quarta-feira, julho 15, 2026

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Pescadores artesanais pedem apoio para enfrentar crises climáticas e desigualdades


Foi a avó que ensinou Rita de Cássia da Silva a pescar, aos 7 anos de idade. No cenário paradisíaco da Praia de Macau, no Rio Grande do Norte, aprender o ofício dos mais velhos significa a transmissão de um saber ancestral, mas também uma “necessidade”. “A gente era muito pobre. Ela não tinha como me deixar sozinha”, lembra. 

Embora o mar a encante e seja um saber passado pelas gerações, não há motivo para romantizar a atividade. Tanto que também foi a fome que fez o marido de Rita ir para o mar em uma noite de lua cheia, no ano de 1993, para tentar o sustento da família. Ele não sabia que era uma área de empresários que mantinham viveiros de camarões.

“Meu marido tomou um tiro do vigia da empresa e depois faleceu”. Ele não queria roubar nada de ninguém. Mas o sangue e a dor nas águas mostraram para a família que o mar não era deles, como sonharam. 

Grito da pesca artesanal

Quem trabalha com a pesca artesanal sabe que são necessárias mais condições, garantias de direitos e políticas públicas para que o mar não seja tão revolto. Inclusive, nesta semana, em Brasília, pelo menos 800 trabalhadores da pesca de 18 estados fizeram uma série de discussões para pedir mais atenção para a categoria, no evento “Grito da pesca artesanal”. 

A proposta foi discutir com órgãos governamentais e outras entidades as violações de direitos, regularização das comunidades tradicionais e os impactos das mudanças climáticas nas comunidades pesqueiras.

No caso de Rita, hoje aos 45 anos de idade, a vida dela passa por uma canoa com rabeta a motor de 6 metros de comprimento, onde percebe que outros desafios se colocaram sobre as ondas. “A mudança do clima é nítida. Hoje é muito mais quente e existem, por exemplo, muito menos anchovas, tainhas e xaréus [peixes que eram mais comuns naquela região]”. 

Se os períodos de estiagem prejudicam a pesca no litoral potiguar, foram as enchentes que impactaram os pescadores da Ilha dos Marinheiros, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Viviane Machado Alves, de 44 anos de idade, atua na região do Estuário da Lagoa dos Patos, uma região de lago onde trabalham mais de 4,8 mil pescadores, desde os 20 anos de idade.

Ela lamenta que da ilha para o estuário não há mais ponte, destruída pelas enchentes do primeiro semestre. Ela denuncia que a comunidade está com dificuldades de acesso a benefícios, reconstrução de casas e também autorização para que possam pescar em uma área maior. 

Para quem pesca no Rio São Francisco, como o mineiro João Batista da Silva, de 50 anos de idade, nascido e criado na comunidade quilombola Caraíbas, de Pedras de Maria da Cruz, as mudanças climáticas e a poluição do Velho Chico desanimam as 40 famílias que vivem das águas. “Temos sentido muito a falta do surubim, do pacamão e do curimatã. Antes era muito diferente”, disse. 

“O rio nunca mais voltou a ser o mesmo”, garante o trabalhador que criou nove filhos com a atividade no rio. A pesca é para sustento das famílias e também para comercialização no centro da cidade, que fica a 12 quilômetros de distância da comunidade quilombola. Ele enfatiza que as atividades deles são de proteção ambiental, e que, por isso, recebe ameaças de violência. Tanto que atualmente está em programa de proteção governamental. 

Essa é uma preocupação da Pastoral dos Pescadores e Pescadoras, que busca apoiar as comunidades na preservação e proteção das áreas. De acordo o secretário de Economia Solidária da entidade, Marcelo Apel, as ações da pastoral têm a intenção de prestar suporte aos trabalhadores para minimizar as desigualdades e a histórica escassez de políticas públicas. 

Programa de apoio aos pescadores

O secretário Nacional de Pesca Artesanal do Ministério da Pesca e Aquicultura, Cristiano Ramalho, reconhece que existe um déficit histórico de políticas públicas voltadas ao atendimento a essas comunidades pesqueiras. 

Segundo ele, o governo federal tem apoiado que os trabalhadores façam denúncias por mais direitos. “O pedido das comunidades pesqueiras artesanais, quando envolve temas de conflitos, é um tema muito caro às comunidades. Da mesma forma, em relação às questões de poluição e mudanças climáticas. A gente aciona órgãos estaduais quando compete dentro do pacto federativo”.

