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O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que chuvas intensas continuam a impactar partes do sudeste asiático, particularmente as regiões orientais das Filipinas, Malásia e Indonésia. Apesar das condições adversas, a produção agrícola na região mantém expectativas positivas.
No leste das Filipinas, fortes fluxos de vento do leste trouxeram chuvas abundantes, especialmente nas regiões de Luzon e Mindanao, onde os volumes superaram os 150 mm. As inundações submergiram algumas plantações de arroz ainda nos estágios iniciais de desenvolvimento, porém, segundo o USDA, não houve relatos de danos generalizados à produção.
No sul do sudeste asiático, incluindo Malásia e Indonésia, as chuvas permaneceram dentro dos padrões sazonais, marcando um alívio após as inundações severas registradas nas semanas anteriores. Essa redução na intensidade das chuvas possibilitou a retomada parcial da colheita de óleo de palma, minimizando perdas adicionais nos rendimentos.
Na ilha de Java, na Indonésia, o clima úmido característico da estação chuvosa garantiu umidade suficiente para o desenvolvimento vegetativo das plantações de arroz. As condições atuais são favoráveis para a continuidade da produção, sustentando a expectativa de uma colheita estável.
Mergulhadores da Marinha e do Corpo de Bombeiros retomaram, na manhã deste sábado (28), a busca por desaparecidos após a queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA).
O trabalho foi suspenso na sexta (27) devido ao risco de desabamento do que sobrou da estrutura da ponte, que caiu no último domingo (22).
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que, após a chegada e instalação de equipamentos de precisão, verificou-se estabilidade na estrutura existente, permitindo a retomada dos trabalhos de busca. “Ressaltamos que o monitoramento da estrutura está sendo feito de forma contínua”, afirmou a autarquia.
As ações estão sendo feitas por equipes de mergulho em uma profundidade que varia de 20 a 60 metros.
A Petrobras e a Transpetro disponibilizaram um robô e equipes técnicas para ajudar nas buscas por vítimas da tragédia.
Novos equipamentos da Marinha também chegaram nesta sexta-feira (27), entre os quais, uma câmara hiperbárica e o regulador de mergulho independente, que tem o suprimento de ar feito por mangueiras que chegam à superfície. Com isso vai ser possível realizar o trabalho por um período maior.
São nove os mortos e oito os desaparecidos com o colapso da ponte. Uma pessoa foi resgatada com vida.
Hoje, a Marinha corrigiu o número de mortes, informando que, após a identificação do corpo encontrado no final do dia de ontem (27), foi concluído que se tratava de uma das pessoas desaparecidas após a queda da ponte.
Na quinta-feira (26), os mergulhadores localizaram os caminhões que transportavam defensivos agrícolas e ácido sulfúrico a uma profundidade de cerca de 35 metros no Rio Tocantins.
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu um parecer técnico de que não há risco de contaminação da água e informou que testes continuarão sendo realizados.
O Dnit informou que uma força-tarefa se encontra na região em apoio à população, com a contratação de balsas para a travessia do rio, e no trabalho de apuração das causas da queda da estrutura. O governo federal destinará mais de R$ 100 milhões para as obras de recuperação e retirada dos escombros.
Em estudo desenvolvido no município de Marianópolis, no Tocantins, foi observado que o cultivo intercalar de milho, antes da colheita da soja, aumenta a produtividade e reduz os riscos da segunda safra tardia. Essa foi uma das reportagens mais lidas do Canal Rural nesta semana.
Chamada de Antecipe, a técnica desenvolvida pela Embrapa promoveu aumento do número de espigas e da produtividade de grãos de milho em 287%, comparado ao plantio convencional desse cereal pós-soja.
Com a tecnologia, os pesquisadores registraram a média de 3.062 quilos por hectare nos experimentos.
O estudo comparou três sistemas de cultivo: intercalar do milho antes da colheita da soja (o Antecipe), a semeadura do milho após a colheita da soja e um terceiro sistema denominado “padrão do produtor”, em que o milho foi semeado após a colheita da soja no mesmo dia do Antecipe.
