terça-feira, julho 14, 2026

Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Novos boletins destacam avanços no manejo e genética do café


O Instituto Agronômico (IAC-Apta), de Campinas, responsável por grande parte das tecnologias que sustentam a cafeicultura brasileira, desenvolve pacotes tecnológicos que incluem variedades e porta-enxertos de café, sistemas de manejo do cafeeiro, além de estudos sobre qualidade da bebida e nichos de mercado. Com o objetivo de transferir informações atualizadas, o IAC elabora boletins e os disponibiliza ao setor. Com esse propósito, foram produzidas quatro novas publicações, uma sobre o porta-enxerto IAC Herculândia, material inédito que apresenta resistência simultânea a três espécies de nematoides do gênero Meloidogyne, e outras três sobre as mais recentes cultivares de café Arábica lançadas pela instituição: IAC 125 RN, IAC Obatã 4739 e IAC Catuaí SH3. As publicações, disponíveis gratuitamente no link, abordam as características desses materiais e também aspectos relacionados ao processo de obtenção, sementes, desempenho e fitossanidade.

Há um ano, o setor cafeeiro nacional conta com um novo porta-enxerto IAC Herculândia, considerado uma opção robusta no enfrentamento de parasitas em solos infestados por múltiplas espécies desses vermes microscópicos e abundantes. O porta-enxerto IAC Herculândia apresenta alto nível de resistência aos nematoides Meloidogyne exigua, M. incognita e M. paranaensis. Desenvolvido para a enxertia de cultivares suscetíveis de café Arábica, suas informações estão no Boletim Técnico IAC 239.

“O porta-enxerto IAC Herculância proporciona resistência total aos nematoides Meloidogyne exigua e Meloidogyne incognita com diversas cultivares de copa de Coffea arabica, como IAC Ouro Verde e Catuaí Vermelho IAC 99, IAC Catuaí SH3, Obatã IAC 1669-20, entre outras”, ressalta o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho.

“IAC Herculância é uma cultivar sintética, que resultou de recombinações genéticas entre cinco clones de C. canephora, identificados como IAC WG, IAC FEBS, IAC PM, IAC LCCBF e IAC ARM”, explica o cientista sobre a pesquisa que gerou esse material inédito no Brasil e que representa um avanço significativo no melhoramento do café, por trazer esta resistência multiespécies.

O grande ineditismo do IAC Herculândia reside na combinação de resistência múltipla, em nível bastante elevado, a três espécies diferentes de nematoides, uma característica não presente em outros porta-enxertos disponíveis no mercado. “Este avanço permite que cafeicultores superem limitações de produção causadas por esses parasitas, mantendo a saúde das plantas e garantindo melhores resultados em produtividade. Sua alta adaptabilidade e compatibilidade com as principais cultivares de copa o tornam uma escolha versátil para diversas áreas do cultivo de café no Brasil”, ressalta Guerreiro.

Segundo o pesquisador, os quatro boletins trazem informações relacionadas ao processo de seleção, ao desempenho agronômico em condições experimentais e às características diversas sobre cada uma das cultivares e porta-enxerto – todos registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os textos publicados anteriormente em periódico científico especializado divulgam o tema junto à comunidade científica e acadêmica, mas são de difícil acesso para o setor produtivo. “Os boletins técnicos disponibilizados gratuitamente buscam ampliar o público com uma linguagem acessível para personagens relevantes do setor cafeeiro, como cafeicultores, viveiristas, produtores de sementes, técnicos e consultores, além de dar maior visibilidade às tecnologias geradas pelo Instituto”, diz o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

IAC 125 RN, excelente opção para o setor, está no Boletim Técnico IAC 236

Com resistência à ferrugem-do-cafeeiro e às raças 1 e 2 do nematoide M. exigua, esta cultivar IAC 125 RN é ótima opção para a cafeicultura nacional.

