domingo, julho 12, 2026

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Sulfato de amônio: Pilar da agricultura brasileira



O sulfato de amônio destaca-se por sua composição



Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto
Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto – Foto: Canva

Segundo Inácio Linhares, Marine Cargo Surveyor e técnico em agropecuária, o Brasil consolidou-se como o maior importador mundial de sulfato de amônio em 2023, adquirindo mais de 5,1 milhões de toneladas do insumo, um investimento de US$ 1,06 bilhão. Esse fertilizante é essencial para o desenvolvimento agrícola, contribuindo significativamente para a produtividade de diversas culturas e para a sustentabilidade da produção agrícola global.  

O sulfato de amônio destaca-se por sua composição de 21% de nitrogênio (N) e 24% de enxofre (S), nutrientes indispensáveis para a síntese de proteínas nas plantas e o aumento da produtividade de culturas como cana-de-açúcar, milho e trigo. Além disso, sua aplicação contribui para a saúde do solo, corrigindo a alcalinidade e liberando nutrientes importantes como fósforo e zinco.  

Entre os benefícios diretos para os produtores, estão a versatilidade do produto, adequado para diferentes tipos de culturas e solos, e sua eficiência, com enxofre prontamente disponível para absorção. Além disso, o sulfato de amônio promove práticas mais sustentáveis ao reduzir a lixiviação de nitratos e as emissões de gases do efeito estufa, fortalecendo a segurança alimentar em um cenário de crescimento populacional global.  

No panorama do comércio global, a China lidera como maior exportadora, respondendo por 64% do mercado com mais de 10,6 milhões de toneladas exportadas anualmente. O Brasil, impulsionado por sua expansão agrícola, é o principal consumidor, seguido pelos Estados Unidos e pela União Europeia. A crescente relevância desse insumo reflete sua importância estratégica na segurança alimentar mundial e na sustentabilidade da agricultura.  





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Aeroporto Salgado Filho volta a operar de forma ininterrupta



Sete meses após a catástrofe socioambiental causada pelas fortes chuvas que atingiram quase todo o Rio Grande do Sul, entre abril e maio deste ano, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, voltou a operar com sua estrutura plenamente recuperada.

A Fraport Brasil, empresa que administra o sítio aeroportuário, entregou hoje (16) a pista principal, de 3,2 km de extensão. Também foram recuperadas as vias de acesso entre os pátios de aeronaves e a pista e o terminal de passageiros.

Desde 18 de outubro, o aeroporto vinha funcionando das 8h às 22h, recebendo apenas voos comerciais domésticos. Segundo a concessionária, com a conclusão das obras de recuperação da infraestrutura, o aeroporto voltará a funcionar 24h por dia, permitindo a ampliação do número de pousos e decolagens e a retomada de voos internacionais.

Retorno dos voos internacionais

A primeira aeronave vinda do exterior, proveniente da Cidade do Panamá, está prevista para pousar em Porto Alegre na madrugada da próxima quinta-feira (19). No dia 2 de janeiro, serão retomados os voos de Porto Alegre para Lima, no Peru, e no dia 3, para Santiago, no Chile.

De acordo com a Fraport, a companhia aérea portuguesa TAP também já confirmou que, em breve, retomará a rota da capital gaúcha para Lisboa. Além disso, dois novos destinos domésticos, Recife e Salvador, estarão interligados a Porto Alegre.

Investimento federal

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, celebrou, em nota, a conclusão das obras.

“Essa retomada total é resultado de muito empenho do governo federal, que trabalhou intensamente [junto] com a concessionária para que o principal aeroporto do estado voltasse a operar normalmente. Sabemos o quanto ele é importante para o PIB [Produto Interno Bruto] do Rio Grande do Sul, para o turismo de negócios, para o turismo de lazer e para o escoamento do transporte de cargas”, afirmou Filho.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, também comentou o assunto, em nota. “Hoje estamos entregando o aeroporto 100% funcionando, com a retomada dos voos internacionais. Muitas pessoas não acreditavam que fosse possível. Achavam que o aeroporto só voltaria a funcionar em março do ano que vem. Um investimento de R$ 425 milhões do Governo Federal foi fundamental para que a concessionária pudesse reabrir 100% o funcionamento do aeroporto. Um aeroporto que está mais moderno, melhor do que era antes da enchente e assim vai ser a reconstrução: tudo aquilo que estamos reconstruindo vai ser melhor do que era antes”, pontuou Pimenta.



