quarta-feira, julho 15, 2026

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Queda na produção de bezerros preocupa pecuaristas em Mato Grosso



Redução no índice de desmama reforça desafios para a pecuária mato-grossense




Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (2), o índice bruto de desmama em Mato Grosso registrou em 2024 uma redução de 4,83 pontos percentuais (p.p.) em comparação ao ano anterior. Esse resultado representa a quarta maior queda na série histórica iniciada em 2006, fixando a média estadual em 67,65%.

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O desempenho deste ano também marca uma redução de 1,29 p.p. em relação ao índice de 2018, que até então apresentava o menor valor da série. A análise aponta que esses bezerros são oriundos da estação de monta de 2022, considerando o período de gestação e o ciclo de desmame. A queda no indicador é atribuída ao aumento no descarte de fêmeas registrado em 2022. O alto volume de matrizes abatidas nos últimos três anos contribuiu para a redução do potencial reprodutivo no estado, impactando diretamente a produção de bezerros.

A tendência, segundo o Imea, é que o índice bruto de desmama permaneça em níveis baixos nos próximos ciclos, dado o cenário de menor disponibilidade de matrizes no rebanho estadual. Essa redução pode gerar reflexos na pecuária de corte em Mato Grosso, principal estado produtor de carne bovina no país. A menor produção de bezerros pode levar à redução da oferta de animais para engorda, com potenciais impactos na cadeia de abastecimento e na rentabilidade dos pecuaristas.





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sindicatos do Mercosul querem que CEO do Carrefour se desculpe com toda a região



Diversos sindicatos de países do Mercosul solicitaram que o CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, amplie suas desculpas a todos os países do bloco, após ter se desculpado apenas com o Brasil, segundo comunicado da União de Sindicatos da Produção (UGP) do Paraguai.

A controvérsia surgiu depois que o grupo anunciou que deixaria de vender carne do Mercosul, levando empresários brasileiros a suspenderem entregas aos supermercados da rede no Brasil. Em resposta, Bompard enviou uma carta de desculpas.

No entanto, sindicatos do Paraguai e de outros países do bloco afirmaram que o incidente afetou todos os produtores do Mercosul, exigindo uma retratação que contemple toda a região.



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Mesmo na entressafra, preço de arroz recua 14% em novembro



O indicador do arroz em casca Cepea/Irga-RS (58% de grãos inteiros, com pagamento à vista) acumulou forte queda de 13,95% em novembro, encerrando o mês a R$ 102,23 por saca de 50 kg. A média mensal, de R$ 111,66 por saca, ficou 6,39% menor que a de outubro/24 e 1,94% inferior à de novembro de 2023, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de novembro de 2024).

Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) afirmam que o movimento de baixa é considerado atípico para este período de entressafra, quando a menor disponibilidade de cereais, historicamente, sustenta os valores.

Segundo o centro de pesquisas, a comercialização envolvendo arroz em casca no mercado spot do Rio Grande do Sul continua lenta. Produtores têm resistido aos preços oferecidos pelas indústrias, apostando em recuperação nas próximas semanas.

Já a demanda está limitada, com compradores locais mostrando pouco interesse em adquirir o produto e/ou optando por ofertas mais baixas envolvendo sobretudo o arroz depositado e a prazos de pagamento alongados, ainda conforme pesquisas do Cepea.



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acompanhando robusta em Londres, NY registra preços mais baixos



O café arábica opera com preços predominantemente mais baixos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) neste momento. O mercado estende as perdas da última sessão, seguindo o movimento baixista do robusta na Bolsa de Londres.

A alta do dólar frente a outras moedas correntes atua como pressão. Já o bom desempenho dos preços do petróleo limita maiores perdas.

Os contratos com entrega em março/25 operam a 295,40 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,1 centavo ou 0,03%.

Na terça-feira (3), o café arábica encerrou as operações com preços moderadamente mais baixos. Em sessão volátil, em que NY trabalhou ora no terreno positivo e ora no negativo, o fechamento foi em ligeira baixa com o mercado dando sequência à correção técnica dos últimos dias.

Há ainda sinais de sobrecompra e os ajustes persistem. O dólar firme em relação ao real, em patamares historicamente elevados, também pressiona a bolsa, dando competitividade às exportações brasileiras.

Por outro lado, também seguem as preocupações com a safra de 2025 do Brasil, o que são um aspecto de suporte aos preços, que recentemente atingiram os níveis mais elevados em 47 anos. Isso tirou o mercado do fundo do poço da sessão desta terça-feira.

