terça-feira, julho 14, 2026

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Mercado da soja tem semana lenta; confira a análise completa



O mercado brasileiro da soja registrou mais uma semana marcada pela lentidão nas negociações e pela dificuldade em estabelecer bases de preços, com uma diferença significativa entre as ofertas dos compradores e as expectativas dos vendedores.

Já no mercado externo, os contratos de soja em Chicago demonstraram uma leve recuperação, embora moderada, enquanto o dólar apresentou um pequeno recuo, permanecendo em torno de R$ 6,00.

No Brasil, os produtores estão concentrados no acompanhamento da fase final do plantio, com expectativas positivas para a safra. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o otimismo é grande quanto à possibilidade de uma safra recorde, com estimativas superiores a 170 milhões de toneladas.

De acordo com o último relatório de Safras & Mercado, divulgado nesta sexta-feira (6), 95,6% da produção projetada da safra 2023/24 de soja já foi negociada. Esse número representa um pequeno avanço em relação ao mês anterior (8 de novembro), quando a comercialização estava em 92,6%. Em comparação com o mesmo período do ano passado, a negociação estava em 92,7%, e a média de comercialização nos últimos cinco anos para o período é de 95%.

Considerando a estimativa de uma safra de 171,78 milhões de toneladas, Safras & Mercado projeta uma comercialização antecipada de 31,2%, o que corresponde a aproximadamente 53,6 milhões de toneladas. Em 2023, o percentual de comercialização antecipada era de 27%, enquanto a média histórica para o período é de 35,5%. No relatório anterior, o número era de 28,2%.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas ajustes pontuais nas estimativas de estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro, que será divulgado na próxima terça-feira, 10, às 14h. Analistas consultados pelas agências internacionais esperam que os estoques americanos de soja para a temporada 2024/25 fiquem em 471 milhões de bushels, levemente acima dos 470 milhões de bushels previstos pelo USDA em novembro.

Em relação à oferta e demanda mundial, o mercado aposta em estoques finais para a safra 2024/25 de 133 milhões de toneladas, um aumento em relação aos 131,7 milhões previstos em novembro. Para a safra 2023/24, a expectativa do mercado é de estoques finais de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões indicados no mês passado.

Perspectivas para o mercado interno e externo

O ritmo lento da comercialização da soja no mercado interno reflete o foco dos produtores nas lavouras, que estão em fase de desenvolvimento. O clima favorável e as expectativas de uma safra recorde indicam que a tendência é de uma maior concentração da soja nas propriedades, o que pode influenciar a oferta interna no curto prazo.

Por outro lado, os dados do USDA e as estimativas globais de oferta e demanda também sinalizam uma possível redução dos estoques finais, tanto nos Estados Unidos quanto no mercado mundial, o que pode pressionar os preços no mercado internacional, dependendo da evolução da demanda global.

No entanto, o cenário de preços distantes entre compradores e vendedores no mercado brasileiro segue desafiador, com muitos produtores aguardando uma definição mais clara das tendências de preços antes de se comprometerem com novas vendas. A atenção do setor continua voltada para a safra que está por vir, com o mercado externo ainda se ajustando às condições de oferta e demanda.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da soja sobem com câmbio elevado


A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) divulgou nesta quinta-feira (05) uma análise indicando que os preços da soja no Brasil subiram ligeiramente na última semana, impulsionados por um câmbio elevado, que ficou acima de R$ 6,00 por dólar em grande parte do período. A média gaúcha foi de R$ 129,33 por saco, com variações entre R$ 127,00 e R$ 129,00 nas principais praças do estado. No restante do país, os valores oscilaram entre R$ 126,50 e R$ 142,00 por saco.

A produção nacional de soja para a nova safra deve alcançar um volume histórico, estimado entre 166 e 171 milhões de toneladas, segundo consultorias e órgãos oficiais. Com isso, espera-se que as exportações para 2024/25 fiquem entre 103 e 107 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais devem saltar de 2,1 milhões de toneladas, em 2023/24, para 6,1 milhões no próximo ano, mesmo com exportação recorde e demanda interna projetada em 60 milhões de toneladas.