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Banco espera selic a 15,00% em 2025


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, de forma unânime, aumentar a taxa Selic para 12,25%, uma alta de 100 pontos base (p.b.), acima da expectativa de 75 p.b. projetada pelo Rabobank e pelo consenso do mercado. A instituição financeira destacou que as expectativas de inflação seguem deterioradas. Para 2024, a previsão subiu para 4,8% (anteriormente 4,6%), enquanto para 2025, a projeção passou de 4,0% para 4,6%. 

Além disso, a estimativa para o segundo trimestre de 2026 avançou de 3,8% para 4,1%, e para 2027, subiu marginalmente de 3,5% para 3,6%bobank também aponta que a projeção do Copom para a inflação no horizonte relevante (2T26) aumentou em relação à última reunião, situando-se agora em 4,0%, 30 p.b. acima da previsão anterior e 100 p.b. acima da meta de 3,0%. Essa alta considera a expectativa do mercado de que a Selic chegue a 13,75% até maio de 2025, permanecendo estável no segundo semestre daquele ano. Contudo, dada a postura mais rígida do Copom, o Rabobank revisou suas projeções e agora espera que a Selic alcance 15,00% em 2025.

Essa trajetória prevê mais duas elevações de 100 p.b., seguidas por um aumento de 50 p.b. na reunião de maio de 2025 e mais 25 p.b. em junho de 2025. Os cortes de juros, segundo o Rabobank, só devem começar em 2026, caso as expectativas de inflação retornem à meta de 3,0%.

Os próximos dias serão cruciais para compreender melhor a estratégia do Banco Central. A ata da reunião, prevista para a próxima terça-feira, e o Relatório de Inflação do 4º trimestre, que será divulgado na quinta-feira, trarão mais detalhes sobre a função de reação e as preferências reveladas pela autoridade monetária frente ao cenário econômico e inflacionário.

 





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proximidade das festas de fim de ano tende a mexer com os preços



O mercado físico do boi gordo registrou preços estáveis nesta segunda-feira (16). De acordo com a consuloria Safras & Mercado, as escalas de abate avançaram recentemente, o que tende a levar os frigoríficos a atuarem de maneira cadenciada e tranquila nas compras, diminuindo assim a propensão para altas.

“Vale frisar ainda que várias unidades frigoríficas não operarão em breve, com manutenções programadas. Além das escalas, as atenções devem passar para o andamento do atacado no período de festas”, disse o analista da empresa Allan Maia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: entre R$ 310 e R$ 320
  • Minas Gerais: negócios entre R$ 315 e R$ 320
  • Goiás: na faixa de R$ 300 a R$ 305
  • Mato Grosso: indicação de negócios ao nível de R$ 290 no Xingu. Em Rondonópolis, a R$ 300

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços firmes para a carne bovina no dia. Para Maia, um ponto a se considerar e que pode afetar a dinâmica de preços é a reposição, uma vez que as varejistas já estão posicionadas para atender o consumo de período de festas.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,50 por quilo. O quarto traseiro ficou em R$ 27,00 por quilo. A ponta de agulha seguiu no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,03%, sendo negociado a R$ 6,0912 para venda e a R$ 6,0892 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0256 e a máxima de R$ 6,0986.



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Soja tem dia com preços estáveis; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja teve pouca oferta nesta segunda-feira. A maior parte desses volumes são da safra nova. Para a safra velha, os lotes são mínimos, com procura pontual. Os preços no dia estão de estáveis a mais baixos.

Cotações da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço manteve-se em R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço manteve-se em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,50 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 130,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 135,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Sinais de desaquecimento da demanda pela soja americana e o bom desenvolvimento das lavouras na América do Sul pressionaram as cotações.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 193,185 milhões de bushels em novembro, ante 199,943 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 196,713 milhões. Em novembro de 2023, foram 189,038 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.676.444 toneladas na semana encerrada no dia 12 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.736.783 toneladas.

Plantio pelo Brasil

O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil está em 97,9% da área total esperada até o dia 13 de dezembro, segundo levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o total semeado era de 95,3%. Na comparação com igual período do ano passado, o plantio está um pouco adiantado. Em 2023, o total semeado era de 95,3%. A média para o período é de 95,1%.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar ou 0,63%, a US$ 9,82 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,86 por bushel, com perda de 9,00 centavos, ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,24%, a US$ 286,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 41,72 centavos de dólar, com baixa de 0,89 centavo ou 2,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,03%, negociado a R$ 6,0912 para venda e a R$ 6,0892 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0256.



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Dez estados brasileiros terão chuva acima de 100 mm no decorrer da semana, avisa Inmet


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) traz o informativo climatológico que indica a quantidade de chuva e as temperaturas máximas e mínimas nas cinco regiões do país entre esta segunda (16) e a próxima (23).

