quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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CEO do grupo francês Tereos se posiciona contra acordo entre Mercosul e União Europeia



Em postagem nas redes sociais, o CEO do grupo sucroalcooleiro francês Tereos, Olivier Leducq, se posicionou contra a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sob os termos atuais. De acordo com ele, o texto criaria uma “concorrência desleal” entre os produtos agrícolas franceses e os do bloco do qual o Brasil faz parte.

“No momento em que nossos colaboradores estão focados na implementação de práticas de agricultura regenerativa, como nossas exportações agrícolas conseguirão fazer frente à concorrência desleal de produtos importados que não cumprem as mesmas normas ambientais e sociais?”, disse ele em postagem no LinkedIn.

O executivo disse ser contra a assinatura do acordo no estado atual, posição endossada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, que alega buscar proteção ao setor agrícola do país.

“Apelamos à França para que continue a apoiar essa posição e a mobilizar outros Estados-membros para garantir que este acordo não seja imposto pela Comissão Europeia”, diz Leducq. “Os impactos no setor sucroalcooleiro seriam significativos. E não vale brandir cláusulas-espelho como garantia de proteção: elas são inexequíveis.”

A Tereos é sediada na França, mas tem operações em outros países. No Brasil, é dona do açúcar Guarani, e é a segunda maior produtora de açúcar do País.

Procurada, a Tereos afirmou que a postagem do CEO se refere apenas “à necessidade de uma discussão mais aprofundada sobre as diferenças regulatórias que impactam a competitividade econômica entre os dois blocos comerciais”. De acordo com a empresa, não foi um questionamento à qualidade dos produtos ou ao comprometimento do Brasil e do Mercosul com práticas sustentáveis.

“O Grupo Tereos tem orgulho de sua presença mundial e de suas operações no Brasil, onde atua há mais de 24 anos no processamento de matérias-primas vegetais. Mais de 60% de sua produção total no País é exportada, respaldada por rigorosas certificações internacionais de qualidade e sustentabilidade socioambiental”, disse a companhia, que afirmou ainda seguir comprometida com as normas e legislações das regiões em que opera.

Em alguns comentários, o CEO da Tereos afirmou não ter se referido a um único país. “É importante esclarecer que as preocupações expressas no post não são sobre a qualidade da agricultura brasileira, mas sim sobre a disparidade entre padrões ambientais e sociais entre a União Europeia e países do Mercosul, entre eles o Brasil”, afirmou ele em uma das respostas.

A postagem de Leducq foi feita em paralelo à repercussão do anúncio do presidente do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, de que a rede não venderá carnes procedentes do Mercosul em suas lojas na França. O anúncio provocou uma crise, e como mostrou o Broadcast, levou frigoríficos brasileiros a suspenderem entregas para o Carrefour Brasil, uma das maiores operações do Grupo no mundo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Importação de etanol anidro para o Nordeste cresce



A maior parte das importações deve vir do Golfo americano



A maior parte das importações deve vir do Golfo americano
A maior parte das importações deve vir do Golfo americano – Foto: Divulgação

Grandes grupos produtores do setor de etanol estão avaliando a importação de até 150.000 m³ de etanol anidro para o Nordeste nos próximos meses, segundo a consultoria Argus. A possibilidade torna-se particularmente atrativa para empresas beneficiadas por regimes fiscais de isenção de imposto de importação, ampliando sua competitividade em um cenário de déficit regional significativo na oferta do produto.  

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que, em 2023, a produção de etanol anidro no Nordeste alcançou 1,07 milhão de m³, frente a um consumo de 2,5 milhões de m³, resultando em um déficit de 1,43 milhão de m³. Já entre janeiro e agosto de 2024, a produção somou apenas 321.000 m³, enquanto o consumo atingiu 1,7 milhão de m³, mantendo um déficit expressivo de 1,3 milhão de m³. Esse desequilíbrio reforça a necessidade de importar volumes adicionais para atender à demanda.  

A maior parte das importações deve vir do Golfo americano, com envios escalonados previstos até março de 2025. A estratégia é sustentada pela tendência de queda nos preços do etanol norte-americano nos próximos meses, tornando a importação mais competitiva que a origem no Centro-Sul do Brasil, onde os custos do produto são mais elevados. Além disso, os Estados Unidos seguem como o principal fornecedor de etanol anidro para o Nordeste em 2024, seguidos pelo Paraguai.  

A Argus destaca que, para empresas que precisam cumprir contratos na região, importar o produto pode ser a solução mais vantajosa economicamente. A combinação de déficit regional, preços competitivos do mercado internacional e benefícios tributários reforça a estratégia de importação, que deve moldar o mercado de combustíveis nordestino nos próximos meses.

