domingo, julho 12, 2026

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BNDES calcula ter mobilizado R$ 25,7 bi para reconstrução do RS



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinou R$ 25,7 bilhões para iniciativas associadas à reconstrução de 464 cidades gaúchas afetadas pelas tempestades que atingiram quase todo o Rio Grande do Sul entre abril e maio deste ano.

Os recursos que o banco público de fomento mobilizou entre junho deste ano e a semana passada custearam 8.568 operações de crédito; mais de 5 mil operações de garantia e a suspensão de pagamentos em 72 mil contratos.

As operações de crédito foram custeadas com recursos do Fundo Social, por meio do programa BNDES Emergencial, que destinou cerca de R$ 17,17 bilhões para empresas gaúchas afetadas pelas consequências da tragédia climática. Segundo o banco, cerca de R$ 11,8 bilhões, ou 69% deste total, foram destinados a micro, pequenas e médias operações.

Já com o Programa Emergencial de Acesso a Crédito Solidário, cujo fundo (FGI Peac Crédito Solidário RS) atua como garantidor nas operações de crédito para produtores rurais, microempreendedores individuais (MEIs) e micro, pequenas e médias empresas, foi possível alavancar R$ 3,76 bilhões em operações de créditos nas instituições financeiras parceiras, garantindo 5.040 operações de financiamento.

A suspensão de pagamentos em contratos de financiamento alcançou R$ 4,77 bilhões, em mais de 72 mil operações realizadas junto com bancos parceiros. Desse total, cerca de R$ 3,97 bilhões, ou aproximadamente 75% do total, foram direcionados para micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais (75%).

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (17), em Porto Alegre, pela diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), Maria Fernanda Coelho, e pelo secretário nacional para Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul (SEARS), Maneco Hassen.

Concessão de crédito

O crédito do BNDES foi concedido em três modalidades: capital de giro, para as necessidades imediatas de caixa, visando à manutenção ou retomada das atividades; aquisição de máquinas e equipamentos, para recompor a capacidade produtiva afetada, e investimento e reconstrução, para projetos de implantação e recuperação de instalações físicas, como fábricas, galpões, armazéns e prédios administrativos ou comerciais. Juntos, os setores de indústria, comércio e serviços responderam por cerca de 52% das operações.

Em nota, o BNDES destacou como “um caso emblemático” de apoio os R$ 1,4 bi concedidos à RGE Sul Distribuidora de Energia, empresa que atende a cerca de 7,1 milhões de pessoas, sendo responsável por distribuir em torno de 65% da energia elétrica consumida no estado.

Na mesma linha, o banco financiou R$ 265 milhões à ações que permitiram a recuperação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre; R$ 373 milhões para a recuperação e a retomada das atividades do Terminal Marítimo Luiz Fogliatto (Termasa) e R$ 125 milhões em capital de giro para a concessionária Viasul reestabelecer o tráfego em sua malha, interrompida por 101 pontos de bloqueio.

“Algumas operações do BNDES Emergencial ajudaram não apenas a preservar os empregos já existentes, mas também a criar novos postos de trabalho”, assegura o banco, citando o caso da Astória Indústria de Papéis, que obteve financiamento de R$ 54,7 milhões, repassados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), para reconstrução e modernização do parque industrial, em Gravataí.

“Com maquinário mais moderno, o projeto garante mais eficiência ambiental e competitividade, permitindo dobrar a produção e aumentando o número de empregos diretos de 196 para 210.”



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Água magnetizada chama a atenção na horticultura colombiana



Um efeito importante é a aceleração da germinação de sementes



Um efeito importante é a aceleração da germinação de sementes
Um efeito importante é a aceleração da germinação de sementes – Foto: Pixabay

A água magnetizada tem ganhado destaque na agricultura e horticultura da Colômbia, mostrando-se uma alternativa promissora para o aumento da produtividade e a sustentabilidade. Segundo Luis Medrano, representante da Quantum BioTek Global no país, essa tecnologia altera a estrutura molecular da água, reduzindo sua tensão superficial. Isso facilita a penetração no solo e nas raízes, promovendo uma absorção mais eficiente de nutrientes essenciais, como Nitrogênio, Fósforo e Potássio. Como resultado, as plantas apresentam crescimento mais vigoroso, com caules fortes e folhas maiores, além de maior produção de biomassa.  

