segunda-feira, julho 13, 2026

Agro

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Lavouras de soja em MG: boas condições de desenvolvimento



O cultivo de soja em Minas Gerais segue com perspectivas positivas para a safra 2024/25, com previsão de aumento tanto na área plantada quanto na produção. Segundo a Safras & Mercado, a área de cultivo no estado deve ocupar 2,35 milhões de hectares, um aumento de 4,4% em relação à safra passada, com a semeadura já concluída em 100% da área até o início de dezembro.

A produção de soja no estado é esperada para atingir 8,979 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao número de 8,328 milhões de toneladas da safra anterior. O rendimento médio projetado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos por hectare registrados na temporada passada. As boas condições climáticas e o manejo eficiente nas lavouras são os principais fatores para esse aumento na produtividade.

Noroeste de MG

No município de Unaí, no noroeste de Minas Gerais, as lavouras de soja também apresentam boas condições de desenvolvimento. De acordo com o departamento técnico da Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril), as lavouras de sequeiro, ocupando 200 mil hectares, estão divididas entre as fases de floração (80%) e crescimento vegetativo (20%). Já as lavouras irrigadas por pivô, em uma área de 100 mil hectares, estão entre as fases de enchimento de grãos e floração.

As chuvas seguem regulares na região, apesar de uma semana de tempo firme. No entanto, as previsões indicam que a área deve receber boas precipitações nos próximos dias, o que favorece o desenvolvimento das plantas. Os produtores de Unaí estão confiantes quanto à produtividade, com expectativas de colher 3.900 quilos por hectare para a safra 2024/25.

Embora as lavouras enfrentem desafios típicos de pragas, como a mosca-branca, o percevejo marrom e as lagartas, os produtores de Unaí têm conseguido manter o controle dessas ameaças de forma eficaz, o que contribui para o bom desempenho das lavouras na região.



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feira na Coreia do Sul pode render US$ 28,5 milhões ao Brasil



Uma delegação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais faturou US$ 6,126 milhões em negócios presencialmente e pode render mais US$ 22,350 milhões nos próximos 12 meses, o que geraria um total de US$ 28,5 milhões ao país, com a participação na Café Show Seoul 2024, principal evento do segmento na Coreia do Sul, que ocorreu de 6 a 9 de novembro, na capital do país.

A iniciativa, que compõe as ações do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, foi uma realização da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

“O mercado sul-coreano é maduro e estratégico para os cafés especiais brasileiros, por isso, é importante marcarmos presença e reforçarmos a imagem do Brasil como líder global da produção desse setor e fortalecer conexões com os agentes da Coreia do Sul. O desempenho deste ano é superior ao que obtivemos no ano passado, quando foram concretizados US$ 22,4 milhões em negócios”, disse em comunicado o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela.

Em 2023, a Coreia do Sul importou 964.302 sacas de 60 dos cafés do Brasil, o que lhe concedeu o posto de 12º lugar no ranking dos principais parceiros comerciais do produto nacional, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Neste ano, de janeiro a outubro, os sul-coreanos já importaram 888.982 sacas, mantendo a 12ª colocação na tabela das exportações brasileiras.

Taiwan

O roteiro dos brasileiros pela Ásia também incluiu a participação, entre 15 e 18 de novembro, na Taiwan International Coffee Show 2024, realizada em Taipé, capital taiwanesa. Segundo a BSCA, com estande e ações similares às realizadas na Coreia, os empresários brasileiros fizeram 30 contatos comerciais – dez novos -, que podem render US$ 6 milhões até dezembro de 2025.



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Operação identifica leite com soda cáustica, água oxigenada e até pelos



O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) deflagrou, hoje (11), a 13ª fase da Operação Leite Compensado contra a adulteração de produtos lácteos em uma fábrica da Dielat localizada em Taquara, na região metropolitana de Porto Alegre.

A investigação do MP indica que houve a adição de soda cáustica e água oxigenada em produtos comercializados pela empresa como leite UHT, leite em pó e compostos lácteos. Essas substâncias são perigosas à saúde e usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados. Além disso, foram detectados “pelos indefinidos” e pontos de sujeira dentro de embalagens.

Agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em empresas e residências na cidade de São Paulo e de quatro municípios gaúchos: Taquara, Parobé, Três Coroas e Imbé. Foram presos o químico, o sócio-proprietário da indústria e dois gerentes. A ofensiva teve a colaboração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e contou também com o apoio da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Os produtos da Dielat são comercializados no Brasil e também são exportados para a Venezuela. A empresa já venceu licitações para fornecer laticínios a escolas e a outros órgãos públicos.

Ao menos sete cidades gaúchas tiveram leite fornecido pela Dielat para merenda escolar, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE), entre elas Alvorada, Canela, Gravataí, Ivoti, Porto Alegre, Taquara e Viamão. Recentemente, a empresa foi vencedora de um certame para distribuir produtos derivados do leite para escolas de um município paulista.

