domingo, julho 12, 2026

Agro

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Pequenos agricultores recebem doações de kits de irrigação


Famílias de pequenos agricultores receberam kits de irrigação doados pela Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), através do projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares”.

Esta foi a última ação em 2024 do projeto que entregou 40 kits de irrigação no município de Cocos, na região oeste da Bahia.

A Abapa doou 25 equipamentos e os outros 15 foram uma doação da empresa Santa Colamba, representada pelos diretores Douglas Orth e Miguel Prado.

De acordo com a entidade, Cocos passou a integrar o grupo de 12 municípios do Oeste contemplados pelo programa, possibilitando que pequenos agricultores das comunidades rurais produzam mais e com maior qualidade.

Além disso, ação contou com a parceria da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da prefeitura local, responsáveis por prestar assistência técnica aos agricultores, garantindo o uso eficiente dos equipamentos.

Para o prefeito de Cocos, Marcelo Emerenciano, a iniciativa representa uma transformação significativa para os produtores do município.

“Tenho convicção de que teremos impacto positivo e de transformação para essas 40 famílias, incrementando a renda e a produção com o uso dos kits de irrigação. Cocos tem essência peculiar da agricultura familiar, aqui temos uma feira grande que funciona quase que permanentemente com mais de 200 feirantes. Esse programa vem impactar na produção local não só na quantidade como na qualidade”, destacou.

Agricultura familiar

A parceria busca beneficiar famílias de agricultores, como a de Anísio Costa Vieira, morador da comunidade rural de Porto Cajueiro.

“O kit de irrigação vai ajudar muito em termos de produção. A gente precisa de uma área irrigada na falta de chuva e nos pontos mais secos e críticos. Meu plano é plantar feijão, horta, cebola, tomate, pimentão e abacaxi por gotejo”, relatou.

Marli Lessa Ribas, da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Santo Antônio, destacou como o uso dessa tecnologia pode representar independência financeira para os agricultores.

Plantamos feijão, mandioca e hortaliças. As nossas maiores dificuldades são o fato dos equipamentos para essa função serem caros e a dificuldade de tirar água do rio. Com o kit vamos conseguir puxar a água e aumentar a produção. Estamos pensando em entrar no mercado da merenda escolar, do PNAE. Isso pode garantir a nossa independência financeira”, explicou.

Os agricultores também recebem suporte técnico nas lavouras para otimizar o uso dos equipamentos e garantir melhores resultados.

“Entrar com assistência técnica é fundamental, tanto na instalação quanto durante a produção, para que eles tenham segurança na produção e a certeza de uma produção de qualidade e, principalmente, com sustentabilidade ambiental”, enfatizou o secretário de agricultura de Cocos, Marcel do Vale Wanderley.

Mais entregas

Além da entrega realizada em Cocos, na região oeste, o programa “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares” reforça raízes profundas na região sudoeste.

Foi na comunidade de Canabrava, no município de Malhada (BA), que o projeto teve início em 2014, com a entrega dos primeiros três kits de irrigação.

Nesta quarta-feira (18), a Abapa retornou à comunidade para realizar a entrega de uma plantadeira, um pulverizador e sementes de algodão a Associação dos Produtores de Canabrava (Aspruc).

Entrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoesteEntrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoeste
Foto: Divulgação/Abapa

De acordo com a Abapa, a ação impulsiona a continuidade do programa, que marcou o início de uma trajetória de transformação para a agricultura familiar baiana.

“Desde 2014, quando entregamos os primeiros kits de irrigação em Canabrava, no sudoeste, o programa vem crescendo e transformando a vida de pequenos agricultores. Já distribuímos 487 kits em 31 municípios do sudoeste e oeste da Bahia. Esse resultado só foi possível graças à parceria com as prefeituras e o Governo do Estado, por meio da Adab. Seguimos empenhados em garantir mais produtividade e qualidade de vida aos agricultores familiares, sempre com foco na sustentabilidade e no fortalecimento do setor agrícola,” destacou o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.


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AgroNewsPolítica & Agro

Excesso de chuva pode impactar logistica



Acumulados podem ultrapassar 100 mm em algumas áreas




Foto: Freepik

As regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste terão um fim de semana marcado por instabilidades climáticas e chuvas intensas, com destaque para o norte de São Paulo e o sul de Minas Gerais. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, as projeções indicam acumulados superiores a 50 mm, podendo ultrapassar 100 mm em algumas áreas, principalmente no sábado.

