sábado, julho 11, 2026

Agro

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Entenda o que caracteriza um imóvel rural



Morar na cidade e ainda assim poder empreender e registrar o imóvel como rural. Sim, é possível, desde que as atividades tenham como objetivo o agronegócio. É o que diz a Lei n.º 8.629, de 25 de fevereiro de 1993, em seu artigo 4.º, inciso I. 

Segundo o texto, caracteriza-se como imóvel rural “ prédio rústico, de área contínua, qualquer que seja sua localização, que se destine ou possa se destinar à exploração agrícola, pecuária, extrativa vegetal, florestal ou agroindustrial”.

O entendimento sobre a real função de um imóvel rural é fundamental para que o terreno siga as exigências de registros e tributações locais e nacionais.

A exemplo do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR) e o ITR (Imposto Territorial Rural).

Propriedade ou posse?

Os imóveis rurais podem pertencer tanto à uma pessoa física como à uma jurídica. Mas só é considerado uma propriedade se possuir registro em cartório. Do contrário, é denominado como posse. 

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), existem dois tipos de posse: a posse a justo título, quando há documento que pode ser levado a registro e a posse por simples ocupação, quando não há documento ou a declaração não tem validade para ser registrada no cartório de registro de imóveis.

Capacitação

Para auxiliar e direcionar o micro e pequeno produtor rural sobre os documentos e as ações necessárias para regularizar o imóvel, o Sebrae disponibiliza cursos gratuitos, presenciais e online.

A fim de capacitar empreendedores para a formalização do imóvel, facilitando assim o acesso a mercados e a benefícios, como incentivos governamentais e selos de qualidade.

De acordo com a instituição, alguns cursos também são oferecidos via WhatsApp ou Telegram. Dentre os temas abordados estão:

  • Passo a passo para a formalização da propriedade  
  • Como fazer o cadastro de Imóveis Rurais (Cafir e CCIR)
  • O que fazer se alguma informação estiver desatualizada?
  • Declaração de Imposto Territorial Rural (DITR)
  • O que é a DAP e qual a documentação necessária para solicitá-lo?
  • Entenda o que é módulo fiscal



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Três tecnologias agrícolas devem tomar conta do campo em 2025


Levantamento da 360 Research & Reports mostra que o mercado global de agricultura digital deve crescer 183% até 2026, com previsão de movimentar cerca de US$ 8,3 bilhões.

Com isso, à medida que 2025 se aproxima, três inovações se destacam como tendências que prometem moldar o futuro da agricultura:

  • Tokenização de commodities;
  • Compras e pagamentos on-line de insumos agrícolas; e
  • Sistemas de monitoramento remoto de máquinas agrícolas, principalmente as de menor porte, destinadas à agricultura familiar.

Tokenização de commodities

A tokenização é uma inovação que está ganhando destaque no mercado agrícola. Através da tecnologia blockchain, commodities como soja, milho, café, trigo, cana-de-açúcar e outros podem ser transformadas em moedas digitais.

Assim, produtores podem ter acesso a uma negociação mais ágil, simples e segura, além de maior liquidez.

Para se ter uma ideia, estima-se que a tokenização de ativos em vários mercados cresça de forma significativa em todo o mundo, alcançando um mercado de aproximadamente US$ 10 trilhões até 2030, conforme análises da consultoria global Roland Berger.

O volume representa um aumento expressivo em relação ao valor atual de aproximadamente US$ 300 bilhões desse mercado.

De acordo com o CEO da Agrotoken, Eduardo Astrada, a adoção de novas tecnologias no agronegócio deixou de ser apenas uma vantagem competitiva para se tornar uma exigência no mercado global.

“Iniciativas como a tokenização de commodities via blockchain representam um marco, permitindo que produtores de todos os tamanhos acessem mercados mais amplos com maior segurança, transparência e agilidade”.

Segundo ele, essas inovações oferecem às indústrias a possibilidade de introduzir soluções como o barter digital, criando novas formas de pagamento para seus clientes.

