quinta-feira, julho 16, 2026

Agro

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Preços da carne bovina seguem em alta


De acordo com a edição de novembro do Agro em Dados, publicação da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, em outubro de 2024, o mercado da carne bovina registrou um aumento expressivo nas cotações, reflexo de fatores como a escassez de animais prontos para abate e a demanda aquecida, tanto interna quanto externa. Desde junho, os preços vêm se elevando, impulsionados por uma recuperação lenta das pastagens, mesmo com o início das chuvas.

A baixa oferta de animais terminados, aliada a escalas curtas de abate nos frigoríficos, tem restringido a oferta de carne no mercado consumidor. Por outro lado, as exportações brasileiras seguem em alta, com destaque para o aquecimento da demanda internacional, que sustenta os preços.

Entretanto, no mercado doméstico, o preço elevado da carne bovina pode favorecer o consumo de proteínas mais acessíveis, como carne suína e de frango, nos próximos meses, conforme o boletim.

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No cenário internacional, o governo do Marrocos concedeu ao Brasil uma cota de 20 mil toneladas de carne bovina com isenção total de impostos. O país norte-africano, que já intensificava suas compras desde 2022, importou US$ 5,8 milhões da proteína brasileira entre janeiro e setembro deste ano. A medida pode fortalecer o comércio de produtos agropecuários brasileiros e beneficiar estados exportadores como Goiás, que já mantém relações comerciais com outros países africanos, como Egito e Argélia.

Segundo o Agro em Dados, a carne bovina brasileira enfrenta desafios para se adequar às normas europeias de rastreabilidade previstas para 2025. A legislação EUDR exige o controle total da cadeia produtiva, desde o nascimento dos animais. A China, outro grande importador da proteína, também adotará padrões semelhantes, com os primeiros embarques de carne totalmente rastreada previstos para o próximo ano. Essas exigências devem sustentar os preços enquanto as propriedades se adaptam às novas regulamentações.

No mercado interno, o preço do bezerro alcançou R$ 2.409,01 no final de outubro, o maior valor já registrado para o mês, representando um aumento de 5,2% na média mensal em relação a 2023, segundo o Cepea. A procura por boi magro pelos confinadores, entusiasmados com os preços atuais e futuros do boi gordo, deve continuar pressionando os valores para cima.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Prosa Agro Itaú BBA | Perspectivas para a indústria da soja e a Lei…


Atenção: Esse conteúdo foi produzido pela equipe do Itaú BBA e gentilmente cedido para republicação no site Notícias Agrícolas

Neste episódio do Prosa Agro, recebemos o André Nassar, fundador da consultoria Agroicone, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (ABIOVE), que compartilhou conosco sua perspectiva para o próximo ano da indústria de soja no Brasil.

Além disso, dividiu a sua visão sobre os desafios e oportunidades que a eleição americana irá trazer ao agronegócio brasileiro e os paralelos da situação atual com a “guerra comercial” dos EUA com a China em 2018.

Discutimos as oportunidades que a Lei “Combustível do Futuro” traz para o agronegócio como um todo, além do potencial de aumentar o beneficiamento da soja dentro do país. Falamos também sobre como o Brasil precisa se posicionar na discussão internacional sobre os combustíveis de baixo carbono, como o combustível sustentável de aviação (SAF), o diesel verde (HVO) e o combustível marítimo.

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News

confira as notícias que impactam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca a indefinição sobre o pacote fiscal no Brasil, enquanto o IPCA-15 surpreende para cima, reforçando o viés de alta na Selic. Nos Estados Unidos, tarifas de Trump elevam incertezas, mas fortalecem o dólar e impulsionam bolsas.



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agricultura pode lucrar com sustentabilidade



Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o PL 182/2024


Foto: Canva

O mercado de créditos de carbono está se consolidando como uma oportunidade rentável para produtores rurais brasileiros que adotam práticas sustentáveis em suas propriedades. Com a crescente demanda por soluções que reduzam emissões de gases do efeito estufa, iniciativas como o plantio direto, o uso de bioinsumos e o manejo adequado do solo têm gerado resultados positivos para o meio ambiente e para o bolso do agricultor.