Os temporais trazem benefícios e desafios para a agricultura. Enquanto culturas como soja, milho e hortifrutigranjeiros podem se beneficiar de chuvas moderadas, o excesso de água pode dificultar colheitas e transporte. Já no Nordeste, o leste da região terá tempo firme, enquanto o sul e oeste da Bahia apresentam chuvas regulares, cenário ideal para a maturação de algodão.

No domingo, as instabilidades permanecem nas áreas do Sudeste, com volumes menos intensos, mas ainda em condição de alerta. Gabriel Rodrigues destaca: “O fim de semana será marcado por chuvas abrangentes, exigindo planejamento por parte dos agricultores para mitigar impactos e aproveitar as condições favoráveis onde possível”.

A previsão reforça a necessidade de monitoramento constante e ajustes nas operações do campo, principalmente em regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste, que enfrentarão os maiores volumes ao longo do fim de semana.

 





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detecção na soja e ações de controle



A ferrugem asiática da soja foi detectada em lavouras do estado de São Paulo no início da safra 2024/25, com registros de infecção em propriedades comerciais no Sudoeste Paulista, nas cidades de Itaberá e Itapetininga. A doença, causada por um fungo que se espalha pelo vento, é uma das maiores ameaças à soja no Brasil. Com o avanço do plantio, o risco de contágio tem aumentado.

As primeiras detecções de ferrugem ocorreram no final de novembro e início de dezembro, um período crítico para a doença, quando o nível de esporos no ar é alto, especialmente com cerca de 90% da área já plantada. A ferrugem causa desfolha precoce, comprometendo a formação dos grãos e a produtividade das lavouras.

Para controlar a disseminação do fungo, a Defesa Agropecuária Paulista publicou uma resolução com medidas para execução do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática. Uma das principais ações é a intensificação do vazio sanitário, um período de no mínimo 90 dias, durante o qual não pode haver plantio ou manutenção de plantas vivas de soja para reduzir a população do fungo.

A resolução também exige que todos os produtores de soja no estado façam o cadastro obrigatório de suas áreas, facilitando o monitoramento contínuo e o controle do vazio sanitário. Exceções para o plantio fora do período, como para pesquisas e produção de sementes, também estão previstas.

A Embrapa Soja continua monitorando a evolução da doença e recomenda o uso de cultivares precoces, que reduzem o tempo de exposição ao fungo, além da aplicação de fungicidas. A plataforma Consórcio Antiferrugem disponibiliza informações em tempo real para ajudar os produtores.

Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

O desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, tem sido uma estratégia importante para minimizar os impactos da ferrugem asiática, especialmente nas primeiras semeaduras. Além disso, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como soja-milho ou soja-algodão, proporciona um mecanismo de escape durante o vazio sanitário, reduzindo a população do fungo e limitando seu avanço.

A ferrugem asiática pode causar perdas de até 100% nas lavouras, mas as ações de manejo, como o uso de cultivares resistentes, o monitoramento contínuo e o respeito ao vazio sanitário, são essenciais para mitigar os danos. O controle eficaz da doença exige a colaboração entre produtores, pesquisadores e órgãos de defesa agropecuária.



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Verão reserva chuva de 1.100 mm para duas regiões do país


O verão no Hemisfério Sul inicia-se no dia 21 de dezembro de 2024 às 6h20 (horário de Brasília) e termina no dia 20 de março de 2025, às 6h02.

De acordo com o Prognóstico Climático de Verão do Instituto Nacional de Meterologia (Inmet), nessa estação, as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com volumes superiores a 400 mm.

Contudo, os menores acumulados costumam ser registrados no extremo sul do Rio Grande do Sul, nordeste de Roraima e leste do Nordeste, regiões onde, geralmente, chove menos, considerando a média para o período entre os anos de 1981 a 2010.

Chuva de até 1.100 mm

Climatologia de precipitação para o trimestre Janeiro- Fevereiro-Março. Período de
referência: 1981 – 2010Climatologia de precipitação para o trimestre Janeiro- Fevereiro-Março. Período de
referência: 1981 – 2010
Foto: Reprodução Inmet

Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, as chuvas neste período são ocasionadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), de acordo com o Inmet.