“O blockchain garante rastreabilidade, imutabilidade e confiabilidade nos processos, trazendo benefícios únicos para toda a cadeia. O diferencial está em integrar essas tecnologias às necessidades reais dos produtores, garantindo que sejam acessíveis e adaptadas às condições locais. Isso fortalece não apenas a produção, mas toda a cadeia do agronegócio”, afirma.

Compras e pagamentos online de insumos

produtor soja Paraná - Personagem Soja Brasilprodutor soja Paraná - Personagem Soja Brasil

Com a digitalização do setor agro, crescem as compras e os pagamentos online de insumos agrícolas. A facilidade de adquirir produtos como fertilizantes, defensivos e sementes pela internet oferece aos produtores a possibilidade de reduzir os custos operacionais.

Dados da McKinsey na pesquisa “A mente do agricultor brasileiro 2024”, revelam que 71% dos produtores rurais já utilizam plataformas online em suas jornadas de compra.

No Brasil, plataformas digitais, como Orbia, AgroGalaxy e Solinftec, por exemplo, já oferecem soluções que integram o processo de compra, pagamento e entrega de insumos. A expectativa é que a adesão a essas tecnologias cresça no próximo ano, à medida que os agricultores busquem soluções para otimizar a cadeia de suprimentos e a gestão financeira.

“Os produtores estão cada vez mais buscando soluções tecnológicas para otimizar as atividades também ‘fora da porteira’, como é o caso da possibilidade de comprar e pagar pelos insumos pela internet. Essa busca por novas tecnologias é impulsionada por diversos fatores, como a necessidade de reduzir custos, uma vez que as plataformas online permitem que os produtores comparem preços de diferentes fornecedores em tempo real, o que além de economia, também garante mais agilidade no processo”, destaca o CEO da Orbia, Ivan Moreno.

Monitoramento de máquinas para agricultura familiar

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Foto: Pixabay

O monitoramento remoto de máquinas agrícolas, aliado à agricultura de precisão, também tem sido uma tendência que cresce rapidamente no Brasil e no mundo e que deve perdurar em 2025.

Sensores e sistemas de rastreamento com comunicação via GPRS e GPS oferecem aos produtores, principalmente os de pequeno e médio porte, também a possibilidade de acompanhar em tempo real o desempenho de suas máquinas, prevenindo falhas e otimizando o uso de recursos como combustível e tempo.

De acordo com um estudo conduzido pela pesquisadora Maira de Souza Regis, da Universidade de Brasília (UnB), mais de 95% dos produtores rurais utilizam algum tipo de tecnologia digital em suas propriedades. Apesar da alta adesão, o avanço mais robusto dessas ferramentas é dificultado pela conectividade precária no campo.

O levantamento mostra que o uso de softwares e aplicativos de gestão é maior no Centro-Oeste, adotado por 80% dos produtores, enquanto no Nordeste, essa porcentagem é de apenas 41%.

Nesse contexto, de acordo com o gerente de pós-vendas da Yanmar South America, sistemas de monitoramento mais acessíveis e aplicáveis em modelos de máquinas de menor porte, a exemplo de tratores com somente 26 cavalos de potência, já começam a dar as caras no mercado.



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Marrocos suspende impostos sobre importação de arroz



Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local



Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local
Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local – Foto: Pixabay

O Ministério da Indústria e Comércio de Marrocos anunciou, por meio de um comunicado oficial, a suspensão temporária dos direitos de aduana e do IVA sobre as importações de arroz classificadas sob o código aduaneiro n° 1006.20.90.00. A medida, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2025 e vai até 31 de dezembro de 2025, afeta um limite de 55.000 toneladas de arroz, destinado principalmente às empresas industriais do setor.

Essa decisão tem como objetivo estabilizar os preços do arroz no mercado local, garantindo uma oferta suficiente para atender à demanda das famílias marroquinas. A medida surge em um momento de flutuações nos preços dos alimentos, buscando proteger o poder aquisitivo da população. Embora seja uma solução temporária, a iniciativa destaca a necessidade de fortalecer a produção local de arroz e reduzir a dependência das importações.

