quarta-feira, julho 15, 2026

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Saiba como regularizar créditos inscritos na Dívida Ativa da União



O fim do ano chegou e, com ele, a hora de organizar as finanças e preparar o caixa para 2025. Uma das oportunidades para ficar em dia com as contas vem por meio da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

O órgão prorrogou a negociação dos créditos rurais inscritos na Dívida Ativa da União até às 19h do dia 27 de dezembro.

O anúncio foi feito a partir do edital PGDAU nº 4/2024. Produtores que necessitarem da regularização devem acessar o Sistema de Negociações (Sispar) no portal Regularize. Vale destacar que microempreendedores individuais (MEIs) deverão cadastrar o CNPJ no site. 

De acordo com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), responsável por divulgar as informações, o edital dispõe sobre as modalidades de transação e são elegíveis aos créditos inscritos na dívida ativa da União.

Ainda que a dívida esteja em fase de execução ajuizada ou seja objeto de parcelamento anterior rescindido, com exigibilidade suspensa ou não, cujo valor consolidado a ser objeto da negociação seja igual ou inferior a R$45 milhões.

Entenda o que é possível fazer:

  • Possibilidade de parcelamento, com ou sem alongamento em relação ao prazo ordinário de 60 meses previsto na Lei nº 10.522, de 19 de julho de 2002, observados os prazos máximos previstos na lei de regência da transação; 
  • Oferecimento de descontos aos créditos inscritos considerados irrecuperáveis ou de difícil recuperação pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observados os limites máximos previstos na lei de regência da transação.

Com informações da Seab/PR



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Mais de 50% dos canaviais não vão se recuperar dos incêndios, aponta pesquisa



A estiagem severa e os incêndios florestais intensos que marcaram boa parte do país a partir de maio deste ano afetaram diversas culturas, especialmente a cana-de-açúcar. Agora, o retorno das chuvas trouxe um novo desafio: avaliar a germinação das soqueiras nos canaviais do início da safra.

Assim, o setor sucroenergético tenta entender como recuperar o solo para que as plantas se desenvolvam e que a colheita seja produtiva.

Para sanar ou, ao menos, entender este desafio, pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), estão estudando as principais causas dos incêndios e as soluções para a perda da eficiência do solo e a necessidade de reposição de nutrientes.

“A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Restauração do solo pós-incêndios

Em nota técnica, os pesquisadores destacam que a restauração do solo se apresenta como um dos maiores desafios para o setor, pois a palha que recobria as plantas virou cinza, eliminando parte dos nutrientes do solo.

Uma das soluções para mitigar os prejuízos é priorizar o plantio de cana sobre cana, utilizando o sistema Meiosi fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início em novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro ressalta que o preparo do solo sob chuvas intensas pode causar erosão, exigindo práticas mais sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados.

“Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, destaca o químico.

Aumento nas temperaturas

O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) acompanha desde 1980 as temperaturas diárias e detectou um aumento significativo, de mais de 1ºC, nas temperaturas máximas e mínimas ao longo das últimas décadas.

“Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante destas mudanças climáticas, o especialista defende que a análise do solo se torna indispensável e deve ser realizada, pelo menos, uma vez por ano para garantir propriedades físicas e químicas adequadas.

“Precisamos mudar a forma como tratamos a questão da correção e nutrição do solo. O que era feito há cinco anos, com as mudanças no clima, já não oferece o mesmo resultado. É preciso conhecer a fundo o tipo do solo e as suas necessidades para não ter perdas no cultivo e financeiras”, conclui.



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Garanhão de US$ 11 mi terá coberturas vendidas em leilão



Nesta segunda-feira (2), o Monte Sião Haras, referência em criação de cavalos da raça quarto-de-milha, realiza um leilão histórico no luxuoso hotel Rosewood, em São Paulo (SP). O evento, que desperta grande expectativa no setor, terá como principal atração a oferta de coberturas do renomado garanhão Gênesis 66, avaliado em cerca de US$ 11 milhões e considerado um dos mais caros do mundo.

