domingo, julho 12, 2026

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Oeste da Bahia se torna o maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil


A mesorregião do extremo oeste da Bahia conquistou o título de maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil, ultrapassando o noroeste de Minas Gerais, que até então liderava o ranking. A informação divulgada nesta terça-feira (17) é de um levantamento realizado pela Embrapa.

Com dados até outubro de 2024, o estudo mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no país em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os resultados obtidos com o levantamento mostraram uma área de 2.200.960 hectares irrigada por 33.846 pivôs centrais, com um acréscimo de 140.842 hectares e 3.807 novos equipamentos de irrigação.

De acordo com o pesquisador Daniel Guimarães, da área de Agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), os municípios com as maiores áreas irrigadas são:

  • São Desidério (BA) – 91.687 ha
  • Paracatu (MG) – 88.889 ha
  • Unaí (MG) – 81.246 ha
  • Cristalina (GO) – 69.579 ha
  • Barreiras (BA) – 60.919 ha
Região do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento EmbrapaRegião do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento Embrapa
Foto: Thales Pinto

Principais mesorregiões

De acordo com Guimarães, esse crescimento está relacionado às condições topográficas, às facilidades de implantação dos empreendimentos, ao uso das águas do Aquífero Urucuia e ao armazenamento da água de irrigação em tanques de geomembrana.

MESOREGIÃO (POLO) UF ÁREA (ha) Número (Pivôs) Média (ha)
Extremo Oeste Baiano BA 332.562,7 2.771 120,0
Noroeste de Minas MG 308.498,7 4.918 62,7
Triângulo Mineiro/Alto Parnaíba MG 199.165,5 3.836 51,9
Noroeste Rio-Grandense RS 140.402,2 2.365 59,4
Sul Goiano GO 139.756,6 2.261 61,8
Leste Goiano GO 122.064,5 1.767 69,1
Norte Mato-Grossense MT 111.087,6 872 127,4
Fonte: Daniel Guimarães-Embrapa

A tabela acima exemplifica o potencial de cada polo. De acordo com o pesquisador, a Bahia possui menos pivôs, no entanto, maiores: a média de área irrigada é de 120 ha. Minas Gerais tem muitos pivôs, mas são pequenos (62 ha). No oeste baiano, 2.771 pivôs irrigam mais de 300 mil hectares

“As tendências de crescimento das principais áreas irrigadas mostram que em breve o município de Barreiras (BA) também deverá superar Cristalina (GO)”, adianta o pesquisador.

Segundo ele, Minas Gerais continua sendo o estado com maior área irrigada por pivôs centrais no país (637 mil hectares).

Além disso, a Bahia superou Goiás, ocupando atualmente o segundo lugar, com uma área irrigada de 404 mil.

Crescimento no Brasil

De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

“Os dados de hoje revelam um crescimento em áreas irrigadas acima de 14% em apenas dois anos, comprovando a dinâmica do setor”, declara o pesquisador Daniel Guimarães, um dos autores do estudo que também contou com a participação da pesquisadora da área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, Elena Charlotte Landau.

Entre os biomas brasileiros, mais de 70% dos equipamentos de irrigação estão localizados no Cerrado, e apenas o Pantanal não registrou o uso de irrigação por pivôs centrais no atual levantamento.

Mais de 70% dos equipamentos de irrigação do país usam águas oriundas das bacias hidrográficas do Rio Paraná (37,7%) e do Rio São Francisco (33,1%).

“O dimensionamento das áreas irrigadas e o status de uso desses equipamentos (inativos ou cultivados) são fundamentais para a gestão eficiente dos recursos hídricos no país, além de permitirem a expansão dessa atividade de forma sustentável e reduzirem os conflitos pelo uso da água”, analisa o pesquisador.


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Operação da PF apreende armas e desarticula crimes ambientais



A Polícia Federal (PF) e o ICMBio realizaram uma ação conjunta que resultou na apreensão e destruição de armas e munições, além da aplicação de multas aos responsáveis nos limites da Floresta Nacional do Iquiri, no estado de Rondônia.

A Operação Protegere ocorreu entre os dias 13 e 15 de dezembro e fez parte da quarta fase da operação Greenwashing. Durante os sobrevoos e as vistorias em solo, as equipes da PF e do ICMBio identificaram indícios de exploração florestal em desacordo com as leis vigentes, além da ocorrência de caça ilegal de animais silvestres.

