terça-feira, julho 14, 2026

Agro

News

Entregas de fertilizantes recuam em 1,8% no ano, diz Anda



A entregas de fertilizantes no acumulado do ano até setembro caíram 1,8%, para 32,88 milhões de toneladas, contra 33,50 milhões no mesmo período de 2023.

Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), que divulgou os dados, apesar do recuo o mercado “está plenamente abastecido”.

Sazonalidades naturais da demanda do setor agrícola explicariam a redução, conforme a entidade, em nota. Somente em setembro, as entregas somaram 4,85 milhão de toneladas, 0,8% menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com a Anda, Mato Grosso segue na liderança das entregas de fertilizantes, com 20,5% do volume total, o que equivale a 6,75 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Paraná (3,79 milhões de t);
  • Rio Grande do Sul (3,62 milhões de t);
  • São Paulo (3,61 milhões de t);
  • Goiás (3,16 milhões de t);
  • Minas Gerais (3,10 milhões de t); e
  • Bahia (2,38 milhões de t).

Produção nacional de fertilizantes

A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu tanto em setembro quanto no acumulado de nove meses. No mês, foram produzidas 692 mil toneladas, aumento de 11,8% na comparação interanual com 2023.

No acumulado do ano, foram 5,32 milhões de t, 6,8% acima de mesmo período do ano passado, quando a produção total foi de 4,99 milhões de toneladas.

As importações totalizaram 4,22 milhões toneladas de fertilizantes intermediários, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado dos nove meses, as importações atingiram 29,05 milhões toneladas, aumento de 5,4% em relação ao ano anterior, quando o total foi de 27,57 milhões.

O Porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 8% mais produtos, ou 7,30 milhões de toneladas descarregadas de janeiro a setembro de 2024, contra 6,76 milhões no ano anterior. O volume representou 25,1% do total importado por todos os portos do País (dados da Siacesp/MDIC), segundo a Anda.



Source link

News

Veja como os preços da soja reagiram após o relatório do USDA


Com poucos volumes negociados nesta terça-feira (10), os preços da soja não variaram nas principais praças de comercialização do Brasil.

Houve alguns ajustes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente se anularam no dia.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, de modo geral, as tradings estão fora do mercado, com algumas buscando soja disponível com pagamento em janeiro a preços firmes. No entanto, não houve reporte de negócios.

Preços médios da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): estabilizou em R$ 136
  • Região das Missões: permaneceu em R$ 135
  • Porto de Rio Grande: se manteve em R$ 143
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 136
  • Porto de Paranaguá (PR): estagnou em R$ 142
  • Rondonópolis (MT): não variou: R$ 134
  • Dourados (MS): estabilizou em R$ 136
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 136

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. O mercado reagiu positivamente ao relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Mesmo que no geral o USDA tenha trazido poucas mudanças, o número abaixo do esperado para os estoques mundiais ajudaram no movimento de recuperação técnico.

O mercado também acompanhou a boa reação dos preços do milho, após o USDA ter indicado os menores estoques de milho em dois anos para os Estados Unidos.

O relatório aponta que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,461 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,4 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,7 bushels por acre. Nos dois casos, não houve alteração na comparação com o relatório de novembro.

Os estoques finais estão projetados em 470 milhões de bushels ou 12,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 471 milhões de bushels ou 12,82 milhões de toneladas. Não houve mudança na comparação com novembro.

O USDA também manteve inalterados os números para esmagamento e exportação: 2,410 bilhões de bushels e 1,825 bilhão de bushels, respectivamente.

Safra mundial de soja

soja, estimativa, grãos, IBGE, milho, produção baianasoja, estimativa, grãos, IBGE, milho, produção baiana
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA
O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 427,14 milhões de toneladas. Em novembro, o número era de 425,4 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,87 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 131,9 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 133 milhões de toneladas.

No mês passado, a previsão era de 131,7 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,2 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,3 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,21 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa é de 52 milhões de toneladas, um milhão acima do número de novembro.

As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 4,75 centavos de dólar ou 0,47% a US$ 9,94 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,00 1/4 por bushel, com ganho de 4,75 centavos, ou 0,47%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 2,40 ou 0,82% a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 42,72 centavos de dólar, com baixa de 0,08 centavo ou 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,09%, sendo negociado a R$ 6,0816 para venda e a R$ 6,0796 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0369 e a máxima de R$ 6,0899.



