domingo, julho 12, 2026

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Fundo indenizatório para pecuaristas é aprovado em São Paulo



O Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal (Fundesa) foi criado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (17).

A iniciativa é uma resposta às demandas do setor produtivo da carne paulista e busca garantir um ressarcimento indenizatório aos pecuaristas em casos de emergências sanitárias, como, por exemplo, a infecção do rebanho por febre aftosa.

“São Paulo ficou livre da febre aftosa, em uma conquista sanitária histórica em 2023. Agora, o Fundesa traz segurança jurídica e alimentar, com o próprio setor se financiando com um valor baixíssimo, bem mais baixo do que a vacina, fora a mão de obra e o manejo de aplicação. O Fundo vai ter toda a participação do setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Já o médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária, Luiz Henrique Barrochelo, acredita que o Fundesa representa um avanço histórico no apoio aos pecuaristas e uma resposta às necessidades do setor produtivo.

“A segurança jurídica que ele proporciona fortalece nossa capacidade de resposta a crises sanitárias, protegendo a produção local”.

Modelo público-privado do Fundo

Ainda de acordo com Barrochelo, o grande diferencial do Fundo é que ele será um modelo público privado, sendo administrado por um Conselho Gestor, presidido pelo Coordenador da Defesa Agropecuária com a participação de representantes da CDA, além de órgãos e entidades do setor público e das cadeias produtivas.

“Esse modelo garante o baixo custo de administração do fundo garantindo que o recurso seja usado apenas para indenização”, destaca o veterinário.

Agora, o Projeto de Lei aguarda a sanção do governador do estado, Tarcísio de Freitas. A gestão do Fundesa ficará a cargo de um conselho gestor, composto por representantes dos setores público e produtivo. A intenção é garantir transparência e eficiência na alocação dos recursos. O valor da contribuição será por cabeça de gado.

Para a presidente da Câmara da Carne Bovina na Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Christiane Morais, a iniciativa transparece uma visão de gestão e governança transparente, construído junto à cadeia produtiva da carne bovina sustentável e abrindo novos mercados internacionais.



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Casos de ferrugem asiática caem 79% em comparação com a safra passada



A ferrugem-asiática é a doença com maior potencial de perda entre as doenças foliares que incidem na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o Brasil registrou 24 casos de ferrugem-asiática entre novembro e dezembro de 2024, com os estados de Paraná (17), São Paulo (4), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1) enfrentando focos da doença.

A evolução da resistência do fungo aos fungicidas tem sido uma grande preocupação, desafiando os produtores a adaptarem suas estratégias de controle no campo.

Cultivo e controle da ferrugem asiática

Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

Além disso, o desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, também tem ajudado a minimizar os impactos da ferrugem nas primeiras semeaduras. ”A doença tende a ser mais severa nas semeaduras mais tardias, como nos meses de novembro e dezembro, com regiões como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sendo mais vulneráveis ao fungo devido ao clima mais favorável”, explica Cláudia.

Resistência aos fungicidas

A resistência da ferrugem aos fungicidas, particularmente aos fungicidas sítio-específicos como os triazois (prothioconazol e tebuconazol), tem exigido mudanças nas práticas de manejo. Essa resistência é quantitativa, ou seja, o fungicida ainda age, mas com menor eficácia à medida que a doença avança. Claudia Godoy diz que a alternativa mais eficaz para os produtores tem sido a utilização de fungicidas multissítios que, quando combinados com fungicidas sítio-específicos, aumentam a eficácia do controle.

A rotação e mistura de diferentes tipos de fungicidas têm sido essenciais para evitar o desenvolvimento de resistência mais forte. A Rede de Fitossanidade Tropical disponibiliza anualmente resultados de eficácia de fungicidas, auxiliando os produtores na escolha dos melhores produtos para o controle das doenças.

Fatores climáticos e agronômicos

A pesquisadora comenta que o clima tem um papel importante na disseminação da ferrugem-asiática. O fungo necessita de plantas vivas para sobreviver, e a eliminação de soja voluntária (soja que brota após a colheita) é essencial para reduzir o inóculo do fungo na entressafra.