Além de disponibilizar coberturas do Gênesis 66, o evento contará com a venda de coberturas de outros cavalos de linhagem de alta genética, selecionados por seu alto potencial esportivo e reprodutivo.

Impacto do garanhão Gênesis 66

Recém-adquirido pelo Monte Sião Haras, Gênesis 66 já faz história ao ser o garanhão mais jovem a atingir marcas milionárias em produção nos Estados Unidos, superando o equivalente a mais de R$ 22 milhões. Sua chegada ao Brasil promete elevar a qualidade genética da reprodução equina, consolidando o país como referência internacional no segmento.

“O nosso objetivo é oferecer aos criadores e investidores a oportunidade de adquirir animais de altíssimo padrão, contribuindo para o fortalecimento da criação de equinos no Brasil”, destaca Dalide Côrrea, CEO e sócia-proprietária do Monte Sião Haras.

O haras pertence ao Grupo Monte Sião, sediado em Porto Nacional (TO) e é reconhecido pelo trabalho de melhoramento genético e sua contribuição ao mercado de vaquejada e equinos de elite. Entre seus destaques estão a campeã invicta de rédeas em 2023 Crystalized Whiskez e a campeã nacional de vaquejada Dinastia Apollo Roxo.

Este primeiro leilão do Monte Sião Haras será transmitido pelo Lance Rural.

Serviço

  • Leilão do Monte Sião Haras
  • Data: 2 de dezembro de 2024
  • Local: Rosewood São Paulo (SP)



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Pendências de acordo Mercosul-UE foram submetidas a líderes dos blocos, diz Itamaraty



O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores, Maurício Lyrio, disse nesta segunda-feira (2) que as pendências do acordo entre Mercosul e União Europeia foram submetidas aos líderes dos dois blocos depois de mais uma rodada de negociações em Brasília.

Ele disse que há expectativa de concluir as negociações até o fim do ano, como já havia afirmado publicamente o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

A declaração foi dada em conversa com jornalistas para explicar a viagem do presidente para a Cúpula do Mercosul, no Uruguai. O evento será na quinta (5) e na sexta-feira (6), em Montevidéu.

“A rodada de negociações de novembro terminou na semana passada com avanços importantes e as questões pendentes foram submetidas aos líderes”, disse Lyrio. “O próprio presidente Lula já fez referência de que tem a expectativa de que tenhamos a conclusão das negociações até o final do ano”, disse ele.

O diplomata afirmou que entre o fim das negociações e assinatura há um caminho longo. “A assinatura é só depois da tradução. Isso não é o que está em jogo. Todo acordo que a UE negocia com seus parceiros, após a conclusão das negociações há um grande processo de tradução, são 23 línguas”, declarou.

Os líderes do Mercosul também devem discutir termos de acordos de comércio com o Efta (bloco de países europeus que não estão na União Europeia) e com os Emirados Árabes. Nesses dois casos, a expectativa seria concluir as conversas no ano que vem.

A secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Gisela Padovan, disse a jornalistas que o presidente Lula poderá ter reuniões bilaterais com os presidentes da Bolívia (Luis Arce) e do Panamá (José Raul Mulino) em sua visita ao Uruguai para a Cúpula do Mercosul.



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os desafios dos produtores da soja



A terceira temporada da série Mato Grosso Clima e Mercado continua sua jornada pelas áreas produtivas de soja do estado. Na segunda semana, a equipe da Aprosoja-MT percorreu mais de 2 mil km nas regiões sul e leste, com o compromisso de ouvir produtores do grão de cidades e propriedades rurais.

Dificuldades na lavoura de soja

Em diversas regiões do estado, o atraso das chuvas foi um fator que adiou o plantio. Em algumas áreas, produtores optaram por deixar talhões sem semear ou adiaram a semeadura para a próxima safra. O plantio acelerado para recuperar o tempo perdido também gerou dificuldades, especialmente no que se refere à cultura do milho safrinha, que será plantado mais tarde e corre o risco de ter sua produtividade reduzida.

