quarta-feira, julho 15, 2026

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Comissão aprova criação de delegacias especializadas em conflitos agrários



A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou um projeto de lei que propõe a criação de delegacias especializadas para lidar com conflitos agrários. Essas delegacias terão como objetivo reprimir e exercer a atividade de polícia judiciária em casos de crimes patrimoniais e crimes associados a conflitos agrários, especialmente aqueles envolvendo violência ou grave ameaça.

De autoria do deputado Delegado Fábio Costa (PP-AL) e de outros 40 parlamentares, o projeto define conflito agrário como as disputas entre pessoas físicas ou jurídicas proprietárias de imóveis e trabalhadores rurais sem terra.

O texto também prevê que os estados poderão utilizar recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para implantar essas delegacias especializadas. Essa iniciativa segue modelo semelhante ao da lei que regulamentou a criação e o funcionamento contínuo das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em abril de 2023.

A relatora do projeto, deputada Magda Mofatto (PRD-GO), apresentou parecer favorável à proposta. “Com a criação das Delegacias Especializadas em Conflitos Agrários, será possível agir de maneira rápida e eficiente, coibindo invasões e garantindo que a lei seja aplicada de forma rigorosa, assegurando a integridade das terras e a segurança dos trabalhadores do campo”, acrescentou.

Já aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, o projeto ainda precisa ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação, além da Comissão de Constituição e Justiça. Como tramita em caráter conclusivo, pode ser aprovado sem a necessidade de passar pelo plenário.

Caso aprovado na Câmara, o projeto vai para as comissões temáticas do Senado, que, se mantiver o mesmo modelo de tramitação e aprovar a proposta em todas as comissões, seguirá direto para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).



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Região do Brasil que mais cresceu em 2023 teve desempenho puxado pelo agro; veja qual foi



A atividade econômica do Centro-Oeste cresceu 5,9% em 2023, a maior alta entre as cinco regiões do Brasil, segundo o Boletim Regional do Banco Central (BC). Na sequência, aparecem Norte (4,2%), Sul (3,6%), Sudeste (2,6%) e Nordeste (2,4%).

Segundo o BC, as diferenças em estruturas produtivas entre as regiões explicam 18% da dispersão nas taxas de crescimento entre estados. “As diferenças de estrutura produtiva ajudam a explicar o maior crescimento do Centro-Oeste e do Norte, e o menor crescimento do Sudeste”, diz o relatório.

O maior peso relativo e a forte expansão da agropecuária justificam o desempenho do Centro-Oeste em 2023, segundo o BC. A autoridade monetária também cita positivamente a continuidade do crescimento da indústria de transformação na região, que teve o melhor desempenho regional pelo segundo ano consecutivo.

Na região Norte, o destaque foi a recuperação da indústria extrativa da retração vista em 2022, quando houve um arrefecimento da demanda internacional por minério de ferro. O Sul foi puxado pela agropecuária, que se recuperou da queda de 2022, e pela aceleração do setor de serviços.

O Nordeste desacelerou em relação ao ano anterior, puxado pela indústria e serviços. A desaceleração da atividade no Sudeste, em contrapartida, foi puxada exclusivamente por São Paulo, com o segundo pior desempenho entre dos os estados brasileiros. Rio, Espírito Santo e Minas Gerais tiveram o quarto, quinto e sexto melhores desempenhos, respectivamente.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuva impulsiona semeadura de soja no Rio Grande do Sul


Nesta quinta-feira (28), o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar trouxe atualizações sobre o andamento da semeadura de soja no Rio Grande do Sul. As chuvas registradas entre os dias 19 e 20 de novembro proporcionaram a reposição da umidade no solo, permitindo um avanço nos trabalhos de plantio. A área já semeada atingiu 60% da estimativa total.

Contudo, nas regiões com menor volume de precipitações, as atividades de plantio foram interrompidas no final da semana. Os agricultores têm priorizado as condições ideais para o plantio, buscando minimizar o risco de replantio. Com a diminuição da umidade do solo, os trabalhos de preparo e dessecação foram ajustados para acompanhar o ritmo da safra.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

As lavouras semeadas no final de outubro e início de novembro apresentaram germinação uniforme e estande de alta qualidade. Já as áreas plantadas entre os dias 10 e 17 de novembro, especialmente em regiões com menor incidência de chuva, exibem variabilidade no processo de emergência. Terrenos com maior cobertura de palhada mostraram emergência mais uniforme, enquanto áreas com menor cobertura ou compactação do solo, resultante do tráfego de máquinas, apresentaram germinação irregular.

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Mesmo assim, em localidades que registraram precipitações acima de 10 mm, a germinação foi retomada, o que contribui para a uniformidade do estande. Porém, o desenvolvimento inicial das plantas permanece lento, com folhas menores e entrenós mais alongados, sinais das condições climáticas adversas.

