sexta-feira, julho 10, 2026

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novos preços mínimos garantidos para a safra 2025


Segundo dados divulgadas pela Conab, os extrativistas brasileiros devem ficar atentos aos novos preços mínimos para a safra 2025 dos produtos extrativos contemplados pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio). Os valores, estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e divulgados na Portaria Mapa nº 750, foram publicados no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Entre os reajustes, o pequi se destacou com alta de 30,19%, passando de R$ 0,53 para R$ 0,69 por quilo. O umbu também teve elevação significativa de 23,85%, subindo de R$ 1,09 para R$ 1,35 por quilo. A amêndoa de andiroba registrou aumento de 20,68%, indo de R$ 2,37 para R$ 2,86 por quilo. O cacau extrativo teve alta de 18,56%, com preço ajustado de R$ 9,75 para R$ 11,56 por quilo. A piaçava apresentou valorização de 14,77%, enquanto a mangaba subiu 7,61% em algumas regiões.

Por outro lado, produtos como babaçu e açaí mantiveram os preços inalterados. O pinhão, no entanto, sofreu redução de 22,43% em áreas de Minas Gerais e São Paulo. Já itens como baru, borracha natural, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, murumuru e pirarucu não tiveram mudanças nos valores.

A PGPMBio tem como objetivo garantir uma remuneração justa aos extrativistas, promovendo também a conservação ambiental. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apoia a comercialização desses produtos e fortalece as comunidades por meio do pagamento da Subvenção Direta ao Produtor Extrativista (SDPE). Essa subvenção concede um bônus aos produtores que comprovarem vendas abaixo do preço mínimo estabelecido, garantindo competitividade no mercado.

A medida reforça o compromisso do Governo Federal com a sustentabilidade e incentiva a economia verde, promovendo inclusão social e proteção ambiental nas atividades extrativistas.





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Ano inicia com pancadas de chuva e tempo abafado em quase todo o país



Primeiro dia de 2025 vem com a cara do verão: tempo abafado e pancada de chuva. No entanto, em algumas áreas, as precipitações chegam com mais intensidade. Confira a previsão do tempo para todo o Brasil:

Sul

Primeiro dia do ano novo com a chuva ganhando força no Rio Grande do Sul e no oeste do Paraná. Há chances de que as precipitações venham com moderada intensidade, principalmente a partir da tarde, devido à circulação de ventos em níveis mais elevados da atmosfera. Nas demais áreas do centro-sul paranaense e em Santa Catarina, pancadas de chuva isolada.

Sudeste

Primeiro dia do ano com tempo nublado e chuva a qualquer hora no Espírito Santo, centro-norte de Minas Gerais e norte do Rio de Janeiro. Nas demais áreas da Região, pancadas de chuva isolada, mas que podem vir acompanhadas por trovoadas no interior paulista, centro-sul e Triângulo mineiro e no sul fluminense.

Centro-Oeste

O primeiro dia de 2025 será de chuva a qualquer momento no norte de Goiás e centro-norte de Mato Grosso. Nas demais áreas da Região, previsão de pancadas de chuva que podem vir acompanhadas por trovoadas, especialmente entre a tarde e à noite. As temperaturas vão seguir elevadas em todo o Centro-Oeste.

Nordeste

Primeiro de janeiro com chuva isolada em Natal, Rio Grande do Norte; João Pessoa, na Paraíba; Aracaju, no Sergipe; em Salvador, na Bahia; e em Fortaleza, no Ceará. Em São Luís, no Maranhão, pancadas de chuva com trovoadas, enquanto no interior nordestino o predomínio é de sol.

Norte

O ano começa com muita instabilidade espalhada pelo Norte do país. Pode chover forte em todos os estados, intercalados com períodos de melhoria. O tempo vai seguir abafado em toda a região.



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Golpes cibernéticos: Como proteger o agronegócio



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes



Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes
Os produtores precisam estar atentos a diversos golpes – Foto: Pixabay

O Brasil é um dos países mais afetados por golpes digitais, com 24% da população acima de 16 anos sendo vítima de fraudes cibernéticas entre junho de 2023 e junho de 2024. Nesse período, mais de 40,85 milhões de brasileiros perderam dinheiro com crimes digitais. No agronegócio, pequenos e médios produtores também têm sido alvos de golpistas, especialmente devido à crescente demanda por crédito. 

Sâmela Moraes, gerente de middle office da Nagro Crédito Agro, alerta que as propostas com benefícios irreais, como taxas de juros muito abaixo do mercado, são indícios de golpes. Golpistas veem o crédito rural como uma oportunidade para explorar a urgência dos produtores. Apesar disso, a tecnologia pode ser aliada na prevenção, já que empresas sérias investem em segurança para transações financeiras, além de reduzir a burocracia nos processos de financiamento. Dados do Congresso Nacional de Crédito no Agronegócio indicam otimismo no setor em relação ao futuro do crédito agro, com maior confiança e eficiência. 