Source link

News

Boi gordo tem novas quedas e em Mato Grosso arroba já é negociada abaixo de R$ 300


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com negociações abaixo da referência média.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, novamente a queda tem se mostrado mais intensa na Região Norte e em Mato Grosso. No Sudeste, as reduções também persistem, mas em menor proporção.

“As escalas de abate apresentam relativo conforto, posicionadas entre seis e oito dias úteis na média nacional. As exportações permanecem em bom nível, o que de certa forma oferece algum suporte aos preços da arroba, disse o analista da consultoria Safras & Mercado”, diz Fernando Henrique Iglesias.

Preços médios da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 323,67
  • Goiás: R$ 304,64
  • Minas Gerais: R$ 315,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 320,00
  • Mato Grosso: R$ 299,22

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista voltou a apresentar preços firmes durante o dia. Conforme Iglesias, ainda há dificuldade para impor novos reajustes no curto prazo, em linha com a saturação da demanda, mesmo em um período tipicamente associado a consumo aquecido.

“Uma importante parcela da população tem priorizado proteínas de menor valor agregado. Os cortes suínos ganham espaço se comparado aos cortes do traseiro e os cortes do frango ganham preferência se comparado aos cortes do dianteiro bovino”.

O quarto traseiro permanece precificado a R$ 27,00 por quilo. O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,56%, sendo negociado a R$ 6,0472 para venda e a R$ 6,0452 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0182 e a máxima de R$ 6,0712.



Source link

News

Brasil deve exportar 50 milhões de sacas de café em 2024, estima Abic


Em novembro deste ano, o Brasil exportou 4,66 milhões de sacas de 60 quilos de café. O resultado foi 5,4% superior ao do mesmo mês de 2023, quando o país vendeu 4,42 milhões de sacas do produto para o mercado externo.

Graças a isso, o setor cafeicultor estabeleceu um novo recorde: a um mês do fim do ano, os produtores nacionais já tinham embarcado o total de 46,399 milhões de sacas, superando em 3,78% o maior volume registrado até então, que era de 44,707 milhões de sacas ao longo dos 12 meses de 2020. E o número tende a ser ainda maior.

De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), entidade que divulgou os dados estatísticos nesta segunda-feira (9), com as vendas externas do produto, o Brasil recebeu, só em novembro, US$ 1,343 bilhão – quantia 62,7% superior aos US$ 825,7 milhões aferidos no mesmo mês de 2023.

Se comparadas as receitas recebidas de janeiro a novembro deste ano (US$11,30 bi) às do mesmo período de 2023 (US$ 9,24 bi), o crescimento é da ordem de 22,3%.

Principais destinos do café brasileiro

Até o fim de novembro, os principais importadores do café brasileiro foram:

  • Estados Unidos (7,419 milhões de sacas, ou 16% do total);
  • Alemanha (7,228 milhões);
  • Bélgica (4,070 milhões);
  • Itália (3,702 milhões); e
  • Japão (2,053 milhões)

No acumulado, os japoneses importaram, este ano, um volume 0,3% inferior ao do mesmo período de 2023.

A espécie de café que o Brasil mais tem exportado em 2024 continua sendo o arábica: mais de 33,97 milhões de sacas. De acordo com o Cecafé, esse volume, 23,2% superior ao do mesmo intervalo no ano passado, é o maior da história para o período de 11 meses. Na sequência vem a espécie canéfora (conilon + robusta).

Os cafés de qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis responderam por 17,5% das exportações totais brasileiras entre janeiro e novembro de 2024, com a remessa de 8,112 milhões de sacas ao exterior.

O volume é 33,5% superior ao registrado nos 11 primeiros meses do ano passado. O preço médio do produto foi de US$ 269,41 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 2,185 bilhões, ou 19,3% do total obtido.

Desafios de infraestrutura

Café, saca, exportações - funcaféCafé, saca, exportações - funcafé
Foto: Unsplash

Apesar dos bons resultados, o Cecafé aponta para a persistência de gargalos que dificultam o setor, principalmente em termos logísticos.

“Na teoria, ao analisarmos a performance das exportações brasileiras de café, teríamos motivos somente para comemorar, mas a realidade é um pouco mais cruel”, afirmou o presidente da entidade, Márcio Ferreira, em nota.