“Por ser resistente a todas as raças de ferrugem encontradas no Brasil, IAC 125 RN reduz a necessidade de defensivos químicos e, consequentemente, os custos de produção. Além disso, sua resistência aos nematoides, especialmente M. exigua, que afetam severamente solos arenosos, é uma vantagem econômica significativa em áreas de ocorrência dos mesmos”, explica Oliveiro Guerreiro Filho. Apesar da destacada resistência à ferrugem e aos nematoides, a cultivar é suscetível ao bicho-mineiro, à broca-dos-frutos e à cercosporiose.

Com altura reduzida e copa compacta, a IAC 125 RN apresenta ramificação entre média e alta, as folhas novas são verdes e os frutos são grandes e cor vermelho-escura, que amadurecem precocemente.

Recomendada para o cultivo de café Arábica em São Paulo e Minas Gerais, especialmente em regiões irrigadas, a IAC 125 RN demonstrou maior produtividade em comparação ao Catuaí Vermelho IAC 144, em condições irrigadas ou não.

“Essa cultivar combina resistência a pragas e doenças com características agronômicas e tecnológicas que a tornam uma escolha promissora para os cafeicultores, destacando-se como um marco no melhoramento genético de Coffea arabica no Brasil”, resume o cientista.

Características inovadoras da IAC Obatã 4739 estão no Boletim Técnico IAC 237

A cultivar IAC Obatã 4739 possibilita o cultivo sem o uso de fungicidas, reduzindo custos e impactos ambientais graças à sua resistência a várias raças de ferrugem-do-cafeeiro. Com esse perfil, atende à busca pela alta produtividade, resistência a doenças e excepcional qualidade de bebida, além de colaborar com a sustentabilidade ambiental.

Sua adaptabilidade a diferentes altitudes e latitudes a torna versátil para diversas regiões cafeeiras, destacando-se em Minas Gerais e São Paulo. É recomendada para regiões com déficit hídrico moderado, preferencialmente em sistemas irrigados. “Em áreas irrigadas, a produtividade é elevada, com média de 83,2 sacas de café beneficiado por hectare, superando outras cultivares de referência”, afirma Guerreiro.

Outras características incluem: porte baixo, internódios curtos e copa compacta, perfil que facilita o manejo nas lavouras. Seus frutos amarelos têm amadurecimento médio a tardio e, em algumas regiões, amadurecem mais tarde que o Catuaí Amarelo IAC 62.

Pacote tecnológico inédito trazido pela cultivar IAC Catuaí SH3 está no Boletim Técnico IAC 238

A cultivar IAC Catuaí SH3 reduz o uso de defensivos e traz a combinação equilibrada de resistência à ferrugem, tolerância à seca e alta qualidade de bebida, perfil raro entre as cultivares de porte baixo. “Essa inovação faz da IAC Catuaí SH3 uma escolha estratégica para produtores que buscam sustentabilidade, eficiência agronômica e qualidade”, ressalta o pesquisador Oliveiro Guerreiro Filho.

A IAC Catuaí permite maior densidade de plantio e facilita a colheita por ter baixa estatura, copa cilíndrica e diâmetro variável. Com ciclo de maturação intermediário a tardio, assemelha-se ao Catuaí Vermelho IAC 99.

Adaptável a diferentes regiões, é especialmente eficaz em áreas propensas à incidência de ferrugem e à seca, como Mococa e Franca, no interior paulista, onde sua produtividade média supera 39 sacas por hectare.

“A IAC Catuaí SH3 apresenta vigor excepcional após períodos de seca, com qualidade de bebida superior, alcançando 82 pontos na escala da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA), o que a torna apta para o mercado de cafés especiais”, comenta o pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.





Source link

News

Indústria pressiona, pecuarista cede e preços do boi gordo caem; e agora, o que esperar?


O mercado físico do boi gordo se deparou com nova queda generalizada nos preços nesta quarta-feira (4).

Segundo informações da consultoria Safras & Mercado, os frigoríficos estão testando patamares de preços cada vez mais baixos e o pecuarista, por sua vez, está entregando.

