terça-feira, julho 14, 2026

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Egito lidera compras de milho de Mato Grosso



Egito adquiriu 2,53 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

As exportações de milho de Mato Grosso registraram queda em novembro de 2024, totalizando 3,05 milhões de toneladas, uma redução de 28,59% em relação a outubro, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O cenário reflete o desempenho nacional, já que o Brasil exportou 4,72 milhões de toneladas no mesmo mês, volume 26,21% inferior ao registrado em outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O acumulado da safra 23/24 também apresentou redução. Mato Grosso exportou 18,90 milhões de toneladas até o momento, o que representa uma queda de 8,65% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo o Imea, o recuo está diretamente relacionado à menor produção do cereal no ciclo atual, além da redução das importações pela China, que é um dos principais consumidores globais.

Apesar da retração, o Egito se destacou como o maior comprador de milho de Mato Grosso na safra 23/24, adquirindo 2,53 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem o Vietnã, com 2,43 milhões de toneladas, e a Coreia do Sul, com 1,55 milhão de toneladas.

As projeções do Imea indicam que Mato Grosso deve exportar um total de 27,21 milhões de toneladas de milho até o final da safra 23/24. 

 





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Confira como está a situação das lavouras de soja no Paraná



A safra de soja 2024/25 no estado do Paraná foi totalmente plantada. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, a última semana marcou a conclusão dos trabalhos, atingindo 100% da área prevista. Atualmente, 92% das lavouras estão em boas condições, enquanto 8% apresentam situação média. Na comparação com a semana anterior, a condição das lavouras se manteve estável.

Quanto ao estágio das plantas, 34% estão na fase de crescimento vegetativo, 33% em floração, 27% em frutificação e 6% em maturação. Em relação à semana passada, a área em germinação foi de apenas 1%, com o crescimento vegetativo (47%), floração (32%) e frutificação (20%) já avançados.

Em relação à área total cultivada, os números devem chegar a 5,776 milhões de hectares, ligeiramente abaixo dos 5,784 milhões de hectares da safra 2023/24. A produção estimada para a temporada 2024/25 é de 22,285 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20% em comparação com o ano anterior. A produtividade esperada é de 3.858 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos por hectare registrados na safra 2023/24.

No Paraná e em outros estados

De acordo com levantamento da AgRural realizado na última quinta-feira (5), o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil alcançou 95% da área prevista, superando o mesmo período do ano passado, quando 91% das lavouras haviam sido semeadas.

Com o plantio quase concluído e perspectivas de boas produtividades em todo o país, as chuvas que chegaram a áreas mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul ofereceram alívio importante para as lavouras.



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Safra de laranja 2024/25 é revisada para 223,14 milhões de caixas



O Fundecitrus divulgou hoje (10) a segunda reestimativa da safra de laranja 2024/25 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo e Sudoeste Mineiro. A nova projeção indica 223,14 milhões de caixas de 40,8 kg, um aumento de 3,4% em relação à reestimativa de setembro (215,78 milhões de caixas). No entanto, o volume ainda é 4% inferior à estimativa inicial divulgada em maio (232,38 milhões de caixas).

De acordo com Juliano Ayres, engenheiro-agrônomo e diretor-executivo do Fundecitrus, a safra é marcada pela forte presença da quarta florada, que representa 9,1% da produção total, ou 20,23 milhões de caixas, ante 7,1% estimados inicialmente. Essa florada tardia, atípica em comparação com outras safras, resultará em frutos colhidos fora de época, entre janeiro e abril de 2025, com peso médio de 126 gramas, inferior aos 161 gramas das três primeiras floradas.

Colheita complementar e impacto das chuvas

A atualização da estimativa foi possível após a realização de uma colheita complementar, inédita na série histórica da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES). O procedimento revelou que a quarta florada geraria 54 frutos por árvore, contra os 32 frutos estimados inicialmente. Segundo José Carlos Barbosa, professor da Unesp e analista da pesquisa, a emissão tardia dessa florada dificultou a previsão inicial, já que muitos frutos ainda estavam em estágio inicial durante a primeira colheita realizada em março e abril.

As chuvas acima da média histórica nos meses de outubro e novembro, acumulando 85 mm além do esperado, também contribuíram para o crescimento dos frutos. Apesar disso, o peso médio por fruto, que chegou a ser projetado em 169 gramas em maio, foi ajustado para 156 gramas na nova reestimativa, devido à seca que atingiu a região por 11 meses consecutivos antes do período chuvoso.