O Ministério ressalta que, apesar da ação emergencial, é fundamental que Marrocos invista em sua produção interna e diversifique suas fontes de fornecimento para garantir maior autonomia alimentar no futuro. Além disso, a suspensão dos impostos favorece as relações comerciais com os principais países produtores de arroz, especialmente na Ásia, e assegura a qualidade do produto importado.

Para garantir transparência e eficácia no processo, o Ministério estabelecerá critérios rigorosos para a alocação do cupo de importação. A medida temporária reforça a importância de fortalecer a resiliência do país frente a possíveis crises alimentares globais e impulsionar a sustentabilidade da produção local a longo prazo.

 





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Tecnologia é fundamental na produção de frutas



O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas



O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas
O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas – Foto: Canva

O Brasil tem se destacado como um dos maiores produtores de frutas do mundo, e a produção de abacate e laranja tem evoluído significativamente, especialmente com o uso de tecnologias avançadas. Daniel Rocha, Gerente Agrícola da Fazenda Matrice, enfatiza que o avanço tecnológico é fundamental para garantir a qualidade e a sustentabilidade na produção dessas frutas. Em Minas Gerais, por exemplo, a adoção de técnicas inovadoras de cultivo e pós-colheita tem sido decisiva para atender a uma demanda crescente por frutas de alto padrão, como o abacate.

A laranja, que sempre foi uma das principais frutas brasileiras, também têm se beneficiado de inovações tecnológicas. O uso de irrigação de precisão, controle biológico de pragas e tecnologias de monitoramento têm permitido aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos frutos, atendendo tanto o mercado interno quanto o externo. Rocha destaca que essas tecnologias estão sendo implementadas em larga escala, especialmente em estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia, onde grandes áreas estão sendo cultivadas com foco na sustentabilidade.

O crescimento da fruticultura no Brasil não se dá apenas pelo aumento das áreas cultivadas, mas também pela incorporação de práticas tecnológicas que visam a eficiência e a preservação ambiental. O uso consciente de recursos naturais, aliado à inovação tecnológica, tem garantido uma produção contínua de frutas de alta qualidade, sem a necessidade de expandir áreas agrícolas de maneira predatória.

“A expansão da produção de frutas no Brasil, especialmente de abacate e laranja, é um reflexo do potencial agrícola do país e da capacidade de inovar e sustentar a produção. Com um olhar atento às demandas do mercado e às práticas sustentáveis, o Brasil continua a consolidar sua posição como um dos principais produtores de frutas do mundo.

Ative para ver a imagem maior”, conclui.

 





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Temporais em 6 estados e uma capital; veja previsão para a virada do ano



O ano de 2024 se encerra hoje, mas não sem lágrimas: chove muito na virada para 2025, especialmente no Sul, Sudeste e Nortedeste. A capital Brasília tem alto risco de temporal, assim como estados no topo do mapa.

Veja a previsão do tempo para as cinco regiões brasileiras nesta terça-feira (31):

Sul

Véspera de ano novo com previsão de pancadas de chuva sobre o Sul do Brasil. Precipitações são esperadas durante a virada no litoral de Santa Catarina e do Paraná. As demais áreas seguem com previsão de chuva entre tarde e começo da noite, diminuindo a chance entre o final da noite de terça e a madrugada de quarta-feira (1).

Sudeste

Chove forte em grande parte da Região. Alerta entre o norte do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, assim como no centro-norte e leste de Minas Gerais. Pode chover durante a virada para 2025 em Belo Horizonte e Vitória. Já pancadas mais irregulares são previstas durante a tarde e à noite em São Paulo e no sul fluminense, mas sem condições de chuva durante a virada. Pode chover de forma mais isolada em Petrópolis e na Serra fluminense.

Centro-Oeste

A virada para 2025 será com risco de temporal em Brasília, com risco para a noite de terça e a madrugada de quarta. Chance de pancadas mais irregulares entre Goiás e Mato Grosso. Chance alta de chuva em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul e Goiânia, em Goiás.