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Segundo os dados do Ceema, no Rio Grande do Sul, a safra atual deve superar 21,6 milhões de toneladas, um aumento de 18,6% em relação à produção prejudicada do ciclo anterior, segundo a Emater. O plantio foi realizado em 6,8 milhões de hectares, com produtividade média esperada de 53 sacos por hectare, 13,2% a mais que na safra passada.

Já no Mato Grosso do Sul, as chuvas recentes permitiram o encerramento do plantio. A área semeada cresceu 6,8%, e a produtividade deve alcançar 51,7 sacos por hectare, o que resultará em uma produção final de 13,9 milhões de toneladas.

Com a colheita iniciando em janeiro no Norte e Centro-Oeste, o clima será decisivo para confirmar ou não o novo recorde de produção. Caso se confirme, é provável que os preços sofram pressão de baixa. Atualmente sustentados pelo câmbio elevado, os valores podem recuar para a faixa entre R$ 100,00 e R$ 125,00 por saco caso o dólar volte ao patamar de R$ 5,00.

Outro fator de incerteza para o mercado é o impacto político internacional, especialmente com a possível posse de Donald Trump nos Estados Unidos a partir de 20 de janeiro de 2024, o que pode influenciar as cotações globais.





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Alerta máximo para chuva muito volumosa em Santa Catarina e Paraná


Volumes de chuva muito elevados voltam a ser observados na região Sul. Os acumulados em 24 horas, considerando o período entre o começo da tarde da sexta-feira (6) e o início da tarde deste sábado (7) superaram 150 mm em alguns locais, de acordo com a Climatempo.

Muitas áreas registraram pelo menos 90 mm neste período, o que representa metade da média normal de chuva para o mês de dezembro em algumas localidades. Segundo cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período de 1991 a 2020, as médias de precipitação para dezembro no Sul variam de 180 mm a 220 mm em grande parte da região.

Acumulados de chuva em 24h

Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Paraná

  • 174,4 mm Laranjeiras do Sul
  • 149,2 mm Cantagalo
  • 107,6 mm Itapecuru
  • 100,3 mm Pato Branco
  • 102 mm Guarapuava
  • 96,3 mm Almirante Tamandaré
  • 96,3 mm São José dos Pinhais
  • 93,4 mm Foz do Iguaçu

Santa Catarina

  • 203 mm Dionísio Cerqueira
  • 134,4 mm Lindóia do Sul
  • 124 mm Joinville
  • 115,0 mm Campo Erê
  • 113,6 mm Xaxim
  • 111,8 mm Irani
  • 107,6 mm Caçador
  • 107,6 mm Araquari
  • 106 mm Novo Horizonte
  • 103,6 mm São Francisco do Sul

Rio Grande do Sul

  • 112,8 mm Horizontina
  • 97,6 mm Palmeiras das Missões
  • 94,6 mm Passo Fundo
  • 92 mm Redentora

No Paraná, destaca-se o grande volume de chuva na capital, Curitiba, onde vários locais acumularam mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta e 14 do sábado. Nesse período, os maiores valores foram 86,2 mm na região de Cachoeira; 79,8 mm na região de Umbará; 77,8 mm em São Braz; 77,2 mm em Santa Felicidade; e 72,6 mm em Vista Alegre.

Alerta para muita chuva continua neste domingo

A chuva bastante volumosa neste fim de semana já estava sendo esperada, conforme alertas emitidos anteriormente pela Climatempo.

O deslocamento de uma frente fria pela costa da região Sul, a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e a incidência de ventos quentes e úmidos, vindos da região Norte estimularam a formação das nuvens muito carregadas que provocam a chuva forte desde a última sexta-feira,.

Mas o alerta para a chuva volumosa continua valendo para este domingo (8), especialmente para o Paraná e Santa Catarina. Vários áreas paranaense, do norte catarinense e do Vale do Itajaí poderão acumular de 50 mm a 100 mm apenas durante esse dia

A chuva mais volumosa está sendo prevista para o sudoeste e centro-sul do Paraná, onde pode chover até mais de 100 mm ao longo deste domingo. A previsão vale para a região de Foz do Iguaçu.