“A recente estratégia adotada pelas indústrias tem surtido o efeito esperado, com boa quantidade de animais comercializados no decorrer da semana”, disse o analista Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, ao menos no curto prazo, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda, considerando o posicionamento mais confortável das escalas de abate e o aumento da capacidade ociosa das indústrias, em especial daquelas que atuam no mercado doméstico.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: foi evidenciada forte queda dos preços, com negócios reportados entre R$ 330/340 a arroba em boa parte do estado
  • Minas Gerais: também foi vista queda acentuada, com negociações ao nível de R$ 320 a prazo no estado
  • Goiás: mais um dia de negócios abaixo da referência média. As indústrias que atuam no estado posicionaram seus preços entre R$ 315 a R$ 320 a arroba
  • Mato Grosso do Sul: queda generalizada dos preços. Em Campo Grande, indicação de negócios em até R$ 325
  • Mato Grosso: redução das cotações. Em Rondonópolis, indicação de negócios a R$ 310 a arroba

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista apresenta alguma alta em seus preços no decorrer da semana, mas o movimento aparenta perder intensidade, considerando a dificuldade de repassar novos reajustes ao consumidor final.

“Mesmo em um período de grande circulação monetária, a população tem priorizado o consumo de proteínas de menor valor agregado, em especial da carne de frango”, assinalou Iglesias.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro foi precificado a R$ 27 por quilo, alta de R$ 0,50. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,0440 para venda e a R$ 6,0420 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0199 e a máxima de R$ 6,0729.



Source link

News

Camarão do Equador não tem qualidade para o Brasil, decide Mapa



A importação de camarão do Equador está encerrada, anunciaram nessa última terça-feira (3) o ministro André de Paula, da Pesca e Aquicultura, e o secretário de Defesa Agropecuária (SDA), Carlos Goulart.

A decisão foi tomada após auditoria que apontou irregularidades nos produtos equatorianos.

No início do ano, os ministros Carlos Fávaro (Mapa) e de Paula reuniram-se com representantes do setor de pescados para discutir preocupações sobre a importação do produto do país da América do Sul. Na ocasião, comprometeram-se a adotar medidas estratégicas para proteger a cadeia produtiva aquícola brasileira.

Como resultado, realizaram, em novembro, uma auditoria internacional no Equador. A missão avaliou a conformidade do serviço veterinário do país com os requisitos zoossanitários exigidos pelo Brasil, especialmente para exportação de camarões.

De acordo com o secretário Carlos Goulart, foram encontradas evidências técnicas que justificam o encerramento das importações. “A missão foi um sucesso e a partir de 9 de dezembro não será mais permitida a entrada de camarões do Equador no Brasil”, afirmou.

Rigor na venda e na compra

Goulart destacou que o Brasil mantém padrões rigorosos de defesa agropecuária para garantir alimentos seguros. “Se somos submetidos a exigências altíssimas para exportar, devemos adotar o mesmo rigor nas importações. Um setor organizado fortalece a defesa agropecuária”.

Para o ministro André de Paula, o trabalho conjunto entre os ministérios e o setor privado foi essencial para atender às demandas dos produtores brasileiros.

“O ministro Fávaro, sempre solidário e correto, apoiou o envio da missão ao Equador, que trouxe os resultados aqui apresentados. Quanto às exportações de pescados, seguiremos ampliando nossa participação nos mercados internacionais, mantendo os altos padrões de sanidade exigidos pelos nossos parceiros comerciais”, disse.

Com a proibição da importação de camarão do Equador, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, avalia que a medida mitiga os riscos sanitários e mantém o elevado nível de qualidade da produção brasileira. Além disso, o fechamento do mercado equatoriano amplia as oportunidades para o setor brasileiro.

Produção brasileira de camarão

Principal exportador de camarão do mundo, o Equador responde por mais de 40% das importações do camarão congelado feitas pelo Brasil em 2024.

Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira em 2023 foi de 127,4 mil toneladas com constante crescimento do valor da produção desde o início da série histórica, em 2019.

