quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

News

Confira os preços de hoje da soja no Brasil e em Chicago


O mercado brasileiro de soja teve mais um dia lento. Segundo a consultoria Safras & Mercado, alguns negócios foram observados, com a indústria comprando a preços firmes, mas pontualmente.

De maneira geral, os compradores estão reduzindo os níveis das indicações, enquanto os vendedores resistem em ceder nos preços.

De acordo com a Safras, nos portos, o cenário permanece estabilizado, enquanto o mercado interno apresenta cotações variando de estáveis a ligeiramente mais baixas, refletindo ajustes localizados.

A Bolsa de Chicago e o dólar, operando de forma lateral, trazem pouca influência ao mercado no momento.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 132 para R$ 133
  • Região das Missões: avançou de R$ 131 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande: estabilizou em R$ 141
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 136 para R$ 135
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 142 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 145 para R$ 142
  • Dourados (MS): continuou em R$ 135
  • Rio Verde (GO): valorizou de R$ 133 para R$ 134

Bolsa de Chicago

dólardólar
Foto: Pixabay
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira perto da estabilidade. O óleo disparou e o farelo registrou perdas.
O mercado tentou manter o movimento de recuperação técnica, através de cobertura de posições vendidas, mas a notícia que Donald Trump deverá impor uma tarifa adicional de 10% sobre as importações chinesas limitou a alta.

No óleo, o impacto foi positivo para as cotações. Uma maior tarifa à China é interpretada pelo mercado como uma oportunidade de aquecimento da demanda de soja dos Estados Unidos para a fabricação de biodiesel, em detrimento do óleo reutilizável chinês.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,22%, a US$ 9,83 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,94 por bushel, com perda de 0,25 centavo, ou 0,02%. As demais posições tiveram leve alta.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,60 ou 1,90% a US$ 288,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 41,59 centavos de dólar, com alta de 1,38 centavo ou 3,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,8033 para venda e a R$ 5,8013 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7759 e a máxima de R$ 5,8204.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Restrição na oferta sustenta preços


De acordo com o Relatório da Hedgepoint Global Markets, as condições climáticas adversas, como seca e altas temperaturas, podem impactar negativamente o potencial produtivo da safra de café 25/26 no Brasil, especialmente no caso do café arábica. A expectativa é de uma leve retração na produção deste grão, estimada em 1,4%, enquanto o café conilon deve apresentar um aumento significativo de 12,2% em relação ao ano anterior.

Essas previsões também refletem uma tendência global, com países como o Vietnã já registrando sinais de retração na comercialização de café. A maioria das origens deve enfrentar estoques finais menores, o que pode contribuir para um cenário de oferta restrita no mercado internacional. 

A combinação desses fatores, aliada ao clima desfavorável no Brasil, pode continuar a sustentar os preços do café no mercado, mesmo diante das oscilações sazonais que caracterizam o setor. A oferta reduzida, especialmente do Brasil, maior produtor mundial, deve manter a pressão sobre os preços, tornando o produto mais valioso no mercado global.

Com isso, o mercado de café deve permanecer volátil, com uma oferta limitada impactando diretamente a comercialização, podendo gerar ganhos em valor, embora com variações de acordo com as flutuações sazonais. “Embora nossas estimativas sobre a produção de conilon para o período, em relação a 24/25, projetem alta de 12,2%, chegando a 22,6 milhões de sacas, a safra de arábica pode apresentar queda de 1,4%, totalizando 42,6 milhões de sacas”, diz Laleska Moda, analista de Café da Hedgepoint.

 “Inicialmente, estimamos a oferta total de café no país em 65,2 milhões de sacas, avanço de 2,9% em relação à safra anterior, de 63,4 milhões de sacas, mas as condições climáticas futuras podem alterar nossas projeções”, observa a analista.

 





Source link

News

CNA vai adotar medidas legais contra Carrefour e empresas francesas



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (26), que vai adotar medidas junto à União Europeia contra o Grupo Carrefour e demais empresas francesas que anunciaram que deixariam de comprar carne de países do Mercosul.

