terça-feira, julho 14, 2026

Agro

News

Produtor de soja terá acesso a créditos de carbono com o RenovaBio



Na última semana, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL 3149/2020) que altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que permite que os produtores de soja participem da comercialização dos créditos de carbono gerados pelas indústrias de biocombustíveis. A medida amplia as oportunidades para os agricultores, que poderão negociar diretamente com as empresas de biodiesel e etanol, obtendo prêmios sobre sua produção de soja, convertida em biocombustíveis.

Até então, os créditos de carbono eram um benefício exclusivo das indústrias. Agora, com a mudança, o produtor de soja, uma das principais matérias-primas do biodiesel, passa a ser reconhecido e recompensado por sua contribuição à descarbonização, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.

Avanço para o produtor de soja

A Aprosoja Brasil, por meio de negociações com as associações representativas das indústrias de óleos vegetais e etanol de milho, foi importante para garantir que o produtor fosse incluído nesta política ambiental. Para Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, essa conquista representa um avanço para o setor, fortalecendo a relação entre a produção agrícola e as políticas de sustentabilidade.

O senador Efraim Filho (União – PB), relator da proposta, destacou a importância dessa vitória para o agronegócio e agradeceu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foi essencial para o avanço do texto. A aprovação da proposta representa uma nova oportunidade para os produtores de soja, que agora podem agregar valor à sua produção, contribuindo com a redução das emissões de carbono e gerando novas fontes de receita no crescente mercado de biocombustíveis.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Vendedores e compradores de milho recuam em dezembro



Cepea aponta resistência de vvendedores e queda nas negociações de milho




Foto: Nadia Borges

O mercado brasileiro de milho segue com negociações limitadas no início de dezembro, refletindo um cenário de baixa liquidez, conforme apontam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Enquanto compradores domésticos permanecem afastados do mercado spot, as exportações continuam em ritmo lento, assim como ocorreu ao longo de toda a atual temporada.

Apesar disso, vendedores também reduziram a oferta no mercado interno na última semana, o que contribuiu para uma leve reação nos preços do milho. Segundo o Cepea, os compradores mantêm o foco no clima favorável, que pode resultar em maior produção nos próximos meses, e na lentidão das exportações, que deve elevar os estoques de passagem. Por outro lado, os vendedores estão atentos ao desenvolvimento das lavouras da safra de verão e preferem aguardar melhores oportunidades.

Os pesquisadores destacam que essa retração no mercado físico é comum nesta época do ano. Além de muitos agentes já trabalharem com o produto estocado ou comprometido em negociações anteriores, questões fiscais também contribuem para a redução das comercializações do cereal.

 





Source link

News

à espera do USDA, Chicago reabre em alta



Nesta segunda-feira (9), os contratos futuros de soja em grão registraram alta na reabertura da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com os preços em alta após uma sessão marcada pela volatilidade. O otimismo no mercado é alimentado pela expectativa do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

A forte valorização do petróleo e a queda do dólar em relação a outras moedas, juntamente com a sólida demanda pela soja norte-americana, sustentam o avanço dos preços. O mercado especula sobre estoques americanos de 471 milhões de bushels para a safra 2024/25, levemente acima da previsão anterior de 470 milhões.

Já para o cenário global, as estimativas apontam para estoques finais de soja de 133 milhões de toneladas na temporada 2024/25, um aumento em relação ao número de 131,7 milhões de novembro.

Contratos futuros da soja

No pregão da CBOT, os contratos de soja com entrega em janeiro de 2025 subiram 7,25 centavos, ou 0,72%, fechando a US$ 10,01 por bushel. Já os contratos de março de 2025 avançaram 7 centavos, ou 0,70%, cotados a US$ 10,06 1/4 por bushel.



Source link

News

Aprosoja-MT quer leis municipais contra a moratória da soja


A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) aprovou, no dia 5, uma estratégia para pressionar prefeitos e vereadores a criarem leis que dificultem a operação de empresas signatárias da Moratória da Soja. Em assembleia geral que reuniu cerca de 250 produtores, a entidade informou que vai atuar junto aos municípios caso não haja “alteração satisfatória na conduta das empresas signatárias” até janeiro de 2025.

“A Moratória da Soja tem se mostrado um instrumento que desrespeita a legislação brasileira e prejudica a competitividade dos nossos produtores. Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, afirmou o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, em nota.

A moratória, pacto que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008, mesmo que legalmente, vem sofrendo resistência crescente. Em Mato Grosso, uma lei aprovada em outubro corta incentivos fiscais para empresas signatárias a partir de janeiro. Rondônia já aprovou medida similar, e o Pará discute proposta semelhante.

A moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da AmazôniaA moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia
Foto: Governo do Amazonas

“Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, disse o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

A movimentação da Aprosoja-MT ocorre enquanto a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) discute mudanças no acordo. Entre as alterações em debate, segundo publicou o jornal britânico The Guardian, está uma modificação na forma de monitoramento, que passaria da análise de propriedades inteiras para áreas individuais.

