sexta-feira, julho 10, 2026

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Oferta de fêmeas predomina no início do ano no mercado de bovinos



Mercado pecuário inicia 2025 com estabilidade




Foto: Kadijah Suleiman

Segundo dados do informativo “Tem Boi na Linha” publicado pela Scot Consultoria na quinta-feira, (2), o mercado pecuário brasileiro iniciou o ano de forma estável, com parte significativa da ponta compradora ausente dos negócios no primeiro dia útil. A oferta predominante nas praças analisadas foi de fêmeas, o que chamou a atenção dos analistas do setor. As escalas de abate ficaram, em média, ajustadas para sete dias, refletindo a menor movimentação registrada nos últimos dias.

Nas praças pecuárias de Minas Gerais, o cenário foi marcado por poucos negócios. O volume de abates foi reduzido, e a oferta de bovinos também seguiu limitada. Agentes do mercado aguardam uma retomada mais intensa na próxima semana, acompanhando de perto o comportamento do mercado consumidor.

No sudeste de Rondônia, o mercado ficou praticamente parado, com poucas negociações realizadas. Os preços mantiveram-se estáveis, refletindo a cautela dos frigoríficos e pecuaristas, que seguem avaliando o cenário antes de retomarem as operações com maior intensidade.





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Veja como os preços da arroba do boi gordo finalizaram a semana



O mercado físico do boi gordo apresentou preços firmes no fechamento da semana. Houve sinalização de melhora na oferta no decorrer do dia, mesmo que de maneira comedida.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a liquidez do mercado físico tende a continuar melhorando gradualmente nos próximos dias, com agentes retornado às negociações, agora que o período de festas ficou para trás.

“A oferta curta de animais no final de ano e as negociações travadas resultaram no encurtamento das escalar de algumas plantas frigoríficas. Deste modo pode haver uma postura mais ativa delas nas compras do boi gordo no curto prazo, o que pode favorecer os preços”, diz o analista da empresa Allan Maia.

Segundo ele, a evolução da carne no atacado, o dólar, o fluxo de exportação e as condições das pastagens são fatores a serem acompanhados no decorrer das próximas semanas.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: alta nos preços no decorrer do dia. A arroba do boi gordo comum foi sinalizada entre R$ 310 e R$ 315 e o China, em até R$ 325
  • Minas Gerais: ficou estável. Foi cotado entre R$ 300 e R$ 310
  • Goiás: cotada entre R$ 300 e R$ 310
  • Mato Grosso do Sul: em Campo Grande e Naviraí a arroba foi indicada em até R$ 315
  • Mato Grosso: apresentou preços sustentados. Em Barra dos Garças, foi cotada entre R$ 310 e R$ 315 e em Mirassol d’Oeste, em R$ 305

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços estáveis. A entrada da massa salarial é fator que pode ajudar o consumo no curto prazo.

“Contudo, vale destacar que o perfil de consumo tende a mudar agora que se passaram as festividades, com migração de demanda de cortes nobres para mais acessíveis”, assinalou Maia.

O quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,30, por quilo. Quarto traseiro foi precificado em R$ 26,70
por quilo. Ponta de agulha ficou posicionado em R$ 19,40, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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Poucos negócios para a soja; confira o fechamento de mercado



O mercado brasileiro da soja teve poucos negócios nesta sexta-feira (3). Com poucos agentes presentes, muitos preços foram apenas nominais. Além disso, os preços tiveram viés de baixa, com a Bolsa de Chicago caindo e o dólar praticamente estável durante parte da sessão.

Preços da soja no país

  • Passo Fundo (RS): preço caiu de R$ 133,00 para R$ 132,00
  • Região das Missões (RS): preço caiu de R$ 134,00 para R$ 133,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 141,00 para R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): preço manteve-se em R$ 120,00
  • Dourados (MS): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana. Após o mercado ter atingido bons níveis, vendas por parte de produtores e um movimento de consolidação pesaram sobre as cotações.

As fracas vendas semanais americanas e o dólar valorizado frente a outras moedas – mesmo com o recuo de hoje, o balanço da semana foi de dólar fortalecido – ajudaram na correção. Com a moeda americana firme, a competitividade dos produtos de exportação americanos é menor.