Queda de frutos e prolongamento da colheita

A taxa de queda de frutos foi revisada para 19%, acima dos 18,5% projetados anteriormente. Fatores como o greening e a mecanização, incluindo podas, foram apontados como principais causas. A produção da quarta florada, embora tenha contribuído para o aumento na estimativa, deverá prolongar a colheita e intensificar perdas por queda.

Marcada por desafios climáticos e biológicos, além de um cenário atípico em termos de composição de floradas, a nova projeção reforça a complexidade da safra 2024/25.



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Agro é reconhecido no Prêmio ApexBrasil-Exame 2024


O Porteira Aberta Empreender, uma realização do Sebrae e do Canal Rural, marcou presença no evento organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Exame.

Reconhecidas pelo impacto econômico global, as micro e pequenas empresas ganharam destaque na cerimônia ‘Melhores dos Negócios Internacionais 2024’, realizada nesta segunda-feira(9), em São Paulo.

O evento reuniu o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, líderes empresariais e especialistas em comércio exterior, celebrando iniciativas que impulsionam a internacionalização e atração de investimentos.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Protagonismo das Micro e Pequenas Empresas

Casos como o da Castanha Ouro Verde Importação e Exportação LTDA, vencedora na área “Destaque Agro”, evidenciam o crescimento e a resiliência desses negócios.

“Esse prêmio é um reconhecimento de todo um trabalho feito não apenas por mim, e, sim, por toda a minha equipe”, disse Ítalo Toneto Souza Silva, dono da empresa Castanha Ouro Verde, que fica em Rondônia.     

Homem em péHomem em pé
Ítalo Toneto Souza Silva, dono da empresa Castanha Ouro Verde

No evento, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin reforçou a relevância da desburocratização para a competitividade do Brasil:

“Cada dia, a carga parada custa 0,8% do seu valor e, ao desburocratizar o portal único, reduzimos o prazo de liberação de produtos de 9 para 5 dia, gerando mais empregos e crescimento dentro do país”, afirmou Alckmin.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil também destacou o papel do empreendedorismo para a internacionalização:

“A noite é sobre a internacionalização dos produtos brasileiros. Há 20 anos, exportávamos dezenas de bilhões. Hoje, falamos de centenas. Estamos entrando na era trilhardária do comércio exterior, o que significa mais emprego, renda e maior presença do Brasil no mundo”, disse Viana.

Confira AQUI todas as empresas vencedoras no Prêmio ApexBrasil-Exame 2024.



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Mato Grosso sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja



O estado de Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e sua história com o grão é marcada por inovações, desafios e conquistas que consolidaram o estado como um dos maiores polos do agronegócio. Com mais de 903 mil km² de extensão, o estado se destaca pela sua força produtiva, especialmente no setor de soja, que se tornou um dos pilares da economia mato-grossense e nacional.

Em 2025, Mato Grosso será o anfitrião da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento marcado para o dia 7 de fevereiro, na cidade de Sinop, no norte do estado. Essa escolha reforça o papel estratégico do estado no agronegócio brasileiro e marcará a sétima vez que Mato Grosso recebe evento do Soja Brasil, consolidando ainda mais sua posição de destaque no cenário agrícola nacional.

A história da soja em Mato Grosso

A soja chegou ao Brasil em 1901 e, embora tenha sido inicialmente cultivada no Rio Grande do Sul, foi a partir dos anos 1970 que a soja começou a se expandir para outras regiões, incluindo Mato Grosso. O estado, que até então tinha uma agricultura voltada para a pecuária, foi um dos pioneiros a adotar novas tecnologias para a soja. Nos anos 1990, já era o maior produtor nacional, com a soja ocupando um papel central na economia mato-grossense.

Segundo Luiz Pedro, O vice-presidente da Aprosoja MTa soja foi a cultura responsável por colocar Mato Grosso no cenário nacional e internacional, impulsionando o desenvolvimento econômico e social do estado. Muitas das cidades, como Sinop, com alto IDH e qualidade de vida elevada no estado, devem grande parte desse progresso à soja, que se tornou uma fonte essencial de renda para os produtores rurais.

Crescimento e desafios

Cidades como Rondonópolis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum cresceram e se desenvolveram com a expansão da soja, tornando-se referências nacionais em produtividade e inovação no cultivo do grão. Hoje, Mato Grosso é responsável por uma parcela significativa da produção de soja no Brasil. Para a safra 2024/25, a previsão é de que o estado produza mais de 44 milhões de toneladas de soja, com uma produtividade média de 57,97 sacas por hectare, o que representa um aumento considerável em relação à safra anterior.