Regiões como o Cerrado, com inverno mais seco, possuem menos plantas voluntárias, enquanto o Sul do Brasil, com chuvas no inverno, apresenta maior risco de propagação devido ao aumento do inóculo. O vazio sanitário, com a eliminação da soja voluntária e semeaduras no inverno, é uma prática fundamental para o manejo da doença.

Em relação aos custos, o impacto nas perdas de produtividade vai depender da eficiência do controle com fungicidas e das condições climáticas da safra. No entanto, o maior custo está associado às aplicações de fungicidas, que não se limitam ao controle da ferrugem asiática, mas também abrangem o combate a outras doenças que afetam a cultura da soja.

Variedades de soja resistências à ferrugem asiática

O uso de cultivares resistentes à ferrugem tem se expandido, mas a resistência dos fungos pode ser quebrada, assim como ocorre com os fungicidas. As cultivares com genes de resistência são mais eficientes nas semeaduras tardias, quando a pressão da doença é mais intensa. Essas variedades oferecem maior estabilidade de produção em condições favoráveis à ferrugem, mas devem ser associadas ao uso contínuo de fungicidas, criando uma abordagem complementar para o controle da doença.

Práticas de manejo e controle integrado

O controle da ferrugem asiática baseia-se principalmente no escape da doença, que pode ser alcançado com a adoção de práticas como o vazio sanitário e o uso de cultivares precoces. Os fungicidas continuam sendo uma ferramenta importante no controle, mas devem ser aplicados com estratégias que incluam fungicidas multissítios, especialmente em situações de alta pressão da doença, como nas semeaduras mais tardias.

O controle eficaz da ferrugem-asiática e outras doenças foliares que afetam a soja depende de um manejo integrado, que combina práticas culturais, genéticas e químicas, além de considerar as condições climáticas da safra. Quando esses fatores são bem integrados, eles contribuem significativamente para minimizar os danos à cultura e proteger a produtividade. O uso de tecnologias de controle junto às estratégias adequadas de manejo garantem uma safra saudável e com menos perdas, resultando em um melhor equilíbrio entre os custos e os resultados produtivos.



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Jogador brasileiro recebe prêmio da Fifa por ajuda em enchentes no RS



O meio-campista Thiago Maia, jogador do Internacional, foi contemplado com o prêmio Fair Play da Fifa – prêmio Fifa The Best Awards – em cerimônia de gala, nesta terça-feira (17), em Doha (Catar).

O jogador foi reconhecido pelo trabalho voluntário de ajuda nas enchentes no Rio Grande do Sul, no início do ano, que atingiram quase 480 municípios, trazendo prejuízos bilionários ao meio urbano e rural do estado.

O atleta de 27 anos fez salvamento de pessoas e animais ilhados em Porto Alegre e em cidades da região metropolitana.

Durante a tragédia, as imagens de Thiago Maia se atirando na água para resgatar pessoas no telhado, ou em locais de difícil acesso, receberam apoio de torcedores não só do Colorado como de outros clubes brasileiros. Um dos vídeos que viralizou na internet mostrava Thiago Maia carregando uma idosa apoiada em suas costas durante uma operação de resgate.

Esta é a segunda vez que o prêmio Fair Play fica com o Brasil: no ano passado, a seleção canarinho foi contemplada pela campanha antirracismo, após os ataques sofrido por Vinicius Júnior em partidas na Espanha.

O Fifa The Best deste ano também premiou o atleta como o melhor jogador do ano, além de Marta (gol mais bonito), e Guilherme Gandra Moura (torcedor do ano), além da atacante Gabi Portilho (única brasileira escolhida para o time ideal feminino).



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Plantio de soja em SC avança e está próximo do fim



O plantio da safra 2024/25 de soja em Santa Catarina está praticamente finalizado, com uma área total de 830 mil hectares cultivados, o que representa um aumento de 2,5% em relação aos 810 mil hectares da temporada passada.

Até o dia 13 de dezembro, o plantio atingia 99% da área prevista, o que supera o progresso do mesmo período no ano passado, quando o índice era de 93%. Nos últimos cinco anos, a média de plantio para a safra de soja no estado foi de 96,4%.

