sexta-feira, julho 10, 2026

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México renova acordo que fortalece exportações do agronegócio brasileiro



O México renovou o benefício tributário que elimina as tarifas de impostos sobre itens essenciais da cesta básica, como carnes, leite, arroz e feijão, produtos nos quais o Brasil tem forte participação como exportador no mercado mexicano. O pacote incentiva a oferta por meio da importação de produtos estratégicos, como carne de frango e carne suína.

O chamado Paquete Contra la Inflación y la Carestía (Pacic) foi estendido até 31 de dezembro de 2025 pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. Segundo o governo brasileiro, a renovação da medida tem sido fundamental para a continuidade das exportações brasileiras de alimentos ao México.

“É uma grande oportunidade para continuarmos reforçando e intensificando a parceria comercial tão importante com o México, com produtos brasileiros competitivos que contribuem para a segurança alimentar e nutricional”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O México consolidou-se como um dos principais parceiros comerciais do Brasil, tornando-se o maior destino das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina após a implementação do projeto, em maio de 2022. Com a isenção temporária de impostos de importação, as exportações brasileiras para o México têm registrado crescimento.

Atualmente, o país da América do Norte é o 7º maior importador de carne de frango do Brasil e o 10º principal destino de carne suína. Apenas nos onze primeiros meses deste ano, já foram exportados mais de US$ 2,7 bilhões.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a medida. Segundo a entidade, com a renovação do Pacic, o fluxo de exportações de aves e suínos deve se manter firme para o México em 2025. Apenas nos onze primeiros meses de 2024, foram comercializadas 247 mil toneladas de aves e suínos do Brasil para o mercado mexicano.

De acordo com a ABPA, nos onze primeiros meses de 2024, o programa viabilizou as importações de 205 mil toneladas de carne de frango (+18,8% em relação ao mesmo período do ano passado) e 42 mil toneladas de carne suína (+49,7% no mesmo período comparativo), gerando receitas totais de US$ 620 milhões.

“As boas relações entre os países e a sólida parceria construída entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de frango e carne suína do Brasil ao México deverá seguir em ritmo positivo ao longo de 2025, gerando resultados positivos para as duas nações”, avaliou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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a safra de soja no Paraná



A safra 2023/2024 no Paraná foi impactada por condições climáticas adversas que afetaram tanto a produtividade quanto a qualidade da soja. A quebra em relação à safra anterior foi de 17%, com uma perda de 3 milhões de toneladas. Além disso, a combinação de altas temperaturas e estiagem prolongada, principalmente na fase de floração e enchimento de grãos, prejudicou o desenvolvimento das lavouras, o que reduziu o ciclo das plantas e comprometendo os rendimentos.

O período crítico, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, foi marcado pela escassez de chuvas, afetando diretamente a produção. Além disso, o estado enfrentou variações climáticas, com chuvas intensas no início da safra seguidas de estiagem, o que causou atrasos no plantio e exigiu retrabalho em algumas áreas. Esses fatores resultaram em custos elevados e produtividade abaixo das expectativas.

Produção da soja no estado

A produção de soja no Paraná no último ciclo foi de 18,4 milhões de toneladas, e as expectativas para 2023/2024 eram de 22,4 milhões, o que representaria um aumento de 21% em relação à safra anterior. No entanto, a realidade foi diferente, com áreas como o Oeste e o Norte Pioneiro enfrentando seca severa, resultando em quebras de produtividade de até 50%. Por outro lado, o Sul do estado obteve resultados mais positivos, ajudando a equilibrar a produção.

A produtividade inicial prevista para a safra era de 80 sacas por hectare, mas o rendimento final ficou em 50 sacas. As áreas mais afetadas pela seca foram as regiões do Oeste e do Norte Pioneiro, que registraram perdas de até 50%. Em contrapartida, as regiões do Sul tiveram uma produtividade mais favorável, o que ajudou a mitigar as perdas de outras áreas, mas o impacto financeiro foi alto.

A área plantada com soja manteve-se estável, com cerca de 5,7 milhões de hectares nos últimos ciclos. Contudo, os preços da soja não reagiram conforme o esperado, ficando abaixo das projeções iniciais, o que gerou frustração entre os produtores, já impactados pelos altos custos de produção. A recuperação dos preços não foi tão robusta quanto o setor esperava.

