sexta-feira, julho 10, 2026

Agro

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negócios lentos no Brasil neste início de ano



O mercado brasileiro de soja voltou do feriado de Ano Novo em ritmo lento. Nesta quinta-feira, apenas negócios com pagamentos e entregas futuras foram registrados, com lotes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente anularam a influência um do outro sobre os preços domésticos, que ficaram firmes, mas tecnicamente nominais.

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço aumentou de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 138,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 131,00 para R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 137,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): preço aumentou de R$ 119,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 130,00 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 129,00 para R$ 123,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em leve alta. A primeira sessão do ano foi marcada por poucos negócios. A sessão iniciou mais tarde e boa parte dos agentes seguem ‘de fora’, esticando o feriado de final de ano.

O clima na América do Sul continua sendo o principal fator de atenção do mercado. Uma certa preocupação com a previsão de poucas chuvas no Brasil e, principalmente, na Argentina nos próximos dias ajudou a sustentar as cotações. Mas o movimento de recuperação foi limitado pelo sentimento ainda de safra cheia nestes dois países.

O mercado também demandou atenção para o financeiro. A alta do petróleo ajudou a garantir os ganhos na soja. Mas a firmeza do dólar frente a outras moedas torna mais cara a commodity americana, o que também evita ganhos mais consistentes nos contratos futuros.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,12 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,25 por bushel, com ganho de 2,75 centavos, ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 319,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 40,27 centavos de dólar, com baixa de 0,09 centavo, ou 0,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.



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Safra de arroz de SC pode resultar em 1,2 milhão de t, diz SindArroz



O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) está otimista com a safra deste ano. Segundo boletim da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), 100% do arroz já foi plantado em Santa Catarina e a colheita, prevista para começar no fim de janeiro, pode atingir 1,2 milhão de toneladas.

“Nas indústrias, as estimativas para a safra 24/25 são de sucesso e bons resultados. O arroz começou a cair de preço só em função da expectativa de uma supersafra. Dessa maneira, esperamos um produto de muita qualidade, devido ao clima favorável com luminosidade e sem falta dágua”, disse em nota o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja encerra dia e mês em alta em Chicago


De acordo com informações da TF Agroeconômica, os contratos de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia e o acumulado do mês em alta. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,65%, ou 16,25 cents/bushel, cotado a $998,25. Já o contrato de março subiu 1,89%, ou 18,75 cents/bushel, fechando a $1010,50. Nos derivados, o farelo de soja para janeiro apresentou alta de 1,65%, cotado a $307,6/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,15%, encerrando em $39,78/libra-peso.  

A movimentação positiva dos preços reflete, em parte, o cenário global de oferta e demanda, bem como fatores climáticos e geopolíticos que influenciam o mercado de commodities. Apesar do avanço nos preços internacionais, a desvalorização do Real frente ao dólar americano tem potencializado os desafios para o mercado brasileiro.  

Segundo a consultoria Elos Ayta, o Real registrou o pior desempenho entre as economias do G20 e 27 divisas analisadas em 2024. A moeda brasileira sofreu uma desvalorização de 21,82% no índice Ptax Venda do Banco Central, enquanto no dólar comercial a queda foi de 19,15%. Esse cenário posiciona o Real como a terceira moeda mais desvalorizada globalmente, superando inclusive o peso argentino (-21,70%) e o rublo russo.  

A forte depreciação cambial, além de impactar os custos de importação e exportação, também tem efeitos sobre o poder de compra e a inflação interna, trazendo complexidade adicional para o agronegócio brasileiro, que depende tanto de insumos importados quanto da competitividade de seus produtos no mercado internacional.

 





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USDA em Brasília amplia estimativa de safra de soja do Brasil



O Brasil deve produzir um volume recorde de 165 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, segundo estimativa do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O volume é 4 milhões de toneladas acima da projeção anterior, de outubro, e também supera o estimado para 2023/24 (152 milhões de t).

