sábado, julho 11, 2026

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Suspensão da lei contra empresas signatárias da Moratória da Soja; entenda



O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta quinta-feira (26), a suspensão da Lei nº 12.709/2024, que prevê o fim de incentivos fiscais para as empresas signatárias da Moratória da Soja em Mato Grosso. A medida cautelar foi concedida em resposta a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Sancionada em outubro deste ano, a Lei nº 12.709/2024 estabelece novos critérios para a concessão de incentivos fiscais no estado e, na prática, impede que empresas adeptas da Moratória da Soja recebam tais benefícios. A legislação estava prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2025, próxima quarta-feira.

O requerimento de suspensão da lei foi protocolado pelo PCdoB em 23 de dezembro no STF, com o apoio dos partidos PSOL, Partido Verde e Rede Sustentabilidade. O acordo foi criado em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Ele proíbe a compra de soja produzida em áreas do bioma Amazônia que tenham sido desmatadas após julho de 2008.

O Soja Brasil aguarda um posicionamento oficial da Aprosoja Mato Grosso, que defende os direitos dos trabalhadores rurais e luta lado a lado com os produtores. Segundo Mauro Mendes, governador de Mato Grosso, não é momento de desistir. Ele afirmou que a associação entrará com recursos no próprio Supremo Tribunal Federal para manter as sanções contra as empresas signatárias da Moratória da Soja, com o objetivo de garantir o cumprimento do Código Florestal Brasileiro.



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Fenômeno climático levará muita chuva para o último fim de semana de 2024



O último final de semana do ano deve ser chuvoso em todo o país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a partir de sexta-feira (27) está prevista muita chuva na parte central do país, com destaque para a região Sudeste.

Isso porque um novo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se configura no país já a partir da noite desta quinta (26).

“A ZCAS é responsável por promover dias seguidos de tempo nublado, volumes consideráveis de chuva, por vezes persistentes, que podem causar impactos à população”, ressaltou a meteorologista do Inmet Maitê Coutinho.

Segundo ela, as áreas de ocorrência de chuvas mais significativas serão aquelas em que a ZCAS atuar, ou seja, desde o sudoeste da Amazônia, cruzando as regiões Centro-Oeste e Sudeste do país, até o Oceano Atlântico.

“Atenção especial para o Sudeste, onde poderão ocorrer impactos à população nos próximos dias, já que a ZCAS pode atuar até a próxima segunda-feira”, completou.

Chuva e trovoadas no Norte e Nordeste

Na Região Norte, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e possíveis trovoadas isoladas, conforme Maitê.

De acordo com a profissional, na Região Nordeste, deve haver muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas nos litorais norte e leste do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco, especialmente no período da manhã. No interior da região, o tempo deverá permanecer quente, com baixa probabilidade de chuva.

Instabilidades no Sul

Já na Região Sul, entre os dias 26 e 27, áreas de instabilidade se formarão, com possibilidade de chuva isolada no Paraná e no extremo sul do Rio Grande do Sul.

No sábado (28), a tendência é de tempo firme no interior da região, com possibilidade de chuva isolada no litoral. No domingo (29), as chances de chuva diminuem, mas ainda persistem entre o litoral de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Chuva na capital paulista

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da cidade de São Paulo informa que a tendência para os próximos dias na capital paulista será de dia chuvoso a partir da madrugada desta sexta-feira (27), ocorrendo pequenos períodos de melhoria.

“O solo encharcado e a expectativa de períodos de chuva com até forte intensidade mantém o solo encharcado e as condições favoráveis para formação de alagamentos e deslizamentos de terra nas áreas de risco. Os termômetros oscilam entre a mínima de 20°C e a máxima de 24°C”, diz o CGE.

No sábado (28), o sistema frontal se afasta para os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No entanto, o solo encharcado ainda exige atenção, pois há potencial para escorregamentos. Ocorrem aberturas de sol pela manhã e a temperatura volta a subir.

À tarde, por conta do tempo abafado, há expectativa de chuva isolada e rápida com até moderada intensidade. Mínima de 20°C e máxima de 26°C.

