domingo, julho 12, 2026

Agro

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PEC de corte de gastos é aprovada em dois turnos na Câmara



Cerca de duas horas e meia após a votação em primeiro turno, os deputados federais aprovaram nesta quinta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do pacote de corte de gastos obrigatórios do governo. Mais cedo, a proposta havia sido aprovada em primeiro turno.

O placar do segundo turno foi de 348 votos favoráveis e 146 contrários. No primeiro turno, foram 354 votos a favor, 154 contra e duas abstenções. A matéria será encaminhada para análise do Senado.

Por ser uma proposta de mudança na Constituição, a proposta do governo tinha que ser aprovada em dois turnos pela Câmara. O texto precisava de 308 votos, três quintos dos 513 deputados, para passar.

A discussão em segundo turno começou após o plenário rejeitar dois destaques. Um destaque do PSOL buscava retirar as mudanças no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Outro destaque, relativo ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) foi rejeitado por unanimidade porque o tema será discutido em projeto de lei.

A PEC traz mudanças no abono salarial e no Fundeb, além de prorrogar a Desvinculação das Receitas da União (DRU). A proposta também abre caminho para a votação do projeto que limita os supersalários do funcionalismo público.

Para evitar a derrota da PEC, o governo concordou com que o relator do texto na Câmara, Moses Rodrigues (União Brasil-CE) enfraquecesse as verbas que podem ficar fora do teto de supersalários de R$ 44 mil. O texto original previa que uma lei complementar tratasse as verbas autorizadas a ficar fora do teto. Agora, o tema será regulamentado por meio de uma lei ordinária, que exige maioria simples.



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Preços do boi gordo seguem acomodados, mas cenário deve mudar na 1ª quinzena de janeiro



O mercado físico do boi gordo apresentou variações de preços pontuais nesta quinta-feira (19).

“A dinâmica do mercado seguiu inalterada, ou seja, os frigoríficos atuaram de maneira cadenciada nas compras, com sinalização de escalas confortáveis em várias localidades do país, como é o caso de São Paulo”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia.

Segundo ele, a expectativa gira em torno da retomada das negociações na primeira quinzena de janeiro, com possível encurtamento nas programações, considerando que o mercado deve continuar perdendo liquidez até o final do mês devido as festividades.

Ao mesmo tempo, o dólar vem apresentando forte volatilidade, ponto que merece atenção, fechando o dia na casa dos R$ 6,12. “A evolução do atacado e as condições das pastagens também devem ser acompanhados ao longo das próximas semanas”, assinalou Maia.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: sinalizada entre R$ 310 e R$ 320
  • Minas Gerais: precificado entre R$ 305 e R$ 310
  • Mato Grosso do Sul: ficou em R$ 315
  • Mato Grosso: R$ 300 em Rondonópolis

Mercado atacadista

O mercado atacadista registrou preços estáveis no decorrer do dia. As expectativas passam agora para a evolução do consumo no período de festas, fator que pode favorecer a reposição na primeira quinzena de janeiro caso evolua de maneira aquecida.

Além das festividades, a boa capitalização das famílias pode ajudar o consumo. “O contraponto é que os cortes bovinos estão com preços elevados, podendo levar parte da população a migrar para opções mais acessíveis, como o frango“, disse Maia.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30, por quilo. Já o quarto traseiro ficou posicionado em R$ 26,80, por quilo. Ponta de agulha seguiu estável em R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 2,28%, sendo negociado a R$ 6,1243 para venda e a R$ 6,1223 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1051 e a máxima de R$ 6,3011.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil registra recorde de importações de lácteos em 2024



Preço do Leite recuou 0,22% até outubro de 2024




Foto: Pixabay

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou que as importações brasileiras de lácteos atingiram 2,09 bilhões de litros entre janeiro e novembro de 2024, maior volume registrado desde o início da série histórica em 1997, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Paralelamente, as exportações de lácteos cresceram 21,04% no mesmo período, totalizando 73,69 milhões de litros.

