quarta-feira, julho 15, 2026

Agro

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o que o produtor da soja deve esperar do tempo?



O mês de dezembro será marcado por chuvas intensas no Brasil, o que pode impactar diretamente as lavouras de soja, tanto no momento de plantio quanto na colheita. A previsão climática da Rural Clima aponta para um período de umidade elevada, com precipitações concentradas nas regiões centro-sul e centro-norte do país, afetando principalmente o ciclo das lavouras de soja.

Segundo a Safras & Mercado, neste mês, a frente fria que passou pelo Rio Grande do Sul já está provocando chuvas em várias áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A tendência é que as chuvas continuem ao longo da semana, com maior intensidade nas regiões produtoras de soja, o que pode atrasar o início da colheita em algumas áreas e prejudicar o manejo de algumas lavouras.

Excesso de chuvas

Os meses de janeiro e fevereiro de 2025 são ainda mais críticos para a soja, com a previsão de excesso de chuvas no Brasil. Durante este período, o excesso de umidade pode dificultar a colheita da soja, que normalmente ocorre no início do ano, após o ciclo de plantio.

As chuvas intensas e prolongadas podem aumentar o risco de perdas de qualidade da produção, uma vez que o excesso de umidade pode interferir na maturação dos grãos, além de dificultar o trabalho das colheitadeiras.

A colheita da soja é uma fase extremamente sensível, e chuvas excessivas podem levar a problemas como aumento na umidade dos grãos, o que prejudica a comercialização e a armazenagem. A previsão de chuvas regulares pode, portanto, representar um desafio para o sucesso da colheita, exigindo maior atenção ao planejamento logístico e ao manejo agrícola.

Plantio da soja

O plantio da soja em algumas regiões também pode ser afetado pela umidade excessiva durante os meses de janeiro e fevereiro. Em áreas onde o plantio da soja ainda ocorre ou o trabalho de replantio é necessário, as chuvas podem dificultar o preparo do solo, interferindo nas condições ideais para a semeadura. O solo encharcado pode comprometer a germinação e o desenvolvimento das plantas, além de atrasar o calendário de plantio, o que pode prejudicar o ciclo da safra.



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AgroNewsPolítica & Agro

RS pode declarar aviação agrícola de relevância econômica e social


O Projeto de Lei 442/23, que declara a aviação agrícola como de relevante interesse social, público e econômico no Rio Grande do Sul, será votado nesta terça-feira (3) pela Assembleia Legislativa gaúcha. A proposta, de autoria do deputado Marcus Vinícius de Almeida (PP) e assinada por outros 23 parlamentares, visa assegurar a atividade em todo o território estadual, protegendo-a de possíveis restrições regionais.

O texto do PL reforça que o exercício da aviação agrícola é livre e deve respeitar normas legais e regulatórias. Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), o setor, que conta com mais de 400 aeronaves no Estado, é essencial para garantir a produtividade de culturas como soja, milho, trigo e, especialmente, arroz. Dados do Sindag destacam que o Rio Grande do Sul é responsável por 70% da produção nacional de arroz, cultura altamente dependente das tecnologias aeroagrícolas.

Gabriel Colle, diretor-executivo do Sindag, enfatiza que a aviação agrícola é uma ferramenta de alta tecnologia e precisão. Ele destaca a redução de até 90% no uso de água, além de otimizar o consumo de insumos, gerando economia significativa para os produtores. “O setor ainda contribui no combate a incêndios e na recuperação de pastagens, demonstrando sua versatilidade e importância estratégica”, afirma Colle.

Além de ser o berço da aviação agrícola no Brasil, o Rio Grande do Sul mantém a segunda maior frota do segmento e se consolida como polo de inovação. Empresas locais exportam tecnologias embarcadas e o Estado abriga uma das únicas fábricas de drones agrícolas do país. A formação de pilotos agrícolas também é destaque, com Cachoeira do Sul sendo reconhecida oficialmente como a Capital Estadual da Formação de Pilotos Agrícolas.

A proposta de Marcus Vinícius já recebeu pareceres favoráveis das Comissões de Constituição e Justiça e de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo da Assembleia Legislativa. A iniciativa também inspirou ações semelhantes em outros estados, como Santa Catarina, fortalecendo a relevância nacional do setor. Para ampliar o apoio à atividade, foi criada a Frente Parlamentar em Defesa da Aviação Agrícola, liderada pelo deputado Edvilson Brum (MDB) e composta por 26 membros. A Frente foi oficializada durante a Expoagro Afubra e reafirma o compromisso do parlamento gaúcho com o setor aeroagrícola.





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Imóvel rural de interesse da reforma agrária pode ser usado para quitar dívida com União



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3506/23, do deputado Lucio Mosquini (MDB-RO), que estabelece as regras para o pagamento de débito com a União, já inscrito em dívida ativa, por meio da entrega de imóvel rural de interesse da reforma agrária. A proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, altera a lei 13.259/16.

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A lei regulamentou a chamada “dação em pagamento de bens imóveis”, nome jurídico do ato de ofertar imóvel próprio para quitar uma dívida com a União (por exemplo, impostos atrasados).

