terça-feira, julho 14, 2026

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primeiro foco comercial de monilíase é detectado no Brasil



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou ações para conter a monilíase do cacaueiro (Moniliophthora roreri) em uma propriedade comercial com cerca de 850 plantas em Urucurituba, no Amazonas.

É a primeira vez que a praga é confirmada em uma área produtiva comercial no Brasil. As medidas incluíram redução de copa, remoção de frutos e aplicação de ureia.

Além disso, o Mapa conduziu levantamentos em nove municípios próximos à divisa entre Amazonas e Pará para delimitar o alcance da infestação.

Os protocolos fitossanitários seguiram diretrizes da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Histórico da monilíase no Brasil

O primeiro foco da praga foi identificado em julho de 2021, em uma área urbana de Cruzeiro do Sul (AC). Em 2022, um novo registro ocorreu em comunidades rurais ribeirinhas de Tabatinga (AM). Em julho deste ano, foi a vez de Urucurituba (AM), despertando alerta devido à proximidade com regiões produtoras de cacau.

Edilene Cambraia, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da pasta, destacou a necessidade de ações rápidas para evitar que a praga atinja áreas mais amplas.

“A detecção a mais de 1.000 quilômetros da área monitorada gerou preocupação quanto à chegada da praga nas regiões produtoras de cacau”, afirmou.

Combate à praga do cacau

A operação contou com a participação de auditores fiscais do Mapa, agentes estaduais da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf/AM), técnicos do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas (Idam/AM) e operadores de campo cedidos pela Prefeitura de Urucurituba. A delimitação foi auxiliada por barcos e fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepara).

A monilíase é causada pelo fungo Moniliophthora roreri, que produz esporos capazes de permanecer viáveis por meses. Para garantir a eliminação da praga, a área afetada será monitorada por seis meses, com inspeções coordenadas pelo Mapa.

O ministério informa que realiza levantamentos regulares de detecção em estados de fronteira e regiões produtoras de cacau e cupuaçu como parte do Plano Nacional de Prevenção e Vigilância para a Monilíase, instituído pela instrução normativa nº 112/2020.

Mais detalhes sobre os protocolos operacionais podem ser acessados no Manual de Procedimentos do Mapa.



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Ração para gado escondia maior volume de cocaína já apreendido em SP: 3,2 toneladas



A Polícia Militar Rodoviária de São Paulo realizou, nesta quarta-feira (4), a maior apreensão de cocaína da história do estado. Durante uma operação no município de Assis, foram encontrados mais de 3,2 toneladas da droga escondidas em uma carga de ração para gado. A apreensão gerou um prejuízo estimado em R$ 100 milhões ao crime organizado.

Cocaína foi apreendida em carga de ração para gado em caminhão no município de Assis (SP)

A ação, parte da Operação Impacto, foi conduzida por policiais do 2º Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) em parceria com equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco-Goiás), Polícia Federal, Comando de Operações de Divisas (COD-Goiás) e Departamento de Operações de Fronteira (DOF-Mato Grosso do Sul).

Os policiais possuíam informações de que dois caminhões estavam sendo usados para transporte de entorpecentes. O primeiro veículo, que trafegava vazio, foi parado para fiscalização. O motorista, que também era proprietário do veículo e de outro caminhão que vinha logo atrás, admitiu ser responsável pelos dois veículos.

Ao vistoriar o segundo caminhão, que transportava ração para gado, os policiais contaram com o auxílio de um cão farejador do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Em meio à carga, foram encontrados fardos contendo cocaína.

Prisões

O motorista do primeiro caminhão, o condutor do segundo e um passageiro foram presos em flagrante. A ocorrência foi registrada como tráfico de drogas na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis.

A operação reforça a integração entre as forças de segurança estaduais e federais no combate ao tráfico de drogas e na desarticulação de rotas utilizadas pelo crime organizado.



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Abate de bovinos, suínos e frangos atinge marcas históricas, com exportações em alta



Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (5) mostram que o terceiro trimestre de 2024 foi marcado por recordes em diversos indicadores da produção pecuária no Brasil.

Entre os destaques, estão o aumento expressivo no abate de bovinos, suínos e frangos, além da produção histórica de ovos e maior aquisição de couro.

