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Foto: Canva
Segundo dados do Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, a comercialização do banana segue com o preço médio de R$ 2,50 por quilo. No entanto, atrasos no fornecimento de mudas pelos viveiristas geraram insatisfação entre os produtores.
Grande parte da produção de banana na região ainda é realizada de forma extrativista, sem a aplicação de práticas como o raleio de plantas.
A ausência dessa técnica tem levado à formação de grandes touceiras, causando excesso de cachos e frutos menores, o que impacta negativamente na qualidade e no rendimento comercial da fruta, conforme aponta o informativo.
O mercado cafeeiro encerra o pregão desta quinta-feira (21) com preços mistos nas bolsas internacionais. O arábica registra o avanço de mais de 1% nas cotações futuras, enquanto o robusta caiu para território negativo após uma queda do real para uma baixa de 2 semanas em relação ao dólar.
De acordo com o Barchart, os preços do café encontraram suporte no dia de hoje nos dados divulgados pelo Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do USDA, que projeta a produção de café do Brasil em 2024/25 em 66,4 MMT, número abaixo da previsão oficial do USDA de 69,9 MMT. O FAS do USDA também projetou os estoques de café do país em 1,2 milhão de sacas quando a temporada 2024/25 terminar, resultando em uma queda de 26% a/a.
O arábica encerra a sessão com alta de 335 pontos no valor de 298,65 cents/lbp no vencimento de dezembro/24, um ganho de 320 pontos no valor de 395,70 cents/lbp no de março/25, um aumento de 290 pontos no valor de 293,15 cents/lbp no de maio/25, e uma alta de 225 pontos no valor de 288,55 cents/lbp no de julho/25.
Já o robusta registra baixa de US$ 11 no valor de US$ 4.784/tonelada no contrato de novembro/24, uma queda de US$ 11 no valor de US$ 4.787/tonelada no de janeiro/25, uma baixa de US$ 10 no valor de US$ 4.732/tonelada no de março/25, e uma baixa de US$ 16 no valor de US$ 4.678/tonelada no de maio/25.
Mercado Interno
No mercado físico brasileiro os preços também encerram a quinta-feira (21) com fortes altas nas regiões acompanhadas pelo Notícias Agrícolas.
O Café Arábica Tipo 6 termina o dia com alta de 14,37% em Poços de Caldas/MG no valor de R$ 1.990,00/saca, em Espírito Santo do Pinhal/SP registra um aumento de 7,53% no valor de R$ 2.000,00/saca, em Franca/SP uma alta de 5,26% no valor de R$ 2.000,00/saca, e em Guaxupé/MG um aumento de 4,40% no valor de R$ 1.900,00/saca.
O Cereja Descascado registra a valorização de 13,51% no valor de R$ 2.100,00/saca em Poços de Caldas/MG, uma alta de 4,53% no valor de R$ 1.845,00/saca em Campos Gerais/MG, e um aumento de 4,23% no valor de R$ 1.972,00/saca em Guaxupé/MG.
A cidade de Brasília abriga um grande pomar a céu aberto, com mais de 950 mil exemplares de árvores frutíferas de 35 espécies.
A partir dessa diversidade, a estudante de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (Ceub) Camila Faeda buscou identificar tais recursos naturais como aliado no combate à insegurança alimentar da população vulnerável.
O resultado da pesquisa foi surpreendente: com práticas simples, como o aproveitamento integral de frutas, o Distrito Federal pode combater a insegurança alimentar e se tornar referência em nutrição sustentável.
Nas superquadras da capital, é possível colher, em diferentes épocas do ano, frutas como abacate, acerola, açaí, amêndoa, amora, cajá-manga, caju, carambola, goiaba, graviola, jaboticaba, jambo, jamelão, jaca, manga, nêspera, pitanga, pitomba, romã, tamarindo, uva-do-pará, araçá, baru, cagaita, cajá, ingá, jatobá e pequi. Já no Parque da Cidade, podem ser encontradas espécies adicionais, como limão, jenipapo e oiti.
Aproveitamento integral
Focada no aproveitamento integral destes alimentos, com o uso de partes não convencionais, como cascas, Camila testou a aceitação e viabilidade do consumo de ingredientes sustentáveis e acessíveis.
“Ao incorporar ingredientes ricos em nutrientes, se evita a compra de produtos industrializados ou suplementos mais caros. Para famílias vulneráveis, transformar resíduos em refeições nutritivas é uma estratégia para garantir alimentos acessíveis e combater o desperdício”, destaca.