Outro efeito importante é a aceleração da germinação de sementes, que ocorre de maneira mais rápida e uniforme. Estudos sugerem que a melhor hidratação e o equilíbrio iônico promovidos pela água magnetizada ativam enzimas fundamentais para o processo germinativo. Em culturas como milho, tomate e trigo, foram observados aumentos significativos no rendimento final. Além disso, a maior eficiência na nutrição das plantas reduz a necessidade de fertilizantes e pesticidas, diminuindo custos e os impactos ambientais. Há também indícios de que a tecnologia pode fortalecer as plantas contra pragas e doenças, embora isso ainda precise de maior validação científica.  

A água magnetizada melhora a gestão hídrica, otimizando a irrigação ao penetrar mais profundamente no solo e reduzindo desperdícios, o que é essencial em regiões com escassez de água. Outro benefício relatado é sua capacidade de dessalinizar solos, dissolvendo sais acumulados e melhorando a qualidade do solo para cultivo. No entanto, os resultados variam conforme o tipo de planta, as condições do solo e a intensidade do tratamento magnético. Além disso, o custo inicial dos sistemas de magnetização pode representar um desafio para pequenos produtores.  

Embora mais estudos sejam necessários para entender totalmente os mecanismos dessa tecnologia, seus benefícios já apontam para um futuro promissor. A água magnetizada pode se tornar uma aliada crucial para o fortalecimento da agricultura colombiana, promovendo maior produtividade e sustentabilidade no uso dos recursos naturais.

 





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confira as cotações da soja



Os preços da soja caíram no Brasil nesta terça-feira (17). Em algumas praças, as cotações ficaram estáveis. Além disso, houve registro de negócios, em pequenos volumes, nos portos. Informações da Safras & Mercado registraram que os preços já se ajustam à safra nova, com muitas indicações nominais.

Preços no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço estabilizou em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 130,00 para R$ 126,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 127,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Sinais de desaquecimento da demanda pela soja americana e o bom desenvolvimento das lavouras na América do Sul pressionaram as cotações.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 193,185 milhões de bushels em novembro, ante 199,943 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 196,713 milhões. Em novembro de 2023, foram 189,038 milhões de bushels.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.676.444 toneladas na semana encerrada no dia 12 de dezembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.736.783 toneladas.

Plantio da soja

O plantio da safra de soja 2024/25 do Brasil está em 97,9% da área total esperada até o dia 13 de dezembro. A estimativa parte de levantamento de Safras & Mercado. Na semana anterior, o total semeado era de 95,3%. Na comparação com igual período do ano passado, o plantio está um pouco adiantado. Em 2023, o total semeado era de 95,3%. A média para o período é de 95,1%.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 6,25 centavos de dólar ou 0,63%, a US$ 9,82 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,86 por bushel, com perda de 9,00 centavos, ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,24% a US$ 286,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 41,72 centavos de dólar, com baixa de 0,89 centavo ou 2,08%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 6,0955 para venda e a R$ 6,0935 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0594 e a máxima de R$ 6,2089.



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Plataforma AgroBrasil+Sustentável será lançada oficialmente pelo Mapa



Integrar informações de bancos de dados e instituições governamentais sobre a produção agropecuária sustentável no Brasil de forma rastreável e confiável. Essa é a proposta da plataforma AgroBrasil+Sustentável, elaborada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e que será lançada oficialmente pela pasta na próxima quinta-feira (19), em Brasília.

A iniciativa tem como premissa o atendimento das exigências do mercado europeu, sendo uma resposta direta à Lei Antidesmatamento da União Europeia, que entraria em vigor em janeiro de 2025 e foi adiada pelo parlamento do bloco. A legislação deve proibir a importação de commodities agrícolas provenientes de áreas desmatadas ilegalmente.

De acordo com o Mapa, a plataforma reúne informações sobre a origem dos produtos, as práticas agrícolas utilizadas e os impactos ambientais.

“Nossa primeira motivação para a elaboração da Plataforma foi poder retratar, com exatidão, a sustentabilidade do agronegócio brasileiro e, com isso, desfazer a imagem negativa do país, uma vez que lá fora se costuma relacionar, erroneamente, nosso progresso com o desmatamento. A segunda seria mitigar o efeito da Lei Antidesmatamento, no que se refere à exclusão do pequeno produtor, o que é muito preocupante do ponto de vista da desigualdade e da questão de oportunidade ao longo do tempo”, relata a secretária da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo (SDI) do Mapa, Renata Miranda.



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Como tratar a estria vermelha na cana-de-açúcar?



“A estria vermelha é um desafio para a cultura da cana-de-açúcar”



A  prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas
A prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas – Foto: Canva

A estria vermelha é um desafio significativo para a cana-de-açúcar, especialmente em regiões com condições climáticas favoráveis, como nas primeiras chuvas, quando a cultura está em seu estágio de maior desenvolvimento. Essa doença pode comprometer a produtividade e a qualidade do canavial, resultando em grandes perdas para os produtores.

