terça-feira, julho 14, 2026

Agro

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Muita chuva e sensação de frio, enquanto frente fria avança; veja previsão do tempo para o Brasil



Neste domingo (8), o Brasil enfrenta condições climáticas variadas entre as regiões. Enquanto o Sul continua lidando com chuvas intensas e risco de transtornos, especialmente em Santa Catarina e Paraná, o Sudeste terá tempo firme na maior parte dos estados, com exceção de São Paulo, onde uma frente fria traz instabilidades.

O Centro-Oeste e o Norte também apresentam pontos de chuva intensa, contrastando com o calor seco do interior do Nordeste. Confira a previsão completa para o dia, na análise da Climatempo.

Sul

O tempo fica mais estável no Rio Grande do Sul, com sensação de frio nas áreas serranas.

Em Santa Catarina e Paraná, a chuva continua intensa e frequente, com risco para transtornos em áreas de risco.

As capitais Curitiba e Florianópolis continuam recebendo chuva forte

Sudeste

Uma frente fria traz chuva para São Paulo, especialmente na região central e metropolitana. No oeste paulista e litoral sul, há previsão de pancadas isoladas com raios e trovoadas.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o tempo permanece firme e quente.

Centro-Oeste

Ainda há risco de temporais em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Mato Grosso.

As demais áreas da região seguem ensolaradas, com o sol predominando entre algumas nuvens.

Nordeste

Os ventos vindos do oceano formam nuvens carregadas no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Há previsão de chuva isolada de moderada a forte intensidade.

No interior da região, o tempo permanece seco e quente.

Norte

A chuva será intensa no Amazonas, Acre e Rondônia. Pancadas isoladas são esperadas no Pará, Amapá e Tocantins, enquanto Roraima segue com tempo estável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Adubação eficiente e clima favorecem desenvolvimento das pastagens


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar, a oferta de forrageiras anuais e perenes de verão está excelente em grande parte do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar. O desempenho é impulsionado pelas condições climáticas favoráveis, especialmente a umidade e as temperaturas amenas. Entretanto, algumas áreas ainda enfrentam dificuldades devido ao déficit hídrico decorrente de chuvas irregulares.

Em solos com boas condições, a adubação nitrogenada em cobertura tem sido realizada com maior frequência e em doses reduzidas, melhorando a eficiência dos fertilizantes. O campo nativo também apresentou recuperação, permitindo ajustes na lotação animal e favorecendo o desenvolvimento das pastagens de verão.

Na região administrativa de Bagé, produtores em Manoel Viana aproveitaram a umidade para aplicar fertilizantes nitrogenados e herbicidas, acelerando o preparo para pastejo. Em Alegrete, as forrageiras perenes, como aruana e zuri, apresentaram rebrote vigoroso, permitindo o início do pastejo.

Em Caxias do Sul, as condições climáticas, como solo úmido e insolação, favoreceram o desenvolvimento das pastagens anuais e perenes. Já em Erechim, as pastagens de inverno, em fase final, mostram menor desempenho, enquanto os campos nativos estão se beneficiando do aumento das temperaturas.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno deixaram de contribuir para a alimentação dos rebanhos. No entanto, as perenes de verão estão se desenvolvendo bem, mesmo com algumas áreas exigindo manejo contra plantas invasoras.

Em Passo Fundo, o campo nativo tem apresentado maior capacidade de brotação, embora a falta de umidade tenha prejudicado a germinação de pastagens anuais. Já na região de Pelotas, as pastagens perenes continuam a se recuperar, impulsionadas por condições climáticas favoráveis.

Na de Porto Alegre, o vento nordeste e o calor intenso causaram ressecamento do solo, dificultando o crescimento das pastagens. No entanto, chuvas recentes trouxeram alívio e devem estimular o plantio de pastagens.

As regiões de Santa Maria e Santa Rosa também se destacaram com chuvas recentes, que impulsionaram o rebrote do campo nativo e estimularam o uso de fertilizantes, incluindo adubação orgânica líquida em áreas próximas a chiqueiros.

Na de Soledade, o campo nativo e as pastagens perenes de verão apresentam recuperação, aumentando gradualmente a oferta de forragem.