O destaque fica para o volume e a abrangência das precipitações, que podem superar os 100 mm em áreas dos seguintes estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Amazonas, Acre, Pará, Tocantins e Acre.

Confira os detalhes:

Sul

mapa de chuva - Inmetmapa de chuva - Inmet
Foto: Reprodução

A semana começará com tempo chuvoso no leste da Região Sul e ficará firme nos dias seguintes. Entretanto, a partir do 20 de dezembro, novas instabilidades se formarão, proporcionando chuvas expressivas em Santa Catarina, Paraná e centro-norte Rio Grande do Sul. Os maiores acumulados para a semana estão previstos para o Paraná e Santa Catarina, com volumes que poderão ultrapassar 40 mm.

Sudeste

Haverá uma variação espacial das chuvas ao longo da semana devido às instabilidades provocadas pelo sistema sobre o oceano, diz o Inmet. Assim, a semana começará com chuvas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e norte de São Paulo, permanecendo ao longo da semana.

Essa condição favorecerá grandes acúmulos de chuva, acima de 100 mm em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em São Paulo, o tempo inicia firme, contudo, a partir de sexta-feira (20), novas instabilidades proporcionarão chuvas significativas até o final da semana, com acumulado previsto de até 80 mm em algumas áreas do nordeste do estado.

Centro-Oeste

As instabilidades persistirão, proporcionando chuvas ao longo da semana, conforme o Inmet. O órgão indica que as precipitações serão significativas em Mato Grosso do Sul, em grande parte de Goiás e de Mato Grosso, com acumulados previstos acima de 40 mm (tons de verde no mapa acima), podendo atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho).

Nordeste

A previsão do Inmet indica que na faixa leste e norte da região, há possibilidade de chuvas fracas, enquanto na maior parte do interior, o tempo deverá permanecer quente e com baixa probabilidade de chuva. No oeste da Bahia e sudoeste do Maranhão esperam-se acumulados abaixo de 20 mm.

Norte

Áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde) e 50 mm (tons amarelos) em grande parte da região.

No entanto, no norte do Pará e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 10 mm. As chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) no centro-oeste do Amazonas, oeste do Acre e em áreas pontuais do sul do Pará e do Tocantins. No Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também poderá provocar acumulados superiores a 100 mm.

Temperaturas na semana

Para os próximos dias, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do país, com valores entre 26°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades do interior do Nordeste.

Na Região Centro-Oeste, as temperaturas máximas também estarão elevadas e devem variar entre 24°C e 32°C, podendo superar 34°C em algumas localidades de Mato Grosso do Sul. Enquanto isso, nas Regiões Sudeste e Sul os valores estarão entre 20°C e 32°C.

As temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste, as mínimas devem variar entre 16°C e 26°C, com os menores valores previstos para a região central da Bahia. No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 22°C e 26°C ao longo da semana.

Nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas devem oscilar entre 12°C e 24°C. No dia 18 de dezembro, a tendência é de declínio das temperaturas na Região Sul com valores previstos entre 10°C e 18°C.



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AgroNewsPolítica & Agro

Recomendações e perspectivas de alta e baixa



Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo



A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada
A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado internacional da soja enfrenta tendências majoritariamente baixistas devido ao excesso de produção global, elevados estoques finais e possíveis sanções comerciais dos Estados Unidos à China. Contudo, mesmo sem as sanções, a dinâmica natural de maior oferta e menor demanda aponta para quedas nas cotações em Chicago. Em resposta, a recomendação é fixar os preços da soja na B3 em São Paulo, tanto para a safra antiga quanto para a nova, reservando 10% a 20% do volume para surpresas no mercado ao longo da temporada.

Entre os fatores de alta, destaca-se o aumento expressivo das exportações de óleo de soja dos EUA, com crescimento de 1.597% em relação ao mesmo período de 2023. Além disso, no Brasil, a demanda pelo óleo de soja para biocombustíveis segue elevada, com previsão de crescimento para atender à mistura B15, que demandará 8 milhões de toneladas de óleo anualmente. No entanto, esse aumento no esmagamento de soja exige encontrar destino para 4,7 milhões de toneladas adicionais de farelo.

Por outro lado, fatores de baixa incluem a queda nas vendas de soja norte-americana, com uma redução de 49% em relação ao relatório anterior, e a perspectiva de produção recorde na América do Sul, que pode superar 230 milhões de toneladas. A produção de soja na China permaneceu praticamente inalterada, enquanto no Brasil, os preços recuam devido à menor demanda no final do ano, mas a tendência é de alta em janeiro com a retomada do mercado.