Especialistas afirmam que o Brasil, com sua vasta área agrícola, possui um enorme potencial para se tornar líder na comercialização de créditos de carbono, especialmente com o avanço de tecnologias de medição e certificação.  A adoção dessas práticas ainda enfrenta desafios, como a necessidade de capacitação e investimentos iniciais. Contudo, iniciativas públicas e privadas estão disponibilizando recursos e programas de incentivo para acelerar essa transição.

MAIS

Na terça-feira (19), a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 182/2024, com 336 votos a favor e 38 contra. A proposta visa contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil, consolidando o mercado de carbono no país. 

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) teve papel fundamental na garantia de proteções para os produtores rurais, que possuem ativos ambientais em suas propriedades e podem gerar créditos de carbono. A FPA também assegurou a proibição da venda antecipada de créditos em programas jurisdicionais relacionados a áreas privadas.

A bancada da FPA trabalhou para garantir que os produtores possam constituir e vender créditos de carbono em programas privados, promovendo uma economia verde que beneficie o setor agropecuário. Pedro Lupion (PP-PR), presidente da FPA, destacou que o mercado de carbono deve ser uma oportunidade para o produtor rural, criando uma nova fonte de renda e ao mesmo tempo contribuindo para a preservação ambiental.

O deputado Aliel Machado (PV-PR), relator do projeto, ressaltou a importância do diálogo com a FPA para garantir um texto que respeite a propriedade privada, ao mesmo tempo em que promove avanços tecnológicos e ambientais. A proposta agora segue para sanção presidencial, podendo representar uma importante conquista para a sustentabilidade e a agricultura no Brasil.





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Argentina registra avanço no plantio de milho



Lavouras mantêm boa qualidade




Foto: Pixabay

De acordo com dados da análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados da Bolsa de Cereais da Argentina sobre o plantio de milho no ciclo 2024/25, a semeadura atingiu 34,4% da área projetada em 21 de novembro. O valor representa um avanço de 13,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar do progresso em comparação a 2023, a última semana registrou avanço de apenas 0,8 ponto percentual nos trabalhos de campo. Muitos produtores optaram por aguardar condições mais favoráveis para dar continuidade à semeadura.

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A Bolsa de Cereais ainda ressalta que cerca de 89% das lavouras de milho apresentam condições consideradas normais ou excelentes devido à boa disponibilidade hídrica nas lavouras. Isso significa um aumento de 3 pontos percentuais em relação à semana anterior. Contudo, o índice ainda é ligeiramente inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, com uma redução de 1 ponto percentual.

De acordo com o NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), as próximas duas semanas devem trazer precipitações entre 5 mm e 60 mm para grande parte do território argentino. A previsão pode favorecer o avanço do plantio e garantir melhores condições para o desenvolvimento das lavouras.





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É possível proteger a lavoura com eficiência e sustentabilidade?



Controle das lavouras é um dos pilares para garantir segurança alimentar


Foto: Divulgação

O controle fitossanitário das lavouras é um dos pilares para garantir a segurança alimentar e a competitividade do agronegócio brasileiro. Com pragas e doenças cada vez mais resistentes, o manejo exige precisão, eficiência e, acima de tudo, sustentabilidade. Nesse contexto, práticas como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) têm ganhado força entre os produtores, combinando defensivos químicos, biológicos e estratégias preventivas que minimizam custos e impactos ambientais.

De acordo com a Embrapa, técnicas de monitoramento regular, como o uso de armadilhas e drones para identificar infestações precocemente, têm sido fundamentais para evitar perdas econômicas .O equilíbrio entre controle químico e biológico é essencial para garantir resultados eficientes e proteger o meio ambiente. As soluções biológicas, como o uso de parasitoides e fungos entomopatogênicos, estão crescendo em aceitação por serem altamente específicas e sustentáveis.

A demanda por soluções mais sustentáveis está também alinhada às exigências do mercado externo, que busca produtos com menor resíduo químico. Exportadores de frutas e grãos, por exemplo, já estão sendo pressionados por barreiras fitossanitárias que incentivam o uso de tecnologias mais limpas e processos rastreáveis. 

O avanço da agricultura digital tem revolucionado o manejo fitossanitário. Aplicativos de mapeamento, conectados a sensores em campo, oferecem dados precisos sobre a saúde da plantação, permitindo ações mais assertivas e reduzindo o uso indiscriminado de defensivos. A popularização de drones também tem sido um diferencial, possibilitando pulverizações localizadas em áreas infestadas, o que reduz custos e protege regiões não afetadas.

