequena e a média propriedade rural, desde que o proprietário não possua outra propriedade rural.

Utilização

A proposição reduz de 80% para 50% o grau mínimo de utilização de uma terra (relação entre a área efetivamente utilizada e a área aproveitável total do imóvel) para que seja considerada produtiva. Para ser improdutiva, conforme a proposta, esse grau de utilização deverá ser inferior aos 50% por dez anos consecutivos.

Já o grau mínimo de eficiência na exploração da terra é reduzido, pela proposta, dos atuais 100% para 50%. Esse percentual é obtido conforme cálculo previsto em lei e varia conforme a região.

Proteção da propriedade privada

Na avaliação de Rodolfo Nogueira, a proteção da propriedade privada é fundamental para a prosperidade econômica e a manutenção de uma sociedade livre e democrática.

“Conforme disposto na Constituição, a propriedade produtiva é insuscetível de desapropriação para fins de reforma agrária”, afirma o parlamentar. “O texto constitucional é claro e inequívoco, garantindo que a reforma agrária não viole os direitos daqueles que, apesar das adversidades, alimentam a nação e sustentam o país.”

Ele diz também que a proposição busca ajustar a legislação evitando interpretações maliciosas. Conforme o parlamentar, circunstâncias diversas, como falecimentos ou desastres econômicos e ambientais, podem exigir que a propriedade rural permaneça inativa por um determinado período.

“Isso não implica na vontade do proprietário de abdicar da terra, mas sim a necessidade de tempo para torná-la novamente produtiva”, afirma.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, ambas da Câmara dos Deputados..

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores.



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colheita nos EUA é concluída, diz USDA



A colheita de soja e milho nos Estados Unidos foi concluída na última semana, disse o Departamento de Agricultura do país (USDA), em seu relatório semanal de acompanhamento de safra.

Neste mês, o USDA estimou a produção de soja em 121,42 milhões de toneladas e a de milho, em 384,63 milhões de toneladas.

Quanto ao trigo de inverno, a agência informou que 94% da safra tinha sido plantada, ante 94% na data correspondente do ano passado e 96% na média de cinco anos.

O USDA disse também que 84% da safra tinha emergido, ante 85% um ano atrás e 84% na média de cinco anos.

Além disso, 49% da safra tinha condição boa ou excelente, melhora de 5 pontos percentuais ante a semana anterior. Um ano antes, essa parcela era de 48%.

O relatório mostrou também que 77% da safra de algodão estava colhida, ante 74% há um ano e 72% na média.



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Transição energética e agenda bilateral são destaque no 2º dia do G20



O segundo e último dia da reunião de cúpula do G20, no Rio de Janeiro, vai ser marcado, nesta terça-feira (19), por discussões sobre transição energética e agendas bilaterais, além da transmissão da presidência rotativa do grupo das principais economias do mundo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá encontros reservados com líderes de quatro países. Todos esses compromissos serão no Museu de Arte Moderna, na região central da cidade.

O primeiro compromisso de Lula, às 9h15, é com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Às 10h, haverá a terceira sessão da reunião de líderes. O tema é o desenvolvimento sustentável e transição energética, um dos interesses prioritários do Brasil no G20. Pouco depois das 12h haverá a sessão de encerramento da cúpula e a cerimônia de transmissão da presidência do G20 do Brasil para a África do Sul.

Em seguida, o presidente Lula oferece almoço ao presidente americano, Joe Biden. Na sequência, o presidente da República participará de uma conferência de imprensa.

Na parte da tarde, estão previstos ainda dois encontros bilaterais. Um com o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, e outro com o premiê do Reino Unido, Keir Starmer.

Antes de partir de volta para Brasília, o presidente Lula anunciará os resultados da rodada de investimento da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao lado do diretor-geral da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Declaração final

Os países do G20 divulgaram, na noite da segunda-feira (18), primeiro dia de encontros, a declaração final do grupo. O documento traz o compromisso das nações em reformar instituições, como o Conselho de Segurança da ONU; proposta de taxação de super-ricos; reitera metas do Acordo de Paris e condena as guerras em Gaza e na Ucrânia.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, ter conseguido um consenso logo no primeiro dia da cúpula foi uma grande conquista do governo e da diplomacia do Brasil.

Outro marco do primeiro dia foi o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que nasce com 148 membros fundadores, incluindo 82 países, a União Africana, a União Europeia, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras internacionais e 31 organizações filantrópicas e não-governamentais.

O G20 é composto por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além da União Europeia e da União Africana.

Os integrantes do grupo representam cerca de 85% da economia mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do planeta.



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Fundo JBS e Banco da Amazônia assinam acordo para crédito a pequenos produtores do Pará



O Fundo JBS pela Amazônia e o Banco da Amazônia S.A (Basa) assinaram, na sexta-feira (15), um acordo de cooperação técnica visando facilitar a aplicação de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no sudeste do Pará.

A parceria foi celebrada durante o painel “Amazônia em Nossas Mãos: Como Todos Podemos Contribuir”, realizado pelo banco durante a COP 29 em Baku, no Azerbaijão.

O objetivo da parceria é o de facilitar o acesso ao crédito do Pronaf Mais Alimentos para 1.500 agricultores familiares, inicialmente nas cidades de Novo Repartimento, Pacajá e Anapu, localizadas na Transamazônica paraense. A expectativa é mobilizar até R$ 90 milhões.

