quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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Mercado de carbono pode ajudar na receita do pequeno produtor



Sustentabilidade e rentabilidade ao alcance do micro e pequeno produtor rural. Entrar para o mercado de créditos de carbono já é uma realidade para os empreendedores, podendo trazer benefícios comerciais, além de ajudar a preservar o meio ambiente e se tornar fonte adicional de renda.

Projeção realizada pela Câmara do Comércio Internacional (ICC) em parceria com a WayCarbon, consultoria em sustentabilidade, revelou que o nicho deve movimentar, até 2050, entre US$493 milhões a US$100 bilhões, no Brasil.

Mas para pequenos produtores rurais acessarem esse mercado será necessário unir forças, visto que são exigidos ao menos 10.000 hectares para que uma propriedade rural possa comercializar créditos de carbono. 

Seja por sindicatos, cooperativas ou entidades afins, o montante se faz necessário para que a capacidade de absorção de carbono ganhe escala significativa.

Finanças verdes

A comercialização dos créditos de carbono faz parte do emergente mercado das finanças verdes que tem como foco reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e estimular o desenvolvimento sustentável em escala global. 

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), ocorrida em Baku, Azerbaijão, desempenhou papel importante no incentivo do mercado de carbono em todo o mundo. 

Cooperativas brasileiras que participaram do evento debateram a sustentabilidade agrícola e o engajamento nas finanças verdes.

Pedro Lutz Ramos, superintendente do Banco Cooperativo Sicredi esteve presente na Conferência e declarou que as cooperativas de crédito têm um papel fundamental nessa transformação em prol da sustentabilidade. 

Entenda os mercados de carbono

A negociação dos créditos de carbono se dá por meio dos mercados voluntário ou regulado. A principal diferença entre é a presença ou ausência de legislação específica. 

No Brasil, o mercado regulado foi aprovado pelo Projeto de Lei (PL) 182/2024 na Câmara dos Deputados, no último dia 19. Agora segue para sanção na Presidência da República. 

A proposta vai contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. Apesar de o setor agropecuário ter ficado de fora desta regulamentação, produtores rurais podem optar pelo mercado voluntário.

O mercado voluntário não conta com um órgão regulador central e é balizado por compromissos climáticos em benefício da sustentabilidade. A medida permite que organizações compensem emissões sem imposições legais, como define o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente da ONU (Unep).



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Previsão para Selic em 2024 segue em 11,75%; 2025 avança a 12,25%, aponto Focus



As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 11,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2024. Atualmente, ela está em 11,25%, o que significa que o mercado espera um incremento de 0,5 ponto percentual (pp) até o fim do ano.

Para 2025, a estimativa para a taxa Selic subiu de 12% para 12,25%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2025 estava em 11,25%.

A projeção para a taxa de câmbio em 2024 aumentou de R$ 5,60 para R$ 5,70 por dólar, enquanto a estimativa para 2025 subiu de R$ 5,50 para R$ 5,55 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2024 era de R$ 5,45, enquanto a previsão para 2025 estava em R$ 5,40.

PIB

O Focus desta semana trouxe a elevação de 3,10% para 3,17% na previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024. A projeção para 2025 aumentou de 1,94% para 1,95%.

O BC estima que a economia brasileira crescerá 3,2% em 2024, segundo a edição mais recente do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicada em setembro.



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Agricultores da Polônia suspendem protestos após governo prometer rejeitar acordo com Mercosul



Agricultores poloneses suspenderam no domingo (24) os protestos que bloqueavam a movimentada fronteira de Medyka, localizada no Sudeste da Polônia, na divisa com a Ucrânia. A paralisação foi encerrada após o governo se comprometer publicamente a rejeitar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, que enfrenta resistência em países do bloco europeu devido ao impacto esperado sobre os produtores locais.

O ministro da Agricultura da Polônia, Czeslaw Siekierski, foi pessoalmente a Medyka para negociar com os manifestantes e, em seguida, publicou em sua conta oficial no X (antigo Twitter) detalhes do acordo.

“Mantemos nossa oposição inquestionável ao tratado com o Mercosul, como exigem os agricultores. Isso será formalizado não apenas como posição do Ministério da Agricultura, mas também do governo e do parlamento polonês”, afirmou o ministro, destacando que o protesto foi suspenso após esse compromisso.

