terça-feira, julho 14, 2026

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Confira como está o andamento da safra argentina



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada
Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada – Foto: Canva

De acordo com o último Panorama Agrícola Semanal (PAS) e o Estado y Condición de Cultivos (ECC) da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a semeadura de soja avançou para 53,8% da área projetada de 18,6 milhões de hectares. O progresso foi de 9,4 pontos percentuais na última semana, e 100% da área plantada apresenta uma condição de cultivo classificada entre Normal e Excelente. Esse desempenho reflete a boa adaptação da soja às condições climáticas e um bom desenvolvimento das lavouras.

Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada, e 98,4% dos cultivos se encontram em condições de cultivo entre Normal e Excelente, devido à boa umidade no solo. No caso do girassol, a semeadura foi concluída, alcançando as 2 milhões de hectares previstas. A totalidade da área está em condições de cultivo Normal/Excelente, com 91% das lavouras apresentando estado hídrico Adequado/Óptimo. A floração já começou em 8% da área.

Embora a produção projetada continue em 18,6 milhões de toneladas, ela pode ser revista para cima, caso os rendimentos se mantenham superiores ao esperado, o que indicaria um bom desempenho da safra. A expectativa é que as boas condições climáticas no decorrer da colheita favoreçam uma produtividade ainda melhor, proporcionando um aumento na produção nacional.

Finalmente, a semeadura de cevada já alcançou 41,4% da área projetada, com o plantio ganhando ritmo, especialmente no norte da área agrícola. O aumento das áreas semeadas no norte reflete as condições climáticas favoráveis que impulsionaram a atividade nesta região. No entanto, no centro do país, a semeadura de milho tardio limita a área destinada à cevada, uma vez que os produtores priorizam o milho devido à maior demanda e rentabilidade.

 





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Relatório Focus prevê avanço na inflação em 2024 e 2025



As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus elevaram de 4,71% para 4,84% a previsão para a inflação medida pelo Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2024. A meta para a inflação no período é de 3%.

A previsão de inflação nos preços administrados – que são controlados por contrato ou pelo poder público – aumentou de 4,66% para 4,69%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu de 6,18% para 6,35%.

Para 2025, as instituições financeiras elevaram de 4,40% para 4,59% a previsão para o IPCA. A meta para a inflação no período é de 3%.

A previsão de inflação nos preços administrados em 2025 ficou estável em 4,13%, enquanto a projeção para a medida pelo IGP-M subiu de 4,16% para 4,40%.



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ouça o que mexe com a economia nesta semana


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o Payroll dos EUA, com dados fortes de emprego e dólar em alta.

No Brasil, a expectativa é de uma Selic em 12% após a reunião do Copom. Destaques da semana incluem IPCA, PMC e negociações entre Mercosul e União Europeia.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Chuva recupera safra de trigo nos EUA



O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria



O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoriaO relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria
O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoriaO relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria – Foto: Canva

A seca que afetou as primeiras fases da safra de trigo de inverno de 2024 nos Estados Unidos gerou grandes preocupações sobre a qualidade e o fornecimento do grão, especialmente devido às condições climáticas severas no outono. As condições iniciais da safra foram as segundas mais baixas desde 1986, o que levantou temores sobre o impacto da escassez de água. 

No entanto, a situação mudou quando, após um dos outubros mais secos já registrados nas planícies, o padrão de precipitação passou para um dos novembros mais chuvosos da história da região, permitindo uma recuperação significativa. De acordo com os dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as condições do trigo melhoraram constantemente durante cinco semanas consecutivas, aliviando as preocupações com a seca, especialmente com a entrada da safra no período de dormência.

“Quarenta dias certamente fizeram a diferença”, comentou um grande moleiro, destacando que a quantidade de chuva, especialmente entre 28 de novembro e 3 de dezembro, foi fundamental para melhorar as condições do trigo. Com isso, as tabelas de umidade apresentaram valores superiores aos do ano passado, e a safra entrou no inverno com boas reservas de umidade no subsolo, um fator crucial para o desenvolvimento futuro do trigo.

O relatório final do USDA, divulgado em 25 de novembro, mostrou uma grande melhoria nas classificações do trigo de inverno. Em 24 de novembro, 8% do trigo foi classificado como excelente, 47% como bom, 33% como regular, 9% como ruim e 3% como muito ruim. Essa evolução foi um alívio significativo após a classificação inicial do final de outubro, quando apenas 5% do trigo foi considerado excelente e 7% foi classificado como muito ruim. 

 





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Senado analisa padrões ambientais rigorosos para importados



“O que estamos pedindo é respeito e condições justas de negociação”



“O que precisamos é de algo que nos permita negociar com aqueles que tentam nos restringir comercialmente"
“O que precisamos é de algo que nos permita negociar com aqueles que tentam nos restringir comercialmente” – Foto: Agência Brasil

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado iniciou a análise do Projeto de Lei 2088/2023, proposto pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), que exige que produtos importados venham de países com padrões ambientais iguais ou mais rigorosos que os do Brasil. Entre os critérios estão emissões de gases de efeito estufa e conformidade com o Código Florestal Brasileiro.

