sábado, julho 11, 2026

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Safra 2024/25 de grãos poderá ser melhor no Matopiba


No próximo ano que bate na porta, na Bahia, a expectativa é que a soja e algodão, por exemplo, tenham uma área maior plantada na safra 2024/25. É o que projetam as instituições do setor. Com o início do ciclo bem diferente do passado, com boa incidência de chuvas, a perspectiva para esse futuro não tão distante é positiva.

Além disso, a região do Matopiba deve ter novos empreendimentos, como a implantação de uma biorrefinaria e um novo frigorífico.

Como exemplo desse crescimento de área, a Fazenda Morro Branco, de 1857, com mais de 20 mil hectares, está mudando o foco pela primeira vez e e iniciou o cultivo de soja.

A recuperação do solo após décadas criando gado foi essencial para a nova lavoura germinar.

De acordo com Pedro Tourato, consultor técnico de vendas de insumos agrícolas de uma empresa da região, explica que para viabilizar o plantio em uma área degradada, técnicas específicas como manejo químico e a palhada foram implementados.

mãos segurando planta, solo, plantio, soja, soja, agricultor, produtor ruralmãos segurando planta, solo, plantio, soja, soja, agricultor, produtor rural
Imagem: Guilherme Soares/ Canal Rural Bahia

“Fizemos a dessecação dessa área com um manejo químico para que a gente consiga degradar a pastagem e deixar a palhada como ela está no momento, para que a gente pudesse entrar com o plantio de soja e pensando no grande ponto de conservação de palhada, pois nós estamos num solo muito leve.”, disse Tourato.

Ele também ressalta a importância da palhada para o sucesso do plantio: “Se a gente não tiver palhada, vamos sofrer com o veranico que a gente já estamos prevendo com os meteorologistas, recebendo aí que a partir de 15 de janeiro a fevereiro a gente tenha esse veranico”, explica.

A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foi de um crescimento de área no Brasil de 8,3% na safra de grãos na temporada 2024/2025. 

O método atodado na fazenda localizada no munícipio de Novo Jardim, no Tocantins, na divisa com a Bahia, é o sistema Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Marcelo Morita, consultor de solo e nutrição de plantas, também acompanha o experimento da primeira safra de soja da fazenda.

“Nesse sistema, por exemplo, além dos grãos, nós cultivamos a braquiária como se fosse uma cultura também, porque logo em seguida entra o gado, aonde ele é manejado pra pastejar até uma certa altura desse capim, porque a gente precisa dessa palha também. Posteriormente ele é tirado e a gente maneja essa palha com dessecação pra novamente voltar o grão”, conta.

De acordo com o administrador da fazenda, Marcelo Prado, o objetivo é implementar um sistema de irrigação com pivô: “Vamos fazer 3 anos de lavoura e um ano pecuária para fazer a rotação de culturas com o gado”, ressalta Prado.

Perspectivas

De acordo com o último levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, a soja deve ocupar na safra 2024/25 no Matopiba uma área de 5.943.834 hectares.

área planta soja safra 2024/25, projeção ibgeárea planta soja safra 2024/25, projeção ibge
Arte: Reprodução/ Canal Rural

Na área total ocupada pelos grãos, que correspondem a cereais, leguminosas e oleaginosas, os dados do IBGE projetam uma área que pode chegar no Matopiba a 9.551.343 hectares e uma produção de 32.202.131 t.

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Arte: Reprodução/ Canal Rural

Especificamente para o algodão, a expectativa para a safra 2024/25 é de um aumento de 10% em área plantada na Bahia, com 379.974 ha e 729.095 toneladas em pluma.

Destaque também para o Piauí com crescimento de 47,1% com 35.100 hectares, de acordo com último levantamento da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.

Fatores externos

Além do clima, fatores externos poderão influenciar as commodities brasileiras em 2025, como por exemplo, as possíveis reações com a volta do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.

A espcialista de inteligência de mercado, Ana Luiza Lodi, afirma que alguns sinais de Trump têm trazido preocupações no mercado de commodities agrícolas.

“Ele está muito focado em falar em tarifas, em taxar produtos importados, o que pode resultar em retaliação por outros países, então, a preocupação, principalmente no caso da soja, é a possibilidade de se repetir o que aconteceu no primeiro mandato dele, em que a China taxou a soja norte amerciana em 25%, então a procura pela soja dos Estados Unidos caiu. o preço da soja dos estados dos estados unidos caiu, mas por outro lado é a busca por soja brasileira foi reforçada”, explica.