As regiões metropolitanas de Curitiba e de Florianópolis estão dentro da área de risco de chuva muito volumosa. A quantidade de chuva deve diminuir em Florianópolis na segunda-feira (9), mas em Curitiba o risco de chuva muito volumosa permanece.

No Rio Grande do Sul, ainda pode chover com moderada a forte intensidade em alguns locais do extremo norte do estado, na divisa com Santa Catarina.

Alerta de deslizamento e enxurradas

Nas áreas em laranja no mapa abaixo, o Cemaden considera alto o risco de deslizamento de terra neste domingo, além de quedas de barreira às margens de estradas e rodovias no Vale do Itajaí, Grande Florianópolis e Norte Catarinense e Grande Curitiba.

O órgão também considera alto o risco de ocorrência de enxurradas, alagamentos generalizados e inundações em pequenas bacias na região serrana, Vale do Itajaí, Sul e Norte Catarinense e na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.



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Você viu? MST invade fazendas tradicionais no sul do Rio Grande do Sul



A matéria mais vista no portal do Canal Rural na última semana trouxe a notícia de que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiu duas propriedades rurais no sul do Rio Grande do Sul, próximo da fronteira com o Uruguai.

Uma das fazendas invadidas na última terça-feira (3) era a Cabanha Santa Angélica, no município de Pedras Altas. A propriedade foi fundada em 1870 e tem tradição na criação de cavalo crioulo, bovinos hereford e braford, ovinos romney marsh e gado leiteiro.

A outra propriedade era a Fazenda Nova, produtora de grãos e gado de corte, que fica localizada entre os municípios de Pedras Altas e Hulha Negra. 

Os membros do MST deixaram as propriedades no dia seguinte (4), após a chegada de forças do Batalhão Militar. Mas grupos permaneceram acampados na estrada em frente à Santa Angélica por mais um dia. “O MST passou a falsa impressão que tinham cedido, levando à desmobilização de produtores e autoridades”, disse o proprietário da fazenda, Ramiro Costa.

O MST acabou por deixar definitivamente o local no mesmo dia. Na quinta-feira (5), produtores e empresários do agronegócio se reuniram na sede da Cabanha Santa Angélica, para se organizarem para conter eventuais novas invasões de propriedades na região.



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como isso pode impactar o Brasil e o G20?



A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos reacendeu um debate importante sobre os rumos da política externa americana e os impactos nas relações com o resto do mundo. A postura isolacionista e o discurso America First (“América em primeiro lugar”), característicos de Trump, levantam dúvidas sobre a atuação do país nas negociações multilaterais. 

Em seu último governo, o americano chegou a retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, além de deixar as discussões internacionais de lado. Segundo o cientista político Leandro Consentino, a postura isolacionista de Trump pode prejudicar tanto os EUA quanto outros países do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia. 

“O distanciamento de foros importantes e de construções multilaterais enfraquece a posição americana como liderança global e compromete avanços em questões econômicas e políticas”, avalia. Para ele, a ausência dos Estados Unidos em discussões internacionais pode desestabilizar acordos e metas, trazendo retrocessos significativos.

Riscos e oportunidades para o Brasil

O posicionamento do Brasil neste contexto também é importante, já que o país presidiu o G20 entre 1º de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2024. Para Consentino, é necessário que o governo brasileiro adote uma postura pragmática diante dessa nova configuração. 

“É essencial que a política externa brasileira seja guiada pelo interesse nacional, sem se alinhar automaticamente a ideologias de governos estrangeiros”, afirma. O cientista político lembra ainda que durante o primeiro mandato de Trump a guerra comercial entre Estados Unidos e China abriu oportunidades para o Brasil expandir suas relações comerciais com os chineses.