A Defesa Civil do estado de São Paulo está alertando a população para as fortes chuvas e montou novamente o gabinete de crise para garantir ações rápidas para a população em caso de emergência causada pelas chuvas previstas para esta quinta-feira (26) e sexta-feira (27).

“Com a chegada de uma frente fria, os níveis de acumulados de chuva podem variar nas próximas horas, especialmente nas regiões do Litoral Norte, Vale do Paraíba, Litoral Sul, capital paulista, Região Metropolitana de São Paulo, Região de Campinas, Sorocaba e Bauru”, afirma a Defesa Civil.



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chave para ganho de peso em bovinos



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada



Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada
Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada – Foto: Canva

A adubação de pastagem desempenha um papel crucial na produtividade de bovinos de corte durante a recria, como apontado por Victor Graciliano em sua análise técnica. Esse processo é essencial para garantir um bom ganho de peso diário (GPD), especialmente em sistemas baseados em pasto, onde o clima e o manejo influenciam diretamente a qualidade e a oferta de forragem ao longo do ano. Sem uma nutrição vegetal adequada, mesmo os melhores programas nutricionais para bovinos podem ter resultados limitados.

Na recria, o objetivo é transformar o bezerro (180-210 kg) em boi magro (380-420 kg) em períodos que variam conforme a produtividade de cada fazenda. Sistemas extensivos podem levar até 24 meses, enquanto fazendas tecnificadas atingem essa meta em 12 meses. O GPD alcançado é influenciado pela qualidade do pasto, manejo, sanidade e suplementação. Estudos da APTA em Colina-SP demonstram que bovinos suplementados durante o período das águas apresentam GPD superior (0,513 g com suplemento mineral e 0,753 g com suplemento proteico energético), enquanto na seca esses valores caem para 0,340 g a 0,540 g, dependendo do nível de suplementação.

Outro fator determinante é o custo operacional, que precisa ser equilibrado com o desempenho dos animais. Conforme dados da Inttegra, o custo diário de R$ 3,26 por animal, somado ao ágio de R$ 0,74, exige um GPD de pelo menos 358,19 g para atingir o ponto de equilíbrio econômico. Assim, o GPD ideal não é um valor fixo, mas um parâmetro ajustado às condições e metas de cada propriedade.

Para maximizar o GPD, Victor Graciliano recomenda uma abordagem integrada, que inclui adubação de pastagem, suplementação e planejamento zootécnico alinhado às condições climáticas e econômicas. O apoio de especialistas em nutrição de ruminantes pode ser decisivo para implementar estratégias mais rentáveis e sustentáveis na recria de bovinos.

 





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boas expectativas e produtividade à vista



O plantio da soja no Rio Grande do Sul atingiu 96% da área projetada até o momento, conforme dados da Emater/RS. Na semana passada, o percentual era de 94%, e em igual período do ano passado, o índice era de 91%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 92%, o que indica que o avanço do plantio em 2024 está acima da média histórica.

Avanço lento da soja

O ritmo do plantio tem sido um pouco mais lento em algumas regiões, devido à sequência de semeadura em áreas previamente ocupadas por outras culturas, como milho e tabaco, além das áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Nessas áreas, a retirada dos bovinos ou a colheita de sementes forrageiras acontece tardiamente, o que acaba atrasando o processo de semeadura. A expectativa é que o plantio seja concluído até a primeira quinzena de janeiro, conforme as áreas forem sendo liberadas.

Desenvolvimento das lavouras

As lavouras de soja apresentam um excelente desenvolvimento, impulsionado pela alta luminosidade e pela umidade razoável do solo. Aproximadamente 96% da área cultivada encontra-se em fase vegetativa, com as plantas apresentando emissão expressiva de ramos laterais e fechamento entre as fileiras, sinais de vigor satisfatório. O estágio vegetativo precoce tem garantido um bom crescimento das plantas, o que é um indicativo positivo para as lavouras deste ano.

Início da floração e irrigação

Nas lavouras de cultivares precoces, semeadas na primeira quinzena de outubro, já é possível observar o início da floração em cerca de 4% da área cultivada. A floração é um momento crucial para o desenvolvimento da soja, pois a partir desse estágio, a demanda hídrica aumenta.