A partir da análise de literatura e experiência sensorial com uma das frutas presentes nos locais públicos da cidade, a escolha da manga se deu pela abundância em Brasília e pelo alto valor nutricional e versatilidade em receitas culinárias.
“As mangueiras espalhadas pela capital fornecem um recurso alimentar riquíssimo, mas que muitas vezes é subutilizado”, alerta Camila.
Após a escolha do fruto, foi desenvolvida uma receita de bolo de casca de manga para a experiência sensorial de degustação para voluntários adultos de 20 a 60 anos (veja abaixo).
Essa etapa consistiu em desenvolver uma receita simples, facilitando a adoção e promoção de alimentação mais saudável e sustentável para famílias de diferentes contextos.
Segundo Camila, a aceitação positiva do bolo de casca de manga sugere que tais práticas não só são viáveis, mas podem ser bem recebidas pela comunidade e implementadas em políticas públicas no combate à fome.
“Com práticas simples, como o aproveitamento das cascas de manga, a região não só pode combater a insegurança alimentar, mas também se tornar referência em nutrição sustentável, inspirando outras regiões a fazer o mesmo”, frisa.
Frutas no combate à insegurança alimentar
Foto: Marcelino Ribeiro
Para expandir o impacto da pesquisa, Camila afirma ser essencial promover, por meio de políticas públicas, oficinas culinárias gratuitas, ensinando famílias a usar partes não convencionais dos alimentos.
“Programas escolares podem integrar o tema em atividades e merendas, sensibilizando as novas gerações. Campanhas educativas podem destacar os benefícios nutricionais e econômicos dessas práticas. Já parcerias com supermercados e feiras livres podem oferecer alimentos que seriam descartados a preços acessíveis”, reforça a pesquisadora.
Para Paloma Popov, orientadora do projeto e professora de Nutrição do CEUB, a metodologia utilizada é adaptável a diferentes contextos urbanos, ou seja, em outras cidades com diversidade de espécies frutíferas.
“É importante identificar os alimentos mais comuns em cada região. Por exemplo, onde a manga não é comum, cascas de banana, sementes de abóbora ou talos de vegetais podem ser alternativas”, completa a orientadora.
Receita bolo de casca de manga
Ingredientes:
Casca de manga: 250 g (1 unidade)
Polpa de manga: 150 g (1 unidade)
Farinha de trigo: 240 g (2 xícaras)
Açúcar: 200 g (1 xícara)
Óleo vegetal: 120 mL (½ xícara)
Leite: 240 mL (1 xícara)
Ovos: 100 g (2 unidades)
Fermento em pó: 10 g (1 colher de sopa)
Modo de preparo:
Preaqueça o forno a 180°C e unte uma forma de bolo.
No liquidificador, bata as cascas de manga com o leite e o óleo até obter uma mistura homogênea.
Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo e o açúcar.
Adicione a mistura seca à polpa de manga e às cascas batidas, mexendo bem até incorporar todos os ingredientes.
Adicione os ovos à mistura e mexa até obter uma massa lisa. Por último, acrescente o fermento em pó e misture delicadamente.
Despeje a massa na forma untada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou até que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.
Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (05), os preços do trigo continuam sofrendo pressão baixista à medida que a colheita da safra 2024 se aproxima do encerramento no Brasil.
No Rio Grande do Sul, o preço médio do saco de trigo de qualidade superior fechou a semana em R$ 66,29, registrando leve alta em relação aos R$ 62,92 praticados no mesmo período do ano passado. Já no Paraná, os valores caíram para uma faixa entre R$ 72,00 e R$ 73,00 por saco, em comparação aos R$ 69,00 registrados em 2023. Esses números apontam que, enquanto os preços no Rio Grande do Sul superam marginalmente a inflação oficial, no Paraná há variações que vão desde perdas reais até pequenos ganhos de 1%.
De acordo com o Cepea (Esalq), em novembro, a média do preço do trigo no Rio Grande do Sul foi de R$ 1.265,61 por tonelada (FOB), representando uma queda de 1,1% em relação a outubro e de 0,3% em relação a novembro de 2023, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI. No Paraná, a média se manteve estável em comparação ao mês anterior, em R$ 1.429,98 por tonelada, mas ficou 7,4% superior ao mesmo período de 2023, conforme informou a Ceema.