A carnicicultura é praticada em estados de todas as regiões do país, tendo a maior concentração na região Nordeste, sendo o Ceará, o principal produtor do Brasil.



Source link

News

Mercado da soja tem dia pouco movimentado; confira os preços



O mercado brasileiro de soja teve um dia travado em termos de negócios. Segundo a Safras & Mercado, com a Bolsa de Chicago e o dólar em baixa, os prêmios sentiram a pressão da safra brasileira e, aos poucos, ficaram negativos. No geral, as cotações recuaram no Brasil, fazendo com que os vendedores se retraíssem.

Cotações da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 139,00 para R$ 138,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 138,00 para R$ 137,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 142,00 para R$ 139,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 148,00 para R$ 145,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 143,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. O bom desenvolvimento das lavouras no Brasil e na Argentina sinaliza uma ampla oferta mundial da commodity e mantém o cenário fundamental baixista.

O mercado acompanha de perto também o tumulto político na Coreia do Sul, país importante para a compra de produtos agrícolas americanos. Os agentes avaliam os impactos que a tensão em Seul pode ter sobre a demanda.

O principal ponto de atenção em Chicago para a soja continua sendo o desenvolvimento das lavouras sul-americanas. Tanto no Brasil como na Argentina, o clima tem se comportado favoravelmente, ampliando ainda mais a disponibilidade global, após os Estados Unidos terem colocado no mercado mais de 120 milhões de toneladas.

USDA

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 30 mil toneladas de óleo de soja à Coreia do Sul, a serem entregues na temporada 2024/25. Amanhã será divulgado o relatório semanal de embarques americanos. O mercado espera um número entre 1,1 milhão e 2,4 milhões de toneladas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 8,00 centavos de dólar, ou 0,80%, a US$ 9,83 3/4 por bushel. A posição de março teve cotação de US$ 9,89 3/4 por bushel, com perda de 7,50 centavos, ou 0,75%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 1,50 ou 0,51%, a US$ 291,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 41,42 centavos de dólar, com baixa de 0,72 centavo ou 1,70%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,0440 para venda e a R$ 6,0420 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0199 e a máxima de R$ 6,0729.



Source link

News

Café cultivado em São Paulo ganha selo de Indicação Geográfica



Com características cítricas marcantes, mantendo o equilíbrio e o sabor por meio do cultivo em altitudes elevadas e maturação lenta, o café produzido por pequenos produtores, do município de São Sebastião da Grama (SP), acaba de receber Indicação Geográfica (IG) por Indicação de Procedência.

Do tipo arábica, o fruto entra no ranking das IGs sendo a 17ª relacionada ao café. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a chancela é conferida a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem.

Tal fato lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado. O selo é concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). 

Ajuda certeira

O Sebrae auxilia e orienta pequenos empreendedores de todo o Brasil, que possuem produtos ou serviços originários, a buscar a certificação.

Para Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae, essa é uma grande conquista para o Vale da Grama. “A Indicação Geográfica vai agregar valor ao produto e proteger a cultura de plantio da região produtora”, afirmou. 

Produtividade

O Vale da Grama concentra cerca de 300 produtores em uma área de produção de 6.700 hectares, com produção média de 154 mil sacas mensais.

Com informações da Agência Sebrae de Notícias



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda sólida impulsiona milho nos EUA



A geopolítica segue influenciando os mercados



A geopolítica segue influenciando os mercados
A geopolítica segue influenciando os mercados – Foto: USDA

O mercado de grãos apresentou sinais de firmeza em novembro, com o milho ganhando destaque devido à sólida demanda de exportação e a um relatório WASDE moderadamente positivo. Segundo o Conselho Internacional de Grãos (IGC), os preços globais do milho subiram 3% em cinco semanas, impulsionados por valores FOB mais altos nos EUA e América do Sul. Essa alta também beneficiou o sorgo, enquanto a cevada permaneceu estável e aveia e centeio registraram quedas.  