Contudo, os produtores precisam estar atentos a diversos golpes. Entre eles, o de falsos intermediários, em que golpistas criam sites fraudulentos para coletar dados pessoais. É importante verificar a reputação da instituição financeira antes de fornecer informações. Também são comuns os golpes via WhatsApp ou SMS, onde criminosos se passam por representantes de bancos e pressionam o produtor a fornecer dados bancários. Além disso, os golpistas pedem pagamentos antecipados, como taxas falsas, para liberar financiamentos. Nenhuma instituição séria faz esse tipo de exigência. Por fim, o golpe de boletos falsos, onde os golpistas enviam boletos fraudulentos, também é frequente. É essencial que o produtor sempre verifique a autenticidade do boleto antes de efetuar o pagamento.

 





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Setor de feijão fecha 2024 com exportações recordes



Oscilações marcam preços do feijão em 2024




Foto: Canva

Segundo dados da retrospectiva de feijão do Cepea, o ano de 2024 será lembrado como um marco para o setor de feijão no Brasil, consolidando avanços na transparência de preços regionais e na parceria entre produtores e pesquisadores. Desde abril, o setor passou a colaborar com os levantamentos conduzidos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As pesquisas permitiram a padronização dos cálculos de preços médios regionais e, a partir de outubro, começaram a divulgar os resultados ao público.

De acordo com os pesquisadores, o mercado de feijão opera majoritariamente no modelo spot, com negociações logo após as colheitas e conforme a demanda dos compradores. Esse formato explica a variação regional nos dados semanais divulgados ao longo do ano. Em 2024, o feijão carioca, principal variedade consumida no Brasil, registrou oscilações nos preços. De setembro para outubro, houve queda nos valores médios devido à entrada da safra do Cerrado. Em novembro, no entanto, as chuvas prejudicaram a colheita, comprometendo a qualidade do grão e sustentando os preços. A decisão de muitos produtores de estocar o produto em câmaras frias também ajudou a evitar novas quedas.

Já em dezembro, o mercado voltou a registrar pressão sobre os preços, resultado do aumento na oferta de feijão oriundo do Paraná e de São Paulo, além do descarte de estoques acumulados ao longo do ano.

No campo, a produção nacional de feijão atingiu 3,24 milhões de toneladas na safra 2023/24, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa um crescimento de 6,8% em comparação com o ciclo anterior, consolidando o Brasil como um dos maiores produtores mundiais. No mercado externo, o desempenho também foi expressivo. Entre janeiro e novembro, as exportações brasileiras de feijão somaram 304,95 mil toneladas, o maior volume já registrado. Por outro lado, as importações totalizaram 21,95 mil toneladas no mesmo período, mantendo o saldo positivo na balança comercial, conforme com o Cepea.





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Trigo fecha 2024 com oscilações nos preços


Segundo os dados da edição de dezembro do Boletim Agropecuário da Epagri, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense, o mercado de trigo encerrou 2024 com oscilações nos preços internos e perspectivas globais desafiadoras para a safra 2024/25. Dados mostram que os preços médios pagos aos produtores catarinenses caíram 1,90% em novembro, mas ainda acumulam alta real de 8,91% no ano. No Paraná, o avanço anual é de 12,67%, enquanto no Rio Grande do Sul o preço permaneceu estável no mês, com leve alta de 0,19%.

Analistas apontam que o setor continua sujeito a fatores como clima, câmbio e barreiras comerciais, tornando fundamental o acompanhamento de tendências e projeções. A análise do mercado internacional destaca cenários de alta e baixa para os preços globais, influenciando diretamente o desempenho brasileiro.

Fatores de alta

Segundo o boletim, a na União Europeia, a safra de trigo 2024/25 enfrentou perdas significativas devido ao excesso de chuvas, reduzindo a produção em 10,21% e as exportações em 23,58%, alcançando o menor volume em 12 anos. Na Rússia, o mesmo problema climático deve diminuir a produção em 10,93% e as exportações em 15,31%, com o governo russo impondo quotas de exportação para conter os impactos. Na Austrália, as fortes chuvas comprometeram a qualidade da safra, forçando o redirecionamento de até 5 milhões de toneladas para a produção de ração animal, representando de 8% a 16% da colheita total.

Fatores de baixa

Na Argentina, cerca de 38,7% da nova safra já foi colhida, com expectativa de 18,8 milhões de toneladas – a quarta maior colheita em 15 anos, mesmo após períodos secos.  Apesar das perdas na qualidade, a Austrália projeta colher 31,9 milhões de toneladas, acima da média de 26,6 milhões registrada na última década.