O acordo Mercosul-UE, negociado há mais de 20 anos e acordado politicamente em 2019, visa a criar um dos maiores blocos comerciais do mundo ao reduzir tarifas entre a União Europeia e países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No entanto, agricultores europeus, especialmente na Polônia e na França, têm expressado temores de que o acordo permita a entrada de produtos agrícolas mais baratos e menos regulados, como carne bovina e aves, prejudicando a competitividade dos produtores locais.

“Os agricultores sabem que não trago acordos em uma mala. Conduzimos uma política responsável, e hoje reforçamos nossa determinação em proteger a produção agrícola polonesa”, afirmou Siekierski, relembrando que o diálogo com os manifestantes começou há mais de um ano, em um contexto de protestos anteriores contra importações baratas de grãos ucranianos.

Durante as negociações do domingo, os agricultores poloneses apresentaram uma lista preliminar de reivindicações, incluindo a exclusão do acordo Mercosul-UE e a redistribuição de recursos financeiros para mitigar os impactos de desastres naturais no setor agrícola.

Siekierski estabeleceu um cronograma claro: até a terça-feira, 26, os agricultores devem finalizar suas demandas, e, até 10 de dezembro, o Ministério da Agricultura apresentará um plano de ação detalhado, incluindo análises técnicas e consultas com especialistas.

Além disso, foram anunciados novos grupos de trabalho para abordar questões de longo prazo no setor agrícola, garantindo que as decisões sejam tomadas em conjunto com os produtores. “Só funcionará com a cooperação de agricultores, do Ministério, do governo e das instituições europeias”, destacou Siekierski.

A oposição ao tratado não é exclusiva da Polônia. Na semana passada, a França reiterou seu posicionamento contrário, com o ministro da Agricultura, Annie Genevard, destacando que práticas agrícolas permitidas nos países do Mercosul, como o uso de pesticidas proibidos na UE, violam os princípios de sustentabilidade e competição justa.





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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus realiza palestra para técnicos da IAGRO, AGRAER, SEMADESC e SENAR, em Campo Grande (MS)



Nesta segunda-feira (18), o Fundecitrus realizou palestra


Foto: Fundecitrus

Nesta segunda-feira (18), o Fundecitrus realizou uma palestra para técnicos da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal do MS (IAGRO), Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (AGRAER), Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), em Campo Grande (MS).

O encontro aconteceu no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (FAMASUL), e reuniu cerca de 150 técnicos do setor agropecuário.

A palestra foi conduzida pelo técnico de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus Rafael Silvestre, que falou sobre as principais medidas de controle para prevenir o greening nas áreas de expansão no Mato Grosso do Sul, com o objetivo de capacitar os técnicos para aprimorar a sanidade vegetal na produção de citros. “Apresentei aos participantes os cuidados importantes que devem ser seguidos no cultivo dos novos plantios e as ferramentas do Fundecitrus que auxiliam nesse trabalho. Mesmo com incidência baixa da doença, é importante redobrar a atenção, já que o estado idealiza projetos importantes para a citricultura. Além disso, a parceria entre os profissionais do setor, citricultores e secretarias estaduais é fundamental para que os pomares continuem saudáveis e em expansão”, afirma.

A citricultura está se consolidando no Mato Grosso do Sul como uma alternativa de grandes investimentos, gerando mais oportunidades de empregos no campo e diversificação da base agrícola. Para os próximos quatro anos, a previsão é de quase 30 mil hectares em projetos que envolvem a citricultura. Sendo assim, para que os pomares de citros cresçam livre da doença, o estado tem investido em conhecimento sobre a cultura dos citros, capacitando os técnicos do setor e intensificando a legislação sanitária de forma rigorosa junto aos citricultores e instituições.





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semana decisiva para medidas fiscais; ouça análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac analisa o otimismo nos mercados dos EUA, impulsionados por ações cíclicas e expectativas cautelosas do Fed.

No Brasil, o foco está no impacto da inflação nas expectativas econômicas e nas incertezas em torno das medidas fiscais, enquanto dados importantes da semana, como o IPCA-15 e o mercado de trabalho, prometem trazer novos sinais sobre a atividade econômica.



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Fundecitrus Podcast – Bactéria do greening desencadeia alterações fisiológicas no psilídeo



49º episódio do Fundecitrus Podcast detalha estudo conduzido pela instituição


Foto: Fundecitrus

O 49º episódio do Fundecitrus Podcast detalha estudo conduzido pela instituição, em parceria com a Universidade da Califórnia (EUA), que revelou os impactos que a bactéria do greening (Candidatus Liberibacter asiaticus) é capaz de provocar no psilídeo, alterando suas funções fisiológicas e desafiando, ainda mais, o trabalho de manejo. Aumento no número de ovos, voos para dispersão mais frequentes e em maiores distâncias, além de mais atratividade ao hospedeiro são algumas das mudanças observa¬das pelo estudo no inseto contaminado. A conversa é com o pesquisador do Fundecitrus Haroldo Volpe e o professor da Universidade da Califórnia, em Davis, Walter Leal.





