sexta-feira, julho 10, 2026

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Novo salário mínimo entra em vigor; entenda os impactos na economia



Entrou em vigor ontem (1º de janeiro) o novo valor de R$ 1.518,00 para o salário mínimo – um aumento de R$ 106,00 em relação a 2024 (R$ 1.412,00). Segundo o governo, o valor incorpora a reposição de 4,84% da inflação de 12 meses, apurada em novembro do ano passado (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), e mais 2,5% de ganho real.

O salário mínimo está de acordo com a nova regra aprovada pelo Congresso Nacional, que condiciona a atualização do valor aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. Por essa nova norma – válida até 2030 – o salário mínimo terá ganho real de 0,6% a 2,5%.

O reajuste vai afetar a remuneração de 59 milhões de pessoas que têm o rendimento ligado ao valor do salário mínimo, como empregados formais, trabalhadores domésticos, empregadores, trabalhadores por conta própria e beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Despesas

O valor do salário mínimo tem impacto direto nas contas do governo federal, como os pagamentos às pessoas aposentadas ou pensionistas, cerca de 19 milhões; a quem tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), mais de 4,7 milhões; aos trabalhadores com carteira dispensados do serviço, cerca de 7,35 milhões que acionaram o seguro-desemprego (dado de julho de 2024); e aos trabalhadores que têm direito ao abono salarial (PIS-Pasep), cerca de 240 mil pessoas no ano passado.

Um estudo feito pela empresa Tendências Consultoria, de São Paulo, estima que a nova política de reajuste do salário mínimo vai gerar R$ 110 bilhões de economia nos gastos públicos até 2030, sendo que R$ 2 bilhões estão previstos para 2025.

O salário mínimo no Brasil foi criado em 1936, durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas.



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Real encerra 2024 com desvalorização histórica



Eleição de Trump influenciou o dólar



Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas
Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas – Foto: Pixabay

O câmbio brasileiro vivenciou um ano de alta volatilidade e encerrou 2024 com uma desvalorização de 21,82% em relação ao dólar Ptax, a taxa de referência para contratos denominados em real em bolsas de mercadorias no exterior. Esse desempenho coloca o real como a moeda mais desvalorizada entre 27 economias analisadas pela consultoria Elos Ayta. Trata-se do pior resultado para a moeda brasileira desde 2020 e da terceira maior queda nominal desde 2010, superado apenas pelos anos de 2015 (-31,98%) e 2020 (-22,44%).  

Nesse contexto, o analista da Elos Ayta, Einar Riverno, destaca que esse desempenho reflete os desafios econômicos enfrentados pelo Brasil em um contexto global adverso e com incertezas internas. Em âmbito internacional, a vitória de Donald Trump nas eleições para a presidência dos Estados Unidos gerou expectativas de políticas protecionistas, o que fortaleceu a economia norte-americana, a inflação no país e, consequentemente, o dólar, que é sua moeda.  

Além dos fatores externos, a desvalorização do real também foi impulsionada por questões domésticas. O pacote fiscal anunciado pelo governo no final de 2024 gerou preocupações entre investidores, provocando um êxodo de capitais e pressionando ainda mais a moeda brasileira. Riverno afirma que, para 2025, a recuperação do real dependerá de reformas estruturais que atraiam investimentos, além de um ambiente externo mais favorável. É essencial que o governo sinalize seu compromisso com a disciplina fiscal e adote medidas concretas para conter a inflação e promover o crescimento sustentável.





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Nova frente fria causa temporais localizados em região brasileira



O segundo dia de 2025 é marcado pela chegada de uma nova frente fria no Sul e por instabilidades em grande parte do país. Temporais também atingem o Centro-Oeste. Contudo, o tempo abafado não deixa de se fazer presente na maioria dos estados. Confira a previsão:

Sul

Uma nova frente fria começa a se deslocar pela Região, provocando chuva nos três estados. Pode chover forte e não se descarta alguns temporais localizados. As temperaturas vão seguir elevadas e o tempo fica abafado.

Sudeste

Tempo segue instável e com pancadas de chuva em toda a Região. Chove a qualquer hora no Espírito Santo e em áreas do centro-norte de Minas Gerais. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, pancadas de chuva isolada, mas que podem ser mais intensas pelo interior paulista.