Para a analista, o Brasil e os países sul-americanos estão num momento confortável, mas que também exigirá cautela.

No ano que vem falando é de mercado de soja atual, a gente está realmente numa situação de um balanço de oferta e demanda muito confortável e é isso que tem aí impedido altas mais consistentes do preço da soja, porque a gente teve uma safra boa nos Estados Unidos, aqui no Brasil caminhando tudo bem, na Argentina também, por isso, a gente não tem nenhuma ameaça de faltar soja, mas com certeza, dependendo do que das medidas que Trump tomar, pode mudar um pouco o cenário, principalmente pra soja.”, ressalta Lodi.

Reflexos na pecuária

E se os grãos vão bem nas lavouras e no mercado, o reflexo disso também é sentido na pecuária.

Como consequência, o preço dos insumos para alimentação dos animais fica mais atrativo. Raineire Ortiz, pecuarista de Luís Eduardo Magalhães (BA), espera que em 2025, os insumos estejammais baratos.

“Nesse ano (2024) já tivemos aí um período de chuva maior comparando com o ano passado, então isso aí ajuda muito a gente a aumentar a produtividade da região, para asism também a a gente conseguir ter um acesso a um insumo mais barato para o confinamento. Em termo de volumes vai ser maior do que consequentemente, no ano passado, então isso aí ajuda muito a gente”, disse.

Sócio do Raineire na criação do gado, o produtor de grãos, Jaime Cappelesso,
está otimista com 2025.

Projetos como um novo frigorífico para exportação de carne bovina e uma biorrefinaria em Luís Eduardo Magalhães devem favorecer os produtores e o crescimento da região nos próximos anos.

Segundo ele, a Captar Agrobusiness, a maior empresa de confinamento do Nordeste, está convidando pecuaristas para atenderem a demanda do frigorífico.

“Eles têm um frigorífico liberado para 50 mil bois/ano. Será a primeira planta de exportação da Bahia. Quando você exporta, o preço é diferente, o preço é melhor, então isso vai animar e de derepente a gente até agrega um maior maior volume de animais. Eles vão produzir a metade da necessidade e estão em busca de gente para produzir ou ou complementar. Documentação está rolando. Parece deve ser inaugurado em 3 anos. Então nós vamos ter duas coisas boas aqui, o frigorífico e a biorrefinaria que vai produzir álcool com sorgo e milho, e o subproduto do do disso aí serve para alimentação animal. Isso vai ser ótimo também para pecuária”, conta Cappelesso.

Imagem aérea da Captar Agrobusiness, empresa, Ministério Público da Bahia, MP-BA, Luís Eduardo Magalhães, Rio de Pedras, meio ambienteImagem aérea da Captar Agrobusiness, empresa, Ministério Público da Bahia, MP-BA, Luís Eduardo Magalhães, Rio de Pedras, meio ambiente
Imagem aérea da Captar Agrobusiness em Luís Eduardo Magalhães (BA) | Foto: Marca Comunicação

De acordo com Almir Moraes, gestor da Captar, a empresa está em negociação com o Governo da Bahia para a implantação de um frigorífico exportador de 1.500 gados por dia na região Oeste da Bahia.

“Em 300 dias úteis nós vamos abater 450 mil bois. A Captar pretende fazer 260 mil bois no ano, dobrando a capacidade estática hoje, que é de 65 mil para 120.000 e com isso, a gente vai precisar ter animais de qualidade para exportação”, detalha Moraes que também ressaltou que é preciso integrar a agropecuária e buscar melhoramentos genéticos de animais.


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AgroNewsPolítica & Agro

Redução de roubos e furtos de veículos pesados em São Paulo



Os dados destacam a necessidade de atenção contínua



Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta
Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta – Foto: Pixabay

O estado de São Paulo registrou uma redução de 14,3% nas ocorrências de roubos e furtos de caminhões, reboques e semirreboques entre janeiro e outubro de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Segundo o Boletim Tracker-FECAP, os números caíram de 2.368 para 2.030 registros, apontando avanços em segurança pública e logística.  

De acordo com Erivaldo Vieira, pesquisador da FECAP, a redução reflete o fortalecimento das operações policiais e melhorias nos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos. Enquanto os roubos (art. 157) tiveram uma queda expressiva de 20,9%, passando de 1.740 para 1.377 registros, os furtos (art. 155) cresceram 4%, alcançando 653 casos em 2024. Este aumento foi mais acentuado nos meses de agosto (+111%) e setembro (+18,4%), sugerindo mudanças no comportamento dos criminosos.  