De acordo com ele, esse desempenho recorde ocorre devido ao profissionalismo e à criatividade dos exportadores associados ao Cecafé, que “buscaram alternativas e vêm arcando com milionários gastos adicionais em seus processos de exportação devido à falta de infraestrutura, especialmente nos portos brasileiros, para honrarem os compromissos com os clientes internacionais dos cafés do Brasil”.

A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) acredita que o setor chegue, este ano, próximo à marca de 50 milhões de sacas de café exportadas.

“Os dados da exportação divulgados pela Cecafé, que deverão acumular, ao fechar desse ano, próximo de 50 milhões de sacas de café, são vigorosos e, comparados aos dados do ano passado, que totalizaram próximo de 40 milhões, demonstram o vigor que as exportações brasileiras atingiram esse ano”, afirmou o presidente da Abic, Pavel Cardoso.

Para ele, dois fatores foram importantes para o aumento das importações: “o robusta (conilon brasileiro) ficou muito barato contra o conilon do Vietnã no primeiro semestre, daí o motivo dessas exportações seguirem muito mais altas do que o ano passado, especialmente de conilon (de robusta), e outro ponto que foi fundamental, sobretudo no último quadrimestre, foram as antecipações que esses importadores europeus fizeram em função da iminente entrada em vigor do Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que foi postergada por mais 12 meses, mas as antecipações dos importadores já estavam feitas”.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Atraso no plantio da safra prejudica exportações de soja de Mato Grosso



Exportações registram queda de 82% em novembro




Foto: Leonardo Gottems

As exportações brasileiras de soja registraram forte retração em novembro de 2024, totalizando 2,55 milhões de toneladas (mi de t), uma queda de expressivos 50,87% em comparação ao mesmo mês de 2023, conforme dados divulgados pela Secex. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso foi um dos estados mais impactados pela redução, com exportações somando apenas 95,25 mil toneladas (t), retração de 82% frente a novembro do ano passado.

A menor oferta de soja no estado resultou em um cenário inédito: a participação de Mato Grosso nas exportações nacionais foi de apenas 3,73% em novembro, o menor índice já registrado na série histórica para o mês. No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2024), o estado exportou 24,64 mi de t, uma redução de 11,79% em relação ao mesmo período de 2023.

Além da oferta limitada, o atraso no plantio da safra 2024/25 agrava as expectativas para os próximos meses. O Imea projeta que o volume exportado em dezembro de 2024 será ainda menor, com reflexos negativos previstos para os embarques de janeiro de 2025, que devem ficar abaixo dos níveis registrados no início deste ano.

O desempenho das exportações de Mato Grosso tem gerado apreensão no mercado, considerando que o estado é tradicionalmente responsável por uma parcela importante dos embarques nacionais. A redução na oferta local impacta diretamente a competitividade e os fluxos comerciais do Brasil, principal exportador mundial de soja.

 





Source link

News

Redução de safra global de milho deve refletir em altas de preços no Brasil


A safra global 2024/25 de milho foi projetada em 1.217,89 bilhão de toneladas pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira (10). O número está abaixo das 1.219,40 bilhão de toneladas indicadas em novembro pelo órgão.

O documento estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 296,44 milhões de toneladas, ante as 304,14 milhões de toneladas indicadas em novembro e abaixo das 303,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado. Para os principais produtores, a estimativa é a seguinte:

  • Estados Unidos: 384,64 milhões de toneladas
  • China: 292 milhões de toneladas
  • Brasil: 127 milhões de toneladas
  • Argentina: 51 milhões de toneladas
  • Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas
  • África do Sul: 17 milhões de toneladas

Exportações e plantio brasileiros

exportação de milho irã dólarexportação de milho irã dólar
Foto: Cláudio Neves/APPA

No Brasil, as exportações brasileiras de milho em dezembro foram revisadas para baixo pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Agora, espera-se que o país embarque 3,9 milhões de toneladas do grão, número 39% inferior às 6,4 milhões de toneladas de mesmo período de 2023.

Por outro lado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio do milho verão atingiu 65,1% da área estimada até o início deste mês, com destaque para o Paraná, que já concluiu a semeadura.

