quarta-feira, julho 15, 2026

Agro

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Confira como ficaram os preços da soja no Brasil



O mercado brasileiro da soja teve um dia de negócios paralisados nesta quinta-feira (28). Devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que afetou a operação da Bolsa de Chicago, os agentes se retraíram, resultando em poucas ofertas no mercado. Como consequência, os preços da soja ficaram nominais e estáveis, com pequenos ajustes regionais.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 134,50 para R$ 135,00
  • Missões (RS): aumentou de R$ 133,50 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 144,50 para R$ 144,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 144,00
  • Rondonópolis (MT): se manteve em R$ 143,00
  • Dourados (MS): se manteve em R$ 136,00
  • Rio Verde (GO): se manteve em R$ 136,00

Chicago

O mercado financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram nesta quinta-feira, 28, devido ao feriado do Dia de Ação de Graças. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos, como a soja, e cereais, o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities não abriram.

Na sexta-feira (29), a Bolsa de Chicago fechará mais cedo, às 15h. Em Nova York, as sessões também serão abreviadas.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,30%, negociado a R$ 5,9903 para venda e a R$ 5,9882 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9458 e a máxima de R$ 6,0026.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frutas típicas do final de ano movimentam mercado



Aumento na importação de nozes e castanhas




Foto: Pixabay

O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, destacou as frutas mais consumidas durante as festas de final de ano, com muitas coincidindo com a época de colheita no Hemisfério Sul. No Brasil, entre as colhidas estão maçã, pêssegos, ameixas, abacaxis, uvas, melancias, amoras e lichias.

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No entanto, itens tradicionais como nozes, castanhas, cerejas, damascos, tâmaras e uvas-passas são importados para atender à demanda crescente dessa época, reforçando sua presença nas mesas brasileiras.

Nozes e castanhas, em particular, tiveram destaque em 2024, posicionando-se como o terceiro item de maior valor nas importações da fruticultura brasileira até outubro. Segundo o Agrostat, o país gastou US$ 118,1 milhões na aquisição de 20,7 mil toneladas desses produtos. O valor médio por tonelada importada subiu de US$ 3,7 mil para US$ 5,7 mil na última década, evidenciando uma tendência de aumento nos custos, conforme apontou o boletim.





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Muita chuva ou excesso de calor? Inmet mostra como será o clima em dezembro


Como será o clima em dezembro? A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuvas entre a média (tom cinza no mapa) e acima da média (azul) em grande parte da Região Norte, no nordeste de Mato Grosso, em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no oeste do Piauí.

Já na Região Sul, precipitação abaixo da média (tom amarelo), com exceção de áreas localizadas ao leste de Santa Catarina e norte do Paraná, onde os acumulados poderão ficar na normalidade ou acima da média.

Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste

previsão de chuva e temperatura Brasil dezembroprevisão de chuva e temperatura Brasil dezembro
Foto: Reprodução Inmet

O Inmet prevê que no centro-leste da Região Nordeste, a chuva será dentro da normalidade, exceto em áreas da Bahia, Maranhão e sul do Piauí, onde os volumes de chuva devem ficar abaixo da climatologia, com volumes inferiores a 200 mm.

“No centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul, as precipitações deverão variar entre próximas e abaixo da média histórica”, diz a nota do Inmet.

Impactos da chuva nas lavouras

Considerando o prognóstico climático do Instituto para dezembro de 2024 e seus possíveis impactos nas principais culturas, a previsão de chuvas mais regulares e bem distribuídas continuarão a ocorrer nas áreas em produção da Região Norte, favorecendo a semeadura e o desenvolvimento das lavouras.

Já no Matopiba (região que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a previsão aponta para menores volumes de chuva. No entanto, serão suficientes para a manutenção da umidade do solo na maioria das localidades.

Já em grande parte das regiões Centro-Oeste e Sudeste, o mês de dezembro será marcado pela elevação dos níveis de umidade no solo, devido a previsão de chuvas mais regulares que favorecerão o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

Contudo, algumas áreas podem ser afetadas pela má distribuição das chuvas, tais como:

  • Sudoeste de Mato Grosso;
  • Sul de Mato Grosso do Sul;
  • Oeste de São Paulo; e
  • Norte de Minas Gerais

Em grande parte da Região Sul, a previsão é de chuvas próximas à média histórica e os níveis de umidade no solo permanecerão elevados, beneficiando a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

O Inmet alerta que algumas áreas do sul do Rio Grande do Sul e noroeste do Paraná podem ter volumes mais baixos de chuva e redução da umidade do solo.

Previsão de temperaturas

Quanto às temperaturas ao longo do mês de dezembro, a previsão do órgão federal indica que deverão ser acima da média em grande parte do país (tons em amarelo e laranja no mapa), com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons
em vermelho), principalmente no norte do país, onde as temperaturas médias do
ar podem ultrapassar os 28ºC.