Ele lembrou que, no ano passado, o governo lançou o programa Povos da Pesca Artesanal, que busca uma articulação de diferentes ministérios e parcerias com diferentes âmbitos de governo, incluindo saúde.

“É uma ação direta com apoio à juventude da pesca artesanal, com bolsas de estudo, fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal e combate ao racismo ambiental. A gente tem feito isso com orçamentos diretos com a construção do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal”. 

Ele defende a necessidade de reforçar a política de estado para uma categoria que necessita de apoio e está em vulnerabilidade. 

Atualmente, segundo o secretário, são cerca de 1,2 milhão de pessoas que trabalham na atividade, sendo que 80% delas concentradas no Nordeste e no Norte do Brasil. É uma população em sua maioria de homens negros e negras. 

O programa do governo vai ao encontro de enfrentar uma das expressões da desigualdade histórica do Brasil, afirmou Cristiano Ramalho.



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Como fica o tempo no início de dezembro? Leia a previsão completa



A previsão do tempo para a semana de 2 a 6 de dezembro indica mudanças nas condições climáticas em todo o Brasil. O avanço de frentes frias e áreas de instabilidade geram chuvas, temporais e variações de temperatura, o que impacta as atividades agrícolas e a rotina dos produtores em diferentes regiões do país.

O tempo no Sul

A semana começa com chuvas em grande parte da Região Sul, impulsionadas pela chegada de uma frente fria. Os três estados da região estão na rota de temporais, com risco de raios, trovoadas e ventanias. O Paraná será o estado mais afetado entre terça e quarta-feira, com possibilidade de quedas de granizo e rajadas de vento superiores a 70 km/h.

Durante os próximos cinco dias, o acumulado de chuva ficará entre 50 e 70 mm nos três estados. Após o sistema frontal, o ar mais frio predomina, mas sem risco de geada. Embora a umidade favoreça a safra 24/25, a finalização da colheita dos cultivos de inverno pode ser prejudicada.

E no Sudeste?

Em São Paulo, Triângulo Mineiro, o oeste e a Zona da Mata de Minas Gerais, além do interior do Rio de Janeiro e Espírito Santo, a previsão é de chuvas fortes, com raios e trovoadas. O acumulado de precipitação nos próximos cinco dias será grande, especialmente no estado de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes superiores a 100 mm.

Apesar dos temporais, a chuva é benéfica para essas regiões, principalmente para o solo e as lavouras. No Espírito Santo, o volume de chuva ficará abaixo de 30 mm, o que ajudará a manter a boa umidade do solo sem prejudicar os trabalhos em campo.

Centro-Oeste

A segunda-feira (2), na Região Centro-Oeste, começa com períodos de sol, mas ainda há previsão de pancadas de chuva, especialmente em Mato Grosso, com sensação de abafamento. O tempo será instável no norte e noroeste de Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, com risco de trovoadas.

O acumulado de chuva nos próximos cinco dias será de 100 a 150 mm nas áreas produtoras de Mato Grosso e Goiás, o que ajudará a manter a boa umidade do solo, mas pode prejudicar os trabalhos em campo e afetar o desenvolvimento inicial das lavouras devido à falta de luminosidade.

Em Mato Grosso do Sul, o acumulado deve ficar em torno de 50 mm, ajudando na recuperação das pastagens e aliviando o calor. No centro-leste de MS, o volume pode ultrapassar os 100 mm, melhorando o quadro de déficit hídrico nas lavouras.

Tempo seco no Nordeste

O Nordeste começará a semana com tempo ensolarado e sem previsão de chuvas, devido à presença de uma massa de ar seco. As temperaturas devem ultrapassar os 30°C, com umidade relativa abaixo de 30%. No entanto, entre os dias 2 e 6 de dezembro, há previsão de chuvas nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, com acumulados entre 50 e 70 mm. Essas chuvas devem aliviar o calor e são benéficas para a safra 24/25.

Além disso, o oeste da Bahia, Piauí e Maranhão também terão precipitações, com temporais ocasionais causados por um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN). A faixa leste da Bahia e o Paraná terão uma semana quente e seca, com chuvas abaixo de 10 mm e temperaturas podendo chegar aos 35°C.

