quarta-feira, julho 15, 2026

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Plantio da safra de soja 2024/25 atinge 91% da área, diz AgRural



A área plantada com soja na safra 2024/25 estava em 91% da área estimada no Brasil até quinta-feira passada (28), de acordo com levantamento da AgRural

Há uma semana, o índice era de 86% e em mesmo período do ano passado, o progresso de semeadura nas lavouras dedicadas à cultura era apontado em 85%.

“Embora os 91% plantados no país sejam o percentual mais alto para esta época do ano desde 2018, o plantio perdeu um pouco do fôlego no Rio Grande do Sul em virtude da falta de chuva”, destacou a AgRural.

Por outro lado, em pontos do leste de Mato Grosso e do Triângulo Mineiro, o excesso de umidade tornou os trabalhos mais lentos.

“Porém, de um modo geral, o plantio caminha sem maiores problemas nos estados que ainda têm máquinas em campo e as lavouras têm ótimo potencial produtivo na maior parte do Brasil”, ressaltou.

No Paraná, chuvas muito bem-vindas levaram alívio aos produtores do oeste e do norte a partir do último dia 8. Assim, a expectativa é de recuperação das áreas que vinham sofrendo com a irregularidade das precipitações, já que há mais chuva nas previsões.

Entretanto, o problema persiste no sul de Mato Grosso do Sul, onde um padrão mais seco e quente ainda predomina.

Milho verão

A área estimada para a safra 2024/25 de milho verão (primeira safra) estava 94% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta passada, em comparação com 93% uma semana antes e 91% no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da AgRural.

De modo geral, as condições das lavouras são favoráveis, mas até a semana passada havia preocupação em áreas mais adiantadas do Rio Grande do Sul por causa da falta de chuva.

“É importante que os volumes previstos para esta semana se confirmem para que o estado não passe a registrar perdas mais significativas de produtividade”, concluiu.



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Confira a estimativa da produção de soja em Mato Grosso



A semeadura da soja para a safra 2024/25 foi finalizada em Mato Grosso na última sexta-feira (29). O início da temporada foi marcado por atrasos nas chuvas, ocorrendo logo após o fim do vazio sanitário no estado, o que fez com que o ritmo de cultivo ganhasse velocidade apenas na segunda quinzena de outubro.

Por outro lado…

Apesar disso, as condições das lavouras de soja em Mato Grosso estão dentro das expectativas, na maioria. Algumas regiões apresentaram uma ligeira maior incidência de pragas, o que exigiu intensificação nos tratos culturais.

Números da soja em Mato Grosso

De acordo com o levantamento do Imea realizado em novembro, a área cultivada para a safra 2024/25 de soja em Mato Grosso será de 12,66 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,47% em relação à área plantada na safra anterior. Esse crescimento na área cultivada reflete a confiança dos produtores na rentabilidade da cultura e o potencial de expansão das lavouras no estado. A produtividade projetada é de 57,97 sacas por hectare, o que representa uma elevação de 11,15% em comparação com a safra passada.

O aumento na produtividade está diretamente ligado a um bom desenvolvimento das lavouras, apesar dos desafios climáticos iniciais e a necessidade de controle de pragas em algumas regiões. Com o aumento da área e da produtividade, a produção total de soja para a safra 2024/25 em Mato Grosso é estimada em 44,04 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 12,78% em relação à produção da safra anterior.



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condições favoráveis no plantio deixam preços em baixa, mas isso deve mudar



Os contratos futuros do milho apresentaram baixas sucessivas na última semana com a boa expectativa sobre a janela de plantio para a segunda safra no Brasil.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em 58,7% a área semeada no país. Entre os principais produtores, apenas o Rio Grande do Sul não teve condições favoráveis ao desenvolvimento da cultura pela redução nas chuvas e as altas temperaturas.

O milho encerrou a semana sendo cotado a US$ 4,23 por bushel (-0,7%) em Chicago. No Brasil, na B3, o contrato do cereal para janeiro de 2025 recuou 0,65%, encerrando a R$ 71,65 por saca. Reflexo dessas retrações, o mercado físico também apresentou baixas.

Veja, agora, a análise da plataforma Grão Direto sobre o que está por vir no mercado do milho nos próximos dias.

O que esperar do mercado do milho?

