domingo, julho 12, 2026

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Arroz irrigado lidera expansão da produção



A safra atual reflete o otimismo do setor



No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada
No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada – Foto: José Luis da Silva Nunes

De acordo com a Equipe FieldCrops, o arroz irrigado será o principal responsável pelo crescimento de 13,9% na produção brasileira de arroz na safra 2024/25, que deve alcançar 12,06 milhões de toneladas. Com uma área estimada em 1,39 milhão de hectares (+8,5%), o cultivo irrigado se destaca especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde mais de 90% da semeadura já foi concluída. A produtividade média para essa modalidade é projetada em 6.828 kg/ha, refletindo um aumento de 3,5% em relação à safra anterior.  

No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada, apesar de alguns desafios causados por chuvas irregulares. Em Santa Catarina, o plantio praticamente foi finalizado, com as lavouras apresentando bom desenvolvimento até o momento. Outros estados produtores, como Tocantins e Mato Grosso, também avançaram na semeadura graças às condições climáticas favoráveis e à regularidade das chuvas.  

O arroz de sequeiro, que representa uma parcela menor da produção, também registrou expansão significativa. A área cultivada nesta modalidade cresceu 15,3%, alcançando 374,4 mil hectares, com destaque para os estados de Mato Grosso e Maranhão. O bom desempenho do arroz de sequeiro é atribuído à valorização dos preços no mercado e ao aumento da rentabilidade, fatores que motivaram os produtores a investir na cultura.  

A safra atual reflete o otimismo do setor, impulsionado não apenas pelos bons preços e pela rentabilidade, mas também pelas condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras. 

 





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Entidades destacam que Plano Nacional de Identificação fortalece a pecuária



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) comemoraram o lançamento do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), apresentado no começo desta semana pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Os principais objetivos do plano são qualificar e aprimorar a rastreabilidade ao implementar um sistema de identificação individual que permitirá acompanhar e registrar o histórico, a localização atual e a trajetória de cada animal identificado. Segundo o Governo Federal, a medida fortalecerá os programas de saúde animal, a capacidade de resposta a surtos epidemiológicos e reforçará o compromisso do Brasil com o cumprimento dos requisitos sanitários dos mercados internacionais.

O vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner, afirmou que o PNIB vai reforçar ainda mais o controle da sanidade do rebanho brasileiro. “Fico muito feliz quando vejo o lançamento de um programa que não é de comando e controle, a adesão do plano será voluntária. A CNA e todo o setor produtivo participaram ativamente da construção do plano, capitaneados pelo Ministério da Agricultura. Hoje temos um programa único onde o beneficiado é o produtor, a indústria e o país.”

A MBPS também participou das etapas de construção do plano. “A rastreabilidade era um ponto emergente, e a consolidação deste plano nos deixa muito realizados, pois significa que cumprimos nosso objetivo de promover uma pecuária mais sustentável, competitiva e alinhada às exigências do mercado e da sociedade. Além disso, marca o início de uma nova etapa com foco no fomento da rastreabilidade individual e o avanço da implementação do sistema nacional, fortalecendo a rastreabilidade como instrumento de valorização da pecuária sustentável e reafirmando nossa contribuição neste debate,” afirmou Ana Doralina Menezes, presidente da MBPS.

A implementação do plano será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Entre 2024 e 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032. Conheça os seis pilares sanitários:

  1. Universalização da Numeração 076 (ISO Brasil – PGA), gerenciada pelo MAPA
  2. Uso obrigatório da Numeração Oficial por todos os protocolos, públicos ou privados
  3. Base de Dados Nacional Unificada
  4. Integração da Guia de Trânsito Animal (GTA)
  5. Identificação antes da primeira movimentação do animal
  6. Definição de Regras e Padronização para estabelecer um parâmetro básico de aplicação e, principalmente, as formas de reinserção de produtores não conformes na cadeia de fornecimento.



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Brasil deve produzir até 128 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25



O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que o Brasil deverá produzir 128 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25. Os dados estão acima do que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê – produção total de 119,63 milhões de toneladas. As informações constam no boletim Gain Report. O volume deve superar as 122 milhões de toneladas esperadas para a temporada 2023/24.

De acordo com a USDA, a área a ser colhida deve ficar em 22,3 milhões de hectares de milho, acima dos 22 milhões de hectares da temporada (2023/24). O consumo previsto pelos adidos é estimado em 84,5 milhões de toneladas de milho na safra 2024/25. O volume fica acima das 83 milhões de toneladas demandadas na safra de 2023/24.