Entretanto, o Brasil enfrenta desafios como a falta de acesso de pequenos produtores a essas tecnologias e o custo elevado de alguns produtos biológicos. Para superar essas barreiras, iniciativas como a Parceria Público-Privada para o Desenvolvimento do Controle Biológico (PPBio) estão promovendo o desenvolvimento de soluções acessíveis e fomentando o mercado de bioinsumos.





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Produção de algodão no Brasil cresce, mas enfrenta desafios




Fungos são um problema
Fungos são um problema – Foto: Canva

O Brasil mantém sua posição de destaque como terceiro maior produtor mundial de algodão, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de algodão (Abrapa). No entanto, os produtores enfrentam desafios crescentes com a mancha-alvo, doença fúngica que pode reduzir a produtividade em até 40% em condições severas, conforme estudos da Embrapa. A doença afeta principalmente as folhas, causando desfolha precoce e comprometendo a qualidade e o peso final da fibra, explica Diego Palharini, consultor técnico da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).  

A sobrevivência do fungo nos restos culturais e as condições climáticas favoráveis, como temperaturas entre 20°C e 30°C e alta umidade, são fatores que intensificam a disseminação da doença nas regiões produtoras. O controle químico tem mostrado eficiência reduzida, tornando o manejo integrado uma estratégia indispensável. Práticas como rotação de culturas com espécies não hospedeiras, manejo de restos culturais e uso de fungicidas no tratamento de sementes são recomendadas, especialmente porque não há cultivares totalmente resistentes à mancha-alvo.  

A escolha de cultivares menos suscetíveis é fundamental. Palharini destaca que utilizar soja moderadamente resistente à mancha-alvo em áreas destinadas ao algodão pode reduzir o inóculo no solo, amenizando os impactos da doença no início do ciclo. Além disso, a combinação de cultivares tolerantes a outras doenças, como a ramulária, permite um manejo mais direcionado e eficiente da mancha-alvo, potencializando o controle.  

Empresas como a TMG continuam investindo no desenvolvimento de cultivares com bom desempenho frente à doença. A adoção de estratégias integradas permanece como o caminho mais eficaz para mitigar as perdas, garantindo a sustentabilidade da produção brasileira de algodão.  

 





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‘Assunto encerrado’, diz ABPA sobre polêmica com o Carrefour



A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota nesta terça-feira (26) em que afirma ter recebido de forma positiva a retratação apresentada pelo CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“Em contraposição ao equívoco de sua primeira manifestação, a nova carta de Bompard faz jus à maior organização varejista atuante no Brasil”, diz o texto da entidade.

Para a ABPA, a missiva do executivo deixa “claro o reconhecimento aos enormes esforços dos produtores brasileiros para a produção de proteínas com elevados padrões sanitários e de qualidade, que são fundamentais para a segurança alimentar do Brasil e de mais de 150 países em todo o mundo. Por isto, a ABPA e seus associados consideram o tema encerrado”.

A Associação diz que a carta de Bompard vai ao encontro de uma relação sólida construída entre o mercado europeu e o setor exportador de proteína animal do Brasil, que desde o ano 2000 já exportou cerca de 7,7 milhões de toneladas de carne de frango para a União Europeia, atendendo aos mais elevados critérios sanitários estabelecidos pelas autoridades do continente, uma parceria que gerou mais de US$ 17 bilhões em receitas cambiais para o Brasil, com impactos diretos na geração de emprego e renda no interior do país.

“Ao mesmo tempo, cabe ressaltar o incontestável apoio do Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, juntamente com Secretário de Relações Internacionais, Luís Rua, na forte defesa da imagem da cadeia produtiva de proteína animal do Brasil. As palavras do Ministro e de seu Secretário nortearam os setores neste trabalho conjunto entre Governo e setor privado, em prol da soberania e do respeito ao Brasil como um dos maiores players globais na produção de alimentos”.

Assunto parece não estar encerrado

Apesar da nota de apaziguamento da ABPA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (26), que vai adotar medidas junto à União Europeia contra o Grupo Carrefour e demais empresas francesas que anunciaram que deixariam de comprar carne de países do Mercosul.