A relatora, senadora Tereza Cristina (PP-MS), defendeu a proposta como resposta a ataques, especialmente da França, contra a qualidade ambiental dos produtos brasileiros. Ela criticou a rejeição da França ao acordo entre Mercosul e União Europeia, afirmando que o Brasil tem práticas ambientais rigorosas e que as acusações contra seus produtos são injustas.

Marinho também ressaltou que o Brasil precisa negociar como uma nação soberana, sem ceder a pressões externas. Durante a audiência, o diretor do Instituto Brasileiro de Agricultura Sustentável (IBA), Augusto Silva, questionou se outros países adotam práticas agrícolas como o plantio direto, que preserva o carbono no solo. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou que os ataques ao agro brasileiro tendem a crescer com o aumento da presença do Brasil no mercado global.

“O que precisamos é de algo que nos permita negociar com aqueles que tentam nos restringir comercialmente. Ninguém quer ficar isolado, e em um mundo globalizado, o isolamento não é viável. Precisamos ter orgulho de nosso produto e mostrar que temos qualidade. O que estamos pedindo é respeito e condições justas de negociação”, pontuou Zequinha.

 





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Nota Oficial: Nelore/MS cobra reparação do Carrefour Brasil e França


A Associação Sul-Mato-Grossense dos Criadores de Nelore – Nelore/MS, repudia a declaração infundada do CEO do Grupo Carrefour 
A declaração feita na última quarta-feira (20), pelo CEO francês Alexandre Bompard, trouxe indignação ao setor pecuário do Brasil, e consequentemente de Mato Grosso do Sul, o CEO declarou em suas redes sociais que assume o compromisso de não comercializar nenhuma carne proveniente do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A Nelore/MS, por meio do presidente Paulo Matos e demais associados vem por meio desta nota repudiar tal declaração, a associação destaca ainda a irrelevância da França no mercado brasileiro. De acordo com o site Farmnews, na tabela do Comex (comércio exterior) a França comprou, entre janeiro e outubro de 2024, menos de 40 toneladas de carne bovina in natura do Brasil, o que representa 0,002% do total embarcado pelo Brasil no período, de 1,41 milhão de toneladas. Porém, por outro lado, a União Europeia, tem uma importância maior para a exportação de carne bovina do Brasil, apesar de ainda modesta, participando com cerca de 2,2% dos embarques do País na parcial de 2024, até outubro. Isso mostra que, mesmo com a insignificância da exportação francesa, essa declaração atinge a moral do produtor rural brasileiro, fazendo que outras empresas possam questionar a qualidade da proteína produzida aqui.

No entanto a França e suas empresas talvez não imaginem o efeito do repúdio e das consequências que essa declaração pode causar à economia francesa, já que o Brasil é importador e consumidor de produtos de origem francesa, como vinhos, queijos, perfumaria, entre outros. A reciprocidade desta atitude pode gerar um grande impacto, principalmente no setor do turismo, já que a França é um dos principais destinos dos brasileiros.

Portanto essa tentativa de desqualificar a carne produzida aqui no Brasil, colocando em questionamento o compromisso do agro brasileiro, que produz carne de qualidade, e que é amparado por uma forte legislação ambiental, nada mais é que querer criar um embaraço comercial entre os países do Mercosul.

Os criadores brasileiros exigem respeito, pois a declaração foi feita de maneira irresponsável e sem respaldo científico que justificasse tal decisão. A Nelore/MS aguarda a manifestação de reparo tanto do Carrefour Brasil, como da França. 

NELORE/MS
Presidente Paulo Matos





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Perspectivas positivas para elevadores de grãos nos EUA



Dólar pode afetar demanda interna



Dólar pode afetar demanda interna
Dólar pode afetar demanda interna – Foto: Leonardo Gottems

Com a colheita nos Estados Unidos projetando a segunda maior safra de milho e soja já registrada, a perspectiva de margem para os elevadores de grãos melhorou, conforme relatório do CoBank. A produção de 15,4 bilhões de bushels de milho e 4,46 bilhões de bushels de soja ajudou a reduzir os preços para mínimas de quatro anos, impulsionando a demanda doméstica e para exportação. Além disso, a crescente demanda por ração, devido à estabilidade do setor pecuário, também contribui positivamente.

Porém, fatores como o fortalecimento do dólar americano e a incerteza sobre políticas comerciais e de biocombustíveis podem afetar a demanda externa. A possível desaceleração das exportações, agravada por tarifas retaliatórias de países como China e México, ameaça a dinâmica do mercado de exportação. O aumento nas margens de lucro do mercado futuro e a base de compra mais barata para os grãos devem beneficiar os armazenamentos de grãos no curto prazo.