Nordeste

Véspera de ano novo com pouca chuva no Nordeste. Dia de muito sol e calor na costa norte e leste da Região e pancadas mais rápidas. Pode chover durante a virada no interior do Maranhão, oeste e sul da Bahia e na capital Fortaleza, no Ceará.

Norte

Último dia do ano de 2024 com muita chuva na Região. Alerta de temporais entre o Amazonas, Pará, Tocantins, Rondônia, Acre e Roraima. Chance alta de chuva durante a virada para 2025 em várias cidades do Amazonas e no Pará. O tempo permanece abafado.



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Cotação do boi China sobe R$ 5,00/@ no Pará



O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas




Foto: Divulgação

A análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, apontou que após registrar altas pontuais no início da semana, o mercado pecuário apresentou estabilidade nas cotações nesta sexta-feira, encerrando o período sem grandes oscilações. Com o ano se aproximando do fim, muitas indústrias mantêm uma postura mais cautelosa, adquirindo apenas o necessário para completar as escalas de abate.

O escoamento de carne seguiu dentro das expectativas típicas para o período de festas, sem sinais de elevação na demanda. Para a primeira semana de janeiro de 2025, analistas do setor acreditam que o volume de negócios deve manter um comportamento semelhante ao atual, com movimentações pontuais nos preços.

Nas principais praças do estado do Pará, o mercado apresentou ajustes variados nas cotações:

  • Marabá – O preço do boi comum teve um avanço de R$ 5,00/@, enquanto os valores para vacas e novilhas permaneceram estáveis.
  • Redenção – A região também registrou alta de R$ 5,00/@ para o boi comum e a novilha, mantendo os preços das vacas inalterados.
  • Paragominas – Diferente das demais, essa praça manteve-se estável ao longo do dia, sem variações nas cotações.
  • Já no segmento do “boi China”, direcionado ao mercado externo, todas as regiões acompanhadas no Pará registraram um incremento de R$ 5,00/@, refletindo a demanda aquecida para exportação.






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Manejo da ferrugem vem evoluindo a cada ano



Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras



“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis"
“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis” – Foto: Divulgação

A DigiFarmz iniciou um novo ciclo de pesquisas focado na ferrugem asiática, buscando reforçar sua base de dados e aprimorar os algoritmos de sua plataforma de recomendações agronômicas. Os estudos, realizados em Passo Fundo (RS), envolvem 73 cultivares de soja, testadas em condições de alta pressão da doença e diferentes épocas de semeadura, visando avaliar a eficácia de protocolos de Fungicidas e a resistência das cultivares.

“O foco nesta fase é avaliar o comportamento das cultivares sob alta incidência de ferrugem asiática. Semear em uma época mais tardia, quando a doença atinge seu pico, nos permite diferenciar a resistência das cultivares, validar programas de aplicação de fungicidas e identificar os manejos mais eficazes,” explicou a equipe de P&D da DigiFarmz.

A segunda época de plantio foi concluída recentemente, explorando variações climáticas para robustecer as análises. Segundo a equipe de P&D, o objetivo é identificar os manejos mais eficazes e validar programas de aplicação de fungicidas. Esse modelo estratégico permite atualizações precisas na plataforma, adaptando-a às necessidades dos produtores.

Na safra 2023/24, a empresa testou mais de 70 cultivares de 16 obtentoras, o que resultou na atualização de mais de 55 variáveis da plataforma. Ricardo Balardin, CRO da DigiFarmz, destacou a importância do investimento em pesquisas para oferecer soluções práticas e confiáveis, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade no campo.

“Investir em estudos como este é fundamental para continuarmos oferecendo soluções práticas e confiáveis. Nosso compromisso é trazer dados precisos que empoderem os produtores, ajudando-os a superar desafios e melhorar tanto a produtividade quanto a sustentabilidade de suas operações”, conclui Ricardo Balardin, Chief Research Officer (CRO) da DigiFarmz. 