“Nós fomos surpreendidos pela atitude do Carrefour e outras empresas que, de uma hora para outra, procuraram mostrar uma imagem de que a carne que estamos colocando na Europa não é uma carne de qualidade, não atende os padrões europeus. Isso não é verdade porque o Brasil se tornou o maior exportador do mundo, não só atendemos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio como também China e países asiáticos. Diante dessa acusação, nos vimos obrigados a buscar nosso escritório em Bruxelas [capital da Bélgica] e nosso escritório de advocacia que nos atende em Bruxelas para entrar com as ações devidas para buscar esclarecimento da verdade”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

O consultor jurídico da entidade Carlos Bastide Horbach, esclareceu o passo-a-passo do trâmite: “Sob orientação do presidente João Martins, o jurídico da CNA já está em tratativa com o escritório que atende a Confederação em Bruxelas para avaliar essa ação do Carrefour e de diversas outras empresas francesas. E com apoio do governo francês, como demonstra a recente fala da ministra da agricultura da França, medidas essas que podem caracterizar uma violação das regras de defesa da concorrência da União Europeia. Por isso, a CNA vai formalizar uma reclamação junto aos órgãos da União Europeia para fazer valer a liberdade econômica e a proteção da produção brasileira naquele mercado específico”.



Source link

News

Sete novas marcas de café estão impróprias para consumo; veja quais


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulga aos consumidores o alerta de risco de sete novas marcas e lotes de café torrado que foram desclassificadas, após serem consideradas impróprias para o consumo.

Nelas foram detectadas presença de matérias estranhas e impurezas acima do limite permitido na Portaria 570/2022, que estabelece o padrão oficial de classificação do café torrado.

O documento considera como “matérias estranhas” detritos de qualquer natureza, sem relação com o café, tais como grãos ou sementes de outras espécies vegetais, areia, pedras ou torrões. Já as impurezas são elementos provenientes do cafeeiro, como cascas e paus.

Redução de fraudes

As apreensões de lotes de cafés impróprios para consumo fazem parte do Programa Nacional de Prevenção e Combate à Fraude e Clandestinidade em Produtos de Origem Vegetal (PNFraude).

O objetivo é diminuir a ocorrência de fraudes e promover a regularidade de estabelecimentos produtores de produtos de origem vegetal.

Após análise dos laudos laboratoriais e notificação das empresas responsáveis, o Mapa divulga os dados e determinará o recolhimento dos produtos inadequados.

Marcas e lotes de café desclassificados

marcas de café impróprias para consumomarcas de café impróprias para consumo
Foto: Divulgação Mapa

Orientação aos consumidores

O Ministério orienta os consumidores que adquiriram esses produtos a interromper o consumo e solicitar a substituição conforme o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas pelo canal Fala.BR, informando o estabelecimento e o endereço da compra.

“É importante ressaltar a interpretação correta dos critérios específicos que fundamentam a lista a fim de evitar equívocos e interpretações injustas. Os lotes desclassificados resultam do cruzamento de dados como marca, lote, empresa responsável, unidade federativa do embalador, presença de registro no CGC/MAPA e tipos específicos de irregularidades, que podem variar entre problemas de composição e questões administrativas”, diz o Mapa, em nota.



Source link

News

Produtividade dos canaviais no Centro-Sul cai 20% em outubro



A produtividade média dos canaviais da região Centro-Sul do Brasil registrou queda de 20% em outubro quando comparada com igual período da safra anterior, segundo o Boletim de Olho na Safra, divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

No mês passado, foram colhidas 61,7 toneladas por hectare, ante 77,4 toneladas/ha em outubro de 2023.

Apesar do recuo mensal, o rendimento acumulado da safra 2024/25 está alinhado à média das últimas dez temporadas, com 80,0 toneladas por hectare, de acordo com o Programa de Benchmarking do CTC, que indica uma média histórica de 79,7 toneladas por hectare.

Em contrapartida, a qualidade da matéria-prima apresentou melhora. O Açúcar Total Recuperável (ATR) acumulado da safra atingiu 138,3 kg de ATR por tonelada de cana, superando os 137,0 kg/t registrados na safra passada, um reflexo da menor incidência de chuvas, afirma o CTC.



