domingo, julho 12, 2026

Agro

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Preços do boi gordo não mostram disposição para novos avanços; veja cotações



O mercado físico do boi gordo registrou queda nos preços em alguns estados nesta quarta-feira (18).

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, assim como nos últimos dias, os frigoríficos atuaram de maneira comedida na compra do boi gordo, apontando que as escalas de abate estão bem posicionadas para a reta final de 2024.

O cenário se mostra difícil para o avanço de preços no curto prazo. Segundo Allan Maia, analista da empresa, vale frisar que a liquidez do físico deve cair gradativamente devido ao período de festas e às manutenções programadas por parte das indústrias.

“Além da programação de abates, os agentes devem acompanhar com atenção no decorrer das próximas semanas a evolução da carne no atacado e as condições das pastagens”, disse Allan Maia analista da empresa.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 310 a R$ 315
  • Minas Gerais: R$ 305 a R$ 310
  • Goiás: R$ 300
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande, foi cotada em até R$ 315
  • Mato Grosso: na região do Xingu, ao nível de R$ 290. Já em Rondonópolis, ficou em R$ 300

Mercado atacadista

O mercado atacadista prossegue a semana com preços acomodados para a carne bovina. Os preços encontram dificuldade para novos avanços no momento.

“Um ponto que pesa no momento é que as varejistas já estão posicionadas para o atendimento do período de festas. Vale pontuar, ainda, que as altas recentes da carne bovina foram consistentes, o que pode levar uma parcela da população a migrar para proteínas mais acessíveis, como a carne de frango”, diz Maia.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,30 por quilo. Quarto traseiro ficou em R$ 26,80 por quilo. A ponta de agulha permaneceu em R$ 19,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,81%, sendo negociado a R$ 6,2673 para venda e a R$ 6,2653 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0933 e a máxima de R$ 6,2708.



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Soja tem poucos negócios no Brasil; saiba as cotações por região



O mercado brasileiro de soja segue com fraco movimento nesta quarta-feira (18). Com poucos negócios, a maior parte das indicações são nominais, se ajustando, no mercado físico, à safra nova. De acordo com Safras & Mercado, houve registro de algumas compras de soja em Minas Gerais, com pequenos volumes, mas preços bem acima do mercado.

Preços por cidade e estado

  • Passo Fundo (RS): preço manteve-se em R$ 132,00
  • Missões (RS): preço manteve-se em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço manteve-se em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço manteve-se em R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 126,00 para R$ 123,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 132,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços acentuadamente mais baixos. As cotações atingiram os menores níveis em quatro anos, pressionadas pela perspectiva de boa safra sul-americana e pela falta de incentivos ao biodiesel no orçamento oficial. As perdas foram ampliadas no final do dia, após o Federal Reserve elevar a estimativa de inflação e sinalizar que pode diminuir o ritmo de corte nos juros.

A previsão é de clima benéfico às lavouras na América do Sul, o que deve resultar em uma grande produção de soja no continente. A proposta de mudança na política de biocombustíveis nos Estados Unidos traz pressão extra ao óleo de soja. Além disso, os investidores tiveram um dia nervoso frente à reunião do Federal Reserve (Fed), que decide os juros norte-americanos hoje.

O Fed confirmou o corte de 0,25 ponto percentual, mas o mercado teme que o ritmo dos cortes perca força nas próximas reuniões, em meio ao temor de medidas inflacionárias a serem adotadas por Donald Trump. O comunicado elevou as estimativas inflacionárias, acentuando a queda nas commodities agrícolas.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 25,00 centavos de dólar ou 2,55% a US$ 9,51 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,53 1/4 por bushel, com perda de 25,50 centavos, ou 2,60%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 7,70 ou 2,68% a US$ 279,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 39,55 centavos de dólar, com baixa de 1,07 centavo ou 2,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,81%, negociado a R$ 6,2673 para venda e a R$ 6,2653 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0933 e a máxima de R$ 6,2708.



