terça-feira, julho 14, 2026

Agro

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Em menos de quatro décadas, área destinada à soja cresceu nove vezes



A área destinada ao cultivo de soja no Brasil cresceu quase nove vezes entre 1985 e 2023. Se em 1985 o país contava com 4,4 milhões de hectares de soja, em 2023 esse número saltou para quase 40 milhões de hectares, o equivalente ao tamanho do Paraguai. A soja representa agora 14% de toda a área de agropecuária do Brasil.

O levantamento, realizado pela rede MapBiomas, mostra que, entre 1985 e 2008, a área de soja cresceu de 4,4 milhões de hectares para 18 milhões de hectares, sendo que 30% dessa expansão (5,7 milhões de hectares) consumiu áreas de vegetação nativa, enquanto 26% (5 milhões de hectares) foi resultado da conversão de pastagem para o cultivo de soja.

De 2009 a 2023, a soja avançou sobre mais 17 milhões de hectares, sendo que 36% dessa expansão (6,1 milhões de hectares) ocorreu sobre pastagens e 15% (2,8 milhões de hectares) de vegetação nativa.

Além da soja

Além da soja, outras culturas temporárias como cana-de-açúcar, arroz e algodão também contribuíram para o crescimento da área de culturas agrícolas, que aumentou 3,3 vezes, de 18 milhões para 60 milhões de hectares entre 1985 e 2023.

Expansão da soja

O bioma com a maior presença de soja em 2023 foi o Cerrado, com 19,3 milhões de hectares dedicados ao cultivo do grão. Na sequência, aparecem a Mata Atlântica, com 10,3 milhões de hectares, e a Amazônia, com 5,9 milhões de hectares. O Pampa, por sua vez, apresentou a maior porcentagem do seu território ocupado por soja, com mais de 21% de sua área dedicada a essa monocultura.

O estudo também revela que a pastagem ocupa atualmente cerca de 164 milhões de hectares no Brasil, correspondendo a 60% da área de agropecuária do país. Isso representa um aumento de 79% em relação aos 92 milhões de hectares de pastagens em 1985. A maioria das pastagens brasileiras está concentrada nos biomas da Amazônia (36%) e do Cerrado (31%).

O levantamento ressalta que a pastagem é o principal uso antrópico do território brasileiro, ou seja, aquele modificado pela ação humana. A Amazônia e o Cerrado são os biomas mais afetados, representando dois terços das pastagens do Brasil. O estudo também aponta que a maior parte das pastagens da Mata Atlântica e do Cerrado foi estabelecida há mais de 20 anos, o que reflete a longevidade das práticas de uso da terra nesses biomas.

As informações são da Agência Brasil.



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Mercosul e União Europeia firmam acordo de livre comércio durante cúpula no Uruguai



O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia foi formalizado nesta sexta-feira (6), durante a cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu, no Uruguai. O anúncio foi feito após uma reunião entre líderes dos dois blocos.

Em coletiva de imprensa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, descreveu o tratado como uma vitória para a Europa. “A União Europeia e o Mercosul criaram uma das alianças de comércio e investimento maiores que o mundo tenha visto. Estamos derrubando barreiras e estamos permitindo que entrem os investimentos. Estamos formando um mercado de mais de 700 milhões de consumidores. E essa aliança vai fortalecer as cadeias de valor, vai desenvolver indústrias estratégicas, vai apoiar a renovação e vai criar trabalhos e valores para ambos lados do Atlântico”, disse a representante da UE.

“Um acordo político não é uma solução, não existem soluções mágicas. É uma oportunidade e cabe a cada um de nós determinar a velocidade que podemos dar a esse acordo”, disse mais cedo o presidente do Uruguai, Luis Alberto Lacalle Pou.

Também participaram do anúncio os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Argentina, Javier Milei; e do paraguai, Santiao Peña.

As negociações, iniciadas em 1999 e interrompidas após um acordo preliminar em 2019, foram retomadas recentemente a pedido da Comissão Europeia, responsável pela política comercial da União Europeia.

Resistências na Europa

Embora o acerto inicial tenha sido concluído há cinco anos, o tratado não avançou devido a pressões internas no bloco europeu. Países como a França expressaram oposição à abertura de mercado para competidores sul-americanos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, criticou os termos do documento, classificando-os como “inaceitáveis” e argumentando que o acordo poderia prejudicar o setor agropecuário no país. Protestos também ocorreram na França e na Bélgica, com agricultores belgas bloqueando rodovias contra a entrada de carne bovina do Mercosul.

