quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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mercado interrompe alta de preços que começou em agosto



O movimento de alta dos preços do milho, que vinha sendo verificado desde agosto, foi interrompido na última semana em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo a entidade, a pressão veio do menor interesse de compradores. Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea afirmam que muitos produtores de milho, sobretudo os do estado de São Paulo, estão afastados das negociações, atentos ao desenvolvimento da safra verão, que vem sendo favorecido pelo clima na maioria das regiões.

A semeadura da safra verão 2024/25 avança e se aproxima da reta final na região Sul.

O indicador do milho da Esalq, com base no produto posto na região de Campinas (SP), registra uma variação de 0,64% no mês, até a última sexta-feira (22), alcançando o valor de US$ 12,63 por saca de 60 kg.



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Evento gratuito em São Paulo orienta produtores sobre o mercado de IGs



Considerado o maior evento sobre Indicações Geográficas (IGs) e Marcas Coletivas do Brasil, o ‘Origens Brasileiras’, está na sexta edição e acontece nos dias 28 e 29 de novembro, em São Paulo, com inscrições gratuitas. 

O encontro reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir, apresentar inovações no setor e compartilhar boas práticas de gestão.

Um dos destaques do evento será o lançamento da Plataforma Origem Controlada de Cafés, que reúne a participação de representantes das 15 regiões produtoras reconhecidas com IGs, garantindo qualidade e transparência ao consumidor.

A coordenadora do Sebrae Nacional, Hulda Giesbrecht, destaca que o Brasil possui 121 IGs registradas que incluem produtos e serviços reconhecidos tanto pela Indicação de Procedência (IP) quanto pela Denominação de Origem (DO).

“É uma ferramenta que vai revolucionar o mercado das IGs de café, pois reúne todos os dados e informações sobre a produção, garantindo confiabilidade ao mercado e visibilidade aos produtores”, avalia Hulda que será moderadora do painel sobre rastreabilidade e origem na garantia da qualidade. 

Além disso, Giesbrecht adianta que nos próximos anos, vão ser lançadas plataformas semelhantes para  IGs de mel e queijo. 

A realização do IV Evento Internacional de Indicações Geográficas e Marcas Coletivas – Origens Brasileiras é feita pelo Sebrae, em parceria com  Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Instituto da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (ICNA), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), Embaixada da França / INPI França, Associação Brasileira das Indicações Geográficas (Abrig),  Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO)/AL-INVEST Verde DPI e Organização Mundial da Propriedade Intelectual (Ompi). 

Faça AQUI a sua inscrição. 

Fique por dentro das IGs

O Origens – Sebrae apoia o processo de reconhecimento, na forma do registro de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), de territórios que sejam conhecidos e admirados pela qualidade de determinado produto ou serviço. O selo é importante para os pequenos negócios porque se torna um diferencial competitivo, levando mais oportunidades também para a região.



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Preços da soja sentem pressão do fim da colheita nos EUA e desaceleração da demanda



Os preços internos e externos da soja caíram na última semana. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão veio do encerramento da colheita nos Estados Unidos, do bom ritmo das semeaduras no Brasil e na Argentina e da desaceleração na demanda global.

Por outro lado, a alta do dólar frente ao real limitou a queda doméstica. Agentes de indústrias brasileiras, que vinham adquirindo bons volumes de soja nas últimas semanas, agora estão mais afastados das compras, conforme afirma pesquisadores do Cepea.

Do lado dos vendedores, o centro de pesquisa aponta que há certa resistência nas negociações do remanescente da safra 2023/24, e muitos indicam não ter necessidade de caixa neste momento.

O indicador da soja Cepea/Esalq, com base no mercado das principais praças do Paraná, indica uma variação dentro do mês até a última sexta-feira (22) de -1,54% no valor da saca de 60 kg, atingindo US$ 23,92.



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Mercado financeiro reduz expectativa de inflação para 2024


As expectativas do mercado financeiro relacionadas à inflação estão mais otimistas do que há uma semana. De acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (25), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – deve fechar o ano em 4,63%. Na semana passada, o mercado projetava uma inflação de 4,64% em 2024. Há quatro semanas, era esperada uma inflação de 4,55%.

Divulgado semanalmente pelo Banco Central, o Boletim Focus projeta um IPCA de 4,34% em 2025; e de 3,78% em 2026.

A estimativa para 2024 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua e, assim, o CMN não precisará mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic e dólar

Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central adota como principal instrumento a taxa básica de juros (Selic), definida, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em 11,25%. O boletim mantém há 8 semanas a expectativa de que a Selic chegue a 11,75% ao final do ano.

Entre os fatores considerados pelo Copom para a definição da Selicestá a alta do dólar, que vem sendo observada nas últimas semanas; e o contexto internacional, que também registra alta inflacionária.