No mercado, o cereal encerrou a semana passada cotado a US$ 4,31 por bushel (+1,89%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. No Brasil, na B3, o milho seguiu o movimento de alta, com variação de +3,21%, encerrando a R$ 73,95 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

Tendências para o mercado

  • Acordo entre Mercosul-União Europeia: após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia (UE) concluíram o maior acordo do planeta. De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o acordo prevê a retirada gradual de taxas de importação para diversos produtos agropecuários, incluindo o milho. “Caso seja aprovado pelos Estados-membros da UE e o Parlamento Europeu, abrirá novas oportunidades de exportação para o grão brasileiro no mercado europeu, podendo ser mais uma fonte internacional relevante para a demanda do cereal brasileiro”.
  • Transporte retomado: o transporte de soja e milho pelas hidrovias dos rios Tapajós e Madeira foi retomado após interrupções causadas por uma seca severa, operando inicialmente com capacidade reduzida. “Essas rotas são cruciais para o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Arco Norte. Durante a interrupção, cargas foram redirecionadas para portos das regiões Sudeste e Sul, elevando os custos logísticos. Com a retomada das operações e a expectativa de continuidade das chuvas, espera-se uma normalização dos fluxos de exportação e redução dos custos operacionais”, diz a nota da Grão Direto.
  • Análise gráfica: as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3. Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões.



Source link

News

Chuvas beneficiam plantio da soja em MT



A terceira temporada da série Aprosoja Clima e Mercado, após percorrer mais de 4.000 km em Mato Grosso, chega à terceira semana com destaque para a situação das lavouras no estado. O décimo episódio tem início em Água Boa, na fazenda do produtor de soja César Giacomolli.

Ele relata que as chuvas começaram mais cedo e com maior intensidade este ano, com registros de até 100 mm nas primeiras precipitações. Apesar das chuvas fortes, o plantio na fazenda seguiu o cronograma, iniciando em 15 de outubro e terminando em 5 de novembro, em apenas 20 dias, um cenário bem diferente do ano passado, quando o plantio se estendeu por 60 dias devido à seca.

Na região de Água Boa, as chuvas deste ano foram mais bem distribuídas, o que beneficiou os produtores locais, incluindo César. No entanto, em outras áreas, como o setor do Jaraguá, o excesso de chuvas dificultou o plantio, com problemas de atoleiros e atolamento de máquinas. Isso pode afetar a safra, especialmente a segunda safra de milho, que deve registrar uma perda de 20 a 30% em comparação com os anos anteriores.

Em relação ao ano passado, as chuvas deste ano têm sido mais generosas. Enquanto a safra anterior acumulou cerca de 1.000 mm, já se registraram 800 mm em algumas fazendas, com até 1.200 mm em outras. A expectativa é que as chuvas continuem, beneficiando a soja e a safrinha. Leste de Mato Grosso é privilegiada por opções de culturas para a segunda safra, como milho, sorgo e gergelim. César planeja cultivar sorgo, que voltou a ser uma boa opção.

Uma preocupação para os produtores é a colheita, que será concentrada em um curto período devido ao plantio acelerado. A falta de infraestrutura de armazenamento na região pode gerar dificuldades, especialmente com a umidade dos grãos. O uso de máquinas grandes na colheita também traz desafios logísticos.

A série segue acompanhando a evolução das lavouras e o impacto do clima na produção de soja e outras culturas em Mato Grosso. Para mais informações, basta seguir a Aprosoja nas redes sociais e assistir aos episódios no YouTube.

Confira:



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Semeadura do feijão está concluída na maior parte do Rio Grande do Sul


A semeadura da primeira safra de feijão foi concluída na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. No entanto, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/11), permanecem áreas a serem implantadas no Sul e Nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde se adota cultivo único com plantio tardio, concentrado no mês de dezembro. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares e a produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

O tempo seco, de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos ocasionais da última semana, configurou-se como um fator climático desfavorável à cultura, que já apresenta sinais de estresse hídrico. A maior parte das lavouras encontra-se na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos) e restrições hídricas nesse estágio podem afetar a produtividade. Contudo, até o momento, o quadro não é considerado crítico. As precipitações ocorridas recentemente poderão amenizar a situação e limitar perdas.

Na região de Santa Maria, 93% das áreas estão semeadas. A maior parte está em estágio reprodutivo, como a lavoura registrada em Toropi, no começo do mês (07/11), e 4% estão colhidos.

SOJA
O ritmo de semeadura das lavouras foi influenciado diretamente pelos níveis de umidade do solo, que variaram conforme a distribuição irregular de precipitações no Estado. A área semeada alcançou 50% da projetada.

