terça-feira, julho 14, 2026

Agro

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Banco do Brasil atinge R$ 115 bilhões em financiamentos agropecuários na safra 2024/25



O Banco do Brasil (BB) atingiu a marca de R$ 115,2 bilhões em financiamentos na safra 2024/25, em 335 mil operações contratadas até novembro. Desses, 70% foram destinados a agricultores familiares e médios produtores, reafirmando a posição do banco como principal parceiro do agronegócio brasileiro.

Os recursos foram aplicados em linhas de crédito para custeio, investimento, comercialização, industrialização, títulos do agronegócio, como CPRs, e financiamentos para a cadeia produtiva, incluindo capital de giro e exportações.

Destaques no apoio à agricultura familiar

As operações voltadas para agricultores familiares e médios produtores cresceram 30% em relação à safra anterior, segundo o Banco do Brasil. Por meio de linhas como Pronaf A, A/C e B, voltadas a pequenos produtores, incluindo assentados, quilombolas e indígenas, as contratações já superaram em 45% o total desembolsado nos últimos quatro anos.

Além disso, o BB lidera na aplicação de recursos equalizados. Dos R$ 60,2 bilhões recebidos pelo governo federal para a safra 2024/25, metade (R$ 30,3 bilhões) já foi desembolsada até novembro.

Agro sustentável

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage, destacou a atuação da instituição. “Essa marca de R$ 115 bilhões reafirma a liderança e expertise do BB no agronegócio, desde a agricultura familiar até a agroindústria. Seguimos confiantes em apoiar o agro brasileiro com sustentabilidade, competitividade e inovação, fortalecendo o meio rural e contribuindo para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país”, afirmou.

O Banco do Brasil reforça sua atuação como parceiro estratégico do agronegócio, com soluções abrangentes e especializadas, consolidando sua posição como líder no setor.



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Concurso premia as 78 melhores cachaças de São Paulo; veja lista



O 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista premiou 78 rótulos na última terça-feira (3). Com a participação de municípios de todas as regiões do estado, o evento teve como proposta reforçar a qualidade, inovação e sustentabilidade na produção da bebida.

“Mais do que uma competição, o evento é a concretização da demanda apresentada pela Câmara Setorial da Cachaça Paulista, atendida pela SAA com compromisso e dedicação ao setor produtivo”, afirmou o coordenador das Câmaras Setoriais e Temáticas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), José Carlos de Faria Jr.

Já o secretário de Agricultura, Guilherme Piai, destacou que o governo de São Paulo reafirma o compromisso de atender às necessidades do produtor rural e fortalecer as cadeias produtivas que movimentam o agronegócio do estado. “Este concurso é uma ponte que conecta o setor público e privado, promovendo a excelência e abrindo novos mercados para a cachaça paulista.”

São Paulo é responsável por 45% de toda a produção nacional da bebida.

Cachaças premiadas

As 78 cachaças premiadas foram avaliadas de acordo com aspectos como qualidade sensorial, procedência e informações de rótulo. Ao todo, 51 conquistaram medalhas de ouro (90 a 100 pontos), 23 de prata (80 a 89 pontos) e 4 de bronze (70 a 79 pontos).

Na lista abaixo, as marcas estão em ordem alfabética, exceto as 5 primeiras de cada categoria, numeradas conforme o pódio de classificação:

Categoria branca

As 5 primeiras:

  • 5º lugar: Dom Tápparo, de Mirassol
  • 4º lugar: Seo Tadeu Prata, de Itupeva
  • 3º lugar: Wiba, de Torre de Pedra
  • 2º lugar: Taboado, de Votuporanga
  • 1º lugar: Almeida Valente, de Artur Nogueira

Ouro
Brasil Chik Prata, de Charqueada
Fina Flor, de Amparo
Itupeva Cristal, de Itupeva
Mandaguahy Original, de Jaú
Nhá Dita Prata, de Mogi Guaçu
Sapucaia, de Pirassununga
Serra Vale, de São João da Boa Vista
Senhor Brasil Prata, de Piracicaba
Vilela, de Cabreúva

