sexta-feira, julho 10, 2026

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Prefeitos e vereadores tomaram posse hoje; quais as responsabilidades de cada um?



Os prefeitos e vereadores eleitos em outubro de 2024 tomam posse nos respectivos cargos nesta quarta-feira, 1º de janeiro de 2025.

De acordo com a página de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão 5.543 prefeitos, 5.543 vice-prefeitos e 58.072 vereadores empossados para mandatos de quatro anos.

Do total de 5.543 prefeitos e vice-prefeitos que tomam posse, 2.466 foram candidatos reeleitos e os demais (3.077) estão no primeiro mandato como chefe do poder Executivo local. Assim, cabe a pergunta: qual as responsabilidades de cada um deles?

Responsabilidades de prefeitos

A prefeita ou o prefeito empossado é o chefe do Poder Executivo municipal, portanto, responsável pela gestão do município. O mandato de prefeito dura quatro anos, com possibilidade de uma reeleição por mais quatro. Nesse período, os ocupantes dos cargos devem:

  • Gerenciar os recursos financeiros do município (arrecadar, administrar e aplicar os impostos da melhor forma);
  • Planejar e realizar melhorias locais, desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes;
  • Intermediar politicamente junto a outras esferas do poder, sempre com o intuito de beneficiar a população local, entre outras funções que promovam o desenvolvimento local.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, destaca quais devem ser as prioridades no exercício da função pública.

“É preciso honrar o mandato que a população vos deu nas urnas, enfrentar as dificuldades e sempre conduzir a administração sob um modelo de governança pública que coloque em primeiro lugar as reais necessidades da comunidade.”

Ziulkoski frisa aos gestores municipais que é importante esquecer os embates ideológicos da eleição. “Governar para todos e com todos que queiram ajudar o seu município a progredir.”

Funções dos vereadores

Os mandatos de vereadoras e vereadores, também com duração de quatro anos, não têm uma quantidade definida de possibilidades de reeleição. Esse grupo de parlamentares atua nas câmaras municipais, também chamadas de câmara de vereadores.

O total de vagas para cada câmara depende do número de habitantes do município, segundo o inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal.

As funções no poder Legislativo municipal estão subdivididas em quatro atribuições principais:

  • Legislativa: proposição, análise, discussão e votação de leis municipais e gestão de alguns impostos;
  • Fiscalização: fiscalizadora das ações da administração municipal no cumprimento das leis e do orçamento público;
  • Assessoramento ao Executivo: apoio e discussão acerca de políticas públicas a serem implantadas por meio do Plano Plurianual, da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
  • Julgadora: apreciação das contas públicas de administradores e apuração de infrações político-administrativas cometidas por prefeito e pelos próprios vereadores.



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AgroNewsPolítica & Agro

Crédito de carbono ganha espaço na agricultura



Crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta para sustentabilidade


Foto: Canva

O crédito de carbono está ganhando destaque como uma ferramenta estratégica para impulsionar a sustentabilidade na agricultura brasileira e mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Além de incentivar práticas mais ecológicas, o mecanismo transforma a redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em oportunidades econômicas, atraindo produtores rurais e investidores para o setor.

A agricultura é responsável por uma parcela significativa das emissões globais de GEE, com destaque para o metano (CH4) e o óxido nitroso (N2O). Práticas tradicionais, como o uso intensivo de fertilizantes e a pecuária convencional, contribuem para essas emissões. Nesse contexto, os créditos de carbono surgem como um estímulo à adoção de modelos produtivos sustentáveis, incluindo a agricultura regenerativa, que melhora a qualidade do solo e captura carbono da atmosfera.

No Brasil, o Programa ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono) é referência na promoção de práticas sustentáveis, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e o plantio direto. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a iniciativa já evitou a emissão de cerca de 150 milhões de toneladas de CO2 equivalentes desde 2010.

A técnica ILPF integra agricultura, pecuária e silvicultura em uma mesma área, promovendo maior produtividade e capturando carbono no solo e na vegetação. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicam que sistemas ILPF podem sequestrar até 10 toneladas de CO2 por hectare ao ano, tornando-se aliados cruciais na redução das emissões.