Centro-Oeste

A chuva ganha intensidade em Mato Grosso do Sul, onde pode chover forte e a qualquer hora do dia. Em Mato Grosso e Goiás, as pancadas de chuva acontecem ao longo do dia, alternando entre moderada a forte.

Nordeste

Chuva isolada pela costa da Região Nordeste, especialmente durante a tarde. No interior o predomínio é de tempo firme. No Maranhão e no Piauí, o dia deve ter mais nebulosidade e chove fraco em áreas da metade oeste e sudoeste maranhense e no oeste piauiense.

Norte

Pancadas de chuva alternadas com períodos de melhoria estão previstas para todos os estados da Região. Pode chover forte e não se descartam alguns temporais no Amazonas, Pará, Roraima e Amapá. Em Belém, no Pará, as pancadas de chuva podem vir acompanhadas por trovoadas.



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Nova lei regula uso de bioinsumos na Bahia



Lei dos bioinsumos fortalece a agricultura sustentável




Foto: Canva

A agricultura baiana deu um importante passo em direção à sustentabilidade com a sanção da Lei nº 15.070/2024, de autoria do senador Jaques Wagner. A nova legislação regulamenta e estimula o uso de bioinsumos na produção agropecuária, aquícola e florestal, consolidando práticas mais limpas, eficientes e alinhadas às demandas globais por sustentabilidade, conforme a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri BA).

Os bioinsumos abrangem produtos e tecnologias de origem natural voltados para o crescimento e desenvolvimento de plantas, animais e microrganismos. A medida visa aumentar a fertilidade do solo, promover a proteção ambiental e reduzir a dependência de insumos químicos sintéticos, como agrotóxicos e fertilizantes convencionais.

Segundo dados da Seagri BA, a legislação fortalece a execução do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica da Bahia, promovendo sistemas agrícolas mais resilientes e alinhados aos ecossistemas locais. Além disso, busca valorizar o conhecimento tradicional e minimizar os impactos ambientais.

Entre os principais pontos da nova lei, destacam-se:

  • Produção descentralizada: pequenos produtores, cooperativas e comunidades tradicionais poderão produzir bioinsumos para uso próprio.
  • Incentivos financeiros: acesso a crédito facilitado e programas de apoio econômico para quem adotar bioinsumos em seus sistemas produtivos.
  • Pesquisa e inovação: fomento à criação de novas tecnologias de bioinsumos para impulsionar a bioeconomia e valorizar a sociobiodiversidade.

De acordo com a Seagri, a nova lei é vista como estratégica para ampliar a presença da Bahia em mercados internacionais exigentes, como o europeu, que priorizam produtos com alta rastreabilidade ambiental e padrões sustentáveis. A legislação também está alinhada ao Plano ABC+ Bahia, voltado para práticas agrícolas de baixo carbono, consolidando o estado como referência em inovação agrícola e sustentabilidade.

A Secretaria da Agricultura da Bahia já trabalha em estratégias para ampliar a adoção da nova lei. A pasta planeja parcerias com instituições de pesquisa, além de programas de capacitação técnica voltados aos produtores.





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Europa enfrenta seca, impactando cultivos de inverno



Temperaturas acima da média desafiam lavouras de inverno




Foto: Pixabay

O boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na última quinta-feira (26) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), revelou que o clima na Europa durante o período de monitoramento foi marcado por chuvas generalizadas e temperaturas acima da média, mas a seca de curto prazo continua preocupando produtores na Espanha e em partes da Hungria.

De acordo com os últimos dados climáticos, a maior parte do continente registrou volumes de chuva entre 5 e 40 mm por semana, abrangendo regiões da Inglaterra e França até o leste europeu. No entanto, a escassez de chuvas desde novembro reduziu a umidade do solo na Espanha, comprometendo a emergência e o estabelecimento de culturas de inverno.

A situação também é crítica no sudoeste da Hungria (Transdanúbia), onde a seca extrema permanece localizada. Desde 1º de outubro, a região acumulou apenas 34% do volume de chuvas esperado, tornando este o período mais seco dos últimos 30 anos.

Outro destaque foi o aumento das temperaturas, que ficaram 2 a 7°C acima do normal na maior parte do centro, norte e leste da Europa. Apenas a porção sudoeste do continente registrou valores próximos à média histórica.