Apesar da demanda doméstica robusta, especialmente por soja para a produção de diesel renovável, as margens de lucro para biocombustíveis e a incerteza política podem reduzir o uso de etanol à base de milho. A perspectiva de crescimento nas exportações de grãos se vê desafiada pela oferta global crescente e pela potencial desaceleração nas exportações. Como resultado, espera-se que os elevadores de grãos se beneficiem do aumento dos carregamentos no mercado futuro, com um cenário favorável para o armazenamento nos próximos meses.

“A combinação do crescimento da oferta global de milho e soja, desaceleração das exportações e alguma redução na demanda doméstica incentivará o armazenamento, com os elevadores de grãos se beneficiando de maiores carregamentos no mercado futuro e de uma base mais barata nos próximos meses”, disse Tanner Ehmke, economista-chefe de grãos e oleaginosas do CoBank. 





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Preço do boi gordo despencou na semana. Há espaço para novas valorizações?


O cenário do mercado brasileiro do boi gordo mudou bastante ao longo da semana. Diferente das altas registradas ao longo de novembro, a primeira semana de dezembro foi marcada pelo declínio nos valores pagos pela arroba.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, conforme antecipado na semana passada, a entrada de animais confinados no mercado acabou contribuindo para que as indústrias alongassem as escalas de abate, ocasionando uma mudança de comportamento na compra de gado.

“O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de queda no curto prazo, considerando o aumento da capacidade ociosa das indústrias, em especial daquelas que atuam no mercado doméstico.”

Problemas de demanda

O analista destaca que é preciso considerar também os problemas de demanda no mercado doméstico, que já não consegue mais acompanhar reajustes dos preços da carne bovina, com a população optando por proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango.
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 5 de dezembro:
  • São Paulo (Capital): R$ 325, queda de 9,72% frente aos R$ 360 registrados em 29 de novembro
  • Goiás (Goiânia): R$ 315, recuo de 11,27% perante os R$ 355 da última
    semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 315, baixa de 5,97% frente aos R$ 335 indicados no fechamento da semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 315, desvalorização de 8,7% frente aos R$ 345 praticados no final de novembro
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 310, 7,46% aquém dos R$ 335 registrados no encerramento da semana anterior.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 290 a arroba, retração de 6,45% em relação aos R$ 310 de 29 de novembro

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços acomodados no decorrer da semana. Mesmo em um momento de capitalização da população, Iglesias destaca que os consumidores estão priorizando as proteínas mais acessíveis. "Isso dificulta novos repasses ao longo da
cadeia produtiva de carne bovina".
Os cortes do dianteiro do boi se mantiveram em R$ 20,50 o quilo. Já os cortes do traseiro do boi tiveram uma valorização de 1,89% ao longo da semana, passando de R$ 26,50 para R$ 27,00 o quilo.

Exportações de carne de boi

carnecarne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil, renderam US$ 1,109 bilhão em novembro (19 dias úteis), com média diária de US$ 58,420 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 228,132 mil toneladas, com média diária de 12,007 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.865,50.

Em relação a novembro de 2023, houve alta de 28,6% no valor médio diário da exportação da carne bovina, ganho de 21,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 5,9% no preço médio. 



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Prêmio de liderança em gestão de pessoas no agronegócio



Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW)



Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW)
Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW) – Foto: Canva

A Vetoquinol, oitava maior indústria de saúde animal do mundo, recebeu o prêmio Líderes do Agronegócio 2024 na categoria Gente e Gestão, promovido pelo Grupo Mídia. A premiação, realizada em 5 de dezembro no Palácio Tangará, em São Paulo, reconheceu a companhia pelo trabalho humanizado na gestão de suas equipes, tanto na unidade fabril quanto nos escritórios. A empresa, com sede em Aparecida de Goiânia (GO), é uma das líderes no setor de saúde e bem-estar animal, essencial para a produtividade de carne e leite e o controle de zoonoses.

Ana Clara Dias, gerente de Recursos Humanos da Vetoquinol, destacou a importância do reconhecimento, que reforça o compromisso da empresa com o bem-estar de seus colaboradores e sua missão de contribuir para um futuro mais saudável. O processo de premiação envolveu votação online e análise criteriosa do conselho do Grupo Mídia, levando em consideração ações impactantes no setor agropecuário durante os 12 meses anteriores. “Acreditamos na integridade deste prêmio pela sua característica única de votação”, completa.

Recentemente, a Vetoquinol também recebeu o selo Great Place To Work (GPTW) pela quarta vez consecutiva, evidenciando seus esforços em criar um ambiente de trabalho saudável e inclusivo. Jorge Espanha, diretor do Grupo Vetoquinol na América Latina e no Canadá, ressaltou que o sucesso da empresa está ligado à combinação de programas de liderança, coaching individualizado e sensibilidade na gestão das equipes.