O clima na América do Sul segue no foco das atenções. Mesmo com falta de chuvas em regiões da Argentina e no sul do Brasil – o que ajudou na sustentação da semana -, as expectativas são favoráveis para a safra dos dois países, ampliando a oferta global e pesando fundamentalmente sobre as cotações.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 484.700 toneladas na semana encerrada em 26 de dezembro. O volume é o menor para o ano comercial. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,05 milhão de toneladas.

O mercado volta parte de suas atenções para os dados de oferta e demanda que serão divulgados na sexta, 10, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 20,25 centavos de dólar ou 2% a US$ 9,91 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,03 3/4 por bushel, com perda de 21,25 centavos, ou 2,07%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 11,30 ou 3,53% a US$ 308,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 39,93 centavos de dólar, com baixa de 0,34 centavo ou 0,84%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 6,1820 para venda e a R$ 6,1800 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,1357 e a máxima de R$ 6,1997. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,13%.



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Venda de milho à agricultura familiar cresce 70% em 2024



As vendas de milho para pequenos criadores, por meio do Programa de Venda em Balcão (ProVB), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), alcançaram 111,9 mil de toneladas em 2024, o que corresponde a um aumento de 70% em comparação com o ano anterior (65,9 mil toneladas).

Segundo a Conab, foi o melhor resultado dos últimos quatro anos. Conforme a estatal, o crescimento nas vendas se deu principalmente pelo aumento no número de clientes do Programa. Em 2024, foram atendidos pelo ProVB 11.886 criadores, um aumento de aproximadamente 50% em relação ao ano anterior.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, disse em comunicado que “o ProVB fornece alimentação animal para pequenos criadores da agricultura familiar inseridos nas cadeias de produção de carnes, leite e ovos. Para alcançar estes resultados, buscamos nos aproximar mais dos criadores, realizando parcerias com os municípios para ampliar os pontos de venda e facilitar o acesso”.

Dentre os estados, destaque para o crescimento de vendas no Piauí, saindo de 9,85 mil toneladas em 2023 para 19,46 mil toneladas em 2024, uma alta de 98%. Com este resultado, o estado nordestino registrou o maior volume comercializado no último ano, passando o Ceará.

Expectativa para 2025

Para este ano, a tendência é que os atendimentos continuem crescendo. A expectativa da Companhia é que sejam comercializadas 131,4 mil toneladas de milho. Se confirmado o resultado, o crescimento será de 17%.

Nesta sexta-feira (3) foi publicada a Portaria Interministerial Mapa/MF/MDA nº 21/2024, que estabelece os limites orçamentários para a comercialização do cereal por meio da Conab, que permite a retomada das vendas do produto pela estatal.

O documento autoriza a Conab a comprar até 50 mil toneladas do grão, por meio de leilão público, para atender o Programa, e estipula o limite de até R$ 144,2 milhões para a equalização de preços na venda do milho, nas operações do ProVB.



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Baixa renovação do maquinário ameaça competitividade



A volatilidade cambial tem agravado a situação



A volatilidade cambial tem agravado a situação
A volatilidade cambial tem agravado a situação – Foto: USDA

O setor de maquinário agrícola enfrenta um cenário desafiador, com margens reduzidas e alta volatilidade cambial, o que impacta diretamente a renovação de equipamentos e a competitividade dos principais fabricantes como John Deere, CNH e AGCO Corporation. Segundo Anderson Nacaxe, gerente da Agrotoken, a queda de até 28% na receita anual das fabricantes reflete a redução nos investimentos, já que produtores rurais têm priorizado a manutenção dos maquinários existentes, devido ao aumento nos custos de insumos e à volatilidade das commodities.

A volatilidade cambial tem agravado a situação, tornando o preço de equipamentos dolarizados mais elevado, o que restringe o acesso, principalmente para pequenos e médios produtores. Esse cenário resulta em estoques elevados e queda na demanda. A John Deere, com margem operacional de 15,3% e lucro líquido de US$ 1,25 bilhões, tem se destacado, enquanto CNH e AGCO enfrentam margens menores de 8,4% e 5,5%, respectivamente. A disparidade nos resultados reflete a capacidade das empresas em lidar com a crise.