Enquanto isso, nas regiões Nordeste e Norte, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é o principal sistema responsável pela ocorrência de chuvas.

Em média, os maiores volumes de precipitação podem ser observados sobre as regiões Norte e Centro-Oeste, com totais na faixa entre 700 mm e 1100 mm. Veja os detalhes de como o verão deve afetar cada região brasileira:

Sul

A previsão indica condições favoráveis para a ocorrência de chuva abaixo da média em toda Região, com exceção do leste do Paraná e nordeste de Santa Catarina, onde os totais podendo atingir valores próximos da climatologia. Para a temperatura, as previsões indicam valores predominantemente acima da média durante os meses do verão.

Sudeste

Para a Região Sudeste, a previsão para os próximos três meses é de condições favoráveis a chuvas ligeiramente abaixo da climatologia em toda a região. Porém, tratando-se do período historicamente chuvoso dessa região, não se descarta a ocorrência de precipitações expressivas, como durante a ocorrência de episódios de Zona de Convergência do Atlântico Sul. Para a temperatura, as previsões indicam valores acima da média.

Centro-Oeste

Nessa região, a tendência para o verão é de chuvas próximas ou abaixo da média histórica em praticamente toda região, exceto no oeste de Mato Grosso, onde são previstos totais de chuvas próximas ou ligeiramente acima da climatologia do trimestre, de acordo com o Inmet.

A respeito das temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média nos próximos meses.

Nordeste

A previsão climática indica condições favoráveis de chuvas abaixo da climatologia, principalmente no centro-leste da Região Nordeste, durante os meses de janeiro a março. “Vale notar que a análise de outros modelos consultados indica que a porção noroeste da Região Nordeste poderá ser favorecida com chuvas acima da climatologia”, diz o informativo do Inmet.

São previstos valores de temperatura do ar acima da média histórica em toda a região nos próximos meses, principalmente no Maranhão, Piauí, oeste da Paraíba, de Pernambuco e em grande parte da Bahia. Nessas localidades, as temperaturas podem ficar mais de 1°C acima da climatologia.

Norte

Os meses de janeiro a março de 2025 indicam condições favoráveis para o predomínio de chuvas abaixo da média climatológica (média histórica) no sudeste do Pará e centro-oeste de Rondônia. Nos estados do Acre, Roraima, Amapá, Pará, Amazonas e sul de Rondônia, a tendência é de condições favoráveis para chuvas próximas ou acima da média durante o trimestre.

A temperatura média do ar deverá prevalecer acima da média climatológica em praticamente toda a região, com valores podendo ultrapassar em 0,5ºC ou mais a média histórica do período.



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Desenrola Rural a um passo da realidade: programa deve beneficiar 1 milhão de agricultores



O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Pimenta, fez um balanço das atividades da pasta em 2024 na manhã de hoje (19), em Brasília. Havia a expectativa sobre anúncio do aguardado Desenrola Rural, programa de renegociação de dívidas de agricultores familiares e pequenos produtores rurais, porém, apesar de pronto, o anúncio não foi feito porque depende de um decreto e também do aval do Ministro da Fazenda Fernando Haddad.

Congresso Nacional

O projeto – PL 2.691/2024 – foi aprovado na Comissão de Agricultura (CRA) no dia 11. O texto prevê que o Ministério da Fazenda tem até 180 dias da publicação da lei para criar  uma nova Central de Consolidação de Dívidas Inadimplidas de Pequenos Agricultores, cujo objetivo é agregar informações de diversos tipos de passivos de pequenos agricultores em um ambiente eletrônico consolidado com vistas a facilitar a renegociação. O programa deve alcançar 1 milhão de agricultores inadimplentes há mais de um ano.

Como será?

O Desenrola Rural estabelecerá mecanismos para que instituições financeiras renegociem dívidas de pequenos agricultores com incentivos tributários. Um dos principais pontos é a geração de crédito presumido na apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o que cobre os custos das renegociações e incentiva a participação dos bancos.

O programa abrirá os prazos para renegociação de dívidas oriundas dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional, cruciais para a agropecuária em regiões mais carentes do Brasil. Agricultores que utilizaram o Fundo de Terras para financiar o acesso à propriedade rural também serão beneficiados.