Prata
Altarugio, de Ipeúna
Barra Grande Alceu Figueiredo, de Ribeirão Preto
Da Torre, de Amparo
Do Gran Nonno Prata, de Amparo
Engenho Fazenda Velha Prata, de Nova Odessa
Inara Cachaça Prata, de São Simão
Margô Prata, de Sales de Oliveira
Maria Clara Branquinha, de Itu
Oncinha, de Ourinhos
Pavão, de Pirassununga
Pioneira, de Socorro
Resgatinho, de Barra Mansa
Santa Capela Clássica, de Santa Bárbara D´Oeste
Sô Zé Sustainable, de Batatais
Toca da Coruja, de Capão Bonito

Bronze
51, de Pirassununga
Engenho da Vertente, de Santo Antônio do Jardim
Família Sutti, de Jundiaí
Yapira Prata, de Itapira

Categoria Armazenada

As 5 primeiras:

  • 5º lugar: Wiba Amburana, de Torre de Pedra
  • 4º lugar: Serra Vale Carvalho, de São João da Boa Vista
  • 3º lugar: Taboado, de Votuporanga
  • 2º lugar: Prosa Caipira, de Divinolândia
  • 1º lugar: Santa Capela Carvalho, de Santa Bárbara d’Oeste

Ouro
51 Seleção, de Pirassununga
Barra Grande Retrô, de Ribeirão Preto
Cabaré Amburana, de Mirassol
Do Gran Nonno Ouro, de Amparo
Itupeva Bálsamo, de Itupeva
Mandaguahy Jatobá, de Jaú
Margô Ouro, de Sales de Oliveira
Peixe Dourado Jequitibá, de Pirajuí
Toca da Coruja Carvalho, de Capão Bonito

Prata
Katira Umburana, de Ourinhos
São Luiz Amendoim, de Lençóis Paulista
Sertaneja Paulista, de Taquaritinga

Categoria Envelhecida

As 5 primeiras:

  • 5º lugar: Made In Brazil, de São José do Rio Preto
  • 4º lugar: Santo Mario Carvalho, de Catanduva
  • 3º lugar: Japi Carvalho, de Itupeva
  • 2º lugar: Wiba Carvalho, de Torre de Pedra
  • 1º lugar: Taboado, de Votuporanga

Ouro
51 Extra Premium, de Pirassununga
Alma de Gato, de Ourinhos
Altarugio, de Ipeúna
Brasil Chik Carvalho Europeu, de Bragança Paulista
Cabaré Extra Premium, de Mirassol
Doce Trago, de Tupã
Engenho da Vertente Carvalho Premium, de São Antonio do Jardim
Família Sutti, de Jundiaí
Giuseppe Carvalho, de Amparo
Inara Carvalho, de São Simão
Margô Premium, de Sales de Oliveira
Peixe Dourado Carvalho, de Pirajuí
Pioneira Dom João, de Socorro
Prosa Caipira Carvalho, de Divinolândia
São Luiz Carvalho Extra Premium, de Lençóis Paulista
Seo Tadeu Amburana, de Itupeva
Vilela Carvalho, de Cabreúva
Yapira Ouro, de Itapira

Prata
Cambarissú, de Estiva Gerbi
Da Torre, de Amparo
Nhá Dita Barris de Freijó, de Mogi Guaçu
Sapucaia Velha, de Pirassununga
Traga Luz, de Monte Alegre do Sul



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Alerta de chuvas intensas é mantido no Sul; veja até quando



Os estados de Santa Catarina e Paraná seguem em alerta para fortes chuvas até quarta-feira (11). A previsão indica acumulados superiores a 100 mm em algumas regiões, com risco de enchentes, deslizamentos e rajadas de vento. Em áreas já afetadas, como o norte de Santa Catarina e o centro-sul do Paraná, a saturação do solo pode agravar os impactos das chuvas.

Além disso, a formação de um ciclone extratropical na sexta-feira (13) pode trazer novos temporais, ventos fortes e granizo, principalmente no Rio Grande do Sul. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, a recomendação é que moradores de áreas de risco fiquem atentos às orientações das autoridades e da Defesa Civil.

Previsão do tempo para todo o Brasil

Nos próximos dias, o Centro-Oeste e o Sudeste devem registrar nebulosidade intensa e pancadas de chuva. O interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais podem ter temporais com raios e ventos fortes, enquanto Espírito Santo e Rio de Janeiro podem acumular até 80 mm em cinco dias. EM Mato Grosso e Goiás, a chuva tende a diminuir, mas ainda ficará na casa dos 50 mm, favorecendo os trabalhos no campo.