Isso tem gerado preocupações em relação à distribuição irregular das chuvas durante o mês de dezembro, especialmente nas regiões Centro e Oeste do Estado, que apresentaram baixos volumes de precipitação nas primeiras três semanas do mês.

Controle de pragas e doenças

Nas lavouras em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo, as atividades de controle de plantas daninhas e formigas estão em andamento. Muitos agricultores têm realizado as primeiras capinas químicas, especialmente nas áreas implantadas mais precocemente. Em algumas dessas áreas, foi possível observar sintomas de fitotoxicidade, um efeito colateral relacionado à aplicação de herbicidas em pós-emergência. No entanto, após o período inicial de estresse, as plantas estão retomando o crescimento normal.

Em áreas semeadas no início do período recomendado, também estão sendo realizadas aplicações preventivas de fungicidas para garantir a sanidade da cultura e proteger as plantas contra doenças que possam comprometer o desenvolvimento e a produtividade.

Projeções

A área de cultivo projetada pela Emater/RS é de 6.811.344 hectares, um número que reflete o crescimento contínuo do setor agrícola no estado. A produtividade média estimada para a safra de soja é de 3.179 kg/ha, uma expectativa que, se confirmada, representará bons resultados para os produtores gaúchos.

Apesar de alguns desafios, como a irregularidade das chuvas e o controle de pragas, as perspectivas para a soja no Rio Grande do Sul continuam otimistas. O acompanhamento contínuo das condições climáticas e o manejo adequado das lavouras serão fundamentais para garantir o sucesso da safra.

Fonte: Boletim Semanal da Emater/RS.



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Estudo desenvolve tecnologia orgânica para combate à cigarrinha


A cada ano, novos insumos químicos e biológicos buscam combater uma praga que causa grandes estragos nas lavouras de milho há cerca de 80 anos: a cigarrinha (Dalbulus maidis).

Agora, pesquisa da Ingal Agrotecnologia em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, desenvolveu um novo produto voltado ao manejo orgânico do inseto.

Composta por ácido fítico, aminoácidos e mucilagem extraídos de fontes vegetais, a tecnologia é conhecida como Organic Bloom HydroProtect.

De acordo com estudo realizado pela única empresa brasileira de pesquisa especializada em Entomologia Agrícola, a AgroRattes, realizado na safra 2023/24, o lançamento proporcionou incremento de 15,97 sacas de milho por hectare.

O resultado foi possível com cinco pulverizações de 300 mL/ha cada iniciadas no estádio fenológico V2 e com intervalo de 7 dias.

Segundo a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Ingal Agrotecnologia, Cristiane Reis, a nova tecnologia orgânica proporcionou a redução dos níveis de enfezamento em 39%, ganhos nas características agronômicas avaliadas, como maiores espessuras de colmo, de número de fileiras de grãos por espiga, de peso de espiga e de rendimento, além de não ter casado fitotoxicidade às plantas de milho.

Danos causados pela cigarrinha

A cigarrinha-do-milho é uma das principais pragas do milho na América Latina. Além de se alimentar das plantas da cultura, esse inseto pode transmitir o vírus Maize rayado fino (MRFV) e duas bactérias importantes: o Corn stunt spiroplasma (CSS) e o Maize bushy stunt phytoplasma (MBSP).

Essas bactérias causam doenças conhecidas como enfezamento-pálido e enfezamento-vermelho, que prejudicam a fisiologia e a nutrição das plantas de milho, podendo reduzir a produção de grãos em mais de 70%.

Desde 2015, os cultivos de milho no Brasil têm enfrentado perdas significativas e sistemáticas na produção devido à ocorrência dessas doenças em várias regiões. Mais recentemente, essas doenças foram relatadas nos estados do sul do Brasil.

Pesquisadores apontam, ainda, que a capacidade da cigarrinha-do-milho de explorar os recursos das plantas da cultura desde a fase inicial de desenvolvimento até a senescência, além de sua alta mobilidade e grande capacidade de dispersão fizeram com que essa espécie se espalhasse por todas as áreas cultivadas.