Próximos passos

O acordo ainda precisa ser votado pelo Conselho do Parlamento Europeu. Para ser aprovado, será necessário o apoio de pelo menos 15 dos 27 países-membros do bloco, representando 65% da população europeia. A votação determinará a ratificação do tratado após décadas de negociações.

*com Agência Safras e Estadão Conteúdo



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USDA deve fazer ajustes nas projeções de estoques mundiais e dos EUA



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas pequenos ajustes nas estimativas para os estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro.

Os dados do USDA para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na terça-feira (10), às 14h.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em estoques americanos de 471 milhões de bushels em 2024/25. Em novembro, a previsão do USDA foi de 470 milhões.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 133 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 131,7 milhões.

Para 2023/24, a expectativa do mercado é de número de 112,3 milhões, levemente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.



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Marco da IA é aprovado por comissão e segue para o Senado; entenda o PL ponto a ponto



O texto definitivo do projeto de lei 2.338/2023, mais conhecido como Marco da Inteligência Artificial (IA) foi aprovado nesta quinta-feira (5) em uma sessão no Senado que marcou o avanço da tramitação do que pode se tornar uma das primeiras leis no mundo a regular a IA. A votação pela aprovação do texto foi simbólica e unânime. O pleito no Senado está marcado para a próxima terça-feira (10).

O PL tem como objetivo criar regras para o desenvolvimento da IA no Brasil para o setor público e privado, estabelecendo, principalmente, fundamentos de segurança e de crescimento para a tecnologia no país.

 Na sessão desta terça, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Temporária Interna sobre Inteligência Artificial (CTIA), afirmou que, desde a última leitura, o texto recebeu mais de 40 emendas e que, depois de analisá-las, a comissão julgou que o texto estava pronto para a votação.

Na semana passada, o texto foi apresentado com mudanças, após um período de análise da comissão e foi considerado uma versão branda do projeto inicial – com a suavização de diversos tópicos que versam sobre a responsabilidade das empresas e a classificação de risco das IAs.

Agora, o texto deve ir para votação em plenário no Senado e, se aprovada, passa para a Câmara dos Deputados para mais um pleito. Apenas se for aprovada nas duas casas o projeto de lei pode seguir para sanção presidencial.

De acordo com o próprio Senado, o objetivo do PL é a “definição de princípios éticos para IA, a criação de uma Política Nacional de Inteligência Artificial, a regulação do uso de IA em áreas como publicidade e justiça, além de mecanismos de governança e responsabilização”. Com isso, regras de desenvolvimento e orientações para sua construção são abordadas no documento.

O Marco da IA começou a ser discutido ainda em 2022, mas apenas em 2023 foi criada uma comissão para reunir informações, realizar audiências públicas e consultar especialistas para construir o texto da lei.

Para quem são as regras?

A regulação se aplica para as IAs públicas e privadas que tenham uso comercial e de larga escala no país – ou seja, além dos modelos desenvolvidos pela iniciativa pública, startups e gigantes de tecnologia como Meta, Amazon, Microsoft, OpenAI e outras terão que se adaptar ao contexto da lei, caso aprovada.

O texto ainda afirma que, independente do tipo de sistema, a regulação não se aplica para o desenvolvimento de IAs que sejam de uso pessoal e não comercial ou de uso em alguns setores governamentais, como defesa nacional.

Sistemas de IA

Fundamental para entender o PL, os Sistemas de IA, de acordo com o texto, são todos os algoritmos, modelos ou softwares que tenham autonomia e conseguem gerar previsão, conteúdo ou recomendação a partir de algum conjunto de dados. A definição é proposta separadamente dos sistemas de IA de propósito geral e de sistemas de IA generativa.

Para a lei, os sistemas de IA de propósito geral são modelos treinados com dados que conseguem realizar diversas tarefas, “incluindo aquelas para as quais não foram especificamente desenvolvidos”. Já os sistemas de IA generativa são aqueles que podem modificar algum conteúdo com informações criadas pelo próprio modelo, como ChatGPT e Meta AI, por exemplo.

Classificação de risco

Um dos principais pontos do Marco da IA é a classificação de risco dos produtos construídos com a tecnologia. Segundo o texto, fica proibido o desenvolvimento de IAs que possam “comprometer a segurança, direitos fundamentais ou a integridade física e moral das pessoas de forma significativa e irreparável”, que são chamadas de Risco Excessivo. Deepfakes e IAs que podem manipular o sistema eleitoral, como bots de disseminação de conteúdos falsos entram nessa categoria, além de armas autônomas, como robôs de guerra.