O avanço foi atribuído às chuvas iniciais melhores que a média e à perspectiva de maior área plantada, agora estimada em 47 milhões de hectares, 2,3% maior que a safra anterior.

A previsão de produtividade do USDA na capital federal subiu de 3,47 toneladas por hectare para 3,51 toneladas por hectare. De acordo com a agência, a alta foi impulsionada pela “adoção e investimento dos produtores em tecnologias, como sementes geneticamente modificadas (GM), especificamente formuladas para serem resistentes à seca”, disse em relatório.

Para as exportações, o USDA em Brasília também projetou um volume recorde, de 105 milhões de toneladas em 2024/25, superando o nível de 2022/23, quando o Brasil exportou 101,8 milhões de t.

Segundo a agência, a previsão é baseada nas expectativas de oferta disponível e em uma taxa de câmbio “extremamente favorável”. A perspectiva do mercado é de que o real continue a ser negociado a pouco mais de 6 reais por dólar em 2025, disse o USDA. “Com a forte demanda por soja brasileira vinda da China, os estoques brasileiros permanecerão em níveis baixos, girando em torno de 3,5% da oferta doméstica para o ano comercial de 2024/25”, acrescentou a agência.

Derivados de soja

O USDA em Brasília projetou um aumento no processamento de soja em 2024/25, de 55,5 milhões de toneladas para 56 milhões de toneladas, considerando a disponibilidade de suprimentos e o aumento da demanda por produtos derivados da oleaginosa.

A projeção de produção de farelo de soja em 2024/25 foi ampliada ligeiramente, de 42,7 milhões de toneladas para 43,1 milhões de t. Segundo o USDA, o consumo de farelo no mercado interno deverá aumentar para 21,3 milhões de t, com a perspectiva de que a indústria de carne bovina, suína e de frango deve apresentar desempenho robusto em 2025, com previsões de aumento de mais de 2% na produção de carne, “refletindo a continuidade das fortes exportações para a China e a melhoria na demanda doméstica”.

Quanto ao óleo de soja, a produção foi revisada de 11,1 milhões de toneladas para 12 milhões de t, com o consumo interno ampliado para 10,2 milhões de t e de olho na exigência do mandato de biodiesel. A taxa de mistura de biocombustíveis aumentou de B12 para B14 em março de 2024 e atingirá B15 em 2025, explicou o USDA.

Para 2024/25, o USDA em Brasília ampliou suas estimativas de exportação de farelo de soja para 21,8 milhões de toneladas, enquanto manteve a previsão de embarques de óleo de soja em 1,2 milhão de t.

“As exportações tanto de farelo de soja quanto de óleo de soja serão impulsionadas pela relativa fraqueza da moeda doméstica. No entanto, a concorrência da indústria local de esmagamento restringirá o volume potencial de embarques”, disse.



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Preço do azeite ao consumidor deve cair em 2025, mas quanto?



Com uma fabricação nacional de azeite ainda pequena, o Brasil depende quase integralmente do mercado europeu para se abastecer.

Contudo, os últimos anos foram desafiadores para os principais produtores, como Espanha e Portugal. Problemas climáticos reduziram a oferta e fizeram o preço do produto disparar, fator perceptível nas gôndolas de supermercados de todo o país. Entretanto, o desembolso para aquisição do item tende a se normalizar em 2025.

O professor da Esalq-USP Carlos Vian destaca que há positiva previsão de safra para a Europa e outros importantes produtores, casos de Oriente Médio e norte da África. “Com isso, as projeções são de de melhoria de estoques e de redução dos preços para os próximos meses”.

Segundo ele, o preço médio do azeite, incluindo os extra virgem e os de menor qualidade, já teve redução em torno de 18%, decréscimo que também deve ser no Brasil.