 





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Rio Iguaçu recebe 1,3 milhão de peixes nativos em ação de repovoamento



O Rio Iguaçu, no Paraná, será repovoado com 1,3 milhão de peixes de espécies nativas como parte da segunda etapa do projeto Rio Vivo. A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e executada pela Superintendência Geral das Bacias Hidrográficas e Pesca (SBHP). A soltura é 18% superior ao total de peixes lançados na fase inicial, entre 2021 e 2022, que contabilizou 1,1 milhão de exemplares.

A ação teve início no dia 15 de novembro com o lançamento de 100 mil peixes no Rio Ivaí, em Mirador, na região noroeste do Paraná. No total, 2,626 milhões de peixes serão soltos em rios estaduais nesta fase, incluindo as bacias dos rios Iguaçu, Ivaí, Piquiri e Tibagi. A meta do projeto é repovoar as bacias com 10 milhões de peixes até 2026, priorizando espécies como traíra, lambari, dourado e pintado.

O investimento para o atual ciclo é de R$ 557,8 mil. Os peixes são soltos em estágio juvenil, garantindo maior taxa de sobrevivência em comparação aos alevinos. A proposta também contempla a preservação das bacias hidrográficas e o equilíbrio ecológico das regiões envolvidas.

Criado em 2021, o Rio Vivo é considerado o maior programa de repovoamento de peixes do Paraná. Além da conservação ambiental, o projeto promove educação ambiental com comunidades locais.

O Rio Iguaçu, que nasce em Curitiba e deságua no Rio Paraná, representa 28% da área do estado e abriga importantes usinas hidrelétricas, como Salto Segredo, Foz do Areia e Baixo Iguaçu. Sua bacia hidrográfica também são importantes para a geração de energia, turismo e pesca esportiva no Paraná.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Cebola registra queda, mas tomate sobe 17% em outubro



Alta foi impulsionada por oscilações na oferta




Foto: Divulgação

Hortaliças como alface, batata, cebola e cenoura apresentaram queda nos preços durante o mês de outubro, conforme o 11º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (22). Em contraste, o tomate registrou aumento no valor médio ponderado.

A alface teve uma redução de 1,02% na média ponderada em relação a setembro, marcando o segundo mês consecutivo de variações distintas nas Ceasas analisadas. Já o preço da batata caiu continuamente desde julho, embora ainda esteja acima do registrado em outubro de 2023.

Para a cebola, os preços recuaram expressivamente, com uma queda de 25,22% na média ponderada, reflexo de uma oferta abundante nas principais centrais de abastecimento. A cenoura também seguiu a tendência de queda, com redução de 5,17% em relação ao mês anterior. Por outro lado, o tomate teve alta de 17,27% em outubro, impulsionado por oscilações na oferta. Condições climáticas adversas, como calor e chuvas intensas, influenciaram diretamente a maturação e a colheita, resultando em variações de disponibilidade do produto.





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Chances de La Niña diminuem



Prado enfatiza que é essencial continuar monitorando as condições climáticas



Nos últimos 30 dias, foram registradas chuvas regulares em grande parte do Brasi
Nos últimos 30 dias, foram registradas chuvas regulares em grande parte do Brasi – Foto: NOAA

Conforme análise de Antonio Prado G. B. Neto, CEO da Pirecal e palestrante, baseada na última publicação da NOAA (National Oceanic & Atmospheric Administration), as chances de ocorrência do fenômeno La Niña para o período de outubro a dezembro diminuíram. Os dados, apresentados em sua coluna Café com Prado, mostram que a probabilidade, que já chegou a 80%, agora é de 57%. Esse cenário aponta para uma menor influência desse evento climático na safra 2024/2025. 

Nos últimos 30 dias, foram registradas chuvas regulares em grande parte do Brasil. Embora o início das precipitações tenha ocorrido com atraso, Prado destaca que, após começarem, as chuvas se estabeleceram de forma consistente, contribuindo para o planejamento das próximas safras agrícolas. Esse comportamento climático beneficia principalmente as regiões agrícolas que dependem de umidade adequada para o desenvolvimento das culturas.  

Prado enfatiza que é essencial continuar monitorando as condições climáticas para ajustar as previsões da safra 2024/2025. A calibração constante, com base nas informações atualizadas, é fundamental para mitigar riscos e otimizar as operações no campo.  