Em áreas pontuais do Amazonas, Amapá, sudoeste do Paraná, leste de Santa Catarina e sul do Rio Grande do Sul, são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e azuis), devido a ocorrência de dias consecutivos com chuva que podem amenizar a temperatura.



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Veja o que muda no on farm com a regulamentação da produção dos bioinsumos 


A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o projeto de lei 658/2021, que regulamenta a produção, o uso e a comercialização dos bioinsumos na agropecuária brasileira. O resultado foi fruto de uma longa negociação entre 56 entidades interessadas no tema, que chegaram a um consenso após meses de debates.

Para a Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), o documento é um marco no setor por reger mudanças na fabricação dentro da propriedade, ou seja, ao trazer modificações ao on farm.

“Assim, garante que os agricultores tenham um produto de qualidade, fiscalizado e seguro para o consumidor”, diz o diretor Jurídico da entidade, Auro Ruschel.

O que muda no on farm?

A partir do momento em que o PL for sancionado, o Órgão de Defesa Agropecuária, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), passará a “regulamentar a necessidade de um responsável técnico habilitado, exclusivo ou não, para a produção de bioinsumo para uso próprio”.

Além disso, não será permitido replicar produtos comerciais, exceto os inóculos comercializados especificamente para esse fim. “Também não é autorizada a comercialização dos produtos que forem formulados para uso próprio”, lembra Ruschel.

O PL destaca, também, que o Órgão de Defesa Agropecuária deverá regulamentar quais biosinsumos não poderão ser produzidos para uso próprio.

Por fim, ficou assegurado que o on farm deverá seguir as instruções de boas práticas estabelecidas pelo órgão federal de defesa agropecuária. Para Ruschel, todas as regras estabelecidas no PL vão no sentido de assegurar que os insumos biológicos sejam seguros e de qualidade.

Segurança à pesquisa e aos produtores

O relator da matéria, deputado Sérgio Souza, destacou que o texto assegura um ambiente regulatório confiável que oferecerá segurança à pesquisa, à indústria, aos produtores e aos usuários.

“Para atrair maiores investimentos no desenvolvimento de tecnologias voltadas aos bioinsumos, que auxiliem na proteção de cultivos, no aporte de nutrientes ou no melhor aproveitamento deles, entre outras inúmeras funcionalidades, é indispensável um ambiente dentro da legalidade”, considerou.

Mercado de bioinsumos

bioinsumo a partir de algasbioinsumo a partir de algas
Foto: Goreti Braga/Embrapa

No Brasil, o mercado de bioinsumos vem crescendo a uma taxa anual de 21% nos últimos três anos, superando em quatro vezes a média global, conforme dados da Abinbio. De acordo com a Associação, na safra 2023/24, as vendas desses produtos alcançaram R$ 5 bilhões.

Após aprovação na Câmara dos Deputados, o PL658/2021 segue agora de volta ao Senado, casa originária do Projeto de Lei. Caso seja aprovado, poderá ser sancionado ainda em 2024.



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Câmara aprova PL dos bioinsumos; vitória para os produtores



A Câmara dos Deputados aprovou a urgência para o projeto de lei sobre reciprocidade ambiental e a regulamentação do uso de bioinsumos. O primeiro projeto, que trata da reciprocidade ambiental, visa restringir acordos comerciais com países que não adotem regras ambientais equivalentes ao Código Florestal. Vale dizer que o texto, que será relatado pelo deputado Zé Vitor, ainda deve passar por ajustes.

O segundo projeto aprovado, o PL 658 de 2021, regulamenta a produção de bioinsumos para uso próprio, atendendo a uma demanda histórica do setor agrícola. A proposta estabelece regras equilibradas para indústrias e produtores, garantindo mais segurança jurídica e autonomia no uso desses insumos biológicos. O projeto segue agora para o Senado.

Importância do PL de bioinsumos

O PL 658 de 2021 é considerado uma conquista para o setor agrícola brasileiro. O projeto representa um avanço para a agricultura sustentável, já que possibilita o uso de alternativas biológicas aos produtos químicos com o uso de bioinsumos. “Hoje, cerca de 60% dos produtores brasileiros já utilizam bioinsumos em suas lavouras”, ressaltou um representante da Aprosoja.

Além disso, a regulamentação traz mais segurança jurídica para o setor e estabelece um mercado mais organizado para a produção e o uso desses produtos. O deputado Sérgio Souza, autor do projeto, foi elogiado pela habilidade política e pela competência na articulação do texto, que foi aprovado sem alterações significativas.