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Governo aprova planos contra desmatamento no Pantanal e na Caatinga


O governo federal aprovou, nesta quarta-feira (18), os planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas na Caatinga (PPCaatinga) e no Pantanal (PPPantanal), que serão implementados a partir do ano que vem.

Já os planos para a Mata Atlântica e o Pampa deverão ser lançados na primeira semana de fevereiro, após consultas públicas.

As medidas foram apresentadas na reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento, comandada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, no Palácio do Planalto.

As iniciativas somam-se aos já existentes planos para o Cerrado (PPCerrado) e a Amazônia (PPCDAm), este último implementado em 2004, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com isso, todos os biomas estão cobertos pelas políticas.

“Baseados em evidências científicas e embasados por seminários técnico-científicos, os planos reforçam a abordagem de políticas públicas fundamentadas em dados concretos e análises robustas”, explicou o Ministério do Meio Ambiente (MMA), em comunicado.

Redução do desmatamento

O MMA apresentou, ainda, novas estimativas de redução de desmatamento. Entre agosto e novembro de 2024, os alertas caíram 77,2% no Pantanal; 57,2% no Cerrado; e 2% na Amazônia, segundo o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

“Tanto Cerrado, quanto o Pantanal, que ainda tinham dados relativamente altos de desmatamento, a gente está conseguindo reverter e consolidar a queda de desmatamento nos últimos quatro meses”, disse o secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, após a reunião. “Fechamos o ano com esse balanço importante, quer dizer, saldo muito positivo”, acrescentou

O Deter emite alertas diários de novas alterações na cobertura florestal para apoiar ações rápidas de fiscalização e combate a crimes ambientais realizadas pelo Ibama e ICMBio. Já a taxa anual de desmatamento por corte raso é fornecida pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes), feito no intervalo de agosto de um ano até julho do ano seguinte.

De acordo com Prodes, o desmatamento na Amazônia Legal caiu 30,6%, no período de agosto de 2023 a julho de 2024, em relação ao ano anterior (2022/2023). No Cerrado, a queda foi de 25,7%, considerando os mesmos períodos.

Articulação do governo

De acordo com André Lima, o combate ao desmatamento no Pantanal e no Cerrado é resultado da articulação do governo federal com os estados. No Pantanal, foi firmado pacto entre MMA e o governo de Mato Grosso do Sul que resultou na aprovação de uma nova lei estadual restringindo o desmatamento em áreas críticas e sensíveis.

Outro marco importante foi com os governadores da região conhecida como Matopiba, que engloba áreas agrícolas nas fronteiras dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O pacto é voltado ao controle do desmatamento ilegal no Cerrado, com ênfase no monitoramento e fiscalização de imóveis com os maiores índices de desmatamento registrados em 2023, com base no Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“São biomas que têm uma área importante de desmatamento que acontece em áreas privadas, então o controle é feito sobretudo pelos órgãos estaduais”, explicou Lima. “Na Amazônia, o trabalho mais forte, um Desafio maior, são em áreas públicas, florestas públicas não destinadas, assentamentos, que correspondem a mais de dois terços dos desmatamentos na região”, acrescentou.

Planos de ação

No Pantanal, as principais causas do desmatamento incluem a expansão da pecuária e da agricultura; exploração de recursos minerais; dificuldades em determinar a legalidade do desmatamento no bioma; e a predominância de áreas privadas, dificultando a governança ambiental.

O PPPantanal é composto por 13 objetivos estratégicos; 32 resultados esperados; 54 linhas de ação; e 159 metas. Entre as principais iniciativas destacam-se:

  • Fortalecimento da cooperação entre União, estados e municípios;
  • Implementação da Política de Manejo Integrado do Fogo;
  • Criação de instrumentos normativos para regulamentar a supressão de vegetação;
  • Promoção de práticas de agricultura e agropecuária sustentáveis;
  • Fomento ao turismo e às atividades extrativistas;
  • Integração de dados do Cadastro Ambiental Rural (Sicar) com o sistema de Autorização de Supressão de Vegetação (ASV);
  • Geração de energia sustentável; e
  • Estruturação de um fundo de financiamento para ações no Pantanal

Já na Caatinga, os gargalos para combate ao desmatamento estão na expansão da pecuária e da agricultura; no uso da vegetação nativa como fonte de energia; na instalação de empreendimentos energéticos (eólicos e solares); e na exploração de recursos minerais.