Além disso, a falta de investimentos em inovação impacta a competitividade do setor. A John Deere, por exemplo, alocou US$ 620 milhões em tecnologias de agricultura de precisão, superando os US$ 221 milhões da CNH e os US$ 121 milhões da AGCO. A baixa renovação de maquinário compromete a produtividade, dificultando o cumprimento de metas ambientais e ampliando desigualdades no setor. No longo prazo, a falta de renovação tecnológica e a volatilidade cambial podem prejudicar a competitividade do agronegócio brasileiro e global.





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Atraso no plantio da soja; consequências e prejuízos na safra do milho



O atraso no plantio da soja em Mato Grosso pode comprometer a produção e afetar a segunda safra de milho. Com um atraso de quase quatro semanas em relação à média dos últimos cinco anos, o plantio deste ano foi prejudicado pela irregularidade nas chuvas, que também causaram problemas na safra anterior. Mesmo com a possibilidade de uma normalização do clima, o deslocamento do fotoperíodo das plantas pode prejudicar o desenvolvimento da soja e impactar sua produtividade.

O impacto também se estende à segunda safra de milho. Com o plantio mais tardio, o milho será semeado mais tarde, o que gera um efeito em cadeia. A falta de sincronização entre o plantio da soja e o milho, além da escassez de colheitadeiras, pode acarretar atrasos no ciclo da soja e no tempo ideal para o plantio do milho. Para que a semeadura do milho aconteça no momento certo, a soja precisa ser colhida mais cedo, o que se torna um desafio diante do atraso no plantio da soja.

A expectativa para a colheita da soja também não é das melhores. Se houver chuvas intensas durante a colheita, pode ocorrer uma perda, principalmente com a secagem da soja. Além disso, as empresas que atuam no recebimento terão que aumentar os turnos de trabalho para evitar um colapso no processo de coleta e distribuição, garantindo que o produto dos produtores seja processado e comercializado de forma eficiente.

Expectativa

O cenário climático para 2025 é de um ano relativamente bom para a agricultura, mas sem grandes expectativas de superávit. O atraso no plantio e o deslocamento do fotoperíodo da soja comprometem as expectativas de uma safra excepcional. Para o milho, a probabilidade de uma quebra significativa na segunda safra é alta, caso o clima não surpreenda e as chuvas não se estendam além do período normal. Se o clima seguir o padrão esperado, tanto a soja quanto o milho devem enfrentar desafios em 2025.



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Janeiro será marcado por chuva acima da média; veja onde


Chuva acima da média em estados das cinco regiões brasileiras. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para janeiro de 2025 indica que o mês será marcado por bastante água.

No entanto, em algumas áreas, como Rondônia, sudeste e norte do Pará, sul e norte do Tocantins, região central do Maranhão, oeste da Bahia e sul do Rio Grande do Sul, os acumulados poderão variar entre próximo e abaixo da média histórica.

No mapa a seguir, os pontos em azul mostram precipitações acima da média, em cinza dentro da média e, em amarelo, abaixo do volume histórico:

mapa chuva Inmetmapa chuva Inmet
Foto: Reprodução Inmet

Acumulados de chuva

O balanço mensal do Inmet mostra que em São Paulo e áreas localizadas no centro-sul do Rio de Janeiro, os acumulados poderão ficar na normalidade ou acima da média (tons azuis), enquanto que Minas Gerais e Espirito Santo poderão registrar precipitação abaixo da média (tom amarelo).

Na Região Centro-Oeste, a previsão aponta para precipitação dentro da normalidade e acima da média em grande parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Porém, em Goiás e áreas no noroeste e sudeste do Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva podem ficar abaixo da climatologia.

Previsão de temperaturas

Quanto às temperaturas, a previsão do Inmet indica que estarão acima da média em grande parte do país (tons em laranja no mapa), com possibilidade de ocorrência de alguns dias de calor em excesso (tons em vermelho).