Recorde no abate de bovinos

No terceiro trimestre, o abate de bovinos atingiu 10,37 milhões de cabeças, registrando alta de 15,3% em relação ao mesmo período de 2023 e de 3,9% frente ao segundo trimestre de 2024. Foi a primeira vez que o número de cabeças abatidas superou a marca de 10 milhões em um trimestre.

O aumento no abate de fêmeas (19,6%) contribuiu significativamente para o recorde, enquanto o abate de machos cresceu 12,5%. Esse cenário foi impulsionado pela queda nos preços dos bezerros e pela alta demanda por carne bovina no mercado interno e externo.

As exportações de carne bovina também bateram recordes, somando 706,43 mil toneladas, um aumento de 30,6% na comparação anual, com destaques para os meses de julho, agosto e setembro.

Altas nos abates de suínos e frangos

O abate de suínos alcançou 14,95 milhões de cabeças, registrando aumento de 2,1% em relação ao mesmo período de 2023 e alta de 2,6% frente ao trimestre anterior. Em 15 estados, os números de abates inspecionados cresceram.

Já o abate de frangos somou 1,62 bilhão de cabeças, marcando um aumento de 2,8% na comparação anual e 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2024. Este foi o maior volume trimestral de abate de frangos já registrado.

As exportações de carne suína e de frango também atingiram patamares históricos, com o Brasil consolidando sua posição como maior exportador mundial de carne de frango.

Produção de ovos alcança marca histórica

A produção de ovos de galinha atingiu 1,2 bilhão de dúzias, registrando um aumento de 10,3% em relação ao terceiro trimestre de 2023 e de 3% frente ao trimestre anterior. Mais de 82% da produção foi destinada ao consumo, enquanto os ovos de incubação representaram 17,7%.

A oferta elevada levou a uma queda nos preços, consolidando os ovos como uma das proteínas mais acessíveis para a população brasileira.

Aquisição de leite e couro em alta

A aquisição de leite cru foi de 6,30 bilhões de litros, uma redução de 0,3% em relação ao mesmo período de 2023, mas com alta de 7,1% frente ao segundo trimestre de 2024. Minas Gerais, maior produtor nacional, registrou recuperação na produção, enquanto outros estados enfrentaram impacto da seca e queimadas.

No setor de couro, os curtumes investigados adquiriram 10,55 milhões de peças, marcando um aumento de 17,4% em relação ao terceiro trimestre de 2023 e 2,7% em comparação com o trimestre anterior.




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queimadas podem gerar perdas de mais de 50% dos canaviais afetados


As temperaturas extremas e as mudanças climáticas têm gerado preocupação entre agrônomos e agricultores, especialmente no setor sucroenergético, base econômica do estado de São Paulo. Após um período de estiagem severa e queimadas intensas, a retomada das chuvas trouxe novos desafios aos produtores de cana-de-açúcar: a recuperação do solo e a avaliação da germinação das soqueiras no início da safra.

Pesquisadores da Massari Fértil, em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), investigam as causas dos incêndios e buscam soluções para restaurar a eficiência do solo e repor nutrientes perdidos. “A seca foi tão intensa que canaviais novos, de 2º, 3º e 4º cortes, simplesmente não brotaram. Estimamos que teremos uma área representativa de canaviais com mais de 50% de falhas de brotação, não sendo viáveis economicamente o replantio e tratos culturais. Em resumo, perda do canavial”, avalia Cláudio Monteiro, químico da Massari.

Um dos principais desafios é a restauração do solo, já que a palha que protegia as plantas foi transformada em cinzas, eliminando nutrientes essenciais. Como alternativa, os especialistas sugerem priorizar o plantio de cana sobre cana utilizando o sistema MEIOSI fase 1 (Método Interrotacional Ocorrendo Simultaneamente), com início previsto para novembro de 2024 e projeção até abril de 2025.

No entanto, Monteiro alerta que o preparo do solo em meio a chuvas intensas pode causar erosão. Práticas sustentáveis, como o preparo reduzido e a aplicação de corretivos micronizados, são apontadas como medidas essenciais. “Esses produtos são aplicados diretamente na superfície e utilizam as chuvas para alcançar e corrigir o perfil completo do solo”, explica.