As primeiras lavouras plantadas em outubro já estão recebendo aplicações de herbicidas. Em alguns casos, os agricultores têm realizado a “aplicação zero”, que inclui fungicidas preventivos para o manejo de doenças, como a ferrugem-asiática.

A Emater/RS-Ascar projeta uma área de cultivo de 6.811.344 hectares para a safra de soja no estado, com produtividade média estimada em 3.179 kg/ha. No mercado, o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar apontou uma queda de 1,06% no valor médio da saca de 60 quilos. O preço caiu de R$ 128,87 na semana anterior para R$ 127,50.





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Dólar a R$ 6 reflete o ceticismo do mercado com o pacote fiscal; veja os destaques da economia



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o dólar atingiu R$ 6 pela primeira vez, refletindo ceticismo com o pacote fiscal. O Ibovespa caiu 2,4%, e a curva de juros já precifica uma Selic próxima de 15%. Hoje, foco no fiscal e dados de desemprego no Brasil.



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Chuva forte atinge 2 estados do Sudeste, mas ainda há pancadas em outras regiões; confira



A sexta-feira (29) será marcada por predominância de chuvas em algumas regiões. Confira a previsão detalhada para cada região do país, segundo análise dos meteorologistas da Climatempo.

Sul

As instabilidades ainda predominam em grande parte da região, com chuvas acompanhadas de trovoadas e raios, especialmente à tarde.

Na Campanha Gaúcha e na faixa leste do Rio Grande do Sul, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre, o sol volta a predominar, e já não há previsão de chuva.

Sudeste

O destaque fica com São Paulo, onde pancadas de chuva volumosas e fortes ocorrem no fim da tarde. O cenário também se estende ao Triângulo Mineiro, sul e noroeste de Minas Gerais.

Apesar da previsão de chuva, o tempo seguirá abafado e quente. No Rio de Janeiro, Espírito Santo e nas demais áreas de Minas Gerais, o dia será ensolarado, com temperaturas elevadas.

Centro-Oeste

Mato Grosso do Sul, grande parte de Goiás e o leste de Mato Grosso terão pancadas de chuva isoladas no fim do dia, acompanhadas de raios e trovoadas.

O tempo segue abafado, com temperaturas altas.

Nordeste

As instabilidades perdem força, e não há mais alerta para chuvas persistentes ou volumosas. Se chover, será de forma passageira, principalmente entre as Natal (RN) e Maceió (AL) e no oeste da Bahia.

Nas demais áreas da região, o dia será ensolarado, com temperaturas facilmente ultrapassando 35 °C.

Norte

Pancadas de chuva com raios e trovoadas continuam presentes no fim do dia no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá, Roraima e norte do Pará. No Tocantins, o tempo permanece firme e seco.



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AgroNewsPolítica & Agro

feijão dobra a projeção de produção



Condições gerais das lavouras são positivas




Foto: Canva

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, divulgou nesta quinta-feira (28) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, destacando o aumento expressivo na área dedicada ao cultivo de feijão na primeira safra 2023/24. Em novembro, a área foi reavaliada para 167,5 mil hectares, um crescimento de 55% em relação à safra anterior, quando foram plantados 107,8 mil hectares.

A revisão representa um acréscimo de 15 mil hectares em relação à avaliação de outubro, que já indicava um aumento de 33%. Grande parte desse crescimento ocorreu na região Sudoeste do estado, tradicionalmente mais ativa na segunda safra, mas que este ano mais que triplicou a área plantada na primeira safra, passando de 10,2 mil para 32,9 mil hectares. Ainda assim, a maior concentração de cultivos está na região Sul, que ocupa 122,4 mil hectares, ou 73% da área total do Paraná.

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Apesar de algumas preocupações com o calor excessivo e a restrição hídrica causada pela alta evapotranspiração, as condições gerais das lavouras são positivas. Cerca de 95% da área cultivada apresenta bom desenvolvimento, o que projeta uma produção de 323 mil toneladas, o dobro do obtido na primeira safra do ciclo anterior, que foi de 160,4 mil toneladas. A colheita já está próxima de começar, com 4% das áreas paranaenses em estágio de maturação.





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AgroNewsPolítica & Agro

Após máxima histórica de R$ 6, dólar termina o dia em R$ 5,99



Moeda norte-americana chegou a alcançar R$6 ao longo do dia




Foto: Pixabay

Nesta quinta-feira (28/11), o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,9891, com alta de 1,3% em relação ao fechamento anterior. A moeda norte-americana ultrapassou, durante o pregão, a barreira dos R$ 6, alcançando uma máxima de R$ 6,0029 antes de recuar levemente no fechamento. O desempenho renova o recorde nominal da quarta-feira (27/11), quando havia encerrado a R$ 5,9124.