Alquimista

Quase 12 anos depois da primeira fase e pouco mais de sete anos após a 12ª etapa, o MP-RS prendeu novamente o químico industrial conhecido entre os fraudadores como o “alquimista” ou o “mago do leite”. Ele já havia sido alvo da quinta fase da operação, em 2014, quando foi descoberta a sua participação na adição de soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada nos produtos de uma indústria em Imigrante, no Vale do Taquari. A Dielat teria contratado o químico para assessorar a produção.

O promotor de Justiça Mauro Rockenbach, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre comentou a prisão. “Era para ele estar usando tornozeleira eletrônica, era para sair a condenação dele, mas enquanto essas questões básicas não ocorrem, o que ele faz? Adultera leite e pior, aprimora seus mecanismos de ação, já que tem a fórmula exata da quantidade de soda cáustica para uma quantidade exata de litros de leite, fazendo com que os ajustes não sejam detectados nos exames”, ressalta Rockenbach.

Sofisticação

De acordo com o promotor, as fraudes estão mais sofisticadas, permitindo que substâncias como soda cáustica e água oxigenada escapem de detecções iniciais da fiscalização de órgãos ligados ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Além de ajustar o pH e mascarar a acidez do leite, essas substâncias são usadas para reprocessar produtos vencidos e recuperar itens deteriorados, o que representa graves riscos à saúde, incluindo potencial carcinogênico. A denúncia de 2024 se confirmou um novo risco”, afirma o promotor.

Próximos passos

Exames minuciosos estão sendo realizados para identificar com exatidão os lotes contaminados. As autoridades destacam a importância de intensificar a fiscalização para impedir que práticas desse tipo continuem a comprometer a saúde da população.

Em nota, a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) lamentou as notícias envolvendo a empresa Dielat. A entidade reafirma que o leite gaúcho mantém elevados padrões de qualidade e destaca que tais adulterações não têm origem nas propriedades rurais ou nos produtores que cuidam com zelo de suas vacas e de todo o processo produtivo.

Já o Sindicato da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat) repudiou com veemência a informação e exigiu que o caso seja apurado com rigor, e os responsáveis penalizados. “Qualquer ação adotada no intuito de burlar o sistema posto é rechaçada em coro por todos os agentes do setor produtivo e deve ser punida”, encerra o comunicado do Sindilat.



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PIB do agro pode crescer 5% em 2025 diz CNA, que alerta para desafios



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) projeta um crescimento de até 5% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro em 2025, impulsionado pelo aumento da produção agrícola e pela recuperação da agroindústria exportadora. A previsão foi divulgada nesta quarta-feira (11).

Segundo a CNA, o avanço do PIB será liderado pela produção de grãos e pela recuperação da agroindústria.

Mas fatores como valorização do dólar, manutenção da taxa Selic em patamar elevado e a implantação da Lei Antidesmatamento da União Europeia (EUDR) são obstáculos que podem impactar os custos e a competitividade dos produtos brasileiros no mercado global.

A valorização do dólar é vista como uma faca de dois gumes: enquanto favorece a exportação de commodities agrícolas, aumenta os custos de insumos importados, como fertilizantes e tecnologias agrícolas.

Já a política monetária deve continuar restritiva, com a Selic projetada em 13,5% para o fim de 2025, o que dificulta o acesso ao crédito rural. O orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), por sua vez, continuaria insuficiente, com previsão de R$ 1,06 bilhão, frente a uma demanda de R$ 4 bilhões.

Inflação e recuperação

A inflação dos alimentos deve desacelerar para 5,75% em 2025, comparada aos 8,49% estimados para 2024, em função da recuperação agrícola.

A CNA estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 4,59%, acima do teto da meta de inflação.

Já o Valor Bruto da Produção (VBP) do setor deve crescer 7,4%, totalizando R$ 1,43 trilhão, puxado pela alta de 9,2% na receita da pecuária e recuperação agrícola de 5,8%.

Logística e exportações

No comércio exterior, a CNA aponta que o câmbio elevado deve beneficiar as exportações, mas a demanda global continua instável devido a tensões geopolíticas. A China, principal parceira comercial do Brasil, enfrenta redução no crescimento econômico, enquanto a Europa aumenta barreiras regulatórias aos produtos brasileiros.

No setor logístico, o Brasil avança em projetos de hidrovias e ferrovias. A Ferrovia Transnordestina, com previsão de conclusão em 2026, e o leilão da Ferrogrão são apostas para melhorar o escoamento da produção e reduzir custos logísticos.

Sustentabilidade e desafios regulatórios

Outro ponto de atenção é o cumprimento do Código Florestal e a análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR), considerados entraves estruturais que demandam soluções urgentes.