Os créditos de carbono também oferecem vantagens financeiras. Agricultores que adotam práticas sustentáveis podem comercializar esses créditos em mercados específicos, obtendo renda adicional e ampliando sua competitividade. Além dos ganhos financeiros, essas práticas favorecem a recuperação dos solos, aumentam a biodiversidade e tornam as lavouras mais resistentes às mudanças climáticas, fortalecendo a segurança alimentar e a estabilidade produtiva.





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Seguro rural como despesa obrigatória no Orçamento de 2025 é vetado pelo governo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025 que protegia o orçamento do seguro rural, entre outras despesas, de cortes orçamentários ao longo do ano.

O veto consta da sanção da lei 15.080 publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (31). O projeto de lei aprovado pelo Congresso previa a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural (PSR) entre as despesas obrigatórias ou legais da União, ou seja, blindadas de contingenciamentos ou bloqueios.

Atualmente, a rubrica é discricionária, sendo passível de remanejamentos pelo Executivo ao longo do exercício fiscal.

Corte de verbas

O trecho do projeto de lei vetado por Lula foi articulado por deputados e senadores da bancada da agropecuária a fim de evitar cortes no orçamento do seguro rural. Neste ano, o Executivo destinou R$ 1,06 bilhão ao PSR.

Entretanto, a verba foi cortada para R$ 964,598 milhões. Para 2025, o governo enviou no Projeto de Lei Orçamentária Anual a previsão de R$ 1,06 bilhão para o seguro rural, assim como no exercício atual. O setor produtivo pede R$ 4 bilhões.

Na justificativa do veto, orientado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, o despacho presidencial diz que a proposta “contraria o interesse público, uma vez que reduz a flexibilidade e a liberdade dos órgãos na gestão de suas próprias despesas orçamentárias, visto que as despesas são originalmente discricionárias”.

Também foi vetada a transição da classificação de despesas discricionárias para obrigatórias da subvenção econômica para as Aquisições do Governo Federal e Formação de Estoques Reguladores e Estratégicos, da subvenção econômica para Garantia e Sustentação de Preços na comercialização de produtos agropecuários e da subvenção econômica para Garantia e Sustentação de Preços na comercialização de produtos da agricultura familiar – políticas operacionalizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Veto de outros itens

Resultados estratégicos da Secretaria da Agricultura do Distrito FederalResultados estratégicos da Secretaria da Agricultura do Distrito Federal

Além disso, o presidente Lula vetou o trecho que mantinha 17 itens como despesas ressalvadas da limitação de empenho e movimentação financeira.

Entre os itens, o Congresso havia incluído nesta rubrica despesas para aquisição e distribuição de alimentos da agricultura familiar para promoção da segurança alimentar e nutricional e despesas de defesa agropecuária.

“A proposição legislativa contraria o interesse público, uma vez que a ressalva de despesas da limitação de empenho tem como efeito aumentar a rigidez orçamentária e restringir a possibilidade de o Poder Executivo federal dispor sobre essa limitação de acordo com as necessidades sociais e as disponibilidades orçamentárias no momento da execução”, diz a justificativa do veto presidencial.



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Preços dos suínos independentes mantêm estabilidade nesta semana, mas…


Após reajustes recentes, associações destacam estabilidade nos preços e projetam aumentos com a chegada do 13º salário e maior demanda sazonal.

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Nesta quinta-feira (21), a comercialização dos suínos no mercado independente apresentou estabilidade nos principais estados produtores. Com os feriados de novembro e a entrada da segunda quinzena do mês, tiraram o ímpeto das altas no mercado de suínos. 

Em São Paulo, os preços dos suínos apresentaram estabilidade frente à semana anterior e segue precificado em R$ 10,30/kg por vivo, com acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS). 

“Nas últimas quatro semanas,  o preço do suíno teve um reajuste positivo de 8,77%. Para a Bolsa de Suínos houve uma queda de 2,90 kg, o que representa uma queda de 1,88% e o volume de animais também registrou um recuo de 1.423 de cabeças, o que representa uma queda de 4,72%”, detalhou o Valdomiro Ferreira.

Ainda de acordo com a APCS, a expectativa para os próximos dias é de reajuste nas cotações dos suínos em que as indústrias já estão se preparando para atender a demanda de final de ano. “A expectativa é de novo realinhamento nos preços com a entrada dos pagamentos do 13º salário e aumento no consumo”, informou ao Notícias Agrícolas. 