Tecnologia e sustentabilidade

O sucesso da soja em Mato Grosso é resultado do constante investimento em tecnologia e pesquisa. A integração da soja com a pecuária tem se mostrado uma estratégia eficaz para otimizar o uso da terra e aumentar a sustentabilidade da produção, permitindo um aproveitamento mais eficiente dos recursos naturais.

Além disso, a melhoria da infraestrutura tem sido essencial para o crescimento da produção. A expansão de rodovias e portos facilitou o escoamento da soja, tornando Mato Grosso mais competitivo no mercado global. No entanto, o estado ainda enfrenta desafios significativos, como a necessidade de aprimorar a logística.

A infraestrutura atual, com rodovias ineficientes, consome uma parte considerável da rentabilidade dos produtores e limita os investimentos nos municípios. A construção de ferrovias é vista como uma solução urgente, pois poderia aumentar a eficiência da cadeia produtiva, reduzir custos e fortalecer ainda mais a competitividade do estado no cenário internacional, trazendo benefícios econômicos para Mato Grosso como um todo.

A Aprosoja MT

Nos últimos 20 anos, a Aprosoja MT tem sido um pilar para o fortalecimento da sojicultura no estado. A associação conecta produtores de diversas regiões e representa suas demandas junto aos governos estadual e federal, além da Assembleia Legislativa. A associação tem trabalhado para otimizar a eficiência do cultivo e maximizar a geração de receita para os produtores, ajudando Mato Grosso a consolidar sua posição como líder na produção de soja.



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Reforma tributária mantém carnes e queijos na cesta básica


O relatório do projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tributária, apresentado nesta segunda-feira (9) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, manteve as carnes e os queijos na cesta básica nacional. O parecer, no entanto, retirou o óleo de milho da isenção e especificou que o produto terá alíquota reduzida para 40% da alíquota-padrão do futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA).

Segundo o relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), a retirada do óleo de milho da isenção permite conceder tratamento igualitário com os demais tipos de óleos vegetais. Somente o óleo de soja será isento.

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A versão original do projeto que regulamenta a reforma tributária sobre o consumo previa apenas 15 itens da Cesta Básica Nacional de Alimentos (CBNA), que terão isenção de IVA, entre os quais arroz, feijão, pão e leite. Durante a tramitação na Câmara, os deputados acrescentaram carnes, queijos, todos os tipos de farinha, aveia, sal e óleo de milho, somando 22 itens.

A lista completa com itens da cesta básica com alíquota zerada é a seguinte:

•     Açúcar

•     Arroz

•     Café

•    Carnes bovina, suína, ovina, caprina e de aves

•     Farinha de aveia

•     Farinha, grumos e sêmolas, de milho

•     Farinha de mandioca

•     Farinha de trigo

•     Feijões

•     Fórmulas infantis

•     Grãos de aveia

•     Grãos de milho

•     Leite

•     Leite em pó

•     Manteiga

•     Margarina

•     Massas

•     Óleo de soja

•     Pão comum

•     Peixes e carnes de peixes

•     Queijos tipo mozarela, minas, prato, queijo de coalho, ricota, requeijão, queijo provolone, queijo parmesão, queijo fresco não maturado e queijo do reino

•     Sal

Segundo Braga, o relatório também padronizou o tratamento tributário entre alimentos in natura, como castanhas, amêndoas, frutas secas, produtos hortícolas secos, cogumelos e frutas frescas, independentemente de sua forma de apresentação. Uma mudança foi restringir o redutor de 60% às frutas com casca dura apenas às frutas com caráter regional, para estimular o emprego e a renda locais.

Alíquota padrão

Antes da ampliação da cesta básica, as carnes teriam apenas alíquota reduzida em 60% (para 40% da alíquota padrão). Com a ampliação da cesta básica e outras medidas incluídas pelos deputados, a Receita Federal prevê que a alíquota padrão de IVA suba de 26,5% para 27,97%. Isso tornaria o Brasil o país com a maior alíquota do mundo, ultrapassando a Hungria, onde o IVA equivale a 27%.

Segundo o relatório, os ajustes recentes de Braga não trarão impacto na alíquota de referência porque as listas foram aperfeiçoadas, e o próprio mercado se adaptará às regras, aumentando a “eficiência econômica” e reduzindo disputas na Justiça.

Em relação a outros benefícios incluídos no texto, como o cashback (devolução de impostos) para telecomunicações, isenções para medicamentos de doenças raras ou aumento do redutor social para aluguel, eles serão custeados com o Imposto Seletivo sobre armas, munições e utensílios de plástico de uso único.