A primeira fase da Operação Greenwashing ocorreu em junho deste ano, e teve o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente.

A investigação revelou um esquema de fraudes fundiárias que se estendeu por mais de uma década, em Lábrea/AM, envolvendo a duplicação e falsificação de títulos de propriedade. Esses crimes resultaram na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.

Segundo o governo federal, a operação reforça a importância da atuação conjunta entre a Polícia Federal e o ICMBio na identificação, contenção e combate a crimes ambientais, fundamental para garantir a aplicação das leis, promover a regularização fundiária e proteger o patrimônio ambiental do Brasil.



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Virada do ciclo pecuário em 2025 deve elevar os preços do milho



A alta demanda por etanol deu suporte aos preços do milho na última semana. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou em mais de 3% as exportações norte-americanas, com impactos diretos na precificação.

Enquanto isso, no Brasil, o plantio do cereal já superou 70% da área, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), avanço de cerca de 7% em relação à semana anterior.

Quanto aos preços, em Chicago, o milho encerrou a semana passada cotado a US$ 4,42 por bushel, alta de 0,45% em relação ao período anterior. No Brasil, na B3, o contrato de janeiro de 2025 registrou valorização de 0,73%, encerrando a R$ 74,49 por saca.

O que esperar do mercado do milho?

Confira as tendências para o milho em análise da plataforma Grão Direto:

  • Perspectivas safra 2025: as regiões produtoras de milho primeira safra apresentam boas condições para o desenvolvimento vegetativo da cultura. Estados como Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul têm previsões de boas chuvas e temperaturas elevadas para os próximos 15 dias, cenário que favorece a safra. Já para o milho segunda safra, as projeções climáticas indicam continuidade das chuvas até abril, coincidente com o início do plantio no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Apesar das incertezas, a Conab projeta que a safra de milho brasileira em 2025 será a segunda maior da história, consolidando o país como um dos principais players globais.
  • Boi gordo: após uma forte alta nas cotações do boi gordo, o aumento no volume de entregas físicas por parte dos pecuaristas pressionou os preços para baixo. “No entanto, para 2025, o cenário indica uma arroba mais valorizada, sustentada pela virada do ciclo pecuário. Como o maior demandante de milho no Brasil, essa dinâmica impacta diretamente as cotações do cereal, que na B3 seguiram o movimento de queda recente. Porém, a expectativa para o ano que vem é de um mercado altista até o início do plantio do milho segunda safra. Qualquer surpresa na área plantada poderá alterar significativamente as projeções de produção total, trazendo volatilidade ao mercado”, diz a Grão Direto.
  • Projeções gerais: o mercado caminha entre estoques globais reduzidos e uma safra brasileira em pleno desenvolvimento. “Esse cenário refletiu no mercado físico, de forma que as cotações não acompanharam a B3 como em outros momentos. Contudo, no curto prazo, as pressões negativas, presentes desde o final da última semana, devem permanecer puxando as cotações”, diz a plataforma.

Para a Grão Direto, com base nos argumentos anteriores, podemos ter uma semana negativa para o milho, acompanhando o desenvolvimento da safra aqui no Brasil.



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Como a soja se comportou? Confira a análise detalhada



O mercado da soja, nas últimas semanas, apresentou movimentos que refletem tanto os fatores internos quanto os externos que impactam a commodity. Apesar de um aumento nas expectativas de exportação para dezembro, os volumes ainda permanecem bem abaixo dos níveis de 2023. Confira os dados da plataforma Grão Direto:

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou sua previsão de exportações para mais de 300 mil toneladas a mais neste mês, indicando que o comércio exterior da soja se mantém forte, apesar da queda em relação ao ano passado.

No entanto, a recente divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe mudanças mínimas nas estimativas para a safra brasileira, mas apontou um aumento global nas previsões de produção e estoques, o que teve impacto nos preços internacionais.

Além disso, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa Selic para 12,25%, com novo aumento de 1 ponto percentual previsto para janeiro, reflete as incertezas fiscais que rondam o Brasil e que também influenciam os mercados financeiros.

No mercado de Chicago, os contratos de soja para janeiro e março de 2025 registraram quedas de 0,6% e 0,5%, respectivamente. Já o dólar recuou 0,66%, fechando a R$ 6,03. Embora as cotações em Chicago e o câmbio tenham tido uma semana de queda, no mercado físico brasileiro os preços se mantiveram mistos, sem grandes variações.

