sexta-feira, julho 10, 2026

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Vale usar colhedoras em canaviais de baixa produtividade?



Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional



Outro ponto relevante é o impacto ambiental
Outro ponto relevante é o impacto ambiental – Foto: Canva

O uso de colhedoras de cana-de-açúcar em áreas com baixa produtividade pode resultar em sérios prejuízos econômicos e operacionais. Segundo Rogério Rangel Chaves, consultor de treinamento na Lema Empresarial, a eficiência dessas máquinas é significativamente comprometida em terrenos onde a densidade de plantas é menor, gerando uma série de desafios.  

Entre os principais impactos, destaca-se a baixa eficiência operacional, pois as colhedoras operam abaixo de sua capacidade máxima, devido à menor densidade de plantas nos canaviais. Esse fator resulta em aumento do custo por tonelada colhida, uma vez que a menor produtividade por hectare eleva as despesas relacionadas à operação e à manutenção do equipamento. Além disso, terrenos de baixa produtividade frequentemente apresentam condições inadequadas, acelerando o desgaste das máquinas.  

Outro ponto relevante é o impacto ambiental. O uso intensivo de colhedoras em áreas menos produtivas contribui para o desperdício de combustíveis e aumenta a emissão de gases poluentes, agravando questões ambientais. Esses fatores reforçam a necessidade de uma abordagem mais planejada para maximizar os resultados e minimizar danos.  

Para mitigar esses efeitos, Chaves recomenda estratégias como o planejamento adequado da colheita, a melhoria no manejo do solo e o investimento em variedades de cana-de-açúcar adaptadas às condições regionais. Tais medidas podem contribuir para aumentar a produtividade e, consequentemente, melhorar a eficiência do uso das colhedoras. “Para mitigar esses efeitos, é recomendável planejar a colheita, melhorar o manejo do solo e investir em variedades de cana adaptadas à região”, conclui.

 





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Análise foliar na cultura da soja otimiza recursos



A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes



A  análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo
A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo – Foto: Nadia Borges

Com a semeadura da soja finalizada na maioria das áreas agrícolas do Brasil, o ciclo da cultura, que geralmente dura entre 100 e 140 dias, está em andamento. Esse período pode variar consideravelmente em função de fatores como clima, variedade da planta e práticas de manejo. Nesse contexto, o AgriSolum Laboratório ressalta a importância de incorporar a análise foliar no planejamento agrícola, dado que as folhas são os órgãos que melhor refletem o estado nutricional das plantas.  

A análise foliar parte do princípio de que a concentração de nutrientes na folha indica sua disponibilidade no solo. Alterações nessas concentrações estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento e à produtividade das plantas. Essa técnica permite ao produtor identificar deficiências ou excessos de nutrientes com precisão, possibilitando ajustes rápidos e assertivos na adubação. Como resultado, a prática evita o desperdício de fertilizantes e assegura que as plantas recebam os nutrientes necessários para um crescimento vigoroso e produtivo.  

Além de melhorar a eficiência no uso de recursos, a análise foliar contribui para a saúde das lavouras e o aumento do rendimento por hectare. Isso significa maior retorno econômico ao produtor e lavouras mais equilibradas, com menos impacto ambiental devido ao uso racional de insumos.  

Por fim, essa ferramenta estratégica permite que o produtor tome decisões ágeis, garantindo colheitas de alta qualidade. Identificar rapidamente problemas nutricionais evita perdas significativas e promove uma produção sustentável e competitiva. Para quem busca excelência na produção agrícola, a análise foliar é uma aliada indispensável. 

 





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Primeira frente fria do ano baixa as temperaturas e traz muita chuva


A primeira frente fria de 2025 se desloca pelo estado de São Paulo a partir desta sexta-feira (3). De acordo com a Climatempo, o sistema deve resultar em um fim de semana marcado por chuva em boa parte do estado, incluindo a capital.

De acordo com o mapa de risco, todo o estado paulista deve receber precipitações. Na faixa leste, por exemplo, a chuva deve chegar com moderada a forte intensidade. No interior do estado, as faixas em vermelho indicam alerta para temporais:

mapa de chuvamapa de chuva
Foto: Climatempo

Além da chuva, os ventos também se intensificarão em todo o estado, com rajadas estimadas entre 40 e 50 km/h ao longo do dia.

Chuva ao longo do fim de semana

Embora a intensidade da chuva diminua ao longo do fim de semana, o fenômeno ainda continuará presente. Segundo o mapa de chuva prevista, os acumulados devem variar entre 20 mm e 40 mm durante o sábado e o domingo em diversas regiões do estado.