Dados do IAC mostram que, desde 1980, as temperaturas máximas e mínimas aumentaram mais de 1ºC no estado de São Paulo, um cenário que, segundo Monteiro, compromete o desenvolvimento das culturas e a produtividade. “Esse cenário é preocupante, pois limita o desenvolvimento das culturas e, consequentemente, a produtividade”, alerta Monteiro.

Diante do cenário climático adverso, o setor sucroenergético busca soluções que unam tecnologia, práticas sustentáveis e manejo adequado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e garantir a produtividade no longo prazo.





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Câmara aprova urgência do PL de pacote fiscal que limita crescimento do salário mínimo a 2,5% ao ano



A Câmara dos Deputados aprovou no final da noite desta quarta-feira (4), por 267 votos a favor e 156 contra, o requerimento de urgência para o projeto de lei que limita o crescimento real do salário mínimo ao máximo permitido pelo arcabouço fiscal, de 2,5% ao ano. Eram necessários 257 votos. A iniciativa faz parte do pacote de ajuste fiscal anunciado na semana passada pela equipe econômica.

A expectativa inicial era de que essa medida resultasse em economia de R$ 2,2 bilhões em 2025 e R$ 9,7 bilhões em 2026. No entanto, a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2023, de 2,9% para 3,2%, aumentará para R$ 15 bilhões a projeção de economia de gastos com a medida neste período.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães, reforçou que o acordo feito entre governo e Parlamento para destravar a votação da urgência era de justamente avançar na negociação em torno das emendas parlamentares. “Nós vamos na próximas horas buscar solução para execução das emendas que são legítimas e precisam ser executadas”, disse ele em plenário.

Houve resistência de parte da Câmara em apoiar as urgências aos projetos do pacote de ajuste fiscal devido à insatisfação com as novas exigências do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a distribuição e a execução das emendas parlamentares.

Pelo projeto de lei, assinado por Guimarães, o ganho real do salário mínimo não poderá ser superior a 2,5% ao ano, nem inferior a 0,6%.

“O projeto de lei tem a finalidade de racionalizar despesas públicas primárias, com vistas a aperfeiçoar o orçamento público e ajustar o ritmo de crescimento do gasto obrigatório ao disposto na LC 200/2023 (arcabouço fiscal), que limita o crescimento real da despesa a 70% da variação da receita, sempre entre 0,6% e 2,5%”, diz o texto.

Na prática, a proposta prevê que o salário mínimo continuará sendo corrigido pelo valor acumulado do INPC até novembro mais a variação do PIB de dois anos antes, mas limitado à regra do arcabouço fiscal a cada ano – que estabelece o crescimento da despesa a 70%, ou 50%, da variação da receita nos 12 meses anteriores, com variação entre 0,6% e 2,5% ao ano acima da inflação.

Por exemplo, se a regra do arcabouço permitir que o orçamento cresça 2% em termos reais em um determinado ano, e o PIB de dois anos anteriores tenha sido menor do que este porcentual, o salário mínimo vai crescer à taxa do PIB – mas esse crescimento do salário mínimo não poderá ser menor do que 0,6%. Se o PIB for maior do que os 2%, o reajuste real seguirá o mesmo porcentual da regra de limite de gastos daquele ano.

O PL também prevê mudanças nas regras de concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), determinando que a renda familiar vai considerar a soma dos rendimentos mensais de membros da família e vedando deduções não previstas em lei. Quem tiver bens ou propriedade que superem o valor de isenção referente ao patrimônio na declaração de Imposto de Renda não poderá usufruir do benefício. O governo espera economizar R$ 2 bilhões por ano com a medida.

O texto inclui, também, a obrigatoriedade de cadastro biométrico para concessão, manutenção e renovação de benefícios de seguridade social. O governo pretende economizar R$ 2,5 bilhões por ano com essa medida. Além disso, prevê que o Proagro respeite a disponibilidade orçamentária.

O projeto também muda os parâmetros relativos à permanência no Bolsa Família, incluindo o estabelecimento de índices máximos de famílias unipessoais. A expectativa é que essa iniciativa renda R$ 2,0 bilhões em 2025 e R$ 3,0 bilhões ao ano a partir de 2026. Prevê, ainda, que a despesa federal alocada no Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) cresça limitada ao IPCA. Com essa medida, espera-se economizar R$ 800 milhões em 2025 e R$ 1,5 bilhão em 2026.



