quarta-feira, julho 15, 2026

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Déficit hídrico ameaça safra de feijão no RS


De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado na última quinta-feira (28), a semeadura do feijão 1ª safra avança lentamente em algumas regiões do Rio Grande do Sul, com destaque para os Campos de Cima da Serra, onde os trabalhos devem começar em dezembro. Nas demais áreas produtoras, o plantio já foi concluído, e as lavouras apresentam o seguinte quadro: 55% estão em estádio vegetativo, 19% em floração, 17% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 2% já foram colhidas.

A fase reprodutiva do feijão, considerada crítica para a cultura, ocorre em meio a um período de baixa pluviosidade, gerando apreensão entre os produtores, especialmente nas regiões Noroeste Colonial e Celeiro. Nas áreas de sequeiro, os sintomas de insuficiência hídrica são evidentes, com amarelecimento e murcha das folhas, queda de flores e formação limitada de vagens.

A Emater/RS-Ascar estima para a safra 2024/2025 uma área total de cultivo de 28.896 hectares no Estado, com uma produtividade média esperada de 1.864 kg/ha.

Na região administrativa de Ijuí, 56% das lavouras estão em estádio reprodutivo, sendo 22% em floração, 28% em enchimento de grãos e 6% em maturação; 2% da área já foi colhida. O déficit hídrico afeta principalmente as áreas de sequeiro, enquanto as lavouras irrigadas mantêm um potencial produtivo de até 2.400 kg/ha.

Na região de Pelotas, a semeadura alcançou 66% da área prevista, com 89% das lavouras em estádio vegetativo, 8% em florescimento e 3% em enchimento de grãos.

Já em Soledade, 55% das áreas estão em florescimento, 40% em enchimento de grãos e 5% ainda em desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade na região tem exigido monitoramento constante para prevenir surtos de antracnose.

A comercialização do feijão no Estado registrou aumento de 3,37% no preço médio da saca de 60 quilos na última semana, passando de R$ 288,57 para R$ 298,57.





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Conab realizará leilões de contrato de opção de venda de arroz na próxima semana


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, na próxima quinta e sexta (5 e 6 de dezembro), leilões de Contrato de Opção de Venda Público (COV) de arroz.

Segundo o presidente da entidade, Edegar Pretto, as operações, que contam com recursos de cerca de R$ 1 bilhão para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25, visam diversificar, estimular e ampliar a produção do grão no país.

Na quinta-feira serão realizados três leilões destinados aos agricultores familiares, totalizando 4.754 contratos de 27 toneladas cada. Já na sexta-feira serão realizados outros três certames, desta vez para ampla concorrência, ou seja, todos os produtores e cooperativas de arroz poderão participar. Serão 18.518 contratos de 27 toneladas cada.

Contratos nos estados

O presidente da Conab detalha que, para Minas Gerais e Paraná, os contratos terão vencimento em 30 de julho de 2025.

Já para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, o vencimento será em 30 de agosto do ano que vem. Para Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, os contratos vencem em 30 de outubro de 2025. Os valores de venda também estão estabelecidos de acordo com os prazos de cada vencimento.

Pretto lembra que o Contrato de Opção de Venda é uma modalidade de seguro de preços que dá ao produtor rural ou à sua cooperativa o direito, mas não a obrigação, de vender seu produto para o governo, em uma data futura, a um preço previamente fixado.

“Esta é mais uma iniciativa do Governo Federal, que retomou a formação de estoques públicos ano passado por meio de Aquisições do Governo Federal (AGF) de milho, e neste ano, por meio das operações de AGF de trigo”, ressalta o presidente da Conab.

Produção de arroz no país

arroz na lavouraarroz na lavoura
Foto: Embrapa

O 2º Levantamento de Grãos da Safra 2024/25, divulgado em 14 de novembro pela Conab, destaca crescimento na área semeada de arroz no país, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/24 para 1,77 milhão de hectares no atual ciclo.