A ausência de cobertura de neve nas principais áreas de cultivo de inverno levanta preocupações sobre a exposição das lavouras, embora as mínimas tenham permanecido acima dos níveis que causariam danos por congelamento ou morte de plantas.

Produtores europeus monitoram de perto o impacto dessas condições climáticas, especialmente nas culturas de grãos. A falta de umidade na Espanha e na Hungria pode comprometer o rendimento das lavouras de inverno, enquanto as temperaturas elevadas trazem incertezas sobre a resistência das plantações frente ao inverno que se aproxima, conforme os dados do USDA.





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Produção de trigo no Canadá registra estabilidade



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro



A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro
A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro – Foto: Pixabay

A moagem de trigo no Canadá apresentou estabilidade em novembro de 2024, com 293.281 toneladas processadas, conforme relatório do Statistics Canada divulgado em 24 de dezembro. Esse volume manteve-se inalterado em relação a outubro, mas representou uma queda de 2,6% em comparação a novembro de 2023, quando foram moídas 301.000 toneladas. Em contrapartida, houve um aumento de 13% em relação a setembro. No acumulado de dezembro de 2023 a novembro de 2024, a média mensal de moagem foi de 274.167 toneladas, com os volumes de outubro e novembro marcando os maiores totais desde novembro de 2023.  

A produção de farinha de trigo, no entanto, recuou em novembro. Foram produzidas 215.925 toneladas, 4% a menos do que as 225.000 toneladas de outubro e 4% abaixo do registrado em novembro de 2023. Apesar disso, houve um aumento de 10% em relação ao volume produzido em setembro. A média mensal de produção de farinha de trigo no período de 12 meses foi de 205.583 toneladas. Ainda segundo o relatório, a produção de ração atingiu 63.000 toneladas em novembro, apresentando leve queda em relação a outubro e 6% inferior às 67.000 toneladas do mesmo mês em 2023.  

O Ministério da Agricultura e Agroalimentação do Canadá (AAFC), em sua atualização de 19 de dezembro das Perspectivas para as Principais Culturas de Campo, estimou a produção total de trigo no ciclo 2024-25 em 34.958.000 toneladas. Esse volume representa um aumento de 6% em comparação ao período 2023-24 e um ligeiro avanço em relação a 2022-23. O destaque foi o trigo durum, cuja produção foi estimada em 5.870.000 toneladas, 44% superior ao ano anterior. Apesar de uma revisão de 3% para baixo em relação à estimativa de setembro, a produção de durum permanece 20% acima da média histórica, configurando-se como a sexta maior já registrada no país.  





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Chuvas regulares favorecem safra de feijão


A safra de feijão segue com desenvolvimento positivo no Rio Grande do Sul. O avanço no plantio e as boas condições climáticas garantem perspectivas favoráveis em diferentes regiões do estado, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (26)

Na região de Caxias do Sul, a semeadura nos Campos de Cima da Serra continua em ritmo acelerado e deve ser finalizada até o primeiro decêndio de janeiro. As lavouras recém-semeadas estão na fase de emergência, beneficiadas por temperaturas e umidade adequadas, favorecendo o desenvolvimento inicial das plantas.

Segundo a Emater/RS, já na região de Ijuí, 60% das lavouras estão em maturação, com potencial produtivo mantido em níveis elevados. Os tratos culturais foram finalizados e começou a aplicação de dessecantes para uniformizar a maturação e otimizar a colheita. Os rendimentos obtidos até o momento estão em linha com as expectativas da safra.

Na região de Pelotas, a semeadura atingiu 81% da área prevista e foi concluída em cidades como Tavares, São Lourenço do Sul, Piratini, Pelotas e Morro Redondo. Atualmente, 46% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em florescimento e 22% em enchimento de grãos. As chuvas regulares e a umidade do solo têm assegurado o crescimento saudável das plantas, sem relatos de problemas fitossanitários.

Em Soledade, parte das lavouras já está em maturação e colheita, enquanto outras áreas seguem em enchimento de grãos. As produtividades variam entre 900 e 1.500 kg/ha, com a maioria das lavouras apresentando rendimentos próximos à média superior. Apesar dessa variação, os grãos colhidos apresentam qualidade e peso satisfatórios, reflexo das condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

No total, 5% das lavouras estão em florescimento, 35% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 20% já colhidas. As condições climáticas e o manejo eficiente das lavouras indicam perspectivas promissoras para a safra, reforçando a importância do feijão na produção agrícola do estado, de acordo informativo.