A pesquisa foi executada em parceria por três Unidades da empresa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP).
“O Antecipe é uma tecnologia com potencial de aumentar a produção de milho na segunda safra no Tocantins, respeitando a janela de recomendação para o milho safrinha no estado”, declara o agrônomo da Embrapa Francelino Peteno de Camargo, responsável pelo experimento no estado.
Antecipe é sucesso em oito estados
O Tocantins é um dos oito estados em que o Antecipe gerou bons resultados. “O sistema foi validado em várias regiões do país que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão”, relata o pesquisador Décio Karam, líder do projeto.
Ele conta que os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho como na colheita da soja. Em Goiás, por exemplo, ocorreram os resultados expressivos na segunda safra de 2021. Em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), o Antecipe entregou 66 sacas de milho por hectare. Na semeadura tradicional, com o milho semeado após a colheita da soja, a produtividade foi de 28 sacas por hectare.
Como funciona o sistema?
Foto: Guilherme Viana/ Embrapa
Essa técnica permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a fase de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6.
Assim, o milho é cortado durante o processo de colheita da soja, reduzindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento encontra-se abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos.
Porém, essa desfolha deve ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizada após esse período, há perda de produtividade.
Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono.
Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos significativos de produtividade e rentabilidade.
De acordo com Karam, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais.
Cultivares de soja de ciclo longo
Em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho.
Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.
O pesquisador Emerson Borghi explica que os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja, antes de sua colheita, permitem semear a segunda cultura, que pode ser de milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade.
A colheita da soja é feita sem causar danos às plantas dessas culturas.
“Desse modo, com melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos em que o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área”, exemplifica Borghi.
Ele ainda ressalta o impacto ambiental da tecnologia: “tudo isso feito em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil ainda mais na vanguarda da produção sustentável de alimentos para o mundo”.
A história do Antecipe
Lançado em 2020, o pacote tecnológico Antecipe apresenta uma abordagem inovadora para a produção de grãos. Desenvolvido pela Embrapa, o sistema combina um método inédito de cultivo, uma semeadora-adubadora, que já conta com pedido de patente pela Embrapa, e comercializada em parceria com a empresa Jumil.
A técnica consiste em semear o milho nas entrelinhas da soja. Para isso, a lavoura deve estar no estádio fenológico R6 pois, antes disso, o milho não se desenvolve pelo sombreamento causado pela soja.
Durante a colheita da soja, sem a necessidade de adaptações no maquinário, o equipamento corta simultaneamente as plantas das duas culturas, reduzindo a parte aérea do milho.
Mesmo com a passagem pela colhedora reduzindo a área foliar e os pneus da máquina amassando algumas plantas, o ponto de crescimento do milho não é afetado e, assim, a planta continua seu desenvolvimento.
Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia alertam para o estádio fenológico que o milho deve estar nesse momento, o que não pode ocorrer após a emissão da sexta folha com bainha visível (conhecido como estádio fenológico V6).
O plantio intercalar antecipado oferece vantagens estratégicas, garantindo um ganho de até 20 dias no ciclo de cultivo e permitindo que o milho se beneficie de condições climáticas mais favoráveis, otimizando a produtividade, quando comparado ao plantio do milho fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Para a sua efetividade, o Antecipe tem que ser programado com antecedência, iniciando antes da semeadura da cultura de verão, segundo ressalta Borghi.
“Ele também depende da semeadora-adubadora específica, que pode ser utilizada para a semeadura de todas as culturas, independentemente da época do ano. Suas configurações atendem produtores de diferentes proporções, para diferentes finalidades, tornando essa tecnologia acessível a todos”, declara o pesquisador.
O pavilhão da Agricultura Familiar se consolidou como um marco das grandes feiras agropecuárias do Rio Grande do Sul.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Rural, em 2024, 3.967 agroindústrias estão registradas no Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), 88 a mais do que no ano passado.