Nova proposta

No fim de novembro, uma proposta alternativa foi apresentada em Brasília (DF) pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O chamado “Pacto de Conformidade Ambiental da Soja” substituiria a moratória por um sistema de certificação baseado apenas no cumprimento do Código Florestal.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

É possível comparar o Mercosul com a UE?


Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, destaca em artigo que o acordo comercial assinado entre Mercosul e União Europeia, em 6 de dezembro, é um marco histórico, embora sua implementação ainda dependa da ratificação nos parlamentos dos dois blocos. Essa fase pode gerar novos debates e tensões, especialmente no setor agropecuário. 

“É justo celebrar-se o avanço como histórico, depois de tomar o espaço de uma geração para se chegar ao ponto em que estamos agora. Sem perder a noção, entretanto, que há muito ainda a percorrer para que o documento firmado em Montevideu neste 6 de dezembro passe a ter efeito real no comércio entre os dois continentes”, comenta.

A resistência de países europeus, como França, Holanda, Itália e Polônia, gira em torno da concorrência desleal dos produtos agrícolas do Mercosul, especialmente do Brasil. No entanto, Aline argumenta que os modelos de produção são incomparáveis, considerando as diferenças no Código Florestal brasileiro e as condições climáticas distintas entre os continentes.

Além disso, a autora critica o protecionismo europeu, que, ao sustentar políticas de subsídios, enfraqueceu o dinamismo agrícola da Europa. Em contraste, o Brasil tem investido em práticas sustentáveis e em uma agricultura mais eficiente.  Aline sugere que, em vez de comparações desfavoráveis, o acordo deve explorar as complementaridades entre os dois blocos, aproveitando as oportunidades de uma troca inteligente e lucrativa, que respeite as diferenças e promova a diversidade.

“Agricultores europeus acomodaram-se nas robustas políticas de subsídios e fizeram com que a atividade agropecuária perdesse o dinamismo no seu continente. O universo rural deixou de ser atraente aos jovens e, assim, acabou encontrando o caminho de se apoiar em outros atributos, como a tradição e a qualidade de suas cadeias agroindustriais com valor agregado. Assim, ao invés de comparar, nessa próxima temporada da novela EU-Mercosul o roteiro deveria apostar em destacar as complementaridades. A riqueza está na diversidade, no que fazemos de diferente e que podemos trocar de forma mais inteligente e rentável”, conclui.

 





Source link

News

Pequenos empreendedores rurais podem se beneficiar com acordo entre Mercosul e UE



O empreendedorismo realizado por pequenos produtores rurais pode avançar em um novo patamar com a ratificação do acordo de livre comércio, selado entre o Mercosul e a União Europeia (UE), na última sexta-feira (6). 

Após a confirmação do pacto, agricultores brasileiros terão acesso facilitado ao mercado europeu para comercialização de produtos como abacates, limões, melões, uvas, além do café em diversas formas (verde, torrado, solúvel). Os itens que são cultivados, em sua maioria, por agricultores familiares terão a eliminação gradual de tarifas em até sete anos.

Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a conclusão da iniciativa coloca o Brasil no centro de um dos maiores mercados globais e consolida o agronegócio como pilar do comércio internacional. 

“Este acordo prevê mais liberdade comercial, como zero tarifa para frutas, café e outros produtos brasileiros, além de quotas significativas para açúcar, carnes e etanol”. afirmou o ministro.

De modo geral, o pacto também traz benefícios significativos ao agronegócio brasileiro. De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2023, o país exportou  US$18,7 bilhões em produtos agrícolas para a União Europeia. O montante representa 40% da pauta exportadora ao bloco e prevê a liberalização total ou parcial de 99% das exportações agrícolas brasileiras ao mercado europeu. 

O acordo

Após 25 anos de negociações, Mercosul e  União Europeia selaram o acordo de livre comércio entre os blocos. O texto foi fechado durante a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, onde estiveram presentes os presidentes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, juntamente com a Comissão Europeia. 

O pacto promete alavancar o comércio entre os blocos, formando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, que abrange 449 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$18,59 trilhões.

Transições

Mas para ampliar a competitividade, outras concessões precisaram ser feitas. A exemplo de produtos sensíveis como queijos, vinhos e chocolates, terão períodos de transição mais longos ou restrições específicas. O foco é proteger o mercado regional.

Indicações Geográficas

Também foram estabelecidas regras específicas para a origem dos itens produzidos pelos dois blocos, garantindo assim benefícios tarifários para exportadores do bloco sul-americano. Por isso foram reconhecidas 37 indicações geográficas brasileiras, como o Café da Alta Mogiana e a Cachaça da região de Salinas, enquanto o Mercosul concedeu proteção a 346 indicações europeias.