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Desafios superados pelo agro em 2024



O Brasil também se destacou no mercado global



Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade
Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade – Foto: USDA

O ano de 2024 foi marcado por uma combinação de desafios e avanços significativos para o agronegócio brasileiro. De acordo com Jacques Dieu, Gestor de Estratégias de Vendas e Marketing, o setor enfrentou dificuldades como as enchentes históricas que afetaram o Rio Grande do Sul, resultando em prejuízos expressivos para a produção agrícola, principalmente de arroz

No entanto, esses eventos também reforçaram a importância de investir em infraestrutura resiliente, capaz de mitigar os impactos de fenômenos climáticos extremos. Mesmo diante das adversidades, o agronegócio brasileiro mostrou uma notável capacidade de adaptação, mantendo-se como um pilar essencial da economia nacional.

Em paralelo aos desafios climáticos, 2024 também foi um ano de avanços no campo da sustentabilidade. A regulamentação dos bioinsumos ganhou destaque, alinhando-se às tendências globais que buscam uma agricultura menos dependente de produtos químicos. Além disso, o Plano Safra, ao promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis, reafirmou o compromisso do setor com a preservação ambiental, sem comprometer a produtividade. Essas iniciativas sustentáveis fortaleceram a imagem do Brasil no cenário internacional, mostrando seu compromisso com uma produção agrícola mais verde e eficiente.

O Brasil também se destacou no mercado global, com a abertura de novos mercados na Ásia e a consolidação de sua liderança no Paraguai. Esse fortalecimento das parcerias comerciais internacionais contribuiu para ampliar a posição do país como um dos maiores exportadores agrícolas do mundo, atendendo à crescente demanda global por alimentos. Com essas ações, o agronegócio brasileiro garantiu sua relevância no cenário mundial.

 





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Prefeito do RJ assume novo mandato e propõe Força Municipal armada



O prefeito reeleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assumiu o quarto mandato em cerimônia na Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira (1). Ele propôs a criação de uma Força Municipal de Segurança armada.

De acordo com Paes, essa força municipal será complementar às forças policiais. O grupo de trabalho para propor a inovação é um dos 46 decretos publicados hoje no Diário Oficial do município para direcionar o início do novo mandato que vai até 2028.

“A gente entende que essa força pode fazer um policiamento ostensivo mais firme nas áreas da cidade menos conflagradas em que a ocupação territorial ou o monopólio da força do Estado não esteja em discussão. Eu acho que, quando você tem essa situação extrema em que o monopólio da força do Estado está em discussão, compete às forças de segurança pública, polícia civil e polícia militar fazer esse enfrentamento e retomar os territórios”, disse o prefeito, em entrevista coletiva após a posse.

Ele explicou que o município do Rio vai trabalhar em parceria com a Advocacia-Geral da União e com o Ministério da Justiça para que se possa utilizar egressos das forças armadas brasileiras para compor a força municipal de segurança.

Acrescentou que “apesar dos avanços em nível municipal, sabemos que o Rio ainda convive com uma das mais graves crises de segurança pública de sua história. É preciso que o governo do estado assuma a sua responsabilidade constitucional e atue com firmeza para reduzir os índices de criminalidade, que policie as ruas com mais eficiência e aja para impedir a expansão territorial do tráfico e da milícia”, assegurou o prefeito em seu discurso de posse.

Também será criado um grupo de trabalho para apresentar estudos para o fornecimento de semaglutida, princípio ativo do medicamento Ozempic, na rede municipal de saúde para o combate à obesidade.

Segundo o decreto, há benefícios comprovados da semaglutida no tratamento da obesidade, incluindo a perda de peso significativa e sustentável, a melhora dos fatores de risco cardiometabólicos e o aumento da qualidade de vida.

“Isso é muito importante. Tem que se ver a obesidade sob o ponto e vista da saúde pública. É um desejo nosso que a população mais pobre tenha acesso a um medicamento que quem tem um mínimo de condições está comprando e usando. É uma política pública contra a obesidade para que a gente possa melhorar os índices de saúde da população carioca como diabetes e problemas cardíacos”, destacou Paes.