As exportações de milho do Brasil foram previstas em 48 milhões de toneladas na temporada 2023/24, volume acima das 44 milhões de toneladas da safra 2022/23.

Diferença

Para a Conab, a previsão é de uma produção total de 119,63 milhões de toneladas, 3,4% acima da safra anterior. Apenas no primeiro ciclo do cereal, é esperada uma colheita de 22,61 milhões de toneladas. A companhia também prevê uma elevação de 3% na área destinada ao cultivo de algodão, com o plantio chegando a aproximadamente 2 milhões de hectares, o que resulta em uma estimativa de produção de pluma em 3,69 milhões de toneladas. As informações constam no 3° Levantamento da Safra de Grãos 2024/25.



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Fim da Moratória da Soja em MT; vitória para os produtores



Em reunião realizada nesta terça-feira (17), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou o fim da Moratória da Soja em Mato Grosso. A decisão veio após uma série de pressões por parte dos produtores, representados pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), e foi confirmada em audiência com o governador do estado, Mauro Mendes.

A nova Lei Estadual n.º 12.709/2024, que trata da Moratória da Soja, impede a continuidade das listas restritivas à soja produzida de acordo com o Código Florestal Brasileiro, o que garante uma vitória para os produtores que enfrentavam barreiras adicionais à comercialização, mesmo cumprindo as exigências legais.

Pressão dos produtores pelo fim da Moratória da Soja

A mudança foi impulsionada pela pressão dos produtores, especialmente da Aprosoja MT, que já havia manifestado seu descontentamento com as restrições impostas pela moratória, que afetavam principalmente aqueles que cumpriam com as obrigações ambientais estabelecidas pelo Código Florestal. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, comemorou o avanço.

”Hoje, temos a garantia do fim da Moratória da Soja. Vamos estar envolvidos na elaboração do decreto de regulamentação, para que não haja brechas e, de fato, o Código Florestal Brasileiro, uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, seja respeitado. Não podemos permitir que produtores que cumpram a lei sejam penalizados”, afirmou Beber.

Durante a reunião, o governador Mauro Mendes reforçou o compromisso do estado em seguir as diretrizes do Código Florestal e garantiu que um decreto será elaborado para oficializar o fim das restrições à soja devido à Moratória da Soja.

”Estamos reunidos com a Aprosoja MT, a Assembleia Legislativa e outros setores para discutir e garantir que, em Mato Grosso, não haverá exigências que desrespeitem o Código Florestal Brasileiro. A lei que foi aprovada pela Assembleia Legislativa tem um objetivo claro: não haverá nenhuma exigência além daquilo que está previsto pela legislação federal”. afirmou o governador.

Próximos passos

A Aprosoja MT também expressou agradecimento aos deputados estaduais que desempenharam papel fundamental na aprovação da lei, especialmente ao deputado Gilberto Cattani (PL), autor da proposta, e aos deputados Janaina Riva (MDB) e Dilmar Dal Bosco (União), que se engajaram ativamente em defesa dos produtores.

A Associação Matogrossense dos Municípios (AMM) e a União das Câmaras Municipais do Estado de Mato Grosso (UCMMAT) também foram elogiadas pela sua atuação em apoio à causa.

Com a eliminação das restrições adicionais à soja produzida conforme o Código Florestal, o setor produtivo do estado celebra um importante passo para o fortalecimento da atividade agropecuária em Mato Grosso e a segurança jurídica para os produtores.



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ABCS e FNDS destacam estratégias para impulsionar a suinocultura em 2024



A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) apresentou um balanço das iniciativas realizadas em 2024, reforçando o compromisso com o crescimento sustentável e a modernização do setor suinícola brasileiro. Segundo a entidade, foram mais de 26 ações em âmbito nacional, abrangendo as áreas técnica, política, marketing e mercado.

De acordo com a associação, a erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) foi prioridade. A ABCS intensificou esforços com campanhas de vacinação que alcançaram 640 mil imunizações e visitas técnicas nos estados do Piauí, Ceará e Maranhão, em parceria com o Ministério da Agricultura (MAPA). Esses esforços integram o Plano Estratégico Brasil Livre de PSC, visando proteger o rebanho nacional e fortalecer a saúde animal.

Política

A ABCS acompanhou 27 projetos de lei que impactam a suinocultura, como a reforma tributária e o controle de espécies invasoras, incluindo javalis. Além disso, lançou a edição 2024 do Retrato da Suinocultura Brasileira, ferramenta estratégica para diálogo com parlamentares sobre políticas públicas.