O que esperar para o mercado de soja?

Com a soja entrando na fase de floração, as condições climáticas seguem favoráveis para a maioria das regiões produtoras do Brasil. A expectativa é que as chuvas, embora com menor volume, continuem a garantir o bom desenvolvimento das lavouras. Além disso, a boa reserva hídrica do solo tem suprido eventuais déficits hídricos, mantendo o mercado otimista quanto à produtividade da safra 2024/2025.

A safra argentina também mantém boas perspectivas. A Bolsa de Comércio de Rosário estima uma produção de 53,5 milhões de toneladas, o que mantém o otimismo no mercado. Contudo, as esmagadoras argentinas têm antecipado compras de soja para março com origem no Brasil e Paraguai, aproveitando a vantagem da colheita mais precoce nesses países. Esse movimento tem pressionado os prêmios futuros da soja em algumas regiões do Brasil, especialmente no Mato Grosso do Sul e Sul do Brasil.

Em termos econômicos, o PIB do agronegócio para 2025, projetado pela CNA, deverá crescer 5%, impulsionado pela boa safra de grãos e pela forte atuação das indústrias exportadoras. No entanto, o setor enfrenta o desafio das altas taxas de juros, que devem impactar o custo de financiamento para os produtores e a alavancagem das empresas do setor.

Projeções

O cenário no mercado de Chicago deve continuar com um ritmo estável, com tendência levemente negativa. O câmbio, ainda influenciado pelos fatores fiscais internos, segue como o principal fator de incerteza. Com as perspectivas de uma boa safra, a soja brasileira deverá manter uma posição competitiva, mas as condições macroeconômicas e os preços internacionais de Chicago continuarão impactando os rumos do mercado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chicago: Soja fecha em baixa



O esmagamento de soja nos Estados Unidos também apresentou retração



As condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca
As condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca – Foto: Nadia Borges

Segundo dados da TF Agroeconômica, a soja negociada em Chicago encerrou a segunda-feira em queda, impactada pela perspectiva de uma safra robusta no Brasil e pela redução gradual na demanda pela soja americana. O contrato de soja para janeiro, referência para a safra brasileira, recuou -0,63%, ou $ -6,25 cents/bushel, fechando a $ 982,00. Já o contrato para março caiu -0,90%, ou $ -9,00 cents/bushel, fechando a $ 986,00. O farelo de soja para janeiro apresentou alta de 0,23%, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês registrou queda de -2,09%.  

A análise aponta que as condições climáticas favoráveis no Brasil e as chuvas constantes afastaram o temor de seca, fortalecendo as projeções de safra. Enquanto o USDA estima uma produção de 169 milhões de toneladas para a safra 2024/2025, a Conab projeta 166,21 milhões e consultorias privadas já indicam volumes superiores a 170 milhões de toneladas. Esse cenário pressionou as cotações nos EUA, onde os dados de exportação mostram retração. As inspeções nos portos americanos caíram -3,47% na comparação semanal, refletindo a menor competitividade do produto no mercado internacional.  

Além disso, o esmagamento de soja nos Estados Unidos também apresentou retração. O NOPA reportou que em novembro o volume foi de 5,26 milhões de toneladas, -3,31% inferior ao recorde de outubro, embora os números sejam positivos em relação a novembro de 2023. Os estoques, por outro lado, subiram 1,40%, aumentando a pressão sobre os preços. A combinação entre um cenário interno menos dinâmico nos EUA e o otimismo com a produção brasileira reforça o desequilíbrio no mercado global. Com isso, as cotações da soja seguem voláteis, refletindo as incertezas de curto prazo sobre oferta e demanda.





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No Paraná, lavouras de soja seguem em boas condições



De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, as lavouras de soja da safra 2024/25 apresentam um desenvolvimento até o momento. Atualmente, 92% das lavouras estão em boas condições, 7% em situação média e 1% em situação ruim.

Na avaliação da semana anterior, 92% das lavouras estavam em boas condições, enquanto 8% estavam em situação média. Segundo o Deral, as plantas estão nas fases de crescimento vegetativo (22%), floração (33%) e frutificação (45%), uma ligeira diferença em relação à semana passada, quando 34% das plantas estavam em crescimento vegetativo, 33% em floração, 37% em frutificação e 6% em maturação.