Guarda Municipal

Outro decreto publicado hoje abrange foi a criação do Programa de Refundação da Guarda Municipal com o objetivo de modernizar a instituição e torná-la mais eficiente.

O projeto terá como diretrizes a organização das operações da Guarda Municipal em grupamentos especiais e programas, seguindo os padrões operacionais e táticos do programa BRT Seguro; o fortalecimento da Corregedoria da Guarda Municipal, visando a fiscalização das atividades funcionais e a conduta dos guardas municipais; a revisão do rol de atribuições e competências da Guarda Municipal; e a implementação de ações e iniciativas para a ampliação da eficiência da Guarda no cumprimento de suas atribuições e competências.

“A ideia é ter algo voltado para praças e parques da cidade, para a defesa das mulheres, do grupamento Maria da Penha, olhando para questões que envolvam trânsito”, acentuou o prefeito.

Ao todo, 46 decretos foram divididos em seis grandes áreas:

  • Políticas voltadas para a segurança e civilidade;
  • Políticas públicas;
  • Gestão de alto desempenho;
  • Eficiência de gastos; e
  • Desburocratização e ambiente de negócios

As diretrizes determinam o direcionamento do novo governo. A maioria forma grupos de trabalho para colocar em prática novos projetos de políticas públicas.

Antes da posse do prefeito e de seu vice, foi realizada a posse dos 51 vereadores, dos quais 12 são mulheres. O parlamento carioca empossou 21 vereadores estreantes, com uma renovação de quase metade das 51 cadeiras (45%).



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Prefeitos e vereadores tomaram posse hoje; quais as responsabilidades de cada um?



Os prefeitos e vereadores eleitos em outubro de 2024 tomam posse nos respectivos cargos nesta quarta-feira, 1º de janeiro de 2025.

De acordo com a página de estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serão 5.543 prefeitos, 5.543 vice-prefeitos e 58.072 vereadores empossados para mandatos de quatro anos.

Do total de 5.543 prefeitos e vice-prefeitos que tomam posse, 2.466 foram candidatos reeleitos e os demais (3.077) estão no primeiro mandato como chefe do poder Executivo local. Assim, cabe a pergunta: qual as responsabilidades de cada um deles?

Responsabilidades de prefeitos

A prefeita ou o prefeito empossado é o chefe do Poder Executivo municipal, portanto, responsável pela gestão do município. O mandato de prefeito dura quatro anos, com possibilidade de uma reeleição por mais quatro. Nesse período, os ocupantes dos cargos devem:

  • Gerenciar os recursos financeiros do município (arrecadar, administrar e aplicar os impostos da melhor forma);
  • Planejar e realizar melhorias locais, desenvolver as funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes;
  • Intermediar politicamente junto a outras esferas do poder, sempre com o intuito de beneficiar a população local, entre outras funções que promovam o desenvolvimento local.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, destaca quais devem ser as prioridades no exercício da função pública.

“É preciso honrar o mandato que a população vos deu nas urnas, enfrentar as dificuldades e sempre conduzir a administração sob um modelo de governança pública que coloque em primeiro lugar as reais necessidades da comunidade.”

Ziulkoski frisa aos gestores municipais que é importante esquecer os embates ideológicos da eleição. “Governar para todos e com todos que queiram ajudar o seu município a progredir.”

Funções dos vereadores

Os mandatos de vereadoras e vereadores, também com duração de quatro anos, não têm uma quantidade definida de possibilidades de reeleição. Esse grupo de parlamentares atua nas câmaras municipais, também chamadas de câmara de vereadores.

O total de vagas para cada câmara depende do número de habitantes do município, segundo o inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal.

As funções no poder Legislativo municipal estão subdivididas em quatro atribuições principais:

  • Legislativa: proposição, análise, discussão e votação de leis municipais e gestão de alguns impostos;
  • Fiscalização: fiscalizadora das ações da administração municipal no cumprimento das leis e do orçamento público;
  • Assessoramento ao Executivo: apoio e discussão acerca de políticas públicas a serem implantadas por meio do Plano Plurianual, da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
  • Julgadora: apreciação das contas públicas de administradores e apuração de infrações político-administrativas cometidas por prefeito e pelos próprios vereadores.



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