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À espera de tarifas de Trump, líder chinês faz ofensiva diplomática em…


Logotipo Reuters

Por Eduardo Baptista e Lisandra Paraguassu

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) – Em suas primeiras reuniões globais desde que Donald Trump foi reeleito para a Presidência dos Estados Unidos, o presidente chinês, Xi Jinping, partiu para uma ofensiva diplomática, protegendo-se contra a possibilidade de novas tarifas e se preparando para explorar possíveis divergências entre Washington e aliados.

Reunião após reunião, da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês) no Peru ao G20 no Brasil ao longo da última semana, Xi procurou estabelecer um contraste com a mensagem “America First” (EUA em primeiro lugar) de Trump. Ele se apresentou como um defensor previsível da ordem comercial multilateral.

Organizadores das cúpulas, diplomatas e negociadores também descrevem uma mudança perceptível em relação às reuniões anteriores, com uma postura mais construtiva por parte dos diplomatas chineses. Eles estavam menos focados em seus interesses restritos e mais envolvidos na construção de um consenso mais amplo.

Estender a mão é urgente para Pequim. Embora esteja mais bem preparada para outra Casa Branca de Trump — com muitas empresas de tecnologia muito menos dependentes das importações dos EUA –, a China também está mais vulnerável após sua economia ser atingida por uma enorme crise imobiliária.

Grande parte da atenção da China se concentrou no Sul Global, com a agência de notícias estatal Xinhua elogiando o G20 por incluir a União Africana como um dos membros. A voz do Sul Global precisava ser “não apenas ouvida, mas também traduzida em influência tangível”, disse a Xinhua.

Durante seu discurso no G20, na última segunda-feira, Xi reiterou a posição da China de “abrir unilateralmente nossas portas para os países menos desenvolvidos”, destacando a iniciativa da China de conceder a todos esses países “tratamento tarifário zero para linhas tarifárias de 100%”.

Ao fazer tais aberturas, a China quer expandir sua posição de liderança em partes do mundo em desenvolvimento onde os EUA há muito tempo estão atrasados devido à incapacidade de igualar os investimentos de bilhões de dólares que a economia estatal da China tem organizado.

“Para posicionar a China como defensora da globalização e crítica do protecionismo, essa mensagem calculada chega em um momento em que muitos países do Sul Global temem o possível retorno de políticas comerciais e tarifárias indiscriminadas por parte dos EUA, especialmente sob a influência de Trump”, disse Sunny Cheung, membro associado de Estudos sobre a China da Jamestown Foundation, um think tank com sede em Washington DC.

“Os comentários de Xi visam apresentar a China como um parceiro mais estável e sensato e, o mais importante, recíproco, em contraste com o que percebem como imprevisibilidade dos EUA.”

TOM CONCILIATÓRIO

Trump prometeu impor tarifas sobre importações chinesas superiores a 60%, e uma pesquisa da Reuters com economistas revelou que eles esperam que os EUA imponham tarifas de quase 40%, o que poderia reduzir o crescimento da segunda maior economia do mundo em até 1 ponto percentual.

Ex-diplomatas chineses reconhecem em conversas privadas que os países em desenvolvimento não compensarão essa perda, mas Xi tem apostado muito na expansão do Brics e na aproximação com os vizinhos asiáticos, da Índia ao Japão e à Austrália.

Os países europeus, também ameaçados por Trump com tarifas, procuraram adotar um tom conciliatório com Xi na última rodada de reuniões.

O chanceler alemão, Olaf Scholz, disse que Berlim trabalharia por uma solução mediada para uma disputa entre a UE e a China sobre veículos elétricos chineses o mais rapidamente possível, durante sua reunião com Xi.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, adotou um tom otimista na primeira reunião entre líderes dos países desde 2018, dizendo que gostaria de se envolver com Pequim em áreas como comércio, economia e clima, além de ter um envolvimento mais amplo em ciência, tecnologia, saúde e educação.