Entre os tipos de veículos, os caminhões apresentaram a maior redução absoluta, de 1.100 ocorrências para 923 (-16,1%). Já os caminhões-tratores e reboques também registraram quedas de 8,6% e 21,7%, respectivamente. Em contrapartida, os semirreboques tiveram uma redução menos consistente, com aumentos pontuais em meses como março (+10,3%).  

Os dados destacam a necessidade de atenção contínua, especialmente em relação ao aumento de furtos e variações sazonais que afetam a segurança no setor de transporte de cargas. “Percebe-se uma melhoria na eficiência dos sistemas de rastreamento e recuperação de veículos, possivelmente devido à implementação de novas tecnologias e à maior coordenação entre as forças de segurança”, comenta ele. 





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Vale-pedágio para caminhoneiros inicia transição para tags a partir de 1º de janeiro



A partir do dia 1º de janeiro de 2025 o Vale-Pedágio obrigatório, modalidade voltada para transportadores de cargas, iniciará a transição para se tornar exclusivo apenas na modalidade eletrônica, com o uso de TAGs.

Dessa forma, os modelos operacionais atuais, cartão e cupom, serão descontinuados da seguinte forma:

  • Cartão: será aceito até dia 31 de dezembro de 2024.
  • Cupom: será aceito até 31 de janeiro de 2025.

A nova regra foi estabelecida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), por meio da Resolução nº 6.024, de 3 de agosto de 2024.

Segundo a ANTT, a mudança busca aumentar a eficiência, a segurança e a aderências às normas no transporte rodoviário de cargas, além de adequar o Vale-Pedágio obrigatório às novas tecnologias para a cobrança de pedágio, como o Free Flow (Sistema de Pedagiamento Eletrônico).

Vale-Pedágio

O Vale-Pedágio obrigatório, instituído pela Lei nº 10.209, de 23 de março de 2001, foi criado em linha com a demanda dos caminhoneiros por desoneração ao transportador quanto ao pagamento do pedágio.

Por este dispositivo legal, os embarcadores ou equiparados passaram a ser responsáveis pelo pagamento antecipado do pedágio e fornecimento do respectivo comprovante, ao transportador.

Assim, com esta lei, elimina-se a possibilidade de embutir o custo do pedágio no valor do frete contratado, prática que era utilizada com frequência, enquanto o pagamento do pedágio era feito em espécie, fazendo com que o seu custo recaísse diretamente sobre o transportador rodoviário de cargas.

De acordo com o superintendente de Serviços de Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas (SUROC/ANTT), José Aires Amaral Filho, a transição para o eletrônico permitirá que os transportadores tenham mais segurança jurídica e que se tenha uma fiscalização mais eficaz e eficiente sobre o pagamento antecipado do Vale-Pedágio obrigatório.

“O pagamento automatizado, compatível com a tecnologia Free Flow, não apenas reduz as evasões de pedágio, mas também fortalece a adesão ao Vale-Pedágio obrigatório, um direito essencial conquistado pelos transportadores”, diz.

Segundo ele, com isso, haverá menos tempo de espera para caminhoneiros, filas reduzidas nas praças de pedágio e uma logística mais eficiente. “Isso contribuirá diretamente para a redução de custos no transporte e para a competitividade do setor no país.”



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Mercado financeiro eleva previsão de inflação e do dólar para 2025


O mercado financeiro elevou a previsão de inflação para o próximo ano pela 11ª vez seguida e a do dólar pela nona vez consecutiva.

De acordo com agentes do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar 2025 em 4,96%. No último boletim, divulgado na semana passada, o mercado previa um IPCA de 4,86% para o próximo ano.

A previsão consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (30). O relatório semanal reúne as expectativas de agentes do mercado financeiro, como bancos de investimento, gestores de ativos e outras instituições do mercado.

A estimativa do Boletim Focus é mais pessimista que as previsões oficiais. O governo federal estima um IPCA de 3,1% para o próximo ano, segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 aprovada no Congresso Nacional.