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Conab realiza leilões para compra de sementes destinadas a produtores no RS



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza na sexta-feira (6) três leilões eletrônicos para a compra de 75 toneladas de sementes de arroz, com o objetivo de atender cooperativas e assentamentos no estado do Rio Grande do Sul.

Em nota, a estatal afirma que a compra atende à demanda específica de sementes de arroz da safra 2024/2025, considerando o perfil dos produtores rurais de pequeno e médio porte. Os recursos para os leilões são do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

A primeira operação do leilão eletrônico prevê a aquisição de 15 toneladas de sementes de arroz Epagri 108, safra 2024/2025, que serão entregues no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita (RS). A cooperativa responsável pela recepção das sementes será a Cooperativa Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan).

A segunda operação contempla a compra de 30 toneladas de sementes de arroz BRS A705, também safra 2024/2025. Este lote será destinado ao Assentamento Integração Gaúcha, localizado em Eldorado do Sul (RS), e a recebedora será a Associação Dezenove de Setembro.

A terceira operação trata da aquisição de 30 tonealdas de sementes de arroz BRS Pampeira, safra 2024/2025, divididas em dois lotes de 15 toneladas cada. O primeiro lote será entregue no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita, com a Coopan como recebedora, enquanto o segundo lote será destinado ao Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão (RS), com a Associação dos Moradores Filhos de Sepé (Aafise) como recebedora.



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Chuvas acima da média beneficiam o arroz no Sudeste Asiático



Impacto no óleo de palma preocupa




Foto: Pixabay

Segundo o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Uma perturbação tropical de grande magnitude atingiu o Sudeste Asiático, causando chuvas torrenciais em diversas regiões e provocando inundações localizadas. Áreas do leste das Filipinas e partes da Malásia e Indonésia registraram acumulados superiores a 200 mm de precipitação.

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Na península da Malásia, algumas localidades chegaram a reportar chuvas acima de 800 mm. Embora as inundações mais severas tenham ocorrido fora das principais áreas agrícolas, atrasos na colheita e possíveis quedas no rendimento de óleo de palma na Malásia foram observados como efeitos negativos.

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Por outro lado, na Indonésia, as chuvas em Java foram majoritariamente sazonais e benéficas para o arroz da estação principal, que apresenta um desempenho positivo nesta temporada. Os dados indicam que os acumulados de chuva em Java estão 120% acima da média histórica, um contraste significativo em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados apenas 54% do normal.





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Senado aprova projeto que inclui produtores no RenovaBio e endurece regras para distribuidoras



O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o projeto de lei 3.149/2020, que inclui produtores independentes de matéria-prima para biocombustíveis no sistema de créditos de descarbonização do Renovabio (CBios).

Na prática, o projeto permite que produtores de cana-de-açúcar participem da remuneração dos Cbios, até então restrito às usinas fabricantes de biocombustíveis. A versão, que manteve o texto avalizado pela Câmara dos Deputados, foi aprovada por unanimidade pelos senadores. O texto agora segue para sanção presidencial.

A principal mudança do projeto é a inclusão dos produtores de cana-de-açúcar na remuneração dos CBios. O projeto prevê que o produtor de cana-de-açúcar deve receber no mínimo 60% das receitas oriundas da comercialização dos CBios gerados a partir da cana-de-açúcar por ele entregue e destinada à produção de biocombustíveis.

Em caso de fornecimento pelo produtor ao fabricante de biocombustível de dados primários necessários ao cálculo da nota de eficiência energético-ambiental, além dos 60%, ele deverá receber 85% de receita adicional sobre a diferença de créditos, como um estímulo adicional de receita.

O relator do projeto, senador Efraim Filho (União-PB), afirmou que o projeto “casa com assuntos ambientais e de transição energética”, tem sintonia de “entendimento público” e fortalece toda a cadeia produtiva.

“A emissão de Créditos de Descarbonização (CBIOs) está diretamente ligada à substituição de combustíveis fósseis por biocombustíveis nos veículos automotores, o que depende essencialmente tanto da matéria prima como do seu processamento. Nesse contexto de análise, como consequência, imagina-se ser relevante a inclusão do produtor rural, ou ‘fornecedor independente de matéria-prima’, no RenovaBio”, defendeu Efraim.