Em São Paulo, os preços apresentaram altas mais expressivas, com médias de R$ 1.584,73 por tonelada, subindo 3,2% em relação a outubro e 23,6% em comparação ao ano passado. Já em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.426,82 por tonelada, marcando uma queda de 1,5% frente a outubro, mas alta de 2,6% em relação a novembro de 2023.
O primeiro sábado de dezembro será marcado pela chegada de uma frente fria que deve expandir a chuva em duas regiões brasileiras: Sul e Centro-Oeste. Contudo, precipitações também atingem estados de outras áreas. Veja a previsão completa:
Sul
A chegada de uma frente fria trará chuva aos três estados da Região. O dia será instável, com previsão de chuva frequente e forte intensidade. Há risco de temporais localizados e acumulados elevados, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No extremo sul gaúcho, tempo firme, mas com muita nebulosidade.
Sudeste
O fim de semana começa com sol predominando em Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro. Não há previsão de chuva nessas áreas. Em São Paulo, o tempo será firme em Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba e litoral norte. Nas demais áreas, incluindo a Grande São Paulo, há chance de pancadas de chuva à tarde, mas sem risco de temporais.
Centro-Oeste
O sábado será quente e seco em Goiás, no leste de Mato Grosso e no nordeste de Mato Grosso do Sul. Já na metade oeste mato-grossense e em grande parte do sul-mato-grossense, a frente fria provocará chuva e tempo abafado.
Nordeste
As instabilidades ficam concentradas no litoral, com chuva passageira de São Luís (MA) a Salvador (BA). Entretanto, no interior, o sol predomina, e as temperaturas chegam a 38°C.
Norte
Dia quente abafado, com pancadas de chuva fortes à tarde no Acre, em Rondônia, no Amazonas e no interior de Roraima e Amapá. No norte do Amapá, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica as chuvas. Porém, nas demais áreas, o tempo será ensolarado e muito quente.
O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS destacou o avanço do cultivo de milho silagem no Rio Grande do Sul, com diferentes estágios de desenvolvimento e variações nas expectativas de produtividade entre as regiões.
O milho silagem plantado precocemente já se aproxima da maturação em várias localidades do Estado, enquanto nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, o plantio das cultivares de ciclo tardio foi iniciado. Em áreas afetadas pelo déficit hídrico registrado entre o final de outubro e meados de novembro, especialmente no Noroeste e Centro, as perdas de produtividade são consideradas irreversíveis. Por outro lado, nas regiões onde a umidade do solo se manteve adequada, há expectativa de uma safra superior à anterior.
A Emater/RS-Ascar projeta para a safra 2024/2025 um total de 357.311 hectares cultivados no Estado, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio segue avançando. As lavouras destinadas à produção de leite, que utilizam a silagem como principal fonte de alimento volumoso, recebem maior investimento. Em Aceguá, 60% dos 2.500 hectares previstos já foram semeados, enquanto Hulha Negra atingiu 55%. Apesar disso, há relatos de infestação por buva (Conyza sp.) e milhã (Digitaria sp.). Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, a estimativa é de mil hectares cultivados, com 40% já implantados.
Em Erechim, produtores preparam as ensiladeiras para a colheita, que deve atingir produtividade média de 40 mil kg/ha, com comercialização a R$ 400,00 por tonelada.
Na região de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão em florescimento e 70% em enchimento de grãos, com expectativa média de 41 toneladas por hectare. Já em Pelotas, o plantio alcançou 55% da área prevista, com a maior parte das lavouras em estádio vegetativo. Em Santa Maria, o plantio precoce foi concluído, e mais de 50% das lavouras já estão em fase reprodutiva, embora poucas áreas estejam aptas para colheita.
Com a experiência de ter participado dos primórdios da negociação do acordo de integração entre o Mercosul e a União Europeia (UE), o diplomata aposentado José Alfredo Graça Lima considera que não se deve falar em livre comércio. Ele pontua que há diferentes tipos de mercadoria que terão quotas de importação e exportação.
“Um acordo nessas bases não pode ser considerado como um livre comércio. O tratamento que é dado ao setor agrícola é diferente do tratamento que é dado para os bens industriais, para os quais, no caso da União Europeia, as tarifas já são bastante baixas”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, ele manifesta ceticismo quanto à possibilidade de disseminação de produtos eletrônicos europeus pelo mercado brasileiro. “[Neste setor], a Europa é muito pouco competitiva na comparação com a China. Então, mesmo que esse acordo entre o Mercosul e a União Europeia se concretize, não deve haver grandes mudanças na oferta de produtos importados europeus no Brasil”.