No Norte, o Pará terá volumes de até 50 mm, uma boa notícia para a agricultura. No Matopiba e norte da Bahia, chuvas moderadas também beneficiarão os cultivos. Já no Nordeste, o tempo mais firme deve predominar no leste da região.

As temperaturas máximas devem ficar entre 30 ºC e 33 ºC em grande parte do país, com tendência de tempo firme no leste do Nordeste e sul do Rio Grande do Sul.



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Plantio da safra de soja 2024/25 atinge 95% da área, diz consultoria



Em levantamento da última quinta-feira (5), a AgRural calculou que o plantio da safra de soja 2024/25 alcançou 95% da área estimada para o Brasil. Os trabalhos estão mais avançados em comparação com o mesmo período do ano passado, quando 91% das lavouras haviam sido semeadas.

De acordo com a consultoria, com o plantio quase finalizado e expectativa de boas produtividades em todo o país, o destaque da semana passada foram as chuvas muito bem-vindas, que chegaram a áreas mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul.

“No território gaúcho, as precipitações normalizaram a umidade do solo, melhorando as condições das lavouras e permitindo a retomada do plantio em ritmo mais forte”, relatou a AgRural.

Segundo o levantamento, no Paraná, as chuvas chegaram em bons volumes e bem distribuídas, eliminando a preocupação, pelo menos por ora, com possíveis perdas de potencial produtivo de lavouras já em fase reprodutiva nas regiões oeste e norte do estado.

“Chuvas muito bem-vindas também foram registradas no sul de Mato Grosso do Sul, mas elas não foram tão boas como as reportadas no Paraná. Por isso, os produtores da região continuam à espera de mais volumes para afastar o temor de perdas”.

Plantio de milho verão

A área estimada para a safra de milho verão 2024/25 (primeira safra) estava 95% plantada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira, conforme a AgRural. O índice é o mesmo ante o mesmo período do ano passado. No momento, apenas produtores de Goiás ainda estão com as plantadeiras em campo.

De acordo com a consultoria, o retorno de chuvas mais significativas ao Rio Grande do Sul favoreceu as lavouras de milho do estado, mas chegaram tarde para áreas mais adiantadas, que já têm perdas consolidadas causadas pela baixa umidade durante a fase reprodutiva. “Nos demais estados do Centro-Sul, as lavouras se desenvolvem bem”, conclui.



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Resíduo do etanol será usado na produção de amônia e adubo


A Yara Brasil iniciou, em seu complexo industrial em Cubatão (SP), a produção de amônia renovável e, a partir deste insumo, de adubo nitrogenado com baixa pegada de baixo carbono. De acordo com o vice-presidente de marketing e agronomia da empresa, Guilherme Schmitz, a amônia renovável é produzida a partir do biometano – um biogás que substitui o gás natural, proveniente de fonte fóssil. “No processo industrial, há a substituição de um pelo outro, sem necessidade de mudança de estrutura na fábrica”, esclareceu.

O biogás será fornecido pela Raízen que produz o insumo em Piracicaba (SP), a partir da vinhaça – resíduo da fabricação de etanol de cana-de-açúcar -, e da torta de filtro, subproduto da produção de açúcar.

Segundo Schmitz, a amônia renovável será usada tanto na planta de Cubatão para produção de adubo nitrogenado, quanto comercializada para outras indústrias, não só do segmento de fertilizantes, já que a amônia tem várias aplicações. “Além da amônia renovável, vamos comercializar o fertilizante nitrogenado low carbon (baixo carbono) produzido a partir dela”, complementou.

Vista aérea da unidade Yara Fertilizantes Cubatão/SP
Foto: Yara Fertilizantes

A Yara Brasil produz, anualmente, 200 mil toneladas de amônia convencional, o que resulta em 400 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados/ano. Para dar conta desse volume, são consumidos, diariamente, 700 mil metros cúbicos de gás natural. Quanto ao biometano, conforme o executivo, serão demandados inicialmente 20 mil metros cúbicos por dia, para se alcançar a produção anual de 6 mil toneladas de amônia renovável e 15 mil toneladas de fertilizante nitrogenado de baixo carbono.

“O suprimento de biometano que temos hoje servirá para converter 3% da nossa produção de fertilizante nitrogenado (em um adubo de baixo carbono)”, detalhou Schmitz.