“No Brasil ainda não houve uma redução de preço, mas temos uma tendência de estabilização para 2025 e a expectativa é que aqui essa redução também ocorra”.

De acordo com Vian os reflexos ainda não foram sentidos pelos consumidores nacionais porque o varejo ainda precisará se desfazer do estoque de azeite comprado a preços mais elevados para, posteriormente, renovar sua oferta com os patamares reduzidos.



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Café e leite têm alta em 2024 e devem continuar pesando no bolso, diz Abia



O preço do café deverá continuar pesando no bolso dos consumidores nos próximos meses, segundo pesquisa mensal de commodities da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia). O tipo conilon (robusta) registra alta anual de 138,2% em 2024, até novembro.

Segundo o Departamento de Inteligência Competitiva da Abia, as cotações do grão são influenciadas pela escalada da variedade arábica, a mais consumida no Brasil e no mundo, com balanço de oferta mais restrito, principalmente pela menor produção brasileira, a maior do globo.

Também existe a perspectiva de safra reduzida no Vietnã, segundo maior produtor e exportador mundial da variedade robusta, além da depreciação da taxa de câmbio.

Leite

Segundo o levantamento da Abia, o preço médio do leite apresentou alta anual de 32,8% em novembro de 2024, mas teve queda mensal de 11,1%, com a tonelada atingindo R$ 25.077 no mercado interno e R$ 27.160 no externo.

“Ao longo dos últimos meses, condições climáticas adversas em determinadas regiões afetaram a produção, influenciando a oferta e os preços. Mas isso vem se modificando, o que deverá contribuir para a expansão da produção e a redução dos preços dos laticínios aos consumidores”, disse em comunicado o gerente de Economia e Inteligência Competitiva da Abia, Cleber Sabonaro.

Segundo ele, do lado da demanda, a expansão do emprego e da renda contribuiu para o crescimento do consumo de derivados comercializados no varejo e no food service.

Ele alertou, porém, que os custos de produção, especialmente com ração e energia, continuam pressionados, o que reduz o potencial de crescimento do setor.

Sobre as tendências, Sabonaro destacou que, no mercado interno, a ampliação da produção, beneficiada por condições climáticas favoráveis, deverá contribuir para manter os preços em queda, estimulando a demanda pelo produto e seus derivados. “No mercado internacional, os preços do leite em pó também deverão cair, acompanhando a ampliação da oferta nos principais países produtores”, disse.



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México renova acordo que fortalece exportações do agronegócio brasileiro



O México renovou o benefício tributário que elimina as tarifas de impostos sobre itens essenciais da cesta básica, como carnes, leite, arroz e feijão, produtos nos quais o Brasil tem forte participação como exportador no mercado mexicano. O pacote incentiva a oferta por meio da importação de produtos estratégicos, como carne de frango e carne suína.

O chamado Paquete Contra la Inflación y la Carestía (Pacic) foi estendido até 31 de dezembro de 2025 pela presidente do México, Claudia Sheinbaum. Segundo o governo brasileiro, a renovação da medida tem sido fundamental para a continuidade das exportações brasileiras de alimentos ao México.

“É uma grande oportunidade para continuarmos reforçando e intensificando a parceria comercial tão importante com o México, com produtos brasileiros competitivos que contribuem para a segurança alimentar e nutricional”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

O México consolidou-se como um dos principais parceiros comerciais do Brasil, tornando-se o maior destino das exportações agropecuárias brasileiras na América Latina após a implementação do projeto, em maio de 2022. Com a isenção temporária de impostos de importação, as exportações brasileiras para o México têm registrado crescimento.

Atualmente, o país da América do Norte é o 7º maior importador de carne de frango do Brasil e o 10º principal destino de carne suína. Apenas nos onze primeiros meses deste ano, já foram exportados mais de US$ 2,7 bilhões.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a medida. Segundo a entidade, com a renovação do Pacic, o fluxo de exportações de aves e suínos deve se manter firme para o México em 2025. Apenas nos onze primeiros meses de 2024, foram comercializadas 247 mil toneladas de aves e suínos do Brasil para o mercado mexicano.