Graça Lima ocupou, entre 1998 e 2002, o posto de Subsecretário-Geral para Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores. Na época, cabia a ele liderar as negociações comerciais bilaterais, plurilaterais, birregionais e multilaterais do Brasil e do Mercosul. As primeiras conversas com a UE se iniciaram em 1999.
Ao deixar o posto em 2002, Graça Lima foi designado representante permanente do Brasil nas comunidades europeias, ficando sediado em Bruxelas (Bélgica) por quatro anos. Dessa forma, ele continuou envolvido nas tratativas do acordo até 2006.
Atualmente, ele é vice-presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), um think tank independente criado para contribuir com a discussão da agenda internacional do país.
A conclusão do acordo entre o Mercosul e a UE foi anunciada nesta sexta-feira (6), após 25 nos de negociações que enfrentaram sucessivos entraves, envolvendo, por exemplo, questões ambientais e protecionismo agrícola.
O objetivo das tratativas era chegar a um consenso em torno de medidas para facilitar o acesso a mercados estratégicos, reduzindo barreiras tarifárias e criando um ambiente mais favorável para investimentos e trocas comerciais.
Já a UE teria apresentado um escopo ainda mais abrangente. De acordo com o governo brasileiro, apenas uma parcela muito reduzida dos bens ficará sujeita a quotas ou outros tratamentos não tarifários.
Foram negociadas condições especiais para o setor automotivo. Os efeitos serão gradativos para os veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e novas tecnologias, com prazos fixados em 18, 25 e 30 anos, respectivamente.
Regras específicas também foram definidas para outros bens, a exemplo dos minerais críticos, que são considerados fundamentais para a transição energética. O acordo permite que o Brasil aplique restrição às exportações desses minerais se julgar apropriado, mas a alíquota aplicável à UE deverá ser mais baixa do que a incidente sobre outros destinos.
Graça Lima vê pouca ambição em alguns mecanismos do acordo. “Eu diria que o resultado tem mais impactos do ponto de vista político-institucional do que do ponto de vista de acesso aos mercados. Não há ganhos espetaculares. Veja o tratamento dos automóveis, por exemplo. Eles só vão ser liberalizados em 18 anos. Tem elementos dentro do acordo que são muito pouco ambiciosos”.
Ratificação do acordo
Apesar das negociações terem sido encerradas, as medidas não entram em vigor de forma imediata. O acordo ainda precisa ser ratificado internamente pelo Congresso de cada nação do Mercosul.
Além disso, deve ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, onde ele pode ser barrado por quatro países contrários que respondam por 35% ou mais da população do bloco. Não há prazo para a finalização desse processo. O governo francês já anunciou que trabalhará contra o acordo.
“Alguns países europeus capitaneados pela França nunca estiveram contentes com a proposta, por mais restritiva que ela seja. Nós não estamos falando de livre comércio. Nós estamos falando de comércio administrativo. Quando você tem quotas, você tem restrições quantitativas. E mesmo dentro das quotas, você tem tarifas”, avalia Graça Lima.
Ele explica que há uma pressão dos agricultores franceses, que temem não ter condições de oferecer preços minimamente competitivos diante da concorrência estrangeira. Nesse cenário, o diplomata aponta que há um incômodo político, social e eleitoral que desafia o governo do país europeu.
“Embora possa ter benefícios em relação aos produtos industriais, a França se opõe abertamente ao acordo por causa do comércio agrícola”.
De acordo com Graça Lima, é uma situação similar a 2019, quando as partes também anunciaram ter chegado a um texto conclusivo. No entanto, posteriormente, os países manifestaram resistência em avançar com o acordo.
Em meio ao aumento do desmatamento na Amazônia, os europeus passaram a alegar, por exemplo, que seriam necessários compromissos ambientais mais amplos por parte os integrantes do Mercosul. As discussões foram retomadas em 2023.
Segundo avaliou o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, o novo acordo é “bem diferente” do anunciado em 2019. Ele afirmou que o governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, teria pactuado condições que seriam “inaceitáveis”.
“Conseguimos preservar nossos interesses em compras governamentais, o que nos permitirá implementar políticas públicas em áreas como saúde, agricultura familiar e ciência e tecnologia. Alongamos o calendário de abertura do nosso mercado automotivo, resguardando a capacidade de fomento do setor industrial. Criamos mecanismos para evitar a retirada unilateral de concessões alcançadas na mesa de negociação”, destacou Lula.