O projeto determina que o imóvel rural dado em pagamento da dívida deve que estar livre e desembaraçado de quaisquer ônus, como hipoteca. O texto estabelece os seguintes passos do procedimento:

  • o requerimento da dação em pagamento será apresentado junto ao Incra;
  • o órgão fará a avaliação do bem e a viabilidade de destinação para a reforma agrária;
  • uma vez avaliado, o processo será remetido à Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), que, se concordar, dará o aval para o Incra concluir a dação em pagamento;
  • o Incra tomará as providências para a incorporação do imóvel ao estoque de imóveis para a reforma agrária.

Para o relator, deputado Dilceu Sperafico (PP-PR), o texto traz uma solução prática e eficiente para a auxiliar na liquidação de dívidas tributárias, ao mesmo tempo em que contribui para a reforma agrária no Brasil. “A iniciativa é positiva para o governo, para reduzir o seu passivo tributário; para o devedor, para regularizar sua situação fiscal; e para os agricultores familiares que aguardam a oportunidade de acesso à terra “, disse.

O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.



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MST invade Estrada de Ferro Carajás, no Pará



O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu, na manhã desta terça-feira (3), a Estrada de Ferro Carajás, no município de Parauapebas, no Pará.

Segundo nota publicada no site do movimento, a ação, que começou por volta das 5h, integra mobilizações que estão em “processo de construção” nos 11 municípios que compõem o corredor no entorno da ferrovia, que vai até São Luís (MA).

A intenção é pressionar a mineradora Vale, que opera a Estrada de Ferro Carajás, e os governos federal, estadual e municipal a atenderem as demandas “de comunidades afetadas pelos impactos ambientais e sociais gerados pela mineração na região”.

Em nota, o MST exige medidas como devolução de terras não mineráveis da Vale para a reforma agrária, iniciativas de reflorestamento e criação de programa de habitação popular na região, entre outros itens.



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Incêndio atinge instalações de cooperativa no Rio Grande do Sul



Um depósito utilizado para armazenar insumos, de propriedade da cooperativa Cotrirosa, foi totalmente consumido por um incêndio na madrugada desta terça-feira (3). As chamas de grandes proporções se espalharam rapidamente pelo local, que fica no bairro Cruzeiro, em Santa Rosa (RS).

Segundo o Corpo de Bombeiros, nas instalações de cerca de 700 m² estavam itens como medicamentos e rações para uso animal, feno e óleos lubrificantes, entre outros. A estrutura foi completamente destruída pelo incêndio.

O depósito fica aos fundos do mercado da cooperativa, mas o estabelecimento não foi atingido. A Polícia Civil foi acionada e solicitou uma perícia do local para determinar as causas do incêndio.

Por meio de nota, a Cotrirosa destacou que trabalha na contabilização das perdas e aguarda os resultados da perícia. Também destacou que não houve feridos em decorrência do incêndio.

“Agradecemos aos bombeiros, funcionários e comunidade que estiveram e estão presentes ao nosso lado neste momento. Nova nota será emitida quando houver mais informações”, informa a publicação.



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Polícia apreende 2 aviões, 468 veículos e R$ 19 mi de quadrilha que aplicava golpes em produtores rurais


A Polícia Civil de Goiás deflagrou uma megaoperação contra uma quadrilha especializada em golpes contra produtores rurais do estado. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão, resultando na apreensão de 468 veículos, dois aviões e sete imóveis, além do bloqueio de contas bancárias que totalizam cerca de R$ 19 bilhões.

A polícia vem investigando o caso desde meados do mês de junho, quando circulou pela cidade de Rio Verde a notícia de que um corretor de grãos teria dado um golpe em produtores locais e fugido do país. Desde o primeiro registro de crime vinculado a essa quadrilha, realizado em 20 de junho, até hoje, a Polícia Civil contabiliza 13 vítimas e prejuízo de cerca de R$ 40 milhões.

Alguns dos 468 veículos apreendidos na operação. Foto: Polícia Civil de Goiás

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa especializada na prática de sonegação fiscal, lavagem de capitais, estelionatos e outros crimes.

A ação foi realizada pelo Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Rio Verde (8ª DRP) nos dias 28 e 29 de novembro. Além de Rio Verde, foram cumpridas medidas judiciais nas cidades de Morrinhos, Goiânia, Santo Antônio da Barra e Montividiu, e ainda nos Estados Unidos. Dois investigados estão foragidos.

O nome da megaoperação foi escolhido em referência à figura mitológica grega Deméter, deusa da agricultura, da colheita, da fertilidade da terra e do ciclo das estações, já que as vítimas dos crimes da quadrilha eram produtores rurais.

Joias apreendidas em poder dos criminosos. Foto: Polícia Civil de Goiás



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Confira os programetes com dicas úteis ao pequeno produtor



Organização dos serviços, controle de estoque, gestão administrativa, financeira, tributária e contábil. Esses são apenas alguns dos itens da grande lista diária de um micro ou pequeno produtor rural. 

Tarefa árdua para quem empreende e que, por vezes, pode não ser compreendida na sua totalidade, diminuindo a rentabilidade e gerando até mesmo mais burocracia. 