O PPCaatinga, por sua vez, é composto por 13 objetivos estratégicos; 32 resultados esperados; 49 linhas de ação; e 120 metas. Suas prioridades incluem:

  • Avançar na regularização fundiária e ambiental;
  • Promover práticas de agricultura sustentável;
  • Reconhecer territórios de Povos e Comunidades Tradicionais;
  • Fortalecer linhas de crédito para pequenos produtores;
  • Estruturar um fundo de financiamento para o bioma;
  • Planejar empreendimentos energéticos; e
  • Integrar dados do Sicar com o ASV

Avanço das queimadas

incêndios florestaisincêndios florestais
Incêndios florestais.Fonte: Fernando Frazão/ Agência Brasil

Sobre o avanço das queimadas pelos biomas do país, como aconteceu neste ano, André Lima contou que as medidas de prevenção para 2025 deverão estar aprovadas até a primeira quinzena de fevereiro. Ao contrário do desmatamento, a área queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado.

“Tem uma mudança significativa que 2025 é o primeiro ano que a gente já tem um novo marco regulatório, que é a Política de Manejo Integrado do Fogo, que nos permite no âmbito do comitê de manejo do fogo, estabelecer uma série de novas regras de prevenção preparação e controle”, explicou,

“Então, nós vamos estabelecer medidas preventivas para os proprietários rurais, um conjunto de medidas que podem ser adotadas pelas prefeituras, pelos estados e pelo próprio governo federal, no âmbito dos planos de manejo integrado do fogo, que é o grande desafio é a preparação para 2025”, completou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tecnologia aumenta eficiência em culturas de milho e soja



Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%)



Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades
Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades – Foto: USDA

A adoção da Agricultura de Precisão tem crescido entre os grandes operadores agrícolas nos Estados Unidos, principalmente em culturas como milho e soja, segundo o relatório “2023 Technology Use”. O USDA revelou que 27% das explorações agrícolas utilizavam ao menos uma dessas tecnologias no último ano, como monitores de rendimento, Drones e ordenha robotizada, com taxas superiores a 50% nos estados líderes em produção de grãos. A adoção é significativamente maior entre grandes propriedades, que conseguem maximizar os benefícios dessas ferramentas, enquanto pequenas explorações enfrentam barreiras como custos elevados e falta de infraestrutura, como internet de qualidade.

Entre as tecnologias mais comuns, sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades, seguidos por equipamentos de taxa variável (45%) e drones (12%). No caso das explorações leiteiras, 19% adotaram ordenha robotizada. Já nas explorações médias, mais de 50% utilizam mapas de rendimento e mapas de solos, enquanto pequenas explorações, com menos de 350 mil dólares de receita bruta anual, registram uma adoção limitada, com apenas 13% utilizando monitores de rendimento.

Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%), redução de custos (41%) e melhorias no solo e no impacto ambiental (40%). A economia de tempo e a redução da fadiga do operador também são fatores importantes. Entretanto, barreiras como o alto custo inicial e a complexidade de ferramentas baseadas em dados dificultam a disseminação, especialmente entre pequenos agricultores. Apesar dos desafios, tecnologias mais acessíveis e de fácil uso têm encontrado maior adesão, reforçando o potencial da Agricultura de Precisão em transformar a produção agrícola, com ênfase na eficiência e sustentabilidade, principalmente nas grandes propriedades.

 





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Vem aí ‘Porteira Aberta Empreender’


No dia 20 de dezembro, às 20h, estreia um programa pensado para os micro e pequenos produtores rurais. O projeto inovador será transmitido no Canal Rural e no YouTube e tem o Sebrae como parceiro nesta missão empreendedora. 

“São homens e mulheres que acordam de manhã, nunca desistem, enfrentam as adversidades naturais da vida e fazem com que sua produção local, dentro do próprio espaço, gere renda à família”, diz Décio Lima, presidente do Sebrae.