Prazo de 90 dias

O relatório apresentado nesta segunda definiu um prazo de 90 dias a partir de dezembro de 2030 para que o governo envie ao Congresso um projeto de lei complementar que reduza incentivos fiscais, caso a alíquota padrão de referência do Imposto sobre Valor Adicionado fique superior a 26,5%. Dessa forma, o texto terá de ser enviado até o fim de março de 2031.

A versão anterior, aprovada pela Câmara, não estabelecia prazo para o envio. O governo poderia mandar o texto ao Congresso a qualquer momento de 2031, para que as mudanças entrassem em vigor em 2032, seguindo o princípio da anualidade, segundo o qual aumentos de impostos só podem valer no ano seguinte à sanção da lei.

Segundo a emenda constitucional da reforma tributária sobre o consumo, haverá uma trava sobre a carga tributária (peso dos impostos sobre a economia). Em troca, a cada cinco anos, o governo avaliará os efeitos dos incentivos fiscais, podendo reverter as medidas que não trouxerem resultados concretos sobre a economia. Durante a tramitação final do projeto de lei complementar, a Câmara enrijeceu a trava, estabelecendo a alíquota máxima de 26,5% para o IVA.

A primeira avaliação quinquenal será feita em 2031, com base nos dados de 2030. A partir daí, as demais avaliações deverão ocorrer a cada cinco anos. Nas últimas semanas, Braga e o Ministério da Fazenda discutiram medidas para tornar a trava mais efetiva, mas a principal mudança do relator foi a inclusão do prazo para envio do projeto de lei ao Congresso.



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valorização do milho impulsiona negociações da safra 24/25



As vendas alcançaram 89,75% da produção total




Foto: Divulgação

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a comercialização da safra 2023/2024 de milho em Mato Grosso registrou avanço em novembro. As vendas alcançaram 89,75% da produção total, um crescimento de 3,96 pontos percentuais (p.p.) em relação a outubro. O preço médio negociado foi de R$ 58,28 por saca, um aumento de 15,02% em comparação ao mês anterior. O ritmo acelerado de negociações está relacionado à alta nos preços do cereal no estado, superando em 7,08 p.p. o índice de comercialização registrado no mesmo período da safra passada.

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Para a safra 2024/2025, as vendas atingiram 23,84% da produção estimada, com um aumento mensal de 3,11 p.p.. Apesar do avanço, o volume comercializado está 14,37 p.p. abaixo da média das últimas cinco safras, conforme apontou o Imea.

De acordo com as informações, o preço médio da saca para a próxima temporada foi negociado a R$ 44,32, registrando incremento de 3,98% em relação a outubro. Esse movimento reflete a valorização do milho no estado e a estratégia dos produtores em garantir custos com insumos para a próxima safra.





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JBS é premiada como ‘Empresa Exportadora do Ano’ por desenvolvimento sustentável



A JBS foi eleita a “Empresa Exportadora do Ano” na categoria “Desenvolvimento Sustentável” durante o Prêmio Melhores Negócios Internacionais 2024. A cerimônia, promovida pela ApexBrasil e pela revista Exame, ocorreu na última segunda-feira (9) no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo.

A premiação reconheceu empresas brasileiras que se destacaram no mercado global entre janeiro de 2023 e junho de 2024.

Joesley Batista, acionista da J&F e integrante do Conselho de Administração da JBS, destacou a relevância global da empresa e reforçou o foco de investimentos no Brasil. “Precisamos nos orgulhar da qualidade dos produtos que o Brasil exporta. Isso é resultado de décadas de avanços na agropecuária, com pesquisa científica e o trabalho árduo dos nossos produtores rurais”, afirmou.

Joesley ressaltou que o Brasil é um dos poucos países com capacidade de ampliar a produção para atender à crescente demanda global por alimentos, projetada para abastecer uma população de 10 bilhões de pessoas até 2050.

Segundo ele, é essencial produzir mais com eficiência e preservação dos recursos naturais.

Sustentabilidade em destaque

A JBS foi reconhecida não apenas pela excelência de seus produtos, mas também pelo compromisso com práticas sustentáveis. Entre as iniciativas, destaca-se o programa “Escritórios Verdes”, que já beneficiou mais de 14 mil produtores rurais com assistência técnica e apoio para regularização ambiental. A empresa também mantém monitoramento contínuo de seus fornecedores para garantir conformidade com padrões ambientais.

“A inovação constante e o foco na excelência operacional têm nos permitido agregar valor aos produtos brasileiros, atendendo mercados globais exigentes”, enfatizou Batista.

Comércio exterior em expansão

Durante o evento, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o papel do Brasil no comércio internacional. “Nos próximos dois anos, o país poderá atingir US$ 1 trilhão em fluxo de comércio exterior, fortalecendo a presença global do Brasil e gerando mais empregos e melhores remunerações”, afirmou.