“Nós fomos surpreendidos pela atitude do Carrefour e outras empresas que, de uma hora para outra, procuraram mostrar uma imagem de que a carne que estamos colocando na Europa não é uma carne de qualidade, não atende os padrões europeus. Isso não é verdade porque o Brasil se tornou o maior exportador do mundo, não só atendemos Estados Unidos, Europa, Oriente Médio como também China e países asiáticos. Diante dessa acusação, nos vimos obrigados a buscar nosso escritório em Bruxelas [capital da Bélgica] e nosso escritório de advocacia que nos atende em Bruxelas para entrar com as ações devidas para buscar esclarecimento da verdade”, afirmou o presidente da CNA, João Martins.

Outro que se manifestou contrário à finalização do imbróglio foi o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. “A carta do Carrefour foi muito fraca dado o estrago de imagem que o CEO do Carrefour produziu”, disse nesta terça, após participar da reunião semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “É importante não minimizar o que aconteceu”, defendeu Lira.



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Projeto que amplia recursos para o seguro rural é aprovado



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR) aprovou o substitutivo ao PL 209/2024 nesta terça-feira (26). A medida visa ampliar o alcance do Programa de Subvenção do Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Originalmente proposto pelo deputado Domingos Neto, a proposta altera a Lei nº 10.823/2003 para incluir os saldos remanescentes do ressarcimento das contas PIS e Pasep como fonte de financiamento no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

De acordo com o deputado Pezenti, relator do projeto, a medida representa uma oportunidade estratégica para fortalecer a proteção dos agricultores contra riscos climáticos, pragas e
flutuações de mercado.

“O seguro rural é uma ferramenta indispensável para a resiliência do setor agrícola, e a injeção de novos recursos proporcionará maior estabilidade econômica às atividades rurais, especialmente para os pequenos e médios produtores”, destacou o parlamentar.

Impactos para o setor agrícola

O deputado também destaca que o uso de recursos remanescentes do PIS/Pasep pode trazer mais estabilidade financeira ao Seguro Rural, frequentemente limitado por oscilações no orçamento público.

“Essa medida é vital para assegurar a continuidade das atividades agrícolas e fortalecer as cadeias de suprimento, sobretudo em regiões dependentes da agricultura”, afirmou Pezenti.

Já o autor da proposta, deputado Domingos Neto, disse que o Seguro Rural desempenha papel fundamental na agricultura, permitindo que os produtores invistam na expansão e modernização das atividades.

“A alocação dos saldos remanescentes do PIS/Pasep para o aporte do seguro rural é considerada um investimento estratégico e sustentável, gerando benefícios diretos para o setor agrícola, a segurança alimentar e a economia do país”, disse Neto.

Na justificativa, Pezenti enfatizou que a iniciativa é estratégica não apenas para a segurança alimentar nacional, mas também para a sustentabilidade econômica dos pequenos e médios produtores. Além disso, o projeto promove eficiência na alocação de recursos, aspecto essencial para impulsionar o agronegócio brasileiro em um cenário de incertezas climáticas e econômicas.

O projeto agora segue para análise nas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.



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Boi gordo permanece em alta, mas dá sinais de acomodação; veja cotações


O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com alguns negócios saindo acima das referências médias, em um dia mais lento em termos de movimentação.

“É possível que o movimento de alta comece a perder intensidade, bastante natural diante de alguns gargalos, em especial no mercado doméstico”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias.

De acordo com ele, com o baixo poder de compra da população, parece improvável que o movimento de alta dos preços da carne bovina seja contínuo.

“As exportações seguem em alto nível, com volume recorde de embarques, mês após mês. Esta é a variável chave para justificar o recente comportamento dos preços da arroba do boi gordo“.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 354,42
  • Goiás: R$ 353,75
  • Minas Gerais: R$ 333,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 341,48
  • Mato Grosso: R$ 331,01.

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista voltou a apresentar alguma alta em seus preços no decorrer da terça-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela recuperação dos preços no curto prazo.

“No entanto, é importante mencionar que os preços da carne bovina aparentam estar próximos do seu limite, e alguns cortes já apresentam maior dificuldade de repasse, sinal que o processo de migração para outras proteínas está se intensificando”.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,50 por quilo, alta de R$ 0,50. O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,8080 para venda e a R$ 5,8060 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7825 e a máxima de R$ 5,8280.



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