A seca severa, que atingiu algumas regiões por vários meses, causou danos às lavouras, com prejuízos também nas pastagens. O período de estiagem comprometeu o desenvolvimento das plantas e gerou preocupações sobre a capacidade de recuperação das culturas, principalmente nas áreas de milho.

Além disso, os atrasos no plantio aumentaram os custos operacionais, já que muitas atividades precisaram ser realizadas em um período mais curto de tempo, o que gerou uma pressão sobre os recursos financeiros dos produtores. Em várias propriedades, o custo elevado da soja e o replantio de áreas afetadas pela seca agravaram a situação.

Logística

Outro fator relevante é a logística, que já é um problema constante em Mato Grosso, mas que deve se agravar ainda mais em 2025. O plantio tardio e a proximidade das colheitas podem causar congestionamentos nos armazéns, o que afeta a comercialização e o transporte da produção. A competição por espaço nos armazéns e o tempo reduzido para a colheita serão pontos críticos.

Atenção aos produtores

A série Mato Grosso Clima e Mercado continuará a percorrer o estado a partir do dia 9 de dezembro, com foco nas regiões leste e oeste, para entender melhor as realidades enfrentadas pelos produtores mato-grossenses e como se adaptam aos desafios impostos pela natureza e pelos custos elevados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Frente fria traz tempestade ao Sul do Brasil


A segunda-feira, 2 de dezembro de 2024, começa com a formação de uma frente fria acompanhada por um sistema de baixa pressão, trazendo chuvas volumosas ao sul do país. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, essa configuração climática também provoca instabilidades no centro do Brasil, afetando diretamente áreas agrícolas essenciais para a produção de grãos e outras culturas.

No Rio Grande do Sul (RS), a metade norte enfrenta precipitações que podem ultrapassar os 100 mm em algumas localidades, enquanto o sul do estado já tem tempo firme. Em Santa Catarina (SC) e no Paraná (PR), as chuvas são menos intensas, mas ainda preocupam agricultores que trabalham com soja, milho e feijão, especialmente em áreas suscetíveis a alagamentos.

Centro-Oeste e Sudeste

No Centro-Oeste, o avanço da frente fria canaliza corredores de umidade, elevando o risco de tempestades no sul de Mato Grosso do Sul (MS), uma região estratégica para o cultivo de soja. Goiás (GO) e Mato Grosso (MT) também terão pancadas isoladas, que ajudam a manter a umidade do solo, mas aumentam o risco de doenças em culturas como milho e algodão. No Sudeste, o cenário é semelhante, com chuvas esparsas em São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG), favorecendo a recuperação hídrica, mas exigindo atenção dos produtores para evitar perdas por doenças fúngicas.

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Norte e Nordeste

No Norte, as chuvas são menos frequentes em estados como Acre (AC) e Rondônia (RO), mas o calor combinado com a umidade cria condições para pancadas localizadas no Pará (PA) e Tocantins (TO). No Nordeste, áreas como o sul do Maranhão (MA) e da Bahia (BA) registram precipitações isoladas, importantes para as pastagens, mas ainda insuficientes para a plena recuperação de culturas como feijão e milho.

Áreas com tempo firme

Regiões como o sul do RS, centro-leste da BA e partes do oeste da região Norte terão tempo estável nesta segunda-feira, oferecendo condições ideais para colheitas e manejo agrícola.

Perspectivas para a semana

O meteorologista Gabriel Rodrigues prevê chuvas abrangentes ao longo da semana em quase todo o Brasil, com exceção do leste da Bahia, Sergipe e Alagoas, que devem continuar enfrentando períodos mais secos. As projeções destacam acumulados superiores a 100 mm em regiões como o norte do RS, oeste de SC, Paraná (PR), sul de Minas Gerais (MG) e leste do Mato Grosso do Sul (MS).





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Embraer já recebeu R$ 700 mi para projeto



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 200 milhões para a Eve Air Mobility, subsidiária da Embraer, dar continuidade ao desenvolvimento de protótipos do veículo eVTOL, conhecido como “carro voador”. O recurso, proveniente do Fundo Clima, será destinado à fabricação do modelo comercial e à transição da fase de protótipos para a certificação e produção.