Além das dificuldades

Apesar das dificuldades enfrentadas, especialistas acreditam que o manejo adequado do solo e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis podem reduzir os impactos de fenômenos climáticos extremos. O foco agora é aprimorar técnicas como o plantio direto e a cobertura do solo, buscando melhorar a resistência das lavouras à escassez hídrica e aos excessos de chuvas, visando uma agricultura mais sustentável no Paraná.



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Venda o máximo que puder



Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara



O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025
O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025 – Foto: USDA

Os preços da soja no Brasil encerraram o ano em queda, conforme análise da TF Agroeconômica, mesmo com o impulso do óleo de soja, que registrou alta significativa de 32,16%, sustentada pela forte demanda para biocombustível. No entanto, a pressão veio dos preços do farelo, que caíram 10,20% devido à demanda mais fraca. Nos últimos 45 dias, o mercado também foi impactado pelas estimativas otimistas de produção brasileira para a safra 2025/26, com projeções superiores a 170 milhões de toneladas, em contraste com previsões mais conservadoras do USDA e da CONAB.

O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025, tanto no mercado interno quanto no externo. O aumento significativo da disponibilidade brasileira, aliado a uma oferta mundial robusta, reforça essa perspectiva. Apesar disso, os efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras argentinas podem reduzir ligeiramente essa oferta global.

Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara: produtores devem priorizar a venda de seus estoques o mais rápido possível para evitar perdas diante da provável queda nos preços. O mercado segue atento às condições climáticas e à dinâmica global de oferta e demanda para ajustar suas estratégias. “Com isto, nossa projeção de preços para 2025 é de baixa, tanto no mercado interno, quanto no mercado externo, diante do aumento da disponibilidade brasileira (e mundial). Eventualmente, esta disponibilidade mundial poderá sofrer uma pequena retração com os efeitos de La Niña sobre as lavouras argentinas, mas nossa recomendação é: venda o máximo que você puder antes que os preços caiam”, conclui.





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Veja como está o projeto do túnel que ligará as margens do maior porto do Brasil


Após muitos anos de expectativa, a ligação seca entre Santos e Guarujá – municípios que fazem parte da área do Porto Organizado de Santos – vai sair do papel. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para construção do túnel submerso no canal de navegação no maior complexo portuário do Brasil foi aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Com valor estimado em R$ 5,96 bilhões, o projeto será financiado pelo governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal. O túnel terá 1.5 km de extensão e, além da passagem de veículos, a via contará com uma área de circulação para ciclistas e pedestres instalada entre as seis vias – três faixas por sentido, sendo uma delas adaptável ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

PROJETO TÚNEL SANTOS-GUARUJÁPROJETO TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ

Passo a passo

A previsão do Governo Federal é de que as obras sejam iniciadas em 2025. Porém, antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) precisa dar aval ao projeto. A proposta prevê a concessão do túnel à iniciativa privada, de forma a garantir a manutenção ao longo de 30 anos. Após a análise do tribunal, um edital de leilão será lançado antes do início da construção.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, encaminhou ao diretor da Antaq, Alber Furtado de Vasconcelos, o pedido para que a agência delibere sobre a continuidade do projeto de construção do túnel. Ávila informou que as audiências públicas já foram realizadas em sua plenitude. Ofício também foi enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“A comunidade da Baixada Santista aguarda a licitação da obra, esperada há quase um século, por beneficiar a região, o estado de São Paulo e o País, uma vez que impacta positivamente nas operações do maior porto do hemisfério sul”, ressalta o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

O projeto do túnel atende à política do MPor, que visa melhorar a mobilidade urbana e fomentar a boa relação Porto-cidades. O ministério aprovou o estudo relativo à modelagem do projeto de concessão patrocinada dos serviços públicos de construção, operação, manutenção e realização dos investimentos necessários para a exploração do Túnel Imerso Santos-Guarujá, em parceria com o Governo do Estado.

A Secretaria de Parceria em Investimentos do Estado de São Paulo concluiu pela “desnecessidade de realização de novas consultas e audiências públicas” sobre o Projeto Túnel Santos-Guarujá, que foram realizadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), de maneira conjunta com todos os órgãos do grupo de trabalho.