Para Graça Lima, será um desafio garantir que o acordo contribua para melhorar as condições de vida das populações mais pobres nos países do Mercosul.
“Um possível resultado pode ser a redução dos preços de queijos e vinhos que a França exporta para o Brasil e para os países do Mercosul. Mas em que isso beneficia o consumidor de baixa renda?”, questiona.
Mais de quatro mil produtores rurais de todas as regiões do Paraná participaram nesta sexta-feira (6) do 4º Encontro Estadual de Líderes Rurais, em Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba.
O evento, promovido pelo Sistema Faep, que completa 60 anos em 2024, é reconhecido como o maior do Brasil na categoria de reunião de homens e mulheres do campo.
Entre os focos debatidos, a insegurança jurídica e as invasões de propriedades rurais que marcaram o estado este ano.
O presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi, ressaltou que 2024 foi muito desafiador para o Paraná.
“Foi um ano bastante sofrido. Nós entramos o ano com preços muito baixos e algumas regiões do Paraná, principalmente a noroeste, teve produção baixa, principalmente de grãos e isso afeta bastante. Agora, estamos de novo com uma nova lavoura implantada e o produtor vem carregando um endividamento muito grande de duas ou três safras frustradas”.
Segundo ele, o desequilíbrio fiscal e o dólar a R$ 6 também se somam ao pacote de desafios que o produtor rural do estado terá de enfrentar.
Defesa do direito às propriedade rurais
O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, esteve presente e reforçou o papel dos representantes do setor no Congresso Nacional.
“Estamos melhorando a legislação, deixando-a mais impositiva, mais forte e mais responsável em relação a punibilidade desses invasores [de propriedades rurais]. Já aprovamos um projeto que não permite que invasores sejam beneficiados em programas sociais, fazendo com que essas pessoas, utilizadas como massa de manobra, principalmente pelo MST [Movimento Sem Terra] e outros movimentos não sejam usados para invadir propriedades”.
Participação feminina
O encontro foi marcado pela presença massiva do público feminino, cerca de 70% dos presentes. Nesse tom, o Sistema Faep comemora este ano a conquista de 100 comissões estaduais de mulheres, agregando mais de 3.100 integrantes em todas as regiões do estado.
“A gente viu que as mulheres querem participar, aprender, se engajar. A gente propôs o programa Sindicato Protagonista, que envolve mais ainda a comissão de mulheres com as diretorias e os sindicatos rurais. Assim, a mulherada está atrás de informação de capacitação”, diz a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da Faep, Lisiane Czech.
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A produção de brássicas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, apresenta bom desenvolvimento, mas enfrenta desafios com a redução no volume de vendas e a necessidade de chuvas para alcançar a produtividade esperada.
Segundo o informativo, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Linha Nova, os produtores reportaram estabilidade nos preços praticados na Ceasa nas últimas semanas. Apesar disso, o volume de vendas diminuiu, preocupando os agricultores.
As condições climáticas, com boa luminosidade, têm favorecido o desenvolvimento das plantas, que apresentam estado geral satisfatório. Contudo, o retorno das chuvas é essencial para sustentar o potencial produtivo das culturas. Os preços médios registrados para as principais brássicas na Ceasa são:
O mercado físico do boi gordo teve mais um dia marcado por queda nos preços da arroba, com as baixas mais acentuadas registradas nas regiões produtoras do Norte do país.
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as indústrias que atuam na região já realizam boa quantidade dos negócios abaixo dos R$ 300 a arroba.
“O avanço das escalas de abate sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. A saturação da demanda doméstica de carne bovina é outro elemento que justifica o recente comportamento das indústrias, com os preços no atacado já cravados em sua máxima histórica, com pouco espaço para reajustes”, disse o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 326,25
Goiás: R$ 316,43
Minas Gerais: R$ 315,88
Mato Grosso do Sul: R$ 322,84
Mato Grosso: R$ 304,47
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta preços firmes, mas a demanda doméstica realmente parece incapaz de absorver novos reajustes da carne bovina, com os preços no atacado ainda cravados em suas máximas históricas.
“O fato é que boa parcela da população vai priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, principalmente, mesmo em um mês de forte circulação monetária, como é dezembro”, disse Iglesias, lembrando do recebimento do 13º salário.
O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. Quarto traseiro permanece precificado a R$ 27, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 6,0088 para venda e a R$ 6,0068 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9597 e a máxima de R$ 6,0357.