Ameaças contra os países do Brics

Consentino também aponta que as ameaças de Trump a países do Brics, como a imposição de tarifas caso a aliança substitua o dólar no comércio internacional, são uma sinalização preocupante. Contudo, ele avalia que é improvável que medidas tão extremas sejam colocadas em prática. 

“O Brasil precisa equilibrar suas relações com os Estados Unidos e com os Brics, priorizando seu interesse nacional e evitando rompimentos que possam prejudicar suas exportações”, finaliza.



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Rio Grande do Sul avança na semeadura de arroz


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, a semeadura de arroz está próxima de ser concluída no Rio Grande do Sul, com 95% da área planejada já implantada. Apesar de atrasos em regiões como o Centro e os Vales, devido às torrentes de maio e precipitações recentes, as atividades seguem dentro do cronograma na maioria das áreas. A execução de manejos culturais, como aplicação de herbicidas e fertilizantes nitrogenados, também exigiu atenção dos rizicultores, o que retardou algumas operações de plantio.

As chuvas ao longo do período contribuíram para a saturação do solo, favorecendo a germinação e a emergência nas áreas plantadas e reduzindo a necessidade de irrigação suplementar. Segundo o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a área total cultivada no estado deve atingir 948.356 hectares, com uma produtividade média estimada em 8.478 kg/ha pela Emater/RS-Ascar.

Na região da Fronteira Oeste, municípios como Alegrete e São Borja avançaram consideravelmente, atingindo 99% e 98% da área prevista, respectivamente. Em São Gabriel, a semeadura foi mantida inclusive no período noturno para aproveitar as condições climáticas favoráveis. Já na Campanha, os produtores encerraram as operações após as chuvas pontuais de novembro, cobrindo uma área de 58.892 hectares, conforme o informativo.

Segundo a Emater/RS, apesar do avanço, chuvas intensas em Dom Pedrito causaram danos em estruturas como taipas e canais de irrigação, além de comprometerem estradas internas. No entanto, as lavouras apresentam bom estande, beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis.

Na região de Pelotas, 99% da área já foi plantada, restando operações em municípios como Tavares e Rio Grande. Santa Maria e Soledade reportaram índices de 80% e 98% de áreas semeadas, com boas condições de germinação e desenvolvimento.

Os preços do arroz apresentaram recuo na última semana. Segundo a Emater/RS-Ascar, a cotação média da saca de 60 quilos caiu 3,89%, passando de R$ 108,25 para R$ 104,04.





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volumes podem ultrapassar 200 mm nos próximos dias



O Paraná enfrenta previsão de chuvas intensas nos próximos dias, com acumulados que podem ultrapassar 200 mm em algumas regiões, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A frente fria que se instala no estado entre este fim de semana e a próxima terça-feira (10) deve gerar instabilidades significativas, acompanhadas de tempestades com raios e ventos fortes.

Os maiores volumes de chuva são esperados no sudoeste do estado, onde o acumulado pode superar os 200 mm até segunda-feira (9). Na porção sul , Campos Gerais, Região Metropolitana de Curitiba e Litoral, o acumulado deve passar de 150 mm. No Norte, também há previsão de chuvas volumosas. Essas condições aumentam o risco de alagamentos e enchentes em áreas vulneráveis.

Na terça-feira (10), a frente fria deve começar a se deslocar em direção ao Sudeste, reduzindo as instabilidades no estado.

Chuva em Curitiba

De acordo com a Climatempo, vários localidades na capital do estado já haviam acumulado mais de 70 mm no período entre aproximadamente 14 horas da sexta (6) e 14 horas deste sábado (7). Nesse período, as maiores quantidades de chuva foram as seguintes (dados do Cemaden):

  • 86,2 mm na região de Cachoeira,
  • 79,8 mm na região de Umbará,
  • 77,8 mm em São Braz,
  • 77,2 mm em Santa Felicidade,
  • 72,6 mm em Vista Alegre.

A média normal de precipitação em Curitiba em todo o mês de dezembro é de 152 mm.