Retrospectiva

Durante a coletiva de imprensa, Pimenta destacou o fortalecimento das atividades do Incra – segundo ele, o instituto ficou seis anos sem fazer reforma agrária. Segundo o ministro, mais de 96 mil famílias foram incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária. Ele também enalteceu o trabalho da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e falou de outros programas, como o Terra da Gente que, assim como Desenrola Rural, está pendente de um decreto. 



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Protocolo de testes para mistura de 30% de etanol anidro à gasolina é aprovado



O Ministério de Minas e Energia (MME) informou que foi aprovado na quarta-feira (18), o protocolo de testes para avaliar a viabilidade técnica do aumento da mistura de 30% de etanol anidro à gasolina (E30).

Entre janeiro e fevereiro de 2025, os testes serão conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). Atualmente, o teor de mistura de etanol anidro à gasolina é de 27%.

É esperado para o fim de fevereiro o relatório final com os resultados. A avaliação contará com ensaios de pista, testes de partida a frio, medições de emissões, aquisição de veículos e análise complementar de dados via o sistema On-Board Diagnostics (OBD).

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai conduzir os testes de estabilidade do E30.

Percentual de 35% de etanol

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Pietro Mendes, afirmou no fim de outubro que a ideia do Ministério de Minas e Energia é regulamentar primeiro a permissão de mistura de 30% de etanol anidro na gasolina tipo C (E30) e, posteriormente, a do percentual de 35%, previstos na lei do Combustível do Futuro.

O aumento do teor de etanol na gasolina, previsto na lei 14.993/2024, é condicionado a três fatores:

  • Regulamentação técnica da mistura;
  • Aferição de viabilidade técnica; e
  • Definição da mistura pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

O protocolo de testes realizados na quarta foi construído com entidades do setor automotivo e de biocombustíveis, como Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Bioenergia Brasil, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

As entidades defenderam a diversidade de fabricantes e tecnologias nos testes “para assegurar resultados representativos” da frota veicular em circulação no país. Os representantes do setor também se “dispuseram a participar do esforço cedendo parte dos veículos para os testes”, informou o MME.



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AgroNewsPolítica & Agro

Essa técnica pode aumentar a eficiêcia do solo



“Bioindicadores não são apenas dados científicos”



“Bioindicadores não são apenas dados científicos"
“Bioindicadores não são apenas dados científicos” – Foto: Canva

Marcus Lourenço “Polé”, biólogo, enfatiza a importância dos bioindicadores de qualidade do solo como ferramentas essenciais para a sustentabilidade no cultivo de culturas agrícolas, como soja, milho e trigo. O solo é a base da produção agrícola, e monitorá-lo de maneira eficaz é fundamental para garantir sua saúde e produtividade a longo prazo. Os bioindicadores ajudam a avaliar a qualidade do solo, oferecendo informações sobre a fertilidade, presença de poluentes e a capacidade de retenção de água, colaborando para um manejo agrícola mais eficiente e sustentável.

Bioindicadores são organismos ou processos biológicos que refletem o estado do solo. Esses organismos variam desde microrganismos, como bactérias e fungos, até organismos maiores, como minhocas e insetos. A presença de certos organismos no solo pode indicar aspectos como níveis de matéria orgânica, a eficácia de microrganismos simbióticos e os impactos do manejo agrícola, como compactação e aeração. Por exemplo, a presença de Bradyrhizobium no solo de soja garante a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de fertilizantes.

A utilização de bioindicadores no manejo de culturas agrícolas traz benefícios diretos aos produtores, como a identificação precoce de problemas de fertilidade e a redução de custos com insumos. Além disso, esses indicadores permitem um melhor planejamento do manejo agrícola, promovendo a sustentabilidade a longo prazo, especialmente em sistemas de monocultura. Tais ferramentas são fundamentais para garantir que os solos se mantenham produtivos e equilibrados ao longo do tempo.

“Bioindicadores não são apenas dados científicos; são aliados práticos para quem busca eficiência e sustentabilidade no campo . Incorporar essas ferramentas no manejo de culturas agrícolas é investir em um solo vivo e produtivo”, comenta, em seu perfil no LinkedIn.