  • Avanço do plantio: o milho verão segue avançando de forma consistente, com o Sul do Brasil liderando a produção da primeira safra, seguido pela Região Sudeste. “As condições climáticas continuam muito favoráveis, permitindo o progresso no plantio e no desenvolvimento das lavouras”. Ainda nesta semana, a Conab deve anunciar o encerramento do plantio nos estados do Sul, assim como em São Paulo. Em Minas Gerais, a estimativa é de 85% de avanço. Esses progressos reforçam o cenário positivo para a safra de verão, oferecendo boas perspectivas para produtores dessas regiões.
  • Janela de plantio: embora se discuta uma possível redução na área de milho segunda safra devido aos preços mais baixos, na visão da Grão Direto os últimos acontecimentos indicam um cenário diferente. “Baixas nos preços futuros não trouxeram impactos significativos ao mercado físico, em que os preços do milho disponível sofreram mais do que os contratos futuros. A boa safra de soja e a janela de plantio favorável aumentam o otimismo em relação ao milho segunda safra e tende a movimentar os preços até essa consolidação”.
  • Boi gordo: o aumento na arroba do boi gordo impulsionou as cotações do milho no mercado físico e na B3. “Apesar disso, a melhora nas margens dos pecuaristas ainda não foi plenamente refletida, pois o impacto financeiro do rally de alta da carne bovina demanda tempo para se consolidar. Esse movimento deve ganhar força após o período das águas, por volta de abril, quando os pecuaristas estão mais capitalizados e precisarão de milho devido à escassez de pasto”, considera a Grão Direto. Com isso, o aumento na demanda coincidirá com a entrada do milho segunda safra no mercado, gerando um cenário de maior pressão sobre os preços do grão.

Em um cenário mais estável, o milho pode não ter uma semana tão significativa, com preços seguindo a tendência do final da última semana e recuperando parte das recentes perdas.



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Chuva intensa atinge várias áreas do país; confira região por região



A Climatempo indica que esta terça-feira (3) terá chuvas intensas em boa parte do país e períodos de tempo firme em algumas áreas específicas. Enquanto a frente fria mantém o Sudeste sob condições de chuva e temperaturas mais baixas, o Rio Grande do Sul desfrutará de tempo estável.

No Norte e Centro-Oeste, a umidade persiste, trazendo temporais localizados, enquanto o Nordeste apresenta variabilidade entre chuva e tempo seco em diferentes sub-regiões.

Confira como ficam as condições em todas as regiões do país.

Sul

A previsão indica tempo nublado e com chuva a qualquer momento do dia no Paraná, especialmente na faixa norte, onde podem ocorrer temporais localizados. Na faixa leste do estado, o transporte de umidade do oceano em direção ao continente mantém a condição de chuva constante.

Enquanto isso, no leste de Santa Catarina a chuva será mais isolada. No Rio Grande do Sul, por sua vez, o tempo firme predomina.

Sudeste

A frente fria segue atuando na costa da região, canalizando a umidade da Amazônia. O tempo será nublado, com chuva a qualquer momento em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Não está descartada chuva forte e temporais.

As temperaturas ficarão mais baixas na faixa leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, por influência de uma massa de ar polar que avança atrás da frente fria.

Centro-Oeste

A frente fria mantém a umidade concentrada no Brasil central, com temporais previstos em Mato Grosso, Goiás e norte e leste de Mato Grosso do Sul.

O tempo fica firma apenas no oeste de Mato Grosso do Sul, com variação de nebulosidade. O clima seguirá abafado em todos os estados.

Nordeste

O tempo será nublado, com chuva a qualquer momento, no Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia. No leste e norte do Piauí e no centro-norte do Ceará, pancadas isoladas poderão ocorrer, algumas com trovoadas.

Entre o Rio Grande do Norte e Sergipe, há previsão de chuva isolada. No centro-leste da Bahia, o tempo será firme.

Norte

Há previsão de pancadas de chuva a qualquer momento do dia, com forte intensidade em áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins.

No centro-norte e sudoeste de Roraima, haverá pancadas com trovoadas, assim como no norte do Pará.



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Com produção em crescimento, laranja é a ‘fruta da vez’ na Bahia


O estado da Bahia é quarto maior produtor de laranja do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a última Pesquisa Agrícola Municipal (PAM 2023), a produção da citricultura no estado cresceu 6,95%.