O documento também fala que as IAs de Risco Alto, que podem ter impacto nos direitos fundamentais dos indivíduos, como sistemas de seleção de candidatos e biometria via IA, devem ser submetidas a uma maior supervisão e uma regulamentação rigorosa antes de serem liberadas.

Já as IAs consideradas de Risco Geral ou Baixo Risco podem ser desenvolvidas com menos burocracia, por não apresentarem riscos fundamentais – de acordo com texto, é o caso de IAs de tradução, correção ortográfica ou de filtro de mensagens, por exemplo.

Estão também na classificação de alto risco algoritmos de recomendação de redes sociais, reflexo do debate de moderação de conteúdo online que domina os três poderes nos últimos anos. Embora o PL não cite explicitamente as plataformas, ele afirma que são classificados como alto risco IAs de “curadoria, difusão, recomendação e distribuição, em grande escala e significativamente automatizada, de conteúdo por provedores de aplicação de internet, com objetivo de maximização do tempo de uso e engajamento das pessoas ou grupos afetados”.

Os casos, porém, serão analisados a partir dos riscos que podem causar à liberdade de expressão e ao acesso à informação, por exemplo, como manipulação do debate público e influência no processo eleitoral.

Direitos dos cidadãos

Todas as pessoas afetadas pelas IAs precisam ter alguns direitos, de acordo com o PL. Um deles é ter o conhecimento de que os seus dados estão sendo utilizados para treinar ou alimentar modelos da tecnologia, além de ser possível remover ou optar por não ter suas informações utilizadas – a norma segue a mesma regra que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) já possui no Brasil.

Além disso, a lei prevê que pessoas que sejam afetadas negativamente, independente de seu grau de risco, podem recorrer à Justiça para obter explicações sobre a ação da IA. O texto não deixa explícito quais seriam as reparações judiciais de processos ou se algum tipo de multa ou outra punição seriam aplicadas nos casos de prejuízos pessoais.

Em alguns casos, porém, as empresas de tecnologia argumentam que nem sempre é possível fornecer uma explicação para decisões de um modelo de IA. Esses sistemas, chamados de black box (caixa preta, em tradução literal), possuem mecanismos que não são totalmente transparentes nem mesmo para os programadores, por conta da quantidade de processamento gerada a partir dos dados de treinamento do modelo – é como se a IA fizesse tantos cruzamentos de informações que, em algum momento no caminho, nem ela soubesse dizer exatamente como chegou a determinada conclusão.

Fiscalização

Para a fiscalização, o texto determina dois órgãos responsáveis pela supervisão e triagem dessas tecnologias: o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O SIA tem como objetivo “realizar auditorias internas de sistemas de inteligência artificial quando necessária para a aferição de conformidade com esta Lei, garantido o tratamento confidencial das informações em atenção aos segredos comercial e industrial”. É ele quem pode determinar se uma IA está ou não em conformidade com a lei.

Para sistemas que infringirem a legislação, uma multa que pode chegar a R$ 50 milhões de reais a depender do caso, além de perder o direito de testar a tecnologia por até cinco anos – ou seja, sem a possibilidade de submeter aos testes, a IA se torna ilegal no País.

Também é de responsabilidade da SIA promover os sandboxes regulatórios para testes das IAs – e pequenas empresas e startups devem ser priorizadas no processo.

IA generativa

O novo texto também aborda as IAs generativas, ainda que de forma reduzida. De acordo com o PL, todos os produtos gerados por esses sistemas precisam ter uma identificação, como uma marca d’água, que deixe claro a procedência do material. As empresas que possuem esse tipo de produto também terão que publicar quais dados foram utilizados para treinar o modelo de IA.

Ainda, as IAs generativas e de propósito geral terão que apresentar, regularmente, documentos técnicos sobre o funcionamento, propósito e uso da IA por 10 anos.

O impacto algorítmico também foi incluído nos casos em que a supervisão humana é apenas recomendada. Segundo o texto, a avaliação nessa situação é obrigatória apenas para as IAs consideradas de alto risco.

Incentivo, fomento e capacitação

O texto fala, ainda, que é de responsabilidade da administração pública (governo federal, estadual e municipal) criar programas de educação em IA, incluindo o letramento digital para que os cidadãos possam saber o que é a tecnologia e como usá-la, e disciplinas no ensino público que ensinem sobre o impacto ambiental e social da IA.