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Golpes digitais ameaçam crédito rural: saiba como evitar fraudes



Um levantamento do Instituto DataSenado aponta que, de junho de 2023 a junho de 2024, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de golpes digitais. Entre os afetados estão produtores rurais de pequeno e médio porte, que têm sido alvos frequentes de fraudes devido à crescente demanda por crédito no agronegócio.

De acordo com Sâmela Moraes, gerente da Nagro Crédito Agro, fintech brasileira que oferece crédito para produtores rurais, o acesso ao crédito atrai golpistas que exploram a necessidade e urgência dos produtores. Ofertas com juros muito baixos ou vantagens irreais são indícios comuns de esquemas fraudulentos.

“Esses golpes aproveitam a vulnerabilidade de produtores que, em busca de soluções rápidas para o custeio de safras ou investimentos, podem não se atentar aos riscos envolvidos”, diz Moraes.

Apesar dos desafios, a tecnologia pode ser uma aliada, ajudando a reduzir a burocracia e aumentar a segurança nas transações. Segundo o Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (Conacred), 38% dos profissionais que atuam no setor demonstram otimismo quanto ao futuro do crédito agro.

Confira abaixo dicas da Nagro Crédito Agro para evitar fraudes.

Como se proteger de golpes no agro

  1. Falsos intermediários
    Golpistas criam sites falsos que imitam páginas de instituições financeiras legítimas para coletar informações bancárias e pessoais. Moraes orienta: “Verifique a reputação da instituição e desconfie de taxas de juros muito abaixo do mercado.”
  2. Mensagens por WhatsApp ou SMS
    Cerca de 80% dos brasileiros já foram alvos de tentativas de fraude por aplicativos de mensagens, segundo a NordVPN. Os golpistas se passam por representantes de empresas, oferecendo condições exclusivas e urgentes. “Sempre confirme a autenticidade da comunicação antes de fornecer dados pessoais ou bancários”, recomenda Moraes.
  3. Pagamentos antecipados
    Neste golpe, os criminosos solicitam depósitos iniciais para liberar financiamentos. As falsas cobranças incluem taxas de cadastro ou seguro. “Nenhuma instituição séria pede pagamento antecipado para liberar crédito”, afirma a gerente.
  4. Boletos falsos
    Produtores recebem boletos fraudulentos que aparentam ser de instituições financeiras, mas direcionam os valores para os golpistas. A melhor forma de evitar o golpe é verificar o documento diretamente na plataforma oficial da credora.

A prevenção é o melhor caminho para evitar prejuízos no crédito rural. Desconfie de ofertas muito vantajosas, utilize apenas canais oficiais para transações e não compartilhe informações pessoais ou bancárias sem a devida confirmação.

Produtores que identificarem suspeitas de golpes devem denunciar às autoridades e procurar apoio de empresas confiáveis no mercado.



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Brasil pode mais que dobrar exportação de carne bovina com acordo Mercosul-UE, diz consultoria



O Brasil pode mais do que dobrar a exportação de carne bovina à União Europeia a partir da formalização do acordo de livre comércio entre o bloco econômico europeu e o Mercosul. A estimativa, ainda preliminar, é da consultoria Agrifatto.

“Hoje exportamos 5% do nosso volume para a Europa, e esse número pode chegar a 12% ou 13% com o acordo”, afirmou a CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel.

Pelo acordo, o Mercosul poderá exportar 99 mil toneladas de carne bovina peso carcaça para a União Europeia, sendo 55% do volume na forma resfriada e 45% congelada, com alíquota de 7,5%. Esse volume será alcançado em seis etapas crescentes. Além disso, a Cota Hilton, que atualmente permite a exportação de 10 mil toneladas com alíquota de 20%, será isenta assim que o acordo entrar em vigor.

Grande parte dessa nova cota deve ser ocupada pelo Brasil. Segundo Pimentel, o país já atende 86% da demanda europeia por carne e deve manter essa posição de liderança no Mercosul. “O Brasil tem plena condição de atender à nova cota, mesmo com as exigências impostas”, avaliou.