De acordo com a ABPA, nos onze primeiros meses de 2024, o programa viabilizou as importações de 205 mil toneladas de carne de frango (+18,8% em relação ao mesmo período do ano passado) e 42 mil toneladas de carne suína (+49,7% no mesmo período comparativo), gerando receitas totais de US$ 620 milhões.

“As boas relações entre os países e a sólida parceria construída entre produtores brasileiros e importadores mexicanos indicam que o fluxo de carne de frango e carne suína do Brasil ao México deverá seguir em ritmo positivo ao longo de 2025, gerando resultados positivos para as duas nações”, avaliou o presidente da ABPA, Ricardo Santin.



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a safra de soja no Paraná



A safra 2023/2024 no Paraná foi impactada por condições climáticas adversas que afetaram tanto a produtividade quanto a qualidade da soja. A quebra em relação à safra anterior foi de 17%, com uma perda de 3 milhões de toneladas. Além disso, a combinação de altas temperaturas e estiagem prolongada, principalmente na fase de floração e enchimento de grãos, prejudicou o desenvolvimento das lavouras, o que reduziu o ciclo das plantas e comprometendo os rendimentos.

O período crítico, entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, foi marcado pela escassez de chuvas, afetando diretamente a produção. Além disso, o estado enfrentou variações climáticas, com chuvas intensas no início da safra seguidas de estiagem, o que causou atrasos no plantio e exigiu retrabalho em algumas áreas. Esses fatores resultaram em custos elevados e produtividade abaixo das expectativas.

Produção da soja no estado

A produção de soja no Paraná no último ciclo foi de 18,4 milhões de toneladas, e as expectativas para 2023/2024 eram de 22,4 milhões, o que representaria um aumento de 21% em relação à safra anterior. No entanto, a realidade foi diferente, com áreas como o Oeste e o Norte Pioneiro enfrentando seca severa, resultando em quebras de produtividade de até 50%. Por outro lado, o Sul do estado obteve resultados mais positivos, ajudando a equilibrar a produção.

A produtividade inicial prevista para a safra era de 80 sacas por hectare, mas o rendimento final ficou em 50 sacas. As áreas mais afetadas pela seca foram as regiões do Oeste e do Norte Pioneiro, que registraram perdas de até 50%. Em contrapartida, as regiões do Sul tiveram uma produtividade mais favorável, o que ajudou a mitigar as perdas de outras áreas, mas o impacto financeiro foi alto.

A área plantada com soja manteve-se estável, com cerca de 5,7 milhões de hectares nos últimos ciclos. Contudo, os preços da soja não reagiram conforme o esperado, ficando abaixo das projeções iniciais, o que gerou frustração entre os produtores, já impactados pelos altos custos de produção. A recuperação dos preços não foi tão robusta quanto o setor esperava.

Além das dificuldades

Apesar das dificuldades enfrentadas, especialistas acreditam que o manejo adequado do solo e a adoção de práticas agrícolas sustentáveis podem reduzir os impactos de fenômenos climáticos extremos. O foco agora é aprimorar técnicas como o plantio direto e a cobertura do solo, buscando melhorar a resistência das lavouras à escassez hídrica e aos excessos de chuvas, visando uma agricultura mais sustentável no Paraná.



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AgroNewsPolítica & Agro

Venda o máximo que puder



Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara



O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025
O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025 – Foto: USDA

Os preços da soja no Brasil encerraram o ano em queda, conforme análise da TF Agroeconômica, mesmo com o impulso do óleo de soja, que registrou alta significativa de 32,16%, sustentada pela forte demanda para biocombustível. No entanto, a pressão veio dos preços do farelo, que caíram 10,20% devido à demanda mais fraca. Nos últimos 45 dias, o mercado também foi impactado pelas estimativas otimistas de produção brasileira para a safra 2025/26, com projeções superiores a 170 milhões de toneladas, em contraste com previsões mais conservadoras do USDA e da CONAB.