A semeadura já atinge cerca de 77,4% da área nas principais regiões produtoras, conforme publicado no Progresso de Safra desta semana. Com uma produtividade estimada em 6.814 quilos por hectare, a produção deve ficar acima de 12 milhões de toneladas.

Serviço

Leilões de Contrato de Opção de Venda Público (COV) de arroz
Datas: quinta-feira, 5 de dezembro (editais 118, 119 e 120) / sexta-feira, 6 de dezembro (editais 121, 122 e 123)
Para acessar, clique aqui.



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Expedição Soja Brasil acompanha de perto o plantio da soja



A Expedição Soja Brasil continua sua jornada pelo sul do país, e as notícias para a soja em Santa Catarina são boas. A semeadura da soja na maior região produtora do estado está a todo vapor, com o plantio em andamento e previsões animadoras para o ciclo 2024/25. As lavouras em Campos Novos, município que concentra a maior produção de soja de Santa Catarina, estão em plena implantação, e o trabalho segue até janeiro.

Estratégias adotadas

O produtor Chico planta em épocas diferentes do ano para lidar com as variações climáticas e garantir uma colheita mais estável. Ele explica que o plantio escalonado, com a semeadura de variedades precoces e mais tardias, permite que as lavouras floresçam em diferentes momentos do ciclo, entre dezembro e fevereiro. Isso ajuda a minimizar os impactos de fatores climáticos adversos e garante mais estabilidade para a colheita. A prática de plantar soja em diferentes épocas, aliada ao manejo preciso, tem sido um diferencial na busca por mais estabilidade nas fazendas.

Crescimento e boa produtividade

Para esta safra de soja, a área projetada para o cultivo de soja em Santa Catarina é de cerca de 766.000 hectares, o que representa um pequeno avanço em relação à safra passada. A expectativa de produtividade é boa, e as condições climáticas até o momento têm favorecido o desenvolvimento das lavouras. A Epagri projeta uma colheita de 3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de quase 13% em relação ao ciclo anterior. Para muitos produtores, essa promete ser uma safra de recuperação, após três anos consecutivos de problemas climáticos, como estiagens no verão e frio excessivo no inverno.

Clima favorável à soja e recuperação

Os agricultores estão otimistas com as condições climáticas deste ano, que têm colaborado muito mais do que nos últimos ciclos. O presidente da Aprosoja SC, Alexandre Di Domenico, destaca: “O clima está ajudando, e era uma expectativa de todos, já que tivemos três anos seguidos de problemas climáticos. Finalmente, estamos vendo a normalidade voltar, e isso traz grandes perspectivas para a safra.” O tempo favorável permite que o ciclo de plantio e a janela adequada para a semeadura se mantenham, impulsionando as expectativas para o futuro da soja em Santa Catarina, especialmente nas regiões do Planalto Sul, Planalto Norte e Oeste do estado.

Investimentos na produção da soja

Outro dado positivo é o crescimento da produção de sementes em Santa Catarina, especialmente em Campos Novos. A região concentra 53.000 hectares destinados à produção de sementes de soja, o que contribui para o aumento da área plantada no estado. De fato, a soja tem substituído o milho em algumas áreas, o que resultou em um incremento de 10% na produção de soja na região. Os produtores estão confiantes, apostando em boas perspectivas climáticas e em investimentos na cultura. A soja se tornou uma das principais culturas da região, e muitos agricultores estão ampliando suas áreas de plantio, buscando aproveitar as boas condições para obter alta produtividade.

Tecnologia no campo

A tecnologia tem sido uma aliada importante para os produtores de soja catarinenses, permitindo um manejo mais eficiente das lavouras. O uso de máquinas equipadas com controle remoto e sistemas de monitoramento em tempo real facilita o manejo da soja, o que garante precisão na aplicação de insumos e no controle das máquinas no campo.