Essa análise reforça a importância de observar os indicadores climáticos com atenção, especialmente em períodos críticos para a agricultura brasileira. A regularização das chuvas traz alívio ao setor, mas os sinais do enfraquecimento da La Niña continuarão sendo avaliados nos próximos meses.

“A cada mês a probabilidade de uma La Nina fica mais distante. As chances que ja chegaram a 80% hoje estão em 57% para ocorrer entre outubro a dezembro.  O que estamos vendo nos últimos 30 dias, são chuvas regulares em grande parte do Brasil. Apesar das chuvas chegarem um pouco mais atrasada do que de costume, mas depois que chegou ficou”, escreveu.





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Safra recorde de grãos desafia logística e fretes no Brasil



Apesar do aumento da produção, o setor enfrenta desafios




Foto: Arquivo Agrolink

O mercado de fretes e a logística de escoamento ganham destaque no agronegócio, impulsionados pelo crescimento da produção de grãos projetado para a safra 2024/25. A estimativa é de 322,53 milhões de toneladas, um aumento de 8,2% em relação à safra anterior, conforme o Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na sexta-feira (22).

O avanço nas semeaduras, beneficiado por condições climáticas favoráveis, fortalece as culturas de soja e milho. Entretanto, o transporte dessa produção até os mercados internacionais exige um sistema logístico eficiente. Nesse contexto, os portos brasileiros, em especial os do Arco Norte, assumem papel estratégico. Em outubro de 2024, os portos dessa região responderam por 35,1% das exportações de grãos, superando os 33,9% registrados no mesmo período de 2023.

Apesar do aumento da produção, o setor enfrenta desafios. Em outubro, as exportações de soja caíram 22,9% em relação ao mês anterior, enquanto o acumulado do ano registrou 94,2 milhões de toneladas exportadas. Já o milho enfrenta uma redução de 34,1% nas estimativas da safra 2023/24, o que pode impactar a demanda por fretes no curto prazo, mas aumenta a pressão sobre a infraestrutura logística.

Além dos grãos, o transporte de fertilizantes também exige atenção. Em outubro de 2024, os portos brasileiros importaram 4,9 milhões de toneladas de fertilizantes, um aumento de 5,9% em comparação ao mês anterior. Esse crescimento reforça a necessidade de um transporte eficiente para garantir o abastecimento do setor agropecuário.





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AgroNewsPolítica & Agro

Garantia para crédito a produtores afetados pela enchente



A iniciativa faz parte do conjunto de ações do BB para apoiar a recuperação do estado



O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal
O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal – Foto: Pixabay

O Banco do Brasil (BB) lançou uma solução inédita ao disponibilizar o Fundo de Garantia de Operações (FGO) para cobrir até 100% das contratações das linhas Pronaf Mais Alimentos e Pronamp Investimento. A medida é voltada a produtores rurais do Rio Grande do Sul que sofreram perdas materiais nas enchentes de maio de 2024, em municípios com estado de calamidade ou emergência reconhecidos pelo Governo Federal, com base na Medida Provisória 1.216, na Lei 14.981 e portarias correlatas.  

A iniciativa faz parte do conjunto de ações do BB para apoiar a recuperação do estado, que incluem ajuda humanitária, prorrogação de dívidas e concessão de crédito emergencial. Até agora, foram liberados R$ 1,1 bilhão em empréstimos com subvenção federal, beneficiando mais de 9 mil agricultores familiares e médios produtores. Além disso, no Plano Safra 2023/24, o BB já desembolsou mais de R$ 11 bilhões no RS, abrangendo linhas voltadas à cadeia produtiva do agronegócio e ao financiamento de títulos.  

O uso do FGO foi viabilizado pelo aporte de R$ 600 milhões realizado pelo Governo Federal, o que facilita a constituição de garantias e amplia o acesso ao crédito para produtores que enfrentam dificuldades financeiras. A iniciativa já gerou resultados, com as primeiras operações contratadas e grande aceitação pelos clientes.  

Segundo Luiz Gustavo Braz Lage, vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, “essa solução inovadora de crédito rural amparado no fundo garantidor, já tendo sido contratadas as primeiras operações nesta modalidade, gerando ótima receptividade e satisfação pelos clientes. O FGO impulsiona o crédito e a atuação do BB no âmbito das ações governamentais de apoio, atendendo as demandas dos produtores rurais para desenvolver os investimentos necessários para a continuidade das atividades e dos negócios”. Mais informações podem ser obtidas nas agências do BB no estado.  