Café e laranja

Conforme a demanda por ambos os produtos renováveis for sendo intensificada – na agricultura, a Yara aposta inicialmente nos setores de café e citros (com suco de laranja) -, a tendência é a de que a produção na planta de Cubatão seja aumentada. Schmitz reforça que não há necessidade de investimento em alteração da estrutura industrial para substituir o gás de origem fóssil pelo biometano. Ele comenta ainda que a companhia espera um aumento da demanda para que a produção ganhe escala e os custos tanto da amônia renovável quanto do fertilizante low carbon sejam reduzidos.

A partir da amônia renovável, a Yara descarboniza parte de sua operação e portfólio e, consequentemente, tem potencial para influenciar toda a cadeia que faz uso de fertilizantes nitrogenados com menor pegada de carbono e de soluções industriais. O presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, destaca que, ao combinar a nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono ao conhecimento agronômico da companhia, será possível trazer “ainda mais valor para o agricultor – abrindo novos mercados e fontes de receita”, diz, e complementa: “Na cadeia do café, por exemplo, a expectativa é de uma redução de até 40% na pegada de carbono do grão colhido”.

Schmitz avaliou que políticas públicas que incentivem a produção de biocombustíveis também devem contribuir para aumentar a oferta de biometano no País. Ele disse ainda que, hoje, caso a Yara necessitasse substituir 100% do que usa de gás natural por biometano, “não haveria oferta suficiente disponível”. “Ainda é necessário haver ampliação desses projetos de biogás”, comenta. “Por isso precisamos de políticas públicas que estimulem a produção de biogás para que tenhamos uma agricultura mais verde.”



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AgroNewsPolítica & Agro

Cenário positivo para o trigo



Para os produtores brasileiros, a recomendação é vender o trigo físico



Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas
Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas – Foto: Divulgação

De acordo com relatório da TF Agroeconômica, o cenário para o mercado de trigo apresenta perspectivas positivas, tanto no cenário internacional quanto no nacional. Problemas climáticos enfrentados por grandes produtores como Rússia e Austrália, além da baixa produção brasileira, devem impactar a oferta global e aumentar a necessidade de importação pelo Brasil, mesmo durante a colheita local. Apesar disso, os gráficos atuais não indicam alta imediata, com preços estáveis no Paraná e cotações em Chicago dentro de um canal de tendência.

Para os produtores brasileiros, a recomendação é vender o trigo físico agora e reinvestir parte do valor em contratos futuros na Bolsa de Chicago, utilizando entre 8% e 12% do montante total. Essa estratégia permitiria participar de possíveis altas no mercado enquanto garante liquidez no presente.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas, com 38% das culturas de inverno em condições ruins, segundo a consultoria ProZerno. Na Austrália, chuvas intensas reduziram a qualidade de até 5 milhões de toneladas de trigo, destinadas agora à forragem. Já na União Europeia, o desempenho das exportações permanece fraco, com uma redução de 31% no volume embarcado em relação ao mesmo período de 2023. No Brasil, a safra apertada no Rio Grande do Sul está elevando os preços locais, que subiram 2,78% em relação ao final do ano passado.

Por outro lado, fatores de baixa incluem o desempenho das exportações americanas, abaixo da média necessária para atingir as metas do USDA, e a pressão dos baixos preços do trigo argentino sobre o mercado paranaense. No Paraná, os preços médios caíram para R$ 1.396,58/t, abaixo da linha psicológica de R$ 1.400/t, apesar de ainda estarem 10,92% acima dos níveis de 2023. Essa combinação de forças reforça a complexidade do mercado, exigindo estratégias bem planejadas por parte dos agentes.

 





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Plantio de soja avança na Argentina; projeções são otimistas



O plantio de soja da safra 2024/25 segue avançando na Argentina, com o progresso variando conforme a região, informou a Bolsa de Cereais e Produtos de Bahía Blanca (BCP). O norte do país lidera a semeadura, com 40% da área já plantada, enquanto no centro o progresso atinge 30%. No sul, o ritmo é mais lento, com 20% das lavouras semeadas, especialmente na província de La Pampa, que concentra uma grande área destinada à soja.

Plantio de soja pelo país

Apesar das condições de solo em algumas regiões, com excesso de água retardando o plantio no centro, o avanço no plantio de soja para a safra 2024/25 é considerado um bom sinal para o setor agrícola da Argentina. O crescimento da atividade de semeadura sugere uma recuperação nas condições agrícolas do país, que enfrentou desafios nos últimos ciclos.