A CEO destacou que a assinatura do tratado, aguardada há mais de duas décadas, promete vantagens comerciais ao setor pecuário brasileiro e à indústria de proteínas, mas traz também desafios regulatórios. Entre os pontos sensíveis está o desmatamento legal, frequentemente mal interpretado no exterior, segundo Pimentel.

“Quando dizem que o desmatamento de 2021 para frente não será aceito, parece que o Brasil queria desmatar indiscriminadamente. Mas temos uma legislação extremamente exigente, que prevê limites claros, como manter 80% de áreas preservadas na Amazônia”, comentou, criticando o que classificou como protecionismo europeu. “Essas regras ferem a soberania, porque colocam limitações aqui que eles mesmos não seguem. Nós aceitamos, mas é um país estrangeiro legislando sobre o Brasil”, afirmou.

Apesar das críticas, Pimentel avalia que o impacto do acordo será positivo. “A Europa sempre foi um bom pagador e o acordo ajuda a diluir a dependência do mercado chinês. Mas não será algo transformador: a cota é pequena e o aumento do volume exportado será limitado”, ponderou.

Até outubro de 2024, o Brasil já havia exportado 66.439 toneladas de carne bovina para a União Europeia, de acordo com o Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro.



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Mercosul-UE: governo brasileiro espera assinatura de acordo até fim de 2025



Negociadores do governo brasileiro esperam que o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia seja assinado até o final do próximo ano, disseram fontes. Essa etapa vai depender da conclusão prévia de duas fases: a revisão legal e a tradução dos textos. Depois de assinado, o tratado ainda não estará em vigor, já que isso depende da internalização e da ratificação do acordo comercial.

O ritmo da revisão legal e da tradução dos textos, processo que levará meses, também dependerá em parte da nova presidência do Mercosul, assumida pela Argentina de Javier Milei. O país vizinho assumiu a liderança pro tempore nesta sexta-feira (6), durante a cúpula de chefes de Estado em Montevidéu.

Embora tenha apoiado o tratado comercial, a favor de uma maior flexibilização comercial, Milei é um crítico do bloco sul-americano, e reforçou sua visão ao classificar o Mercosul como uma “prisão”. Por sua vez, no segundo semestre de 2025, será a vez de o Brasil assumir a presidência pro tempore, o que alimenta as expectativas de que, até o fim desse ciclo, o acordo possa ser assinado.

Segundo o governo brasileiro, o processo de revisão legal do acordo, voltado a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos, está avançado. Concluída esta fase, o tratado passará por tradução da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da União Europeia e as 2 línguas oficiais do Mercosul – espanhol e português.

Depois vem a etapa da assinatura. Em seguida, as partes encaminharão o acordo para os respectivos processos internos de aprovação. No Brasil, tal processo envolve os Poderes Executivo e Legislativo, por meio da aprovação do Congresso Nacional.

Na ratificação, as partes notificam sobre a conclusão dos respectivos trâmites internos e confirmam seu compromisso em cumprir o acordo. O retorno da cúpula entre Brasil e União Europeia, anunciado nesta sexta pelo governo brasileiro terá, entre outras metas, criar a formulação de estratégia comum para assegurar a aprovação final e a ratificação do tratado comercial. A cúpula não se reunia desde fevereiro de 2014, quando o encontro foi promovido em Bruxelas, na Bélgica.

Ainda não há data nem local definidos para a reunião, mas já ficou acertado entre as partes que ela será no Brasil e, provavelmente, em algum momento do primeiro semestre do ano que vem.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chicago registra leve alta no milho enquanto exportações americanas crescem



Na Argentina, o cenário para a nova safra de milho é promissor




Foto: Canva

A análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), divulgada nesta quinta-feira (05), apontou estabilidade nas cotações do milho no mercado de Chicago. O fechamento registrou US$ 4,26 por bushel, contra US$ 4,23 na semana anterior, consolidando uma leve alta. A média de novembro ficou em US$ 4,24 por bushel, representando um aumento de 1,9% em relação a outubro, mas ainda inferior em 9,4% ao mesmo período do ano passado, quando o preço médio alcançou US$ 4,68.