 





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Wall Street fecha em alta, enquanto Dow Jones e S&P 500 atingem picos em uma…


Logotipo Reuters

Por Abigail Summerville

(Reuters) – Os principais índices de Wall Street fecharam em alta em negociações voláteis nesta quinta-feira, com os índices Dow Jones e S&P 500 atingindo os maiores níveis em uma semana.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,53%, para 5.948,48 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq teve variação positiva de 0,04%, para 18.974,23 pontos. O Dow Jones subiu 1,06%, para 43.869,31 pontos.

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42 entidades da cadeia produtiva do Brasil repudiam fala de CEO da França



Representantes de 42 entidades ligadas ao setor agropecuário brasileiro manifestaram, neste sábado (23), repúdio à decisão do Carrefour na França de suspender a compra de carnes produzidas no Mercosul. Em carta aberta, organizações como OCB, Abiec, Fiesp, Faep, Aprosoja-MT e Aprosoja-MS afirmam que a medida é infundada, desconsidera os princípios do livre mercado e desvaloriza a qualidade e a sustentabilidade das carnes brasileiras.

O texto destaca que o Brasil é líder mundial na exportação de carne bovina e de frango, atendendo a mais de 160 países, incluindo mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos e Japão. A produção nacional, segundo a carta, segue rigorosos controles sanitários e padrões de qualidade reconhecidos globalmente.

As entidades ressaltam os avanços do setor pecuário brasileiro, que aumentou a produtividade em 172% nos últimos 30 anos, enquanto reduziu a área de pastagem em 16%. O compromisso com práticas sustentáveis e a legislação ambiental rigorosa também foram destacados. O documento menciona que as áreas preservadas pela agropecuária brasileira somam 282,8 milhões de hectares, o equivalente a mais de quatro vezes o território da França.

A carta argumenta que a exclusão dos produtos do Mercosul limita o acesso dos consumidores europeus a alimentos de alta qualidade e sustentáveis, além de poder gerar inflação e aumentar as emissões de carbono devido à menor eficiência no transporte de produtos locais.

“Se a carne brasileira não é considerada adequada para abastecer o mercado francês, fica difícil compreender como ela seria adequada para outros mercados”, aponta o texto. As entidades reforçam o compromisso com a produção responsável e cobram transparência e cooperação de empresas globais como o Carrefour, que têm operações significativas no Brasil e dependem da produção nacional para abastecer outros mercados globais.

Leia o documento na íntegra

Carta aberta de representantes da cadeia produtiva brasileira em resposta ao CEO do Carrefour sobre carnes produzidas no Mercosul

Nós, as entidades representativas da cadeia produtiva brasileira, manifestamos nosso profundo repúdio às declarações recentes sobre a suspensão da compra de carnes do Mercosul pelas lojas Carrefour na França. Consideramos esta posição não apenas infundada, mas também desprovida de coerência com os princípios do livre mercado, da sustentabilidade e da cooperação internacional.

A decisão anunciada demonstra uma abordagem protecionista que contradiz o papel de uma empresa global com operações em mercados diversos e interdependentes. Tal posicionamento, além de desvalorizar a qualidade e a sustentabilidade das carnes produzidas nos países do Mercosul, prejudica o diálogo e a parceria necessária para enfrentar desafios globais como a segurança alimentar.

O Brasil, por sua vez, é referência mundial na produção e exportação de proteínas animais. Somos líderes globais na exportação de carne bovina e de frango, e nossa produção é amplamente reconhecida pela excelência, sendo abastecida por rigorosos controles sanitários e padrões de qualidade que atendem a mais de 160 países, incluindo mercados exigentes como União Europeia, Estados Unidos, Japão e China.

Nos últimos 30 anos, a pecuária brasileira aumentou sua produtividade em 172%, enquanto reduziu a área de pastagem em 16%. Esses avanços foram possíveis graças a um compromisso contínuo com a inovação, eficiência produtiva e práticas sustentáveis. Além disso, nossa legislação ambiental é uma das mais rigorosas do mundo, assegurando o equilíbrio entre produção agropecuária e preservação dos recursos naturais.

As áreas dedicadas à preservação da vegetação nativa pelo agro brasileiro somam 282,8 milhões de hectares, representando 33,2% do território do Brasil. Para se ter uma ideia, essa área equivale a um pouco mais de quatro vezes o território da França ou quase oito vezes o território da Alemanha. O Brasil preserva mais do que o dobro da área destinada à preservação ambiental em comparação com a França, um dado que questiona a postura crítica do Carrefour em relação à nossa produção.

A exclusão injustificada de produtos do Mercosul do mercado francês não apenas subestima a relevância de nossas exportações, mas também limita o acesso dos consumidores europeus a produtos de alta qualidade, mais seguros e sustentáveis. Além disso, tal atitude pode gerar inflação e aumentar as emissões de carbono devido ao transporte de mercadorias locais menos eficientes.