Marketing e mercado

Destaque para a Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) que impulsionou em 37% as vendas da proteína, alcançando 135 milhões de consumidores. Outra iniciativa foi a websérie Porco a Porco, que somou mais de 2,2 milhões de visualizações e ajudou a desmistificar o consumo de carne suína, abordando temas como sustentabilidade e bem-estar animal.

Capacitação

A Escola de Gestores treinou lideranças do setor com cursos voltados para comunicação e inovação, destacando o uso de ferramentas como inteligência artificial e copywriting. Paralelamente, o evento FNDS Collab reuniu representantes de toda a cadeia para fomentar parcerias estratégicas. Por fim, a campanha Carne de Porco: Bom de preço, bom de prato levou cortes prontos para consumo ao mercado, reforçando a presença da carne suína no dia a dia dos brasileiros, especialmente no Nordeste.

Sistema ABCS 

A ABCS ressaltou o trabalho de suas afiliadas que estiveram presentes ao longo deste ano na realização de duas Assembleias, apoiando eventos e datas de grande importância para os produtores de todo o Brasil.



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Como está o mercado da soja?


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, giram preços em torno de R$ 141,00 para entrega em novembro, e pagamento 27/12, no porto, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 30/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

No aspecto comercial, as cotações da soja no mercado catarinense registraram alta de 2,4% em novembro, mas apresentaram recuo de 0,5% nos primeiros 10 dias de dezembro, em comparação ao preço médio do mês anterior. Hoje, o preço da soja foi cotado a R$ 142,00 no porto e R$ 135,50 em Chapecó, refletindo as oscilações recentes do mercado.

No Paraná, o mercado está de olho no encerramento do plantio. “No porto, em Campinas (SP), o mercado também mostrou pouca movimentação, com preços CIF para o Porto de Paranaguá (PR) entre R$ 138 e R$ 138,50 por saca, para entrega imediata e pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 140 a R$ 142. No spot da soja em Cascavel (PR), indústrias propunham entre R$ 137 e R$ 139/saca FOB, com embarque imediato e pagamento em janeiro, sem contraofertas. Os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 133,00”, completa.

Chuva libera áreas ainda paradas para o fim do plantio no Mato Grosso do Sul. “No spot da soja em Dourados, as indicações de compra ficaram em R$ 133 por saca FOB para embarque imediato, com pagamento em janeiro, enquanto os vendedores pediam R$ 136 a R$ 137, sem acordos”, indica.

Negócios parados no estado do Mato Grosso. “Em Sorriso, o spot tem liquidez limitada, com indicações a R$ 136 FOB para entrega em dezembro e pagamento em janeiro, sem interesse de venda. Campo Verde: R$ 134,00, Lucas do Rio Verde: R$ 134,50. Nova Mutum: R$ 133,50. Primavera do Leste: R$ 134,50. Rondonópolis: R$ 138,50. Sorriso:

R$ 136,00”, conclui.

 





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como ficam as chuvas? Climatempo explica


O verão 2024/2025 começa oficialmente às 6h21 do dia 21 de dezembro de 2024 e segue até às 6h02 do dia 20 de Março de 2025. Mas, neste verão, não teremos os impactos do fenômeno El Niño – é o que informa o Instituto Climatempo. No ano passado, o fenômeno colaborou para manter a atmosfera global muito aquecida, contribuindo para ocorrência de ondas de calor e de eventos extremos no Brasil.

Verão sem La Niña

Globalmente os oceanos permanecem quentes, havendo tendência de resfriamento apenas no Pacífico Equatorial na costa do Peru, mas sem alcançar a configuração de um La Niña. O fato de o oceano Pacífico Equatorial na costa do Peru estar com uma tendência de resfriamento, vai influenciar o padrão de chuva e de temperatura no Brasil neste próximo verão. Um dos efeitos desse padrão frio é o de facilitar a formação de corredores de umidade entre o Norte, o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil.

Chuvas no verão

A chuva mais volumosa e frequente do verão 2024/2025 deve ocorrer nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, em muitas áreas do Norte e em parte do Nordeste. Na Região Sul, o verão será marcado por chuva irregular e espaçada, com vários dias de predomínio de tempo seco entre um episódio e outro de instabilidade.

Temperaturas

Não há expectativa de ondas de calor de grande abrangência sobre o Brasil, como no verão 23/24, mas a Região Sul e também a Região Norte devem experimentar períodos quentes, com alguns dias com calor acima do normal. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, há tendência de aquecimento.

A expectativa de mais nebulosidade e chuva sobre o país neste verão vai evitar os longos períodos de calor intenso no Centro-Oeste e no Sudeste, como ocorreu no verão 2023/2024.