Tem expectativa de chuva no Norte?

No Norte, o tempo será predominantemente ensolarado, mas no Amapá e em Roraima, as chuvas serão passageiras e finas. O acumulado de chuva nos próximos cinco dias ficará entre 50 e 70 mm, o que ajudará a manter a boa umidade do solo e favorecer a implementação das safras de verão.

No centro-norte do Pará, a previsão é otimista, com o retorno da umidade acelerando os trabalhos para a safra 24/25. Os rios da região continuam em recuperação, com o Rio Madeira e o Rio Negro novamente trafegáveis. Outros rios, como o Tapajós, ainda operam com 50% da sua capacidade, mas espera-se que a situação se normalize até o final de dezembro ou início de 2025.



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Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas chega ao fim



O Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas foi encerrado nesta sexta-feira (29) com resultados positivos e parcerias estratégicas. Realizado em Brasília, o evento durou cinco dias e teve como foco fortalecer as exportações do agronegócio brasileiro e ampliar os mercados internacionais.

Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o evento reuniu 40 adidos agrícolas que atuam em 38 países, 12 representantes de escritórios da ApexBrasil no Brasil e no exterior, mais de 35 entidades do agronegócio nacional e diversas autoridades.

Discussões à tona no último dia

No último dia, a programação iniciou com a dinâmica “World Café”, conduzida por Augusto Billi, diretor do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e Sustentabilidade do Mapa. A atividade teve como objetivo promover discussões sobre desafios e oportunidades no comércio internacional. Em seguida, Marcel Moreira, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos, liderou um painel focado em iniciativas estratégicas de promoção de imagem para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

Durante a tarde, o painel “Adidos em Final de Missão” trouxe contribuições de Daniela Aviani (Austrália), Helena Queiroz (Delbraspar/França), Paulo Márcio Araújo (Canadá) e Rafael Mafra (OMC/Suíça), sob a mediação de Eduardo Sampaio, adido agrícola em Berlim.

Os adidos compartilharam os resultados de suas missões e discutiram as perspectivas futuras para os mercados em que atuaram. Em outro momento importante, Flávia Fonseca e Juliana Vasconcelos, da ApexBrasil, apresentaram o Programa de Apoio à Internacionalização do Agronegócio Brasileiro (PAM Agro) e iniciativas voltadas para o mercado de crédito de carbono.

A programação foi encerrada com a participação da Assessoria Especial de Comunicação Social do Mapa. Carla Madeira, jornalista e chefe da AECS, destacou o papel fundamental da comunicação estratégica para posicionar o Brasil como líder mundial no agronegócio. Ela explicou como potencializar as ações realizadas pelo Ministério e pelos adidos agrícolas no exterior, utilizando exemplos de campanhas bem-sucedidas e reforçando a importância de uma abordagem integrada entre os diversos atores envolvidos no setor. O painel contou também com a participação de Patrícia Távora, coordenadora-geral da Comunicação, Igor Mesquita, coordenador de Imprensa, e Danilly Nascimento, coordenadora de Mídia Digital.

Ao longo da semana, o evento também promoveu mais de 500 reuniões estratégicas, incluindo rodadas de conversas entre adidos e representantes de aproximadamente 40 associações setoriais, responsáveis por 75% do PIB do agronegócio nacional. As interações permitiram alinhar demandas do setor produtivo e fortalecer as parcerias entre o governo e a iniciativa privada.

Na cerimônia de encerramento, Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, enfatizou a importância da parceria entre os adidos, o setor privado e as instituições governamentais para ampliar a presença do Brasil no comércio internacional. Laudemir Müller, Gerente de Agronegócios da ApexBrasil, destacou o sucesso do evento como um marco para o alinhamento estratégico do agro brasileiro com as demandas globais.

Luis Rua ressaltou que a semana foi extremamente produtiva e com resultados otimistas, com alinhamento das diretrizes do Ministro Carlos Fávaro e discussões sobre as prioridades para 2025. Ele mencionou que quase 500 reuniões foram realizadas com entidades dos setores produtivos, destacando demandas fundamentais para a atuação dos adidos agrícolas.