No sudoeste do Amazonas, oeste do Paraná, oeste do Acre, centrooeste da Região Sul, sul da Bahia e norte do Rio Grande do Norte são previstas temperaturas próximas ou ligeiramente abaixo da média (tons em cinza e azuis no mapa).



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Sobe para 13 número de vítimas de queda de ponte na divisa de Maranhão e Tocantins



Na manhã desta sexta-feira (3), mais um corpo foi encontrado nos destroços da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na divisa entre os estados do Maranhão e Tocantins.

Com a localização e resgate desta vítima, o número de mortes confirmadas sobe para 13. Quatro pessoas permanecem desaparecidas.

A informação foi confirmada pelo Comando do 4º Distrito Naval da Marinha, que integra a força-tarefa de busca e resgate na região do desabamento sobre o Rio Tocantins. “Mergulhadores realizaram incursões às proximidades dos destroços da ponte, e trouxeram o corpo à superfície”, destaca a instituição.

Localizada entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou no final da tarde do dia 22 de dezembro de 2024. De acordo com o Ministério dos Transportes, a ponte foi inaugurada em 1961 e a estrutura já estava obsoleta para o fluxo atual.

Apuração do incidente da ponte

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) publicou, no dia 24 de dezembro de 2024, a Portaria nº 6194, que trata sobre o procedimento de apuração das causas que levaram ao colapso da estrutura.

Um grupo de trabalho foi criado para levantar fatos, requisitar e analisar documentos e provas junto a outros órgãos e entidades de todas esferas administrativas, com o objetivo de identificar as causas e apurar as responsabilidades pelo ocorrido. Um relatório deverá ser apresentado em 120 dias, prorrogáveis pelo mesmo período.

Reconstrução

O Consórcio Penedo-Neópolis também foi anunciado, no dia 31 de dezembro de 2024, como o responsável pelas obras de reconstrução da ponte. A contratação foi realizada de forma emergencial e prevê o valor de R$ 171 milhões para a conclusão dos serviços até dezembro de 2025.



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Novas diretrizes do piso mínimo de frete já estão em vigor



A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União (DOU), a revisão da resolução que estabelece as regras gerais, a metodologia e os coeficientes de cálculo dos pisos mínimos referentes ao quilômetro rodado no transporte rodoviário remunerado de cargas, por eixo carregado. A medida faz parte da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

A decisão foi tomada durante a 87ª Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada da ANTT e dois pontos principais foram definidos:

  • Inclusão do inciso 5 no artigo 9º: foi estabelecido como infração administrativa a não declaração, nos documentos fiscais de transporte, do valor do frete pago, bem como a declaração de valores iguais a zero ou abaixo do piso mínimo estabelecido. A penalidade para essa infração é uma multa no valor de R$ 550,00.
  • Atualização dos coeficientes dos pisos mínimos de frete

Coeficientes dos pisos mínimos

Os coeficientes foram atualizados com base em pesquisas de mercado realizadas para revisar os valores dos insumos que compõem os custos operacionais do transporte. Durante o estudo, constatou-se que sucessivas atualizações dos insumos apenas pela aplicação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) podem causar um descolamento dos valores de referência das planilhas em relação aos praticados no mercado.

Como calcular o valor mínimo do frete

  • Defina primeiramente o tipo de carga a ser transportada, conforme opções apresentadas no Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020;
  • Na sequência, identifique a quantidade de eixos da composição veicular a ser utilizada no transporte;
  • Depois, identifique os coeficientes de custo de deslocamento (CCD) e de carga e descarga (CC) para a quantidade de eixos carregados da composição veicular que será usada:
  • Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento rodoviário, usa-se a Tabela A do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
  • Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela B do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
  • Se o transportador for contratado para usar seu próprio veículo automotor e implemento rodoviário e for uma operação de transporte de alto desempenho, usa-se a Tabela C do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020; ou
  • Se o transportador for contratado para usar apenas o seu próprio veículo automotor e for uma operação de transporte de alto desempenho, sendo o implemento rodoviário fornecido pelo contratante, usa-se a Tabela D do Anexo II da Resolução ANTT nº 5.867/2020.
  • Posteriormente, verifique a distância a ser percorrida na operação de transporte contratada; e
  • Por fim, use os valores obtidos nos passos anteriores na seguinte expressão para o cálculo do Piso Mínimo de Frete em Reais por viagem (R$/viagem):
  • PISO MINIMO DO FRETE (R$/viagem) = (DISTANCIA x CCD) + CC

Na reunião, os diretores da ANTT também aprovaram o relatório da Audiência Pública nº 8/2024, realizada entre 23 de outubro e 22 de novembro de 2024, com o objetivo de colher contribuições para o aprimoramento da proposta.