Frentes frias e ZCAS

O balanço de temperatura da superfície do mar no Atlântico Sul será favorável ao avanço das frentes frias pela costa do Sul e da região Sudeste. A passagem destas frentes ajuda a canalizar o ar úmido do Norte para o Centro-Oeste e para o Sudeste estimulando as áreas de instabilidade. Há possibilidade de formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Zona de Convergência Intertropical

Segundo o Climatempo, para o verão 2025, a previsão é de que ocorra um atraso na aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), pois o balanço de temperatura da superfície do mar entre o Atlântico Tropical Norte e Tropical Sul não está favorável.

O Atlântico Tropical Norte está mais quente que o Atlântico Tropical Sul, o que dificulta a aproximação da ZCIT na costa norte do Brasil. As áreas de instabilidade tendem a se organizar nas áreas oceânicas mais quentes.

Durante o verão e o outono no Hemisfério Sul, a ZCIT é o principal sistema meteorológico que contribui para chuva volumosa no Nordeste e em parte no Norte do país.

Oceanos quentes

A circulação atmosférica e oceânica no verão 2025 no Hemisfério Sul sentirá a influência dos oceanos quentes, como já ocorreu no verão passado.

Globalmente, a maioria das áreas oceânicas do planeta continua com temperatura acima da média. Apenas a porção central e leste do Pacífico Equatorial, na costa peruana, está com temperatura um pouco abaixo da média.

Oceano PacíficoOceano Pacífico
Foto: Pixabay

A tendência do Pacífico equatorial um pouco frio será responsável apenas por uma parte do estímulo para que o verão 2025 seja com mais chuva do que o normal no Brasil. Ao longo da estação, outros fenômenos de escala mensal devem atuar para aumentar ou reduzir a chuva em algumas porções do país.

Destaques regionais

Sul: risco de ondas de calor principalmente no oeste dos estados de RS, SC e PR. Temperaturas mais elevadas e picos de calor em Porto Alegre. Leste de SC e PR tendem a apresentar temperaturas mais próximas da média, com um calor moderado.

Janeiro com chuva irregular e mal distribuídas ao longo do mês. Fevereiro tende a ter chuva um pouco acima da média no Sul, com pancadas frequentes, mesmo que de forma isolada. As frentes frias tendem a passar rapidamente sobre a região.

Sudeste: alternância entre semanas chuvosas com temperaturas próximas e/ou abaixo da média e semanas de calor e pancadas de chuva típicas de verão. O verão 2025 será menos quente do que o verão de 2023/2024, com períodos mornos pelo litoral da região, no leste de SP, RJ, ES, sul e leste de MG.

As frentes frias avançam com frequência pela costa do Sudeste e ajudam a organizar os corredores de umidade, que aumentam a chuva, com possibilidade de formação de ZCAS. A estação terá mais chuva para o Sudeste do que no verão 2023/2024, o que vai ajudar a manter a temperatura próxima da média

Centro-Oeste: frequente formação de corredores de umidade e possibilidade de ocorrência de ZCAS. Volumes de chuva acima da média, principalmente, no GO, MT e leste do MS.
Não devem ocorrer ondas de calor frequentes, mas eventuais picos de calor podem afetar o centro-sul e oeste do MS ao longo do verão.

O verão 2025 trará chuvas mais volumosas e frequentes do que no verão 2023/2024, o que vai deixar as temperaturas próximas da média.

Nordeste: irregularidade da chuva continua no MA-TO-PI-BA na primeira quinzena de janeiro, o que fará a temperatura subir bastante. Destaque para a atuação de corredores de umidade que estarão posicionados para norte da posição climatológica, o que favorece a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do Nordeste.

De acordo com o Climatempo, haverá atraso na aproximação da ZCIT no litoral norte do nordeste. A partir da segunda quinzena de janeiro esse sistema começa a se deslocar para a região favorecendo chuvas frequentes. A estação será de calor intenso no leste da BA, SE, AL e PE .

Norte: tempo abafado na maioria das regiões, com temperaturas acima da média em praticamente toda a região. Frequente formação de corredores de umidade e possibilidade de episódios de ZCAS.

Apesar da previsão de chover menos do que a média durante o verão, a chuva é volumosa e frequente, o que favorece a recuperação gradual dos rios na região. Não deve ocorrer novo recorde histórico de vazão baixa nos rios da Amazônia.