Como consequência desse desequilíbrio entre importações e exportações, a balança comercial de lácteos do Brasil encerrou o período com um déficit de US$ 893,38 milhões, o segundo maior da história, ficando atrás apenas de 2023.

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No mercado mato-grossense, o preço médio do leite pago ao produtor foi de R$ 2,15 por litro entre janeiro e outubro de 2024, uma redução de 0,22% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da recuperação gradual observada desde o segundo semestre de 2023, os valores no primeiro semestre de 2024 ainda não alcançaram os patamares registrados no mesmo período de 2023.

A retração nos preços foi, em parte, compensada pela queda nos custos de produção, que ajudou a mitigar os impactos sobre a margem dos produtores. O Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC) no estado acumulou 154,99 pontos entre janeiro e novembro de 2024, representando uma redução de 4,77% em relação ao ano anterior. Essa queda foi impulsionada principalmente pela diminuição dos custos com alimentação concentrada, volumosa e suplementação mineral.





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Soja sem negócios no Brasil? Confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro de soja não teve negócios reportados nesta quinta-feira, apesar de algumas oportunidades para a safra nova. Os produtores ficaram de fora, não aceitando os valores ofertados pelos compradores. A forte queda do dólar contribuiu para a retração dos vendedores. Os preços ficaram de estáveis a mais baixos.

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço se manteve em R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço se manteve em R$ 137,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Rio Verde (GO): preço se manteve em R$ 125,00

Os produtores estão cada vez mais reticentes em negociar, especialmente diante da recente valorização do dólar, que impactou diretamente a rentabilidade das transações. Embora houvesse algumas ofertas para a safra nova, a demanda ficou aquém das expectativas, resultando em uma paralisação nas transações.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Compras com base em fatores técnicos garantiram a recuperação, após quatro perdas seguidas, que colocaram as cotações nos menores níveis em quatro anos.

O cenário fundamental, no entanto, segue negativo, combinando a perspectiva de ampla oferta sul-americana e o enfraquecimento da demanda chinesa. Além disso, pesa a falta de incentivo do governo Trump ao biodiesel e a perspectiva de queda no ritmo de corte nas taxas de juros americanas, aumentando a aversão ao risco.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.424.200 toneladas na semana encerrada em 5 de dezembro. Analistas esperavam exportações entre 825 mil e 2 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 11,25 centavos de dólar ou 1,18% a US$ 9,63 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,66 1/2 por bushel, com ganho de 13,25 centavos, ou 1,38%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com alta de US$ 4,60 ou 1,64% a US$ 284,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 40,01 centavos de dólar, com alta de 0,46 centavo ou 1,16%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 2,28%, sendo negociado a R$ 6,1243 para venda e a R$ 6,1223 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1051 e a máxima de R$ 6,3011.



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Consulta pública inédita colhe sugestões para concessão de hidrovia



Pela primeira vez em sua história, o Brasil realizará uma consulta pública envolvendo uma concessão hidroviária.

Interessados poderão apresentar as contribuições para um projeto que buscará aumentar a segurança e a confiabilidade da navegação no Rio Paraguai, em um trecho de 600 quilômetros.

A abertura da consulta pública foi anunciada nesta quinta-feira (19) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). Na ocasião, também foi feita uma apresentação técnica do projeto e da proposta de modelagem da licitação.

A Antaq é uma autarquia que goza de autonomia administrativa e funcional e que tem atribuições de regulação e fiscalização do transporte aquaviário e da exploração da infraestrutura portuária e aquaviária.

Por meio da consulta pública, qualquer interessado poderá encaminhar contribuições, subsídios e sugestões sobre a modelagem e os documentos da concessão. As manifestações poderão ser apresentadas entre 26 de dezembro de 2024 a 23 de fevereiro de 2025.