A Eve já havia recebido, em outubro, R$ 500 milhões do BNDES para a construção de sua unidade de produção em Taubaté (SP), com recursos do programa BNDES Mais Inovação. O investimento incluiu também a campanha de testes para a certificação da aeronave pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O que é o carro voador

A sigla eVTol significa, em inglês, veículo elétrico de pouso e decolagem vertical, combinando vantagens de aviões elétricos e de helicópteros. O carro voador deve ser utilizado prioritarimente em voos urbanos e turísticos, daí ser chamado de “carro”, oferecendo mais conforto e menor nível de ruído que aeronaves usadas com essa finalidade atualmente.

Conforme a Eve, o carro voador utiliza uma configuração de decolagem e cruzeiro com rotores dedicados para o voo vertical e asas fixas para voar em cruzeiro. O conceito mais recente da empresa inclui um propulsor elétrico duplo, o que garantiria alto desempenho e segurança. A empresa ainda afirma que o veículo tem baixo custo operacional, menos peças, estruturas e sistemas otimizados, tudo isso com baixo ruído operacional.

Para Johann Bordais, CEO da Eve, o financiamento é estratégico para o avanço do projeto. “Esse apoio fortalece nossa posição financeira e permite atingir marcos fundamentais, como a certificação e a comercialização do eVTOL”, afirmou.

Eduardo Couto, CFO da empresa, destacou que o investimento representa um voto de confiança no projeto e fortalece a liderança da Eve no mercado global de mobilidade aérea urbana.

Carro voador tem indústria ‘verde’

A fábrica em Taubaté se tornou um símbolo de inovação e desenvolvimento regional. Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o projeto contribui para a geração de empregos qualificados e posiciona o Brasil no mercado de tecnologia disruptiva e sustentável. “Estamos investindo em uma indústria verde e fortalecendo a posição do país na transição energética”, destacou. No total, o BNDES já destinou R$ 700 milhões para o projeto em 2024.

O eVTOL da Eve também é considerado um marco para a descarbonização. A Anac recentemente publicou os critérios finais de aeronavegabilidade, permitindo que a empresa avance na certificação do veículo. Esse é considerado um passo essencial para a comercialização do carro voador e segue alinhado às diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima.

Fundo Clima e política industrial brasileira

O financiamento faz parte do Fundo Clima, gerido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A iniciativa apoia projetos que promovem a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a adaptação às mudanças climáticas.

José Luís Gordon, diretor do BNDES, afirma que o projeto da Eve se enquadra na modalidade indústria verde, com foco em eficiência e qualidade de vida. “É um projeto inovador que reflete a nova política industrial do governo federal, fomentando o desenvolvimento tecnológico e sustentável”, afirmou.

O eVTOL promete transformar o transporte urbano e consolidar o Brasil como um dos principais players no mercado de mobilidade aérea, aliando inovação, sustentabilidade e geração de valor econômico.



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Como está o plantio da soja no Tocantins? Expedição Soja Brasil visita o estado



A Expedição Soja Brasil segue pelo país e, desta vez, a equipe conheceu de perto o cenário da produção de soja no estado do Tocantins. Segundo previsões do governo estadual, a produção de soja no estado deve crescer 10% na safra 2024/25, o que reflete o grande potencial agrícola da região que, em pouco mais de três décadas, se consolidou como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil.

Porto Nacional e a produção da soja

Porto Nacional, no sudeste do Tocantins, destaca-se como o maior polo produtor de soja do estado, com a extensão de 170 mil hectares do grão. O aumento no cultivo de soja é impulsionado pela recuperação de áreas de pastagens degradadas, que se transformam em terrenos adequados para o cultivo de grãos.

Na visita à região, há a crescente adoção do modelo de integração lavoura-pecuária. Esse modelo permite conciliar a produção de soja com a criação de gado, melhorando a sustentabilidade do solo e aumentando a produtividade.