Nesse quesito, o município que mais produz laranja na Bahia é Rio Real, no Nordeste do estado. Em 2023 foram produzidas 251.430 toneladas.

Por lá, pequenos produtores estão se destacando no segmento. A região também tem atraído os empresários do Sul e Sudeste.

Para os pequenos citricultores como o Luan, a atividade tem feito a diferença quando se tem uma boa gestãoPara os pequenos citricultores como o Luan, a atividade tem feito a diferença quando se tem uma boa gestão
Luan está conseguindo mudar a realidade da família com a produção de laranjas em apenas 1 hectare | Foto: Vinicius Ramos/ Canal Rural BA

O Luan Roger é um dos pequenos citricultores que está com bom faturamento. Ele cultiva Laranja-pera em apenas 1 hectare, no assentamento José Eliseu dos Santos, em Rio Real.

“Eu já estou conseguindo produzir praticamente 15 quilos por planta, inicialmente para o ano dela, que só tem dois anos e sete meses”, conta Luan.

Gestão para crescer

O negócio do Luan e de outros pequenos citricultores locais só começou a ir bem, quando ele aprendeu a ter uma boa gestão.

A partir daí, já colheu quase dez toneladas de laranja, dos 400 pés plantados, num trabalho que envolve toda a família.

Durante entrevista, bem-humorado, Luan até brincou sobre como tocava o negócio sem ter noção dos gastos e retorno.

Quando você procura abrir a mente para aprender e aplicar o que você aprende, é algo que dá resultado. Quando eu passei a botar tudo na ponta do lápis, eu até me assustei, porque eu digo: poxa, já movimentei tanto recurso na minha propriedade desse jeito! Aí quando eu destrinchei, eu dizia brincando: tava rico, fiquei pobre! – Luan Roger, citricultor

A mãe dele, Marielza Santana Gama, mostra orgulhosa o pomar e tudo que planta por lá. Além disso, defende e “vende o peixe”, do que é produzido:

Nossos frutos aqui são de primeira qualidade, de primeira mesmo. E é doce, docinha, boa mesmo”, disse.

Vizinho do luan, o Reginaldo Corsino é outro que está colhendo bons frutos com alta produtividade.

Com os pomares baianos livres de pragas como greening, o valor da tonelada passou de R$ 900 para aproximadamente R$ 2.300 em 1 ano. 

Reginaldo é um pequeno produtor de laranja que está crescendo no segmento da citricultura baianaReginaldo é um pequeno produtor de laranja que está crescendo no segmento da citricultura baiana
Reginaldo exibe com orgulho as laranjas que produz | Foto: Vinicius Ramos/ Canal Rural BA

A produção de Laranja-pera no pomar do Reginaldo saltou de 12 toneladas no início do cultivo, para 35 toneladas por hectare em 2024, em quase 6 hectares de área plantada. Números que possibilitaram a sustentabilidade financeira do negócio rural.

Hoje a gente já saiu do vermelho e nós temos uma margem que dá para trabalhar sem precisar fazer empréstimo no banco para fazer o investimento na laranja, porque hoje aqui não tem outra cultura que a gente possa investir para dar o retorno que nem está dando na laranja hoje. – Reginal Corsino, citricultor

Segundo ele, 70% da produção, vai para o estado de São Paulo. Para o produto deles chegar tão longe, o Reginaldo e o Luan contam com a assistência do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Assistência

José Marcio Carôso, coordenador de programas da Federação de Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb), explica que inicialmente mais de 260 municípios foram atendidos pelo Senar com capacitação técnica e cursos de gestão de negócios.

“Hoje a gente está em torno de 164 produtores atendidos pela Assistência Técnica e Gerencial, nessa região, no Norte da Bahia aqui, próximo a essa região de Rio Real”, explica Carôso.

Apesar dos números crescentes, a Bahia ainda tem um longo caminho a percorrer. O estado de São Paulo, por exemplo, lidera a produção de laranja no Brasil, com mais de 13 milhões de toneladas, seguido dos estados de Minas Gerais e Paraná.

A Bahia é o quarto no ranking, de acordo com a PAM 2023, com uma área plantada da laranja de 49.289 hectares e uma produção de 610.084 toneladas.