Diante desse cenário, o mercado projeta, pela sexta semana consecutiva, uma tendência de alta da moeda norte-americana. A expectativa é de que o dólar feche 2024 cotado a R$5,70. Há uma semana a previsão era de que, ao final de 2024, o dólar estaria cotado a R$ 5,60. Há quatro semanas, a expectativa do mercado financeiro estava em R$ 5,45.

Para os anos subsequentes (2025 e 2026), o mercado projeta cotações de R$ 5,55 e R$ 5,50, respectivamente.

PIB

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país), o mercado se mostra mais otimista do que há uma semana, com uma expectativa de crescimento que passou de 3,10%, observada na semana passada, par 3,17%, segundo o boletim divulgado hoje. Há quatro semanas o mercado projetava um crescimento menor, de 3,08%.

Já as estimativas de crescimento para 2025 e 2026 estão, respectivamente, em 1,95% e 2%.



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Mercado de soja inicia semana em ritmo moderado e leve alta em Chicago



O mercado brasileiro de soja deve seguir em ritmo moderado de negócios e com cotações apresentando apenas pequenas oscilações. A Bolsa de Chicago registra leve alta e o dólar recua frente ao real. Os produtores seguem priorizando as lavouras, aguardando por condições melhores para voltar a negociar.

O mercado de soja teve um dia fraco em termos de negócios na última sexta-feira (22), tanto nos portos como na indústria. As ofertas foram escassas. Os preços da safra nova tiveram viés de baixa, mas os vendedores esperam por melhores níveis, o que aumenta a disparidade entre as pontas.

As cotações domésticas oscilaram pouco, com ajustes pontuais. Algumas regiões têm indicações melhores devido à demanda:

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 131,50 para R$ 132.
  • Na região das Missões, a cotação aumentou de R$ 130,50 para R$ 131 a saca.
  • No Porto de Rio Grande, o preço avançou de R$ 140,50 para R$ 141,50.
  • Em Cascavel, no Paraná, a saca estabilizou em R$ 136.
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço cresceu de R$ 142 para R$ 142,50.
  • Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 147.
  • Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 137 para R$ 135 a saca.
  • Já em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 133 para R$ 135.

Plantio de soja

O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil está em 85,6% da área total esperada até o dia 22 de novembro. A estimativa parte de levantamento da consultoria Safras & Mercado. Na semana anterior, o total semeado era de 78,2%.

A semeadura está adiantada em relação a igual período do ano passado, quando o número era de 75,1%. A média dos últimos cinco anos é de 79,3%.

Preços em Chicago

Os contratos de soja com entrega em janeiro operam a US$ 9,87 3/4 por bushel, com valorização de 0,43% sobre o dia anterior. O mercado mantém a tendência de alta após os ganhos registrados na sexta-feira, recuperando-se de uma queda que levou os preços ao menor nível em mais de um mês na semana passada.

A correção é sustentada pela expressiva desvalorização do dólar frente a outras moedas correntes.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fundecitrus realiza palestra em treinamento realizado pela Agrodefesa de Goiás



Na primeira palestra, a agrônoma falou sobre o manejo e a resistência do psilídeo


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus participou de um treinamento organizado pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O evento, que acontece entre os dias 19 e 22 de novembro, em Goiânia (GO), contou com duas palestras da engenheira-agrônoma do Fundecitrus Verônica Kastalski, realizadas na terça (19) e quarta-feira (20).

Na primeira palestra, a agrônoma falou sobre o manejo e a resistência do psilídeo. “É importante trazer tudo o que temos de informação sobre o inseto para esses profissionais, já que eles serão responsáveis técnicos, e precisam estar por dentro de todas as dificuldades que encontramos ao lidar com esse inseto, incluindo a resistência dele a alguns grupos de inseticidas”, ressalta.

Em seguida, foi a vez da profissional falar sobre manejo do greening, destacando os cuidados necessários para se ter um bom controle da doença. “Falamos sobre realizar inspeções regulares no pomar para detectar a presença da doença, sobre a importância de erradicar plantas doentes, além de outras ações que precisam acontecer de maneira concomitante para se ter sucesso no cuidado do pomar”, explica.

O evento ocorreu na sede da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), e teve o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopercitrus), da Emater e do Fundecitrus.





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Indústria europeia terá benefícios com acordo, e protecionismo da França é desproporcional, diz Fávaro



Em entrevista concedida à Globo News, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou a fala do CEO do Carrefour sobre qualidade sanitária brasileira como inadmissível. “A indústria europeia vai ter benefícios com o Brasil e o Mercosul, e a França parece ter um protecionismo desproporcional. Se não quiser comprar, não tem problema, nós vamos atrás de outros mercados. Mas não iremos aceitar desrespeito com o produto brasileiro”, afirmou.