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Semana será marcada por temporais em várias regiões; confira a previsão do tempo



Saiba como ficam as condições do tempo na última semana de novembro em todo o Brasil. Período deverá ser marcado por chuva intensa e calor em várias regiões.

Sul

A última semana de novembro começa com pouca chuva e calor em boa parte da região.

No Rio Grande do Sul, o avanço de uma frente fria em alto-mar estimula pancadas de chuva entre o final da manhã e o início da tarde em áreas como Uruguaiana, Bagé e Pelotas, com risco de temporais. Porto Alegre terá sol pela manhã e pancadas moderadas à noite. No norte do estado e na Serra Gaúcha, o tempo segue ensolarado e sem chuva.

Em Santa Catarina, a chuva será isolada, especialmente no litoral norte, enquanto o Paraná registra máximas acima de 30 °C, com ar mais seco predominando no norte do estado.

Sudeste

A região começa a semana com temperaturas baixas nas manhãs, especialmente em São Paulo, sul de Minas Gerais, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba e Mantiqueira.

Em São Paulo, o tempo será firme com sol e poucas nuvens. No Rio de Janeiro, o calor retorna, com tempo seco na capital e pancadas isoladas no norte do estado. Belo Horizonte terá uma segunda-feira de tempo firme e temperaturas amenas. Vitória poderá registrar chuva rápida entre a tarde e a noite.

A partir de meados da semana, o calor predominará durante as tardes em toda a região.

Centro-Oeste

O ar quente e úmido organiza um corredor de umidade que mantém o tempo instável no norte de Mato Grosso, assim como em áreas da região Norte. Há previsão de temporais e pancadas de chuva moderada a forte.

Goiás e Distrito Federal enfrentam condições semelhantes, com algumas aberturas de sol e clima abafado.

Em Mato Grosso do Sul, a chuva é isolada apenas no extremo norte e noroeste, enquanto Campo Grande e o sul do estado terão umidade do ar abaixo de 30%, com tempo firme e seco.

Nordeste

A semana começa com frente fria no litoral da Bahia, Alagoas e Sergipe, estimulando nuvens carregadas e aumentando a chance de temporais.

A chuva será mais intensa no noroeste e oeste da Bahia, no sertão de Pernambuco e no sul do Maranhão e Piauí. Há alerta para volumes elevados de chuva até terça-feira (26).

Por outro lado, o sul do Ceará, interior da Paraíba e oeste do Rio Grande do Norte terão tempo firme e seco.

Norte

O tempo segue abafado, com pancadas de chuva em todos os estados. Rondônia, Acre, Amazonas e Tocantins enfrentam risco de temporais.

O sul do Pará e o Amapá terão chuva de intensidade moderada a forte, com condições de tempo instável predominando. Algumas aberturas de sol podem ocorrer, mas a umidade e o calor mantêm o clima abafado.



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Boi gordo disparando em Goiás e exportações recordes; veja análise da semana


O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços em alta ao longo desta semana. De acordo com a consultoria Safras & Mercado, o destaque dos últimos dias foi o estado de Goiás, que já atinge negociações de cerca de R$ 350 por arroba.

Em São Paulo também foram evidenciadas algumas transações acima da referência média. “Entretanto, na Região Norte, a situação aparenta ter se acomodado, com preços estáveis e até mesmo com um ou outro negócio saindo abaixo da referência média”, diz o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, as exportações seguem em ritmo impressionante na atual temporada. Assim, o final do ano de 2024 vem sendo marcado pelo maior volume da história.

“O que torna o quadro ainda mais interessante é o amplo processo de desvalorização cambial, somado a recuperação dos preços em dólar pagos pela tonelada da carne bovina no mercado internacional”, disse.

Variação da arroba do boi em uma semana

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim na última sexta-feira (22):
  • São Paulo: R$ 351,25, contra R$ 339,42 em 14 de novembro, alta de 3,4%
  • Goiás: R$ 349,64, ante R$ 331,43 (+5,4%)
  • Minas Gerais: R$ 333,82, contra R$ 329,41 (+2%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 333,86, ante R$ 325,68 (+2,5%)
  • Mato Grosso: R$ 331,01, contra R$ 314,59 (+5,2%)

Exportações de carne bovina

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Foto: Freepik

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 663,152 milhões em novembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 66,315 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 137,340 mil toneladas, com média diária de 13,734 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.828,50.