Carôso explica ainda que o preço em alta e a alta incidência do greening nos pomares de São Paulo, está favorencendo o investimento de empresários do Sul e Sudeste no estado.

Laranja, produção em grande escala na Bahia, citriculturaLaranja, produção em grande escala na Bahia, citricultura

“Com o preço em alta como está, e o problema do Greening em São Paulo, então esses produtores estão mandando as frutas para São Paulo e hoje já tem alguns produtores de São Paulo investindo na região, comprando terras, para produzir a laranja aqui”, disse Carôso.

Além do trabalho dos pequenos, há também exemplos de grandes produtores, o que aumenta a expectativa de crescimento do setor no estado.

O engenheiro agrônomo, Marciel Germano, representa uma empresa que possui cerca de 600 mil plantas.

“Hoje nós estamos com 600 mil plantas, algo em torno disso, mais ou menos mil hectares e temos uma produção anual de 100 kg planta. Acredito que a Bahia tem um bom potencial de crescimento e tenho certeza que vai impulsionar bastante a produção citrícola aqui”, finaliza Germano.


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Protagonista da citricultura, Lourival Carmo Monaco morre aos 90 anos



Morreu na última quinta-feira (28), aos 90 anos de idade, o citricultor e engenheiro-agrônomo Lourival Carmo Monaco, um dos principais nomes do setor no Brasil.

Ele atuou como presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de 2008 a 2024. De acordo com a entidade, atuou “sempre com paixão e vigor pelos seus ideais”.

Atuação profissional

Mestre e Doutor pela Universidade da Califórnia, Monaco fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Sebrae e Cenal.

Além disso, entre a ampla gama de atuações profissionais, foi pesquisador científico do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), diretor-geral do Instituto Agronômico, presidente da Academia de Ciências de São Paulo, secretário da Secretaria de Tecnologia Industrial (STI), do Ministério da Indústria e do Comércio (MIC), secretário da Comissão Nacional de Energia (CNE), presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e da Tecnologia e secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

“Fortemente envolvido com os ideais de sustentabilidade e inovação, sempre trabalhou em busca de inovação e tecnologia para o setor. A frente do Fundecitrus, inspirou que esses pontos fossem fortemente incorporados à instituição”, diz a nota de pesar do Fundecitrus.

O mais longevo presidente do Fundecitrus

O diretor-executivo Juliano Ayres lamenta profundamente a partida de Monaco, com quem dividiu a gestão do Fundecitrus nos últimos anos.

“Dr. Monaco foi um personagem profundamente marcante na história da citricultura. Sua capacidade de gestão, de planejamento e de visão sobre o futuro do nosso setor foi decisiva para enfrentarmos grandes desafios. Foi o presidente com maior tempo de gestão da história do Fundecitrus, e deixa um legado amplo, indescritível e intocável de colaboração, dedicação e amor”.

Monaco era casado e pai de quatro filhos. A causa da morte não foi divulgada pelos familiares.



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Cavalo Caramelo vira brinquedos e ajuda na reconstrução de escolas no RS


O cavalo Caramelo, resgatado após ficar dias sobre o telhado de uma casa, lutando pela sua sobrevivência durante a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul neste ano, tornou-se símbolo de resistência do povo gaúcho. Agora, sua história inspira uma linha de brinquedos lançada pela marca gaúcha We Toys. A coleção inclui produtos que celebram o animal e reforçam sua simbologia de superação em meio à tragédia.

A iniciativa vai reverter 100% do lucro para a reconstrução de escolas em Porto Alegre, Eldorado do Sul e Muçum, cidades severamente afetadas pelas cheias de maio deste ano.

O Super Combo Caramelo, composto por um cavalo de pelúcia, um livro ilustrado e um quebra-cabeça, está à venda por R$ 228. Para quem deseja adquirir os itens individualmente, os preços são os seguintes: a pelúcia custa R$ 114, o livro sai por R$ 68, e o quebra-cabeça pode ser comprado por R$ 58. O conjunto tem atraído fãs do cavalo e promete agradar colecionadores e crianças.