O Prêmio Melhores Negócios Internacionais 2024 reconhece as empresas que impulsionam o comércio exterior e contribuem para a expansão da economia brasileira.



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intenção cresce 17,9% no país, aponta Confina Brasil 2024



O Confina Brasil 2024, pesquisa realizada pela Scot Consultoria, revelou um crescimento de 17,9% na intenção de confinamento de bovinos em comparação ao ano anterior. Os dados integram o Benchmarking Confina Brasil 2024, que será lançado no dia 12 de dezembro. O levantamento mapeou 218 propriedades em 16 estados, abrangendo mais de 3,8 milhões de bovinos em sistemas intensivos e semi-intensivos de produção.

A pesquisa projeta que, em 2024, o Brasil terá 7,37 milhões de cabeças confinadas destinadas ao abate, um aumento de 6,5% em relação a 2023. Desse total, 39,4% já foram mapeados pela expedição deste ano.

Destaques da pesquisa

O estudo traz dados detalhados sobre gestão, nutrição, tecnologia e sustentabilidade na pecuária intensiva. Entre os destaques estão:

  • Sistemas integrados: A integração lavoura-pecuária (ILP) é adotada em 57,3% das propriedades mapeadas, com maior concentração no Pará (85%). No Maranhão, a intenção de confinamento cresceu 85%, com mais de 60% das propriedades utilizando sistemas integrados.
  • Sustentabilidade: Cerca de 92,5% dos confinamentos realizam coleta de resíduos, que são reaproveitados para adubação e fertirrigação de pastagens e lavouras.
  • Desafios no setor: A pesquisa identificou baixa participação feminina (11%) e formação superior (4,6%) entre os trabalhadores das propriedades.

Impacto regional

Os estados do Pará e do Maranhão apresentaram os maiores avanços. O Pará, além de liderar a exportação de gado vivo, registrou um aumento de 28% na intenção de confinamento. Já o Maranhão apresentou crescimento expressivo no uso de confinamentos, refletindo o fortalecimento da pecuária intensiva na região Norte do Brasil.

O Benchmarking Confina Brasil 2024 estará disponível gratuitamente a partir de 12 de dezembro no site oficial do Confina Brasil. Os interessados podem se cadastrar para receber o material completo em primeira mão.



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SP propõe renovação de benefício; Faesp pede inclusão de itens



O governo do estado de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa (Alesp) na última semana uma proposta para renovar os benefícios fiscais de ICMS para produtos agropecuários até 31 de dezembro de 2026. A medida busca garantir competitividade ao setor agropecuário e preservar a segurança alimentar no estado.

Entre os itens contemplados estão arroz, feijão, farinha de mandioca, maçã, pera, hortifrutigranjeiros em estado natural, produtos da cesta básica e medicamentos de baixo custo.

A proposta foi elogiada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), que destacou o compromisso do governo em evitar o aumento de custos de produção e preços ao consumidor.

No entanto, lideranças do setor agropecuário ainda esperam que mais itens sejam incluídos na lista, como mudas de plantas, algodão, borracha natural, suco de laranja, leite cru ou pasteurizado, energia elétrica em propriedades rurais, insumos agropecuários, carnes, pescados, biogás, biodiesel, entre outros.

Convênio 100

A renovação do Convênio 100, um dos pilares tributários do setor agro, também está no centro das discussões. Estabelecido em 1997 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), o acordo concede isenção ou redução da base de cálculo do ICMS para insumos agropecuários como fertilizantes, defensivos e sementes. Para São Paulo, o convênio vence no fim de dezembro de 2024, enquanto outros estados já o prorrogaram até 2025.

“O setor estava apreensivo com o fim do ano legislativo, mas a ação do governo Tarcísio de Freitas reacendeu a esperança na renovação do Convênio 100. Contudo, é fundamental incluir produtos que ainda estão fora da lista para evitar impactos negativos em segmentos essenciais do setor agropecuário”, afirmou o presidente da Faesp, Tirso Meirelles.

Isenção de ICMS

A Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) reforçou que a medida enviada à Alesp faz parte de um processo criterioso de avaliação de benefícios tributários. A iniciativa está alinhada ao programa São Paulo na Direção Certa, que busca modernizar e racionalizar as políticas fiscais. A aprovação pela Alesp é necessária para efetivar os benefícios, conforme previsto na lei nº 17.293/2020.

“Manter esses incentivos é essencial para equilibrar a economia do estado, preservar a competitividade do agronegócio e evitar um impacto significativo nos custos ao consumidor final”, destacou a Sefaz-SP.



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