As perspectivas globais apontam para uma produção 0,22% maior e consumo 0,58% superior na safra 2024/25 em relação à anterior. No entanto, o comércio internacional deve cair 3,50%, refletindo as restrições nas exportações da União Europeia e da Rússia. Os estoques finais também tendem a diminuir 3,56%, atingindo 257,9 milhões de toneladas – o menor volume desde 2015/16, conforme o Observatório Agro Catarinense.





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Brasil abre mercado de proteína de aves e composto farmacêutico para Peru e Turquia



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta terça-feira que as autoridades sanitárias peruanas autorizaram o Brasil a exportar proteína hidrolisada de aves, insumo empregado na produção de ração animal.

Em 2024, o Brasil abriu dez novos mercados agrícolas no Peru, incluindo erva-mate, farelo de mandioca, feno, fibra de coco e maçãs.

“Essas aberturas ajudarão a fortalecer e a diversificar o fluxo comercial entre os dois países. Entre janeiro e novembro de 2024, o Brasil exportou US$ 683 milhões em produtos agrícolas para o mercado peruano”, diz a nota do Ministério.

Composto do Brasil para a Turquia

O Mapa também destacou que as autoridades sanitárias da Turquia autorizaram o Brasil a exportar mucopolissacarídeo, um composto de origem animal com diversos usos na indústria farmacêutica.

Em 2023, o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões em produtos agrícolas para o mercado turco, com destaque para o complexo da soja, produtos têxteis e café. Até novembro de 2024, as exportações agrícolas brasileiras para aquele país já ultrapassaram US$ 2,9 bilhões.

Com esses anúncios, o Brasil alcança 224 aberturas de mercado em 2024, totalizando 302 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023, ressalta o Ministério.



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Produção de milho cai 12,3% no Brasil



Cotações do milho tiveram um primeiro semestre pressionado por diversos fatores




Foto: Pixabay

Segundo dados da retrospectiva de milho do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), no Brasil, a produção de milho registrou queda em 2024, impactada por condições climáticas adversas que reduziram a produtividade. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que a colheita totalizou 115,7 milhões de toneladas, representando uma retração de 12,3% em relação à safra 2022/23. O excedente de milho no país também sofreu forte redução, somando 40,42 milhões de toneladas, queda de 19% em comparação ao ciclo anterior e o volume mais baixo desde 2021/22. Com a menor oferta, as exportações brasileiras foram diretamente impactadas, registrando retração ao longo do ano.

As cotações do milho tiveram um primeiro semestre pressionado por diversos fatores, incluindo a colheita da safra de verão e o bom desenvolvimento da segunda safra, além de projeções de produção mundial recorde. Esse cenário levou os preços ao menor patamar do ano em julho, refletindo a expectativa de safra volumosa no mercado internacional.

Exportadores enfrentaram dificuldades com a lentidão nas negociações no primeiro semestre, já que compradores adotaram postura cautelosa, aguardando desvalorizações mais acentuadas com o avanço da colheita. Entre agosto e novembro, no entanto, os preços reagiram devido à menor disponibilidade interna e às preocupações geradas pelo clima quente e seco, que comprometeu a expectativa para o plantio da safra de verão e da segunda safra de 2025.

A retomada das chuvas a partir da segunda quinzena de outubro amenizou os receios, garantindo melhores condições para a semeadura da safra de verão e dissipando parte das incertezas sobre a próxima temporada. Com preços mais baixos e oferta limitada, 2024 marcou o terceiro ano consecutivo de queda nos valores nominais do milho. 





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Plantio de soja em Mato Grosso chega ao fim no início de janeiro



O prazo para o plantio da soja na safra 2024/25 em Mato Grosso se encerra no dia 7 de janeiro. A janela de semeadura deste ano, que começou em 7 de setembro, conta com 123 dias para que os produtores concluam o cultivo. Durante este período, a expectativa é de que o estado colha mais de 44 milhões de toneladas da oleaginosa, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Segundo informações apuradas pelo Canal Rural Mato Grosso, neste ano, o total de área destinada ao cultivo da soja no estado chega a 12,66 milhões de hectares, um aumento de 1,47% em relação à safra passada. Esse crescimento ocorre apesar dos desafios impostos pelos altos custos de produção e pelos preços mais baixos da saca de soja. A previsão de produtividade média para a safra 2024/25 é de 57,97 sacas por hectare.

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) reforça a importância do cumprimento do prazo de plantio, que faz parte de um calendário fitossanitário estabelecido pelo governo estadual. A medida visa controlar a propagação de doenças como a ferrugem asiática, que afeta a soja.

