domingo, julho 12, 2026

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Açúcar cai mais de 1% em NY pressionado por previsão de menor déficit global…


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Pressionados por previsão da Organização Internacional do Açúcar (OIA) de diminuição no déficit global de açúcar para 2024/25, os preços do adoçante fecharam com queda de até 1,25% entre os principais contratos da Bolsa de Nova York, nesta quinta-feira (21). Na Bolsa de Londres, as baixas se aproximaram de 1%, marcando assim o terceiro recuo consecutiva dos futuros mais próximos, no mercado internacional.

O anúncio foi feito na última quarta-feira (20), quando a ISO trouxe uma nova previsão de um déficit global de açúcar em 2,51 milhões de toneladas, diante de um número anterior de 3,58 milhões de toneladas, de acordo com informações divulgadas pela Reuters.

A agência destacou que o consumo global em 2024/25 foi revisado para baixo de 182,87 milhões para 181,58 milhões e para 2023/24 de 181,46 milhões para 180,05 milhões. “Muitas dessas mudanças no consumo são motivadas pelo feedback dos membros ao nosso questionário sobre açúcar”, aponta o relatório.

Além disso, análise do Barchart desta quinta-feira também destaca que a alta do  dólar em relação ao real, precificado em R$ 5,81, também pesou negativamente sobre as cotações do açúcar. “As perdas no açúcar aceleraram depois que o real brasileiro (^USDBRL ) caiu para uma baixa de 2 semanas em relação ao dólar, encorajando a venda de exportação pelos produtores de açúcar do Brasil”, diz o portal.

No fechamento desta terça-feira, em Nova York o contrato março/25 registrava uma queda de 0,27 centavos, sendo cotado a 21,38 centavos/lbp. O maio/25 recuava 0,23 centavos, negociado a 19,98 centavos/lbp. O julho/25 apresentava uma baixa de 0,20 centavos, com preço de 19,29 centavos/lbp, enquanto o outubro/25 tinha uma redução de 0,19 centavos, sendo cotado a 19,16 centavos/lbp.

Na Bolsa de Londres, o contrato março/25 caía US$ 5,50, sendo negociado a US$ 553,80 por tonelada. O maio/25 registrava uma redução de US$ 6,20, cotado a US$ 548,80 por tonelada. O agosto/25 apresentava uma baixa de US$ 5,30, com preço de US$ 537,40 por tonelada, enquanto o outubro/25 recuava US$ 4,40, sendo cotado a US$ 526,70 por tonelada.

Mercado interno

No mercado físico, conforme mostra o indicador Cepea Esalq, em São Paulo, o açúcar cristal branco teve uma redução de 0,20%, e está cotado em R$ 167,83/saca. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 158,44/saca, após desvalorização de 0,33%. O cristal empacotado vale R$ 17,2417/5kg. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,8820/kg. O VHP tem preço de R$ 111,81/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 155,90/saca. Na Paraíba, a cotação é de R$ 158,25/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 151,57/saca.





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projeto cria oportunidades para o Brasil, diz instituto



O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) definiu, em nota, a aprovação do projeto de lei 576/2021, das eólicas offshore – usinas instaladas em alto-mar para produção de energia a partir do vento -, como “importante avanço” na política pública nacional pela transição energética e pelo combate ao aquecimento global, além de abrir uma oportunidade gigantesca para atração de investimentos ao país.

Aprovado no Congresso, o projeto aguarda sanção presidencial para virar lei.

“O IBP entende que a iniciativa fortalece o Brasil como ator relevante para a COP30, em 2025. Este é um marco que ratifica o compromisso do país com a agenda da descarbonização da economia e abre uma oportunidade gigantesca para a atração de novos investimentos”, disse o IBP em nota.

Segundo o IBP, a geração de energia eólica em alto mar tem grande potencial para consolidar o Brasil como protagonista no cenário global de energias renováveis, com forte geração de emprego e renda.

“Para cada 1 GW de geração eólica offshore, projeta-se a criação de 14.600 postos de trabalho ao longo de toda a cadeia produtiva, que vai desde a fabricação das turbinas até o descomissionamento de áreas anos depois”, projeta o IBP.

O instituto lembrou, ainda, que o setor de óleo e gás tem grande sinergia com o segmento eólico, devido ao conhecimento acumulado nas operações offshore.



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Como está o monitoramento da ferrugem asiática no RS?



O monitoramento da ferrugem asiática nas lavouras de soja gaúchas completa dois meses e traz resultados importantes. A ação, que faz parte do programa Monitora Ferrugem, foi iniciada em outubro de 2024 e já conta com 77 coletores instalados em 75 municípios do Rio Grande do Sul. O programa é desenvolvido pela Emater RS.