Trecho da hidrovia ser licitado

“A ação visa promover a transparência e a participação social na modelagem do projeto, que é considerado um marco para o setor hidroviário nacional”, registra nota divulgada pela agência.

O trecho a ser licitado vai de Corumbá a Porto Murtinho, ambos em Mato Grosso do Sul. O prazo contratual da concessão será de 15 anos com possibilidade de prorrogação por igual período.

O vencedor da concorrência ficará responsável, nos primeiros cinco anos, por serviços de dragagem e de derrocagem – remoção de rochas e obstáculos em cursos d’água, como rios e canais – aprimoramento da sinalização, construção de um galpão industrial, melhorias em travessias e implantação dos sistemas de gestão do tráfego hidroviário.

Além disso, deverá realizar monitoramento hidrológico e levantamentos hidrográficos, bem como adotar serviços de inteligência fluvial.

O investimento direto estimado nesses primeiros cinco anos é de R$ 63,8 milhões. A concessão da hidrovia do Rio Paraguai é apontada pela Antaq como o maior projeto de infraestrutura em desenvolvimento regional na América do Sul.

Segundo a agência, ele combina desenvolvimento sustentável e eficiência logística, além de oferecer ganhos significativos para a cadeia produtora da região e fomentar o desenvolvimento das empresas de navegação.

Tarifas no transporte

Na semana passada, os documentos relativos à modelagem da licitação foram entregues pela Antaq ao Ministério de Portos e Aeroportos. Eles indicam que não deverá haver cobrança de tarifa para o transporte de passageiros e de cargas de pequeno porte.

Além disso, a cobrança para a movimentação de cargas de maior volume somente terá início quando o vencedor da concessão entregar os serviços previstos na primeira fase do contrato.

A previsão é de uma tarifa de no máximo R$ 1,27 por tonelada de cargas. Na proposta inicial, a licitação levaria em conta a proposta que oferecesse a menor tarifa. No entanto, poderão chegar pela consulta pública sugestões de alterações no critério do certame, que serão avaliadas.

De acordo com projeções compartilhadas pela Antaq, com as melhorias a serem obtidas a partir da concessão, o transporte de cargas no Rio Paraguai deverá movimentar, a partir de 2030, entre 25 e 30 milhões de toneladas ao ano. Este volume representa um significativo aumento em comparação com o cenário atual: em 2023, foram transportados pela hidrovia 7,95 milhões de toneladas de cargas.



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Pequenos agricultores recebem doações de kits de irrigação


Famílias de pequenos agricultores receberam nesta quarta-feira (18), kits de irrigação doados pela Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), através do projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares”.

Esta foi a última ação em 2024 do projeto que entregou 40 kits de irrigação no município de Cocos, na região Oeste da Bahia.

A Abapa doou 25 equipamentos e os outros 15 foram uma doação da empresa Santa Colamba, representada pelos diretores Douglas Orth e Miguel Prado.

De acordo com a entidade, Cocos passou a integrar o grupo de 12 municípios do Oeste contemplados pelo programa, possibilitando que pequenos agricultores das comunidades rurais produzam mais e com maior qualidade.

Além disso, ação contou com a parceria da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da prefeitura local, responsáveis por prestar assistência técnica aos agricultores, garantindo o uso eficiente dos equipamentos.

Para o prefeito de Cocos, Marcelo Emerenciano, a iniciativa representa uma transformação significativa para os produtores do município.

“Tenho convicção de que teremos impacto positivo e de transformação para essas 40 famílias, incrementando a renda e a produção com o uso dos kits de irrigação. Cocos tem essência peculiar da agricultura familiar, aqui temos uma feira grande que funciona quase que permanentemente com mais de 200 feirantes. Esse programa vem impactar na produção local não só na quantidade como na qualidade”, destacou.

Agricultura familiar

A parceria busca beneficiar famílias de agricultores, como a de Anísio Costa Vieira, morador da comunidade rural de Porto Cajueiro.