Embora a vitória na Câmara seja importante, a batalha ainda não está ganha. Segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins), Reginaldo Minaré, o trabalho agora se concentra no Senado. O projeto precisa ser aprovado pelo Senado até meados de dezembro para garantir que o setor não sofra prejuízos com a falta de regulamentação.

A expectativa é que, após a aprovação no Senado, o projeto siga para a sanção do presidente até dezembro, sem vetos, para que a legislação entre em vigor rapidamente. Isso é fundamental para garantir que os produtores que já utilizam não sejam prejudicados pela falta de regulamentação.



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Canal Rural está na final do Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo



A equipe do Canal Rural RS é finalista pelo terceiro ano consecutivo do Prêmio Sindilat/RS de Jornalismo, que divulgou nesta quinta-feira (28) os finalistas de sua 10ª edição. Com 42 reportagens disputando três categorias (impresso, on-line e eletrônico), a premiação deste ano destacou-se por inúmeros trabalhos retratando os prejuízos causados pela enchente no Rio Grande do Sul.

A repórter Eliza Maliszewski e o cinegrafista Marcel Oliveira concorrem na categoria eletrônico com a reportagem Leite: calculadora virtual ajuda produtores gaúchos a planejar preços. A produção destaca a inovadora ferramenta criada pelo Conseleite e Universidade de Passo Fundo (UPF) que permite, de forma gratuita, que o produtor de leite calcule quanto vai receber pelo litro no mês em questão. Os dois profissionais já foram indicados ao prêmio em 2022 e em 2023, conquistando o 3º e 2º lugar, respectivamente.

Além de membros da entidade promotora da premiação, a comissão julgadora é composta por representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS) e Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors) .

“Estes 10 anos consolidam este espaço que busca valorizar o trabalho da imprensa e sua atuação no desenvolvimento do setor lácteo”, destaca o secretário-executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

Os vencedores serão revelados em jantar de confraternização do Sindilat/RS, no dia 19 de dezembro.

Confira a reportagem indicada ao prêmio



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Produtores de soja temem perdas por sementes de baixo vigor



No coração de Mato Grosso, produtores da soja enfrentam desafios na safra, especialmente com o vigor das sementes e a produtividade no campo. Em Sinop, um sojicultor que gerencia 14 fazendas na região observa que 15% a 30% das plantas apresentam baixo vigor, resultando em desuniformidade no crescimento das lavouras.

O problema principal é o baixo vigor das sementes de soja, que prejudica o desenvolvimento das plantas, mesmo em condições climáticas favoráveis. Isso resulta em perdas de produtividade no momento da colheita, já que as plantas de menor vigor têm capacidade de produção inferior, mesmo com o uso de insumos como fertilizantes e defensivos.

Impactos da semente da soja de baixo vigor

A semente de baixo vigor foi a principal responsável pela baixa germinação e desenvolvimento das plantas. Ele estima uma perda de pelo menos 15 sacas por hectare devido à falta de uniformidade no crescimento. A falha das sementes reflete diretamente na produtividade, gerando frustração entre os produtores, que enfrentam grandes prejuízos financeiros.

O cenário é ainda mais grave para alguns produtores da soja, que observam a redução drástica no número de plantas por metro quadrado. Em alguns casos, a densidade caiu pela metade e as previsões de perdas chegam a mais de 10 sacas por hectare. Para esses agricultores, o sucesso da safra é crucial para o sustento da família, tornando os prejuízos ainda mais significativos.

Soluções: análises e acompanhamento

Laboratórios especializados identificaram que muitas amostras de sementes têm vigor abaixo do ideal, o que tem causado falhas no campo. A demora nas chuvas e a umidade excessiva favoreceu o desenvolvimento de fungos, o que comprometeu ainda mais a qualidade das sementes. A recomendação é clara: realizar análises das sementes antes do plantio, para evitar perdas maiores e tomar decisões informadas.

O vigor das sementes é essencial para garantir uma boa produção. Plantas com maior vigor têm maior capacidade de resistir a condições adversas e oferecem melhor produtividade. Investir em sementes de qualidade e acompanhar o desenvolvimento das lavouras são atitudes fundamentais para minimizar riscos e maximizar os lucros.



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senadores sugeriram outras matérias para corte de gastos, incluindo aposentadoria rural



O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (28) que houve sugestões dos senadores de “aperfeiçoamento” em legislações que “não estão sendo trabalhadas nesta leva de medidas” – referindo-se ao pacote de corte de gastos. Ele citou como exemplo a aposentadoria rural, sendo uma das indicações dos parlamentares que poderão ser “oportunamente apresentadas” no futuro.

“Tivemos uma reunião bastante produtiva (com líderes do Senado). Eu senti um clima bastante receptivo, grande compreensão daqueles que se manifestaram, dizendo que as medidas estão equilibradas”, declarou Haddad, em coletiva ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após a reunião.