Em comparação com a safra anterior, o ritmo de plantio para a temporada 2024/25 mostra um avanço, embora modesto. No mesmo período da safra 2023/24, o plantio atingia 46% da área de 16,564 milhões de hectares. Este ano, a área destinada à soja foi ampliada para 17,914 milhões de hectares, e o progresso atual já superou o do ano passado, indicando que, apesar de desafios climáticos, o setor agrícola argentino está se recuperando e retomando uma trajetória positiva.



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Homenagem ao líder do MST gera revolta de produtores e entidades do agro



A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou a concessão da medalha do mérito Farroupilha ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.

A proposta é do deputado Adão Preto Filho, do PT. A homenagem é a condecoração máxima conferida pelo Poder Legislativo gaúcho e é destinada a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do estado.

Contudo, deputados da oposição, produtores rurais e entidades do setor agropecuário pretendem entregar nesta segunda-feira (9) um abaixo assinado, que já possui mais de 25 mil assinaturas, na Assembleia para cancelar a entrega da medalha.

“Para nós é uma afronta a maior honraria da Assembleia Legislativa, que é o Mérito Farroupilha, [ser entregue ao líder do MST]. Estamos com uma grande mobilização para que isso não aconteça, baseado na defesa do agricultor, na insegurança que as invasões de terra geram. Há poucos dias, em Pedras Altas, tivemos novas invasões e não pode um estado produtivo, um estado que depende da agricultura, estar homenageando um invasor de terra”, disse o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do estado, o deputado Luciano Silveira.

FPA também repudia homenagem

Em nota publicada nesta segunda-feira, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifesta o seu total repudio à indicação da medalha a Stédile.

“Esta indicação fere gravemente a integridade da honraria e o princípio constitucional do direito à propriedade, representando uma afronta ao povo gaúcho, vítima de uma onda de invasões do movimento na semana passada, no município de Pedras Altas”.

O texto finaliza: “Homenagear alguém que motiva a desordem, promove a violência e ameaça a segurança de milhares de famílias dias após tomar a terra de pessoas na ‘mão grande’ mais se parece pano de fundo para uma série de ações orquestradas do movimento e que contraria os interesses da população do RS”.



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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja ganha fôlego em dezembro com alta do dólar



O dólar em alta aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira




Foto: United Soybean Board

O mercado interno de soja registrou um movimento incomum de maior liquidez no início de dezembro, influenciado pela valorização do dólar frente ao real. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o dólar em alta aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, estimulando a demanda tanto no mercado externo quanto no interno.

Esse cenário tem gerado uma disputa acirrada entre consumidores domésticos e compradores estrangeiros, o que manteve os preços da soja firmes no Brasil ao longo da última semana.

No entanto, o volume de negociações foi limitado, já que parte dos vendedores demonstra resistência em comercializar o remanescente da safra 2023/24 neste momento, preferindo postergar as vendas para o primeiro bimestre de 2025.





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Produtor de soja terá acesso a créditos de carbono com o RenovaBio



Na última semana, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL 3149/2020) que altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que permite que os produtores de soja participem da comercialização dos créditos de carbono gerados pelas indústrias de biocombustíveis. A medida amplia as oportunidades para os agricultores, que poderão negociar diretamente com as empresas de biodiesel e etanol, obtendo prêmios sobre sua produção de soja, convertida em biocombustíveis.

Até então, os créditos de carbono eram um benefício exclusivo das indústrias. Agora, com a mudança, o produtor de soja, uma das principais matérias-primas do biodiesel, passa a ser reconhecido e recompensado por sua contribuição à descarbonização, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.

Avanço para o produtor de soja

A Aprosoja Brasil, por meio de negociações com as associações representativas das indústrias de óleos vegetais e etanol de milho, foi importante para garantir que o produtor fosse incluído nesta política ambiental. Para Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, essa conquista representa um avanço para o setor, fortalecendo a relação entre a produção agrícola e as políticas de sustentabilidade.

O senador Efraim Filho (União – PB), relator da proposta, destacou a importância dessa vitória para o agronegócio e agradeceu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foi essencial para o avanço do texto. A aprovação da proposta representa uma nova oportunidade para os produtores de soja, que agora podem agregar valor à sua produção, contribuindo com a redução das emissões de carbono e gerando novas fontes de receita no crescente mercado de biocombustíveis.



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