“Recentemente, recebemos pela quarta vez consecutiva o selo Great Place To Work (GPTW), que valoriza justamente esse trabalho especial e atencioso com a gestão das nossas equipes, sem distinção de pessoas. Assim como os selos, o Grupo Mídia está ciente de todos os esforços da Vetoquinol em ter ambientes saudáveis que valorizam os seus colaboradores e que potencializam o desempenho de cada um. Isso é o que tem feito a Vetoquinol cada vez maior. Nosso trabalho foca na combinação de programa de liderança, coaching individualizado, diversidade etárias nas equipes e muita sensibilidade no trato com funcionários e colaboradores em um excelente ambiente de trabalho”, analisa Jorge Espanha, diretor do Grupo Vetoquinol na América Latina e no Canadá.





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Município do Paraná teve chuva de 233 mm em apenas 13 horas; e ainda tem mais por vir


Os volumes de chuva acumulados sobre o Paraná no período de 24 horas são “impressionantes”, classifica a Climatempo.

A empresa de climatologia, parceira de conteúdo do Canal Rural, aponta que várias áreas do estado voltaram a acumular mais de 100 milímetros entre o começo da tarde do sábado e o começo da tarde deste domingo (8).

A chuva sobre a região de Cianorte, no Noroeste do Paraná, foi “extremamente volumosa”. No período entre 13 horas do dia 7 e 13 horas de 8 de dezembro, o Simepar registrou 232,8 mm na região. Este valor supera a média de chuva climatológica para todo o mês de dezembro.

Para a maioria das áreas do Paraná, a média de chuva normal para o 12º mês do ano varia de 180 a 220 mm, conforme cálculos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), para o período de 1991 a 2020.

Onde mais choveu muito?

Confira outros volumes de chuva muito elevados que foram registrados em 24 horas, entre 13 horas do dia 7 e 13 horas de 8 de dezembro de 2024, de acordo com o Inmet e o Simepar:

  • Cianorte: 232,8 mm
  • Altônia: 147,4 mm
  • Nova Tebas: 131,4 mm
  • Campina da Lagoa: 128,4 mm
  • Ubiratã: 122,4 mm
  • Assis Chateaubriand: 110,2 mm
  • Palotina: 108,8 mm

Em Curitiba, o Simepar registrou 114,2 mm acumulados em apenas 48 horas entre o começo da tarde de sexta-feira (6) e o começo da tarde deste domingo. Isso corresponde a quase metade da média de chuva para dezembro em Curitiba, que fica em torno de 241 mm.

Chuva nas últimas 48 horas

Considerando os acumulados de 48 horas, entre aproximadamente 14h30 da sexta-feira e 14h30 deste domingo, o Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já registrou de 150 a cerca de 200 mm acumulados em vários locais do Paraná:

  • Nova Laranjeiras: 189,6 mm
  • Francisco Beltrão: 183,6 mm

Quais os motivos?

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Frente fria. Foto: Pixabay

O deslocamento de uma frente fria pela costa da Região Sul do Brasil, a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai e a incidência de ventos quentes e úmidos, vindos do Norte do Brasil, estimularam a formação de nuvens muito carregadas que provocam chuva forte desde a sexta-feira (6).

A frente fria já está avançando para o litoral de São Paulo. Mesmo assim, a circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera vai manter as condições para a formação das nuvens bastante carregadas sobre grande parte do sul do Brasil nesta segunda-feira (9).

Mais chuva para o Paraná

O tempo permanece muito instável em praticamente todo o Sul do Brasil nesta segunda-feira. No entanto, no Paraná, a situação ainda é de alerta máximo para chuva muito volumosa no centro, norte e leste do estado, incluindo a região metropolitana de Curitiba, alerta a Climatempo.

Nas áreas a oeste, sudoeste e sul do estado, ainda podem ocorrer temporais nesta segunda-feira, mas os volumes acumulados ao longo do dia devem ser menores do que os esperados para as outras áreas do estado.

Alerta para Santa Catarina e Rio Grande do Sul

Para Santa Catarina ainda há alerta para temporais na região do Vale do Itajaí e no litoral norte catarinense nesta segunda-feira. Já em Florianópolis e nas outras áreas do litoral catarinense, bem como no centro, oeste e norte do estado, ainda podem ocorrer pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, mas ocorrem em períodos com sol ao longo do dia. Não há expectativa de chuva forte para a região serrana.

O extremo norte do Rio Grande do Sul também pode ter pancadas de chuva moderadas a fortes. Contudo, as outras áreas do território gaúcho, incluindo a grande Porto Alegre, já estão fora da zona de chuva intensa para esta segunda-feira.



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