Source link

News

O que esperar do verão 2024/25? Climatempo dá os detalhes



O verão 2024/2025 no Brasil começará oficialmente no dia 21 de dezembro às 6h21 (horário de Brasília) e se estenderá até 20 de março de 2025. Segundo meteorologistas da Climatempo, a estação promete um cenário climático diferente do verão anterior, marcado por um forte El Niño.

Apesar da ausência oficial de La Niña, o padrão de neutralidade fria no Pacífico Equatorial central-leste deve trazer efeitos semelhantes ao fenômeno, com impacto direto sobre o regime de chuvas no país.

Clima marcado por “efeito La Niña”

O índice ONI (Oceanic Niño Index), utilizado para medir a temperatura média no Pacífico Equatorial central-leste, aponta uma tendência fria, mas não suficiente para configurar um La Niña completo. A meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, afirma que essa condição neutra-fria deve favorecer a formação de corredores de umidade, estimulando maior volume de chuvas no Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

“O próximo verão terá períodos com características típicas de La Niña, como aumento da chuva na Amazônia e irregularidade no Sul, mesmo que o fenômeno não se configure oficialmente”, afirma Ana Clara.

Principais sistemas meteorológicos

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) serão fundamentais para as chuvas no verão. O padrão de neutralidade fria do Pacífico deve facilitar a formação de ZCAS, especialmente a partir de dezembro, trazendo chuvas volumosas para o Centro-Oeste e Sudeste.

Já a ZCIT, que influencia o Norte e o Nordeste, deve apresentar atraso em sua atuação. No entanto, seus efeitos devem começar a ser sentidos em meados de janeiro de 2025 no litoral norte da região Norte. No Amapá e no norte do Pará, os impactos devem começar a ser setnidos um pouco antes, no fim de dezembro de 2024

Mais chuva que no verão passado

A expectativa é que o verão 2024/2025 seja mais chuvoso que o de 2023/2024, quando o El Niño reduziu os volumes de precipitação em várias regiões. Para o Nordeste, os modelos climáticos indicam um verão mais seco, mas com possibilidade de chuvas no outono de 2025.

A influência do Pacífico Equatorial mais frio, ainda que localizada, deverá trazer impactos positivos para a agricultura e abastecimento de água.

Contexto global e temperaturas elevadas

Apesar do resfriamento no Pacífico Equatorial, outros oceanos permanecem com temperaturas acima da média, o que preocupa especialistas. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, 2024 pode se tornar o ano mais quente já registrado, superando 2023.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

semeadura de soja avança com projeções positivas


De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, semeadura de soja atingiu 49% da área cultivada até 3 de novembro de 2024 em Goiás, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço de 8 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar de incertezas climáticas iniciais, o estado mantém projeções otimistas para aumento de área, produção e produtividade na safra 2024/25.

O atraso no plantio da soja no Brasil, registrado nas primeiras semanas de outubro, elevou momentaneamente os preços da oleaginosa. No entanto, com o início das chuvas, o ritmo normal da semeadura foi retomado. Nacionalmente, o plantio alcançou 53,3% da área estimada até o início de novembro, abrindo caminho para uma oferta robusta que poderá impactar os preços futuros.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

Segundo o Agro em Dados, nos Estados Unidos, a colheita da safra 2024/25 de soja está próxima de ser concluída, com expectativa recorde de 124,8 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Com isso, o mercado internacional direciona sua atenção às safras sul-americanas, especialmente do Brasil e da Argentina, que serão decisivas para o equilíbrio global.

A área mundial plantada com soja expandiu pelo quarto ano consecutivo, atingindo a maior relação estoque/consumo dos últimos cinco anos, estimada em 29,9% pelo Cepea.

Desde a safra 2021/22, o mercado interno de óleo de soja registra crescimento, impulsionado pela política de biocombustíveis. A Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/2024) prevê o aumento escalonado da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, atingindo 15% em março de 2025 e podendo chegar a 20% até 2030. Essa mudança pode elevar a demanda doméstica por óleo de soja para produção de biodiesel em até 150%, fortalecendo o mercado interno.