Com a passagem da frente fria, as temperaturas também apresentarão redução. De acordo com a Climatempo, algumas regiões de São Paulo registrarão temperaturas mínimas significativas, com destaque para:

Sábado

  • Águas da Prata: 16°C
  • São Bento do Sapucaí: 16°C
  • Campos do Jordão: 16°C
  • Espírito Santo do Pinhal: 17°C
  • Joanópolis: 17°C
  • Socorro: 17°C
  • Cunha: 17°C
  • Divinolândia: 17°C
  • Pedra Bela: 17°C
  • Guararema: 18°C

Domingo

  • São Bento do Sapucaí: 15°C
  • Campos do Jordão: 16°C
  • Pedra Bela: 17°C
  • Águas da Prata: 17°C
  • São Sebastião da Grama: 17°C
  • Santo Antônio do Jardim: 17°C
  • Espírito Santo do Pinhal: 17°C
  • Salesópolis: 17°C
  • Socorro: 17°C
  • Divinolândia: 17°C



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Edição genética cria uvas resistentes ao mofo cinzento



A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas



Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente
Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente – Foto: Arquivo Agrolink

Pesquisadores na China desenvolveram uma abordagem inovadora de edição genética para criar variedades de videira mais resistentes ao mofo cinzento (Botrytis cinerea), uma das maiores ameaças à viticultura mundial. O avanço promete transformar a indústria vinícola ao reduzir a dependência de pesticidas e garantir uma produção mais sustentável, especialmente em face das mudanças climáticas. O estudo, publicado na Horticulture Research, utiliza a tecnologia CRISPR/Cas9 para editar genes específicos da videira, melhorando sua resistência natural à doença sem recorrer a organismos geneticamente modificados (OGM).

A Botrytis cinerea é responsável por danos significativos nas colheitas, tanto durante o crescimento quanto após a colheita, diminuindo a qualidade das uvas. Com o agravamento das condições climáticas, a necessidade de cultivares resistentes é cada vez mais urgente. A pesquisa focou na identificação de genes-chave que influenciam a resposta imunológica das videiras, uma descoberta que pode levar à criação de variedades mais resistentes, menos dependentes de tratamentos químicos.

Além de melhorar a sustentabilidade na viticultura, o uso de CRISPR/Cas9 oferece uma solução mais eficiente e menos controversa que os trabsgênicos, ao possibilitar alterações precisas e direcionadas nos genes da planta. A aplicação desta tecnologia pode reduzir a necessidade de fungicidas, melhorar o rendimento das colheitas e até diminuir as perdas pós-colheita. Para além da viticultura, esse avanço tem implicações significativas para a agricultura em geral, ajudando a criar culturas mais resilientes frente às pressões ambientais globais.

A pesquisa liderada por Ben Fan, da Nanjing Forestry University, pode revolucionar as práticas agrícolas, oferecendo uma forma mais eficaz e sustentável de combater doenças das plantas, promovendo uma agricultura mais resiliente e alinhada com as necessidades de um futuro mais sustentável.

 





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Confira o preço da arroba do boi no primeiro dia útil de 2025


O mercado físico do boi gordo apresentou ritmo de negócios travado nesta quinta-feira (2), primeiro dia útil de 2025, com alta nos preços em alguns estados.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia, a liquidez do físico segue fraca, devendo melhorar gradualmente no decorrer da quinzena.

“Houve sinalização de escalas de abate mais curtas, o que era esperado, considerando que a oferta na última semana de 2024 foi mais apertada. Deste modo, há a possibilidade de maior atividade por parte de alguns frigoríficos nas compras no curto prazo, o que pode favorecer reajustes”.

Segundo ele, outro fator a ser acompanhado nas próximas semanas é o atacado. “O preço dos cortes abriu o ano com preços firmes, mas é esperado mudança de perfil do consumo, passando de cortes mais nobres para os mais acessíveis”, considera.

Para Maia, o fluxo de exportação e o movimento do dólar também são variáveis que merecem atenção.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: a arroba do boi gordo comum foi sinalizada entre R$ 310 e R$ 315 e o China posicionada em R$ 320
  • Minas Gerais: precificado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: preço avançou no decorrer do dia, ficando entre R$ 300 e R$ 310
  • Mato Grosso do Sul: ficou em R$ 315
  • Mato Grosso: registrou alta no dia. Em Barra dos Garças, foi precificada entre R$ 310 e R$ 315. Na região de Mirassol d’Oeste foi indicada em R$ 305

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista registrou ligeiro avanço de preços no dia. De acordo com o analista, devido ao consumo do período de festas, os agentes do mercado carregam expectativas positivas para a reposição entre atacado e varejo no curto prazo.