Em relação a novembro de 2023, houve alta de 53,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 46,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 5,1% no preço médio.



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Ministro pede que Aneel distribua bônus de R$ 1,3 bilhão de Itaipu para aliviar conta de luz



O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, encaminhou na última sexta-feira (22) à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um ofício orientando a distribuição nacional de R$ 1,3 bilhão em bônus da usina de Itaipu, com objetivo de reduzir a tarifa de energia e ajudar no controle da inflação. O documento também pede “avaliação criteriosa” no acionamento da bandeira tarifária nos próximos meses.

A diretoria da Aneel pautou para a reunião da próxima terça-feira, 26, o processo que trata dos valores de repasse da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) para as distribuidoras.

A tarifa bônus de Itaipu vem do saldo positivo na chamada Conta Comercialização da Energia Elétrica de Itaipu (Conta de Itaipu).

“Registra-se a importância da adequada distribuição desses valores entre os consumidores de energia elétrica, com reflexo positivo na economia do país”, cita o documento assinado pelo ministro.

Em junho, a Aneel decidiu suspender a instrução do processo de definição dos valores. Naquele momento, era avaliada a possibilidade de usar os recursos em ações de mitigação no Rio Grande do Sul.

A regra determina que o repasse seja feito em forma de tarifa bônus, um desconto que deve beneficiar as unidades consumidoras de até 350 quilowatts (KWh) mensais.

O ofício enviado na sexta pelo ministro também menciona que há uma melhora no nível de armazenamento dos reservatórios, em especial nas regiões Sudeste e Centro Oeste. Com isso, Silveira reforçou que há “importância da definição de valores equilibrados” para as bandeiras tarifárias. Nesta semana, o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, reconheceu que há uma tendência para a volta da bandeira tarifária verde em dezembro.

“Valores, ou mesmo acionamentos, inadequados possuem repercussão na inflação do País, considerando o aumento tarifário proporcionado pela sua aplicação. Em outubro de 2024 (bandeira vermelha), o subitem que mais influenciou a inflação foi a energia elétrica, dentro do grupo ‘habitação’, com contribuição de 0,20% na inflação total medida de 0,56%”, argumenta o ministro de Minas e Energia.



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Derrubada de árvores em risco de extinção mata abelhas e impacta produção de maracujá e café



Áreas da Amazônia com maior concentração de árvores ameaçadas de extinção abrigam uma maior diversidade de abelhas. A derrubada dessas árvores pode afetar a polinização de outras áreas, causando efeito cascata em produções como café, maracujá e outros frutos.

Essa é a conclusão de artigo finalizado neste mês pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV) e publicado na revista “Functional Ecology”

A equipe de pesquisa do Instituto Tecnológico da Vale esteve em seis trechos da Floresta Nacional de Carajás, área de conservação ambiental de quase 400 mil hectares localizada no sul do estado do Pará. Eles mediram as características das árvores e coletaram abelhas, por meio de captura e armadilhas instaladas por especialistas em reconhecimento das espécies.

Espécies de abelhas analisadas

No Brasil, são mais de duas mil espécies de abelhas já descritas, e nem todas têm comportamento social, não fazem colmeia nem produzem mel, e por isso elas têm grande variedade de comportamentos.

Segundo Adrian González, principal autor do estudo, foram analisadas sete espécies de árvores com risco de extinção, por serem de regiões que sofrem alteração do ambiente ou que só existem em localidades muito restritas.

González explica que a perda das árvores pode trazer um efeito dominó para culturas que dependem da polinização pelas abelhas (principalmente café e maracujá, mas também outros frutos). Uma dessas perdas poderia ser a das árvores de castanha-do-pará, que depende totalmente da polinização de abelhas.

Como existe uma relação estreita entre a reprodução das árvores e a presença das abelhas que polinizam, os pesquisadores acreditam que as abelhas não estariam atuando como fator de ameaça para as árvores.

Essas árvores são maiores e mais largas, com maior processo de armazenamento de carbono, e atraem abelhas para construir ninhos mais duradouros, o que intensifica a relação de reprodução entre as espécies.

Outra discussão levantada pelos autores do estudo é que a maior presença de madeira mais densa também faz com que as árvores sejam cobiçadas por madeireiros.



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