Segundo Rua, os adidos têm um papel essencial na promoção comercial, negociação e defesa da imagem do agro brasileiro no exterior, sendo responsáveis por 70% das 282 aberturas de mercado da atual gestão. O foco, agora, é aproximá-los ainda mais dos setores produtivos, especialmente das pequenas e médias empresas, a fim de novos resultados. A parceria com a ApexBrasil, o Itamaraty e outras entidades, segundo Rua, gera emprego e renda para o Brasil, e quando trabalham juntos, o país se beneficia.



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Livro da Embrapa sobre agricultura de precisão na era digital já está disponível para download


Considerado pela presidente da Embrapa Silvia Massruhá como um divisor de águas, o terceiro livro da Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras traz como novidade os resultados de estudos sobre o uso de agricultura de precisão e digital na pecuária e em sistemas integrados, como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).

“Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital” foi lançado nesta segunda-feira (25) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, durante o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão e Digital (ConBAP).

Realizado pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBraAP), a 10ª edição do ConBAP seguiu até o dia 27 focado em tecnologias para uma agricultura sustentável e de alta performance.

Essa edição do livro, que fecha a trilogia da Rede AP, reúne resultados expressivos alcançados em pesquisas desenvolvidas nas principais cadeias produtivas do agro brasileiro e em diferentes biomas nos últimos 15 anos.

Apoiado pela Câmara Temática de Agricultura Digital da Rede ILPF, a obra oferece suporte a professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, produtores e prestadores de serviço do setor agrícola, e demais interessados no tema.

Para a presidente da Embrapa, ao reunir tecnologias e resultados efetivos, obtidos na aplicação de agricultura de precisão e digital no cultivo de grãos, plantas perenes e na pecuária, a obra será de utilidade para diferentes públicos.

“Este livro, na forma como seu conteúdo está magistralmente organizado e apresentado, surge como um divisor de águas no tema e será fundamental para renovar os laços de ciência e empreendedorismo, pilares que sustentam a eficiente e competitiva agricultura brasileira há décadas”, afirma a presidente em texto de apresentação no livro.

Avanço do conhecimento

livro Embrapalivro Embrapa
Foto: Reprodução

Com o objetivo de apresentar os resultados de pesquisa da Rede AP e instituições parceiras, o livro com 600 páginas conta com 90 capítulos distribuídos em cinco seções: culturas anuais, perenes, pecuária, sistemas integrados e tecnologias.

São cerca de 300 autores de 20 instituições, públicas e privadas, nacionais e internacionais, que durante dois anos atuaram em diversas frentes de trabalho para dar forma e materializar a obra disponível on-line e gratuitamente aqui.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação, um dos membros do comitê editorial do livro Luís Henrique Bassoi lembra que o uso da agricultura digital junto com a agricultura de precisão avançou muito desde o segundo livro.

“A publicação atual apresenta pesquisas realizadas no formato on-farm (o experimento ocorre em áreas de produção) em cultura de algodão, milho, soja, trigo, cana-de-açúcar, pastagem, videira, macieira, bem como metodologias, tecnologias habilitadoras e portadoras de futuro com potencial disruptivo, que contribuem para a gestão da variabilidade das propriedades brasileiras, elevando-as a um novo patamar de produção, de forma sustentável”, diz.

Além de Bassoi, o comitê editorial do livro publicado pela editora Cubo é composto pelos pesquisadores Carlos Manoel Pedro Vaz, Lúcio André de Castro Jorge, Ricardo Yassushi Inamasu (Embrapa Instrumentação, São Carlos/SP); Alberto Carlos de Campos Bernardi (Embrapa Pecuária Sudeste, também de São Carlos); João Leonardo Fernandes Pires (Embrapa Trigo, Passo Fundo/RS) e Luciano Gebler (Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves/RS).

Pertinência do olhar digital

O professor do Departamento de Engenharia de Biossistemas da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), José Paulo Molin, que assina o prefácio da obra, diz que é muito pertinente esse olhar para a era digital, pois a agricultura de precisão, que produziu as primeiras inserções digitais no campo, depende fortemente dos avanços nas soluções digitais para alavancar práticas de campo ao mesmo tempo mais assertivas e escaláveis.

“A obra contempla e destaca essa transição e ao mesmo tempo, convenientemente, mantém aqueles agrupamentos (tecnologias, culturas anuais, culturas perenes) e avança em novas frentes”, reforça o professor.