A área total cultivada com soja na safra 2024/25 deve alcançar 5,776 milhões de hectares, um leve decréscimo em relação aos 5,784 milhões de hectares plantados na safra anterior. Já a produção total é estimada em 22,285 milhões de toneladas, o que significa um aumento de 20% em comparação com a safra 2023/24. A produtividade média esperada para 2024/25 é de 3.858 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos por hectare registrados na temporada passada.



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Robô pastor autônomo revoluciona a pecuária e otimiza o manejo do gado



Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, desenvolveram um robô autônomo que pode revolucionar a pecuária. O SwagBot é um aparelho com quatro rodas, alimentado por bateria, com diversos sensores, inteligência artificial (IA) e sistemas de aprendizado de máquina. O chamado pastor robô é capaz de determinar a saúde, o tipo e a densidade do pasto, além de monitorar a saúde do gado. O aparelho foi lançado em 2016 como um simples robô capaz de atravessar terrenos acidentados, mas agora pode tornar a pecuária mais eficiente e ecologicamente correta.

Como funciona?

Em depoimento à Agência Reuters, o professor de robótica e sistemas inteligentes da Universidade de Sydney, Salah Sukkarieh, disse que o SwagBot utiliza informações para conduzir o gado de forma autônoma para os melhores terrenos, com boa proteína, e movê-lo antes que o solo fique degradado – o pastoreio em excesso pode levar a solos mais pobres. O aparelho também pode enviar dados aos fazendeiros em tempo real.

Em campo

A fazendeira Erin O’Neill acompanhou uma demonstração do robô em um campo ao norte de Sydney e disse à Reuters que o aparelho permite uma avaliação mais detalhada do solo onde os animais circulam, permitindo ao criador saber quais pedaços de pasto são mais nutritivos. Acompanhe o vídeo e veja o funcionamento do SwagBot!

Melhorias

O SwagBot faz parte de uma tendência crescente na agricultura em direção à tecnologia, tornando a produção mais eficiente em lugares como a Austrália, que possui cerca de 30 milhões de cabeças de gado, uma das maiores do mundo.

O robô pastor ainda está em desenvolvimento, mas será que os animais estarão habituados com o aparelho? Segundo o professor Sukkarieh, quando o gado estiver acostumado, ele o seguirá.



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Plantio de soja 2024/25 atinge 96,8% da área prevista; de milho verão, 75%



A semeadura de soja 2024/25 no Brasil atingia, até o último domingo (15), 96,8% da área prevista, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em boletim semanal de progresso de safra. Na comparação semanal, houve avanço de 2,7 pontos percentuais (pp). Em relação a igual período da safra passada, há leve avanço de 0,2 pp.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, já encerraram o plantio. Goiás (com 99,3% da área plantada); Tocantins (com 99%); Bahia (97%); Piauí (94%); Santa Catarina e Rio Grande do Sul (ambos com 91%), além de Maranhão (59%) ainda precisam concluir os trabalhos de campo.

Plantio de milho

Quanto ao plantio de milho verão 2024/25, os estados produtores semearam 75% da área prevista até ontem, avanço de 2,8 pontos porcentuais na semana. Em relação a igual período da safra passada, a evolução dos trabalhos é de 1,5 ponto porcentual.

Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina já encerraram o plantio. Goiás conta com 99% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 88%.

Outras culturas

Quanto ao algodão da safra 2024/25, até este domingo, 12,2% da área prevista estava plantada, avanço de 4,5 pp ante a semana anterior e atraso de 2,5 pp na comparação com igual período da safra 2023/24, informa a Conab.

Goiás, com 54% da área plantada, está com os trabalhos mais adiantados, seguido de Mato Grosso do Sul, com 45%. Mato Grosso, o maior produtor da fibra, semeou apenas 2,5% da área prevista.

A semeadura de arroz atingia até ontem 88,6% da área prevista na safra 2024/25, disse a Conab. Houve avanço de 2 pontos percentuais na comparação com a semana anterior e de 3,6 pontos porcentuais em relação a igual período da safra 2023/24.

Santa Catarina já encerrou o plantio. Em seguida, vêm o Rio Grande do Sul, com 99% da área plantada e, depois, Goiás, com 82%.