O cenário indica uma tendência de baixa para os preços da soja em 2025, tanto no mercado interno quanto no externo. O aumento significativo da disponibilidade brasileira, aliado a uma oferta mundial robusta, reforça essa perspectiva. Apesar disso, os efeitos do fenômeno climático La Niña sobre as lavouras argentinas podem reduzir ligeiramente essa oferta global.

Diante desse panorama, a recomendação da TF Agroeconômica é clara: produtores devem priorizar a venda de seus estoques o mais rápido possível para evitar perdas diante da provável queda nos preços. O mercado segue atento às condições climáticas e à dinâmica global de oferta e demanda para ajustar suas estratégias. “Com isto, nossa projeção de preços para 2025 é de baixa, tanto no mercado interno, quanto no mercado externo, diante do aumento da disponibilidade brasileira (e mundial). Eventualmente, esta disponibilidade mundial poderá sofrer uma pequena retração com os efeitos de La Niña sobre as lavouras argentinas, mas nossa recomendação é: venda o máximo que você puder antes que os preços caiam”, conclui.





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Veja como está o projeto do túnel que ligará as margens do maior porto do Brasil


Após muitos anos de expectativa, a ligação seca entre Santos e Guarujá – municípios que fazem parte da área do Porto Organizado de Santos – vai sair do papel. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para construção do túnel submerso no canal de navegação no maior complexo portuário do Brasil foi aprovado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (Mpor) e encaminhado à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Com valor estimado em R$ 5,96 bilhões, o projeto será financiado pelo governo do Estado de São Paulo e o Governo Federal. O túnel terá 1.5 km de extensão e, além da passagem de veículos, a via contará com uma área de circulação para ciclistas e pedestres instalada entre as seis vias – três faixas por sentido, sendo uma delas adaptável ao Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

PROJETO TÚNEL SANTOS-GUARUJÁPROJETO TÚNEL SANTOS-GUARUJÁ

Passo a passo

A previsão do Governo Federal é de que as obras sejam iniciadas em 2025. Porém, antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) precisa dar aval ao projeto. A proposta prevê a concessão do túnel à iniciativa privada, de forma a garantir a manutenção ao longo de 30 anos. Após a análise do tribunal, um edital de leilão será lançado antes do início da construção.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, encaminhou ao diretor da Antaq, Alber Furtado de Vasconcelos, o pedido para que a agência delibere sobre a continuidade do projeto de construção do túnel. Ávila informou que as audiências públicas já foram realizadas em sua plenitude. Ofício também foi enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU).

“A comunidade da Baixada Santista aguarda a licitação da obra, esperada há quase um século, por beneficiar a região, o estado de São Paulo e o País, uma vez que impacta positivamente nas operações do maior porto do hemisfério sul”, ressalta o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini.

O projeto do túnel atende à política do MPor, que visa melhorar a mobilidade urbana e fomentar a boa relação Porto-cidades. O ministério aprovou o estudo relativo à modelagem do projeto de concessão patrocinada dos serviços públicos de construção, operação, manutenção e realização dos investimentos necessários para a exploração do Túnel Imerso Santos-Guarujá, em parceria com o Governo do Estado.

A Secretaria de Parceria em Investimentos do Estado de São Paulo concluiu pela “desnecessidade de realização de novas consultas e audiências públicas” sobre o Projeto Túnel Santos-Guarujá, que foram realizadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), de maneira conjunta com todos os órgãos do grupo de trabalho.

No documento enviado à Antaq, Alex Ávila informa que concorda com a posição do Governo de São Paulo, e que, considerando as competências da agência reguladora, entende que o tema deve ser apreciado e deliberado por ela.



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