O titular da equipe econômica do governo também repetiu que há conformidade das medidas propostas pelo governo com as regras previstas no arcabouço fiscal. Também mencionou que a reforma de renda, para o ano que vem, é neutra do ponto de vista fiscal.

Na perspectiva dele, como não haverá eleições em 2025, há tempo para o Congresso avaliar as propostas do governo em detalhes, ao comentar sobre a reforma da renda. “Tem que voltar a ser rotina tratar da questão fiscal”, declarou o ministro.



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projeto quer proibir fabricação e venda no Brasil



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 1999/24, que proíbe a fabricação e a comercialização de leite sintético no Brasil.

Apresentado pela deputada Ana Paula Leão (PP-MG), o texto define como leite sintético qualquer produto obtido por processos químicos, biotecnológicos e engenharia molecular que busque reproduzir as características e propriedades nutricionais do leite animal.

O parecer da relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), foi favorável ao projeto. “Não se tem calculado ainda o impacto em nossa economia da substituição do leite verdadeiro por outras bebidas”, disse. 

“No entanto, é perceptível que o lucro do produtor vem se reduzindo, em parte devido à concorrência desleal”, acrescentou. 

Importância econômica do leite

Segundo a parlamentar, a cadeia produtiva do leite e seus derivados ainda tem grande importância econômica e social. “Apesar de há alguns anos o volume de leite produzido no Brasil estar estagnado em aproximadamente 34 bilhões de litros anuais, o país é o terceiro produtor mundial”, disse Daniela Reinehr .

O setor, segundo ela, tem atividades em 98% dos municípios, predominantemente em pequenas e médias propriedades e empregando perto de 4 milhões de pessoas. 

“As perdas do setor serão enormes caso os produtores tenham que enfrentar, além dos desafios existentes, a concorrência desleal de um produto sintético que se apropria indevidamente da designação de leite”, afirma a relatora.

Daniela Reinehr ressalta que “leite é a denominação atribuída à secreção natural liberada pelas glândulas mamárias de mamíferos”. 

“O uso da nomenclatura leite sintético é, no mínimo, desonesto com o consumidor, pois o induz a decisões de compra baseadas em informação enganosa, em claro desrespeito ao Código de Defesa do Consumidor”, disse.  

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado agora pelas comissões de Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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Como os produtores da soja de Mato Grosso lidam com as dificuldades na semeadura?



No mais recente episódio do programa ‘Mato Grosso Clima e Mercado‘, equipe da Aprosoja MT esteve em Primavera do Leste para entender os efeitos das condições climáticas nas lavouras de soja do estado, especialmente em relação à falta de chuvas nos primeiros meses da safra.

Produtores da região relataram como o clima impactou o início do plantio. Embora as previsões climáticas iniciais fossem positivas, as chuvas não vieram como esperado, resultando em um pequeno atraso no plantio. A área foi plantada com poucas chuvas, e para evitar maiores riscos, os produtores optaram por segurar o ritmo do plantio até que as condições climáticas se estabilizassem.

Embora as chuvas tenham se normalizado em outubro, o atraso já trouxe impactos na safra, especialmente para a safrinha. A previsão é de que o risco para o milho aumente em cerca de 30%, e muitos ainda não sabem se conseguirão plantar com as condições atuais.

Outros desafios

Além disso, o risco de incêndios também tem preocupado os produtores da soja, especialmente com a concentração das colheitas em períodos próximos. Fatores como o fogo e a sobrecarga de armazéns podem gerar dificuldades logísticas, prejudicando o armazenamento da produção.

A situação em Paranatinga foi semelhante, com o atraso das chuvas afetando o início do plantio, que foi adiado para meados de outubro. No ano anterior, o plantio havia começado no final de setembro. As chuvas intensas de novembro também atrasaram o final do plantio, com algumas propriedades ainda tentando concluir a semeadura.

Apesar desses desafios, as condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento vegetativo da soja, com boas perspectivas para a fase reprodutiva das plantas. A chuva recebida tem sido benéfica, promovendo o crescimento saudável das lavouras.

Além da soja, impacto também no milho

O atraso no plantio da soja também impacta a área destinada à safrinha de milho. Com o tempo apertado, espera-se uma redução na área plantada de milho safrinha, já que muitos produtores enfrentaram dificuldades nos últimos anos devido ao clima. Como alternativa, algumas culturas que demandam menos tempo e que sejam mais adaptáveis às condições climáticas da região podem ser uma solução viável.

O programa segue com sua cobertura sobre os desafios enfrentados pelos produtores, trazendo informações sobre como as condições climáticas afetam diretamente o dia a dia do campo e o futuro das lavouras.



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