“No ano que vem, vamos mais que dobrar essa intenção de apoiar a agroindústria familiar. Queremos atingir o máximo de propriedades, estimulando agricultores impactados por eventos climáticos, jovens, mulheres, praticas sustentáveis e iniciativas de agroindustrialização e agregar valor naquilo que produzimos”, diz o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Vilson Covatti.
Os produtos expostos nos pavilhões das feiras são, geralmente, feitos de forma artesanal e, por vezes, usam frutas, legumes e recursos disponíveis na propriedade do pequeno produtor. Além de tudo, esse tipo de atividade envolve e mantém o jovem no campo.
Esse é o caso da Raquel Pellegrini, que saiu do meio rural, estudou e voltou para conduzir, junto com os pais, uma agroindústria em Paraí, na Serra gaúcha, especializada na confecção de geleias, molhos e outros itens.
“A gente vê muitos jovens que estão pegando gosto pelas agroindústrias, por tocar os negócios. Também as mulheres à frente dos negócios. As agroindústrias estão cada vez mais profissionais, com produtos melhores”, diz Raquel.
Faturamento da agroindústria familiar
O resultado de todo esse esforço está no faturamento. Somente com feiras e eventos, o setor contabilizou R$ 26,4 milhões ao longo de 2024, receita 10% superior ao atingido em 2023, quando as agroindústrias atingiram R$ 23,9 milhões em negócios.
Na Expointer 2024, por exemplo, o pavilhão da Agricultura Familiar celebrou 25 anos e um recorde de quase R$ 11 milhões em faturamento.
“Para as agroindústrias foi um ano dificil. Nós tivemos as enchentes, dificuldade de transporte, mercado mais restrito porque não tínhamos nem como transportar os produtos. Muitas foram afetadas pela enchente, mas se reergueram”, ressaltou o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva.
Ivandro Remus, dono de uma agroindústria que costuma estar presente em feiras, acredita que as pessoas procuram cada vez mais produtos de qualidade e, mais do que isso, querem saber quem os produz. “Ser agricultor familiar é muito bom nesse momento que aconteceram tantas coisas. A gente recebe mais apoio ainda por ser da agricultura familiar”.
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De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita de pêssegos na região administrativa da Emater/RS-Ascar segue em ritmo acelerado, com destaque para a cultivar Eldorado, cuja safra está próxima do encerramento. Em algumas localidades, como Piratini, a colheita pode se estender por mais alguns dias devido à maturação tardia.
Apesar do avanço, produtores enfrentam desafios relacionados ao clima. As condições de alta umidade e baixa insolação durante o período de floração favoreceram o surgimento de podridão-parda, uma das principais doenças fúngicas da cultura. Essa situação impactou especialmente os frutos de cultivares tardias, reduzindo o calibre e antecipando a colheita.
Durante reunião do programa Sistema de Alerta para a Mosca-das-Frutas, técnicos recomendaram ações de limpeza nos pomares. Entre as orientações, destacam-se:
Poda verde e remoção de frutos mumificados para reduzir fontes de inóculo da doença.
Controle preventivo contra ferrugem e ácaros para evitar a queda precoce de folhas, período em que as plantas armazenam reservas para a próxima safra.
Pelotas – A colheita dos pêssegos de maior expressão já se aproxima do fim. Produtores seguem atentos à sanidade dos pomares para minimizar perdas.
Passo Fundo – Aproximadamente 65% dos pomares de variedades precoces já foram colhidos, apresentando boa sanidade. Os preços variam entre R$ 3,50 e R$ 4,00/kg, dependendo da qualidade.
Soledade – A colheita das variedades semitardias está em andamento. Os produtores mantêm o manejo de pragas e doenças, com preços oscilando entre R$ 4,00 e R$ 4,50/kg.
O setor de suinocultura no Paraná apresenta perspectivas positivas para 2025, com especialistas prevendo crescimento sustentável tanto na produção quanto nas exportações.