De acordo com Jhenyfer Ferreira, engenheira agrônoma da Agrivalle Brasil, a prevenção e o controle eficazes da estria vermelha passam pela utilização de biofungicidas como o TWIXX-A. Este produto é composto por duas bactérias que atuam de forma complementar, oferecendo um controle eficiente das doenças foliares que afetam a cana-de-açúcar.

O TWIXX-A é um biofungicida multissítio, ou seja, age em diferentes locais do patógeno, potencializando seu efeito no controle da estria vermelha. Além disso, por ser biológico, oferece menores impactos ambientais e maior segurança para os trabalhadores.

Jhenyfer destaca a importância de aplicar o TWIXX-A nas primeiras chuvas, garantindo proteção à cultura durante seu ciclo de desenvolvimento. O uso desse produto representa uma solução sustentável e eficiente para o manejo de doenças foliares, ajudando a proteger a produtividade do canavial.

“A estria vermelha é um desafio para a cultura da cana-de-açúcar principalmente em áreas com condições climáticas favoráveis, como no período de maior desenvolvimento da cultura que inicia nas primeiras chuvas. Para evitar perdas de produtividade e qualidade no canavial o posicionamento do biofungicida como o TWIXX-A é essencial para a prevenção e controle da doença e entre outras doenças foliares que agridem a cultura. Twixx-A um produto multissítio com duas bactérias que atuam de forma complementar para o controle das doenças foliares”, escreveu, em seu perfil no LinkedIn.

 





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Exportação do agro cai 0,3%, mas atinge segundo melhor desempenho da história


A exportação do agronegócio brasileiro alcançou US$ 152,63 bilhões de janeiro a novembro deste ano, representando queda de 0,3% em comparação com igual período de 2023 (US$ 153,06 bilhões), de acordo com comunicado do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Apesar da queda, foi o segundo melhor desempenho já registrado na série histórica. A redução de 5,2% no índice de preços internacionais foi parcialmente compensada pelo aumento de 5,2% no volume exportado, diz a pasta.

A importação do agronegócio no período aumentou 16,9%, passando de US$ 15,21 bilhões em 2023 para US$ 17,79 bilhões neste ano. Assim, o saldo da balança comercial do setor registra queda de 2,18%, saindo de US$ 137,85 bilhões de janeiro a novembro do ano passado para US$ 134,85 bilhões este ano.

O setor de carnes foi o principal destaque do mês, com um recorde histórico de exportações para novembro, atingindo US$ 2,45 bilhões (+30,2%). A carne bovina foi o principal produto, com US$ 1,23 bilhão (+29,9%), seguida pela carne de frango (US$ 876,92 milhões, +31,8%) e pela carne suína (US$ 289,40 milhões, +30,8%). Esse crescimento foi impulsionado por maiores volumes exportados e preços médios mais altos.

As exportações de café também alcançaram um recorde histórico para novembro, com US$ 1,47 bilhão (+84,4%), impulsionadas por um aumento de 21,8% no volume exportado e de 51,4% nos preços internacionais.

A União Europeia, Estados Unidos e México foram os principais destinos do café verde brasileiro. Já os produtos florestais cresceram 29,1%, totalizando US$ 1,51 bilhão, liderados pela celulose, com US$ 877,34 milhões em receitas.

Em contrapartida, o complexo soja teve uma retração de 50,3%, com exportações de US$ 1,86 bilhão, em virtude da quebra de safra e redução nos estoques. O milho também apresentou queda, totalizando US$ 967,89 milhões (-41,7%) devido à redução de 36,2% na quantidade embarcada.

As importações de produtos agropecuários totalizaram US$ 1,54 bilhão em novembro de 2024, um aumento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os principais itens importados estão trigo (US$ 102,16 milhões; +21,2%) e salmões (US$ 76,05 milhões; +14,1%).

Expectativas para 2025

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua, os resultados da diversificação de mercados e produtos começam a aparecer de forma concreta na balança comercial.

“Os produtos menos tradicionais da pauta exportadora incrementaram 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com as boas perspectivas de safra para 2025, a continuidade das aberturas de novos mercados, a maturação comercial das aberturas já realizadas e a intensificação das ações de promoção comercial com uma série de novos instrumentos, esperamos ainda mais avanços qualitativos e quantitativos nas exportações do agronegócio brasileiro”, informou.



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Exportação de farelo é o grande destaque do complexo soja


Faltando menos de 15 dias para o fim do ano, o mercado de soja no Brasil vive um cenário de contrastes. Enquanto o farelo de soja se destaca com aumento nas exportações, o grão e o óleo devem encerrar 2024 com queda nos embarques.