 





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produtores relatam perdas na lavoura



A podridão de grãos tem causado perdas nas lavouras de soja na região do Médio Norte de Mato Grosso desde a safra 2019/2020, com destaque para as safras 2020/2021 e 2021/2022. Desde então, a Embrapa se empenha no desenvolvimento de estratégias para combater a doença. Junto a seus parceiros, o foco é no manejo de fungicidas, na avaliação de cultivares com maior resistência à podridão e em estudos de metagenômica para identificar detalhadamente as causas da doença.

Recentemente, a Embrapa e a CropLife Brasil promoveram encontros com 16 produtores de soja em Sorriso, membros da Cooperativa Agropecuária e Industrial Celeiro do Norte (Coacen) e da Cooperativa Agropecuária Primavera (Coap), além de um consultor em Sinop, entre os dias 2 e 6 de dezembro.

As reuniões, conduzidas pelo pesquisador Auster Farias, da Embrapa Cerrados (DF), e pelo consultor Nery Ribas, fazem parte de um projeto conjunto entre a Embrapa Cerrados, Embrapa Soja (PR) e Embrapa Agrossilvipastoril (MT), em colaboração com a CropLife Brasil.

De acordo com informações da Embrapa, todos os produtores participantes relataram a presença da podridão de grãos em suas lavouras nos últimos anos, embora com níveis considerados aceitáveis. O controle da doença tem sido possível graças ao manejo robusto de fungicidas e ao uso de cultivares com maior resistência. Esse manejo, juntamente com a identificação das variedades mais resistentes, são frutos dos trabalhos realizados pela Embrapa e seus parceiros em Mato Grosso.

Outro ponto discutido nas reuniões foi a influência da nebulosidade, especialmente durante a fase de florescimento e enchimento dos grãos, sobre a produtividade das lavouras na região. De acordo com a Embrapa, os produtores relataram que, em anos com alta nebulosidade, a produtividade tende a cair, sendo um fator a ser monitorado nas safras futuras.

A Embrapa e a CropLife Brasil já planejam novas reuniões com produtores da região em 2025, tanto de forma presencial quanto virtual, com o objetivo de continuar aprimorando o manejo e as estratégias de controle da podridão dos grãos.



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boi despenca de cachoeira em Mato Grosso



Um boi foi arrastado e despencou de uma cachoeira em Salto do Céu (MT), a cerca de 350 km de Cuiabá. O caso ocorreu no último domingo (15). Apesar da queda o animal está bem e não sofreu ferimentos.

Segundo o dono do boi nas redes sociais, o animal acabou se assustando e correu em direção à cachoeira, sendo arrastado pela correnteza.

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No vídeo, é possível ver que o bovino tenta ‘lutar’ contra a força da correnteza, ficando à beira do precipício. O animal acaba perdendo o equilíbrio e despenca da cachoeira. Mesmo com a queda, o boi reaparece em pé, mas imóvel.

Após o caso viralizar, o dono do animal esclareceu que o boi está bem. “O boi [está] andando normalmente, se alimentando, em bom estado. Não tem maus-tratos com o boi”.



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Diagnóstico e Estratégias Sustentáveis para Recuperação de Pastos Degradados no Cerrado



A Embrapa disponibiliza na plataforma e-Campo, o curso que aborda diagnóstico e estratégias sustentáveis para recuperação de pastos degradados no bioma. 

A capacitação é gratuita e voltada a produtores rurais, consultores, professores, gestores públicos, estudantes e demais interessados no tema: ‘Recuperação e Renovação de Pastagens Degradadas no Cerrado’.

  •  Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

O curso desenvolvido pela Embrapa Cerrados (DF), tem carga horária de 50 horas e o conteúdo está dividido em dois módulos: 

  • Básico: Com aulas sobre degradação de pastagens; gramíneas forrageiras para o Bioma Cerrado; uso do aplicativo Pasto Certo; e correção do solo e adubação de pastagens.
  • Avançado: Com aulas sobre análise econômica de estratégias de recuperação e renovação de pastagens; protocolos de certificação de pecuária de baixa emissão de carbono; e manejo do solo e sua qualidade em áreas de pastagens.

Os alunos que concluírem 70% das atividades obrigatórias, preencherem a avaliação de satisfação e a enquete inicial recebem certificado gratuito emitido pela Embrapa.

As inscrições podem ser realizadas no link: https://ava.sede.embrapa.br/course/view.php?id=513.



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