Previsão para o dólar

Fed, dólarFed, dólar
Foto: Pixabay

Pela nona vez consecutiva, o Boletim Focus elevou a previsão do preço do dólar para 2025. De acordo com o relatório, a projeção é que a moeda custe, em média, R$ 5,96 no próximo ano. Há uma semana, o Boletim Focus estimava um dólar a R$ 5,90.

A LDO aprovado no Parlamento, por sua vez, prevê uma taxa de câmbio média de R$ 4,98 para o próximo ano.

Por outro lado, o Boletim Focus manteve nesta semana a previsão para a taxa Selic de 2025, que é a taxa básica de juros definida pelo Banco Central. O mercado manteve a estimativa de uma Selic a 14,75% ao ano em 2025. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano.

Porém, o Boletim elevou a previsão da Selic para 2026, quando avalia que a taxa será de 12% ao ano. Na semana passada, o mercado estimava que a Selic em 2026 ficaria em 11,75%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o Boletim Focus prevê um crescimento de 1,8% em 2025. Há uma semana, o mercado estimava um PIB de 1,9% no próximo ano. Esta é a segunda semana seguida que o mercado financeiro reduz a estimativa do PIB para 2025. De acordo com os números oficiais previstos na LDO, o PIB em 2025 será de 2,5%.



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Óleo de soja registra alta de 9,7% em todo o país


O tradicional óleo de cozinha, proveniente da soja, ficou mais caro no mês de novembro para os consumidores brasileiros. É o que indica o novo levantamento “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid.

Segundo o estudo, o preço médio do produto registrou aumento de 9,7%, passando de R$ 8,26, em outubro, para R$ 9,06 no mês passado.

As proteínas animais, por sua vez, acompanharam essa elevação: a carne bovina teve um incremento de 7,2%, enquanto a suína subiu 6,1% – ambas vêm de uma trajetória de seguidas altas nos últimos quatro meses, observa a pesquisa.

“Essa tendência de elevação contínua nos preços pode alterar o comportamento de consumo, com os brasileiros buscando alternativas mais baratas ou reduzindo o volume de compras”, afirma a head de Customer Success e Insights da Neogrid, Anna Fercher.

“São mudanças que afetam a dinâmica da cesta de consumo, assim como a cadeia de abastecimento, exigindo uma gestão ainda mais estratégica para atender à demanda de forma eficiente e sustentável.”

Altas e quedas

Produtos como legumes e xampu também registraram elevações em seus preços de 3,1% e 2,9%, respectivamente.

Em contrapartida, as categorias que apresentaram as maiores quedas no valor médio entre outubro e novembro foram:

  • Leite UHT (-3,5%);
  • Farinha de mandioca (-3,1%);
  • Creme dental (-3%);
  • Farinha de trigo (-2,7%); e
  • Leite em pó (-2,6%)

Maiores aumentos em 2024

CaféCafé
Foto: Fabiano Bastos/Embrapa

No acumulado do ano até novembro, o café em pó e em grãos continua na liderança das variações de aumento de preços em todo o país, conforme o estudo da Neogrid. O produto teve alta de 38%, passando de R$ 36,89, em dezembro de 2023, para R$ 50,90 neste último monitoramento.

Em segundo lugar, aparece o óleo (27,2%), seguido pelo leite UHT (20,6%), carnes suínas (20,4%) e queijos (20,1%).



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AgroNewsPolítica & Agro

Sojicultor: proteja seus lucros



Há fatores que podem pressionar os preços para baixo



Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina
Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de soja enfrenta uma perspectiva de aumento significativo na oferta global para a próxima temporada, conforme dados do USDA em dezembro. Esse cenário aponta para uma tendência de queda nos preços, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Diante disso, a recomendação é que os produtores busquem proteção para seus lucros atuais por meio de posições de PUT na B3, em São Paulo, antes que os preços recuem ainda mais.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços da soja, destaca-se a redução na área plantada na Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires ajustou a projeção de 18,6 para 18,4 milhões de hectares, devido às margens apertadas que favoreceram culturas alternativas. Apesar disso, 96% da soja argentina encontra-se em condições normais ou excelentes, embora com ligeira queda em relação à semana anterior.

Outro fator positivo é o aumento dos direitos de exportação de óleo de palma pela Indonésia, o que pode beneficiar outros óleos vegetais, incluindo o óleo de soja. Além disso, uma possível redução no esmagamento de soja nos Estados Unidos, caso políticas favoreçam combustíveis fósseis, pode elevar a demanda pelo farelo brasileiro, impactando positivamente os preços no Brasil. Internamente, o aumento da mistura de biodiesel de B14 para B15 mantém a demanda aquecida, garantindo bons lucros para os produtores em diversas regiões.