No documento enviado à Antaq, Alex Ávila informa que concorda com a posição do Governo de São Paulo, e que, considerando as competências da agência reguladora, entende que o tema deve ser apreciado e deliberado por ela.



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Conab: portaria traz novo preço mínimo a produtos extrativos


pequi sem espinho
Foto: Nivaldo Ferr/Emater

Novos preços mínimos para os produtos extrativos safra 2025 amparados pela Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio) foram publicados no Diário Oficial da União por meio da portaria nº 750.

Os preços mínimos, indicados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), foram definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Veja os novos preços dos produtos extrativos

  • Segundo a Conab, em nota, com a nova tabela, o pequi foi destaque, com aumento de 30,19%, de R$ 0,53 para R$ 0,69 por quilo.
  • O umbu registrou alta de 23,85%, passando de R$ 1,09 para R$ 1,35 por quilo.
  • A amêndoa de andiroba teve elevação de 20,68%, de R$ 2,37 para R$ 2,86 por quilo.
  • O cacau extrativo registrou incremento de 18,56%, subindo de R$ 9,75 para R$ 11,56 por quilo.
  • A piaçava apresentou aumento de 14,77%.
  • A mangaba teve acréscimo de 7,61% em determinadas regiões.
  • Já o pinhão teve redução de 22,43% em algumas áreas de Minas Gerais e São Paulo.
  • Itens como babaçu, açaí, baru, borracha natural, castanha-do-pará, juçara, macaúba, murumuru e pirarucu não tiveram alterações.

“A PGPMBio tem como propósito assegurar uma remuneração justa aos extrativistas, além de incentivar práticas que conservem o meio ambiente”, destaca a Conab na nota.

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Milho fecha em alta na CBOT



O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional



O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional
O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional – Foto: Pixabay

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado de milho encerrou o dia e o acumulado do mês com valorização na Bolsa de Chicago (CBOT). A cotação de março, referência para a safra de verão brasileira, subiu 1,38%, ou 6,25 cents/bushel, fechando a US$ 458,50. Já a cotação de maio teve alta de 1,25%, ou 5,75 cents/bushel, encerrando o pregão a US$ 465,75. Os dados refletem a estabilidade do mercado diante de uma crescente demanda global e um cenário favorável para exportações.  

O desempenho do complexo Milho & Carnes em 2024 foi considerado excepcional, destacando o Brasil como protagonista global. Ao transformar milho, comercializado a US$ 185 por tonelada, em carnes, vendidas a US$ 2.000 por tonelada, e em etanol, o país ampliou significativamente sua rentabilidade. Essa estratégia impulsionou a geração de empregos, aumentou a arrecadação de impostos estaduais e consolidou o Brasil como fornecedor indispensável para mais de 187 países. Essa posição estratégica fortalece o agronegócio brasileiro e gera impactos positivos de longo prazo na economia nacional.  

Embora os resultados sejam impressionantes, especialistas apontam que o setor ainda possui grande potencial de crescimento. O aumento da produção de carnes e etanol, a partir do milho, pode melhorar ainda mais as condições econômicas de diversos estados, promovendo desenvolvimento regional e ganhos sociais. A expansão dessas áreas representa uma oportunidade para o Brasil ampliar sua competitividade global e consolidar sua liderança no mercado internacional.  

O milho, portanto, reafirma sua importância estratégica, sendo peça-chave na geração de renda e emprego, além de contribuir para o avanço socioeconômico do país. As perspectivas para 2024 indicam que, com investimentos adequados, o Brasil pode ocupar um espaço ainda maior no mercado global.  

 





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Brasil deve embarcar 1,021 milhão de toneladas de soja em janeiro



O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica que o Brasil deverá exportar cerca de 1,021 milhão de toneladas de soja em grão durante o mês de janeiro, conforme levantamento realizado pela Safras & Mercado. Esse volume representa uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando as exportações de soja somaram 2,368 milhões de toneladas.

Em comparação com dezembro de 2024, que registrou 1,539 milhão de toneladas embarcadas, o volume projetado para janeiro é consideravelmente inferior, o que reflete uma redução nas operações de exportação de soja. Para os próximos meses, a previsão para fevereiro é ainda mais baixa, com embarques estimados em apenas 49,5 mil toneladas.