A CNA reforça que esses aspectos precisam de avanços para garantir a sustentabilidade da produção agropecuária e fortalecer a imagem do Brasil no mercado internacional.

Valor Bruto da Produção

Neste ano, o Valor Bruto da Produção (VBP) está estimado em R$ 1,34 trilhão, o que representa um leve aumento de 0,3% em relação ao ano anterior. O resultado é puxado pela receita agrícola de R$ 886,55 bilhões, mesmo com redução projetada de 2,5%. Já a receita pecuária deve crescer 6,2%, atingindo R$ 453,3 bilhões.

Para 2025, a expectativa é de crescimento de 7,4% comparado a 2024, totalizando uma receita de R$ 1,43 trilhão. De acordo com a CNA, o segmento agrícola deve alcançar R$ 937,55 bilhões, mostrando a recuperação da produção após a quebra de safra em 2024.

Já o VBP da pecuária deve crescer 9,2%, alcançando R$ 495,13 bilhões, com destaque para a bovinocultura de corte, que deve registrar, puxada pelos preços, crescimento de 20,9%.

Agricultura

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a estimativa para a safra de grãos 2024/2025 é de um recorde de 322,53 milhões de toneladas, alta de 8,2% ou 24,6 milhões de toneladas em relação à safra 2023/24.

A projeção reflete uma pequena elevação na área plantada (+1,9%) e recuperação da produtividade média.

Pecuária

A produção nacional de leite deve crescer 1,5% em 2025, resultado da desaceleração econômica e das importações do produto que bateram recorde no início de 2024.

A alimentação concentrada mais acessível para os animais deve contribuir para esse aumento modesto da produção.



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Cresce previsão de exportação de soja, farelo e milho em dezembro



A exportação de soja do Brasil em dezembro foi revisada para 1,57 milhão de toneladas, um aumento de 330 mil toneladas em relação à previsão anterior de 1,24 milhão de toneladas, segundo dados atualizados semanalmente pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Para o milho, a estimativa subiu para 3,96 milhões de toneladas, 370 mil toneladas a mais do que os 3,59 milhões previstos na semana passada. Já para o farelo de soja, a projeção foi ajustada para 1,9 milhão de toneladas, crescimento de 460 mil toneladas frente aos 1,44 milhão estimados anteriormente.

Entre 8 e 14 de dezembro, os portos brasileiros devem embarcar 424,79 mil toneladas de soja, 358,76 mil toneladas de farelo de soja e 1,12 milhão de toneladas de milho, conforme programação portuária. Para o trigo, o embarque semanal está estimado em 29,27 mil toneladas.

No acumulado de 2024 até novembro, o Brasil exportou 97,40 milhões de toneladas de soja, queda de 3,87% em relação às 101,31 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2023.

As exportações de milho somaram 38,02 milhões de toneladas, recuo de 8,05% ante as 41,36 milhões de toneladas do ano anterior. O farelo de soja, por sua vez, totalizou 22,94 milhões de toneladas, uma leve alta de 2,62% frente aos 22,35 milhões de toneladas acumuladas até novembro de 2023.



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SP anuncia nesta 5ª pacote de R$ 340 milhões para o agro



O governo de São Paulo anuncia nesta quinta-feira (12) à tarde, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, um pacote de ações em favor do agronegócio paulista que soma R$ 340 milhões.

Entre as ações, estão o anúncio de uma linha de crédito para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP, a premiação do “Município Agro – Ranking Paulista” para 117 municípios e a entrega do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de número 100 mil, informou o governo em nota.

Outro anúncio será o valor do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro).

Esses recursos serão destinados a investimentos em infraestrutura logística do agronegócio do estado de São Paulo.



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SP anuncia hoje pacote de R$ 340 milhões para o agro



O governo de São Paulo anuncia nesta quarta-feira (11) à tarde, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, um pacote de ações em favor do agronegócio paulista que soma R$ 340 milhões.

Entre as ações, estão o anúncio de uma linha de crédito para irrigação pelo Programa Irriga + SP, parceria entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Desenvolve SP, a premiação do “Município Agro – Ranking Paulista” para 117 municípios e a entrega do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de número 100 mil, informou o governo em nota.

Outro anúncio será o valor do Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro).

Esses recursos serão destinados a investimentos em infraestrutura logística do agronegócio do estado de São Paulo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil Importou 6,52 milhões de toneladas de trigo em 12 meses



Movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino




Foto: Canva

As importações brasileiras de trigo têm registrado crescimento expressivo em 2024, atingindo, no acumulado de 12 meses, o maior volume em quatro anos. Segundo dados analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em novembro, mesmo com o avanço da colheita nacional e o aumento da paridade de importação, as compras externas mantiveram-se em alta.