Por outro lado, há fatores que podem pressionar os preços para baixo. O relatório semanal do USDA mostrou exportações de soja dos EUA em níveis inferiores às expectativas, com 978,4 mil toneladas vendidas na última semana analisada, representando uma queda de 31% em relação ao período anterior e 47% abaixo da média das últimas quatro semanas. Esse desempenho decepcionante coloca pressão adicional sobre o mercado. No Brasil, a expectativa de uma safra recorde acima de 170 milhões de toneladas deve contribuir para reduzir os preços, tanto no mercado interno quanto no externo, mesmo diante de uma demanda consistente.

 





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Abertura Nacional da Colheita da Soja: confira detalhes do evento!



Você é o nosso convidado(a) para participar da Abertura Nacional da Colheita da Soja – Safra 2024/25! O evento ocorrerá no dia 7 de fevereiro de 2024, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Esperança, em Santa Carmem, na região de Sinop (MT). Este ano, além da participação presencial, o evento será transmitido ao vivo pelo Canal Rural.

A programação do evento inclui importantes debates sobre sustentabilidade, biocombustíveis, COP 30, entre outros temas essenciais para o setor agropecuário. O evento também marcará a celebração dos 20 anos da Aprosoja Mato Grosso, associação fundamental no fortalecimento da sojicultura no estado e no Brasil.

A Abertura Nacional da Colheita da Soja

Para participar da Abertura Nacional da Colheita da Soja, acesse o formulário. No site, você encontrará uma seção de inscrições, onde deverá preencher seus dados pessoais, como nome, e-mail, telefone, e a opção de receber notícias sobre soja, para ficar por dentro das novidades e tendências do mercado. Não perca!



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Mercado da soja deve ter dia parado; veja projeções



O mercado brasileiro de soja deve registrar mais um dia de poucos negócios, tendência que tem se repetido nas últimas sessões do ano. Com a aproximação do Ano Novo, a expectativa é de que os investidores sigam ausentes, contribuindo para a falta de movimentação no mercado.

Além disso, os dois principais formadores de preços estão operando em direções opostas, o que favorece o atual cenário de escassez de interesse comercial. Enquanto a Bolsa de Chicago apresenta uma alta, o dólar perde força frente ao real, criando um ambiente de cautela.

No mercado físico da soja, os preços operaram de forma mista no Brasil, com oscilações discretas. Muitas praças continuam se ajustando aos valores da safra nova. A Bolsa de Chicago, por sua vez, apresentou uma leve queda no dia, enquanto o dólar teve uma leve alta, resultando em um cenário misto para os prêmios de soja.

O pagamento para o curto prazo segue com prêmios positivos, mas, a partir de março, a curva se mantém negativa, embora de forma moderada. De maneira geral, a semana foi marcada pela escassez de ofertas disponíveis no mercado.

Em algumas praças do Brasil, os preços da soja apresentaram variações. Em Passo Fundo (RS), o valor da saca de 60 quilos caiu de R$ 133,50 para R$ 133,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 135,00 para R$ 134,00 a saca, enquanto no Porto de Rio Grande, o preço diminuiu de R$ 141,00 para R$ 139,00. No Paraná, em Cascavel, a saca desvalorizou de R$ 132,00 para R$ 130,00, e no porto de Paranaguá, o preço recuou de R$ 139,00 para R$ 137,00.

Em outras regiões, as oscilações foram um pouco diferentes. Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00, enquanto em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 132,00 para R$ 129,00. Já em Rio Verde (GO), o preço se manteve estável, permanecendo em R$ 126,00.

Soja em Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago registrou alta de 0,93% para a posição março/25, cotada a 9,99 centavos de dólar por bushel. A fraqueza do dólar frente a outras moedas fez com que o mercado se firmasse em território positivo, com investidores aproveitando a oportunidade para se posicionar, aproveitando o momento antes do fechamento do ano. No entanto, as cotações vinham sendo pressionadas nas últimas semanas devido ao otimismo em relação à produção de soja no Brasil, maior fornecedor global da commodity.

Câmbio

O dólar comercial registrou uma baixa de 0,60%, cotado a R$ 6,1530. O Dollar Index, que mede a força do dólar frente a outras moedas, também teve queda de 0,17%, alcançando 107,82 pontos.