A cada programa um especialista ajudará a explicar um tema que será fundamental para o agronegócio.

Na estreia do Porteira Aberta Empreender, Simone Goldman, consultora de agronegócio do Sebrae, estará presente para falar sobre Crédito Consciente. 

Daniel Azevedo e o comentarista Miguel Daoud, comandarão o programa que tem como objetivo levar informações, dicas práticas e histórias inspiradoras para ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo no campo.

Para Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, o programa será um marco na comunicação tendo como destaque o micro e pequeno produtor:

“O Porteira Aberta Empreender será um espaço dinâmico e informativo para apoiar o produtor rural. Vamos ajudá-lo a acessar crédito, organizar sua empresa e se adaptar às mudanças no campo para que ele de fato seja um empreendedor de sucesso. E a comunicação acessível e qualificada são essenciais para garantir o sucesso dos empreendedores rurais”, afirma Cargnino. 

À frente do Porteira Aberta Empreender, a jornalista Queli Ávila reforça essa missão:

“Esse projeto é um sonho antigo. Levar informações para o micro e pequeno produtor rural sempre foi um desafio e também uma necessidade. A parceria do Sebrae, essa instituição tão reconhecida no Brasil, fortalece essa jornada. Estamos muito otimistas e empenhados em ajudar esse produtor que coloca alimento na mesa da população todos os dias”, finaliza Ávila. 

  •  Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Conheça a equipe

Daniel Azevedo | Apresentador

“A expectativa é a melhor possível, porque a parceria do Sebrae e do Canal Rural no programa Porteira Aberta Empreender responde a uma das demandas mais relevantes do agro brasileiro: melhorar a gestão do micro e pequeno empreendedor rural.”

Daniel Azevedo | Apresentador

Miguel Daoud | Comentarista

“É um projeto inovador que trará ao micro e pequeno produtor rural mudanças de patamares.”

Miguel Daoud | Comentarista

Ludmila Santana | Editora-chefe e apresentadora

“Estamos com um time incrível que não mede esforços para trazer as melhores soluções aos desafios diários dos pequenos produtores, com dicas, histórias inspiradoras e, sobretudo, serviço.”

Ludmila Santana | Editora-chefe e apresentadora

Luíza Cardoso | Apresentadora

“Não existe vitória sem planejamento. Então, espero poder ajudar o pequeno produtor rural a se preparar, a se qualificar e a entender onde ele pode buscar ajuda para arrumar os eixos do seu negócio.”

Luíza Cardoso | Apresentadora

Matheus Martins | Especialista em Mídias Sociais

“Meu objetivo neste programa, é desenvolver conteúdos para redes sociais orgânicos e impactantes com uma abordagem informativa e com muito entretenimento. Quero contribuir para o crescimento sustentável do público agro, unindo relevância e conexão nas plataformas digitais.”

Matheus Martins | Especialista em Mídias Sociais

Fabiana Bertinelli | Editora

“Estou muito feliz em fazer parte desse time em que cada integrante traz uma experiência única, o que torna o trabalho colaborativo e enriquecedor. Sem dizer, que é um programa que traz uma linguagem inovadora e informativa para você, produtor rural!”

Fabiana Bertinelli | Editora

Wellington Borges | Editor de vídeo

“Poder participar e contribuir de um projeto tão especial, que levará informação e capacitação a todos os micro e pequenos empreendedores rurais, só engrandece e dignifica o nosso trabalho.”

Wellington Borges | Editor de vídeo

Queli Ávila | Coordenadora do Porteira Aberta Empreender

“Com o apoio do Sebrae, vamos construir um belo caminho contando histórias e dando dicas de empreendedorismo rural para além da porteira”. Por isso: Abra as porteiras do seu negócio e venha empreender com a gente.

Queli Ávila |Coordenadora



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BNDES apoia duplicação da BR-163 em Mato Grosso com R$ 5 bilhões



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou em nota que aprovou apoio financeiro no valor de R$ 5,05 bilhões para a Concessionária Nova Rota do Oeste realizar a duplicação de 444 km da BR-163, principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, no estado de Mato Grosso.