O plantio de feijão atingia 63,8% da área prevista em 2024/25, avanço de 3,3 pontos porcentuais na semana e de 13,8% ante igual período da safra passada.

Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná já encerraram a semeadura. Santa Catarina contava com 94% da área prevista plantada, seguida do Rio Grande do Sul, com 64%, e Bahia, com 53%. O Piauí ainda não começou o plantio.

Já a colheita de feijão 2024/25 alcançava, até ontem, 7,7% da área prevista, avanço semanal de 1,5 pp e atraso anual de 2,7 pontos porcentuais. São Paulo já colheu 85% da área, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 8%, e Paraná, com 1%.

Por fim, a colheita de trigo se encerrou no país, avanço de 1,1 ponto percentual na comparação semanal e igual porcentual na comparação anual. Rio Grande do Sul e Santa Catarina finalizaram os trabalhos de uma semana para outra, encerrando a colheita do cereal da safra 2023/24.



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Agricultura familiar pode ser impulsionada com planejamento e gestão


Seu José Pereira de Castro, 85 anos, e Dona Cleuza Maria Ortiz de Castro, 80, estão casados há 56 anos. Produtores rurais em Itu, no interior de São Paulo, compartilham uma história de amor que se reflete no agronegócio. 

O namoro à distância, com trocas de cartas que demoravam a chegar, simboliza a paciência e a dedicação que os dois sempre tiveram um pelo outro. Esse amor foi se multiplicando, duas filhas e quatro netos.

Quando compraram a propriedade em Itu, tudo era terra e mato. Juntos, com muito esforço, começaram a plantar verduras, frutas e a criar galinhas poedeiras. Construíram a casa e compraram maquinários e ferramentas para o dia a dia. 

Hoje eles têm orgulho de oferecer aos clientes o sistema de “Colha, Pague e Leve”, em que o consumidor pode pegar os próprios produtos, vivendo uma experiência única no campo. Mas para isso, é importante agendar horário ou fazer encomendas por e-mail.

Só que para que toda essa estrutura desse certo, foi necessário investir para otimizar o tempo e trabalho. Foi assim que, em 2014, decidiram comprar um trator. Como seu Castro já havia trabalhado com vendas de tratores antes de se tornar agricultor, a escolha foi fácil, mas o financiamento precisava ser acessível. 

“A compra do trator foi viabilizada com o crédito do Pronaf. Conseguimos financiar o equipamento com juros baixos e um prazo que se encaixava no nosso planejamento. Cada passo foi planejado para garantir que o crédito fosse usado da melhor forma possível. Eu terminei o financiamento em setembro deste ano”, explica seu Castro. 

O Pronaf, Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, é uma iniciativa do Governo Federal para apoiar o pequeno agricultor. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) é importante que a renda bruta anual familiar seja de até R$500 mil nos últimos 12 meses. Além disso, o produtor precisa que, no mínimo, 50% da renda familiar seja da exploração do agronegócio. 

Com juros baixos e prazos longos, o programa ajuda a financiar infraestrutura, máquinas e insumos, essencial para o crescimento e a sustentabilidade da produção rural. 

“No início, eu fiquei com receio de nos endividarmos, mas o planejamento foi feito com cuidado, e vimos que era a melhor forma de se fazer”, afirma dona Ortiz.

Uma mulher com uma blusa marrom e colar com o fundo mapa de Itu/SP Uma mulher com uma blusa marrom e colar com o fundo mapa de Itu/SP
Adriana Meneses, presidente do Sindicato Rural de Itu

A Adriana Meneses, presidente do Sindicato Rural de Itu, reforça a importância do planejamento na hora de solicitar o crédito.

 “A gente precisa saber primeiro, aquilo que a gente quer desempenhar na nossa atividade – o que você quer fazer? Em seguida fazer um bom planejamento, o Sebrae e o Senar podem ajudar neste processo, ou você pode fazer um curso de gestão. Por último, ter uma rede de apoio para saber usar o crédito, sem o risco de se perder no meio do caminho”, afirma Meneses. 

Foi exatamente isso que seu Castro e dona Cleuza fizeram: antes mesmo de solicitar um crédito, fizeram inúmeros cursos no Sebrae, planejaram detalhadamente o uso do dinheiro, priorizando o crescimento sustentável da atividade agrícola.