Por fim, dados técnicos apontam para a redução na posição líquida vendida dos fundos de investimento em futuros e opções de soja, sinalizando um movimento mais cauteloso dos investidores. O mercado continua atento às condições climáticas na América do Sul e à evolução da demanda global para ajustar suas estratégias.

 





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Muita chuva em Mato Grosso e Rio Grande do Sul: como fica o tempo nos próximos dias?



O corredor de umidade, um fenômeno meteorológico conhecido no mundo da meteorologia, continua nos próximos dias, responsável por afetar a diagonal do Brasil, que vai do Sudeste até a Amazônia. Esse corredor traz chuva para as regiões produtoras de soja, especialmente para o Sul e o Centro-Oeste.

As áreas do Sul e Sudeste já receberam chuvas em bons volumes, o que resultou em uma boa disponibilidade hídrica no solo. No entanto, algumas regiões do Centro-Oeste, como Mato Grosso e partes do Rio Grande do Sul, enfrentam um excesso de água, o que tem gerado reclamações dos produtores de soja.

Por outro lado, a metade Norte de Minas Gerais está um pouco mais seca, com um acúmulo de chuva abaixo do esperado. Para essas regiões, a precipitação segue intensa, o que pode gerar prejuízos pontuais, especialmente em áreas como Goiás e Mato Grosso, onde a água excessiva pode prejudicar a qualidade da soja.

Projeção

Para os próximos cinco dias, a previsão é de que as chuvas continuem seguindo o corredor de umidade que vai da Amazônia até o Sul do Brasil. No Sul, as pancadas de chuva vão diminuir de intensidade. No Nordeste, a precipitação não será tão frequente, com destaque para Tocantins, que pode ter pancadas mais intensas.

Como fica a próxima semana na lavoura de soja?

A partir de 22 de dezembro, as chuvas devem se espalhar mais uniformemente. O Matopiba pode ter um alívio com o abastecimento do solo. Em Goiás e Mato Grosso, a previsão é de chuvas mais regulares, com possibilidade de um aumento na intensidade das precipitações, especialmente na metade norte de Mato Grosso do Sul.

Além das chuvas: temperaturas elevadas

Além das chuvas, as temperaturas na metade Norte do Brasil continuam a ser elevadas. A previsão aponta para máximas, especialmente durante as tardes. Isso pode gerar desafios adicionais para os produtores de soja, já que o calor pode aumentar a evaporação da água do solo, além de provocar estresse nas plantas.



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Adab prorroga prazo de declaração de rebanhos na Bahia


A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) prorrogou o prazo para que os produtores rurais baianos realizem a atualização cadastral dos seus rebanhos.

Ao entrar no site da instituição, um aviso preenche a tela da página facilitando o preenchimento dos dados.

O anuncio foi feito nesta segunda-feira (16), com a nova data final de cadastramento para o dia 17 de janeiro de 2025.

Até este domingo (15), cerca de 70% dos criadores de bovinos em todo o estado já haviam realizado a declaração.

De acordo com a Adab, a atualização substitui as etapas de vacinação contra Febre Aftosa e intensifica a vigilância direcionada aos rebanhos existentes na prevenção de doenças.

A declaração é obrigatória e o pecuarista que não realizar a atualização do cadastro terá a propriedade bloqueada e ficará impedido de transitar com os animais. 

“Por se tratar de algo novo, a primeira atualização cadastral desde a última campanha de vacinação, em abril, decidimos prorrogar por mais 30 dias o prazo”, explica o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz. 

A Bahia é reconhecida nacionalmente como Estado Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação e busca o reconhecimento internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que possibilitará a comercialização dos seus produtos pecuários em outros países.

Atualização presencial

A nova portaria, já publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), garante tempo suficiente para os criadores cumprirem as exigências de controle sanitário.

Para isso, os produtores que ainda não realizaram a atualização cadastral devem procurar um dos 402 escritórios da Adab espalhados por todo o estado ou realizar a atualização via Sistema de Defesa Agropecuária da Bahia (Sidab), acessado através do site da Agência.

Além do formulário de declaração dos rebanhos preenchido, é necessária a apresentação dos documentos do criador como o RG, CPF ou CNPJ, comprovante de endereço e documento da propriedade agropecuária.


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produtora se dedica à organização e planejamento



Nascida e criada no interior de Tapera (RS), a produtora de soja, Caroline Maldaner Follmer, de 26 anos, vem de uma família dedicada ao agronegócio. A agricultura sempre foi a principal fonte de renda da família, com propriedades em Tapera e Lagoa dos Três Cantos. Desde cedo, Caroline demonstrou interesse pela área agrícola e buscou educação técnica, formando-se como Técnica em Agropecuária e, posteriormente, como Engenheira Agrônoma.