Trabalho em rede

Em uma década e meia, os três livros produzidos pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa e instituições parceiras, criada em 2009 e composta por universidades, empresas privadas, fundações, institutos de pesquisas e centros da própria Embrapa, apresentaram mais de 200 estudos desenvolvidos em campos experimentais com culturas perenes e anuais, distribuídos pelo território nacional.

As obras somaram mais de 1.500 páginas e geraram uma ampla base de conhecimento no tema, disponíveis gratuitamente.

O trabalho em rede enfrentou desafios, antecipou tendências, contribuiu para disseminar o conceito da agricultura de precisão (AP) e impulsionou a adoção da técnica entre produtores brasileiros, que deixaram de ver a propriedade como um campo uniforme, para enxergar as diferenças em cada talhão.

“Assim, com a incorporação da AP, produtores rurais passaram a aplicar insumos de forma racional, para reduzir custos, riscos de degradação ambiental e aumentar a produtividade, como mostrou estudos recentes em culturas de milho e algodão. Em fazendas de Mato Grosso e Paraná, a recomendação de semeadura em taxa variável gerou ganhos de produtividade de até 8%, no milho, e 3%, no algodão”, afirma o chefe-geral da Embrapa Instrumentação, José Manoel Marconcini.

Ele lembrou que obra “Agricultura de Precisão: Um Novo Olhar na Era Digital”, que fecha a trilogia, iniciada em 2011 com o livro “Agricultura de Precisão um Novo Olhar”, seguido pelo livro “Agricultura de Precisão Resultados de um Novo Olhar”, de 2014, é um marco na história de 40 anos da Embrapa Instrumentação, a serem completados no dia 18 de dezembro.

“O tema é de extrema importância para o desenvolvimento da agricultura brasileira, pois incorpora resultados de pesquisa com tecnologias avançadas em drones, automação, geoprocessamento, irrigação de precisão, entre outras que contribuem para mantermos a produtividade da agricultura brasileira”, reforça.



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Aprosoja MT oferece bebida de soja à comunidade indígena



A Aprosoja MT, por meio de seu Programa Agrosolidário, realiza uma parceria de solidariedade com as escolas e comunidades indígenas de Sapezal, em Mato Grosso, há quase 10 anos. A ação oferece uma bebida de soja que beneficia cerca de 300 indígenas semanalmente, abrangendo crianças, jovens, adultos e idosos.

Este suplemento tem sido importante para a melhoria nutricional dessas comunidades, especialmente no combate à desnutrição. A diretora das escolas indígenas de Sapezal, Maria Margarete Noronha, destaca a importância da bebida durante as festas culturais, que reúnem comunidades indígenas de municípios vizinhos, como Campo Novo do Parecis, Campos de Júlio e Comodoro.

A distribuição da bebida de soja ajuda a alimentar crianças de diversas aldeias, promovendo benefícios à saúde e contribuindo para o aumento de peso, especialmente entre idosos e gestantes.

A professora Cleide Adriana Terena, da escola indígena Wakalitesu, do povo Nambikwara, também confirma os impactos positivos da bebida, afirmando que o suplemento tem sido fundamental para erradicar a desnutrição em seu território. Com sabores como chocolate, uva, laranja e banana, a bebida tem sido muito bem recebida, especialmente pelos idosos, que preferem os sabores mais naturais, como laranja e banana.

Atualmente, além das crianças, o programa atende jovens, adultos e idosos, que consomem a bebida de soja semanalmente. As equipes que trabalham nas instituições têm se dedicado à conscientização alimentar, combinando educação e saúde. O suplemento de soja, assim, desempenha um papel essencial na nutrição, ajudando no ganho de peso e proporcionando diversos benefícios nutricionais.

Há 15 anos fazendo o bem

Neste mês, em comemoração aos 15 anos do Agrosolidário, a Aprosoja MT celebra a continuidade de um projeto que tem sido fundamental para muitas instituições em Mato Grosso. Ao longo deste especial, serão contadas histórias de transformação de diversas comunidades, mostrando como a solidariedade e o apoio mútuo têm impactado vidas, oferecendo dignidade, nutrição e, acima de tudo, esperança para aqueles que mais precisam.



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Nova plataforma oferece rastreabilidade com Indicação Geográfica de café


A Plataforma de Controle, Gestão e Rastreabilidade das Indicações Geográficas (IGs) de Café foi lançada pelo Instituto CNA, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

O anúncio foi feito durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, Minas Gerais, com a presença de produtores, especialistas e entidades do setor cafeeiro.