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Os embarques de milho dos Estados Unidos somaram 935.859 toneladas na semana encerrada em 28 de novembro, um volume dentro das expectativas do mercado. Com isso, o acumulado no atual ano comercial alcançou 11,07 milhões de toneladas, superando em 16% o desempenho registrado no mesmo período do ano anterior.

Na Argentina, o cenário para a nova safra de milho é promissor. O plantio já atinge 41,3% da área total estimada, que corresponde a 6,3 milhões de hectares. As condições climáticas têm favorecido o avanço das operações no campo, indicando boas perspectivas para a produção, conforme informou a Ceema.





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Defesa Civil prevê continuidade de chuva forte em Santa Catarina; saiba até quando



As chuvas intensas que atingem Santa Catarina desde a madrugada deste sábado (7) devem permanecer até segunda-feira (9), segundo boletim da Defesa Civil do estado divulgado hoje. Além das chuvas intensas, o avanço de uma frente fria reforça a possibilidade de temporais isolados com fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Os volumes de chuva registrados entre a sexta-feira (6) e a madrugada de hoje já causaram alagamentos e enxurradas em diversas regiões do estado. No município de Bom Retiro, na Serra Catarinense, foram registrados danos significativos, com 50 residências afetadas e cerca de 200 pessoas impactadas pelas enxurradas. A Defesa Civil informou que não há registro de vítimas.

Alagamentos em Santa Catarina

O município de Joinville também enfrentou enxurradas, e muitos bairros ficaram alagados. Nas últimas 12 horas, o volume registrado chegou a 120 milímetros (mm) em toda região.

“Outros municípios, como Xanxerê e Dionísio Cerqueira, também enfrentaram alagamentos pontuais. A instabilidade meteorológica é provocada por uma frente fria semi-estacionária, que mantém a previsão de chuvas intensas até segunda-feira (9), com riscos elevados para deslizamentos e alagamentos em diversas áreas”, informou a Defesa Civil.

Ao longo do sábado, a chuva ocorre de forma persistente e abrangente, especialmente entre as regiões do Grande Oeste, Vale do Itajaí, Planalto Norte e Litoral Norte. Nessas regiões, são esperados os maiores volumes acumulados de chuva.

“O risco é alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e eventuais deslizamentos nestas regiões. Já na porção sul do estado, também são esperados temporais com chuva pontualmente intensa, mas os acumulados devem ser menores em comparação aos das demais regiões, trazendo risco moderado para alagamentos e enxurradas pontuais”, acrescentou a Defesa Civil de Santa Catarina.

No domingo (8) e na segunda-feira (9), permanece o tempo nublado e chuvoso em grande parte do estado, mantendo-se o risco de moderado a alto para ocorrências meteorológicas, principalmente nas áreas da divisa com o Paraná. Nessa região, a chuva tende a ser mais volumosa, em especial no Grande Oeste, Planaltos, Vale do Itajaí e Litoral Norte.

“Ao final do evento, nas áreas mais atingidas, são esperados, em média, volumes entre 200 mm e 250 mm. Diante disto, o risco para ocorrências associadas à chuva volumosa, com possíveis impactos hidrológicos e geológicos, é considerado alto”, informou o órgão.

Já na área entre o Litoral Sul e a Grande Florianópolis, a chuva também vai permanecer de forma frequente. São esperados volumes um pouco menores, variando entre 60 e 80 mm com pontuais em torno de 100mm. Nessas áreas, o risco é moderado para ocorrências associadas a chuva intensa e volumosa, como alagamentos e enxurradas.

Na segunda-feira, a chuva diminui em parte, principalmente nas áreas próximas ao Rio Grande do Sul. Nas demais regiões, o sistema estacionário que estará posicionado sobre o Paraná, somado à influência de uma área de baixa pressão, ainda mantém maior cobertura de nuvens e condição para chuva pontualmente intensa.

“O risco permanece moderado a alto para ocorrências associadas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos. No amanhecer, as temperaturas variam entre 10 °C na Serra e 17 °C no Oeste e Litoral Norte. À tarde, as temperaturas sobem pouco, variando entre 13 °C e 21 °C pelo estado. O mar fica pouco agitado com ondas de sul/sudeste entre 1,5 m e 2 m. Os ventos de sudeste/leste variam entre 30 e 50 km/h”,alerta a Defesa Civil.