Afinal, o que é a ferrugem asiática?

A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das principais doenças que afetam a soja no mundo inteiro e pode causar danos às lavouras. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do estado, por meio da doutora em fitopatologia Andreia Mara Rotta de Oliveira, destaca que o monitoramento inicial detectou esporos do fungo nos coletores.

As partículas podem ter se originado de regiões que começaram o plantio antes do Rio Grande do Sul ou de países vizinhos, já que o fungo se espalha facilmente pelo ar. Nos primeiros dias de monitoramento, já foi registrada a presença do fungo. No entanto, nas últimas semanas, houve uma diminuição significativa na quantidade de esporos nos coletores, como comenta Oliveira.

Além disso, as condições climáticas deste ano, influenciadas pelo fenômeno La Niña, podem reduzir os focos de ferrugem. A previsão é de um verão com menos chuvas, o que deve resultar em menos focos de ferrugem do que o observado na safra passada, quando o El Niño predominou.

Situação no RS

Até o momento, 80% da área de soja do Rio Grande do Sul foi plantada. A expectativa é de uma área total de 6 milhões 811 mil hectares dedicados à cultura. A soja é a principal cultura de verão do estado, o que reforça a importância do monitoramento contínuo e das ações preventivas contra a ferrugem asiática. A doença, se não controlada, pode causar perdas de até 90% das lavouras.

O programa

O Programa Monitora Ferrugem é uma ação conjunta entre a Seapi, Emater/RS-Ascar e diversas instituições de ensino e pesquisa do estado. Entre os participantes estão o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), como o laboratório de fitopatologia, que realiza análises dos coletores em 16 municípios, além dos centros de pesquisa em sementes e em agricultura digital e irrigação.

O Monitora Ferrugem RS também disponibiliza, semanalmente, informações sobre a ocorrência de esporos do fungo, oferecendo aos agricultores dados atualizados sobre as áreas mais propensas à infecção. Através do site do programa, é possível consultar um mapa de risco diário que indica as condições climáticas favoráveis à doença, ajudando na tomada de decisão sobre o manejo e controle da ferrugem.

Acesse o Programa Monitora Ferrugem:
https://www.emater.tche.br/site/monitora-ferrugem-rs/.

As informações são da Seapi.



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Preços da soja estão em queda


Os preços da soja no estado do Rio Grande do Sul estão em queda pelo interior, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 141,50 para entrega em novembro, e pagamento 27/12, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 15/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 15/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 15/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Em novembro, as cotações da soja no mercado catarinense registraram um aumento de 2,4% em relação ao mês anterior, segundo dados da EPAGRI divulgados em 16/12. No entanto, nos primeiros 10 dias de dezembro, houve uma leve retração de 0,5% ao comparar com a média de preços do mês de novembro.  No porto, a soja foi negociada a R$ 145,00, enquanto em Chapecó o valor registrado foi de R$ 135,50.

Os preços estão em queda no interior também no Paraná. “Em Campinas (SP), o mercado também mostrou pouca movimentação, com preços CIF para o Porto de Paranaguá (PR) entre R$ 138 e R$ 138,50 por saca, para entrega imediata e pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 140 a R$ 142. Em Ponta Grossa, a queda do dólar e boas condições climáticas pressionaram os preços. Indústrias ofertaram R$ 138 por saca CIF para entrega até 20 de dezembro, enquanto vendedores pediam R$ 145. A resistência em aceitar preços mais baixos deixou o mercado spot travado, sem negócios relevantes na região. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 133,00”, completa.

No Mato Grosso do Sul, a diferença é de 3 reais entre oferta e pedida. “No spot da soja em Dourados, as indicações de compra ficaram em R$ 133 por saca FOB para embarque imediato, com pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 136 a R$ 137, sem acordos”, indica.

Negócios parados no estado do Mato Grosso. “No spot da soja em Rondonópolis, compradores indicavam R$ 141 por saca FOB, embarque imediato e pagamento em janeiro. O valor foi apenas nominal, com grãos indisponíveis e compradores abastecidos. Campo Verde: R$ 134,00, Lucas do Rio Verde: R$ 134,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 134,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso: R$ 136,00”, conclui.

 





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o clima e o impacto no plantio da soja



Os produtores de soja na região Oeste de Mato Grosso enfrentaram uma série de desafios durante a safra 2024/2025, mas as perspectivas para a colheita continuam positivas. Os relatos dos agricultores destacam tanto as adversidades quanto as expectativas de uma colheita bem-sucedida.