“O kit de irrigação vai ajudar muito em termos de produção. A gente precisa de uma área irrigada na falta de chuva e nos pontos mais secos e críticos. Meu plano é plantar feijão, horta, cebola, tomate, pimentão e abacaxi por gotejo”, relatou.

Marli Lessa Ribas, da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Santo Antônio, destacou como o uso dessa tecnologia pode representar independência financeira para os agricultores.

Plantamos feijão, mandioca e hortaliças. As nossas maiores dificuldades são o fato dos equipamentos para essa função serem caros e a dificuldade de tirar água do rio. Com o kit vamos conseguir puxar a água e aumentar a produção. Estamos pensando em entrar no mercado da merenda escolar, do PNAE. Isso pode garantir a nossa independência financeira”, explicou.

Os agricultores também recebem suporte técnico nas lavouras para otimizar o uso dos equipamentos e garantir melhores resultados.

“Entrar com assistência técnica é fundamental, tanto na instalação quanto durante a produção, para que eles tenham segurança na produção e a certeza de uma produção de qualidade e, principalmente, com sustentabilidade ambiental”, enfatizou o secretário de agricultura de Cocos, Marcel do Vale Wanderley.

Mais entregas

Além da entrega realizada em Cocos, na região oeste, o programa “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares” reforça raízes profundas na região sudoeste.

Foi na comunidade de Canabrava, no município de Malhada (BA), que o projeto teve início em 2014, com a entrega dos primeiros três kits de irrigação.

Também nesta quarta-feira (18), a Abapa retornou à comunidade para realizar a entrega de uma plantadeira, um pulverizador e sementes de algodão a Associação dos Produtores de Canabrava (Aspruc).

Entrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoesteEntrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoeste
Foto: Divulgação/Abapa

De acordo com a Abapa, a ação impulsiona a continuidade do programa, que marcou o início de uma trajetória de transformação para a agricultura familiar baiana.

“Desde 2014, quando entregamos os primeiros kits de irrigação em Canabrava, no sudoeste, o programa vem crescendo e transformando a vida de pequenos agricultores. Já distribuímos 487 kits em 31 municípios do sudoeste e oeste da Bahia. Esse resultado só foi possível graças à parceria com as prefeituras e o Governo do Estado, por meio da Adab. Seguimos empenhados em garantir mais produtividade e qualidade de vida aos agricultores familiares, sempre com foco na sustentabilidade e no fortalecimento do setor agrícola,” destacou o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.


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Marca de caneca queridinha do agro anuncia recall de 400 mil unidades



Seja para guardar a água quente ao colocar na cuia e tomar o chimarrão ou para manter a cerveja gelada, a marca Stanley conquistou corações no meio rural e nas cidades. Contudo, um anúncio de recall pegou a todos de surpresa.

Isso porque a empresa comunicou, na última terça-feira (17), à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que identificou um defeito em alguns de seus produtos.

A falha afeta todos os modelos de caneca Switchback e Trigger Action (códigos de modelo 20-01436 e 20-02824), fabricados entre maio de 2016 e 2023.

A alteração foi detectada em unidades comercializadas no Brasil, totalizando 290.125 canecas Switchback Travel e 111.086 Trigger Action, o que totaliza 401.211. Esses produtos, de várias cores (branco, preto e verde) e tamanhos (12 oz, 16 oz e 20 oz), possuem tampas de polipropileno e foram distribuídos em todas as regiões do país.

De acordo com o comunicado da marca, essas tampas, quando expostas ao calor, podem encolher, o que representa potencial risco para vazamentos e, consequentemente, queimaduras no consumir.

Entretanto, de acordo com a Stanley, o defeito não resultou em nenhum incidente grave, embora a empresa tenha registrado 38 ocorrências globais, sendo três delas no Brasil.

Troca dos produtos

A partir de agora, a Stanley será responsável pela troca dos produtos e por comunicar à população como será o recall.

Cabe à Senacon monitorar esse processo, assegurando que todas as obrigações legais sejam cumpridas e que a segurança dos consumidores seja garantida.