O texto oficial do pacto deve ser publicado nos próximos dias, para então ser assinado e sujeito à aprovação nos países membros de cada bloco. Se aprovado, segue para validação.

Com informações do gov.br.



Source link

News

Câmbio no fim de 2024 sobe de R$ 5,70 a R$ 5,95, aponta Focus



A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2024 subiu em R$ 0,25, de R$ 5,70 para R$ 5,95. Um mês antes, estava em R$ 5,55. Considerando apenas as 86 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa passou de R$ 5,77 para R$ 6.

A estimativa para o fim de 2025 aumentou de R$ 5,60 para R$ 5,77, enquanto a projeção para o dólar no fim de 2026 subiu de R$ 5,60 para R$ 5,73. A estimativa para a cotação da moeda americana no fim de 2027 avançou de R$ 5,50 para R$ 5,69.

A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o BC espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.



Source link

News

Preço do etanol tem alta em 14 estados e no DF na última semana



Os preços médios do etanol hidratado subiram em 14 estados e no Distrito Federal (DF), caíram em 6 e ficaram estáveis em 6 na semana passada. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilados pelo AE-Taxas.

Nos postos pesquisados pela Agência em todo o país, o preço médio do etanol subiu 0,25% na comparação com a semana anterior, passando de R$ 4,05 para R$ 4,06 o litro.

Em São Paulo, principal estado produtor, consumidor e com mais postos avaliados, a cotação média ficou estável, a R$ 3,93 o litro. A maior queda porcentual na semana, de 1,13%, foi registrada em Sergipe, onde o litro passou de R$ 4,44 para R$ 4,39. A maior alta semanal, de 8,98%, foi registrada no Rio Grande do Norte, de R$ 4,23 para R$ 4,61.

O preço mínimo registrado na semana para o etanol em um posto foi de R$ 3,19 o litro, em São Paulo. O maior preço, de R$ 6,16, foi observado em Santa Catarina.

Já o menor preço médio estadual, de R$ 3,85, foi registrado em Goiás, enquanto o maior preço médio foi verificado no Amapá, de R$ 5,29 o litro.



Source link

News

Dólar alto eleva liquidez de soja no Brasil



O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) avalia que, de forma atípica para esta época do ano, o mercado interno de soja apresenta maior liquidez neste começo de dezembro, devido ao dólar alto, que vem atraindo agentes ao spot nacional. 

Pesquisadores do Cepea destacam que a moeda norte-americana valorizada frente ao real torna a oleaginosa brasileira mais competitiva no mercado global. Isso, consequentemente, resulta em maior disputa entre consumidores domésticos e externos. 

O volume de negócios, contudo, foi limitado pela resistência de uma parcela vendedora, que prefere comercializar o remanescente da safra 2023/24 apenas no primeiro bimestre de 2025. Diante desse cenário, os preços da soja se sustentaram no Brasil ao longo da última semana

O indicador Esalq/B3 para a soja mostra preço médio de R$ 141,67 para a saca de 60 kg em Paranaguá (PR) na última sexta-feira (6), representando queda de 2,73% dentro do mês.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Confira como está o andamento da safra argentina



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada



Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada
Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada – Foto: Canva

De acordo com o último Panorama Agrícola Semanal (PAS) e o Estado y Condición de Cultivos (ECC) da Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA), a semeadura de soja avançou para 53,8% da área projetada de 18,6 milhões de hectares. O progresso foi de 9,4 pontos percentuais na última semana, e 100% da área plantada apresenta uma condição de cultivo classificada entre Normal e Excelente. Esse desempenho reflete a boa adaptação da soja às condições climáticas e um bom desenvolvimento das lavouras.

Quanto ao milho, o avanço da semeadura atingiu 47,8% da área estimada, e 98,4% dos cultivos se encontram em condições de cultivo entre Normal e Excelente, devido à boa umidade no solo. No caso do girassol, a semeadura foi concluída, alcançando as 2 milhões de hectares previstas. A totalidade da área está em condições de cultivo Normal/Excelente, com 91% das lavouras apresentando estado hídrico Adequado/Óptimo. A floração já começou em 8% da área.

Embora a produção projetada continue em 18,6 milhões de toneladas, ela pode ser revista para cima, caso os rendimentos se mantenham superiores ao esperado, o que indicaria um bom desempenho da safra. A expectativa é que as boas condições climáticas no decorrer da colheita favoreçam uma produtividade ainda melhor, proporcionando um aumento na produção nacional.

Finalmente, a semeadura de cevada já alcançou 41,4% da área projetada, com o plantio ganhando ritmo, especialmente no norte da área agrícola. O aumento das áreas semeadas no norte reflete as condições climáticas favoráveis que impulsionaram a atividade nesta região. No entanto, no centro do país, a semeadura de milho tardio limita a área destinada à cevada, uma vez que os produtores priorizam o milho devido à maior demanda e rentabilidade.

 





Source link