Sintomas dos enfezamentos no milho

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Foto: Divulgação Embrapa

Os sintomas foliares do enfezamento do milho variam bastante, conforme análises da Embrapa. No campo, plantas doentes geralmente apresentam folhas avermelhadas ou amareladas, especialmente nas margens e na parte apical, com clorose entre as veias secundárias. As margens das folhas podem secar.

No entanto, não é possível diferenciar visualmente entre os dois tipos de enfezamento do milho apenas pelos sintomas nas folhas. Outros sintomas incluem altura reduzida e perfilhamento na base da planta e nas axilas das folhas. A descoloração é causada por danos aos cloroplastos, enquanto a vermelhidão resulta da produção de antocianina em resposta ao estresse.

Pesquisas indicam que a secagem precoce das plantas no estágio de enchimento de grãos provavelmente é uma estratégia da planta para drenar fotossintatos e preencher os grãos, compensando a rápida perda de água nos tecidos. Em relação à produção, geralmente ocorrem espigas menores com grãos pequenos, esparsos e enrugados.



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Chicago sobe em meio a tempo seco na Argentina



Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram fortes ganhos nesta quinta-feira (26), com o grão e o farelo avançando, enquanto o óleo teve queda. O cenário foi impulsionado pela previsão de tempo seco na Argentina, aliada à boa demanda pela commodity dos Estados Unidos, que tem sustentado os preços nos últimos dias.

Além disso, o movimento de compras de barganha também contribuiu para a alta, especialmente no farelo de soja, que liderou os ganhos no mercado.

Em relação aos contratos, os futuros da soja para janeiro subiram 12,75 centavos, ou 1,3%, fechando a US$ 9,88 por bushel. Para março, o valor foi de US$ 9,97 1/4 por bushel, com uma leve queda de 1,63% em relação ao pregão anterior. Já o farelo de soja teve a maior alta entre os produtos, avançando 4,37%, com o preço fechando a US$ 305,70 por tonelada.

Por outro lado, o óleo de soja registrou uma leve queda, com uma redução de 0,92%, fechando a 39,47 centavos por libra-peso. O recuo nos preços do óleo pode ser atribuído a uma diminuição na demanda global, que viu uma desaceleração no uso de óleo vegetal devido a ajustes nas políticas de consumo e produção em diversos mercados, como a Ásia e a Europa.



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BNDES aprova R$ 120 milhões em capital de giro para empresa alimentícia afetada por enchentes


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (26), ter aprovado um financiamento de R$ 120 milhões para a empresa alimentícia Conservas Oderich S.A.

Os recursos serão emprestados na modalidade capital de giro, em apoio à necessidade de liquidez da companhia afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul neste ano.

Segundo o banco de fomento, o financiamento, aprovado no âmbito do Programa BNDES Emergencial, contribuirá para “ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além da retomada da atividade econômica, com manutenção dos empregos, nas unidades atingidas”.

O grupo Conservas Oderich S.A. teve sua sede afetada pelas enchentes, em São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul, assim como a fábrica de embalagens metálicas localizada no município gaúcho de Eldorado do Sul.

Sede da empresa alagada

O BNDES lembra que, em São Sebastião do Caí, a elevação recorde do nível do rio Caí alagou a sede da empresa, no centro da cidade de São Sebastião do Caí, provocando prejuízos e paralisação das atividades.

Em Eldorado do Sul, houve transbordamento dos rios Jacuí e Guaíba, paralisando a fábrica de embalagens metálicas por cerca de 14 dias, sem possibilidade de acesso nem energia elétrica nas instalações.

“Os recursos aportados pelo BNDES proporcionarão para a Oderich a recuperação acelerada das suas atividades e o atendimento dos seus clientes no Brasil e exterior. Permitirá o aumento de empregos e renda nas regiões de São Sebastião do Caí e Eldorado do Sul”, afirmou o diretor-presidente, Marcos O. Oderich, em nota distribuída pelo banco de fomento.

Recursos ao Rio Grande do Sul

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Foto: Lauri Alves/Secom-RS

As ações emergenciais do BNDES em socorro ao Rio Grande do Sul após as fortes chuvas já mobilizaram R$ 25,7 bilhões desde junho deste ano.