Negócios da soja

mercado brasileiro de soja deverá registrar uma quinta-feira de poucos negócios, ainda impactado pelo ritmo de festividades de fim de ano. As cotações devem apresentar poucas variações, com Chicago retomando suas operações mais tarde, às 11h30min, devido ao feriado. O dólar comercial iniciou o dia com leve queda de 0,12%, cotado a R$ 6,1712, enquanto o Dollar Index (DXY) subiu 0,18%, alcançando 108,67 pontos.



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Operação do Ibama apreende 10 toneladas de peixes



Uma empresa de pescado, situada na cidade de Assis Brasil, no Acre, foi flagrada com 10 mil quilos de pirarucu sem a devida licença para exportação em uma operação conjunta promovida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Receita Federal. A empresa foi multada em R$ 5 milhões.

O pirarucu (Arapaima gigas) consta na lista de espécies da Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites). Por esse motivo, a exportação do pirarucu requer uma licença específica do Ibama, a qual a empresa não possuía no momento da fiscalização.

A superintendente do Ibama no Acre, Melissa de Oliveira Machado, destaca a importância da fiscalização para a proteção das espécies ameaçadas e o cumprimento das normas internacionais de comércio. “Os agentes do Ibama continuarão vigilantes para garantir a preservação da fauna brasileira e o respeito às leis ambientais.”

Além da apreensão do produto, a empresa foi multada por não cumprir as regulamentações necessárias para a exportação do peixe. De acordo com os fiscais do Ibama, as dez toneladas de pirarucu apreendidas foram doadas ao programa Mesa Brasil, do Serviço Social do Comércio (Sesc), a fim de contribuir para a alimentação de pessoas em situação de vulnerabilidade.



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Amazonas ganha edital de R$ 10 milhões



Wilson Lima, governador do Amazonas, lançou na última quinta-feira (26), um edital para fortalecer o setor primário do estado. A proposta foi apresentada em Manacapuru (a 100 quilômetros de Manaus), durante a entrega de equipamentos a entidades rurais e ação de crédito.

O edital visa apoiar projetos com foco na aquisição de equipamentos, materiais permanentes e de consumo, bens móveis e serviços de adequação de espaços físicos. 

Por meio do Fundo de Promoção Social (FPS), o edital permitirá que organizações da sociedade civil (OSCs) apresentem propostas de até R$180 mil.

Segundo Lima, a iniciativa do edital no valor de R$ 10 milhões, irá proporcionar dignidade e qualidade de vida aos trabalhadores rurais. 



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Mercado de trigo fecha em alta em Chicago



Esse desempenho contrasta com o mercado de soja



No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024
No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024 – Foto: Agrolink

De acordo com dados divulgados pela TF Agroeconômica, o mercado de trigo encerrou o último dia útil com alta nos contratos futuros em Chicago, além de fechar o acumulado de 2024 em patamares superiores ao ano anterior. O contrato de março do trigo brando SRW de Chicago, relevante para produtores e exportadores brasileiros, subiu 0,59%, fechando a $551,50 por bushel. O contrato de maio registrou alta de 0,63%, cotado a $562,50. Na Euronext de Paris, o trigo para moagem também apresentou elevação de 1,28%, encerrando a 237,25 euros por tonelada.  

No mercado interno, o trigo mostrou desempenho expressivo ao longo de 2024. Os preços no Rio Grande do Sul avançaram 2,48%, enquanto no Paraná, a valorização foi ainda maior, atingindo 10,66%. O farelo de trigo destacou-se como o produto com maior variação nominal, registrando alta de 26,31% no ano, ocupando o terceiro lugar entre os produtos agrícolas acompanhados pela TF Agroeconômica.  

Esse desempenho contrasta com o mercado de soja, que encerrou 2024 com uma queda de 2,41% nos preços em relação ao final de 2023. A resiliência do trigo, especialmente no mercado interno, reflete uma combinação de fatores como demanda por subprodutos, variações cambiais e condições climáticas favoráveis para a safra no Brasil.  

O fechamento em alta no mercado internacional, somado ao fortalecimento dos preços no mercado doméstico, evidencia a competitividade do trigo brasileiro em um cenário de desafios econômicos globais e locais. Os dados ressaltam a importância de monitorar de perto as cotações para estratégias de comercialização em 2025.

 





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