Os futuros do milho nos EUA subiram 6%, refletindo a forte demanda internacional, especialmente do México, e revisões para baixo nas estimativas de produção e rendimento no relatório WASDE de novembro. Apesar disso, a alta foi limitada pela pressão sazonal da colheita e por flutuações em mercados externos, como petróleo e moedas. No Brasil, os valores FOB em Paranaguá foram sustentados pela demanda local de etanol, mas perderam força com as perspectivas favoráveis para a safra de safrinha. Na Argentina, o mercado mostrou volatilidade, com cotações competitivas apesar do baixo interesse comercial, enquanto na Ucrânia os preços caíram devido à menor demanda de exportação.  

A geopolítica segue influenciando os mercados, com tensões na guerra na Ucrânia elevando os preços do milho CBOT. Já a cevada viu quedas na UE e Austrália, compensadas por ganhos na região do Mar Negro. No caso do sorgo, os preços subiram nos EUA e Argentina, acompanhando a alta do milho, enquanto a aveia e o centeio enfrentaram perdas devido à menor demanda global e fatores sazonais.  

A Confederação Europeia da Produção de Milho (CEPM) alertou para os possíveis impactos de um acordo comercial entre a UE e o Mercosul, que pode aumentar as importações de milho sul-americano, reduzindo a área plantada na Europa e beneficiando o Brasil. Para aprovar o acordo, a CEPM exige que o milho importado atenda às normas europeias, incluindo restrições contra substâncias proibidas e desmatamento.  

 





Source link

News

Queijo Minas Artesanal é reconhecido como patrimônio imaterial pela Unesco



A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) decidiu, nesta quarta-feira (4), incluir os modos de fazer o Queijo Minas Artesanal na Lista Representativa do Patrimônio Imaterial da Humanidade.

Esta é a primeira vez que os modos de fazer um alimento brasileiro recebem o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

A produção do Queijo Minas Artesanal abrange 106 municípios do estado de Minas Gerais. O alimento é feito há três séculos, desde o período colonial, a partir do leite cru.

Desde 2008, os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal são reconhecidos como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

Preservação da sabedoria do povo

O pedido de reconhecimento foi feito pelo Iphan à Unesco em março de 2023. A demanda foi aprovada durante a 19ª Sessão do Comitê Para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da Unesco, realizada em Assunção, capital do Paraguai.

Em nota, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou que o reconhecimento é “uma maneira muito especial de preservar a nossa memória, a sabedoria do nosso povo.”

Já o presidente do Iphan, Leandro Grass, destacou que o queijo não tem valor sem a parte humana, por isso, não é simplesmente o queijo minas que é patrimônio, mas sim os modos de fazê-lo. “Por trás da história do queijo minas nós temos a história do Brasil e da agricultura familiar.”

Para Grass, o reconhecimento significa um pacto de cuidado e de preservação deste bem cultural. Ele disse esperar que isso ajude na projeção do patrimônio mineiro e brasileiro. “Um grande viva às comunidades produtoras do queijo artesanal, este alimento que nos traz tantos saberes, memórias e a preservação da agricultura familiar”, acrescentou a ministra Margareth Menezes.

Recital em homenagem à conquista do queijo

O governo de Minas Gerais fará, nesta noite, a partir das 19h, um pequeno recital com coro e violão no Palácio da Liberdade para marcar a conquista do produto que tem profunda identidade com a cultura mineira.

Além do Iphan e do Ministério da Cultura, o reconhecimento da Unesco também era reivindicado pela Associação Mineira do Queijo Artesanal (Amiqueijo), pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa).



Source link

News

Brasil passará a exportar produtos suínos a país do Sudeste Asiático



O Brasil recebeu autorização sanitária para a exportação de produtos suínos, especificamente mesentério e papada congelados – insumos utilizados na produção de embutidos e alimentos processados – para as Filipinas.

O país do Sudeste Asiático se tornou, neste ano, o maior mercado para a carne de porco brasileira.