Alertas da Defesa Civil

Nesta sexta-feira, a Defesa Civil do Paraná enviou alertas aos moradores da região Sul, informando sobre o risco de fortes temporais. As notificações continuarão durante os próximos dias para os locais mais afetados. Municípios foram orientados a monitorar as condições climáticas e se prepararem para emergências.

Os avisos são transmitidos via SMS, pelo número 40199, e pelo WhatsApp no (61) 2034-4611, mediante cadastro prévio. O Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd) realiza monitoramento 24 horas por dia e emitirá novos alertas conforme as condições forem atualizadas.

Orientações à população

A Defesa Civil pede atenção especial às pessoas que vivem em áreas de risco, como margens de rios, encostas e morros. No site da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, estão disponíveis orientações sobre como agir em situações de emergência, como enchentes e tempestades.

Cadastro para alertas:

  • SMS: Envie seu CEP para 40199.
  • WhatsApp: Salve o número (61) 2034-4611 e solicite o cadastro.

A população é orientada a acompanhar os boletins meteorológicos e seguir as recomendações dos órgãos de segurança.



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Muita chuva e sensação de frio, enquanto frente fria avança; veja previsão do tempo para o Brasil



Neste domingo (8), o Brasil enfrenta condições climáticas variadas entre as regiões. Enquanto o Sul continua lidando com chuvas intensas e risco de transtornos, especialmente em Santa Catarina e Paraná, o Sudeste terá tempo firme na maior parte dos estados, com exceção de São Paulo, onde uma frente fria traz instabilidades.

O Centro-Oeste e o Norte também apresentam pontos de chuva intensa, contrastando com o calor seco do interior do Nordeste. Confira a previsão completa para o dia, na análise da Climatempo.

Sul

O tempo fica mais estável no Rio Grande do Sul, com sensação de frio nas áreas serranas.

Em Santa Catarina e Paraná, a chuva continua intensa e frequente, com risco para transtornos em áreas de risco.

As capitais Curitiba e Florianópolis continuam recebendo chuva forte

Sudeste

Uma frente fria traz chuva para São Paulo, especialmente na região central e metropolitana. No oeste paulista e litoral sul, há previsão de pancadas isoladas com raios e trovoadas.

No Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o tempo permanece firme e quente.

Centro-Oeste

Ainda há risco de temporais em Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Mato Grosso.

As demais áreas da região seguem ensolaradas, com o sol predominando entre algumas nuvens.

Nordeste

Os ventos vindos do oceano formam nuvens carregadas no Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte. Há previsão de chuva isolada de moderada a forte intensidade.

No interior da região, o tempo permanece seco e quente.

Norte

A chuva será intensa no Amazonas, Acre e Rondônia. Pancadas isoladas são esperadas no Pará, Amapá e Tocantins, enquanto Roraima segue com tempo estável.



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AgroNewsPolítica & Agro

Adubação eficiente e clima favorecem desenvolvimento das pastagens


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar, a oferta de forrageiras anuais e perenes de verão está excelente em grande parte do Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS-Ascar. O desempenho é impulsionado pelas condições climáticas favoráveis, especialmente a umidade e as temperaturas amenas. Entretanto, algumas áreas ainda enfrentam dificuldades devido ao déficit hídrico decorrente de chuvas irregulares.

Em solos com boas condições, a adubação nitrogenada em cobertura tem sido realizada com maior frequência e em doses reduzidas, melhorando a eficiência dos fertilizantes. O campo nativo também apresentou recuperação, permitindo ajustes na lotação animal e favorecendo o desenvolvimento das pastagens de verão.

Na região administrativa de Bagé, produtores em Manoel Viana aproveitaram a umidade para aplicar fertilizantes nitrogenados e herbicidas, acelerando o preparo para pastejo. Em Alegrete, as forrageiras perenes, como aruana e zuri, apresentaram rebrote vigoroso, permitindo o início do pastejo.

Em Caxias do Sul, as condições climáticas, como solo úmido e insolação, favoreceram o desenvolvimento das pastagens anuais e perenes. Já em Erechim, as pastagens de inverno, em fase final, mostram menor desempenho, enquanto os campos nativos estão se beneficiando do aumento das temperaturas.