A redução é reflexo principalmente da menor produção e da crescente demanda interna para o biodiesel. As exportações totais de soja devem ficar 3 milhões de toneladas abaixo das 99 milhões embarcadas em 2023, embora ainda assim representem um bom volume.

Foto: Agoexport

A diminuição nas exportações do grão está diretamente ligada à safra menor, que registrou 147 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos do que na safra anterior. Além disso, a demanda interna por soja para a produção de biodiesel tem absorvido entre 20 e 25 milhões de toneladas, o que reduz ainda mais a disponibilidade do grão para exportação.

Foto: Agoexport

Por outro lado, o farelo de soja se destaca como um dos principais produtos do complexo soja. Com investimentos expressivos na indústria de esmagamento, o Brasil tem conseguido exportar mais farelo, que agrega maior valor à soja. As exportações de farelo de soja devem superar 23 milhões de toneladas, batendo um novo recorde e evidenciando um crescimento de 6 milhões de toneladas nos últimos cinco anos. Esse aumento reflete o esforço da agroindústria brasileira para agregar valor ao produto.

Foto: Agoexport

No entanto, o óleo de soja enfrenta um cenário negativo, com uma queda acentuada nas exportações. Até o momento, foram embarcadas 1,31 milhão de toneladas de óleo, contra 2,33 milhões em 2023, o que representa uma queda e retorna aos níveis de 2020. Esse recuo é atribuído à mudança nas demandas globais, especialmente devido à crise energética na Europa, que afetou a compra de óleo.

Essa dinâmica do mercado de soja impacta diretamente a balança comercial brasileira. Em 2023, o agronegócio brasileiro exportou 167 bilhões de dólares, com 40% desse total vindo do complexo soja. Para 2024, a expectativa é que a receita cambial do agronegócio caia para 150 bilhões de dólares, com a queda nas exportações e nos preços pagos pelo grão, farelo e óleo de soja.



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Vinho do humorista Danilo Gentili tem venda suspensa por satirizar bebida de R$ 40 mil



Criado pelos humoristas Danilo Gentili, Oscar Filho e Diogo Portugal, o vinho “Putos”, produzido em Portugal, acaba de ter a sua comercialização suspensa pela Justiça de São Paulo.

O motivo: satirizar o rótulo do Château Petrus, bebida francesa cuja garrafa custa mais de R$ 40 mil no Brasil.

De acordo com informação do colunista do UOL Rogério Gentile, a juíza Larissa Tunala considerou que o rótulo “desabona e imita” a marca europeia, associando-a a uma expressão considerada obscena. A decisão determina ainda uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.

Para as empresas responsáveis pela distribuição da bebida, a Porto a Porto e Casa Flora, a marca criada pelo trio possui elementos originais, incluindo caricaturas dos humoristas, o que torna impossível a associação indevida por parte dos consumidores, não havendo, assim, concorrência desleal.

“O Putos é destinado a um consumidor de menor poder aquisitivo e que nem sequer conhece a existência do Petrus, cujo acesso é limitado a um grupo muito seleto, com produção extremamente baixa”, diz a defesa.

Vinho pegou ‘carona’

Porém, a magistrada não aceitou a argumentação e apontou que houve “carona” no prestígio da marca Petrus para promover o vinho “Putos”, mesmo com as alterações feitas no rótulo após notificações.

Assim, de acordo com o colunista do UOL, a decisão impede a venda, distribuição e armazenamento de qualquer produto com rótulo semelhante ao do Petrus. As empresas ainda podem recorrer, mas precisam cumprir a sentença imediatamente, sob pena de multa.



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Oeste da Bahia se torna o maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil


A mesorregião do extremo oeste da Bahia conquistou o título de maior polo de irrigação por pivôs centrais do Brasil, ultrapassando o noroeste de Minas Gerais, que até então liderava o ranking. A informação divulgada nesta terça-feira (17) é de um levantamento realizado pela Embrapa.

Com dados até outubro de 2024, o estudo mostrou uma expansão de quase 300 mil hectares irrigados no país em relação à última análise, feita em 2022, pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os resultados obtidos com o levantamento mostraram uma área de 2.200.960 hectares irrigada por 33.846 pivôs centrais, com um acréscimo de 140.842 hectares e 3.807 novos equipamentos de irrigação.