Os recursos alcançaram 464 municípios gaúchos, em 8.568 operações de crédito, 5 mil operações de garantia e suspensão de pagamentos em 72 mil contratos.

“O BNDES está contribuindo para a continuidade da trajetória de produtividade e crescimento de importantes empresas do Rio Grande do Sul. A oferta de crédito é uma das prioridades do governo do presidente Lula para garantir empregos e acelerar o enfrentamento às consequências socioeconômicas dos eventos climáticos extremos no estado”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, na nota.

O programa BNDES Emergencial já aprovou cerca de R$ 17,17 bilhões em crédito para empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelos temporais de maio.

“A maior parte dos recursos, R$ 11,8 bilhões (69% do total), foi destinada a micro, pequenas e médias empresas em 8.190 operações. Os R$ 5,4 bilhões restantes foram acessados por empresas de grande porte em 378 operações”, contabilizou o banco.

A empresa

A empresa Conservas Oderich S/A, fundada em 1908, é voltada para a industrialização de produtos alimentícios, com cerca de 2.050 colaboradores.

“A produção inclui produtos em conserva, enlatados, congelados e embalados em bisnagas, vidros e bombonas, num portifólio com mais de 200 linhas de produtos. Opera com cinco unidades, três delas no do Rio Grande do Sul e duas em Goiás”, relatou o BNDES.



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Edição genética melhora condições do tomate



A estratégia foi testada com arroz e tomate



O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN
O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN – Foto: Pixabay

Cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências, sob a liderança do professor Xu Cao, publicaram um estudo inovador na revista Cell em 13 de dezembro, que propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de culturas mais resistentes ao estresse térmico. A pesquisa foca em uma técnica de edição genética chamada CROCS (Climate-Resilient Optimized Carbon Allocation Strategy), que tem como objetivo melhorar o rendimento e a qualidade das culturas sob condições climáticas extremas, como altas temperaturas.  

O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN, que regula a relação fonte-dreno nas plantas, ou seja, o equilíbrio entre a produção e o armazenamento de energia. Este gene é essencial para o transporte de carboidratos, como a sacarose, das folhas para os órgãos que necessitam dessa energia, como frutas e sementes. Sob condições de estresse térmico, o gene CWIN é suprimido, comprometendo esse equilíbrio e resultando em menor produção e qualidade dos frutos. Para contornar isso, os cientistas introduziram elementos reguladores sensíveis ao calor nos promotores do gene CWIN, aumentando sua atividade em temperaturas elevadas.  

A estratégia foi testada com arroz e tomate. Nos experimentos realizados em condições normais, o rendimento de tomate aumentou entre 14% e 47%, enquanto o arroz apresentou um aumento de 7% a 13%. Em situações de estresse térmico, o CROCS foi ainda mais eficaz: no tomate, a produção de frutos aumentou de 26% a 33%, enquanto o arroz teve uma recuperação de até 41% nas perdas causadas pelo calor. Além disso, a qualidade dos frutos melhorou significativamente, com aumento na uniformidade e no teor de açúcar.  

Essa abordagem, que também está sendo testada em outras culturas como soja, milho e trigo, é vista como uma ferramenta promissora para a criação rápida de cultivos climaticamente inteligentes. A pesquisa não apenas oferece uma solução potencial para aumentar a produtividade agrícola em face das mudanças climáticas, mas também abre caminho para um melhor entendimento das respostas das plantas ao estresse térmico, com grande impacto na segurança alimentar global.

 





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Produção de açúcar e etanol cresce em duas regiões mesmo com clima desfavorável



Com aproximadamente 59% da safra canavieira 2024/25 já realizada nas regiões Norte e Nordeste, o processamento de cana atingiu 35,86 milhões de toneladas, 2,2% superior ao total em igual período do ciclo passado.

De acordo com a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a atual temporada agrícola, marcada pela ausência de chuvas regulares, chegará ao final com uma moagem menor do que a prevista.

Contudo, a concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana, matéria-prima transformada em açúcar e biocombustível, será maior.

“A pluviosidade irregular observada, pelo menos até este mês de dezembro, deverá diminuir a moagem total de cana em torno de um milhão de toneladas em relação ao volume projetado até o final desta safra, inicialmente estimado em 63 milhões de toneladas. Em compensação, a seca elevou o ATR, a riqueza da cana”, diz o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.