Para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a recente abertura agrega produtos especialmente valorizados em mercados asiáticos, o que “fortalece a confiança mútua e contribu para o incremento dos volumes exportados pelo Brasil”.

Além dessa nova autorização, outros três mercados foram abertos nas Filipinas neste ano: alevinos de tilápia, produtos de reciclagem animal e peixes ornamentais.

Com esse último anúncio de produtos suínos, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 205 novos mercados abertos em 2024, totalizando 283 aberturas em 62 países desde o início de 2023.



Source link

News

polícia combate esquema de falsificação de sementes de milho e soja



Na manhã desta quarta-feira (4), uma operação policial envolvendo cerca de 120 policiais civis e 15 agentes fiscais agropecuários foi deflagrada para combater o comércio de sementes falsificadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

O esquema criminoso falsificava sementes de milho e soja, além de embalagens e documentos fiscais, lesando agricultores com produtos de baixa qualidade vendidos como sendo de alto rendimento.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga (RS). Segundo o delegado Heleno dos Santos, a operação teve início após uma cooperativa local denunciar a fraude, que resultou na perda total da safra de produtores da região.

Os criminosos adquiriam grãos de baixo custo destinados à ração animal ou sementes danificadas em estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

Esses grãos eram pintados para simular sementes de marcas renomadas e embalados em sacos falsificados, posteriormente revendidos a preços até 12 vezes superiores ao custo original.

De acordo com a investigação, os grãos, comprados por cerca de R$ 100 a saca, eram vendidos a até R$ 1.200 após a falsificação – um lucro ilícito de R$ 1.000 por saca.

Representantes comerciais e corretores atuavam na intermediação das vendas, enquanto pessoas jurídicas funcionavam como “laranjas” para distribuir as sementes falsificadas.

Logística e falsificação das sementes

A operação revelou que o esquema contava com o apoio de gráficas localizadas em São Paulo e na Bahia para falsificar embalagens. Escritórios de contabilidade e profissionais de computação gráfica, também alvos de buscas, eram responsáveis pela adulteração de documentos fiscais e agropecuários.

Os produtos falsificados eram transportados em caminhões da organização criminosa para estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Ação conjunta

A operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das Secretarias e Agências de Agricultura e Pecuária dos estados envolvidos.

As investigações continuam para identificar todos os responsáveis e dimensionar o impacto financeiro causado ao setor agrícola.



Source link

News

Fiscais apreendem e destroem 3,4 toneladas de alimentos vencidos



A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) apreendeu 3,4 toneladas de alimentos irregulares na semana passada.

A operação ocorreu em um estabelecimento localizado na zona centro-sul de Manaus após uma denúncia anônima.

Entre os itens apreendidos estavam produtos lácteos e cárneos como queijo muçarela, presunto, mortadela e linguiça calabresa, que eram fatiados sem autorização e fiscalização estadual ou federal.

Além disso, as mercadorias também possuíam selos de inspeção falsificados e alguns estavam fora do prazo de validade.

Fatiamento irregular de alimentos

No local, servidores da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) flagraram nove funcionários fatiando e reembalando os produtos em um espaço improvisado dentro de uma câmara frigorífica desativada.

O dono do estabelecimento, que possuía alvará de funcionamento para venda de produtos no atacado, admitiu aos fiscais o fatiamento irregular e a falsificação do selo de inspeção, mas negou que os produtos vencidos seriam destinados ao consumidor final.

Segundo o fiscal agropecuário médico-veterinário Leonardo Assis, informações repassadas pelo proprietário indicam que eram manipulados entre 500 e 600 kg de produtos por dia.

Os agentes lacraram os equipamentos usados na ação ilegal e lavraram o auto de infração. O dono do estabelecimento tem o prazo de 30 dias para fazer sua defesa.

Os alimentos apreendidos foram levados a um aterro sanitário para a destruição. A Adaf também apreendeu 33,5 mil etiquetas falsificadas, que eram usadas na reembalagem dos produtos irregulares.



Source link