A instabilidade deve diminuir entre terça (10) e quarta-feira (11), mas, segundo o boletim, o transporte de umidade do mar para a costa deixa o tempo encoberto e chuvoso, sobretudo em áreas do litoral e regiões próximas.



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Colheita de amendoim e batata ganha precisão com drones e IA



Os produtores de amendoim (Arachis hypogaea l.), batata (Solanum tuberosum) e batata-doce (Ipomoea batatas) enfrentam o desafio de estimar qual o melhor momento da colheita e como será a qualidade e o rendimento de suas lavouras. Isso porque essas culturas são subterrâneas, ou seja, os frutos se desenvolvem embaixo do solo e, dessa forma, não é possível visualizá-los até o momento da colheita.

“Para colher o amendoim, é preciso que 70% das vagens estejam maduras e, para verificar isso, é preciso arrancar as plantas do solo e fazer uma avaliação visual. Essa operação, chamada de arranquio, também acaba mobilizando a terra e, consequentemente, emitindo CO2 [gás carbônico]”, afirma o professor Rouverson Pereira da Silva, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Jaboticabal.

Por meio de tecnologias de sensoriamento remoto, baseadas em imagens obtidas por satélites ou sensores embarcados em drones, combinadas com sensores embarcados em máquinas agrícolas e ferramentas de inteligência artificial, os pesquisadores têm desenvolvido modelos computacionais que podem auxiliar os produtores a mensurar o rendimento e a maturidade de culturas, como a do amendoim, a partir da análise remota das folhas da planta. E, dessa forma, aumentar a produtividade e diminuir as emissões de CO2 pela mobilização intensa do solo.

Alguns dos resultados do projeto, apoiado pela Fapesp, foram apresentados por Silva em um painel sobre saúde do solo no contexto da agricultura digital realizado durante a Fapesp Week Spain, que ocorreu nos dias 27 e 28 de novembro na Faculdade de Medicina da Universidade Complutense de Madri (UCM).

“Os modelos que desenvolvemos conseguem estimar com mais de 90% de precisão a maturidade do amendoim, por exemplo, eliminando a necessidade do arranquio. No caso da batata-doce, conseguimos estimar até mesmo o tamanho da cultura”, disse Santos à Agência Fapesp.

“Por meio de estimativas feitas por esses modelos computacionais é possível trabalhar com regulagens mais adequadas para melhorar a eficiência do processo de colheita e, ao mesmo tempo, reduzir as perdas, porque ao estimar a produtividade de culturas se consegue regular as máquinas agrícolas para fazer a colheita de forma mais adequada”, afirmou o pesquisador.

Para obter essas estimativas com precisão, os pesquisadores analisam imagens obtidas por câmeras embarcadas em drones ou em satélites, que captam a reflectância da planta, ou seja, o quanto ela está refletindo de energia solar nas bandas do visível (verde, amarelo e azul) e do invisível (infravermelho, infravermelho próximo e borda do vermelho). A partir dessa característica, é possível calcular os índices de maturação.

“A reflectância revela a sanidade da planta. As folhas doentes apresentam cores e refletem de maneira diferente a energia solar incidida sobre elas. E, quanto mais saudável a planta estiver, mais produzirá”, contou Silva.

O projeto está em fase de transferência de tecnologia para os produtores – um processo moroso e trabalhoso, segundo o pesquisador.

“Essa etapa é demorada porque, para realizarmos um projeto dessa envergadura, precisamos ir a campo e arrancar milhares de plantas ao longo dos anos para obter os dados de interesse. Além disso, há diversas cultivares de amendoim, por exemplo. Por isso ainda não transferimos a tecnologia, porque os produtores mudam ao longo dos anos as cultivares que plantam e precisamos ter um modelo robusto, capaz de fazer predições em diferentes condições”, explicou.

 



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AgroNewsPolítica & Agro

Pêssego mantêm otimismo apesar de perdas por podridão-parda



Variedades tardias impulsionam colheita de pêssego




Foto: Pixabay

A safra de pêssegos na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas alcançou o pico com o início da colheita das cultivares tardias de dezembro, como Esmeralda, Jade e Maciel, que abrangem a maior parte das áreas cultivadas. Produtores esperam que essas variedades tenham um desempenho superior ao das precoces, cuja colheita já foi encerrada com resultados abaixo do ideal. A expectativa é superar a produção da última safra, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS.