Com isso, é possível acompanhar em detalhes a quantidade de sementes semeadas, o uso de fertilizantes e até mesmo a distribuição de nutrientes nas lavouras, o que resulta em melhores resultados e maior produtividade. A média de produção na região tem alcançado 80 sacas por hectare, um indicativo claro de que as tecnologias estão ajudando a melhorar a produtividade e a eficiência das lavouras.



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Selo SIM: acesso a novos mercados



Ter o Selo de Inspeção Municipal (SIM) é fundamental para quem deseja produzir e comercializar produtos de origem animal de forma regularizada nos municípios do país. 

A certificação garante qualidade, segurança e pode ser o primeiro passo para alcançar mercados estaduais, nacionais e até internacionais.

Para solicitar o SIM, é necessário atender às exigências da legislação local, incluindo documentação técnica e possíveis adequações na propriedade. 

Entidades como o Sebrae oferecem suporte aos pequenos produtores nesse processo, abrindo portas para novos negócios.

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Clima nas áreas produtoras de soja tem chuva e tempo seco; veja a previsão



O cenário para as áreas produtoras de soja no Brasil nas próximas semanas apresenta variações, com destaque para a continuidade das chuvas em algumas regiões e períodos mais secos em outras.

As chuvas continuam avançando para o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia, com acumulados que podem chegar de 30 a 50 mm nos próximos dias. Os volumes são importantes para manter a boa umidade do solo, essencial para o desenvolvimento da soja. A previsão é que a chuva se intensifique ainda mais no decorrer da segunda quinzena de dezembro.

Maranhão, Piauí e Tocantins

Por outro lado, a semana promete ser mais quente e seca em boa parte do Maranhão, Piauí e Tocantins. Esse período de tempo mais seco favorece os trabalhos em campo, o que permite que a colheita e outros manejos agrícolas ocorram sem grandes interrupções.

No entanto, a partir da segunda quinzena de dezembro, a chuva tende a retornar com força, especialmente no Nordeste, o que pode afetar o ritmo das atividades de campo.

A soja em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná

No Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, o cenário também é de chuvas intensas, com acumulados superiores a 80 mm em 5 dias. Esse volume pode afetar os trabalhos no campo, especialmente nas áreas da tríplice divisa entre Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

Em algumas localidades do Brasil, os acumulados podem ultrapassar os 100 a 150 mm em um período de 5 dias, o que pode causar atrasos na colheita e prejudicar o andamento das atividades.

Tempo chuvoso nas áreas de soja

Em Maracaju (MS), a previsão é de 30 dias praticamente chuvosos, com janelas de tempo mais firme entre 10 e 15 de dezembro e depois novamente entre 20 e 25 de dezembro. Durante esse período, o acumulado de chuvas pode superar os 200 a 250 mm, o que favorece o desenvolvimento da safra 2024.

De 5 a 9 de dezembro, a tendência é que as chuvas continuem no Sul, podendo até prejudicar os trabalhos no Norte do Paraná, onde os acumulados podem chegar a 80 a 100 mm em 5 dias. Algumas áreas do Centro-Oeste podem enfrentar volumes excessivos de água, o que exige atenção especial por parte dos produtores.

Matopiba e Norte do Brasil

No Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a umidade do solo será bem distribuída nos próximos dias, com chuvas em boa parte da região. Já no Norte do Brasil, especialmente em Santarém (PA), a previsão é de chuvas de 50 mm em 5 dias, o que é um bom sinal, embora ainda abaixo do ideal de 150 a 180 mm para reverter o déficit hídrico da região.

No entanto, a partir de 5 de dezembro, especialmente na segunda quinzena, a previsão é que as chuvas voltem com mais força, o que vai beneficiar as lavouras do Norte, principalmente no Pará, onde os volumes de precipitação devem aumentar e ajudar no desenvolvimento da soja.