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Pequenos agricultores recebem doações de kits de irrigação


Famílias de pequenos agricultores receberam kits de irrigação doados pela Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), através do projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares”.

Esta foi a última ação em 2024 do projeto que entregou 40 kits de irrigação no município de Cocos, na região oeste da Bahia.

A Abapa doou 25 equipamentos e os outros 15 foram uma doação da empresa Santa Colamba, representada pelos diretores Douglas Orth e Miguel Prado.

De acordo com a entidade, Cocos passou a integrar o grupo de 12 municípios do Oeste contemplados pelo programa, possibilitando que pequenos agricultores das comunidades rurais produzam mais e com maior qualidade.

Além disso, ação contou com a parceria da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e da prefeitura local, responsáveis por prestar assistência técnica aos agricultores, garantindo o uso eficiente dos equipamentos.

Para o prefeito de Cocos, Marcelo Emerenciano, a iniciativa representa uma transformação significativa para os produtores do município.

“Tenho convicção de que teremos impacto positivo e de transformação para essas 40 famílias, incrementando a renda e a produção com o uso dos kits de irrigação. Cocos tem essência peculiar da agricultura familiar, aqui temos uma feira grande que funciona quase que permanentemente com mais de 200 feirantes. Esse programa vem impactar na produção local não só na quantidade como na qualidade”, destacou.

Agricultura familiar

A parceria busca beneficiar famílias de agricultores, como a de Anísio Costa Vieira, morador da comunidade rural de Porto Cajueiro.

“O kit de irrigação vai ajudar muito em termos de produção. A gente precisa de uma área irrigada na falta de chuva e nos pontos mais secos e críticos. Meu plano é plantar feijão, horta, cebola, tomate, pimentão e abacaxi por gotejo”, relatou.

Marli Lessa Ribas, da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Santo Antônio, destacou como o uso dessa tecnologia pode representar independência financeira para os agricultores.

Plantamos feijão, mandioca e hortaliças. As nossas maiores dificuldades são o fato dos equipamentos para essa função serem caros e a dificuldade de tirar água do rio. Com o kit vamos conseguir puxar a água e aumentar a produção. Estamos pensando em entrar no mercado da merenda escolar, do PNAE. Isso pode garantir a nossa independência financeira”, explicou.

Os agricultores também recebem suporte técnico nas lavouras para otimizar o uso dos equipamentos e garantir melhores resultados.

“Entrar com assistência técnica é fundamental, tanto na instalação quanto durante a produção, para que eles tenham segurança na produção e a certeza de uma produção de qualidade e, principalmente, com sustentabilidade ambiental”, enfatizou o secretário de agricultura de Cocos, Marcel do Vale Wanderley.

Mais entregas

Além da entrega realizada em Cocos, na região oeste, o programa “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares” reforça raízes profundas na região sudoeste.

Foi na comunidade de Canabrava, no município de Malhada (BA), que o projeto teve início em 2014, com a entrega dos primeiros três kits de irrigação.

Nesta quarta-feira (18), a Abapa retornou à comunidade para realizar a entrega de uma plantadeira, um pulverizador e sementes de algodão a Associação dos Produtores de Canabrava (Aspruc).

Entrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoesteEntrega Kits de irrigação para pequenos agricultores da agricultura familiar no Oeste da Bahia e sudoeste
Foto: Divulgação/Abapa

De acordo com a Abapa, a ação impulsiona a continuidade do programa, que marcou o início de uma trajetória de transformação para a agricultura familiar baiana.

“Desde 2014, quando entregamos os primeiros kits de irrigação em Canabrava, no sudoeste, o programa vem crescendo e transformando a vida de pequenos agricultores. Já distribuímos 487 kits em 31 municípios do sudoeste e oeste da Bahia. Esse resultado só foi possível graças à parceria com as prefeituras e o Governo do Estado, por meio da Adab. Seguimos empenhados em garantir mais produtividade e qualidade de vida aos agricultores familiares, sempre com foco na sustentabilidade e no fortalecimento do setor agrícola,” destacou o presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.