“Contudo, vale frisar que o perfil de consumo tende a mudar em breve, considerando maior nível de despesas das famílias, deste modo, cortes mais nobres devem encontrar dificuldade para novos reajustes”, disse Maia.

O quarto dianteiro foi precificado a R$ 20,30 por quilo, alta de dez centavos. Quarto traseiro subiu dez centavos e foi cotado em R$ 26,70 por quilo. Ponta de agulha também registrou avanço de dez centavos e ficou em R$ 19,40, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.



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Vietnã abre mercado para peles salgadas de bovinos do Brasil



O governo do Vietnã aprovou o Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil para a exportação de peles salgadas de bovinos.

A medida permitirá ao Brasil atender à crescente demanda da indústria de couro vietnamita, que utiliza o material na produção de calçados, móveis e acessórios.

O Vietnã é o quinto maior destino das exportações do agronegócio brasileiro, tendo importado mais de US$ 3,51 bilhões em produtos agropecuários entre janeiro e novembro de 2024.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a abertura do mercado para as peles salgadas reforça os laços comerciais entre os dois países e cria novas oportunidades no setor.

Expansão do comércio internacional brasileiro

A autorização do Vietnã é a primeira abertura de mercado em 2025. Segundo o Mapa, desde o início do governo Lula, 303 novos mercados foram abertos em 62 países.

O avanço seria resultado de esforços conjuntos do Ministério da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que têm trabalhado para expandir a presença do agronegócio brasileiro no mercado global.



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negócios lentos no Brasil neste início de ano



O mercado brasileiro de soja voltou do feriado de Ano Novo em ritmo lento. Nesta quinta-feira, apenas negócios com pagamentos e entregas futuras foram registrados, com lotes pontuais. A Bolsa de Chicago e o dólar praticamente anularam a influência um do outro sobre os preços domésticos, que ficaram firmes, mas tecnicamente nominais.

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): preço aumentou de R$ 132,00 para R$ 133,00
  • Região das Missões (RS): preço aumentou de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço aumentou de R$ 138,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 131,00 para R$ 135,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço aumentou de R$ 137,00 para R$ 141,00
  • Rondonópolis (MT): preço aumentou de R$ 119,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 130,00 para R$ 124,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 129,00 para R$ 123,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em leve alta. A primeira sessão do ano foi marcada por poucos negócios. A sessão iniciou mais tarde e boa parte dos agentes seguem ‘de fora’, esticando o feriado de final de ano.

O clima na América do Sul continua sendo o principal fator de atenção do mercado. Uma certa preocupação com a previsão de poucas chuvas no Brasil e, principalmente, na Argentina nos próximos dias ajudou a sustentar as cotações. Mas o movimento de recuperação foi limitado pelo sentimento ainda de safra cheia nestes dois países.

O mercado também demandou atenção para o financeiro. A alta do petróleo ajudou a garantir os ganhos na soja. Mas a firmeza do dólar frente a outras moedas torna mais cara a commodity americana, o que também evita ganhos mais consistentes nos contratos futuros.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,50 centavo de dólar, ou 0,14%, a US$ 10,12 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,25 por bushel, com ganho de 2,75 centavos, ou 0,26%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 3,00 ou 0,94% a US$ 319,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 40,27 centavos de dólar, com baixa de 0,09 centavo, ou 0,22%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,27%, sendo negociado a R$ 6,1627 para venda e a R$ 6,1607 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1502 e a máxima de R$ 6,2262.



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Safra de arroz de SC pode resultar em 1,2 milhão de t, diz SindArroz



O Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC) está otimista com a safra deste ano. Segundo boletim da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), 100% do arroz já foi plantado em Santa Catarina e a colheita, prevista para começar no fim de janeiro, pode atingir 1,2 milhão de toneladas.

“Nas indústrias, as estimativas para a safra 24/25 são de sucesso e bons resultados. O arroz começou a cair de preço só em função da expectativa de uma supersafra. Dessa maneira, esperamos um produto de muita qualidade, devido ao clima favorável com luminosidade e sem falta dágua”, disse em nota o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli.