No mercado mineiro, o valor do animal apresentou estabilidade nesta semana e está sendo negociado próximo de R$ 10,30/kg vivo, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). 

“As expectativas são boas no curto prazo com a sazonalidade de final de ano, mas nesta semana a demanda continua predominando e os preços estão estáveis em uma faixa na linha do topo.”, disse o consultor de mercado da Associação, Alvimar Jalles.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal nesta semana registrou valorização de 0,41% frente a anterior, em que passou de R$ 9,78/kg e está precificado em  R$ 9,82/kg vivo.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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Pastagens avançam com chuvas e insolação favoráveis


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na quinta-feira (26), as chuvas regulares e a intensa radiação solar registradas nas últimas semanas estão impulsionando o crescimento das pastagens de verão no Rio Grande do Sul. As condições climáticas também favoreceram a recuperação dos campos nativos, ampliando a oferta de forragem de qualidade para os rebanhos.

Na região administrativa de Bagé, em São Gabriel, o crescimento das forrageiras nativas foi limitado pela baixa pluviosidade em dezembro, que acumulou apenas 60 mm. Em contrapartida, na região de Caxias do Sul, as áreas de campo nativo atenderam plenamente às necessidades dos animais, refletindo em bons ganhos de peso.

Na região de Ijuí, a escassez de estoques de forragem conservada levou alguns produtores a anteciparem o corte do milho para silagem, mesmo antes do ponto ideal de maturação dos grãos. Já em Passo Fundo, as chuvas recentes mantiveram a umidade do solo em níveis adequados para o crescimento das pastagens. No entanto, a menor incidência de luz solar, devido aos dias encobertos, limitou o pleno desenvolvimento vegetativo.

Nas regiões de Pelotas, incluindo Arroio do Padre, Canguçu e Capão do Leão, as pastagens e forrageiras apresentaram bom desenvolvimento. Entretanto, em Cerrito e Jaguarão, a baixa radiação solar trouxe desafios para a implantação de novas áreas de pastagens de verão. Em Santa Vitória do Palmar, o campo nativo registrou crescimento adequado, beneficiando tanto bovinos quanto ovinos.

Na região de Santa Maria, as pastagens de verão apresentaram condição excelente, garantindo boa oferta de forragem. Em Santa Rosa, as chuvas recentes, combinadas com temperaturas amenas e boa insolção, impulsionaram a produção de matéria verde nas pastagens perenes e anuais, conforme dados da Emater/RS.





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Para 61% dos brasileiros, economia está no rumo errado, mostra pesquisa



Pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra que para 61% dos brasileiros a economia do país está no rumo errado. Apenas 32% dos entrevistados acreditam que ela está no caminho certo.

Essa percepção é majoritária em todas as faixas etárias da pesquisa: entre os mais jovens, com idade entre 16 e 24 anos, 71% têm a percepção que a trajetória econômica está equivocada, e 23% acham que está no caminho correto.

Na faixa entre 25 e 34 anos, 68% acreditam que está errada, e outros 27% veem como correta; dos 35 a 59 anos, 64% acreditam que a economia está no caminho errado, enquanto 33% creem que está no rumo certo.

Já na faixa acima de 60 anos, 55% disseram que está em trajetória errada, e 36% que está correta.

Por faixa de renda

No recorte por faixa de renda, 67% dos que ganham acima de cinco salários-mínimos acham que o rumo está equivocado, e 30% aprovam o caminho da economia.

Entre os mais pobres, com renda de até dois salários, 55% têm uma visão negativa sobre a questão e 37% acham que o caminho está correto.

Expectativa para a economia em 2025

O Datafolha mostrou também que o otimismo do brasileiro com o ano novo é o menor desde 2020. Pela primeira vez em cinco anos, menos da metade dos entrevistados afirmou que a população terá uma situação melhor em 2025.

Para 25% a situação será pior, e outros 25% apontaram que será igual. Outros 3% não souberam responder.



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Primeira empresa independente de petróleo e gás natural do país começa a operar



A Brava Energia obteve autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para iniciar a produção por meio do navio-plataforma (FPSO, da sigla em inglês) Atlanta, que tem capacidade para produzir até 50 mil barris óleo por dia, tratar 140 mil barris de água por dia e estocar até 1,6 milhão de barris de óleo.