Para auxiliar e levar conhecimento descomplicado aos micro e pequenos empreendedores brasileiros que realizam tarefas como estas, o projeto Porteira Aberta Empreender traz vídeos curtos com as principais dicas para impulsionar o seu negócio. Confira!

PROGRAMETE #2

Selo SIM: acesso a novos mercados

Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!

PROGRAMETE #1

Oportunidades para o pequenos produtor rural

Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.



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AgroNewsPolítica & Agro

competitividade brasileira cresce com dólar a R$6,00


O mercado de soja apresentou comportamento volátil na última semana, influenciado por fatores como a valorização do dólar, o avanço da safra brasileira e as tensões geopolíticas na Ucrânia. Segundo dados da Grão Direto, o contrato de janeiro de 2025 na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a US$ 9,91 por bushel, registrando alta semanal de 0,61%. Apesar disso, o mercado interno brasileiro não acompanhou a valorização internacional, com algumas regiões reportando quedas nos preços.

A decisão do governo brasileiro de cortar impostos e isentar o imposto de renda para rendas até R$ 5 mil ampliou preocupações com o déficit público, levando o dólar a atingir R$ 6,11 ao longo da semana, antes de recuar para R$ 6,00. Essa alta histórica impactou positivamente a competitividade da soja brasileira no mercado internacional, mas intensificou a pressão baixista sobre os preços na CBOT, devido ao aumento da oferta global de grãos brasileiros.

As condições climáticas na última semana foram amplamente favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, exceto em regiões como o centro-sul de Mato Grosso do Sul e Bahia, que enfrentam problemas com o déficit hídrico. A Conab destacou que os principais estados produtores apresentam condições excelentes para o avanço da safra, mas o desenvolvimento vegetativo nessas áreas pode ser comprometido caso a falta de chuvas persista.

Projeções para a semana

Cotações em Chicago: Com a colheita norte-americana concluída e a safra brasileira prestes a entrar no mercado, a expectativa é de pressão adicional nos preços. Segundo a Grão Direto, há possibilidades de que as cotações caiam abaixo de US$ 9,00 por bushel, especialmente se as condições climáticas continuarem favoráveis no Brasil.

Dólar: A instabilidade política e fiscal no Brasil deve manter o dólar em patamares elevados, mas a projeção é de recuo ao longo da semana. Esse movimento pode proporcionar maior rentabilidade em reais para os produtores brasileiros, mas exige monitoramento constante dos prêmios regionais e das condições do mercado internacional.

A combinação de um dólar forte e a possibilidade de queda nos preços em Chicago impõe um dilema para os produtores. A orientação é avaliar cuidadosamente as estratégias de comercialização, buscando oportunidades em prêmios locais e monitorando a dinâmica do mercado externo. 





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PIB do agro recua no 3º trimestre de 2024; no ano, queda chega a 3,5%



No terceiro trimestre de 2024, o Produto Internon Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,9% comparado ao segundo trimestre de 2024, de acordo com informação divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, o setor de agropecuária recuou 0,9% em relação ao período imediatamente anterior.

O melhor resultado do PIB no período foi do setor de serviços, que cresceu 0,9%, seguido pela indústria, que avançou 0,6%.

PIB cresce 4% frente ao mesmo trimestre de 2023

Comparado a igual período do ano anterior, o PIB cresceu 4% no terceiro trimestre de 2024. O valor adicionado a preços básicos aumentou 3,7% e os impostos sobre produtos líquidos de subsídios avançaram 6,4%.

agropecuária recuou 0,8% em relação a igual período de 2023. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado em novembro mostrou que alguns produtos, cujas safras são significativas no terceiro trimestre, apresentaram queda na estimativa de produção anual e perda de produtividade, como cana (-1,2%), milho (-11,9%) e laranja (-14,9%).

Esses recuos suplantaram o bom desemprenho de culturas como algodão (14,5%), trigo (5,3%) e café (0,3%), que também possuem safras relevantes no período.

PIB acumula crescimento de 3,3% até setembro

No acumulado do ano até o terceiro trimestre de 2024, o PIB total cresceu 3,3% em relação a igual período de 2023. Nessa comparação, entretanto, a agropecuária caiu (-3,5%), enquanto a indústria (3,5%) e os serviços (3,8%) ficaram no campo positivo.

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em setembro de 2024 apresentou alta de 3,1% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Essa taxa resultou do avanço no valor adicionado a preços básicos (2,9%) e nos impostos sobre produtos líquidos de subsídios (4,2%). O resultado do valor adicionado nesse tipo de comparação decorreu dos seguintes desempenhos: agropecuária -2,9%; indústria 3,4%; e serviços 3,4%.



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Arroz: Conab estima semeadura em 82,6% nos principais estados produtores


A semeadura de arroz avançou para 82,6% da área estimada para a temporada 2024/25 nos seis principais estados produtores do Brasil: Tocantins, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que representam 88% da produção total.

As informações são do levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados recolhidos até 1º de dezembro.

Na semana anterior, o plantio estava em 77,4%. Em igual período do ano passado, o índice era de 80%.



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