Segundo a assessora técnica do Instituto CNA, Marina Zimmermann, o sistema foi resultado de meses de trabalho em parceria com uma empresa especializada e tem como objetivo beneficiar toda a cadeia produtiva, além de proporcionar transparência ao consumidor por meio de códigos nas embalagens.

A analista do Sebrae Nacional Hulda Giersbrecht destacou que a ferramenta utiliza tecnologias avançadas e foi construída com o envolvimento dos produtores. Já Antônio Tafuri, da ABDI, ressaltou a importância da sinergia entre as entidades para criar uma solução que oferece maior segurança ao mercado.

Rastreabilidade da produção do café

Café; cafezalCafé; cafezal
Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa

A plataforma foi desenvolvida pela Agtrace Rastreabilidade Agrícola, vencedora de edital público lançado em março de 2023. O CEO da empresa, André Maltz, afirmou que o sistema atende às especificidades de cada IG, ajudando os produtores na gestão e rastreabilidade da produção.

Durante o evento, também ocorreu o pré-lançamento do livro “A Revolução do Café Brasileiro: Regiões com Indicação Geográfica”, apoiado pelo Instituto CNA, ABDI e Sebrae. Além disso, o INPI entregou o registro de Denominação de Origem (DO) da Chapada Diamantina (BA), reconhecendo a qualidade e procedência dos cafés da região.

O Brasil possui 115 IGs registradas no INPI, sendo 16 destinadas ao café. Destas, 15 já utilizam a nova plataforma, que promete impulsionar o setor cafeeiro ao valorizar a cultura, tradição e diferenciais dos cafés brasileiros.

Você pode acessar a ferramenta aqui.



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AgroNewsPolítica & Agro

qualidade baixa direciona produção para alimentação animal


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS divulgado na quinta-feira (28), a colheita da aveia branca no Rio Grande do Sul já foi realizada em 97% da área cultivada, estimada em 354.987 hectares. A produtividade média no Estado está projetada em 2.474 kg/ha. Nas regiões da Campanha e Campos de Cima da Serra, cerca de 25% das lavouras ainda aguardam colheita, com previsão de finalização nos próximos dias devido às condições climáticas favoráveis.

A produtividade variou ao longo do Estado, sendo influenciada por fatores climáticos, como precipitações e ventos intensos, e pelo nível de adoção de tecnologias de manejo, especialmente no controle fitossanitário.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o tempo seco a partir de 20/11 acelerou o avanço da colheita, que já atingiu 75%. Na Fronteira Oeste, municípios como Maçambará concluíram os trabalhos, com produtividade média de 2.090 kg/ha, representando uma quebra de 5% em relação à previsão inicial.

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Na Campanha, regiões como Caçapava do Sul e Lavras do Sul ainda têm 70% e 45% das áreas colhidas, respectivamente. Em Hulha Negra, onde 20% das lavouras foram colhidas, o rendimento está abaixo do esperado, variando entre 1.200 e 1.400 kg/ha devido ao excesso de chuvas, baixa radiação solar e alta infestação de azevém.

Na região de Ijuí, a colheita foi concluída, mas a produtividade média de 2.530 kg/ha ficou abaixo do previsto. A qualidade do grão não atendeu aos padrões industriais para consumo humano, e a produção tem sido armazenada para uso na alimentação animal.

Já na região de Soledade, os trabalhos também foram finalizados, com produtividade estimada em 3 mil kg/ha.

Os preços da aveia branca destinada à indústria variaram conforme a região. Em Ijuí, a saca de 60 quilos foi comercializada a R$ 60,00, enquanto em Passo Fundo alcançou R$ 78,00.





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AgroNewsPolítica & Agro

mercado fechou semana com acomodação nos preços



Final do mês reduz consumo de carne, mas 13° salário pode impulsionar varejo




Foto: Pixabay

Nas praças pecuárias de São Paulo, a semana foi marcada por estabilidade nos preços do boi gordo durante quatro dias consecutivos. O mercado interno enfrenta dificuldades no escoamento da carne bovina, reflexo das altas recentes nos preços e do menor poder de compra da população, típico do final de mês.