O estado, que conta com cerca de 7 mil propriedades comerciais dedicadas à atividade, responde atualmente por 21% da produção nacional de carne suína, ocupando a vice-liderança no ranking brasileiro, atrás de Santa Catarina (29%).
Crescimento com cautela
A recuperação do setor iniciada em 2024 deve impulsionar a expansão de granjas e plantéis. No entanto, o crescimento previsto para 2025 ocorre de forma cautelosa, considerando a dependência do setor em relação aos custos de insumos alimentares, como milho e soja. Problemas climáticos afetaram a safrinha de milho, impactando a oferta e elevando os preços.
Especialistas apontam que o primeiro semestre de 2025 deve ser mais favorável para os produtores, com um mercado aquecido.
No segundo semestre, porém, a cautela deve predominar devido à incerteza das safras.
Exportações impulsionam o mercado
O mercado internacional continua sendo um dos principais motores para a suinocultura paranaense. Destinos como China, Hong Kong e outros países asiáticos mantêm uma demanda robusta pela proteína, mesmo com a recuperação interna chinesa em andamento.
As exportações da carne suína paranaense devem crescer entre 1,5% e 2% em 2025, com o setor cooperativista desempenhando um papel fundamental para ajustar a oferta ao mercado doméstico e internacional.
Benefícios da febre aftosa sem vacinação
Outro fator positivo é o reconhecimento do Paraná como estado livre de febre aftosa sem vacinação, o que abre novas oportunidades no mercado internacional.
O Peru já iniciou importações de carne suína paranaense, e outros mercados podem ser conquistados nos próximos anos.
Integração e estabilidade no setor
Cerca de 60% dos suinocultores paranaenses operam no modelo de produção integrada, o que proporciona maior estabilidade ao setor. A internacionalização das vendas reduz as oscilações de preços comuns no mercado interno, trazendo previsibilidade e segurança para os produtores.
Com a demanda externa em alta e a competitividade crescente no mercado global, o Paraná projeta um crescimento moderado, mas consistente, consolidando sua posição como um dos principais estados na produção de carne suína no Brasil.
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A safra de soja 2024/25 projeta um aumento na produção em Santa Catarina, conforme aponta o Boletim Agropecuário de dezembro, divulgado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) e pelo Observatório Agro Catarinense.
Os dados indicam um avanço de 2,09% na área plantada, totalizando 768,6 mil hectares. Já a produtividade média deve crescer 8,56%, alcançando 3.743 kg/ha. Com isso, estima-se um crescimento de 10,8% na produção total, chegando a cerca de 2,87 milhões de toneladas na primeira safra.
Em novembro, os preços da soja no mercado catarinense apresentaram alta de 2,4% em relação ao mês anterior. Contudo, os primeiros dias de dezembro já registraram uma leve queda de 0,5% nos preços médios.
A pressão sobre as cotações está ligada à revisão na estimativa de produção mundial feita pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A projeção atual para 2024/25 é de 427,1 milhões de toneladas (MT), um aumento expressivo em relação às 394,8 MT da safra anterior. O Brasil também contribui para essa elevação, com expectativa de colheita de 166,2 milhões de toneladas, volume 12,5% superior à safra passada.
A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Embrapa Cerrados, está oferecendo um curso a distância com três módulos voltados à produção integrada agropecuária.
O conteúdo abrange desde introdução ao sistema até práticas culturais específicas para a produção integrada de maracujá. O curso é gratuito e aberto a produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais com diploma superior.
Produção integrada: sistema rentável e sustentável
A produção integrada agropecuária oferece produtos seguros, com origem rastreável e em conformidade com boas práticas agrícolas.
O sistema também contribui para a sustentabilidade, reduz custos de produção e aumenta a rentabilidade para os produtores, informa a Embrapa.
Como funciona o curso
Os módulos são autoinstrucionais, sem acompanhamento de tutores, e podem ser realizados no horário que o aluno preferir. A carga horária varia de 20 a 60 horas, e os módulos devem ser realizados em sequência. Para acessar o terceiro módulo, é necessário concluir os dois anteriores.