Segundo a Safras & Mercado, a produção esperada para a safra 2024/25 no estado é de 3,171 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,8% em comparação com a safra anterior, que teve uma produção de 2,998 milhões de toneladas. O rendimento médio das lavouras também deve registrar um aumento, com previsão de 3.840 quilos por hectare, contra 3.720 quilos por hectare da safra passada.

A soja em Campos Novos

Na cidade de Campos Novos, localizada na região central de Santa Catarina, o plantio da soja foi concluído em uma área de 26 mil hectares. O desenvolvimento das lavouras está sendo beneficiado por boas chuvas na região, e as plantas estão entre as fases de floração (20%) e crescimento vegetativo (80%). Os produtores da região estão monitorando ativamente o desenvolvimento das lavouras e tomando medidas preventivas para o controle de pragas, como o mofo branco, que pode afetar a produtividade.

Além de Campos Novos, a Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda (Copercampos) informa que o plantio está praticamente concluído nas 140 mil hectares previstos em suas demais unidades, com exceção de uma pequena área em Lages, que continua sendo plantada. Se o clima continuar favorável, a previsão de produtividade é de 3.900 quilos por hectare.



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Uruguai impede aquisição de unidades da Marfrig pela Minerva no país



A Minerva e a Marfrig anunciaram que o órgão regulador de mercado do Uruguai manteve a decisão que impede a aquisição de três plantas da Marfrig pela Minerva. A Marfrig disse que o preço atribuído de alienação dos Ativos Uruguai foi de R$ 675 milhões, ajustado por cláusulas contratuais, e que está depositado em conta garantia.

A Minerva disse que tomou conhecimento acerca da decisão do Ministerio de Economía e Finanzas do Uruguai que manteve a decisão da autoridade concorrencial uruguaia (Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia Coprodec – CPDC), não aprovando a aquisição de três estabelecimentos industriais de propriedade de controladas da Marfrig Global Foods S.A. no Uruguai (Operação Uruguai).

A Companhia informa que está analisando os termos da decisão do ministério e seus efeitos sobre a Operação Uruguai, assim como avaliando as possíveis medidas e ações legais cabíveis a serem adotadas, inclusive, a reapresentação do caso, conforme sugerido pelas autoridades uruguaias.

A Marfrig também disse que recebeu a resolução do Ministério da Economia do Uruguai ratificando a decisão negando o recurso para a autorização de alienação das unidades de abate de bovinos de Colônia, Salto e San José.

Nos termos do respectivo contrato de compra e venda de ações relativos aos Ativos Uruguai, a obtenção da aprovação do CDPC é uma das condições necessárias para o fechamento da operação.

Por fim, as companhias reiteraram os seus compromissos de manter os acionistas e o mercado em geral acerca de desdobramentos relevantes dos assuntos tratados nos comunicados.

Reflexos

Por causa do imbróglio, as ações da Minerva e da Marfrig operam mistas após anúncio de uma segunda negativa do Uruguai. No começo da tarde, os papéis da Minerva (BEEF3) caíam 6,02%, a R$ 5,47, enquanto os da Marfrig (MRFG3) subiam 3,75%, a R$ 16,00.

No entanto, o governo uruguaio destacou a possibilidade de a Minerva reabrir o processo na agência antitruste.

Histórico

As duas companhias possuem um acordo – realizado em agosto de 2023 – para venda de 16 plantas da Marfrig para a Minerva na América no Sul, uma transação de R$ 7,5 bilhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, com restrições, a aquisição pela Minerva de parte do negócio de carne bovina e ovina da Marfrig.

A operação envolve 11 unidades de abate e desossa de bovinos no Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Rondônia e São Paulo, além de uma unidade na Argentina e outra no Chile.



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AgroNewsPolítica & Agro

Aliada no plantio direto de soja



O manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável



No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão
No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão – Foto: USDA

A utilização de palhada, resíduo vegetal deixado no solo após colheitas anteriores, oferece inúmeras vantagens para o cultivo de soja em sistemas de plantio direto, como destaca Bruno Lorran Rechia, Representante Comercial na Boa Safra Sementes, em seu perfil no linkedIn. Esses benefícios abrangem desde a conservação do solo até a sustentabilidade agrícola, sendo fundamentais para a produtividade e a preservação dos recursos naturais.