Nas áreas onde a umidade do solo se mostrou insuficiente, a semeadura foi suspensa. Já nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos prosseguiram quase sem interrupções. A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha.

MILHO
A semeadura do milho atingiu 84% da área projetada para a safra. A maioria das lavouras segue em fase de desenvolvimento vegetativo (58%); o restante está em florescimento (26%) e em enchimento de grãos (16%). Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

Os baixos regimes de chuva acarretaram sintomas de déficit hídrico nas lavouras de sequeiro. A situação é preocupante especialmente em relação às áreas em floração, fase mais sensível da cultura. Nas localidades onde choveu no início de novembro, os sintomas foram mitigados nos solos sem compactação. Porém, onde as chuvas foram insuficientes ou chegaram tardiamente, a perda de produtividade está consolidada.

Em áreas irrigadas ou com boas condições hídricas, o potencial produtivo está elevado, sendo favorecido pela alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e pelas temperaturas amenas à noite.

BRÓCOLIS
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, a produção de brássicas do mês de novembro segue dentro da normalidade, e as plantas se desenvolvem bem. Os produtores monitoram a ocorrência de pragas, não havendo registro de perdas no último mês.
Em relação às vendas, houve bastante demanda por brócolis. Já o repolho apresenta demanda mais reduzida. O preço médio praticado, na Ceasa de Porto Alegre, para brócolis, segue entre R$ 20,00 e R$ 30,00 a dúzia, dependendo da qualidade e do tamanho do produto. A cotação do repolho baixou, ficando entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a unidade, conforme o tamanho.

MORANGO
Na região de Caxias do Sul, o clima foi favorável para o desenvolvimento da cultura, assim como para a floração e frutificação das plantas. Apenas no final do período, a temperatura elevada causou algumas perdas, porém o maior volume já havia sido colhido. Os cultivos seguem sem evidências de doenças e pragas que possam causar prejuízos, mas os produtores monitoram constantemente suas lavouras. O feriado da Proclamação da República seguido do final da semana trouxe grande número de visitantes à região serrana, o que elevou o consumo de morango em estabelecimentos, como restaurantes e hotéis. O preço de venda direta a consumidores variou entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





Source link

News

Semana reserva chuva superior a 100 mm para 3 regiões do país


O Informativo Meterológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a quantidade de chuva e as temperaturas máximas e mínimas para as cinco regiões brasileiras.

Confira a previsão entre esta terça-feira e o próximo sábado (14):

Sul

A semana começou com tempo firme no Rio Grande do Sul, mas instabilidades devem atuar sobre a região a partir do próximo sábado (14). Em Santa Catarina e no Paraná, a segunda-feira começou com chuvas que tendem a ser localmente fortes entre esta terça-feira e a quinta (12), com tendência de tempo firme nos dias seguintes, de acordo com o Inmet.

A partir de sábado, novas instabilidades se formarão, provocando chuvas em toda a região. Os maiores acumulados para a semana estão previstos para o Paraná e leste de Santa Catarina, com volumes que poderão ultrapassar 80 mm.

Sudeste

O Instituto prevê uma variação espacial das chuvas ao longo da semana devido às instabilidades provocadas pelo deslocamento de um sistema sobre o oceano. Assim, as chuvas que afetam São Paulo e Rio de Janeiro devem reduzir a partir de quinta-feira (12), mas retornando no sábado (14).

Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, as chuvas se intensificarão no centro-sul a partir de quarta (11), persistindo ao longo da semana.

O Inmet alerta que os maiores acumulados estão previstos para São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes acima de 50 mm, podendo superar 100 mm em algumas localidades.

Centro-Oeste

previsão de chuva 9 a 16 de dezembroprevisão de chuva 9 a 16 de dezembro
Foto: Reprodução

As instabilidades devem persistir ao longo de toda a semana, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso do Sul e em grande parte de Goiás, com acumulados previstos acima de 40 mm, podendo atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho no mapa acima). Em Mato Grosso, os acumulados ao longo da semana devem variar entre 10 mm e 40 mm.

Norte

Conforme o boletim do Inmet, áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde) em grande parte da região.

No entanto, no norte do Pará e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) no centro-oeste do Amazonas e em áreas pontuais do leste do Pará.

Já no Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) poderá provocar acumulados superiores a 80 mm.