Fávaro ainda destacou que o problema dessas falas é com o ramo empresarial francês, e não crê que seja uma decisão governamental por conta da boa relação entre os dois países. “Conversei com todos os ministros da agricultura do Mercosul, e estão todos indignados, com a mesma reação”, ressaltou.

O ministro destacou que, durante seu mandato, o foco de seu Ministério tem sido ampliar os mercados de exportação do Brasil. “Falando do ramo de carnes, no começo da década vimos a China passando por uma crise sanitária no setor de suínos e teve que sacrificar quase todo o rebanho. Nesse período, o Brasil foi o maior fornecedor da proteína para o país. Contudo, mesmo com a recuperação do rebanho chinês e a queda na demanda, isso não afetou o Brasil. Ampliamos os países que fornecemos nosso produto, suprimindo essa oferta”, exemplificou.

Por fim, Fávaro destacou que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia nunca esteve tão perto de ser finalizado. O ministro enfatizou a presença do presidente Lula pessoalmente nas reuniões, auxiliando a costurar os detalhes restantes para a conclusão das negociações.



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Mercado de carbono pode ajudar na receita do pequeno produtor



Sustentabilidade e rentabilidade ao alcance do micro e pequeno produtor rural. Entrar para o mercado de créditos de carbono já é uma realidade para os empreendedores, podendo trazer benefícios comerciais, além de ajudar a preservar o meio ambiente e se tornar fonte adicional de renda.

Projeção realizada pela Câmara do Comércio Internacional (ICC) em parceria com a WayCarbon, consultoria em sustentabilidade, revelou que o nicho deve movimentar, até 2050, entre US$493 milhões a US$100 bilhões, no Brasil.

Mas para pequenos produtores rurais acessarem esse mercado será necessário unir forças, visto que são exigidos ao menos 10.000 hectares para que uma propriedade rural possa comercializar créditos de carbono. 

Seja por sindicatos, cooperativas ou entidades afins, o montante se faz necessário para que a capacidade de absorção de carbono ganhe escala significativa.

Finanças verdes

A comercialização dos créditos de carbono faz parte do emergente mercado das finanças verdes que tem como foco reduzir emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e estimular o desenvolvimento sustentável em escala global. 

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP29), ocorrida em Baku, Azerbaijão, desempenhou papel importante no incentivo do mercado de carbono em todo o mundo. 

Cooperativas brasileiras que participaram do evento debateram a sustentabilidade agrícola e o engajamento nas finanças verdes.

Pedro Lutz Ramos, superintendente do Banco Cooperativo Sicredi esteve presente na Conferência e declarou que as cooperativas de crédito têm um papel fundamental nessa transformação em prol da sustentabilidade. 

Entenda os mercados de carbono

A negociação dos créditos de carbono se dá por meio dos mercados voluntário ou regulado. A principal diferença entre é a presença ou ausência de legislação específica. 

No Brasil, o mercado regulado foi aprovado pelo Projeto de Lei (PL) 182/2024 na Câmara dos Deputados, no último dia 19. Agora segue para sanção na Presidência da República. 

A proposta vai contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. Apesar de o setor agropecuário ter ficado de fora desta regulamentação, produtores rurais podem optar pelo mercado voluntário.

O mercado voluntário não conta com um órgão regulador central e é balizado por compromissos climáticos em benefício da sustentabilidade. A medida permite que organizações compensem emissões sem imposições legais, como define o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente da ONU (Unep).



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Previsão para Selic em 2024 segue em 11,75%; 2025 avança a 12,25%, aponto Focus



As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus mantiveram em 11,75% a previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2024. Atualmente, ela está em 11,25%, o que significa que o mercado espera um incremento de 0,5 ponto percentual (pp) até o fim do ano.

Para 2025, a estimativa para a taxa Selic subiu de 12% para 12,25%. Há quatro semanas, a estimativa para a Selic ao fim de 2025 estava em 11,25%.

A projeção para a taxa de câmbio em 2024 aumentou de R$ 5,60 para R$ 5,70 por dólar, enquanto a estimativa para 2025 subiu de R$ 5,50 para R$ 5,55 por dólar. Há quatro semanas, a previsão para 2024 era de R$ 5,45, enquanto a previsão para 2025 estava em R$ 5,40.

PIB

O Focus desta semana trouxe a elevação de 3,10% para 3,17% na previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024. A projeção para 2025 aumentou de 1,94% para 1,95%.

O BC estima que a economia brasileira crescerá 3,2% em 2024, segundo a edição mais recente do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicada em setembro.



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