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BNDES assina financiamento de R$ 10,65 bilhões para obras de infraestrutura em São Paulo



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta sexta-feira (29), o financiamento para projetos de infraestrutura e mobilidade urbana de São Paulo. No evento com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador do estado, Tarcísio de Freitas, e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, o presidente do BNDES, Aloysio Mercadante, explicou os principais aspectos das quatro obras contempladas.

Serão destinados R$ 10,65 milhões para a Linha 2 do metrô, trecho norte do Rodoanel, trem intercidades entre São Paulo e Campinas e ônibus elétricos. As obras estruturantes integram o Novo PAC.

Metrô

A Linha 2 Verde do Metrô de São Paulo atualmente liga a Vila Madalena à Vila Prudente e será prolongada por 8,2 km. Ganhará oito novas estações até a Penha, onde haverá integração com a Linha 3 (Vermelha) e a Linha 11 (Coral). A extensão vai exigir a necessidade de 44 novos trens. O investimento total é de R$ 6 bilhões, com R$ 3,6 bilhões para os trens e R$ 2,4 bilhões na obra civil.

O financiamento do BNDES ao governo de São Paulo refere-se aos trens e garante que sejam produzidos pela indústria nacional. O projeto tem previsão de conclusão até dezembro de 2028 e vai atender 1,2 milhão de pessoas diariamente.

Rodoanel

O Rodoanel Mário Covas interliga as 12 rodovias que cortam a Região Metropolitana de São Paulo. Facilita o tráfego, especialmente de caminhões, e melhora o acesso ao porto de Santos. Em março de 2023 foi realizado o leilão da PPP do Rodoanel Norte. O trecho tem características de rodovia de 120 km/h, com pista dupla separada por canteiro central. Conta com 19,7 km de vias em quatro faixas e 26,1 km de vias em três faixas, além de 14 túneis.

O projeto deverá desviar o tráfego de cerca de 30 mil caminhões e 54 mil automóveis da Marginal Tietê por dia. O contrato inclui a mitigação de impactos ambientais, com 14 passagens de fauna.

O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões destinados à finalização. O financiamento do BNDES é de R$ 1,35 bilhão. A expectativa é de gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos ao longo da execução da obra.

Intercidades

O trem intercidades vai conectar São Paulo a Campinas, numa intervenção que deve gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos e beneficiar 11 municípios e 15 milhões de pessoas. O trem de média velocidade atinge até 140 km/h.

O investimento total é de R$ 14,5 bilhões, com R$ 6,4 bilhões de financiamento do BNDES para apoiar o aporte do governo de São Paulo no Eixo Norte da obra.

O financiamento foi dividido em duas etapas, sendo a etapa atual, assinada em Brasília, no valor de R$ 3,2 bilhões. A segunda etapa, de mesmo valor, será assinada em 2025. O serviço expresso entre as duas cidades terá 101 quilômetros de extensão, com serviços paradores entre Francisco Morato e Jundiaí e conexões com os trens intermetropolitanos e a linha 7-Rubi do metrô de São Paulo.

Ônibus elétricos

Com a Prefeitura de São Paulo, o BNDES assinou o contrato de R$ 2,5 bilhões para a aquisição de 1.300 ônibus elétricos de fabricação nacional.



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Ministério da Agricultura anuncia reestruturação do Inmet, que vira secretaria



O Ministério da Agricultura formalizou na quinta-feira (28), a reestruturação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que vai virar uma secretaria da pasta. A proposta será levada ao Ministério da Gestão e Inovação e regulamentada por decreto presidencial, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em coletiva de imprensa após evento de comemoração de 115 anos do instituto.

A reestruturação do instituto vai incluir investimento na modernização e em novas estações meteorológicas, estimado inicialmente em R$ 160 milhões e podendo chegar a R$ 200 milhões.

Atualmente, o Inmet é uma autarquia vinculada ao Ministério da Agricultura como departamento atrelado à Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI).