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AgroNewsPolítica & Agro

Excesso de chuva pode impactar logistica



Acumulados podem ultrapassar 100 mm em algumas áreas




Foto: Freepik

As regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste terão um fim de semana marcado por instabilidades climáticas e chuvas intensas, com destaque para o norte de São Paulo e o sul de Minas Gerais. De acordo com o meteorologista do Portal Agrolink, Gabriel Rodrigues, as projeções indicam acumulados superiores a 50 mm, podendo ultrapassar 100 mm em algumas áreas, principalmente no sábado.

Os temporais trazem benefícios e desafios para a agricultura. Enquanto culturas como soja, milho e hortifrutigranjeiros podem se beneficiar de chuvas moderadas, o excesso de água pode dificultar colheitas e transporte. Já no Nordeste, o leste da região terá tempo firme, enquanto o sul e oeste da Bahia apresentam chuvas regulares, cenário ideal para a maturação de algodão.

No domingo, as instabilidades permanecem nas áreas do Sudeste, com volumes menos intensos, mas ainda em condição de alerta. Gabriel Rodrigues destaca: “O fim de semana será marcado por chuvas abrangentes, exigindo planejamento por parte dos agricultores para mitigar impactos e aproveitar as condições favoráveis onde possível”.

A previsão reforça a necessidade de monitoramento constante e ajustes nas operações do campo, principalmente em regiões produtoras do Sudeste e Centro-Oeste, que enfrentarão os maiores volumes ao longo do fim de semana.

 





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detecção na soja e ações de controle



A ferrugem asiática da soja foi detectada em lavouras do estado de São Paulo no início da safra 2024/25, com registros de infecção em propriedades comerciais no Sudoeste Paulista, nas cidades de Itaberá e Itapetininga. A doença, causada por um fungo que se espalha pelo vento, é uma das maiores ameaças à soja no Brasil. Com o avanço do plantio, o risco de contágio tem aumentado.

As primeiras detecções de ferrugem ocorreram no final de novembro e início de dezembro, um período crítico para a doença, quando o nível de esporos no ar é alto, especialmente com cerca de 90% da área já plantada. A ferrugem causa desfolha precoce, comprometendo a formação dos grãos e a produtividade das lavouras.

Para controlar a disseminação do fungo, a Defesa Agropecuária Paulista publicou uma resolução com medidas para execução do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática. Uma das principais ações é a intensificação do vazio sanitário, um período de no mínimo 90 dias, durante o qual não pode haver plantio ou manutenção de plantas vivas de soja para reduzir a população do fungo.

A resolução também exige que todos os produtores de soja no estado façam o cadastro obrigatório de suas áreas, facilitando o monitoramento contínuo e o controle do vazio sanitário. Exceções para o plantio fora do período, como para pesquisas e produção de sementes, também estão previstas.

A Embrapa Soja continua monitorando a evolução da doença e recomenda o uso de cultivares precoces, que reduzem o tempo de exposição ao fungo, além da aplicação de fungicidas. A plataforma Consórcio Antiferrugem disponibiliza informações em tempo real para ajudar os produtores.

Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

O desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, tem sido uma estratégia importante para minimizar os impactos da ferrugem asiática, especialmente nas primeiras semeaduras. Além disso, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como soja-milho ou soja-algodão, proporciona um mecanismo de escape durante o vazio sanitário, reduzindo a população do fungo e limitando seu avanço.

A ferrugem asiática pode causar perdas de até 100% nas lavouras, mas as ações de manejo, como o uso de cultivares resistentes, o monitoramento contínuo e o respeito ao vazio sanitário, são essenciais para mitigar os danos. O controle eficaz da doença exige a colaboração entre produtores, pesquisadores e órgãos de defesa agropecuária.



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