No contexto abordado, a palhada protege o solo contra erosão, melhorando sua estrutura e promovendo maior infiltração de água. Além disso, reduz a evaporação, mantendo a umidade em períodos de estiagem e regulando a temperatura do solo, o que favorece o desenvolvimento das raízes e de microrganismos benéficos. Também contribui para o controle de plantas daninhas, atuando como barreira física e química, e libera gradualmente nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio durante sua decomposição.

Sendo assim, o manejo adequado da palhada no plantio direto é uma estratégia indispensável para melhorar a produtividade e a qualidade do cultivo de soja, alinhando resultados econômicos e ambientais de forma sustentável. “Culturas como milho, milheto, sorgo, braquiária e até mesmo trigo são frequentemente usadas como precursoras para formar palhada no sistema de plantio direto da soja. A escolha da cultura de cobertura depende do clima, tipo de solo e manejo desejado. O uso de palhada é essencial para o manejo sustentável e eficiente do cultivo da soja, garantindo produtividade e preservação dos recursos naturais”, comenta.





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Anec eleva previsão de exportação em dezembro



A exportação de soja do Brasil em dezembro foi revisada para 1,62 milhão de toneladas, um aumento de 330 mil toneladas em relação à previsão anterior de 1,29 milhão de toneladas, segundo dados atualizados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

Para o milho, a estimativa subiu para 4,09 milhões de toneladas, crescimento de 130 mil toneladas em relação aos 3,96 milhões previstos na semana passada. Já para o farelo de soja, a projeção foi ajustada para 2,17 milhões de toneladas, avanço de 270 mil toneladas frente aos 1,90 milhão estimados anteriormente.

Entre 15 e 21 de dezembro, os portos brasileiros devem embarcar 698,5 mil toneladas de soja, 548,9 mil toneladas de farelo de soja e 1 milhão de toneladas de milho, conforme a programação portuária. Para o trigo, o embarque semanal está estimado em 95,7 mil toneladas.

No acumulado de 2024 até novembro, o Brasil exportou 95,89 milhões de toneladas de soja, uma queda de 3,78% em relação às 99,59 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2023. As exportações de milho somaram 34,02 milhões de toneladas, recuo de 30,72% ante as 49,10 milhões de toneladas do ano anterior.

O farelo de soja, por sua vez, totalizou 20,95 milhões de toneladas, uma leve alta de 2,95% frente aos 20,36 milhões de toneladas acumuladas até novembro de 2023.



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Projeto que cria regras para novos tributos, vai à sanção de Lula



Simplificação, justiça social e eficiência. Esses foram os principais pontos destacados pelo Sebrae diante do Congresso Nacional, que finalizou nesta terça-feira (17), a votação de um dos projetos que regulamenta a Reforma Tributária. Agora o texto segue para sanção do presidente Lula.  

O projeto cria regras para as cobranças dos novos tributos sobre o consumo – Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que passarão a ser cobrados a partir de 2026 em regime de transição –, atende à reivindicação do setor ao assegurar os direitos dos pequenos negócios, em especial, por meio do Simples Nacional.

As pequenas empresas terão a liberdade de recolher os novos tributos dentro ou fora do Simples, o que for mais vantajoso para cada negócio.

Os empreendedores e pequenos produtores rurais que têm renda anual inferior a R$ 40,5 mil, incluindo motoristas de aplicativos, também foram contemplados.

Décio Lima, presidente do Sebrae, argumenta que foi um processo histórico e que a reforma é inclusiva. 

“A reforma tributária é inclusiva e simplificadora para permitir que o Brasil entre no espaço da globalização econômica com tranquilidade e modernidade”, explica Lima.

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De acordo com o presidente do Sebrae, a reforma deve melhorar a competitividade no mercado, tornando-o mais equilibrado.

“Os empreendedores estão otimistas, pois a reforma proporcionará uma economia mais eficiente, com mais transparência e menos custos administrativos. Além disso, os direitos dos empreendedores de pequenos negócios serão preservados”, completa.

O projeto aprovado tem uma lista de produtos que deverão ser isentos dos novos tributos na nova cesta básica nacional. O texto que segue agora, para sanção do presidente Lula, inclui a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. 