O ministério apresentou na quinta o planejamento estratégico para o instituto no período de 2025 a 2031. “Havia um déficit histórico de tecnologia e infraestrutura no Inmet. O presidente Lula determinou a modernização do Inmet. O Inmet vai se tornar o melhor instituto meteorológico da América Latina”, afirmou Fávaro a jornalistas.

O novo planejamento do instituto tem como objetivo a ampliação da utilização de dados meteorológicos na agropecuária e no suporte à tomada de decisão no campo, a reformulação da comunicação dos produtos e serviços prestados pelo Inmet e o fortalecimento da pesquisa aplicada e a inovação dos processos e serviços.

O plano foi elaborado com apoio técnico da Agência de Internacionalização e de Inovação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Aginova/UFMS).

Fávaro detalhou que a compra de estações meteorológicas para o Inmet está em andamento, além da modernização das atuais, sendo que algumas já têm dez anos.

“As atuais receberão upgrade de tecnologia e as estações analógicas sairão de funcionamento, cerca de 170 hoje. Chegaremos a 1 mil estações todas com o mesmo padrão de tecnologia. Queremos ampliar o Inmet e potencializar a coleta de dados e informações por meio das 27 Superintendências Federais de Agricultura (SFAs)”, disse o ministro.

Atualmente, o Inmet tem 10 unidades, sendo 6 distritos e 4 polos meteorológicos e passará a contar com 27 unidades de apoio meteorológico nas SFAs, com deslocamento de servidores para as superintendências. As portarias foram assinadas pelo ministro também na quinta-feira.

Em uma próxima etapa, a modernização do instituto vai passar também pelo investimento na cobertura por radares meteorológicos e até mesmo de supercomputadores para armazenamento de dados. “O presidente Lula determinou a modernização do Inmet e logo levou à Casa Civil. Tenho certeza que o Inmet será o melhor instituto da América Latina”, afirmou Fávaro.

De acordo com o ministro, a transformação do Inmet em uma secretaria não vai implicar grandes mudanças na estrutura da pasta, mas necessária, para mostrar a relevância do Inmet por causa da importância que tem diante das mudanças climáticas. “Hoje podemos divergir de quais estratégias tomar para enfrentamento das mudanças climáticas, mas ninguém acredita mais que as mudanças climáticas não existem. O primeiro passo da política pública para o enfrentamento de mudanças climáticas é ter previsão climática, rápida e precisa”, observou Fávaro.

O ministro citou, ainda, que o aprimoramento das ferramentas de previsões meteorológicas pode ser aproveitado também no modelo de seguro rural, a partir das estimativas de tendência de intempéries climáticas.



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Ariane Benedito é nova apresentadora do podcast Diário Econômico



O Diário Econômico PicPay, um dos maiores podcasts de economia e negócios do país, terá uma nova apresentadora a partir da próxima segunda-feira (2). Ariane Benedito, recém-contratada como economista-chefe, assume o microfone para conduzir os ouvintes pelas principais notícias e análises que impactam o mercado financeiro, a economia global e do Brasil.

Acumulando mais de 1 milhão de reproduções e ultrapassando a marca de 550 episódios publicados, o podcast se consolidou como referência entre os morning calls no Brasil, com mais de 30 mil inscritos em todas as plataformas.

Apresentado de forma simples e objetiva, os episódios lançados de segunda a sexta-feira trazem informações essenciais para começar o dia bem informado, em apenas cinco minutos. O Canal Rural dispobiliza diariamente o Diário Econômico em seu site e no YouTube.

Quem é Ariane Benedito

Com ampla experiência no mercado financeiro, Ariane Benedito reforça o programa com sua sólida trajetória em análise macroeconômica e gestão de portfólios. A economista é especialista em mercado de capitais e tem certificação CFG da Anbima.

Antes de ingressar no PicPay, foi economista-chefe e sócia da comunidade de investidores Eai Invest, uma ação da InvestSmartXP, e também atuou como economista e diretora de Relação com Investidores da Esh Capital. Na CM Capital, foi estrategista-chefe e responsável pela elaboração do modelo de fiscal da corretora.