Na B3, os contratos futuros para dezembro de 2024 registraram queda significativa de 5,7%, com desvalorização de R$ 19,35/@ no comparativo diário. Diversas indústrias frigoríficas reduziram a atividade de compra, mantendo as escalas de abate preenchidas, em média, para cinco dias úteis.

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Com a chegada da primeira parcela do 13° salário e os pagamentos salariais previstos para a próxima semana, o setor varejista espera melhora no ritmo de escoamento da carne bovina, acompanhando a maior liquidez no mercado interno.

Na região de Dourados, Mato Grosso do Sul, o mercado seguiu equilibrado no fechamento do mês, mesmo com o lento escoamento da carne. A falta de oferta de boiadas contribuiu para manter a estabilidade, com escalas de abate médias de cinco dias úteis.

Já no Sudeste de Rondônia, os preços permaneceram inalterados na análise diária, enquanto as escalas de abate estão mais confortáveis, atingindo cerca de 10 dias úteis.





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AgroNewsPolítica & Agro

chuvas amenizam impacto da estiagem



Algumas lavouras já contabilizam prejuízos no estado




Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (28) pela Emater/RS-Ascar, o plantio do milho na safra 2024/2025 no Rio Grande do Sul avançou apenas 4% na última semana, alcançando 88% da área projetada. As lavouras estão divididas entre os estágios de desenvolvimento vegetativo (42%), florescimento (27%) e enchimento de grãos (31%).

A ocorrência de chuvas entre os dias 19 e 20 de novembro contribuiu para elevar os níveis de umidade do solo em algumas regiões, especialmente onde os volumes pluviométricos foram mais significativos. Nas áreas irrigadas, o potencial produtivo permanece elevado, impulsionado por alta radiação solar durante o dia e temperaturas mais amenas à noite.

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No entanto, a escassez hídrica em novembro trouxe prejuízos consideráveis às lavouras de sequeiro, especialmente nas regiões Noroeste e Centro do estado. Sintomas como enrolamento de folhas, senescência e secamento dos pendões foram observados. Em algumas áreas, as perdas já são consolidadas, e a continuidade desse cenário pode aumentar a procura por seguros agrícolas e Proagro.

Os tratos culturais variaram de acordo com o estágio das lavouras. Em áreas em germinação ou desenvolvimento vegetativo, os produtores investiram em adubação nitrogenada e controle de plantas daninhas. A aplicação de defensivos foi realizada apenas em casos monitorados de necessidade.

Para a safra atual, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares, com produtividade média projetada de 7.116 kg/ha.

No âmbito comercial, o preço médio da saca de 60 kg do milho apresentou leve alta de 0,04%, passando de R$ 68,14 para R$ 68,17 na comparação semanal.





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AgroNewsPolítica & Agro

Clima impacta produção de pêssegos no Rio Grande do Sul


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (28), a colheita do pêssego segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com resultados distintos conforme a região e as condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo. As variedades de ciclo médio estão em destaque, enquanto o manejo adequado tem sido essencial para manter a sanidade e o vigor dos pomares.

Na região de Caxias do Sul, a colheita das variedades precoces foi concluída, e as de ciclo médio, como Chimarrita e BRS Fascínio, ganham intensidade, apesar de uma maturação desuniforme causada por floração prolongada e temperaturas baixas. As variedades tardias, como Eragil e Chiripá, seguem em crescimento pós-raleio, com boa carga de frutos e baixos índices de pragas, como a mosca-das-frutas. O preço por calibre varia de R$ 1,50/kg a R$ 6,00/kg.

Em Pelotas, a abertura oficial da colheita aconteceu em 21 de novembro, seguida pela Feira Municipal do Pêssego no Mercado Público. A região enfrenta alta incidência de bacteriose e podridão-parda devido ao excesso de chuva, elevando as demandas por Proagro. O preço de referência foi fixado em R$ 2,50/kg para frutos tipo I e R$ 2,20/kg para tipo II.

As variedades precoces estão sendo colhidas com boa sanidade, mas os preços caíram, ficando entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg. Mais de 80% dos pomares, com variedades como Kampai e Eragil, estão na fase final de formação de frutos, mantendo o potencial produtivo adequado.

Em São Vicente do Sul, na região de Santa Maria, a produção é razoável e atende às expectativas comerciais. Já em Soledade, as variedades de ciclo médio estão em colheita, com preços iniciais no mercado local chegando a R$ 12,00/kg.





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