Na máxima do dia, março chegou a voltar a trabalhar acima de US$ 30 a libra-peso, batendo em 300,85 centavos. Mas na máxima também chegou a testar a faixa de 290 centavos.

Os contratos com entrega em março/2025 fecharam a 295,50 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 0,55 centavo, ou de 0,2%. A posição maio/2025 fechou a 293,65 centavos, queda de 0,60 centavo, ou de 0,2%.



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Soja opera no vermelho em Chicago com clima favorável na Argentina e safra recorde no Brasil



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado devolve parte dos ganhos da sessão anterior, refletindo a expectativa de uma safra recorde no Brasil.

Além disso, as chuvas no principal cinturão agrícola da Argentina trouxeram a umidade necessária ao solo, favorecendo o plantio.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,82 3/4 por bushel, baixa de 9 centavos de dólar, ou 0,9%, em relação ao fechamento anterior. Na terça (3), a soja fechou com preços mais altos.

Movimentos técnicos determinaram a reação, em meio a um cenário fundamental baixista. Dados recentes de boa demanda pelo produto americano – tanto na exportação como no esmagamento e o bom desempenho dos óleo vegetais – principalmente do óleo de palma na Malásia – ajudaram no movimento de recuperação.

Os ganhos, no entanto, seguem limitados pela expectativa favorável para a safra sul-americana.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 6,5 centavos de dólar, ou 0,65%, a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,97 1/4 por bushel, com ganho de 6,25 centavos, ou 0,63%.



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Farelo de soja sobe no Mato Grosso e em Chicago



Óleo de soja apresentou recua no mercado internacional




Foto: Leonardo Gottems

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou nesta segunda-feira (2) a análise semanal sobre o mercado de derivados de soja. O farelo de soja registrou alta de 0,60% na Bolsa de Chicago (CME-Group), alcançando a média de US$ 290,77 por tonelada, impulsionado por uma maior demanda internacional no período. Em Mato Grosso, a cotação acompanhou o movimento global, subindo 0,37% e sendo precificada a R$ 1.957,00 por tonelada.

De acordo com a análise semanal, por outro lado, o óleo de soja apresentou recuo no mercado internacional. Na CME-Group, a desvalorização semanal foi de 4,60%, com a média fixada em US$ 41,52 por libra-peso. A retração reflete as incertezas geradas por declarações do presidente eleito dos Estados Unidos sobre possíveis taxas nas importações, além de uma queda de 1,19% nos preços do petróleo, fator que também impacta o mercado de óleos vegetais.

Em Mato Grosso, o preço do óleo de soja seguiu a tendência de baixa observada em Chicago, com redução de 0,22%, encerrando o período a R$ 6.113,75 por tonelada, conforme o apontado pelo Imea





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Renda do contrato intermitente foi menor que salário mínimo em 2023



Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que 76% dos vínculos intermitentes de trabalho em 2023 tiveram remuneração mensal inferior ao salário mínimo ou não tiveram remuneração.

De acordo com os dados, a remuneração mensal média dos intermitentes foi de R$ 762, ou 58% do salário mínimo (R$ 1.320 em 2023). Entre mulheres e jovens, a remuneração mensal média foi ainda mais baixa, de R$ 661.

A criação do contrato de trabalho intermitente ocorreu em 2017 na chamada reforma trabalhista, do governo Michel Temer. Nessa modalidade de contrato, o trabalhador fica à disposição do patrão, aguardando, sem remuneração, ser chamado. O empregado só recebe quando é convocado. A renda é proporcional às horas efetivamente trabalhadas.

Segundo o Dieese, apenas um quarto (24%) dos vínculos intermitentes ativos em dezembro de 2023 registrou remuneração média de pelo menos um salário mínimo. Somente 6% receberam, em média, dois salários mínimos ou mais.

A entidade ressalta que, se incluídos na média os meses em que os contratos intermitentes estavam vigentes, mas não geraram atividade, a remuneração média mensal recebida pelos trabalhadores cai para R$ 542. Entre as mulheres, é reduzida para R$ 483.

Tempo de trabalho

O levantamento do Dieese mostra ainda que, do estoque de intermitentes ativos no final de 2023, 41,5% não haviam registrado nenhum rendimento ao longo do ano. No setor da construção, mais da metade dos vínculos ficaram o ano todo parados. Segundo os dados, a quantidade de meses em que os vínculos não resultaram em trabalho foi maior do que a de meses trabalhados.

De acordo com o Dieese, quando considerados os vínculos encerrados em 2023, a duração média dos contratos foi de quatro meses e meio. Houve remuneração, em média, em 44% dos meses contratados. Ou seja, em mais da metade dos meses em que os contratos intermitentes estavam vigentes, não houve trabalho efetivo.