Programas de capacitação e formação de profissionais na área também estão previstos no Projeto de Lei, em especial nos níveis de ensino técnico e superior, além de citar que os órgãos públicos também devem prestar apoio a trabalhadores que foram impactados negativamente pela tecnologia.

O documento não especifica, porém, como ou quais devem ser os programas adotados pelo governo. O texto também não especifica a partir de que período ou quanto tempo os órgãos teriam para fazer as medidas serem adotadas.



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AgroNewsPolítica & Agro

produtores ajustam manejo para próximas safras



Baixa fixação de frutos compromete safra de oliveiras em Bagé




Foto: Franquiéle Bonilha da Silva

A produção de oliveiras no Rio Grande do Sul enfrenta desafios devido às chuvas intensas ocorridas entre agosto e outubro. Na região administrativa de Bagé, a situação é crítica, com pomares registrando baixíssima fixação de frutos, conforme apontado pelo Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Segundo o informativo, as precipitações, que também afetaram regiões do Uruguai, prejudicaram a polinização das oliveiras e impediram a aplicação de fungicidas nos pomares, resultando em alta incidência de repilo, uma doença fúngica que provoca a desfolha das árvores. Apesar das adversidades, a cultivar Koroneiki, conhecida por sua resistência a variações climáticas, é a principal esperança para uma colheita viável na região. Diante das perspectivas pessimistas para esta safra, produtores locais estão redirecionando esforços para o manejo de adubação, já focados na safra de 2026.

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Em Pelotas, a situação é mais positiva. A cultura está nas fases de frutificação e enchimento dos frutos, com os produtores realizando tratamentos preventivos para controle de doenças. A expectativa de produção na região é melhor do que a da safra anterior, graças ao bom pegamento das flores.

Na região administrativa de Soledade, a formação das azeitonas já está consolidada, mas a produtividade geral ficará abaixo do esperado. Apesar disso, os pomares apresentam boas condições sanitárias.





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Café avança mais de 2% em Nova York, com preocupações com safra brasileira



O café arábica opera com preços mais altos na sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) neste momento. O mercado estende os ganhos da quinta-feira (5) e avança mais de 2%, acompanhando o robusta na Bolsa de Londres e o movimento das bolsas de valores europeias.

O mercado continua preocupado com as perspectivas da próxima safra brasileira e nervoso com as consequências da iniciativa das tradings Atlantica e Cafebras de entrar com pedido de reestruturação de dívida supervisionada pela Justiça na semana passada.

No balanço da semana, o contrato março/25 se mantém estável até o momento. Os contratos com entrega em março/25 operam a 321,75 centavos .de dólar por libra-peso, alta de 8,25 centavos ou 2,63%.

Na quinta-feira, o café arábica fechou a sessão com cotações em forte alta. Os contratos com entrega em março/2025 do café arábica encerraram a sessão negociados a 313,5 centavos de dólar por libra-peso, alta de 9,8 centavos (+3,22%) ante ao fechamento anterior.

No fechamento, maio/2025 tinha cotação de 311,30 centavos (+3%). O dólar mais fraco e a continuidade de um movimento de correção técnica depois das fortes quedas do início da semana deram sustentação aos ganhos do arábica no dia de hoje.



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Soja tem ligeira queda em Chicago, acompanhando petróleo



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (6).

O mercado busca um movimento de realização de parte dos lucros obtidos no pregão anterior. A oleaginosa também segue o baixo desempenho do petróleo em Nova York.

Os investidores acompanham com atenção a demanda pelo grão brasileiro, diante de dados que mostram uma queda de 50% nas exportações de soja do Brasil em novembro, comparadas ao mesmo período do ano passado.

De acordo com traders consultados por agências internacionais, os agricultores norte-americanos seguem aguardando cotações mais altas para efetuar novas vendas.

Até o momento, a posição janeiro/25 ainda acumula 0,3% de ganhos semanais. Por outro lado, limita um recuo mais acentuado das cotações a demanda aquecida nos Estados Unidos.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 9,92 3/4 por bushel, baixa de 1 centavo de dólar, ou 0,1%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (5), a soja fechou com preços mais altos. Sinais de demanda aquecida pelo grão americano e o bom desempenho do óleo sustentaram as cotações. O mercado identificou uma boa procura por parte dos chineses pelo produto americano, em período que antecede o deslocamento do interesse compradores para a América do Sul.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 10 centavos de dólar, ou 1,01%, a US$ 9,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,99 por bushel, com ganho de 9,25 centavos, ou 0,93%.