No entato, ele acrescenta que os níveis de sacarose extraídos da planta devem crescer em média entre 8 e 12 kgs/tonelada somente na região Nordeste.

Por conta disso, a safra será um pouco menor, mas com a fabricação de produtos finais em maior volume do que no ciclo 2023/24. A irregularidade das chuvas pode também incidir de forma mais acentuada no potencial de moagem da safra 2025/26.

Produção de etanol

Dados da entidade, que reúne 35 usinas de processamento de cana em 11 estados brasileiros, revelam que a fabricação do etanol hidratado, disponível nas bombas para abastecer veículos flex, aumentou 27,9% atingindo 933,5 milhões de litros, contra 729,7 milhões de litros produzidos na safra passada.

No mesmo período, a produção açucareira foi de 2,18 milhões de toneladas, superando em 18,2% os 1,84 milhão de toneladas no final de 2024. O Nordeste deve continuar a exportar cerca de 62% de sua produção de açúcar, principalmente pelos portos de Maceió, Alagoas; Recife e Suape, ambos em Pernambuco; em menor escala em João Pessoa, Paraíba; e por Natal, Rio Grande do Norte.

Na produção de etanol anidro, que é misturado à gasolina, houve queda de 25,9% em comparação à safra anterior. Segundo Cunha, no acumulado da safra 2024/25, contabiliza-se 561,2 milhões de litros, em comparação com os 756,8 milhões de litros fabricados no período 2023/24.

“Esta queda reflete a imprevisibilidade das políticas de competitividade e precificação dos combustíveis no Brasil. Em um país que tem o potencial para liderar a transição energética global, cujas premissas básicas demandam soluções sustentáveis para o setor de transporte, é preocupante a falta de regras que garantam maior competitividade ao etanol de cana, de origem renovável”, ressalta.

A produção total de etanol (anidro e hidratado) atingiu 1,49 bilhão de litros contra 1,48 bilhão fabricados no ciclo agrícola 2023/24, aumento de 0,5%.

O estoque físico do etanol hidratado avançou 51,03%, com 261,8 milhões de litros ante 173,3 milhões de litros armazenados na moagem passada.

Na soma total, contabilizando-se o anidro e o hidratado, o estoque cresceu 2,20%, totalizando 458,6 milhões de litros em comparação com os 448,7 milhões de litros da temporada 2023/24.

A produção de cana por estado atingiu os seguintes patamares (até 30 de novembro):

  • Amazonas: 0,36 mi/t
  • Maranhão: 2,14 mi/t
  • Pará: 1,24 mi/t
  • Piauí: 1,13 mi/t
  • Tocantins: 2,25 mi/t
  • Alagoas: 9,10 mi/t
  • Pernambuco: 7,58 mi/t
  • Bahia: 4,41 mi/t
  • Paraíba: 4,33 mi/t
  • Rio Grande do Norte: 2,14 mi/t
  • Sergipe: 1,19 mi/t

Total: 35,87 milhões de toneladas de cana.



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Governo lança passaporte eletrônico para exportação de produtos vegetais



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou hoje (26) a portaria nº 749/2024, que institui o Sistema de Certificação Sanitária e-Phyto para produtos de origem vegetal. O sistema, válido a partir de 13 de janeiro de 2025, funciona como um “passaporte da mercadoria”, modernizando e agilizando o comércio internacional de produtos vegetais.

O e-Phyto é destinado a produtos com requisitos simplificados, sem necessidade de declaração adicional ou tratamento fitossanitário prévio. A certificação é feita pelo Portal Único Siscomex, que integra os dados do exportador à interface do Mapa, permitindo a fiscalização eletrônica pelos auditores fiscais.

O sistema é aceito por países que utilizam o modelo eletrônico. Para os demais, é possível consultar a autenticidade do documento e baixar uma versão em PDF com QR Code e assinatura digital. Certificados físicos só serão emitidos em casos excepcionais, devidamente justificados.

Mais informações sobre o e-Phyto acesse: www.ephytoexchange.org/landing



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