Indicadores financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram o dia de forma mista, com Xangai subindo 0,21%, enquanto o Japão fechou em queda de 0,96%. As bolsas europeias também operaram de maneira mista: Paris avançou 0,72%, Frankfurt recuou 0,09%, e Londres teve uma leve queda de 0,08%. O mercado de petróleo, por outro lado, operou em alta, com o barril do WTI negociado a US$ 70,92, uma alta de 0,45%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja em Chicago encerra semana com saldo positivo


A soja negociada na Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o dia em baixa, refletindo a fraca demanda e a realização de lucros após altas recentes, segundo análise da TF Agroeconômica. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, caiu 0,81% ou 8,00 cents/bushel, encerrando a $980,00. Já o contrato de março recuou 0,75% ou 7,50 cents/bushel, cotado a $998,75. O farelo de soja para janeiro teve queda de 1,57%, cotado a $300,9/ton curta, enquanto o óleo de soja fechou em alta de 0,13%, a $39,52/libra-peso.  

A baixa desta sexta-feira foi atribuída ao relatório fraco de vendas para exportação, divulgado pelo USDA. Os dados mostraram vendas de 978,4 mil toneladas da safra 2024/25 até 19 de dezembro, o menor volume do ano comercial, representando uma queda de 47% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2025/26, foram vendidas 125 mil toneladas, totalizando 1,103 milhão de toneladas, abaixo das expectativas de mercado, que variavam de 1,37 a 1,9 milhão de toneladas.  

Apesar do desempenho negativo do dia, a semana foi marcada por saldo positivo para a soja, com o farelo se destacando como o grande impulsionador das cotações nas sessões anteriores. Contudo, a ausência de grandes dados e o fraco relatório de exportações levaram os investidores a realizarem lucros, encerrando o ano com cautela.  O mercado segue atento às movimentações de demanda e aos próximos relatórios de exportação para avaliar o impacto nas cotações, especialmente diante das expectativas para o início da colheita da safra brasileira, que poderá trazer novos direcionamentos.  

 





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Fim de ano trava mercado da soja


O mercado da soja do Rio Grande do Sul registrou pouco movimento no estado com festas de final de ano, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “R$ 141,00 para entrega em novembro, e pagamento 15/01, no Porto. No interior os preços seguiram o balizamento de cada praça. R$ 134,00 Cruz Alta – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Passo Fundo – Pagamento em 30/01. R$ 134,00 Ijuí – Pagamento em 30/01. R$ 133,00 Santa Rosa / São Luiz – Pagamento em 30/01. Preços de pedra, em Panambi, manteve em para R$ 125,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina já plantou 94% da área prevista para a primeira safra, superando os 91% da semana passada e os 92% registrados no mesmo período do ano anterior. O avanço é destacado pela proximidade da conclusão da semeadura, restando apenas áreas em regiões de maior altitude. O preço da saca de soja no porto foi cotado a R$ 135,00, enquanto em Chapecó o valor registrado foi de R$ 131,50. 

Compradores afastados e vendedores sem grãos no interior do estado do Paraná. “Para entregas no Porto de Paranaguá, os compradores indicavam R$ 140 CIF para janeiro e fevereiro, enquanto os vendedores pediam R$ 145, sem evolução nas negociações. No spot da soja em Ponta Grossa, os preços oscilaram entre R$ 138 e R$ 140 por saca CIF, mas a liquidez foi baixa, com compradores afastados e vendedores sem grãos. Em Maringá, no disponível, as indicações chegaram a R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas sem negócios reportados”, completa.

Comercialização parada no Mato Grosso do Sul com as festas de final de ano. “Em Dourados, a soja encerrou o dia sem movimentação. No spot, as indicações de compra ficaram em R$ 135 por saca FOB, para retirada imediata e pagamento em janeiro, mas não houve negócios registrados. A maioria dos agentes já encerrou as atividades para o recesso típico desta época do ano”, indica.

O Mato Grosso tem estoques zerados e programações já concluídas. “Em Rondonópolis, as propostas de compra ficaram em R$ 128 por saca FOB para embarque imediato e pagamento em janeiro, mas as negociações estão paradas. Estoques zerados e programações já concluídas limitaram o mercado spot, enquanto as atenções de tradings e produtores se voltaram à safra 2024/25. Em Nova Mutum, não houve indicações no spot, apenas para a safra 2024/25”, conclui.

 





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