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Acordo entre Mercosul e União Europeia deve ser selado nesta sexta-feira



A expectativa é que o fechamento do acordo entre Mercosul e União Europeia seja anunciado nesta sexta-feira (6), durante a Cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu, no Uruguai. Estarão presentes os chefes de Estado do bloco sul-americano e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A chegada de von der Leyen já era tratada como um indício da conclusão nas negociações do tratado. A líder da Comunidade Europeia disse que o pacto é a maior parceria de comércio e investimento que o mundo já viu.

Tanto a presença de Úrsula, quanto a finalização das negociações geraram reações negativas em alguns países europeus. O governo da França, por exemplo, reiterou sua oposição ao acordo. O presidente Emmanuel Macron afirmou que os termos atuais do documento são “inaceitáveis”, ressaltando que, em sua visão, a conclusão das negociações representa uma ameaça ao agro no país.

Além do presidente, a população também saiu às ruas contra o acordo na França e na Bélgica. Agricultores belgas fecharam diversas rodovias, protestando contra as importações de carne bovina dos sul-americanos.

Após anunciado, o acordo ainda precisará ser votado pelo Conselho do Parlamento Europeu, onde o governo de cada país tem direito a um voto. O documento precisa da aprovação de pelo menos 15 dos 27 estados-membros do comitê, representando 65% da população do bloco.



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Canal Rural vence prêmio Líderes do Agronegócio na categoria Comunicação e Marketing



O Canal Rural foi reconhecido com o prêmio Líderes do Agronegócio 2024 na categoria Comunicação e Marketing. A premiação destaca as empresas que mais contribuíram para o avanço das atividades agrícolas e pecuárias no Brasil ao longo do ano.

O evento, que reuniu os principais nomes do agronegócio, foi realizado no Palácio Tangará, em São Paulo, nesta quinta-feira (5).

A escolha dos vencedores se baseou em dois critérios: votação popular no site oficial e pesquisa de mercado conduzida por um conselho editorial.

Entre os vencedores da primeira edição do prêmio, o Canal Rural se destacou por sua atuação no segmento de comunicação, conectando o campo à cidade e promovendo o desenvolvimento socioeconômico do setor há 28 anos.

“A premiação reforça o compromisso do Canal Rural em informar e contribuir para o avanço do agronegócio brasileiro. Este prêmio é dedicado a todos que confiam em nosso trabalho,” afirmou Plínio Queiroz, diretor de Pecuária do Canal Rural.

União do setor

Além da premiação de 60 empresas ligadas ao agro, Tirso Meirelles, presidente do Sistema Faesp/Senar, foi eleito o Líder do Ano, destacando a importância da união no setor para enfrentar desafios e impulsionar o crescimento.

Sobre o prêmio

O prêmio Líderes do Agronegócio reconhece as empresas e profissionais que impulsionam o setor agrícola e pecuário, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio no Brasil. A primeira edição consolidou-se como uma importante celebração para o setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

95% da produção está qualificada para a indústria cervejeira



Clima favorável deve permitir a finalização da colheita nos próximos dias




Foto: Canva

De acordo com dados divulgados pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS nesta quinta-feira (5), a colheita da cevada está em fase final no Rio Grande do Sul. A operação já foi concluída nas regiões, com exceção dos Campos de Cima da Serra, onde 60% das lavouras foram colhidas e 40% ainda se encontram em fase de maturação. As condições climáticas favoráveis devem permitir a finalização da colheita nos próximos dias.

A safra 2024 de cevada é considerada satisfatória, embora não tenha atingido os recordes da colheita de 2022. No entanto, a produção não sofreu perdas significativas como ocorreu em 2023, quando a cevada não foi adequada para a indústria de malte. De acordo com a Gerência de Classificação e Certificação (GCC) da Emater/RS-Ascar, 95% das 52 mil toneladas analisadas foram classificadas para a produção cervejeira.

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Os grãos desclassificados apresentaram características como tamanho inadequado, poder germinativo abaixo do esperado e presença de micotoxinas, fatores que estão relacionados a condições climáticas desfavoráveis, como chuvas excessivas e nebulosidade durante o ciclo da cultura.

A área cultivada com cevada no estado foi de 34.398 hectares, com a estimativa de produtividade em 3.431 kg/ha. No mercado, a cotação da cevada de primeira classe para a indústria cervejeira na região de Erechim é de R$ 90,00 por saca de 60 quilos.





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