Na operação, o banco subscreveu R$ 4,575 bilhões em debêntures e aprovou financiamento no valor de R$ 475 milhões, por meio do BNDES Finem. O projeto de duplicação desse trecho da rodovia, além da implementação de melhorias, tem investimento total de R$ 9 bilhões.

Duplicação da BR-163 até 2029

Com os investimentos, todo o trecho sob concessão, de 850 km, entre os municípios de Itiquira e Sinop, ambos em Mato Grosso, estará duplicado até 2029, impactando diretamente 19 municípios e dois terços da população do estado.

A rodovia transporta mais de 20% da exportação agrícola do país (40 milhões de toneladas ou US$ 33 bilhões em 2023), escoando a produção para os portos das regiões Norte e Sudeste.

Segundo levantamento do BNDES, as obras têm potencial para gerar 3.400 empregos diretos e indiretos, e mais de 2.400 após a implantação. Quando concluída, a duplicação vai reduzir em 35% o número de acidentes e em 20% o tempo de viagem entre Cuiabá e Sinop.

“O apoio financeiro do BNDES para a duplicação da BR-163 reforça o compromisso do governo do presidente Lula com o pacto republicano, com o crescimento econômico, com o agronegócio brasileiro e com a população de Mato Grosso. Também é importante pois viabiliza o sucesso da primeira solução consensual do setor, destravando investimentos no país”, explica o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.



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Mapa aprova registro de 23 defensivos contra pragas de soja, milho, citros e café


O Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) confirmou o registro de 23 defensivos agrícolas que estarão disponíveis para uso dos produtores. Desses, oito são de baixo impacto.

Entre os produtos, quatro são à base de ativos novos, sendo dois de origem química, classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como categoria 5, ou seja, produto improvável de causar dano agudo ou não classificado – as menores classes de risco toxicológico.

Já as outras duas possuem recomendação para a cultura dos citros, que nos últimos anos tem enfrentado grandes problemas fitossanitários que podem comprometer a produtividade do setor.

Tipos de produtos

Entre os produtos de baixo impacto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liberou o registro dos formulados à base de dimpropiridaz para os seguintes controles: mosca-branca (Bemisia tabaci); cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis); e para o vetor do Greening, o psilídeo (Diaphorina citri).

Este produto possui mecanismo de ação que paralisa a alimentação dos insetos, reduzindo significativamente a transmissão de vírus e bactérias através de distribuição sistêmica com efeito translaminar, informa o Ato nº 58, que oficializa a lista.

“Além disso, não possui resistência cruzada a outros ingredientes ativos, sendo, portanto, uma excelente ferramenta para o manejo de resistência de pragas de maior risco fitossanitário”, diz o Mapa, em nota.

O outro produto registrado é a base de peptídeo que ativa o sistema imunológico das plantas de citros, o “arrasto energético” de outros indutores de SAR (resistência sistêmica adquirida).

“Considerado de baixo risco, o produto induz a resistência da planta a duas bactérias a Xanthomonas citri subsp. Citri causadora do cancro cítrico e a Liberibacter asiaticus causadora do Greening. Essas duas doenças tem sido os principais problemas da citricultura Brasileira”, informa o Ministério.

Análises de combinações exclusivas

A chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados, Tatiane Nascimento, diz que foram analisadas mais de 40 combinações exclusivas de peptídeos e antimicrobianos em testes de campo para encontrar aquela que incitasse a melhor resposta imunológica contra o Citrus Greening.

“O objetivo é trazer para o agricultor brasileiro soluções inovadoras que possam contribuir de maneira significativa no manejo integrado de doenças de plantas de forma sustentável, especialmente doenças bacterianas e fúngicas”.

Controle de praga nas culturas

Também foi registrado um produto fitoquímico a base de óleo de café e de eucalipto, para controle de Bemisia tabaci biótipo B na soja e Dalbulus maidis no milho.