Na mesma região, é desenvolvido o RestaurAmazônia, projeto de agricultura familiar da Amazônia. Desde 2021, a iniciativa, conduzida pela Fundação Solidaridad com apoio de assistência técnica especializada, promove o desenvolvimento territorial e a restauração produtiva em pequenas propriedades. O foco é a implementação de agroflorestas de cacau, integradas à pecuária com pastejo rotacionado. Ao longo de cinco anos, o projeto vai contar com investimento total de R$ 25 milhões do Fundo JBS pela Amazônia, com cofinanciamento da Elanco Foundation.

Até a COP30, a meta é beneficiar 300 famílias do projeto. O limite individual previsto no Pronaf Mais Alimentos é de R$ 250 mil, dependendo da proposta técnica, para as atividades de recuperação de pastagem, implantação de capineiras e infraestrutura para o aumento da unidade animal por hectares.

A aquisição de bovinos poderá ser financiada em uma outra operação de crédito, em até dez anos de prazo total, com taxas entre 3% e 6% ao ano. O acordo prevê incentivar a regularização ambiental e a rastreabilidade das propriedades a partir da recuperação de pastagens, diversificação dos sistemas de produção e intensificação pecuária, buscando fomentar modelos mais sustentáveis e produtivos junto aos financiamentos de investimento.

Por meio da parceria, o Banco da Amazônia se compromete a priorizar a avaliação das propostas técnicas e a liberação de recursos para os pequenos produtores do RestaurAmazônia. Além disso, o banco fornecerá recursos humanos para capacitação, realizará análises técnico-econômicas dos produtores e, em conjunto com o Fundo JBS, definirá os sistemas de produção mais adequados para atender às necessidades específicas das famílias beneficiadas.

Por sua vez, o Fundo JBS pela Amazônia seguirá investindo no apoio à recuperação de pastagens, a implantação de sistemas intensificados de produção bem como a diversificação produtiva com financiamento de investimento por meio do Pronaf Mais Alimentos.

A diretora do Fundo JBS, Andrea Azevedo, aponta que o acordo é um importante passo para a inclusão dos pequenos produtores de pecuária da Amazônia em uma cadeia de baixo carbono.

“Esse grupo não tem recursos para investir na recuperação de pastagens. Portanto, quando o solo se esgota, a alternativa é abrir novas áreas de floresta. A maioria acaba desmatando porque a conta não fecha e, por isso, fica à margem dessa cadeia. O objetivo da parceria com o Basa, em conjunto com o projeto RestaurAmazônia, é superar essa barreira econômica, tornando a propriedade mais produtiva e rentável a médio e longo prazo, além de engajar os produtores na conservação da floresta, tornando-os independentes e autossustentáveis”, diz Azevedo.

O presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, relembra que a ideia da parceria nasceu na COP28, em Dubai. “Em um ano, discutimos como poderíamos trabalhar juntos em prol da agricultura familiar e desenvolver projetos para que o pequeno produtor tanto agrícola quanto de pecuária, pudesse ter acesso à tecnologia e à assistência técnica para melhoria da produtividade de forma sustentável. Comemoramos a consolidação de um trabalho que começou a um ano atrás e vamos celebrar, na COP30, em Belém, um projeto que muda a vida das pessoas da Amazônia”.

Modelo de restauração produtiva

De 2017 a 2023, 5% dos assentamentos, que representaram somente 8% do bioma, foram responsáveis por 65% do desmatamento nas áreas assentadas e por 17% da perda de vegetação na Amazônia. Os dados, apresentados em estudo de outubro da CPI/PUC-Rio e do projeto Amazônia 2030, sugerem que o desmatamento é influenciado por fatores externos e por dinâmicas mais amplas, que afetam a abertura de áreas tanto dentro quanto fora dessas regiões.

A Superintendência do Sul do Pará, que abrange 505 assentamentos, concentra 55% do desmatamento em apenas 25 deles. Além disso, 35% da perda florestal na região está concentrada em quatro Projetos de Assentamento (PAs): PA Tuerê, PA Rio Cururuí, PA Rio Gelado e PA Pombal. Às margens da Transamazônica, região marcada historicamente pelo desmatamento, os pequenos produtores enfrentam desafios como a fatta de assistência técnica especializada, baixa produtividade e restrito acesso a crédito. Esses fatores agravam a pressão sobre a floresta, impulsionando a expansão de áreas desmatadas.

O RestaurAmazônia insere os núcleos familiares dessas áreas mais críticas em uma agenda de sustentabilidade. Desde 2021, o projeto envolveu quase 1.200 famílias de Novo Repartimento, Anapu e Pacajá. Até o momento, 44 mil hectares de área estão sob boas práticas. Foram implementados mais de mil hectares de Sistemas Agroflorestais e houve um incremento de 47% na renda das famílias.

Segundo Paulo Lima, gerente de Cacau e Pecuária da Fundação Solidaridad, o projeto conseguiu engajar as famílias na conservação da floresta. “A partir da assistência técnica, o Tuerê, em Novo Repartimento, um dos maiores assentamentos rurais da América Latina, por exemplo, vem saindo de uma história de degradação para se tornar polo mundial produtor de cacau fino”, conta.

Para Lima, o acesso ao crédito é um fator crucial para fortalecer as ações no território. “Por meio do crédito, os produtores conseguem investir na transição para modelos produtivos mais sustentáveis. O Pronaf é uma das linhas de crédito mais relevantes, pois é de natureza pública e oferece condições mais adequadas às necessidades das famílias agricultoras. No entanto, há desafios a serem superados, como os critérios de compliance exigidos pelas instituições financeiras que operam o programa, que pedem comprovação de propriedade da terra e a necessidade de avalistas. Com a parceria, esperamos simplificar esse processo”, afirmou.



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