(Reportagem adicional da redação de Pequim, Larissa Liao e Antoni Slodkowski)





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Conheça essas novas variedades de algodão



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade”



“É um grande avanço e um novo marco de produtividade"
“É um grande avanço e um novo marco de produtividade” – Foto: Pixabay

A BASF lançou comercialmente no Brasil as primeiras variedades de algodão FiberMax dentro do inovador Sistema Seletio: FM 990STP e FM 945STP. Essas variedades se destacam por combinar alto potencial produtivo, qualidade de fibra e resistência a herbicidas como Liberty, Glifosato e Durance S. Além disso, possuem resistência à ramulária e, no caso da FM 945STP, também aos nematoides M. incognita e R. reniformis, ampliando a eficiência no manejo.

O Sistema Seletio foi desenvolvido para atender os desafios do produtor brasileiro no controle de plantas daninhas, que podem causar perdas de até 90% na produtividade, segundo a Embrapa. Ele combina biotecnologia de tolerância a herbicidas e proteção contra lagartas, integradas à genética FiberMax, oferecendo mais flexibilidade e sustentabilidade no manejo.

A FM 990STP apresenta ciclo tardio, resistência à ramulária e excelente adaptação para solos de textura média, sendo ideal para plantios iniciais. Já a FM 945STP, com ciclo médio precoce, é resistente aos principais nematoides que afetam o algodão, garantindo maior produtividade em áreas contaminadas, especialmente quando associada a nematicidas da BASF.

Além disso, a plataforma FIELD MANAGER da BASF oferece a solução Semeadura em Taxa Variável, que otimiza o plantio com base no potencial produtivo de cada zona do talhão, promovendo ganhos de produtividade de até 6,4% quando utilizada com FiberMax. A BASF reforça, assim, seu compromisso com a sustentabilidade e eficiência no cultivo do algodão no Brasil.

“É um grande avanço e um novo marco de produtividade em áreas contaminadas por nematoides. Mais uma vez a BASF traz uma solução que vai ao encontro das necessidades dos produtores. Seguimos comprometidos com o legado dos cotonicultores para ajudá-los a fazer um algodão cada vez mais produtivo e sustentável”, completa Graciela Mognol, Diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura para a América Latina.





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Brasil monta força-tarefa para apresentar manifestação à China sobre carne bovina



Uma força-tarefa foi montada pelo governo federal brasileiro para preparar uma manifestação formal ao Ministério do Comércio da China. A iniciativa ocorre após o país asiático anunciar na última sexta-feira (27) que abriria investigações sobre a carne bovina que importa.

De acordo com informações do colunista Caio Junqueira, da CNN, confirmadas pelo Canal Rural, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), juntamente com o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), começou a discutir a elaboração do documento, cujo prazo para apresentação é de 20 dias, contados a partir desta segunda-feira (30).

Assim, a ideia é demonstrar que as exportações brasileiras não causaram nenhum prejuízo à indústria local chinesa entre 2019 e o primeiro semestre de 2024, período alvo de investigação do governo chinês e que abrange todas as nações que lhe fornecem a proteína animal.

A investigação deverá ter a duração de oito meses e pode, na pior das hipóteses, afetar seriamente as vendas brasileiras de carne ao seu principal parceiro comercial.

Contudo, segundo o Mapa, não há, em princípio, a adoção de qualquer medida preliminar, permanecendo vigente a tarifa de 12% “ad valorem” (frete valor) que a China aplica sobre as importações de carne bovina.

A pasta garantiu que o setor privado participa das conversas com o governo. Exemplo disso foi o posicionamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) que, em nota, diz acompanhar o tema e se colocou à disposição das autoridades do Brasil e da China para colaborar.

Entenda o caso

O Ministério do Comércio da República Popular da China abriu investigações sobre a carne importada pelo país por meio do Anúncio 60.

A medida foi uma resposta ao pedido de associações pecuaristas chinesas que se sentem prejudicadas pelo grande volume de carne comprado pelo país nos últimos anos.

De acordo com o Mapa, a China é o principal destino das exportações brasileiras do produto. Apenas em 2024, os embarques somaram mais de 1 milhão de toneladas, aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Em nota, o Ministério ressaltou que “o governo brasileiro reafirma seu compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial, sempre buscando o diálogo construtivo em busca de soluções mutuamente benéficas”.



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