Histórico

O processo de revisão da resolução teve início com a Tomada de Subsídios nº 03/2024, encerrada em junho de 2024, que buscou receber contribuições iniciais para o aprimoramento da norma.

Posteriormente, foram realizadas pesquisas de mercado para atualizar os valores dos insumos que compõem os custos operacionais do transporte. Os resultados desses estudos embasaram a elaboração da proposta de revisão da resolução, que foi submetida à Audiência Pública nº 08/2024.



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Granizo destrói lavouras de soja no Rio Grande do Sul



O Sul do Brasil enfrenta sérias dificuldades devido a um clima severo e à má distribuição das chuvas, o que tem gerado danos consideráveis à produção agrícola e à infraestrutura. Em Dom Feliciano, no Rio Grande do Sul, as lavouras de soja e fumo estão sendo seriamente afetadas pela falta de umidade, que compromete o crescimento das plantas e reduz a produtividade. A situação é ainda mais crítica nas lavouras de fumo, que dependem de trabalho manual, tornando os prejuízos ainda mais sérios.

Além disso, a recente elevação do nível do Rio Caí causou a destruição de uma ponte no município de Feliz, interrompendo a conexão da cidade com o restante da região. A ponte, que havia sido reconstruída após as enchentes de maio, foi levada pela correnteza, deixando os moradores com um desvio de 20 km para conseguir acessar a cidade.

O impacto do granizo na soja

Outro fenômeno climático que tem causado estragos no Sul é a ocorrência de granizo. O risco de tempestades com granizo persiste em várias áreas, o que pode agravar ainda mais o cenário de dificuldades para os produtores. O granizo pode destruir lavouras inteiras, especialmente em momentos em que as plantas estão mais vulneráveis devido ao estresse causado pela seca. Santa Catarina, Paraná e partes do Rio Grande do Sul estão sob risco elevado de tempestades com granizo e rajadas de vento intensas, o que representa uma ameaça adicional para a agricultura da região.

Tapes e o cenário da seca

O município de Tapes, também no Rio Grande do Sul, tem sofrido os efeitos da seca, com falta de água comprometendo o desenvolvimento das lavouras de soja. As altas temperaturas, que chegaram a 41°C em algumas cidades como Pelotas, agravam ainda mais esse cenário de escassez hídrica, prejudicando a produtividade agrícola em várias partes do estado.

Projeção para os próximos dias

As previsões indicam que o calor extremo continuará, com temperaturas chegando até 36°C em várias cidades do Rio Grande do Sul, enquanto a chuva permanece escassa. Isso deve afetar diretamente as lavouras de soja e milho, que já enfrentam uma severa restrição hídrica. O retorno das chuvas na região é esperado apenas entre os dias 9 e 13 de janeiro, o que preocupa os agricultores que enfrentam um cenário crítico de seca prolongada.

Enquanto isso, o Nordeste do Brasil, especialmente o Espírito Santo, deve registrar chuvas mais volumosas, o que pode aliviar a seca em algumas áreas, mas também gerar dificuldades para os produtores, especialmente os de grãos.

Desafios

O cenário no Sul é de extrema atenção, com a combinação de calor excessivo, chuvas mal distribuídas e o risco de granizo, criando um ambiente desafiador para o desenvolvimento da agricultura. A situação de restrição hídrica pode se agravar se as chuvas não se estabilizarem nas próximas semanas, comprometendo ainda mais a produtividade das lavouras.

A previsão de tempestades com granizo e rajadas de vento intensas exigem que os produtores fiquem atentos, já que esses eventos climáticos podem causar danos, especialmente em regiões mais vulneráveis.



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