Fonte: Agência Sebrae de Notícias



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AgroNewsPolítica & Agro

Arroz irrigado lidera expansão da produção



A safra atual reflete o otimismo do setor



No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada
No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada – Foto: José Luis da Silva Nunes

De acordo com a Equipe FieldCrops, o arroz irrigado será o principal responsável pelo crescimento de 13,9% na produção brasileira de arroz na safra 2024/25, que deve alcançar 12,06 milhões de toneladas. Com uma área estimada em 1,39 milhão de hectares (+8,5%), o cultivo irrigado se destaca especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde mais de 90% da semeadura já foi concluída. A produtividade média para essa modalidade é projetada em 6.828 kg/ha, refletindo um aumento de 3,5% em relação à safra anterior.  

No Rio Grande do Sul, estado líder na produção de arroz irrigado, 97% da área já foi plantada, apesar de alguns desafios causados por chuvas irregulares. Em Santa Catarina, o plantio praticamente foi finalizado, com as lavouras apresentando bom desenvolvimento até o momento. Outros estados produtores, como Tocantins e Mato Grosso, também avançaram na semeadura graças às condições climáticas favoráveis e à regularidade das chuvas.  

O arroz de sequeiro, que representa uma parcela menor da produção, também registrou expansão significativa. A área cultivada nesta modalidade cresceu 15,3%, alcançando 374,4 mil hectares, com destaque para os estados de Mato Grosso e Maranhão. O bom desempenho do arroz de sequeiro é atribuído à valorização dos preços no mercado e ao aumento da rentabilidade, fatores que motivaram os produtores a investir na cultura.  

A safra atual reflete o otimismo do setor, impulsionado não apenas pelos bons preços e pela rentabilidade, mas também pelas condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras. 

 





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Entidades destacam que Plano Nacional de Identificação fortalece a pecuária



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) comemoraram o lançamento do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), apresentado no começo desta semana pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Os principais objetivos do plano são qualificar e aprimorar a rastreabilidade ao implementar um sistema de identificação individual que permitirá acompanhar e registrar o histórico, a localização atual e a trajetória de cada animal identificado. Segundo o Governo Federal, a medida fortalecerá os programas de saúde animal, a capacidade de resposta a surtos epidemiológicos e reforçará o compromisso do Brasil com o cumprimento dos requisitos sanitários dos mercados internacionais.

O vice-presidente da CNA, José Mário Schreiner, afirmou que o PNIB vai reforçar ainda mais o controle da sanidade do rebanho brasileiro. “Fico muito feliz quando vejo o lançamento de um programa que não é de comando e controle, a adesão do plano será voluntária. A CNA e todo o setor produtivo participaram ativamente da construção do plano, capitaneados pelo Ministério da Agricultura. Hoje temos um programa único onde o beneficiado é o produtor, a indústria e o país.”

A MBPS também participou das etapas de construção do plano. “A rastreabilidade era um ponto emergente, e a consolidação deste plano nos deixa muito realizados, pois significa que cumprimos nosso objetivo de promover uma pecuária mais sustentável, competitiva e alinhada às exigências do mercado e da sociedade. Além disso, marca o início de uma nova etapa com foco no fomento da rastreabilidade individual e o avanço da implementação do sistema nacional, fortalecendo a rastreabilidade como instrumento de valorização da pecuária sustentável e reafirmando nossa contribuição neste debate,” afirmou Ana Doralina Menezes, presidente da MBPS.

A implementação do plano será gradual e ocorrerá ao longo dos próximos sete anos. Entre 2024 e 2026, será construída a base de dados nacional. Entre 2027 e 2029, terá início a identificação individual dos animais, com a previsão de atingir todo o rebanho até 2032. Conheça os seis pilares sanitários:

  1. Universalização da Numeração 076 (ISO Brasil – PGA), gerenciada pelo MAPA
  2. Uso obrigatório da Numeração Oficial por todos os protocolos, públicos ou privados
  3. Base de Dados Nacional Unificada
  4. Integração da Guia de Trânsito Animal (GTA)
  5. Identificação antes da primeira movimentação do animal
  6. Definição de Regras e Padronização para estabelecer um parâmetro básico de aplicação e, principalmente, as formas de reinserção de produtores não conformes na cadeia de fornecimento.



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