“Os dados disponíveis indicam que, na prática, o trabalho intermitente se converte em pouco tempo de trabalho efetivo e em remunerações abaixo do salário mínimo. Dois em cada cinco vínculos do tipo não chegaram a sair do papel em 2023. Em média, os desligados em 2023 passaram mais tempo esperando ser chamados do que efetivamente trabalhando”, diz o texto do levantamento.

O Dieese destaca ainda que não há indícios de que o trabalho intermitente tenha contribuído para o ingresso maciço de pessoas no mercado de trabalho formal, “já que 76% dos que tinham esses contratos ativos em 31/12/2023 já possuíam outro tipo de vínculo formal entre 2018 e 2022. Ou seja, apenas um quarto dos intermitentes estava fora do mercado formal nos cinco anos anteriores”.



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Mercado de açúcar inicia semana com oscilações



Futuros do açúcar iniciam a semana mistos nas bolsas internacionais




Foto: Pixabay

Segundo dados da União Nacional da Bioenergia (Udop), os contratos futuros de açúcar apresentaram movimentos mistos nas bolsas internacionais nesta segunda-feira (2). Em Nova York, na ICE Futures, os lotes de maior liquidez encerraram o dia em queda, com exceção dos contratos de longo prazo, que tiveram leve alta. O contrato março/25 do açúcar bruto fechou o dia cotado a 21,07 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1 ponto em relação à última sexta-feira. Já o vencimento maio/25 recuou 5 pontos, negociado a 19,78 centavos por libra-peso. Outros lotes oscilaram entre quedas de até 6 pontos e altas de 5 pontos.

As chuvas intensas que atingiram a região centro-sul do Brasil no final de semana podem acelerar o encerramento antecipado da moagem em algumas usinas. Esse cenário pode comprometer a reta final da safra 2024/25, gerando incertezas quanto ao volume final de produção, de acordo com o divulgado pela Udop.

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Na ICE Futures Europe, em Londres, o contrato março/25 para o açúcar branco fechou estável a US$ 547,70 por tonelada. Os vencimentos maio e agosto/25 registraram altas de US$ 1,20 e US$ 0,40, respectivamente, enquanto os demais contratos tiveram quedas entre US$ 0,40 e US$ 2,30.

Por outro lado, no Brasil, o mercado doméstico também registrou queda no preço do açúcar cristal. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 163,60, uma desvalorização de 0,58% em comparação aos R$ 164,55 da sexta-feira, conforme divulgou a Udop.





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Apesar de alta do PIB, curva de juros segue pressionada; veja impactos no mercado


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o crescimento do PIB acima do esperado, com alta de 0,9% no 3º tri, puxado por serviços e consumo das famílias. Apesar disso, a curva de juros segue pressionada, e o dólar mantém-se em R$ 6. Na agenda do dia, atenção ao mercado de trabalho dos EUA e à PIM industrial no Brasil, enquanto o governo acelera a tramitação de ajustes fiscais no Congresso.

Acompanhe as principais notícias ao longo do dia no BDM News.

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário EconômicoAriane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Goiás registra recorde no preço do suíno vivo



Suinocultura encerra o ano com preços recordes e demanda aquecida no estado




Foto: Pixabay

Segundo o divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás com base nos dados da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), oercado de suínos registrou um marco histórico na segunda quinzena de novembro em Goiás, com o preço do suíno vivo alcançando R$ 10,10 por quilo. A valorização representa uma alta de 50,74% desde janeiro, quando o preço estava em R$ 6,70 por quilo, e marca a maior variação desde o início do monitoramento, em 2020. Para os suinocultores goianos, o aumento é uma oportunidade de reparar prejuízos acumulados nos últimos quatro anos, período em que o setor enfrentou crises severas.

O aquecimento do mercado interno, aliado à crescente demanda internacional, impulsionou as cotações. Dados da Associação Goiana de Suinocultores (AGS) indicam um crescimento de 8% nas exportações desde maio de 2024. Esse movimento, somado à alta nos preços, contribui para que a suinocultura brasileira encerre o ano com produção estável, recordes de exportações e consumo aquecido, conforme o divulgado pela Seapa.

De acordo com o relatório Agro em Dados, da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), agosto foi o terceiro melhor mês em exportações de carne suína para Goiás. O estado registrou crescimento de 4,4% no volume exportado e de 15,9% em valores, em comparação ao mesmo período de 2023, consolidando sua posição no mercado externo.





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