Esse movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino. Foram importadas 427,53 mil toneladas de trigo em novembro de 2024, volume 33% maior que o registrado no mesmo mês de 2023, de acordo com informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A Argentina se destacou como principal fornecedora do cereal, sendo responsável por 79,5% das aquisições brasileiras em novembro. Este foi o maior volume importado do país vizinho nos últimos seis meses.

No acumulado de 12 meses encerrados em novembro de 2024, o Brasil comprou 6,52 milhões de toneladas de trigo do mercado externo, superando a marca de novembro de 2020, quando foram adquiridas 6,53 milhões de toneladas.

Contexto para o mercado interno

Esse cenário reflete a importância das importações para equilibrar a oferta nacional de trigo, especialmente em períodos de colheita e diante de oscilações na produção doméstica. Pesquisadores do Cepea destacam que a competitividade dos preços argentinos tem sido um fator determinante para esse aumento, reforçando o papel do país como parceiro estratégico na cadeia de abastecimento brasileira.

O aumento das importações em meio à safra nacional pode impactar os preços internos do trigo, que, historicamente, estão atrelados à dinâmica de mercado e à paridade de importação.

 





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Goiás bate recorde com mais de 1 milhão de bovinos abatidos



Goiás registrou um marco histórico no terceiro trimestre de 2024: o maior número de bovinos abatidos desde o início da série histórica, com 1,06 milhão de cabeças, segundo a Pesquisa Trimestral da Pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número representa um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e um expressivo crescimento de 10,1% em comparação ao mesmo período de 2023.

Com o crescimento registrado também no segundo trimestre, quando o abate de bovinos subiu 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, o estado se aproxima de um recorde anual, dependendo dos resultados do quarto trimestre.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, destacou o impacto positivo desses números para a economia local.

“Os resultados alcançados até o momento já são positivos, mas continuaremos investindo em infraestrutura, sanidade animal e assistência técnica, para garantir o crescimento e fortalecimento dessa cadeia produtiva em Goiás”, afirmou Pedro.

Frangos, leite e ovos em alta

Além do desempenho na pecuária bovina, outros setores agropecuários também registraram crescimento no terceiro trimestre:

  • Frangos: Goiás abateu 126 milhões de aves, um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2023, consolidando-se como o quinto maior produtor do país.
  • Leite: A produção alcançou 536,2 milhões de litros, uma alta de 5,0% comparada ao segundo trimestre de 2024.
  • Ovos: A produção de ovos atingiu 66,4 milhões de dúzias, o maior número da série histórica iniciada em 1987. O crescimento foi de 5,3% em relação ao segundo trimestre de 2024 e 10,0% em relação ao mesmo período do ano passado.

Brasil

A Pesquisa Trimestral da Pecuária foi divulgada pelo IBGE no dia 5 de dezembro, e também mostra que o abate de bovinos registrou alta de 15,3% em comparação ao 3º trimestre de 2023 e acréscimo de 3,9% frente ao 2° trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca de dez milhões de cabeças em um trimestre.



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Volume de soja comprada pela China diminui em novembro


A China importou 7,15 milhões de toneladas de soja em novembro de 2024, baixa de 11,5% em relação ao volume de outubro e 9,7% abaixo do registrado em novembro de 2023 (7,92 milhões de toneladas), de acordo com dados preliminares publicados nesta terça-feira (10) pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). Em valores, as compras somaram US$ 3,53 bilhões no mês. Entretanto, no acumulado de janeiro a novembro, as importações somaram 97,09 milhões de toneladas, alta de 9,4% em comparação com igual período do ano anterior. 

Mais uma queda

Segundo a GACC, a China importou 498 mil toneladas de óleos vegetais comestíveis no décimo primeiro mês de 2024, recuo de 12,9% em relação a outubro e 46,1% abaixo do registrado em novembro do ano passado. As compras no mês passado somaram US$ 573,7 milhões. No acumulado do ano, o volume importado foi de 6,46 milhões de toneladas, 28% a menos do que um ano antes.

Carne

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 581 mil toneladas no mês passado, avanço de 8,6% ante outubro e cerca de 4,3% acima de novembro do ano passado. Em valores, as importações em outubro somaram US$ 2,09 bilhões. De janeiro a novembro, o total importado foi de 6,05 milhões de toneladas, 11,2% a menos do que em igual período de 2023.

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Foto: Freepik

Fertilizantes

Além disso, a China importou 1,135 milhão de toneladas de fertilizantes em novembro deste ano, alta de 3,3% na comparação mensal com outubro, mas cerca de 10,3% abaixo do volume de novembro de 2023, de acordo com dados da GACC. As importações do mês totalizaram US$ 346,5 milhões no período. No acumulado do ano, o volume importado somou 12,61 milhões de toneladas, avanço de 8% ante igual período de 2023.



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