“As condições oferecidas pelo programa e ainda com juro a 2% ao ano, foram excelentes”, finaliza o produtor.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Veja quem pode solicitar o Pronaf: 

  • Agricultores; 
  • Aquicultores – que se dediquem ao cultivo de organismos que tenham na água;
  • Pescadores artesanais;
  • Silvicultores – que cultivem florestas nativas ou exóticas;
  • Extrativistas –  que exerçam o extrativismo artesanalmente no meio rural;
  • Membros integrantes de comunidades quilombolas rurais ou de povos indígenas ou membros dos demais povos e comunidades tradicionais;
  • É importante ter a comprovação do CAF-Pronaf válido

O que é CAF-Pronaf? 

O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), é requisito para o acesso de agricultores familiares e demais beneficiários com apoio e incentivo à produção agrícola familiar.

O CAF substitui a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) 

Documentação básica necessária:

  • Identidade e CPF dos membros da família
  • Certidão de casamento ou declaração de união estável
  • Documento que comprove o uso da terra

O crédito consciente é fundamental para o sucesso de qualquer financiamento, e o Pronaf pode ser uma oportunidade para quem deseja expandir ou melhorar sua produção agrícola. 

No dia 20 de dezembro, às 20h, confira no Canal Rural e/ou no YouTube esta e muitas outras histórias de empreendedorismo. Abra a porteira dos seus negócios e venha empreender com a gente!



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Açúcar cai mais de 1% em NY pressionado por previsão de menor déficit global…


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Pressionados por previsão da Organização Internacional do Açúcar (OIA) de diminuição no déficit global de açúcar para 2024/25, os preços do adoçante fecharam com queda de até 1,25% entre os principais contratos da Bolsa de Nova York, nesta quinta-feira (21). Na Bolsa de Londres, as baixas se aproximaram de 1%, marcando assim o terceiro recuo consecutiva dos futuros mais próximos, no mercado internacional.

O anúncio foi feito na última quarta-feira (20), quando a ISO trouxe uma nova previsão de um déficit global de açúcar em 2,51 milhões de toneladas, diante de um número anterior de 3,58 milhões de toneladas, de acordo com informações divulgadas pela Reuters.

A agência destacou que o consumo global em 2024/25 foi revisado para baixo de 182,87 milhões para 181,58 milhões e para 2023/24 de 181,46 milhões para 180,05 milhões. “Muitas dessas mudanças no consumo são motivadas pelo feedback dos membros ao nosso questionário sobre açúcar”, aponta o relatório.

Além disso, análise do Barchart desta quinta-feira também destaca que a alta do  dólar em relação ao real, precificado em R$ 5,81, também pesou negativamente sobre as cotações do açúcar. “As perdas no açúcar aceleraram depois que o real brasileiro (^USDBRL ) caiu para uma baixa de 2 semanas em relação ao dólar, encorajando a venda de exportação pelos produtores de açúcar do Brasil”, diz o portal.

No fechamento desta terça-feira, em Nova York o contrato março/25 registrava uma queda de 0,27 centavos, sendo cotado a 21,38 centavos/lbp. O maio/25 recuava 0,23 centavos, negociado a 19,98 centavos/lbp. O julho/25 apresentava uma baixa de 0,20 centavos, com preço de 19,29 centavos/lbp, enquanto o outubro/25 tinha uma redução de 0,19 centavos, sendo cotado a 19,16 centavos/lbp.

Na Bolsa de Londres, o contrato março/25 caía US$ 5,50, sendo negociado a US$ 553,80 por tonelada. O maio/25 registrava uma redução de US$ 6,20, cotado a US$ 548,80 por tonelada. O agosto/25 apresentava uma baixa de US$ 5,30, com preço de US$ 537,40 por tonelada, enquanto o outubro/25 recuava US$ 4,40, sendo cotado a US$ 526,70 por tonelada.

Mercado interno

No mercado físico, conforme mostra o indicador Cepea Esalq, em São Paulo, o açúcar cristal branco teve uma redução de 0,20%, e está cotado em R$ 167,83/saca. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 158,44/saca, após desvalorização de 0,33%. O cristal empacotado vale R$ 17,2417/5kg. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,8820/kg. O VHP tem preço de R$ 111,81/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 155,90/saca. Na Paraíba, a cotação é de R$ 158,25/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 151,57/saca.





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