Após atuar por três anos como Agrônoma em uma empresa de sementes forrageiras, a produtora de soja decidiu se dedicar totalmente à sua família e à propriedade rural, ao lado de seu pai e esposo. Sua irmã, que também cresceu no campo, estuda em outra cidade, permitindo a Caroline assumir mais responsabilidades nas atividades agrícolas.

A soja no caminho

A cultura da soja, predominante na região e principal fonte de renda da família, despertou seu maior interesse. Caroline conta que, antes de se aprofundar na faculdade, não tinha total ciência dos desafios de uma lavoura de soja. ”Não sabia o que estava por trás de uma safra de sucesso. Hoje, depois de muito estudo e prática, sei o quão complexo e gratificante esse trabalho pode ser”, relata.

Mulheres em campo

Caroline é uma das muitas mulheres que quebram barreiras no campo. Embora enfrente preconceitos, especialmente em um setor tradicionalmente dominado por homens, ela vê a presença feminina como um diferencial para os resultados da lavoura.

“Embora as mulheres possam não ter tanta força física, têm uma visão mais minuciosa e detalhista, o que é importante no planejamento e na execução das atividades diárias no campo”, afirma Caroline. Para ela, a presença feminina traz uma nova perspectiva de gestão, com atenção especial à organização financeira, planejamento estratégico e cuidados específicos com a lavoura.

O manejo da soja

Atualmente, Caroline dedica grande parte do seu tempo ao manejo da soja. A safra está plantada em sua totalidade, e as aplicações de herbicidas, inseticidas e fungicidas já estão em andamento. A agricultura de precisão tem sido uma aliada importante, permitindo o controle eficiente de recursos e insumos.

A preparação para uma boa safra começa muito antes da semeadura. O planejamento das áreas agrícolas inclui práticas sustentáveis, como o uso de plantas de cobertura no inverno. ”Elas ajudam a proteger o solo da erosão, melhoram as características físico-químicas do solo e diminuem a incidência de plantas daninhas. Além disso, algumas podem ser colhidas e gerar uma fonte adicional de renda”, explica.

Outro aspecto importante é a escolha das cultivares e o escalonamento da semeadura. Caroline e sua família selecionam as variedades de soja que melhor se adaptam a cada tipo de solo e que possuem maior resistência a doenças. “Essa escolha estratégica é essencial para garantir um bom potencial produtivo”, comenta Caroline.

Em relação à adubação, Caroline adota uma abordagem cuidadosa, que realiza a adubação em linha durante a semeadura e também no inverno, para evitar a perda de nutrientes essenciais para o desenvolvimento da soja.

Desafios e adaptações

A lavoura de soja enfrenta uma série de desafios. Um dos maiores problemas, especialmente para mulheres agricultoras, é o preconceito. Embora tenha encontrado respeito e reconhecimento em sua família, Caroline ainda percebe resistência por parte de algumas pessoas do setor. ”A falta de experiência e a falta de diálogo geram questionamentos. Porém, a prática é o que nos faz crescer e conquistar nosso lugar no campo”, afirma.

Além disso, a variabilidade climática é um desafio constante. Anos com chuvas excessivas exigem manejo diferente em comparação com anos secos, impactando diretamente as decisões sobre controle de pragas, doenças e a escolha de cultivares. A soja, assim como outras culturas, está sujeita a doenças e pragas que prejudicam a produtividade. Fungos, como a ferrugem asiática, e insetos, como a lagarta da soja, exigem vigilância constante e aplicação de defensivos agrícolas.

Outro desafio é a qualidade do solo. Algumas áreas apresentam problemas de compactação e falta de nutrientes, o que pode afetar o crescimento da soja. Caroline explica que o tratamento de sementes é fundamental para mitigar esses problemas e garantir o bom desenvolvimento da cultura.

Perspectivas para o futuro

Caroline vê o futuro da agricultura com otimismo, especialmente no que diz respeito ao papel crescente das mulheres no setor. ”A mulher do campo é mais do que uma força de trabalho, ela é uma gestora, uma planejadora e uma fonte de inovação. No nosso trabalho, cada detalhe importa, e a presença feminina faz toda a diferença”, afirma.

Ela acredita que a agricultura está se transformando, com novas tecnologias, práticas sustentáveis e o maior envolvimento das mulheres sendo fatores determinantes para o futuro do setor.



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