O desafio e a esperança de uma boa safra

O plantio da soja nesta safra começou mais tarde devido ao atraso nas chuvas, mas, ao contrário do ano passado, o clima se estabilizou e as lavouras estão se desenvolvendo bem. Apesar do começo complicado, as chuvas chegaram no momento certo, ajudando no crescimento das plantas. Em relação à safra do ano passado, a soja deste ano está com um desenvolvimento muito mais promissor.

Desafios na colheita de soja

Uma das principais preocupações dos produtores neste ano é a logística de colheita. Com a previsão de chuvas intensas para os próximos dias, muitos temem que os armazéns da região Oeste não sejam suficientes para armazenar o grande volume de grãos que será colhido, especialmente devido ao aumento da umidade dos grãos. A capacidade de armazenamento tem sido apontada como um grande desafio logístico para a região.

Uma solução discutida pelos produtores é a implementação de “armazéns na propriedade”, que ajudariam a evitar os problemas logísticos durante a colheita. A construção desses armazéns no campo poderia ser uma alternativa eficiente, principalmente se houver acesso a recursos mais acessíveis para viabilizar a construção. Com isso, seria possível armazenar os grãos imediatamente após a colheita, sem sobrecarregar os armazéns locais.

Previsões para a colheita da soja

A expectativa é que a colheita da soja na região Oeste de Mato Grosso comece entre os dias 20 e 25 de janeiro, com a previsão de que toda a safra seja colhida até o final do mês. A colheita deverá ser rápida para evitar danos causados pelas chuvas, que podem impactar a qualidade dos grãos.

Em relação à produção de milho, a estimativa é de uma redução de 20 a 25% na safra, devido ao atraso no plantio causado pelas chuvas tardias. No entanto, os produtores estão se adaptando e já consideram alternativas, como o cultivo de milheto, para suprir essa redução na produção de milho.



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Exportações do agronegócio chegam a US$ 153 bilhões no acumulado de 2024



As exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 152,63 bilhões, entre janeiro e novembro. Este foi o segundo melhor desempenho já registrado na série histórica. Algumas commodities foram destaques por esse desempenho, como a soja (US$ 52,19 bilhões), carnes (US$ 23,93 bilhões) e o complexo sucroalcooleiro (US$ 18,27 bilhões), que juntos responderam por mais de 60% do total exportado. No período, o agronegócio brasileiro representou 48,9% do total das exportações brasileiras.

Apesar de uma redução de 18,7%, o complexo soja manteve sua posição de destaque, enquanto carnes e açúcar registraram crescimentos significativos, impulsionados por recordes de embarques e diversificação de mercados. A redução de 5,2% no índice de preços internacionais foi parcialmente compensada pelo aumento de 5,2% no volume exportado.

Mais destaques

O café solúvel obteve um acumulado de US$ 792 milhões no período. Outro produto que chamou a atenção foi o óleo essencial de laranja, com mais de US$ 365 milhões em exportações até novembro de 2024.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, disse que os resultados da diversificação de mercados e produtos começam a aparecer de forma concreta na balança comercial. “Com as boas perspectivas de safra para 2025, a continuidade das aberturas de novos mercados, a maturação comercial das aberturas já realizadas e a intensificação das ações de promoção comercial com uma série de novos instrumentos, esperamos ainda mais avanços qualitativos e quantitativos nas exportações do agronegócio”, destacou.

Resultados de novembro

Em novembro, as exportações do agronegócio somaram US$ 12,66 bilhões, o que equivale a 45,2% do total exportado pelo Brasil no mês. Apesar de uma retração de 5,8% em relação a novembro de 2023, setores como carnes, café e produtos florestais tiveram resultados significativos, compensando parcialmente a queda nas vendas de grãos.

O setor de carnes foi o principal destaque do mês, com um recorde histórico de exportações para novembro, atingindo US$ 2,45 bilhões (+30,2%). A carne bovina foi o principal produto, com US$ 1,23 bilhão (+29,9%), seguida pela carne de frango (US$ 876,92 milhões, +31,8%) e pela carne suína (US$ 289,40 milhões, +30,8%). Esse crescimento foi impulsionado por maiores volumes exportados e preços médios mais altos.

As exportações de café também alcançaram um recorde histórico para novembro, com US$ 1,47 bilhão (+84,4%), impulsionadas por um aumento de 21,8% no volume exportado e de 51,4% nos preços internacionais. A União Europeia, Estados Unidos e México foram os principais destinos do café verde brasileiro. Já os produtos florestais cresceram 29,1%, totalizando US$ 1,51 bilhão, liderados pela celulose, com US$ 877,34 milhões em receitas.