Na região de Frederico Westphalen, as pastagens de inverno deixaram de contribuir para a alimentação dos rebanhos. No entanto, as perenes de verão estão se desenvolvendo bem, mesmo com algumas áreas exigindo manejo contra plantas invasoras.

Em Passo Fundo, o campo nativo tem apresentado maior capacidade de brotação, embora a falta de umidade tenha prejudicado a germinação de pastagens anuais. Já na região de Pelotas, as pastagens perenes continuam a se recuperar, impulsionadas por condições climáticas favoráveis.

Na de Porto Alegre, o vento nordeste e o calor intenso causaram ressecamento do solo, dificultando o crescimento das pastagens. No entanto, chuvas recentes trouxeram alívio e devem estimular o plantio de pastagens.

As regiões de Santa Maria e Santa Rosa também se destacaram com chuvas recentes, que impulsionaram o rebrote do campo nativo e estimularam o uso de fertilizantes, incluindo adubação orgânica líquida em áreas próximas a chiqueiros.

Na de Soledade, o campo nativo e as pastagens perenes de verão apresentam recuperação, aumentando gradualmente a oferta de forragem.





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Golpes digitais ameaçam crédito rural: saiba como evitar fraudes



Um levantamento do Instituto DataSenado aponta que, de junho de 2023 a junho de 2024, 24% dos brasileiros com mais de 16 anos foram vítimas de golpes digitais. Entre os afetados estão produtores rurais de pequeno e médio porte, que têm sido alvos frequentes de fraudes devido à crescente demanda por crédito no agronegócio.

De acordo com Sâmela Moraes, gerente da Nagro Crédito Agro, fintech brasileira que oferece crédito para produtores rurais, o acesso ao crédito atrai golpistas que exploram a necessidade e urgência dos produtores. Ofertas com juros muito baixos ou vantagens irreais são indícios comuns de esquemas fraudulentos.

“Esses golpes aproveitam a vulnerabilidade de produtores que, em busca de soluções rápidas para o custeio de safras ou investimentos, podem não se atentar aos riscos envolvidos”, diz Moraes.

Apesar dos desafios, a tecnologia pode ser uma aliada, ajudando a reduzir a burocracia e aumentar a segurança nas transações. Segundo o Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio (Conacred), 38% dos profissionais que atuam no setor demonstram otimismo quanto ao futuro do crédito agro.

Confira abaixo dicas da Nagro Crédito Agro para evitar fraudes.

Como se proteger de golpes no agro

  1. Falsos intermediários
    Golpistas criam sites falsos que imitam páginas de instituições financeiras legítimas para coletar informações bancárias e pessoais. Moraes orienta: “Verifique a reputação da instituição e desconfie de taxas de juros muito abaixo do mercado.”
  2. Mensagens por WhatsApp ou SMS
    Cerca de 80% dos brasileiros já foram alvos de tentativas de fraude por aplicativos de mensagens, segundo a NordVPN. Os golpistas se passam por representantes de empresas, oferecendo condições exclusivas e urgentes. “Sempre confirme a autenticidade da comunicação antes de fornecer dados pessoais ou bancários”, recomenda Moraes.
  3. Pagamentos antecipados
    Neste golpe, os criminosos solicitam depósitos iniciais para liberar financiamentos. As falsas cobranças incluem taxas de cadastro ou seguro. “Nenhuma instituição séria pede pagamento antecipado para liberar crédito”, afirma a gerente.
  4. Boletos falsos
    Produtores recebem boletos fraudulentos que aparentam ser de instituições financeiras, mas direcionam os valores para os golpistas. A melhor forma de evitar o golpe é verificar o documento diretamente na plataforma oficial da credora.

A prevenção é o melhor caminho para evitar prejuízos no crédito rural. Desconfie de ofertas muito vantajosas, utilize apenas canais oficiais para transações e não compartilhe informações pessoais ou bancárias sem a devida confirmação.

Produtores que identificarem suspeitas de golpes devem denunciar às autoridades e procurar apoio de empresas confiáveis no mercado.



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