Além disso, o governo estadual destaca que o prazo para o cadastramento das unidades de produção de soja vai até 15 de fevereiro, sendo obrigatório para os produtores do estado, conforme a Lei de Defesa Vegetal (Lei 8.589/2006). O cadastro tem como principal objetivo planejar as ações de defesa sanitária no estado e monitorar a saúde das lavouras de soja.

Na safra 2023/24, 16.517 unidades de produção foram cadastradas, abrangendo 11.326.725 hectares, representando um aumento de 5% em relação ao ano anterior. A cada safra, o cadastramento torna-se um passo essencial para garantir o controle de pragas e doenças, assegurando a saúde das lavouras e a produtividade da soja no estado.



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Projeto que inclui produtores independentes no RenovaBio é sancionado com vetos


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com vetos, o projeto de lei, aprovado no início de dezembro pelo Congresso Nacional, que inclui produtores independentes de matéria-prima para biocombustíveis no sistema de créditos de descarbonização do Renovabio (CBios).

Com isso, o projeto permite que produtores de cana-de-açúcar participem da remuneração dos Cbios, até então restrito às usinas fabricantes de biocombustíveis. A Lei 15.082 está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (31).

Em mensagem enviada ao Congresso, o presidente explica que um dos dispositivos vetados equipara os créditos de descarbonização a insumos para os distribuidores, inclusive com efeitos retroativos, a fim de gerar créditos para compensação no processo de não cumulatividade de tributos federais.

“Em que pese a boa intenção do legislador, o preceito contraria o interesse público e viola o disposto no art. 113 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, uma vez que cria renúncia de receita sem estimativa de impacto orçamentário e financeiro”, diz a mensagem.

Impostos e contribuições

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Foto: Governo Federal

Outro ponto que foi objeto de veto foi o artigo 15-E, que dizia que para “fins de incidência tributária, ficam os Créditos de Descarbonização previstos no inciso V do caput do art. 5º desta Lei equiparados aos valores mobiliários previstos na Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 1976”.

“O Art. 15-E do Projeto de Lei contraria o interesse público, tendo em vista que sua redação não contém referência aos impostos e às contribuições incidentes nas negociações com Crédito de Descarbonização que seriam alcançados pela proposta, de forma a gerar dúvidas quanto à sua aplicação. Ademais, o fato de a equiparação tratada no dispositivo entrar em vigor a partir da cobrança do Imposto sobre Bens e Serviços – IBS e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços – CBS poderia denotar a ilação de que o preceito trataria de matéria oriunda da Reforma Tributária de que trata a Emenda Constitucional nº 132, de 20 de dezembro de 2023, de modo que a sede adequada sobre o assunto seria a própria regulamentação feita em lei complementar, conforme exigência da Constituição”, diz a justificativa ao veto.



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Esmagamento de mandioca bate recorde em 2024



Centro-Sul com demanda aquecida por fécula e farinha




Foto: Canva

Segundo dados da retrospectiva de mandioca do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ano de 2024 foi marcado por um recorde histórico no esmagamento de mandioca para a produção de fécula e farinha no Centro-Sul do Brasil. Impulsionadas pela demanda aquecida por derivados, empresas do setor ampliaram a busca pela matéria-prima.

De acordo com o Cepea, a alta procura levou produtores a expandirem a colheita, incluindo áreas com mandioca de 1º ciclo. No entanto, as condições climáticas adversas, com clima quente e seco em grande parte do ano, impactaram negativamente a produtividade e o teor de amido das raízes.

Após registrarem máximas históricas em 2023, os preços da mandioca recuaram na primeira metade de 2024, refletindo maior oferta no mercado. No segundo semestre, contudo, as cotações voltaram a subir diante da escassez de estoques e do aumento da demanda industrial e de exportações.

A elevação no esmagamento também levou a produção nacional de fécula a um patamar recorde em 2024. Esse movimento foi acompanhado por um crescimento expressivo no consumo interno e nas exportações, contribuindo para a redução dos estoques do produto.

Segundo agentes do setor, as vendas no varejo – impulsionadas por supermercados e hipermercados – apresentaram forte alta. No segmento industrial, a fécula seguiu como matéria-prima fundamental, especialmente para os setores alimentício e de papel e papelão.

Já o mercado de farinha de mandioca na região Centro-Sul (Paraná, São Paulo e Santa Catarina) registrou baixa liquidez durante praticamente todo o ano. Esse cenário, conforme apontam pesquisadores do Cepea, foi resultado da retomada da produção no Nordeste, que chegou a abastecer estados do Centro-Oeste e Norte, reduzindo a demanda no Sul do país.





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