Por outro lado, o complexo soja sofreu uma retração de 50,3%, com exportações de US$ 1,86 bilhão, devido à quebra de safra e redução nos estoques. O milho também apresentou queda, totalizando US$ 967,89 milhões (-41,7%) devido à redução de 36,2% na quantidade embarcada.

Alta nas importações

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,54 bilhão em novembro de 2024, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais itens importados estão trigo (US$ 102,16 milhões; +21,2%) e salmões (US$ 76,05 milhões; +14,1%).



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Alerta de temporais! Frente fria provoca chuva forte nesta terça-feira em boa parte do Brasil



A terça-feira (17) será de tempo instável na região Sudeste do Brasil, resultado do lento deslocamento de uma frente fria que permanece atuando sobre a área. Esse sistema meteorológico intensifica as condições de chuva em várias localidades, além de provocar ventos fortes, especialmente no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Áreas sob alerta para temporais

As regiões que mais preocupam são as faixas norte de Minas Gerais, norte do estado do Rio de Janeiro e oeste do Espírito Santo. Nessas áreas, o alerta é para temporais que podem causar transtornos. Já no sul de Minas Gerais e em grande parte do Rio de Janeiro, a previsão é de chuva moderada a forte, que pode vir acompanhada de trovoadas. No estado de São Paulo, o tempo permanece firme ao longo do dia.

Além da precipitação, os ventos também se intensificam. Rajadas entre 40 km/h e 50 km/h estão previstas no Espírito Santo e no Rio de Janeiro.

Risco de alagamentos

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) classificou algumas regiões com risco moderado de alagamentos para hoje. Entre os destaques estão a região metropolitana de Belo Horizonte, o leste de Minas Gerais e todo o estado do Espírito Santo.

Com o solo já saturado em muitas áreas, a continuidade das chuvas pode agravar a situação, tornando o cenário mais propício ao surgimento de transtornos urbanos e danos à infraestrutura local.

Acumulados significativos

As condições de instabilidade não devem cessar nos próximos dias. A frente fria, que avança lentamente pelo Sudeste, continuará canalizando umidade da faixa norte do Brasil, o que contribuirá para volumes expressivos de chuva até sexta-feira.

Os maiores acumulados estão previstos para o Espírito Santo e o nordeste de Minas Gerais. Nessas localidades, a precipitação acumulada pode chegar a 80 mm em amplas áreas, com registros pontuais que podem ultrapassar 100 mm.

Outras regiões da faixa Sudeste também terão chuvas constantes, mas com volumes menos expressivos. Ainda assim, a combinação de precipitação persistente e ventos intensos pode resultar em transtornos pontuais.



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Milho volta a cair na Bolsa de São Paulo


Com mercado físico paralisado e dólar apresentando baixa, os contratos de milho voltam a cair na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), segundo informações da TF Agroeconômica. “Os principais contratos de milho encerraram o dia com preços em baixa nesta segunda-feira. Dia de realização de lucros na B3, visto que Chicago e o dólar fecharam em alta”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em baixa no dia: o vencimento de janeiro/25 foi de R$ 74,00 apresentando baixa de R$ -0,43 no dia, baixa de R$ -0,89 na semana; março/25 fechou a R$ 73,16, baixa de R$ -0,49 no dia, baixa de R$ -0,05 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 72,53, baixa de R$ -0,18 no dia e alta de R$ 0,32 na semana”, completa a consultoria agroeconômica.

Na Bolsa de Chicago, as informações da TF dão conta de que o milho fechou em alta com aparente interesse do investidor. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou  de 0,68 % ou $ 3,00 cents/bushel a $ 445,00. A cotação para maio, fechou em alta de 0,56 % ou $ 2,50 cents/bushel a $ 451,75”, indica.

“O cereal se recuperou após as quedas da semana anterior, impulsionado pelo interesse dos investidores, que parecem ter voltado a “acreditar” no milho, e diante da queda projetada nos estoques finais dos EUA em decorrência do bom desempenho das exportações e aumento da demanda da indústria do etanol. Os embarques para exportação foram 6,79% acima da semana anterior, sendo o México novamente o principal destino do milho norte-americano”, conclui a consultoria agroeconômica, no início da semana.