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Soja encerra dia e mês em alta em Chicago


De acordo com informações da TF Agroeconômica, os contratos de soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram o dia e o acumulado do mês em alta. O contrato de janeiro, referência para a safra brasileira, registrou valorização de 1,65%, ou 16,25 cents/bushel, cotado a $998,25. Já o contrato de março subiu 1,89%, ou 18,75 cents/bushel, fechando a $1010,50. Nos derivados, o farelo de soja para janeiro apresentou alta de 1,65%, cotado a $307,6/ton curta, enquanto o óleo de soja para o mesmo mês avançou 0,15%, encerrando em $39,78/libra-peso.  

A movimentação positiva dos preços reflete, em parte, o cenário global de oferta e demanda, bem como fatores climáticos e geopolíticos que influenciam o mercado de commodities. Apesar do avanço nos preços internacionais, a desvalorização do Real frente ao dólar americano tem potencializado os desafios para o mercado brasileiro.  

Segundo a consultoria Elos Ayta, o Real registrou o pior desempenho entre as economias do G20 e 27 divisas analisadas em 2024. A moeda brasileira sofreu uma desvalorização de 21,82% no índice Ptax Venda do Banco Central, enquanto no dólar comercial a queda foi de 19,15%. Esse cenário posiciona o Real como a terceira moeda mais desvalorizada globalmente, superando inclusive o peso argentino (-21,70%) e o rublo russo.  

A forte depreciação cambial, além de impactar os custos de importação e exportação, também tem efeitos sobre o poder de compra e a inflação interna, trazendo complexidade adicional para o agronegócio brasileiro, que depende tanto de insumos importados quanto da competitividade de seus produtos no mercado internacional.

 





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USDA em Brasília amplia estimativa de safra de soja do Brasil



O Brasil deve produzir um volume recorde de 165 milhões de toneladas de soja na safra 2024/25, segundo estimativa do escritório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O volume é 4 milhões de toneladas acima da projeção anterior, de outubro, e também supera o estimado para 2023/24 (152 milhões de t).

O avanço foi atribuído às chuvas iniciais melhores que a média e à perspectiva de maior área plantada, agora estimada em 47 milhões de hectares, 2,3% maior que a safra anterior.

A previsão de produtividade do USDA na capital federal subiu de 3,47 toneladas por hectare para 3,51 toneladas por hectare. De acordo com a agência, a alta foi impulsionada pela “adoção e investimento dos produtores em tecnologias, como sementes geneticamente modificadas (GM), especificamente formuladas para serem resistentes à seca”, disse em relatório.

Para as exportações, o USDA em Brasília também projetou um volume recorde, de 105 milhões de toneladas em 2024/25, superando o nível de 2022/23, quando o Brasil exportou 101,8 milhões de t.

Segundo a agência, a previsão é baseada nas expectativas de oferta disponível e em uma taxa de câmbio “extremamente favorável”. A perspectiva do mercado é de que o real continue a ser negociado a pouco mais de 6 reais por dólar em 2025, disse o USDA. “Com a forte demanda por soja brasileira vinda da China, os estoques brasileiros permanecerão em níveis baixos, girando em torno de 3,5% da oferta doméstica para o ano comercial de 2024/25”, acrescentou a agência.

Derivados de soja

O USDA em Brasília projetou um aumento no processamento de soja em 2024/25, de 55,5 milhões de toneladas para 56 milhões de toneladas, considerando a disponibilidade de suprimentos e o aumento da demanda por produtos derivados da oleaginosa.

A projeção de produção de farelo de soja em 2024/25 foi ampliada ligeiramente, de 42,7 milhões de toneladas para 43,1 milhões de t. Segundo o USDA, o consumo de farelo no mercado interno deverá aumentar para 21,3 milhões de t, com a perspectiva de que a indústria de carne bovina, suína e de frango deve apresentar desempenho robusto em 2025, com previsões de aumento de mais de 2% na produção de carne, “refletindo a continuidade das fortes exportações para a China e a melhoria na demanda doméstica”.

Quanto ao óleo de soja, a produção foi revisada de 11,1 milhões de toneladas para 12 milhões de t, com o consumo interno ampliado para 10,2 milhões de t e de olho na exigência do mandato de biodiesel. A taxa de mistura de biocombustíveis aumentou de B12 para B14 em março de 2024 e atingirá B15 em 2025, explicou o USDA.

Para 2024/25, o USDA em Brasília ampliou suas estimativas de exportação de farelo de soja para 21,8 milhões de toneladas, enquanto manteve a previsão de embarques de óleo de soja em 1,2 milhão de t.

“As exportações tanto de farelo de soja quanto de óleo de soja serão impulsionadas pela relativa fraqueza da moeda doméstica. No entanto, a concorrência da indústria local de esmagamento restringirá o volume potencial de embarques”, disse.



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