Se uma carne brasileira não serve para abastecer o Carrefour na França, é difícil entender como ela poderia ser considerada adequada para abastecer qualquer outro mercado. Afinal, se o Brasil, com suas práticas sustentáveis, sua legislação ambiental rigorosa e sua vasta área de preservação, não atenderia aos critérios do Carrefour para o mercado francês, então, provavelmente, não atenderia aos critérios de nenhum outro país.

Reafirmamos nosso compromisso com a produção responsável, sustentável e orientada para atender às necessidades dos mercados globais. Consideramos que empresas globais como o Carrefour, que operam amplamente no Brasil e dependem de sua produção para abastecer mercados de todo o mundo, devem atuar com base em princípios de cooperação, transparência e respeito ao livre mercado.

Subscrevem o presente documento:

  1. ABIEC – Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne
  2. ABIFUMO – Associação Brasileira da Indústria do Fumo
  3. ABIMAQ – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
  4. ABIOGÁS – Associação Brasileira do Biogás
  5. ABIOVE – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais
  6. ABISOLO – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal
  7. ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal
  8. ABRAPA – Associação Brasileira dos Produtores de Algodão
  9. ABRAFRIGO – Associação Brasileira de Frigoríficos
  10. ABRAFRUTAS – Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados
  11. ABRAMILHO – Associação Brasileira dos Produtores de Milho
  12. ABRASEM – Associação Brasileira de Sementes e Mudas
  13. ABRASS – – Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja
  14. ABCS – Associação Brasileira dos Criadores de Suínos
  15. ABCZ – Associação Brasileira dos Criadores de Zebu
  16. ACRIMAT – Associação dos Criadores de Mato Grosso
  17. ADIAL – Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás
  18. AMA BRASIL – Associação dos Misturadores de Adubo do Brasil
  19. ANAPA – Associação Nacional dos Produtores de Alho
  20. ANDAV – Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários
  21. APROSOJA/MS – Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul
  22. APROSOJA/MT – Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso
  23. AIPC – Associação das Indústrias Processadoras de Cacau
  24. BIOSUL – Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul
  25. CECAFÉ – Conselho dos Exportadores de Café do Brasil
  26. CNA – Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil
  27. CITRUSBR – Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos
  28. CLB – CropLife Brasil
  29. FAMASUL – Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul
  30. FAEP – Federação da Agricultura do Estado do Paraná
  31. FEPLANA – Federação dos Plantadores de Cana do Brasil
  32. FIEMT – Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso
  33. FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
  34. SINDAG – Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola
  35. SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal
  36. SINDIRAÇÕES – Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal
  37. SINDIVEG – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal
  38. SRB – Sociedade Rural Brasileira
  39. SUCOS BR – Associação dos Fabricantes de Sucos do Brasil
  40. UNICA – União da Indústria de Cana-de-Açúcar
  41. VIVA LÁCTEOS – Associação Brasileira de Laticínios
  42. OCB – Organização das Cooperativas Brasileiras



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AgroNewsPolítica & Agro

Umidade insuficiente do solo impacta plantio de soja



Preço médio da soja tem leve recuo no Rio Grande do Sul




Foto: Divulgação

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (21), o ritmo de semeadura da soja foi diretamente impactado pela umidade do solo no Rio Grande do Sul, que apresentou variações em decorrência da distribuição irregular das chuvas no Estado. Até o momento, a área semeada corresponde a 50% do total projetado, estimado em 6.811.344 hectares.

Em regiões onde o solo apresentou níveis insuficientes de umidade, o plantio foi suspenso temporariamente. Nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos continuaram com poucas interrupções. As áreas semeadas até o início de novembro mostram germinação uniforme e desenvolvimento inicial satisfatório, enquanto as semeadas mais recentemente apresentam emergência irregular, dependendo de precipitações para estabilizar o crescimento das plantas.

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Nas áreas mais secas, sementes depositadas fora da profundidade ideal não completaram o processo de embebição, mas não apresentam sinais de deterioração. A reposição hídrica é crucial para garantir a germinação e o bom desenvolvimento das lavouras.

A aplicação de herbicidas para o manejo pré-plantio e pré-emergente foi limitada em algumas áreas devido a ventos constantes e à baixa umidade relativa do ar durante períodos do dia. Mesmo assim, os produtores mantêm a expectativa de atingir uma produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos de soja apresentou leve queda de 0,42% na última semana, passando de R$ 129,41 para R$ 128,87, conforme o levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar.





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