 





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Trump critica tarifas do Brasil e ameaça impor taxas iguais sobre produtos brasileiros



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Brasil impõe tarifas altas sobre produtos importados dos EUA e que seu governo adotará medidas semelhantes. A afirmação foi feita durante uma entrevista coletiva em Mar-a-Lago, na Flórida. Esta foi a primeira vez que Trump mencionou diretamente o Brasil em seu plano de taxação. Ele destacou a importância da reciprocidade nas relações comerciais, mencionando também a Índia como exemplo de países que cobram tarifas elevadas.

Não é a primeira vez

Durante a campanha pela presidência dos EUA, Trump já havia defendido tarifas de importação. Segundo a Reuters, ele prometeu uma tarifa universal de 10% sobre importados e uma tarifa específica de 60% para a China, além de ameaçar taxas adicionais de 25% para México e Canadá. Além disso, ele afirmou que pretende “cobrar o mesmo valor” (taxas impostas pelo Brasil) como forma de proteger a indústria americana e gerar empregos. As informações foram publicadas pelo portal G1. Essas medidas, segundo Trump, têm como objetivo fortalecer a indústria dos EUA e conter problemas como a imigração ilegal e o tráfico de opioides.

Guerras

Na coletiva, Trump também abordou conflitos internacionais, elogiando a Turquia por sua “força militar significativa” e afirmando que o país deve assumir um papel central na Síria. Ele mencionou que Ancara teria derrubado o governo de Bashar al-Assad e destacou a importância de conter militantes do Estado Islâmico, embora tenha sido vago sobre a presença dos cerca de 900 soldados americanos na região.

Sobre o conflito na Ucrânia, Trump declarou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, deve estar preparado para negociar com o presidente russo, Vladimir Putin, a fim de encerrar a guerra. Apesar de evitar responder diretamente se a Ucrânia deveria ceder território à Rússia, Trump enfatizou a necessidade de encontrar uma solução e “acabar com a guerra”.



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Ferrugem na soja: RS intensifica monitoramento para proteger lavouras gaúchas



Com o intuito de monitorar a ocorrência de esporos do fungo causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores acessem dados atualizados sobre as áreas com maior risco de infecção, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) em parceria com a Emater/RS-Ascar e instituições de ensino e pesquisa do estado colocaram em ação o programa Monitora Ferrugem. O monitoramento está completando dois meses e possui 77 coletores em 75 municípios gaúchos.

O Monitora Ferrugem RS disponibiliza semanalmente informações sobre a ocorrência de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi causador da ferrugem asiática, permitindo que os agricultores e pesquisadores identifiquem, com base em dados da semana anterior, os locais mais propensos à doença. Além disso, um mapa de risco, atualizado diariamente, oferece informações sobre as condições climáticas que favorecem a incidência da doença.

A praga é considerada a principal da cultura em todo o planeta. “Já nas primeiras semanas de monitoramento nós constatamos estruturas do fungo nos coletores, possivelmente vindos de outras regiões que plantam soja antes do Rio Grande do Sul, ou de países vizinhos, já que o fungo se dissemina pelas correntes do ar e muitas regiões do estado ainda não haviam iniciado o plantio da soja”, destaca a doutora em fitopalogia da Seapi, Andreia Mara Rotta de Oliveira.

Mas a pesquisadora destaca que nas últimas duas semanas a quantidade de partículas do fungo nos coletores diminuiu bastante. “E como estamos em ano com predominância do fenômeno La Niña, a tendência é de um verão com menos chuva e com isso a expectativa é de uma safra com menos focos de ferrugem em relação à safra anterior, sob influência do El Niño”, afirma Oliveira.

Dados

Dados do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar apontam que 80% da área de soja já foi plantada até o momento. A projeção é de uma área de 6 milhões 811 mil hectares no Rio Grande do Sul. “A soja é a principal cultura de verão, o que reforça a importância do Programa Monitora Ferrugem como política pública para o setor”, afirma a pesquisadora. A ferrugem asiática é considerada a doença mais importante da cultura da soja, podendo causar perdas de até 90% das lavouras.

Parceria

Além da Seapi, Emater/RS-Ascar, participam do programa Monitora Ferrugem o Departamento de Defesa Vegetal (DDV) e três unidades do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA): o laboratório de fitopatologia, que realiza as análises de lâminas de coletores de 16 municípios, e o laboratório de agrometeorologia e climatologia agrícola, vinculados ao Centro de Pesquisa Agronômica (Ceagro), em Porto Alegre, e os Centros de Pesquisa em Sementes de Júlio de Castilhos (Cesem) e de Agricultura Digital e Irrigação de Vacaria (Cepadi), com coletores para monitoramento.



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