Os participantes precisam ter conhecimentos básicos de informática e acesso à internet. Ao final, os alunos que obtiverem aproveitamento de 70% ou mais nas avaliações receberão um certificado digital emitido pela UFV e Embrapa.
Detalhes dos módulos
Módulo 1 – Introdução à Produção Integrada (20 horas) Apresenta conceitos, princípios e procedimentos para a adoção da Produção Integrada, abordando temas como o marco legal da produção de frutas e o papel do Inmetro na avaliação de conformidade.
Módulo 2 – Gestão e Planejamento da Empresa Rural (60 horas) Explora segurança alimentar, rastreabilidade, gestão ambiental e comercialização, além de questões como aplicação e armazenamento de agrotóxicos, saúde do trabalhador e organização de produtores.
Módulo 3 – Práticas Culturais na Produção Integrada de Maracujá (40 horas) Foca no manejo agroecológico da cultura do maracujá, incluindo nutrição, práticas culturais, análise de resíduos, rastreabilidade e certificação.
Inscrições abertas
As inscrições estão disponíveis na plataforma e-Campo da Embrapa e no portal EAD da UFV. O curso é uma oportunidade para quem busca aprimorar conhecimentos em práticas agrícolas sustentáveis e gestão rural.
Entre os produtos do agro que mais registraram valorização ao longo de 2024, o abacate aparece disparado, com alta de 188,8%, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em seguida, no ranking, aparecem:
Laranja pera: 53,2%
Café moído: 34,7%
Óleo de soja: 31,6%
Acém: 24,2%
Segundo o pesquisador da FGV Agro Felippe Serigati, a disparada que quase triplicou o preço do abacate se explica pela quebra de safra e a oferta mais rígida.
“Por mais que essa alta seja desconfortável a um pequeno grupo, não é uma preocupação para o índice [IPCA-15, prévia da inflação] como um todo. Já em relação aos demais produtos [a questão] é diferente porque são muito mais consumidos e têm um peso maior dentro do IPCA”.
O especialista lembra dos problemas nos pomares de laranja em São Paulo, principal estado produtor, como as temperaturas acima da média, a escassez hídrica e os incêndios florestais, fatores que deixaram as frutas menores e com menos suco.
“O café também chama a atenção porque teve uma alta forte em dólares, quebra da produção do Sudeste Asiático, a produção brasileira ficou abaixo da expectativa e também houve problemas na florada devido a questões climáticas”.
Serigati também ressalta a alta inflacionária do óleo de soja, operando em todo o mundo com preços bastante pressionados, o que se estende a todos os óleos vegetais por questões geopolíticas e de quebra de safra.
O pesquisador da FGV Agro enxerga uma possível queda nos preços de todos os produtos listados acima, exceto do acém, o corte bovino mais popular e que compete com a proteína do frango.
“Estamos vendo ventos mais fortes de reversão do ciclo pecuário, ou seja, uma tendência de reter fêmeas para produção de bezerros, reduzindo a produção, a quantidade ofertada de carne, cujo preço deve permanecer pressionado ao longo de 2025”.
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Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (26), a colheita do feijão 1ª safra no Rio Grande do Sul avança com bons resultados. As lavouras semeadas no início do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) já estão em estágio avançado de colheita e apresentam produtividade média de 1.500 kg/ha, dentro das expectativas para o ciclo agrícola atual.
Essas áreas iniciais representam cerca de 60% do total cultivado na primeira safra do Estado. As demais lavouras, localizadas nos Campos de Cima da Serra, foram semeadas de forma mais tardia e ainda estão em fase de plantio ou desenvolvimento.
Para a safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima um aumento na produtividade média, que deve atingir 1.864 kg/ha, resultado superior ao atual ciclo. A área total prevista para cultivo é de 28.896 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul como um importante produtor do grão.