Source link

News

Quase 5 toneladas de sementes híbridas de milho e sorgo são apreendidas



Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) do Pará apreendeu 4,8 toneladas de sementes híbridas de milho e sorgo nessa segunda-feira (25). A carga é avaliada em R$ 158.407,20.

“O veículo baú apresentou diversas notas fiscais de sementes híbridas de milho e sorgo com origem em Limoeiro do Norte, no Ceará, com destino à cidade de Paragominas, no Pará. Foi solicitada a pesagem do veículo e constatada uma diferença de quase cinco toneladas em relação ao informado no documento fiscal”, contou o coordenador da operação, Gustavo Bozola.

Assim, o motorista foi interrogado e resolveu entregar outras notas fiscais. Nelas, havia a informação que a mercadoria estava endereçada para as cidades de Imperatriz e Açailândia, no Maranhão.

“Diante dos fatos, as notas fiscais do Maranhão foram desconsideradas pela fiscalização por quebra de trânsito, que é quando um documento informa um destino e a mercadoria será entregue em outro”, informou.

Como consequência, foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 40.488,88 correspondente ao imposto e multa pela infração.



Source link

News

Carta do Carrefour foi muito fraca, diz Arthur Lira


O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, criticou a carta de retratação pública do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, após o ataque às carnes do Mercosul.

“A carta do Carrefour foi muito fraca dado o estrago de imagem que o CEO do Carrefour produziu”, disse, após participar da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Ele faz referência às declarações de Bompard que sugeriram que a carne do Mercosul não atende os padrões e normas francesas. “É importante não minimizar o que aconteceu”, defendeu Lira.

Carta enviada ao ministro da Agricultura

Carlos Fávaro e Alexandre BompardCarlos Fávaro e Alexandre Bompard
Foto: Lula Marques/Agência Brasil e Carrefour/divulgação

Na carta enviada ao ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, o CEO mundial do Carrefour se desculpou pela confusão gerada com a agricultura brasileira e reconheceu a qualidade da carne nacional, mas não informou se o grupo vai retomar a compra de carnes do Mercosul pelas unidades francesas.

Há uma semana, Bompard comunicou em suas redes que a varejista se comprometeria a não comercializar carnes provenientes do Mercosul na França, independentemente dos “preços e quantidades de carne que esses países possam oferecer”, afirmando que esses produtos não respeitam os requisitos e normas do mercado francês.

Boicote dos frigoríficos ao Carrefour

Em represália à medida, frigoríficos brasileiros suspenderam o fornecimento de carnes ao Grupo Carrefour no Brasil e condicionaram a retomada do fornecimento de produtos ao supermercado a uma retratação pública de Bompard.

Lira citou ainda as declarações recentes do CEO do grupo sucroalcooleiro francês Tereos, Olivier Leducq, que se posicionou contra a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul sob os termos atuais, afirmando que o texto criaria uma “concorrência desleal”.

“É temerário que o Congresso Nacional, o governo, o Itamaraty não se posicionem mais firmemente. Duas empresas francesas com escalada de narrativas não verdadeiras falando para o mundo”, criticou Lira, mencionando o rigor sanitário da produção brasileira e o Código Florestal Brasileiro. “Não há país no mundo com as reservas ambientais e as terras indígenas que o Brasil tem”, pontuou.

Confira a carta na íntegra:

Ao Excelentíssimo Ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Senhor Carlos Fávaro:

A declaração de apoio do Carrefour França aos produtores agrícolas franceses causou discordâncias no Brasil. Como Diretor-Presidente do Grupo Carrefour e amigo de longa data do país, venho, respeitosamente, esclarecê-la.

O Carrefour é um grupo descentralizado e enraizado em cada país onde está presente, francês na França e brasileiro no Brasil.

Na França, o Carrefour é o primeiro parceiro da agricultura francesa: compramos quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades na França, e assim seguiremos fazendo. A decisão do Carrefour França não teve como objetivo mudar as regras de um mercado amplamente estruturado em suas cadeias de abastecimento locais, que segue as preferências regionais de nossos clientes. Com essa decisão, quisemos assegurar aos agricultores franceses, que atravessam uma grave crise, a perenidade do nosso apoio e das nossas compras locais.