A alta foi impulsionada pela reação do mercado ao pacote fiscal anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A proposta gerou preocupações sobre o impacto nas contas públicas, elevando a aversão ao risco e pressionando o câmbio.

A cotação do dólar está em alta há semanas, refletindo a combinação de incertezas fiscais internas e a valorização global da moeda americana. O dólar já acumula 245 dias acima dos R$ 5, nível que se consolidou desde o início de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Na época, o câmbio atingiu R$ 5,90, uma marca que, até então, permanecia como referência histórica.

A disparada do dólar tem impacto direto em setores como importação, turismo e insumos agrícolas, encarecendo produtos que dependem de componentes importados. Por outro lado, pode beneficiar exportadores ao aumentar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

RS conclui 97% da colheita de trigo



Produtividade enfrenta impacto climático




Foto: Canva

O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar aponta que 97% da área cultivada com trigo já foi colhida no Rio Grande do Sul. A operação está praticamente concluída em grande parte do estado, restando apenas lavouras em fase final de maturação fisiológica, localizadas principalmente nas regiões da Campanha, Sul e Campos de Cima da Serra. Essas áreas possuem características climáticas específicas que resultam em plantio e colheita tardios.

A produtividade e a qualidade dos grãos têm apresentado variações entre as regiões, o que pode impactar negativamente o rendimento estadual. No Noroeste, Planalto Médio, Centro e Metade Sul, os resultados ficaram aquém das expectativas iniciais devido às chuvas prolongadas, que dificultaram o manejo fitossanitário, favoreceram o surgimento de patógenos e interferiram no momento da colheita.

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Por outro lado, a região Nordeste do estado vive um cenário mais favorável, com uma safra considerada bem-sucedida. A área total cultivada com trigo no Rio Grande do Sul alcançou 1.322.167 hectares, e a produtividade estimada é de 3.116 kg/ha. Contudo, essa projeção será revisada ao término da safra.

Em relação à comercialização, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar revelou uma redução de 2,33% no preço médio da saca de 60 quilos com PH 78, que caiu de R$ 68,15 para R$ 66,56.





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AgroNewsPolítica & Agro

Arroba do boi gordo supera R$ 350



Reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas




Foto: Canva

O Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, divulgado nesta quinta-feira (28) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, apontou que a arroba do boi gordo alcançou R$ 352,00 no dia 26 de novembro, com base nos dados do Cepea, acumulando uma alta de 10,48% no mês.

Apesar do aumento, os reflexos ainda não são plenamente sentidos pelas redes varejistas, que mantêm os preços controlados devido a estoques disponíveis e à demanda limitada. Contudo, com o avanço das cotações, o consumidor tem buscado opções mais baratas de proteínas, impactado também pela inflação que reduz o poder de compra.

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Por fim, segundo o boletim, com a chegada das festas de fim de ano, especialistas apontam que a demanda sazonal por carne bovina pode gerar um impulso temporário nos custos, afetando ainda mais os orçamentos das famílias.

No mercado atacadista, o boletim registrou que o dianteiro bovino foi comercializado a R$ 18,66, uma alta de 1,48% em relação à semana anterior. Já o traseiro apresentou elevação mais tímida, de 0,51%, sendo negociado a R$ 26,39.





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Petróleo sobe 2% com avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia


Logotipo Reuters

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) – O petróleo subiu quase 2% nesta quinta-feira, com um rápido aumento das tensões entre Rússia e Ucrânia, gerando preocupações nos mercados sobre a oferta de petróleo caso o conflito se alastre.

O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira que a Rússia lançou um ataque com míssil balístico hipersônico de médio alcance contra uma instalação militar ucraniana e alertou o Ocidente que Moscou poderia atacar instalações militares de qualquer país cujas armas fossem usadas contra a Rússia.

Putin disse que o Ocidente estava intensificando o conflito na Ucrânia ao permitir que Kiev atacasse a Rússia com mísseis de longo alcance, e que a guerra estava se tornando um conflito global.

A Ucrânia disparou mísseis americanos e britânicos contra alvos dentro da Rússia esta semana, apesar dos avisos de Moscou de que veria tal ação como uma grande escalada.

Os futuros do petróleo Brent subiram 1,42 dólar, ou 1,95%, a 74,23 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subiram 1,35 dólar, ou 2%, a 70,10 dólares.

“O foco do mercado agora mudou para preocupações maiores sobre uma escalada na guerra na Ucrânia”, disse Ole Hvalbye, analista de commodities do SEB.

A Rússia é o segundo maior exportador de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita, então grandes interrupções podem afetar o fornecimento global.

(Reportagem de Arathy Somasekhar em Houston, Paul Carsten em Londres e Siyi Liu em Cingapura)

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