O projeto também endurece as regras quanto a distribuidoras que não cumprirem as metas de descarbonização relativas às suas metas individuais de redução de emissões de gases de efeito estufa. As metas deverão ser cumpridas até 31 de dezembro de cada ano. As sanções e penalidades em casos de descumprimento foram ampliadas, além de incluídas obrigações sobre estoque de biocombustível necessário pelo distribuidor.

De acordo com o projeto, o não cumprimento da meta pelas distribuidoras vai figurar crime ambiental, além de multa proporcional à quantidade de créditos de descarbonização que deixou de ser comprovadamente adquirida e aposentada, variando de R$ 100 mil a R$ 500 milhões. As distribuidoras adquirem os CBios para alcançarem as metas atreladas ao Renovabio. Cada CBio representa uma tonelada de carbono equivalente que deixou de ser emitida para a atmosfera ao substituir o combustível fóssil por um renovável.

O projeto estava em tramitação na Congresso desde 2020, mas o tema dividia há anos usinas e produtores de cana-de-açúcar. Agora, usinas e produtores chegaram a um consenso sobre o novo arcabouço dos CBios. O setor produtivo calcula que aproximadamente 30% da cana-de-açúcar fornecida à indústria de biocombustíveis é produzida por produtores independentes.

As alterações no Renovabio, Política Nacional de Biocombustíveis criada em 2017, foram apoiadas pelo governo federal, com manifestação expressa ao longo da tramitação na Câmara por integrantes do Ministério de Minas e Energia. O Ministério da Agricultura também era favorável ao tema.



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Chicago opera perto da estabilidade, aguardando exportações dos EUA



Os contratos do milho operam com preços próximos à estabilidade nas negociações da sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado opera sem direção definida, alternando entre os territórios positivo e negativo.

Por um lado, as cotações do cereal são impactadas pela expectativa em relação às vendas norte-americanas, cujo relatório semanal de exportações será divulgado hoje, às 10h30min, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas estimam vendas entre 800 mil e 1,55 milhão de toneladas.

Paralelamente, o cenário é sustentado por fatores positivos, como a desaceleração do dólar frente a outras moedas e o avanço nos preços do petróleo em Nova York.

Os contratos com vencimento em março de 2025 operam cotados a US$ 4,30 1/4 por bushel, alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (4), o milho fechou com baixa nos preços. O mercado foi pressionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul, seguindo também a aceleração do dólar frente a outras moedas correntes e as perdas do petróleo em Nova York.

Além disso, o cereal foi impactado pela agitação política na Coreia do Sul, um dos maiores compradores de produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Os contratos com entrega em dezembro de 2024 fecharam com baixa de 2,25 centavos, ou 0,52%, cotados a US$ 4,30 por bushel. Os contratos com entrega em março de 2025 fecharam com recuo de 2,5 centavos, ou 0,57%, cotados a US$ 4,35 1/2 por bushel.



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Inseticida-acaricida apresenta eficácia contra pragas da citricultura



Inseticida-acaricida é integrado ao “Avalia Psilídeo”




Foto: Seane Lennon

A empreasa Sipcam Nichino Brasil anunciou que sua solução inseticida-acaricida “Fujimite®”, com o ingrediente ativo fenpiroximato, foi recentemente incorporada ao informe “Avalia Psilídeo”, ferramenta do Fundecitrus desenvolvida para ajudar citricultores a avaliar a eficácia dos inseticidas no controle do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), vetor da doença ‘greening’. A mais recente atualização da ferramenta, que reúne dados sobre 78 populações do inseto coletadas em várias regiões do cinturão citrícola, foi publicada recentemente.

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De acordo com a empresa, a solução é eficaz no controle de pragas de alta relevância econômica, como o psilídeo e os ácaros tetranichydius e ovos do ácaro-da-leprose. Com modo de ação por contato e ingestão, o o inseticida-acaricida é destacado pela empresa como um novo grupo de ação, sendo ideal para a rotação de ativos na cultura e no manejo de resistência do psilídeo, devido à sua singularidade no grupo IRAC.

Veja mais informações sobre fitossanidade no Agrolinkfito

O inseticida-acaricida tem mostrado ótimos resultados de controle do psilídeo-dos-citros, com estudos técnicos realizados na Estação Experimental Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), e por consultorias como SmartMip, Farmatac e Fundecitrus, que indicam um controle variando de 80% a 100% da praga.

 





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