Além da nova apresentadora, o Diário Econômico estreia uma nova identidade visual e sonora, mais modernas. O programa está disponível nas principais plataformas de podcast: Spotify, YouTube, Apple Podcasts e Amazon Music.



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Demanda e clima podem impulsionar preços



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas



Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas
Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas – Foto: Pixabay

A Hedgepoint Global Markets destaca que a estrutura macroeconômica global atual não é favorável ao mercado de commodities, incluindo o açúcar, mas fatores específicos podem gerar movimentos altistas no setor. Apesar de fundamentos estáveis, a escassez esperada para o quarto trimestre de 2024 pode ser menos severa do que o inicialmente previsto, o que reduz a pressão de alta no curto prazo.  

Um ponto crítico é a expectativa de exportações indianas limitadas, que deve ter impacto significativo no mercado global no primeiro trimestre de 2025. A redução nos embarques do segundo maior exportador mundial pode pressionar os preços, especialmente em um contexto de aumento da demanda global por açúcar refinado.  

No Brasil, a safra no Centro-Sul está sendo cuidadosamente monitorada devido à deterioração das condições climáticas. Se a situação climática se agravar, a oferta pode ser comprometida, gerando uma alta nos preços no curto prazo. Esses fatores tornam os fluxos comerciais potencialmente altistas, apesar do cenário macroeconômico desafiador.  

Assim, o mercado de açúcar segue em um equilíbrio delicado, influenciado por variáveis globais e locais. A Hedgepoint alerta para a necessidade de atenção a esses fatores no planejamento comercial de produtores e distribuidores. De acordo com Lívea Coda, analista de Açúcar e Etanol da Hedgepoint Global Markets, “embora os fundamentos sejam estáveis, a escassez de oferta no 4° trimestre de 2024 pode ser menor que o previsto, com o México apresentando um início positivo de temporada e o Brasil mantendo forte participação”.

“A demanda por açúcar bruto será decisiva para os preços, e eventuais problemas no desenvolvimento da safra 25/26 do Centro-Sul brasileiro, ou maior urgência na demanda global podem levar a uma tendência altista”, conclui.

 





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Soja em Chicago cai na reabertura; confira detalhes do grão



Os contratos da soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram preços mais baixos na sessão eletrônica de hoje, com o mercado apresentando volatilidade após a reabertura das atividades, que haviam sido suspensas devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Logo após a retomada dos negócios, os contratos subiram inicialmente, impulsionados por sinais de forte demanda pela soja americana. A venda semanal superou as expectativas do mercado e novas vendas foram anunciadas por exportadores privados. No entanto, esse movimento foi seguido por uma realização de lucros, que pressionou os preços para baixo.

As exportações líquidas de soja dos Estados Unidos, relativas à temporada 2024/25, que começou em 1º de setembro, totalizaram 2.490.500 toneladas na semana encerrada em 21 de novembro. A China foi o principal destino, com 1.087.000 toneladas importadas. Para a temporada 2025/26, mais 18.000 toneladas foram exportadas, com analistas prevendo exportações totais entre 1,6 milhão e 2,4 milhões de toneladas quando somadas as duas temporadas.

Além disso, os exportadores privados dos EUA informaram ao Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) a venda de 151.700 toneladas de soja, destinadas a mercados não revelados para a temporada 2024/25. Também foi reportada uma venda adicional de 840.000 toneladas para destinos não divulgados, com entrega prevista para a mesma temporada.

Os contratos com entrega em janeiro de 2025 estão cotados a US$ 9,86 3/4 por bushel, uma queda de 2,00 centavos de dólar (ou 0,2%) em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março de 2025 operam com recuo de 3,50 centavos de dólar (ou 0,35%), sendo negociados a US$ 9,93 1/2 por bushel.



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