Segundo a empresa, na terça-feira (31), foi extraído o primeiro óleo a partir do sistema definitivo na Bacia de Santos. Após a conexão e partida dos dois primeiros poços, a produção estabilizou em cerca de 20 mil barris por dia (bpd), informou nesta quarta (1).

Com isso, a Brava se tornou a primeira empresa independente de petróleo e gás natural do país a desenvolver um sistema de produção em águas profundas desde sua fase inicial, dentro do orçamento previsto e dos prazos estabelecidos para perfuração dos poços, instalação de equipamentos iniciais e obras do FPSO.

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a produção se inicia a partir dos poços 6H e 7H, que estão em estabilização, enquanto a companhia prossegue com a companhia em conexão dos quatro poços remanescentes 2H, 3H, 4H, 5H.

A previsão de término é o segundo trimestre de 2025.



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Produção de açúcar cai 63% em dezembro


Segundo dados divulgados pela União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (UNICA), a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil registrou queda expressiva na primeira quinzena de dezembro. O volume produzido foi de 347,82 mil toneladas, representando uma redução de 63,07% em comparação com o mesmo período da safra 2023/2024, quando foram fabricadas 941,73 mil toneladas.

No acumulado desde o início da safra até 16 de dezembro, a fabricação de açúcar alcançou 39,71 milhões de toneladas, número 5,05% inferior ao ciclo anterior, que totalizou 41,82 milhões de toneladas. No mesmo período, a produção de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 764,53 milhões de litros. Desse total, 498,56 milhões de litros foram de etanol hidratado, representando uma queda de 28,18%, e 265,97 milhões de litros foram de etanol anidro, com retração de 24,30%.

No acumulado do ciclo agrícola, a produção de etanol, no entanto, mostrou crescimento de 3,26%, totalizando 31,93 bilhões de litros. O etanol hidratado avançou 10,29%, somando 20,34 bilhões de litros, enquanto o anidro apresentou recuo de 7,13%, alcançando 11,59 bilhões de litros.

Um dos destaques do setor foi o crescimento expressivo na produção de etanol a partir do milho. Na primeira metade de dezembro, 50% do biocombustível produzido teve como matéria-prima o cereal. Foram fabricados 379,16 milhões de litros de etanol de milho, um aumento de 34,89% em relação ao mesmo período da safra passada, quando o volume atingiu 281,09 milhões de litros.

Desde o início da safra, o etanol de milho já acumula produção de 5,63 bilhões de litros, o que representa um avanço de 30,01% na comparação com o mesmo intervalo do ciclo anterior.





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chuvas beneficiam algodão e sorgo



Chuvas espalhadas beneficiam cultivos de verão na Austrália




Foto: Canva

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas esparsas, com volumes localizados próximos a 10 mm, foram registradas no sul de Queensland e no norte e centro de Nova Gales do Sul, proporcionando impulso ao desenvolvimento de culturas de verão, como algodão e sorgo. Enquanto áreas mais secas elevaram a demanda por irrigação em algumas localidades, essas condições também permitiram a continuidade dos trabalhos de campo, incluindo o plantio adicional de sorgo.

Nas demais regiões do cinturão de trigo, o clima predominantemente seco em Nova Gales do Sul (sul), Victoria, Austrália do Sul e Austrália Ocidental favoreceu a conclusão das colheitas das culturas de inverno.

As temperaturas ficaram, em média, de 2 a 3 °C abaixo do normal em partes do sudeste, enquanto no oeste e nordeste permaneceram próximas da média histórica. As máximas atingiram valores entre 30 e 35 °C na maior parte das áreas produtoras de trigo, mantendo o ritmo adequado para a finalização da colheita e preparando o solo para a próxima safra.





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Turismo rural deve ser a aposta para 2025



Fruta colhida direto do pomar, passeio a cavalo, trilhas, boa gastronomia e quartos confortáveis. Tudo isso em meio à uma experiência com a natureza unida à rotina agropecuária. Essa é a preferência de 74% das pessoas que buscam o turismo rural.

Os dados são da última pesquisa sobre Demanda do Turismo Rural divulgada pelo Ministério do Turismo (MTur), em parceria com a Sprint Dados e a Rede Turismo Rural Consciente.