O impulso à produção do grão no Tocantins

A infraestrutura logística foi outro fator importante para o crescimento da soja no Tocantins. Com a conclusão da Ferrovia Norte-Sul em 2018, o escoamento da produção deixou de ser um desafio. A ferrovia tornou o transporte de grãos mais rápido e eficiente, permitindo que os produtores obtenham melhores preços no mercado.

A proximidade de Porto Nacional com o terminal de grãos VLI, a apenas 50 km de distância, facilita ainda mais o escoamento da soja. O transporte para o Porto de Itaqui, em São Luís (MA), proporciona aos produtores de Porto Nacional um dos melhores preços do estado.

O clima no Tocantins

O clima do Tocantins tem favorecido a produção de soja. A janela de plantio é uma das mais vantajosas do Brasil, com possibilidade de semeadura até 25 de fevereiro e chuvas regulares até março. Esse clima favorável contribui para o bom desenvolvimento da cultura, permitindo ao estado se destacar na produção de soja.

A soja tem se expandido principalmente em áreas de pastagens degradadas, que estão sendo recuperadas e convertidas para a agricultura, impulsionando tanto a produção quanto a sustentabilidade do setor. Os produtores têm investido em técnicas como o uso de capim para integrar com a pecuária, mantendo o solo úmido e saudável para o cultivo de soja e gerando uma segunda safra.

Expectativas

Com o aumento da área plantada e a continuidade das boas práticas agrícolas, a expectativa é que o Tocantins colha 5 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25. O uso de técnicas inovadoras de manejo, como a produção de palha para manter a umidade do solo e a recuperação de pastagens, têm sido decisivas para alcançar esse aumento de produção.



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Produção e produtividade da soja do RS devem crescer, diz Emater



A produção de soja no Rio Grande do Sul na atual safra 2024/25 pode alcançar 21,6 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 18,59% em comparação com o ciclo anterior 2023/24, segundo levantamento da Emater-RS. A estimativa foi apresentada no sábado (30), durante a Fenasoja, em Santa Rosa.

O diretor técnico da Emater-RS, Claudinei Baldissera, salientou que a oleaginosa deve ocupar 6.811.344 hectares no estado, com aumento de 1,54% em relação à safra anterior. A produtividade esperada é 13,17% superior à obtida no ano passado, podendo atingir 3.179 kg/ha.

Segundo a Emater, as lavouras semeadas no fim de outubro e início de novembro apresentam boa germinação e estande adequado. Aquelas plantadas a partir da segunda quinzena de novembro, com períodos de poucas chuvas, apresentaram algumas falhas de germinação, mas sem comprometer o estande da lavoura.

Na região de abrangência do Escritório Regional da Emater-RS/Ascar de Santa Rosa, a área de produção de soja na safra 2024/25 deve ser de 779.119 hectares, com produtividade esperada de 3.132 kg/ha e produção de 2.440.201 toneladas da oleaginosa.

Até o momento, já foi concluída a operação de plantio em 58% da área projetada para a região de Santa Rosa, com evolução de 13% da área plantada se comparada com a semana anterior. O porcentual está abaixo da média do estado, que está em 65%.



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África do Sul nega plano de Brics de substituir dólar como moeda de referência



Porta-voz do Ministério das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, Chrispin Phiri afirmou que “relatos errôneos” levaram à narrativa incorreta de que o Brics estaria planejando criar uma nova moeda de referência, deixando o dólar, mas que “este não é o caso”.

Em publicação feita no X, antigo Twitter, ele afirma que as discussões do grupo foram de realizar o comércio entre países-membros usando as próprias moedas nacionais.

Em entrevista, o ministro das Finanças, Enoch Godongwana, disse que não há documentos do Brics que fale sobre uma nova moeda de referência. “Se eu estou negociando com chineses, não existe razões para que eles não aceitem o rand. O que queremos é utilizar as nossas próprias moedas enquanto estamos fazendo comércio entre nós”, afirmou.

As falas acontecem após o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar tarifar o Brics em 100%, caso decidam substituir o dólar como moeda de referência.

Em postagem realizada na Truth Social, o republicano disse que “exige compromisso” dos países do grupo, caso contrário deverão “dizer adeus à venda para a maravilhosa economia dos EUA”.



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