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São Paulo celebra liderança nas exportações do agronegócio brasileiro em 2024



O estado de São Paulo ultrapassou Mato Grosso e se consolidou na liderança das exportações do agronegócio brasileiro, registrando superávit de US$ 23,22 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2024, o equivalente a R$ 139,9 bilhões. O valor representa aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2023. A informação foi divulgada pela Agência SP.

De acordo com o levantamento realizado pelos pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), as exportações paulistas do agronegócio alcançaram US$28,40 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. As importações setoriais também avançaram, totalizando US$5,18 bilhões, alta de 11,4%.

A participação do agronegócio paulista representou 43,7%, aumento de 4 pontos percentuais em relação a igual período de 2023. Nas importações setoriais, a participação foi de 7,4%, incremento de 0,4 pontos percentuais ante 2023.

“Esses resultados destacam a relevância estratégica do agronegócio paulista para a economia estadual e nacional, reforçando a posição do setor como um pilar do desenvolvimento sustentável e da geração de divisas para São Paulo e o Brasil”, disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

TOP 4

São Paulo é responsável por 18,6% de participação nas exportações do agronegócio brasileiro, na liderança dos negócios. Mato Grosso aparece na segunda posição (16,7%), seguido pelo Paraná (11,1%) e Minas Gerais (10,4%).

“Esse resultado de janeiro a novembro, em um ano de estiagem prolongada, demonstra a vocação agropecuária dos produtores rurais paulistas”, acrescenta Guilherme Piai, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento.

Principais produtos de exportação

  • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação no agro paulista, com US$11,52 bilhões, açúcar representa 92,8% e o etanol 7,2%;
  • Carnes: 11,4% de participação, somando US$3,24 bilhões, sendo a carne bovina responsável por 84,2%;
  • Produtos florestais: 10,2% de participação, na ordem de US$2,90 bilhões, com 54,7% em celulose e 37,5% de papel;
  • Grupo de sucos: 9,3% de participação, com US$2,65 bilhões, dos quais 98% foram representados por suco de laranja;
  • Complexo soja: 7,8% de participação, registrando US$2,22 bilhões, com a soja em grão correspondendo a 76,2%.

Os cinco produtos agregados representaram 79,4% das exportações setoriais paulistas. Já o grupo do café aparece em sexto lugar, com vendas de US$1,18 bilhão (72,1% referentes ao café verde e 23,6% de café solúvel).

Entre os grupos de produtos, no período analisado, destacaram-se aumentos nas exportações de café (+45,1%), sucos (+35,7%), complexo sucroalcooleiro (+19,2%), produtos florestais (+18,2%) e carnes (+14,5%).



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Dólar em alta impulsiona preços do milho na B3



A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores



Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta
Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta – Foto: Pixabay

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os principais contratos de milho encerraram a terça-feira (17) com valorização, apesar de um cenário internacional negativo. Na Bolsa de Chicago, o contrato para dezembro/24 foi cotado a US$ 4,43, registrando queda de 1,5 pontos. Contudo, o dólar teve uma alta expressiva, alcançando a máxima de R$ 6,207 e fechando o dia em R$ 6,096. Esse movimento garantiu melhores margens aos exportadores no porto, impactando positivamente os preços futuros do cereal no mercado interno.  

Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta. O vencimento janeiro/25 subiu R$ 0,56, encerrando a R$ 74,56, embora acumule baixa de R$ 1,36 na semana. O contrato março/25 teve alta de R$ 0,54, finalizando em R$ 73,70, mas ainda registra perda semanal de R$ 0,47. Já o vencimento maio/25 também avançou R$ 0,54 no dia, sendo cotado a R$ 73,07, com uma leve queda semanal de R$ 0,06.  

A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores que sustentaram as cotações na B3, mesmo em um dia de queda nos preços internacionais. Essa alta cambial favorece a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, elevando as margens dos exportadores e influenciando diretamente o mercado interno.  

O desempenho do dólar e sua relação com o mercado internacional reforçam a importância de monitorar as variáveis cambiais. Para os players do setor, especialmente em um momento de volatilidade, o câmbio segue como um elemento decisivo para a formação de preços e para estratégias comerciais no agronegócio brasileiro.

 





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Ibovespa recupera e dólar sobe; ouça análise no Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a aprovação da reforma tributária na Câmara e as expectativas para o pacote fiscal.

A ata do Copom reforçou o tom mais rígido para controlar a inflação, enquanto o mercado aguarda a decisão de juros do Fed.

O Ibovespa subiu 0,92%, aos 124 mil pontos, o dólar fechou a R$ 6,10 e a PTAX avançou 1,94%, para R$ 6,16.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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