O estudo ainda apontou que 60% dos participantes preferem as trilhas. Destaque para lista apresentada com mais de 40 atividades disponíveis no meio rural.

Com demanda crescente, as oportunidades para pequenos empreendedores rurais ficam evidentes. Momento propício para ampliar os negócios, associando o agroturismo às atividades da propriedade.

Vivências que permitem conhecer lugares e suas histórias, fauna e flora, cultivos e criações, além  dos processos produtivos da propriedade.

De acordo com o MTur, turismo rural ou agroturismo é o conjunto das atividades turísticas desenvolvidas no meio rural. 

Abrangente, são inúmeras as atividades que podem ser exercidas, em sua maioria, comprometidas com a produção agropecuária e agregando valor aos produtos e serviços feitos na propriedade. 

Na vanguarda

O Sítio São João, em Caçapava, no Vale do Paraíba (SP), conhecido na região pela produção de cana-de-açúcar, cachaças puras, envelhecidas e uma variedade de licores, já passa por adequações para expandir os negócios e receber entusiastas do agroturismo.  

A pequena propriedade é administrada pelo casal Jô Rocha e João Carlos Silva que recebem o eficaz auxílio do filho, João Paulo Rocha Silva.

Recentemente Jô Rocha finalizou o curso de turismo rural e, com o apoio e ajuda da família,  planeja impulsionar a atividade no sítio, a partir dos aprendizados. 

“Eu não sabia que eu já fornecia o turismo rural quando vinham parentes, amigos ou vinham conhecer a propriedade, buscar minha cachaça. Quando eu mostrava uma determinada árvore, um determinado pássaro, uma determinada fruta, eu já estava exercendo”, afirmou a produtora rural. 

De olho no futuro, mas sempre em busca de conhecimento, a pequena empreendedora rural anseia que, em breve, seus visitantes possam ter a experiência completa, passando por cada etapa do seu dia a dia rural.

“Eu estou só engatinhando, eu ainda tenho que aprender muito. Mas algumas coisas eu já tenho em mente. Eu gostaria que as pessoas tivessem uma vivência maior, que pudessem ver a cana sendo cortada, moída, fermentada… Esse é o plano”, disse Jô Rocha. 

Entre no mercado

De acordo com o Sebrae, para empreender no turismo rural é importante adaptar as ações para o objetivo e a realidade do produtor. Trabalhar com o que já tem é uma das dicas da instituição. Confira o passo a passo criado pelo Sebrae para quem, assim como a Jô Rocha, quer começar a investir no mercado de turismo rural.

  • Ter vontade: não tem como investir em agroturismo se você não gostar da área rural de verdade.
  • Ser um bom anfitrião: faça os seus clientes sentirem-se realmente em casa. É compreender quem são os seus clientes, suas necessidades e expectativas, para poder atendê-los da melhor maneira.
  • Atrativos da região: além das coisas que estão dentro da sua propriedade, o que mais existe na sua região e pode servir de atrativo para os seus clientes? 
  • Faça o planejamento: se o seu interesse é realmente ganhar dinheiro com turismo rural, não dá para pular a parte do planejamento. Nenhum negócio consegue sobreviver muito tempo sem planejar.
  • Espaço para turismo rural: saiba que, primeiramente, será necessário definir o que você realmente tem de interessante para oferecer aos seus clientes. Quais são as áreas da sua fazenda que poderão ser utilizadas para isso?
  • Requisitos técnicos: antes de você começar a colocar qualquer dinheiro para mexer na estrutura da sua fazenda, é fundamental que você conheça as exigências técnicas do Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural (Idestur). 
  • Serviços: o que oferecer em sua fazenda para os turistas? Quem está pretendendo começar agora no turismo rural, poderá sentir dificuldades em definir as atividades que irá oferecer no local, mas, a verdade é que dá para proporcionar muitas coisas agradáveis e consolidar o seu negócio no mercado.
  • Consciência ambiental: tudo precisa ser feito com responsabilidade ecológica, com respeito e amor à natureza. Não existe turismo rural sem esse tipo de cuidado.
  • Invista na divulgação: Uma das melhores formas de conseguir clientes para quem vai investir no turismo rural é por meio do marketing em sua região, bem como do marketing digital.

Além disso, a instituição também disponibilizou um e-book que mostra formas de como lucrar com o turismo rural.



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