Outro produto novo foi um a base de Ácido Nonanóico para controle de Hypothenemus hampei, popularmente conhecido como Broca do café. “Essa é uma praga encontrada em todas as regiões produtoras de café do mundo. Essa praga é considerada importante porque ataca os frutos em qualquer estágio de maturação, inclusive grão já seco”, diz o Mapa.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O Ministério considera que o registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

“Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais”, finaliza a nota do Mapa.



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Biocombustíveis devem movimentar R$ 1 trilhão



A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034



A produção de etanol será o grande destaque
A produção de etanol será o grande destaque – Foto: Divulgação

Segundo Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o setor de biocombustíveis no Brasil deverá movimentar impressionantes R$ 1 trilhão até 2034. Esse montante engloba R$ 99,8 bilhões em investimentos diretos e R$ 924,4 bilhões em custos operacionais, com impactos positivos especialmente para as cadeias de cana-de-açúcar, milho e soja.  

A produção de etanol será o grande destaque, concentrando 60% dos investimentos previstos. As ações incluirão a construção de novas usinas, a modernização de plantas existentes e a formação de novos canaviais. Apenas para o etanol de primeira geração produzido a partir da cana-de-açúcar, espera-se um investimento de R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 3,9 bilhões serão destinados à expansão da capacidade existente, enquanto o restante será aplicado na construção de duas novas unidades. Já o etanol de milho e o de segunda geração, oriundo da cana, devem receber aportes significativos de R$ 17 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.  

A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034, com destaque também para o segmento de biodiesel. Esse mercado deverá receber R$ 14,5 bilhões em investimentos e R$ 77,5 bilhões em custos operacionais, acompanhando a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% em 2025 para 20% em 2030. A demanda total de biodiesel é estimada em 16,7 bilhões de litros até 2034, sendo o óleo de soja a principal matéria-prima.  

Outra área promissora é a dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), com investimentos projetados de R$ 17,5 bilhões. Esses combustíveis têm uma demanda estimada de 3 bilhões de litros em 2034, posicionando o Brasil como um potencial líder na transição energética global.

 





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Fundo indenizatório para pecuaristas é aprovado em São Paulo



O Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal (Fundesa) foi criado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (17).

A iniciativa é uma resposta às demandas do setor produtivo da carne paulista e busca garantir um ressarcimento indenizatório aos pecuaristas em casos de emergências sanitárias, como, por exemplo, a infecção do rebanho por febre aftosa.

“São Paulo ficou livre da febre aftosa, em uma conquista sanitária histórica em 2023. Agora, o Fundesa traz segurança jurídica e alimentar, com o próprio setor se financiando com um valor baixíssimo, bem mais baixo do que a vacina, fora a mão de obra e o manejo de aplicação. O Fundo vai ter toda a participação do setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Já o médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária, Luiz Henrique Barrochelo, acredita que o Fundesa representa um avanço histórico no apoio aos pecuaristas e uma resposta às necessidades do setor produtivo.

“A segurança jurídica que ele proporciona fortalece nossa capacidade de resposta a crises sanitárias, protegendo a produção local”.

Modelo público-privado do Fundo

Ainda de acordo com Barrochelo, o grande diferencial do Fundo é que ele será um modelo público privado, sendo administrado por um Conselho Gestor, presidido pelo Coordenador da Defesa Agropecuária com a participação de representantes da CDA, além de órgãos e entidades do setor público e das cadeias produtivas.

“Esse modelo garante o baixo custo de administração do fundo garantindo que o recurso seja usado apenas para indenização”, destaca o veterinário.

Agora, o Projeto de Lei aguarda a sanção do governador do estado, Tarcísio de Freitas. A gestão do Fundesa ficará a cargo de um conselho gestor, composto por representantes dos setores público e produtivo. A intenção é garantir transparência e eficiência na alocação dos recursos. O valor da contribuição será por cabeça de gado.

Para a presidente da Câmara da Carne Bovina na Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Christiane Morais, a iniciativa transparece uma visão de gestão e governança transparente, construído junto à cadeia produtiva da carne bovina sustentável e abrindo novos mercados internacionais.