Segundo  Programa Sistema de Alerta Mosca-das-Frutas indicou que a população da praga continua baixa, mas recomenda manter o monitoramento e a aplicação de iscas. Por outro lado, a podridão-parda segue como a principal causa de perdas nos pomares das variedades tardias, exigindo maior manejo por parte dos produtores.

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Na região de Passo Fundo, as variedades BRS Kampai, PS-2 e Eragil estão em colheita, com bom potencial produtivo e sanidade. Em Soledade, a colheita das variedades de ciclo médio prossegue, mas as chuvas intensificaram a incidência de podridão-parda e mosca-das-frutas, forçando os agricultores a reforçarem o manejo. Na região, o preço ao produtor varia de R$ 4,00 a R$ 4,50/kg, enquanto nas feiras os valores chegam a R$ 8,00 a R$ 10,00/kg.

Em Erechim, embora a colheita continue e os frutos apresentem boa qualidade, a produtividade ficou abaixo das expectativas. O quilo do pêssego na região é comercializado por R$ 5,00.





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Bacon ovino, ‘o oveicon’, e outros produtos inovadores valorizam ovinocultura no país


A carne ovina – de cordeiros e ovelhas -, reconhecida por sua alta qualidade nutricional, está no centro de pesquisas que buscam agregar valor à produção e diversificar sua utilização. Além dos tradicionais cortes e pratos típicos, como churrascos, carne de sol e cozidos, novos produtos estão sendo desenvolvidos para ampliar o mercado, incluindo embutidos, hambúrgueres e até o “oveicon”, uma espécie de bacon de carne ovina.

Segundo a nutricionista Luciana Fujiwara, professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), a carne ovina se destaca pelo teor de proteínas, que varia entre 25% e 26% em 100 gramas. “É um teor superior ao da carne bovina. Além disso, tem baixa concentração de colesterol, o que a torna uma boa opção para cardíacos, diabéticos e outros públicos que buscam carne vermelha com qualidade nutricional”, afirma.

A pesquisadora Lisiane Lima, da Embrapa Caprinos e Ovinos (Sobral-CE), destaca que a carne ovina é amplamente consumida em todas as regiões do Brasil, com pratos variados que refletem as tradições locais.

“No Nordeste, temos a carne de panela e a buchada, enquanto no Sul, o churrasco de cordeiro é um destaque. Esses pratos mostram a versatilidade da carne ovina na culinária brasileira”, ressalta.

Inovação e novos mercados

carne de cordeirocarne de cordeiro
Foto:Pixabay

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa têm foco na diversificação de cortes e no aproveitamento integral da carcaça ovina, promovendo produtos como linguiças light, mortadelas, copas e o próprio oveicon. A pesquisadora Elen Nalério, da Embrapa Pecuária Sul (Bagé-RS), conta que até mesmo carne de ovelhas mais velhas, menos aceitas no mercado tradicional, tem sido transformada em produtos processados com alto valor agregado.

“A carne de descarte pode ser utilizada para criar produtos diferenciados que atendem a um público urbano crescente, enquanto os cortes tradicionais de cordeiro favorecem o consumo diário”, diz Nalério.

Além disso, subprodutos como vísceras, usados em pratos típicos como sarapatel e dobradinha, também geram renda adicional.

Estudos da Embrapa mostram que a comercialização desses itens pode elevar em até 57,51% o valor da carcaça, ampliando o retorno financeiro para o produtor.

Sustentabilidade e agregação de valor

O desenvolvimento de novos produtos e a valorização de subprodutos da carne ovina não apenas fortalecem a ovinocultura no Brasil, mas também promovem maior sustentabilidade ao reduzir desperdícios e atender às demandas de um mercado consumidor diversificado.

Com iniciativas como o oveicon e outros itens inovadores, a cadeia produtiva se consolida como uma oportunidade promissora para agricultores e criadores do país.

Fonte: Embrapa



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