Nordeste

A previsão indica áreas de instabilidade que devem provocar chuvas no oeste e sul da Bahia, no Maranhão e no Piauí. Contudo, espera-se acumulados abaixo de 20 mm nessas áreas. Já nas faixas leste e norte do Nordeste, há possibilidade de chuvas fracas, enquanto na maior parte do interior, o tempo deve permanecer quente e com baixa probabilidade de chuva.

Temperaturas mínimas e máximas

previsão temperatura - 12 de dezembroprevisão temperatura - 12 de dezembro
Foto: Reprodução

O boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca que nos próximos dias permanece a previsão de temperaturas máximas elevadas em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do país, com valores variando entre 26°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana.

No Centro-Oeste, as temperaturas máximas também estarão elevadas e devem variar entre 26°C e 34°C, enquanto no Sudeste os valores estarão entre 26°C e 32°C. Na Região Sul, as temperaturas máximas oscilarão entre 20°C e 32°C no decorrer da semana.

O Inmet sinaliza que, especificamente na quinta-feira (12), as temperaturas máximas estarão elevadas em grande parte do país (mapa acima), variando entre 26°C e 36°C. No entanto, no leste da Região Sudeste, em Santa Catarina e no Paraná, as máximas devem ficar apenas entre 18°C e 24°C devido à influência de áreas de instabilidade e ventos marítimos.

Já as temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste as mínimas devem variar entre 16°C e 26°C, com os menores valores previstos para a região central da Bahia.

“No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana, com tendência de declínio no sul do Mato Grosso do Sul, onde os valores poderão variar entre 18°C e 22°C”, mostra o boletim do Instituto.

Por fim, nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas devem oscilar entre 10°C e 24°C. No dia 12 a tendência é de declínio das temperaturas em São Paulo e na Região Sul, com valores previstos entre 6°C e 16°C.



Source link

News

Projeto de lei pode limitar recursos do Proagro e preocupa produtores rurais



O projeto de lei (PL 4614/2024) que está tramitando no Congresso Nacional propõe mudanças na legislação que regula a política agrícola no Brasil, incluindo um teto orçamentário para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Destinado a pequenos e médios produtores, o Proagro funciona como um seguro rural, cobrindo perdas causadas por fenômenos climáticos. Entretanto, há receio de que o orçamento previsto no projeto — de R$ 5,8 bilhões anuais — seja insuficiente para atender à demanda.

Os desafios climáticos dos últimos anos, como a seca e as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, exemplificam a importância do programa. Entidades do setor apontam que a recuperação de áreas afetadas por enchentes é onerosa. Para se ter uma ideia, apenas esse ano, as chuvas causaram um prejuízo de R$ 87 bilhões ao agro gaúcho.

Vítimas das chuvas

Em Roca Sales, no Vale do Taquari, o produtor rural Lourenço Caneppelle perdeu estrutura, máquinas, animais e lavouras em três enchentes consecutivas. “O crédito foi conseguido, mas agora a conta está vindo para pagar. São três renovações de solo no mesmo ano, um custo elevado que foi financiado e precisa ser quitado”, afirma Caneppelle.

Mesmo com financiamento pelo Pronaf, o produtor não conseguiu acionar o Proagro porque sua lavoura não estava dentro do zoneamento agrícola. Apesar disso, o programa tem sido essencial para muitos agricultores familiares e médios produtores, ajudando na recuperação de perdas.

Alerta

Agora, o setor está apreensivo com o possível impacto das mudanças. “O teto proposto é muito baixo. Neste ano, tivemos um gasto de R$ 11 bilhões, e agora se prevê R$ 7 bilhões. Para a agricultura familiar, o Proagro é essencial. Não podemos retroceder nessa política pública”, alerta Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag/RS.

“Sem o Proagro, o pequeno produtor não tem como contratar seguros por conta própria, seja pelo custo elevado ou pela indisponibilidade. Precisamos de segurança jurídica para garantir que o contratado retorne ao produtor em caso de sinistro”, ressalta o advogado Roberto Ghigino, especialista em Direito Agrário.

O PL faz parte do pacote de ajuste fiscal do Governo Federal, que estima uma economia de R$ 199,1 bilhões aos cofres públicos até 2030, segundo o Ministério da Fazenda. O Proagro foi criado com o objetivo de atender aos pequenos e médios produtores, garantindo a exoneração de obrigações financeiras relativas a operação de crédito rural de custeio, cuja liquidação seja dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças que atinjam rebanhos e plantações, na forma estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN.



Source link