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Casos de ferrugem asiática caem 79% em comparação com a safra passada



A ferrugem-asiática é a doença com maior potencial de perda entre as doenças foliares que incidem na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o Brasil registrou 24 casos de ferrugem-asiática entre novembro e dezembro de 2024, com os estados de Paraná (17), São Paulo (4), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1) enfrentando focos da doença.

A evolução da resistência do fungo aos fungicidas tem sido uma grande preocupação, desafiando os produtores a adaptarem suas estratégias de controle no campo.

Cultivo e controle da ferrugem asiática

Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

Além disso, o desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, também tem ajudado a minimizar os impactos da ferrugem nas primeiras semeaduras. ”A doença tende a ser mais severa nas semeaduras mais tardias, como nos meses de novembro e dezembro, com regiões como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sendo mais vulneráveis ao fungo devido ao clima mais favorável”, explica Cláudia.

Resistência aos fungicidas

A resistência da ferrugem aos fungicidas, particularmente aos fungicidas sítio-específicos como os triazois (prothioconazol e tebuconazol), tem exigido mudanças nas práticas de manejo. Essa resistência é quantitativa, ou seja, o fungicida ainda age, mas com menor eficácia à medida que a doença avança. Claudia Godoy diz que a alternativa mais eficaz para os produtores tem sido a utilização de fungicidas multissítios que, quando combinados com fungicidas sítio-específicos, aumentam a eficácia do controle.

A rotação e mistura de diferentes tipos de fungicidas têm sido essenciais para evitar o desenvolvimento de resistência mais forte. A Rede de Fitossanidade Tropical disponibiliza anualmente resultados de eficácia de fungicidas, auxiliando os produtores na escolha dos melhores produtos para o controle das doenças.

Fatores climáticos e agronômicos

A pesquisadora comenta que o clima tem um papel importante na disseminação da ferrugem-asiática. O fungo necessita de plantas vivas para sobreviver, e a eliminação de soja voluntária (soja que brota após a colheita) é essencial para reduzir o inóculo do fungo na entressafra.

Regiões como o Cerrado, com inverno mais seco, possuem menos plantas voluntárias, enquanto o Sul do Brasil, com chuvas no inverno, apresenta maior risco de propagação devido ao aumento do inóculo. O vazio sanitário, com a eliminação da soja voluntária e semeaduras no inverno, é uma prática fundamental para o manejo da doença.

Em relação aos custos, o impacto nas perdas de produtividade vai depender da eficiência do controle com fungicidas e das condições climáticas da safra. No entanto, o maior custo está associado às aplicações de fungicidas, que não se limitam ao controle da ferrugem asiática, mas também abrangem o combate a outras doenças que afetam a cultura da soja.

Variedades de soja resistências à ferrugem asiática

O uso de cultivares resistentes à ferrugem tem se expandido, mas a resistência dos fungos pode ser quebrada, assim como ocorre com os fungicidas. As cultivares com genes de resistência são mais eficientes nas semeaduras tardias, quando a pressão da doença é mais intensa. Essas variedades oferecem maior estabilidade de produção em condições favoráveis à ferrugem, mas devem ser associadas ao uso contínuo de fungicidas, criando uma abordagem complementar para o controle da doença.

Práticas de manejo e controle integrado

O controle da ferrugem asiática baseia-se principalmente no escape da doença, que pode ser alcançado com a adoção de práticas como o vazio sanitário e o uso de cultivares precoces. Os fungicidas continuam sendo uma ferramenta importante no controle, mas devem ser aplicados com estratégias que incluam fungicidas multissítios, especialmente em situações de alta pressão da doença, como nas semeaduras mais tardias.

O controle eficaz da ferrugem-asiática e outras doenças foliares que afetam a soja depende de um manejo integrado, que combina práticas culturais, genéticas e químicas, além de considerar as condições climáticas da safra. Quando esses fatores são bem integrados, eles contribuem significativamente para minimizar os danos à cultura e proteger a produtividade. O uso de tecnologias de controle junto às estratégias adequadas de manejo garantem uma safra saudável e com menos perdas, resultando em um melhor equilíbrio entre os custos e os resultados produtivos.



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