De acordo com o pesquisador Daniel Guimarães, da área de Agrometeorologia da Embrapa Milho e Sorgo (MG), os municípios com as maiores áreas irrigadas são:

  • São Desidério (BA) – 91.687 ha
  • Paracatu (MG) – 88.889 ha
  • Unaí (MG) – 81.246 ha
  • Cristalina (GO) – 69.579 ha
  • Barreiras (BA) – 60.919 ha
Região do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento EmbrapaRegião do Noroeste Mineiro, irrigação, pivô, estudo/levantamento Embrapa
Foto: Thales Pinto

Principais mesorregiões

De acordo com Guimarães, esse crescimento está relacionado às condições topográficas, às facilidades de implantação dos empreendimentos, ao uso das águas do Aquífero Urucuia e ao armazenamento da água de irrigação em tanques de geomembrana.

MESOREGIÃO (POLO) UF ÁREA (ha) Número (Pivôs) Média (ha)
Extremo Oeste Baiano BA 332.562,7 2.771 120,0
Noroeste de Minas MG 308.498,7 4.918 62,7
Triângulo Mineiro/Alto Parnaíba MG 199.165,5 3.836 51,9
Noroeste Rio-Grandense RS 140.402,2 2.365 59,4
Sul Goiano GO 139.756,6 2.261 61,8
Leste Goiano GO 122.064,5 1.767 69,1
Norte Mato-Grossense MT 111.087,6 872 127,4
Fonte: Daniel Guimarães-Embrapa

A tabela acima exemplifica o potencial de cada polo. De acordo com o pesquisador, a Bahia possui menos pivôs, no entanto, maiores: a média de área irrigada é de 120 ha. Minas Gerais tem muitos pivôs, mas são pequenos (62 ha). No oeste baiano, 2.771 pivôs irrigam mais de 300 mil hectares

“As tendências de crescimento das principais áreas irrigadas mostram que em breve o município de Barreiras (BA) também deverá superar Cristalina (GO)”, adianta o pesquisador.

Segundo ele, Minas Gerais continua sendo o estado com maior área irrigada por pivôs centrais no país (637 mil hectares).

Além disso, a Bahia superou Goiás, ocupando atualmente o segundo lugar, com uma área irrigada de 404 mil.

Crescimento no Brasil

De acordo com o levantamento atual, 2,2 milhões de hectares são irrigados por pivôs centrais no Brasil. Em 2022, a área correspondia a 1,92 milhão de hectares.

“Os dados de hoje revelam um crescimento em áreas irrigadas acima de 14% em apenas dois anos, comprovando a dinâmica do setor”, declara o pesquisador Daniel Guimarães, um dos autores do estudo que também contou com a participação da pesquisadora da área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto, Elena Charlotte Landau.

Entre os biomas brasileiros, mais de 70% dos equipamentos de irrigação estão localizados no Cerrado, e apenas o Pantanal não registrou o uso de irrigação por pivôs centrais no atual levantamento.

Mais de 70% dos equipamentos de irrigação do país usam águas oriundas das bacias hidrográficas do Rio Paraná (37,7%) e do Rio São Francisco (33,1%).

“O dimensionamento das áreas irrigadas e o status de uso desses equipamentos (inativos ou cultivados) são fundamentais para a gestão eficiente dos recursos hídricos no país, além de permitirem a expansão dessa atividade de forma sustentável e reduzirem os conflitos pelo uso da água”, analisa o pesquisador.


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Operação da PF apreende armas e desarticula crimes ambientais



A Polícia Federal (PF) e o ICMBio realizaram uma ação conjunta que resultou na apreensão e destruição de armas e munições, além da aplicação de multas aos responsáveis nos limites da Floresta Nacional do Iquiri, no estado de Rondônia.

A Operação Protegere ocorreu entre os dias 13 e 15 de dezembro e fez parte da quarta fase da operação Greenwashing. Durante os sobrevoos e as vistorias em solo, as equipes da PF e do ICMBio identificaram indícios de exploração florestal em desacordo com as leis vigentes, além da ocorrência de caça ilegal de animais silvestres.

A primeira fase da Operação Greenwashing ocorreu em junho deste ano, e teve o objetivo de desarticular organização criminosa suspeita de vender cerca de R$ 180 milhões em crédito de carbono de áreas da União invadidas ilegalmente.

A investigação revelou um esquema de fraudes fundiárias que se estendeu por mais de uma década, em Lábrea/AM, envolvendo a duplicação e falsificação de títulos de propriedade. Esses crimes resultaram na apropriação ilegal de cerca de 538 mil hectares de terras públicas.

Segundo o governo federal, a operação reforça a importância da atuação conjunta entre a Polícia Federal e o ICMBio na identificação, contenção e combate a crimes ambientais, fundamental para garantir a aplicação das leis, promover a regularização fundiária e proteger o patrimônio ambiental do Brasil.



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