Do outro lado do Atlântico, no Brasil, compramos dos produtores brasileiros quase toda a carne que necessitamos para as nossas atividades, e seguiremos fazendo assim. São os mesmos valores de criar raízes e parceria que inspiram há 50 anos nossa relação com o setor agropecuário brasileiro, cujo profissionalismo, cuidado à terra e produtores conhecemos.

O Grupo Carrefour Brasil é profundamente brasileiro, com mais de 130.000 colaboradores, se desenvolveu e continua se desenvolvendo sob minha presidência em parceria com produtores e fornecedores do Brasil, valorizando o trabalho do setor produtivo e sempre em benefício de nossos clientes. Nos últimos anos, o Grupo Carrefour Brasil acelerou seu desenvolvimento, dobrando tanto o volume de seus investimentos no país quanto suas compras da agricultura brasileira. Mais amplamente, o Brasil é o país em que o Carrefour mais investiu sob minha presidência, o que confirma nossa ambição e nosso comprometimento com o país. Assim seguiremos prestigiando a produção e os atores locais e fomentando a economia do Brasil.

Sabemos que a agricultura brasileira fornece carne de alta qualidade, respeito às normas e sabor. Se a comunicação do Carrefour França gerou confusão e pode ter sido interpretada como questionamento de nossa parceria com a agricultura brasileira e como uma crítica a ela, pedimos desculpas.

O Carrefour está empenhado em trabalhar, na França e no Brasil, em prol de uma agricultura próspera, seguindo nosso propósito pela transição alimentar para todos. Asseguro, Senhor Ministro, nosso compromisso de longo prazo ao lado da agricultura e dos produtores brasileiros.

Aproveito a oportunidade para renovar os protestos de estima e consideração.

Atenciosamente,
Alexandre Bompard Diretor-Presidente do Grupo Carrefour



Source link

News

Focos de raiva bovina aumentam no Paraná e se alastram por 45 municípios



Focos de raiva no rebanho bovino do Paraná tiveram aumento de 39% este ano em comparação a 2023. Até o momento, foram 206 notificações, contra 148 do último período.

Já foram registrados casos da doença em 45 municípios do estado, a maioria na região oeste. O município de Cascavel lidera em número de reportes, com 105 ocorrências, seguido por Laranjeiras do Sul, com 27, e Ponta Grossa, com 19.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) alerta que o risco é de perda total em pequenas propriedades e que a vacinação regular é a medida mais eficiente de prevenção.

O órgão implementou ações para controlar a raiva bovina, como a delimitação de áreas de perifoco, imunização emergencial e o controle de morcegos, os principais transmissores.

Obrigação em notificar casos de raiva

A coordenadora do programa de controle da raiva da Adapar, Elzira Jorge Pierre, alerta que o produtor tem a obrigação de notificar a Agência sobre a presença de animais com sintomatologia nervosa em sua propriedade.

Segundo ela, o primeiro sintoma é perceptível quando os animais infectados se isolam do rebanho e começam a ter dificuldade de locomoção, além de demonstrarem salivação excessiva.

“Até que eles caem e não conseguem mais se levantar. Apresentam movimentos de pedalagem com os membros anteriores e voltam a cabeça para trás. O animal não consegue mais se alimentar e nem tomar água, ou seja, a morte vem com grande sofrimento, sendo que a maioria morre em uma semana”.

Doença pode infectar todos os mamíferos

A raiva é transmitida principalmente pelo morcego hematófago, que se alimenta de sangue, e afeta todos os mamíferos, incluindo bovinos e humanos.

Elzira reforça que além de a notificação de casos suspeitos e a adoção de práticas preventivas serem essenciais para proteger a saúde animal, também são primordiais à saúde pública.

“Nós já tivemos casos de produtores de pequenas leiterias que entre os dez animais que tinham, perderam oito. Ao perder um animal na fase adulta de produção, até repor esse rebanho, é uma conta que não vale a pena, ainda mais pelo preço da vacina ser tão barato”.



Source link