Foto: We Toys/divulgação

A marca utiliza materiais renováveis, trabalha com parceiros locais e destina o lucro para projetos sociais e ambientais. O cavalo Caramelo, símbolo de superação das enchentes no Rio Grande do Sul, é o primeiro personagem da linha de brinquedos. Segundo a empresa, outros personagens estão sendo desenvolvidos com o objetivo de contribuir para um futuro mais justo e sustentável.

Os produtos já estão disponíveis no site oficial da We Toys e em lojas parceiras espalhadas pelo estado. Com o avanço das vendas, a iniciativa planeja expandir os benefícios para outras cidades atingidas pela enchente.

*sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Chuvas ajudam na recuperação hídrica de alguns estados; confira onde a água chega



A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja no Brasil indica tendência de recuperação hídrica nas regiões mais afetadas pela seca. Com a chegada de uma frente fria vinda da região Sul, a expectativa é de que as chuvas voltem com mais intensidade, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde a necessidade de precipitação é necessária.

O mapa de umidade do solo mostra que a chuva que retornou ao Rio Grande do Sul e a São Paulo foi fundamental para a reposição hídrica, mas a situação ainda exige mais precipitações, não só no Sul, mas também em outras regiões produtoras.

Onde as chuvas chegam?

Nos próximos cinco dias, a chuva deve se concentrar de forma mais volumosa em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará, com acumulados que podem ultrapassar os 50 mm. Por outro lado, apesar da chuva no Nordeste, os volumes esperados para Piauí, Bahia e Maranhão não são volumosos.

A região do Matopiba deve ver os maiores acumulados no Tocantins, com chuvas que podem superar 70 a 80 mm, especialmente no centro-sul do Maranhão, centro-sul do Piauí e oeste da Bahia.

O tempo no início de dezembro

Para o período de 8 a 12 de dezembro, a previsão é de que a chuva continue no Pará, com acumulados de 50 a 80 mm nos próximos 5 dias, o que deve ajudar a reverter o quadro de déficit hídrico. O tempo firme, por outro lado, predominará nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo o produtor para realizar o tratamento fitossanitário e o manejo do solo.

Entretanto, a grande preocupação para esta semana recai sobre o Sul do Brasil. No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, as chuvas podem ser extremamente volumosas, com acumulados que ultrapassam os 150 mm e podem chegar até 200 mm. Esse volume de chuva prejudica os trabalhos em campo e aumenta o risco de alagamentos e deslizamentos de terra nessas áreas.



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AgroNewsPolítica & Agro

colheita de tabaco avança com perspectivas positivas



Safra de tabaco aponta tendência de expansão para 2024/2025




Foto: Pixabay

A safra de tabaco apresenta bom desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com colheitas em andamento e perspectivas favoráveis em várias regiões. O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (28) destaca o ritmo intenso das atividades de manejo e a expectativa de aumento na produtividade e nos preços para os produtores.

Segundo o informativo, na região administrativa de Pelotas, 99% das áreas destinadas ao tabaco já tiveram suas mudas transplantadas, e 5% das folhas do baixeiro começaram a ser colhidas. As lavouras apresentam bom desenvolvimento, com manejo ativo de ervas daninhas, adubações de cobertura e aplicação de antibrotantes. O bom desempenho da safra 2023/2024, aliado a preços atrativos, indica tendência de aumento da área plantada para a próxima safra, limitada pela disponibilidade de mão de obra.

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Os municípios próximos ao Rio Uruguai, como Alecrim e Porto Lucena, iniciaram a colheita das áreas mais precoces, com produtividade e qualidade satisfatórias. O rendimento médio esperado é de 2.300 kg/ha, e a sanidade das lavouras reforça o otimismo dos produtores.

No Baixo Vale do Rio Pardo, a colheita segue em ritmo normal, com as primeiras áreas sendo liberadas para o cultivo de milho e soja. O manejo de invasoras e os tratamentos fitossanitários estão em pleno andamento, enquanto o aspecto geral das lavouras permanece positivo graças às chuvas recentes.

Na região de Frederico Westphalen, os produtores enfrentam alta incidência de pulgões devido à longa janela de plantio, o que demanda maior aplicação de inseticidas. A colheita é intensa, com clima favorável e técnicas de pré-murchamento acelerando o processo. A produtividade média é satisfatória, com preço médio de R$ 230,00/arroba no mercado paralelo.





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